Sampaio treina firme de olho no Ceará

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Após vitória pelo Estadual, fora de casa diante do Santa Quitéria, o Sampaio Corrêa se volta novamente para a Copa do Nordeste. Nesta quinta-feira, o Tricolor recebe o Ceará brigando pela liderança do Grupo D da competição.

Em meio ao Carnaval, o Tricolor ganhou folga apenas neste domingo por conta viagem que fez no jogo desse sábado contra o Santa Quitéria. A reapresentação da Bolívia Querida acontece na tarde desta segunda, no CT do clube.

“Sabemos da importância dessa partida. Vamos enfrentar o principal time da chave. Equipe de Ceará, que temos tomar todos os cuidados. Vamos trabalhar para fazer um bom jogo, pois esse jogo pode encaminhar bastante nossa classificação”, disse o técnico Francisco Diá.

Os treinamentos de definição de time serão nesta terça e quarta, também no CT do clubes. As atividades acontecem no período vespertino.

A partida contra o Ceará será realizada nesta quinta-feira, no Castelão, em São Luís, MA. O confronto está agendado para às 21h15 (Horário de Brasília).

Foto: Lucas Almeida/L17 Comunicação

Globoesporte.com

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Edivaldo reforça combate ao Aedes aegypti

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Os circuitos oficiais do Carnaval de Todos 2018 estão no plano de ação do Programa Municipal de Controle da Dengue e Arboviroses, executado pela Prefeitura de São Luís. Antes e após as festividades, agentes da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) reforçam o combate ao mosquito Aedes aegypti com a pulverização com fumacê nos locais da folia. Paralelamente, as equipes realizam a visitação a imóveis residenciais e pontos considerados estratégicos como borracharias e ferros-velhos.

“O trabalho da Prefeitura, na gestão do prefeito Edivaldo, é permanente e intensificamos nos períodos de chuvas. Agora, com o Carnaval, vamos direcionar as equipes para os locais onde haverá programação e prevenir a incidência do mosquito causador da dengue. Estamos somando com o Governo do Estado e as demais instituições para que tenhamos uma festividade com saúde”, pontua a superintendente de Vigilância Epidemiológica e Sanitária da Semus, Terezinha Lobo.

Os pontos de festa na Madre Deus, Praia Grande, Ceprama, Espigão da Ponta d’Areia, Passarela do Samba e Beira-Mar vão receber pulverização do carro fumacê um pouco antes da programação e após encerramento. O evento gospel Ora São Luís e Retiros Culturais, na quarta-feira (14), na Praça Maria Aragão, também recebe a ação.

“São locais de grande fluxo de pessoas com chances para criadouros do mosquito. É importante a colaboração de todos nesta prevenção”, reforça o coordenador Programa Municipal de Controle da Dengue e Arboviroses, Pedro Tavares. Equipes ficarão de prontidão para serem acionadas em casos de emergência.

São 315 agentes mobilizados para as atividades, distribuídos em toda São Luís e atuando em duas frentes: visita nas casas e em pontos estratégicos – borracharias, oficinas, sucatas, ferros-velhos, cemitério e terminais de viagem (portos e aeroporto).

Foto: Maurício Alexandre

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Colona do Sarney: Bloco dos Perseguidos

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Por José Sarney

Ao longo da vida tenho escrito tanto sobre o Carnaval que já não sei se devo continuar no tema ou escolher outro, um que fale dos males que hoje afligem o nosso povo, sobretudo a violência, a insegurança e o cultivo do ódio, do fanatismo e da perseguição que são a moeda que circula hoje no Maranhão. Disseram-me até que estavam tentando organizar um Bloco dos Perseguidos, mas chegaram à conclusão que eram tantos que não caberiam em um só bloco, mas ocupariam todo o Estado.

Os pobres comerciantes, além de terem de enfrentar a crise, têm de enfrentar o aumento dos impostos, que de maneira brutal caiu sobre o empresariado. A pecuária está estrangulada, com a via crucis que tem de enfrentar no caminho de banco em banco, de burocracia em burocracia, com os preços que até hoje estão deprimidos. O mesmo com os agricultores, grandes e pequenos, tendo que trabalhar somente para pagar impostos, dinheiro que vai para pintar de vermelho escolas, o muro do estádio, hospitais e tudo mais que aceite tinta. O vermelho é a cor revolucionária, fardamento dos funcionários que lidam com o público.

Mas deixemos isso para lá e vamos botar os tamborins para tocar, os tambores de São Luís, que tem um batido de 400 anos, as cabrochas bonitas rodopiando ao ritmo dos cocos africanos, um deles o Tambor de Crioula, e o gingado dos fofões no seu grito de guerra: “Tu me conheces, Carnaval?”

Meu tio Ferdinand, um festeiro de primeira linha, uma vez, quando viu o Bloco da Mesa, todos cantando com uma mesa carregada por foliões, tomou a mesa e colocou na cabeça e inventou uma marchinha: “Esta mesa não é minha, esta mesa é da vizinha.” E os donos verdadeiros do Bloco da Mesa o expulsaram, deram-lhe uns bofetões e ele chegou em casa com as marcas. Estórias de Carnaval.

Mas o mais singular Carnaval de que eu ouvi falar foi o do jornalista Antônio Carlos, que me afirmou que na Barra do Corda se cantava o Carnaval em latim – pode? O latim das orações da Quarta-Feira de Cinzas entoado na bagunça do Carnaval. Não era canto gregoriano, mas samba de breque.

E o “Cara-Dura”, o último carro do bonde que ia para o Anil, todo enfeitado, gente brincando com cofo cheio de capim e a tapioca fazendo o Bloco dos Sujos, onde até urina era jogada na luta da brincadeira.

Depois quiseram encurralar o Carnaval só nos desfiles da avenida das escolas de samba, cada uma querendo ter mais brilho do que a outra e criando um espetáculo que não tinha a espontaneidade dos blocos de rua.

Agora, há um movimento da onda contrária, está voltando o Carnaval de rua em todo o Brasil. Em São Paulo o prefeito está discutindo se são três milhões e meio ou quatro milhões de bloquistas. Em Recife é o Galo da Madrugada, na Bahia, com bloco ou sem bloco, a turma quer é brincar, reclamando da falta de mictórios – e na falta destes marcham para aquilo que na Bahia chamam de descarrego -, enquanto no Rio também os mijadores de automóvel fazem a festa dos fotógrafos e dos curiosos.

Mas estamos falando é daqui e vamos deixar para lá que eles façam o que quiserem para festejar a alegria. No Maranhão o Carnaval forte sempre foi e será o de blocos de rua, com maizena e sem o rodó (lança-perfume de outrora) a fazer os sovacos cheirosos da folia. A palavra de ordem portanto é botar o bloco na rua… e viva o Rei Momo!

Picasso, quando completou 90 anos, disse: “Ah! Que saudades dos meus 80.” E eu, que estou no caminho de lá, que nunca fui carnavalesco, que só gostava mesmo era de assistir os desfiles e ver minha sogra, na Rua do Passeio, com a grande panela de mingau de milho, a receber os bêbados e dar a cada um copázio – eles saíam bons, para recomeçar um novo porre, eu digo:

– Ah! Que saudades, não dos meus 80, mas dos meus 18, com baile de máscara, dominó e tudo.

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