Enquanto PF investiga desvios na Saúde comunista, terceirizados do HCM estão sem salários há 2 meses

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Hospital Carlos Macieira tem segurança e atendimento ao público comprometidos por atraso de salários de agentes de portaria

Enquanto figurões do governo Flávio Dino (PCdoB) são pilhados desviando R$ 18 milhões da Saúde, conforme apontou investigação da Polícia Federal na recente Operação Pegadores, funcionários terceirizados do Hospital de Alta Complexidade Carlos Macieira estão sem salários há dois meses. Os trabalhadores já fizeram vários apelos, mas o máximo que têm obtido, até o momento, são apenas promessas.

Estão sem remuneração os servidores vinculados à terceirizada Amazonas Serviços, contratada para fornecer mão de obra para a função de agente de portaria. São cerca de 35 profissionais sem salários. Os porteiros, que preferiram não se identificar por medo de retaliações, também denunciam que há quatro meses não recebem cestas básicas, benefício concedido como forma de complementar suas baixa renda. A situação compromete a segurança e o atendimento ao público na unidade de saúde, já que a falta de salários e de outros ganhos gera desmotivação.

Os agentes de portaria queixam-se, ainda, de desvio de função. Alegam que frequentemente são designados pela direção do HCM para registrar entrada e saída de óbitos e para intervir em conflitos envolvendo acompanhantes de pacientes insatisfeitos com o atendimento prestado aos doentes.

Justificativa

A justificativa da Amazonas Serviços para o atraso salarial é a falta de repasse, supostamente há três meses, pelo Instituto Gerir, organização social contratada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) para administrar o hospital. E, como se não bastasse o não pagamento dos vencimentos, os servidores reclamam que um coordenador do Instituto Gerir, identificado apenas como Mesquita, ocupa-se, quase em tempo integral, com a tarefa de persegui-los.

Diante das promessas de pagamento não cumpridas, os trabalhadores já ensaiaram duas paralisações, que não fora adiante, muito menos surtiram o efeito esperado. Segundo eles, a resposta dos patrões para o manifesto foi de que os descontentes podem pedir para sair, caso não estejam mais suportando a situação.

Médicos

Anestesistas e médicos de outras especialidades lotados no HCM também não recebem salários há dois meses e, assim como os agentes de portaria, ameaçam cruzar os braços e deixar milhares de pacientes sem atendimento e com risco de agravamento dos seus quadros clínicos e até de morte.

O caos financeiro no HCM é o retrato de um sistema de saúde pública usado como cabide de emprego e como fonte de desvios de milhões de reais por um governo que, por mais que os fatos evidenciem culpa, insiste em macular a verdade ao se autodeclarar inocente.

1 comentário para "Enquanto PF investiga desvios na Saúde comunista, terceirizados do HCM estão sem salários há 2 meses"


  1. FMaria Helena

    Se essa mimese de governador houvesse realizado concurso para todas as funções na área da saúde não estava acontecendo esse problema dezenas de empresas contratadas para fornecer mão de obra terceirizada além de pagarem um salário irrisório ainda atrasam. Mas qualquer brasileiro que acompanha política sabe o porquê de não fazer concurso porque via empresa alguém ganha vantagem pois sabe-se como se dá esses contratos a bio-saúde que fornece pessoal para as UPAS não está depositando nem o FGTS nem pagando o INSS dos funcionários. Então Flávio Dino eu tenho que dizer que nesse aspecto até Roseana era melhor no governo do vc.

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