Governo Dino comete improbidade, diz César Pires

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O deputado César Pires alertou, da tribuna da Assembleia Legislativa, que o governo Flávio Dino está retirando recursos Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para cobrir o rombo do Fundo Estadual de Pensões e Aposentadorias (FEPA). Para o parlamentar, essa é uma grave improbidade administrativa que precisa ser investigada pelos órgãos competentes.

Com base em dados oficiais, César Pires informou que a contribuição dos servidores gera uma receita anual de R$ 660 milhões para o FEPA, que somada à contribuição do Estado, em torno de R$ 814 milhões, chega à arrecadação de R$ 1,475 bilhão. “Só que a despesa anual da Previdência estadual é de R$ 2,476 bilhões, um déficit de R$ 1 bilhão entre a receita e a despesa. O FEPA quebrou e estão cometendo improbidade administrativa ao usar recursos do Fundeb para tentar cobrir o rombo previdenciário”, denunciou ele.

Segundo César Pires, o governo Flávio Dino transferiu para o FEPA R$ 100 milhões do Fundeb, que deveriam garantir melhorias salariais para os professores do ensino médio, e mais R$ 16 milhões do ensino superior, impondo perdas à produção científica da Universidade Estadual. “Volto a reafirmar aos professores da rede estadual que eles estão ganhando menos porque o Estado está subtraindo direito líquido e certo assegurados pelo FUNDEB, e o mesmo ocorre com os docentes da UEMA e da UEMASul”, ressaltou.

Para o parlamentar, “o que estamos assistindo é uma aberração administrativa, vedada pelos artigos 37 e 40 da Constituição Federal, nos artigos 70 e 71 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e também na Lei 11.494/2007. O governo gastou mais do que recebeu, não tem mais capacidade de endividamento, acabou a liquidez do Estado”.

O deputado também acrescentou ter sido informado que parte da contribuição previdenciária recolhida dos servidores estaduais não tem sido repassada ao FEPA, desde agosto. “E onde está o Ministério Público que não intervém? O Governo usa dinheiro do Fundo de Manutenção do Ensino Básico para pagar a Previdência. O que está acontecendo no Maranhão é um crime e, portanto, merece a apuração dos órgãos de fiscalização”, finalizou César Pires.

Foto: Agência Assembleia

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Assembleia aprova orçamento do governo Dino

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O Plenário da Assembleia Legislativa aprovou, na sessão desta quarta-feira (12), o Projeto de Lei 212/2018, de autoria do Poder Executivo, que prevê o Orçamento do Estado do Maranhão para o exercício financeiro de 2019. De acordo com o projeto, o Orçamento de 2019 prevê uma receita global de R$ 21.201.079.000 (vinte e um bilhões, duzentos e um milhões, setenta e nove mil reais).

Além da despesa total fixada em R$ 21 bilhões, há previsão do Orçamento Fiscal, em R$ 14.624.235.217; Orçamento da Seguridade Social, em R$ 6.312.977.783; e Orçamento de Investimento das Empresas Estatais, em R$ 263.866.000.

O Projeto de Lei 212/2018, encaminhado à Assembleia Legislativa pelo governador Flávio Dino, contempla todos os setores da administração pública, como também prevê recursos para o pagamento dos servidores em geral, especialmente dos pensionistas e aposentados, no exercício de 2019.

Na Mensagem Governamental 066, encaminhada ao Poder Legislativo, o governador Flávio Dino reafirma a política de austeridade fiscal e explica os principais aspectos que foram considerados para a elaboração do projeto, que estima receita e fixa a despesa do Estado do Maranhão para 2019.

O líder do governo na Assembleia Legislativa, Rogério Cafeteira (DEM) ocupou a tribuna, durante o encaminhamento da votação da matéria, para defender o projeto.

Rogério Cafeteira explicou que tanto o Projeto de Lei do Plano Plurianual 2016/2019 quanto o Projeto da Lei Orçamentária Anual 2019 apresentam uma projeção que organiza políticas públicas e relaciona todos os programas, ações e metas da administração estadual.

Ele argumentou que, de acordo com a Mensagem Governamental, o Plano Plurianual foi concretizado a partir de diálogo com todas as regiões do estado, quando, seguindo a diretriz do governo Flávio Dino, equipes da Secretaria de Estado de Planejamento e Orçamento (Seplan)  e da Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) estiveram em todas as regiões do Maranhão ouvindo da população as prioridades para cada território.

Os deputados Eduardo Braide (PMN), Adriano Sarney (PV), Wellington do Curso (PSDB) e César Pires (PV) ocuparam a tribuna para criticar a matéria, defendendo a modificação do projeto original com emendas de remanejamento do orçamento. Em seu discurso, o deputado Adriano Sarney chegou a chamar o projeto do governo de “peça de ficção”.

“Pois eu chamo de peça de ficção simplesmente porque neste projeto se vê questões vazias. Por exemplo, R$ 10.000,00 para construção e melhoramento de logradouros públicos. O que se faz com dez mil reais para melhoria de logradouros públicos de um Estado? Absolutamente nada. O Governo desrespeita esta Casa mandando a esta Casa um documento para que nós, deputados e deputadas, possamos aprovar e depois ser completamente modificado”, afirmou Adriano Sarney.

Outros três deputados da bancada de oposição, Eduardo Braide, César Pires e Wellington do Curso, também criticaram a proposta orçamentária e apresentaram emendas, que foram rejeitadas pelo Plenário. Os textos do Projeto de Lei 212/2018 e da Mensagem Governamental 066 estão publicados no Diário da Assembleia Legislativa na edição datada de 2 de outubro de 2018.

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Honaiser diz que não pretende voltar ao governo

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O deputado estadual eleito, Márcio Honaiser (PDT) foi o entrevistado desta quarta-feira (12), no Ponto Final, por Roberto Fernandes, na Rádio Mirante AM. (clique aqui e ouça a entrevista)

Honaiser destacou que a sua eleição é fruto da reivindicação de moradores do Sul do Maranhão que buscavam uma representação na Assembleia Legislativa.

“É lógico que a gente como deputado vamos representar o Maranhão inteiro, mas é lógico que a região Sul do estado que é onde eu moro, há 20 anos estava reclamando a presença de um deputado da região embora alguns tenham sido eleitos e trabalhado pela região. A região até por questões geográficas ficou muito esquecida politicamente”, disse.

Eleito pela primeira vez com 56.322 votos (1,73%), Márcio Honaiser disse que não pretende voltar a ocupar cargo no Executivo.

“Eu preferia não ser. A gente que é de grupo político e às vezes somos chamados para cumprir missões, mas a minha vontade é de não voltar. Eu acho que já contribui nestes 4 anos quando estive na Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, mas a minha vontade agora é servir o Maranhão na Assembleia Legislativa. Nós pregamos muito durante a campanha a necessidade da região ter um representante e isso pesa muito para mim. Essa é uma experiência que eu gostaria de ter no Legislativo. Somos do lado do governador Flávio Dino. Somos aliados e vamos apoiar na Assembleia Legislativa o governador para que ele continue promovendo as mudanças que o Maranhão precisa”, disse.

Márcio Honaiser disse que lutará na Assembleia Legislativa e junto à bancada federal para que a MA-006 possa ser feita novamente.

“Este é o grande calcanhar de Aquiles. Eu que sou da região e trafego por ela sei que ela ficou muitos anos sem manutenção e hoje está acabado. Não tem como fazer recuperação. O governo tem feito reparos, mas não adianta é mesmo que enxugar gelo, a MA-006 tem que ser construída toda novamente. Já existe um projeto e o governo está buscando o financiamento, mas vamos lutar junto ao Senado no ano que vem para que os recursos sejam garantidos e o problema da MA-006 possa definitivamente ser resolvido”, explicou.

O deputado eleito se mostrou otimista quanto ao futuro do país. “Muita gente tem medo, mas eu não acredito que vá se desrespeitar a Constituição. Acho que nós vamos conseguir atravessar esse momento difícil e aos poucos o Brasil vai retornar ao seu caminho normal”.

Eleito, também com expressiva votação na região do Munim, Márcio Honaiser prometeu lutar junto ao governo do Estado para incremento do turismo e no fortalecimento do agropólo na região. “O Maranhão tem a vocação para o turismo e se, de fator for incentivado vai contribuir bastante na geração de renda”.

Ao final da entrevista, Márcio Honaiser falou sobre o projeto do Executivo aprovado pela Assembleia Legislativa e que aumentará a cobrança de impostos no Maranhão.

“Ninguém gosta, pelo contrário, todo mundo gosta é de diminuir, mas às vezes é necessário você tomar um remédio margo para enfrentar os problemas. Não digo que é bom, mas às vezes é necesário e não ficar esperando chegar o ano que vem e ver o Estado quebrado e sem condições de cumprir seus compromissos. O ruim é quando se cobra imposto e não se faz nada. Espero e rezo muito para que em 2019 o Brasil possa ver a sua economia começar a aquecer.

Foto: Zeca Soares

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Papai Noel é recebido em clima de festa na Assembleia

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Na presença de muitas crianças, servidores, parlamentares e convidados, Papai Noel chegou à Assembleia no início da noite desta segunda-feira (10), marcando o início das festividades natalinas no Poder Legislativo Estadual. A presença do bom velhinho é uma iniciativa do Grupo de Esposas de Deputados do Maranhão (Gedema), presidido por Ana Paula Lobato.

“A Assembleia é a casa do povo e ela está enfeitada para o fim de ano, iluminada, com um presépio bem bonito, uma árvore de Natal e uma casa para acolher o bom velhinho. E o público pode vir ver tudo isso de perto, nas sextas, sábados e domingos, a partir das 18h. Preparamos tudo com muito carinho”, disse a presidente do Gedema.

Para o presidente da Assembleia, deputado Othelino Neto (PCdoB), a presença de Papai Noel na Casa do Povo coroa esse clima de festa. “É um momento de confraternização dos nossos servidores e das pessoas que, hoje, vieram aqui acompanhar a chegada de Papai Noel. É um momento de muita alegria para nós todos”, acrescentou.

O deputado Wellington do Curso (PSDB) prestigiou o evento e enfatizou o que considera ser o maior significado do Natal, ou seja, o nascimento de Jesus Cristo. “A Assembleia está de parabéns ao fazer com que os familiares dos deputados, servidores e assessores possam se confraternizar na presença de Papai Noel ”, assinalou.

“A Assembleia está de parabéns por essa iniciativa, na pessoa da presidente do Gedema, Ana Paula Lobato. Papai Noel é o maior símbolo do Natal e sua presença aqui nesta Casa torna as comemorações natalinas da Assembleia mais participativas e fraternas”, declarou o deputado Vinicius Louro (PR).

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Wellington vê Dino ‘descontrolado e sem limites’

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“Governador descontrolado e sem limites”, diz deputado Wellington ao requerer posicionamento do MPF contra decreto de Flávio Dino que limita ação do Judiciário

Fundamentando-se no artigo 34, inciso IV da Constituição Federal o deputado estadual Wellington do Curso requereu ao Ministério Público Federal que se manifestasse contra o Decreto Nº 34.593, de 30 de novembro de 2018, do governador Flávio Dino, que sobrepõe o Executivo ao Judiciário, dando a ele a autonomia para descumprir as decisões judiciais.

Ao se pronunciar, na Tribuna da Assembleia Legislativa, sobre o assunto, o deputado Wellington afirmou que a medida do governador Flávio Dino contraria diretamente o que a Constituição Federal assegura

“A Constituição é clara: a União pode, e deve, intervir nos estado sempre que for necessário a atuação para garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação. Com esse Decreto, Flávio Dino, que pensa ser um rei absolutista, atrela a si, enquanto chefe do Executivo, uma superioridade ao Judiciário, a partir do instante em que desvincula a obrigatoriedade de determinadas decisões judiciais. Um verdadeiro absurdo que abre precedente para muitas outras arbitrariedades. Não iremos permitir isso. Esperamos a devida intervenção por parte do MPF, já que o Maranhão, infelizmente, está com um governador descontrolado e sem limites”, disse Wellington.

Foto: Agência Assembleia

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Governistas aprovam ‘pacote de maldades’ de Dino

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A Assembleia Legislativa aprovou nesta quarta-feira (5), o projeto de lei de autoria do Executivo que aumenta os impostos em várias áreas no Maranhão, o chamado “pacote de maldades”. Veja como foi a votação:

Votos contra

Roberto Costa (MDB), César Pires (PV), Adriano Sarney (PV), Wellington do Curso (PSDB), Léo Cunha (PSC), Max Barros (PMB) e Nina Melo (MDB)

Votos a favor

Antonio Pereira (DEM), Bira do Pindaré (PSB), Cabo Campos (PEN), Levi Pontes (PCdoB), Edivaldo Holanda (PTC), Edson Araújo (PSB), Fábio Macedo (PDT), Franscisca Primo (PCdoB), Glalbert Cutrim (PDT), Hemetério Weba (PP), Júnior Verde (PRB), Marcos Caldas (PTB), Neto Evangelista (DEM), Paulo Neto (DEM),  Rafael Leitoa (PDT), Marco Aurélio (PCdoB), Raimundo Cutrim (PCdoB), Ricardo Rios (SD), Rogério Cafeteira (DEM), Sérgio Frota (PR), Stênio Rezende (DEM), Valéria Macedo (PDT), Vinícius Louro (PR) e Zé Inácio (PT)

Abstenção

Eduardo Braide (PMN)

Antes da votação, os deputados ligados ao governador Flávio Dino rejeitaram um requerimento do deputado Adriano Sarney (PV) para que a votação fosse nominal.

Com o apoio da galeria que estava lotada, a Oposição resistiu até quando foi possível, mas o governo com maioria esmagadora acabou aprovando o projeto de Flávio Dino.

Um dos aumentos aprovados incidirá sobre a gasolina, cuja alíquota era de 25% e agora será de 28,5%. Óleo diesel e biodiesel terão aumento de 2% na alíquota do ICMS passando de 16,5% para 18,5%.

O projeto aprovado aumenta o imposto de outros ítens como: armas e munições; bebidas alcoólicas, cervejas e chopes; bebidas isotônicas, bebidas energéticas, embarcações de esporte e de recreação, inclusive esquis aquáticos, kites e jets ski, rodas esportivas para automóveis, veículos aéreos não tripulados ou remotamente pilotados, tipo drones, outras aeronaves de uso civil; joias de metais preciosos ou de metais folheados ou chapeados, de metais preciosos e de pérolas naturais ou cultivadas, de pedras preciosas ou semipreciosas, pedras sintéticas ou reconstituídas.

O projeto deve ser sancionado ainda esta semana pelo governador e o aumento passa a vigorar a partir de março de 2019.

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ACM é contra ‘pacote de maldades’ de Flávio Dino

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E tem crescido o número de pessoas e entidades que começam a se posicionar contra o pacote de maldades do governo Flávio Dino. Por conta exatamente desse crescimento, que acontece naturalmente após o conhecimento do tal pacote, o governador exige pressa na aprovação do Projeto de Lei 239/2018, na Assembleia Legislativa.

Agora foi a Associação Comercial do Maranhão (ACM), que através do presidente Felipe Mussalém, criticou o pacote de maldades do governo Flávio Dino. Em vídeo, o presidente da ACM deixou claro que o maior prejudicado com a eventual aprovação desse projeto será o consumidor.

“Não é o empresário que paga imposto. Quem paga imposto é a sociedade, quando compra um produto ou consome um serviço. O empresariado ou o empresário repassa o valor do imposto. Se o imposto aumenta, o valor do produto aumenta. Se o empresário não zera isso, ele precisa enxugar a sua empresa, fazer demissões, cortes e é contra isso que a gente quer o seu apoio”, afirmou.

Felipe Mussalém deixa claro que o pacote de maldades não foi, em momento algum, discutido com o empresariado maranhense. Ou seja, apesar de dizer que é uma gestão que prega diálogos, o Governo Flávio Dino só ‘senta à mesa’ quando lhe é conveniente, como durante as campanhas eleitorais.

“Mais uma vez, no finalzinho do ano, o governo do Estado nos presenteia com um pedido de aumento de impostos enviado em caráter de urgência para a Assembleia Legislativa. Esse pedido de aumento não foi discutido com a classe empresarial, não foi discutido com a sociedade, não fez parte da pauta do Conselho Empresarial do Maranhão e a gente quer a possibilidade de discutir para que a gente possa manter, lógico, as contas do estado, porém sem sacrificar a população que já é tão sofrida, com pagamento de impostos sem retorno”, finalizou.

O pacote de maldades tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Assembleia Legislativa e só não foi votado na segunda-feira (3), por conta de um pedido de vista do deputado Eduardo Braide, que apresentará uma emenda para distorcer os inúmeros equívocos do projeto.

Entretanto, a tendência, pela pressa do Governo Flávio Dino, que não quer debater o projeto, ele será votado em Plenário nesta quarta-feira (5).

Blog do Jorge Aragão

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Efeito cascata

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Os deputados estaduais do Maranhão votarão hoje – pelo menos está previsto – o projeto de lei assinado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), que propõe aumento de alíquota do ICMS em produtos que vão de bebidas alcoólicas até drones. No meio disso, há aumento de imposto para produtos que mexem ainda mais com o dia a dia do cidadão: gasolina e diesel, que agem diretamente no aumento de serviços e os mais diversos produtos.

Para o secretário de Estado da Comunicação e Articulação Política, Márcio Jerry, o reajuste na alíquota “não pesará” no bolso do cidadão. Em entrevista, o secretário reduziu a centavos – 1,5 no diesel e 8,7 na gasolina – o aumento no litro dos combustíveis.

Mas talvez a realidade pintada por Jerry não seja tão leve assim para quem precisa contar centavos para garantir comida na mesa. Quem não lembra que o aumento no valor do diesel levou à longa greve dos caminhoneiros que paralisou o país?

O movimento ocorreu porque o combustível mais caro atrapalha o negócio. A situação complicada levou até governadores de outros estados a reduzirem a alíquota do ICMS para o diesel, a fim de segurar o valor do combustível na bomba.

O próprio Dino chegou a cortar em 0,5% a alíquota do diesel para evitar aumento da passagem de uma das tarifas do transporte público em São Luís e assim evitar desgaste político ao seu aliado, Edivaldo Júnior (PDT), prefeito da capital.

Mas agora, no Maranhão, o que se pretende é um novo aumento do tributo. “Centavos” preciosos que atingirão em cheio não apenas uma série de produtos, mas toda uma cadeia produtiva. É o velho efeito cascata, que, por fim, desaba sempre na cabeça do consumidor final.

A única saída para o cidadão maranhense é a Assembleia Legislativa. O contribuinte terá de contar com o senso de justiça dos deputados estaduais, para negarem um terceiro aumento de imposto em quatro anos no Maranhão.

Folha

Márcio Jerry tenta justificar o aumento do ICMS alegando que é preciso pagar a folha de pessoal do governo. Mas o comunista não explica como o Estado chegou a tal situação de falta de dinheiro para honrar compromissos.

Entre as justificativas há ainda a de que existem adversários que querem ver o Maranhão em uma situação ruim.

Pelo contrário. Desde 2017 os adversários vinham alertando sobre o uso inadequado do dinheiro público e o perigo de deixar o Estado em profunda crise financeira.

Sem crise?

E quando o alerta era feito, a cúpula governamental ia às redes sociais afirmar que o Maranhão ia muito bem, crescendo e melhorando em todos os níveis sociais e de desenvolvimento.

Na campanha eleitoral deste ano, Flávio Dino afirmou em reunião com prefeitos que 2019 não tinha como ser ruim, porque em qualquer cenário o Maranhão estaria bem.

Não precisou muito tempo para se perceber que a vida real é bem diferente.

Tem mais

No pacote do governador Flávio Dino não há somente o reajuste de alíquota do ICMS. Segundo os deputados da oposição, a taxa de juros para quem atrasar o pagamento do IPVA não será mais de 2% ao mês.

Quem atrasar IPVA a partir de 2019, terá de pagar 20% em multa e mais a taxa selic, segundo anunciou o deputado da oposição, Eduardo Braide (PMN).

A história de reduzir o valor do IPVA para locadoras de veículos no Maranhão, segundo analistas, é apenas uma forma de disfarçar alguns pontos previstos no projeto de lei assinado por governador.

Estado Maior

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César Pires conclama povo contra ‘pacote de maldades’

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O deputado César Pires (PV) conclamou a população maranhense a se manifestar contra o Projeto de Lei 239, de autoria do governo Flávio Dino, que pretende aumentar, mais uma vez, o ICMS sobre combustíveis e outros produtos. A matéria tramita em regime de urgência e será votada nesta quarta-feira (5) no plenário da Assembleia Legislativa, onde o governo conta com o apoio da maioria dos parlamentares.

“Nenhum governo é mais forte que a mobilização popular, e o povo tem muito a dizer sobre essa proposta de, mais uma vez, aumentar a cobrança de impostos no Maranhão”, declarou César Pires, ressaltando que a oposição não tem votos suficientes para evitar que o projeto do Executivo seja aprovado nesta quarta-feira.

César Pires disse que o governador contraria tudo o que pregou durante a campanha eleitoral, e ao povo que acreditou em suas promessas agora só resta se espelhar na França, onde o presidente Emmanuel Macron foi obrigado a recuar em sua decisão de aumentar o preço dos combustíveis, porque o povo francês foi às ruas protestar.

“Há pouco tempo Macron era festejado como símbolo da direita na Europa. Mas foi o povo francês, um povo civilizado, quem fez o presidente da França desistir do aumento de impostos. Por isso digo à população de São Luís e do Maranhão que não se escuse de vir para a luta”, enfatizou.

O deputado convidou a sociedade civil organizada e os sindicatos para que ocupem a galeria da Assembleia para assistir de perto a votação do projeto e saber quem vota a favor do governo e contra o povo, reafirmando que sem mobilização popular o governo terá ampla maioria dos votos para aprovar o aumento de impostos.

“Quase 70% da sociedade maranhense apostou nesse governo, por isso apelo para que a população não deixe cinco ou seis deputados de oposição sem força para barrar esse projeto. Quem quer pagar mais do que já paga? O povo tem muito a dizer e não pode mais se calar”, finalizou César Pires.

Foto: Kristiano Simas / Agência Assembleia

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O esforço isolado de Rogério Cafeteira

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O deputado estadual Rogério Cafeteira, segue, mesmo após o dissabor nas urnas, cumprindo o seu árduo papel de Líder do Governo Flávio Dino.

Durante esta semana a gestão comunista encaminhou para a Assembleia Legislativa um Projeto de Lei que simplesmente aumenta, mais uma vez, a alíquota do ICMS para os mais diversos produtos e serviços, incluindo o combustível.

O aumento dos impostos, que está sendo feito pela terceira vez no Governo Flávio Dino, gera um tremendo desgaste aos deputados governistas, afinal é deles a missão de aprovar essa imoralidade que novamente volta a prejudicar a população maranhense.

Por conta exatamente desse desgaste, apenas o deputado estadual Rogério Cafeteira teve a coragem, ou melhor, a ousadia, de tentar defender o projeto, afirmando que o mesmo é uma medida anticrise e até conseguiu a proeza de encontrar algo que beneficia alguns maranhenses.

“Eu queria saber se a Oposição acha que votar em um projeto que isenta as motocicletas de até 100 cilindradas em 100% do IPVA é legislar contra o contribuinte. Se votar na redução do ICMS para pequenas e microempresas, em até 100% da diferença de ICMS, se isso é legislar contra o contribuinte”, disse Cafeteira sobre o projeto.

Só que o deputado Eduardo Braide, que pediu vistas do Projeto de Lei, já deixou claro que fará uma emenda para retirar o que prejudica os maranhenses, como o aumento do ICMS, e deixará os benefícios, como os citados por Cafeteira.

O curioso é que o Projeto de Lei é tão bom, que apenas o corajoso Rogério Cafeteira teve a coragem de defende-lo, pois segue cumprindo a árdua missão de Líder do Governo. Os demais governistas optaram pelo silêncio sepulcral.

Cafeteira já negou veementemente e publicamente que a função desemprenhada por ele tenha ajudado no dissabor das urnas, mas para este Blog não resta dúvidas que o fato de ter a coragem de sair sempre em defesa da gestão comunista foi determinante para a sua não reeleição.

O problema é que com a não eleição de Cafeteira, o cargo ficará vago. Os dois mais cotados são Marco Aurélio e Rafael Leitoa, mas resta saber se terão a mesma coragem de Cafeteira e se estão dispostos a pagar o mesmo preço que o atual Líder do Governo segue pagando, mesmo depois do dissabor das urnas.

Foto: JR Celedônio / Agência Assembleia

Blog de Jorge Aragão

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