Ciência e saúde

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Representantes da Fundação Ary Frauzino para Pesquisa e Controle do Câncer, de São Paulo, estiveram reunidos nesta terça-feira (30), na Secretaria de Estado de Saúde (SES), com o subsecretário José Márcio Leite e técnicos da rede estadual de saúde para tratar do projeto de construção do Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP) no Maranhão. O projeto é financiado pelo BNDES – Fundo Social (recursos não-reembolsáveis) e prevê a construção até 2015 dos bancos de sangue em Manaus, São Luis, Campo Grande e Salvador.

Os gestores do projeto, Thiago Kaufmann e Marson Rebuzzi, mostraram aos técnicos da SES que a intenção é expandir o estoque de material genético (células-tronco hematopoéticas) visando aumentar as possibilidades de realização de transplante de medula óssea para aqueles pacientes que não dispõem de um doador aparentado.

“As células precursoras dos glóbulos sanguíneos dão origem a diversas células do sangue que são utilizadas no transplante de medula óssea em pacientes para os quais este uso é indicado. Com a expansão da Rede BrasilCord, as possibilidades de encontrar doadores são significativamente maiores”, explicou Thiago Kaufmann.

Presentes ao encontro, os diretores da Supervisão de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão (Hemomar), Dario Nicolau e Luciana Tomich; o secretário adjunto de Vigilância em Saúde, Alberto Carneiro; e a diretora clínica da Maternidade Marly Sarney, Socorro Braide.

Thiago Kaufmann explicou que a coleta das células é de fácil obtenção e armazenamento; a disponibilidade é imediata, há menor restrição quanto á compatibilidade, baixa contaminação por agentes infecciosos e a captação é feita em populações selecionadas. “As mães são informadas da importância da doação e assinam um termo de doação das células do cordão umbilical”.

A Rede BrasilCord já conta com 12 bancos de sangue de cordão umbilical implantados no Pará, Ceará, Pernambuco, Goiás, quatro em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

“A concepção e coordenação técnica são do Ministério da Saúde e do INCA, com financiamento do BNDES e gestão do projeto da Fundação do Câncer. As unidades de implantação e operação dos Bancos são dos Hemocentros e Universidades e a parceria envolve as secretarias estaduais de Saúde, Meio Ambiente e Vigilância Sanitária Estadual”, explicou Marson Rebuzzi.

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