Carnaval, sempre carnaval

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Por José Sarney

Eu, que estou em pleno vigor da juventude – e todos os dias os jornais, ao citar meu nome, revelam aos leitores esta minha fraqueza -, fico todo irritado quando ouço essa história de “bom era no meu tempo”, “ah! que saudades do meu tempo” e outros lamentos saudosistas.

Bom mesmo é o tempo de hoje. O tempo bom do meu tempo era o tempo daquele tempo, que não conhecia o tempo futuro. O Padre Vieira, lembrando o que diria 250 anos depois T. S. Eliot, o grande e sempre louvado poeta, falou que “se no passado se vê o futuro, e no futuro se vê o passado, segue-se que no passado e no futuro se vê o presente, porque o presente é o futuro do passado, e o mesmo presente é o passado do futuro”.

Carnaval então é momento dessas baboseiras, os velhos reclamando das escolas de samba, feéricas, deslumbrantes, despejando alegria pela Avenida, comparando-as com as batalhas de confete e o entrudo, que era a imbecil brincadeira de um sujar o outro. Outros reclamam do cheiro de urina dos foliões apertados pelas latas de cerveja, contrapondo ao cheiro bom do Rodó – a marca de lança perfume mais popular e representativa dos antigos carnavais.

Li que um baiano do Campo Grande, em Salvador, onde a folia é a mais densa daquelas bandas, disse que já estava esperando o cheiro do “descarrego carnavalesco” e passaria esses dias limpando as calçadas e tapando o nariz. Bobagem e hipocrisia porque ele é um privilegiado, não precisa sair de casa para ouvir a bela Ivete Sangalo e os trios elétricos, herança de Dodô e Osmar.

Ora aqueles tempos dos carnavais antigos! Não se via esse desfile puro e esplendoroso das mulatas, loiras, morenas sem vestidos, seios à mostra, além das partes que têm vida própria, pululam e que são vistas quando passam popozudas. Tudo belo, a frente e o atrás. Bendito carnaval do presente, quando ninguém tem de temer nada nesse jogo de Adão e Eva, porque o nosso Ministério da Saúde continua distribuindo camisinhas, com direito a lubrificantes e antissépticos.

Ora bolas para o passado, com aquelas fantasias cafonas, cheias de babados, chapéus de crepom colorido e colares havaianos que, suados, manchavam as roupas. E o mais difícil: homens para um lado e mulheres para outro, só olhares e desejos. Quando muito um aperto de mão acochado e um sarrafo leve de corpo com corpo.

Que diferença louca entre blocos antigos, de canções nostálgicas, e a beleza de Alcione, no seu gingado maranhense, cantando as músicas do Bulcão, do Zé Pereira e do saudoso Nonato Buzar. “Maranhão, meu tesouro, meu torrão”, cantava o Humberto do Maracanã.

Na verdade o cheiro dos suores do passado e o esplendor dos biquínis de hoje são saudades que não morrem. Como são boas! Noutros carnavais e neste carnaval.

Plagiando o Chagas, do Boi da Maioba, vamos “meu povo, guarnecer nosso belo e alegre Carnaval, de novo!”.

Foto: Divulgação/Setur

*Coluna do Sarney

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Republicanismo de fachada

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Na esteira do debate que manteve com o deputado federal eleito Márcio Jerry (PCdoB) durante a semana, o deputado estadual Adriano Sarney (PV) condenou em suas redes sociais, na sexta-feira, 11, o que considerou “republicanismo de fachada” das esquerdas maranhenses.

As críticas foram acirradas depois de Jerry e apoiadores do governo Flávio Dino (PCdoB) comemorarem a aproximação com a gestão de Jair Bolsonaro (PSL). E atacarem o parlamentar do PV, que os criticou por boicotar o governo federal, ao mesmo tempo em que tentam se locupletar dele.

Adriano destacou que a postura assemelha-se ao que o PCdoB tem praticado nos últimos anos no Maranhão, onde atualmente faz ferrenha oposição ao grupo Sarney – de forma, avalia ele, muitas vezes baixa -, mesmo já tendo sido parte de uma gestão sarneyzista.

“Nos últimos anos, eles ficam repetindo essa história de oligarquia e de 40 anos. Mas eu lembro que o PCdoB integrou as duas primeiras gestões da ex-governadora Roseana. Naquela época, não tinha oligarquia, o que tinha era muito comunista ocupando cargo e defendo o governo com unhas e dentes”, ironizou.

O deputado se referiu aos mandatos que se estenderam de 1994 a 2002, quando o PCdoB era uma das principais legendas de apoio a Roseana Sarney. Na época, comunistas ocupavam cargos de destaque no governo. Como a Gerência Regional de Santa Inês, comandado por Marcos Kowarick, a Presidência do Instituto de Terras do Maranhão (Iterma), com Stefano Silva Nunes, e a Direção Fundiária do Iterma, com Eurico Fernandes.

Adriano lamentou a forma de fazer política do partido. “Quando a oportunidade de derrubar adversários se apresenta, o PCdoB sobe no palanque. Quando aparece uma oportunidade de se aproveitar de adversários, o PCdoB faz reuniões em gabinetes. Aí, quando alguém denúncia, eles dizem que é patrulha. Esse é o republicanismo de fachada do PCdoB”, afirmou.

Estado Maior

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O negro no Maranhão

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Por José Sarney

A raça negra tem uma importância grande para o Maranhão. Em algum momento da História colonial, ela chegou a ser dois terços da nossa população.

A Companhia de Comércio do Maranhão e Grão-Pará, criada por Pombal, trouxe milhares e milhares de negros para, pelo braço escravo, criar grandes plantações de algodão, arroz e cana. Isso fez do Maranhão um dos estados com maior presença negra do Brasil.

Aqui já havia muitos escravos, uma parte trazida pelos tumbeiros, navios que faziam contrabando de africanos. Os mais valiosos eram os da Costa da Mina, homens fortes, altos, robustos. Daí sua religião chamar-se aqui tambor de Mina e não candomblé, como na Bahia. Outros frequentes eram os de Cacheu, na atual Guiné Bissau. Muitos dos testamentos daquele tempo referem-se a escravos de Cacheu, o que mostra a importância destes.

Eu sempre fui um grande defensor da raça negra. Em toda minha vida pública há essa preocupação.

São minhas as frases de que a “maior mancha da história do Brasil é a escravidão” e “nossa maior dívida social é com os negros”.

A grande mudança da política brasileira em relação aos negros, depois do marco da Lei Afonso Arinos, foi feita por mim. Vi a prioridade de sairmos da condenação política de suas deploráveis condições para criarmos instrumentos reais de ascensão. Precisávamos de políticas de discriminação positiva, porque os maiores problemas dos negros, vinculados à discriminação, são a pobreza e a impossibilidade de subir aos níveis de decisão na sociedade. Daí, para começar essa nova visão, nos 100 anos da abolição da escravidão, da Lei Áurea, criei a Fundação Cultural Palmares. Sou autor de dois grandes projetos de promoção dos afro-brasileiros: o primeiro, a ideia das cotas raciais, não somente para universidades, mas nos concursos para o serviço público e em todas as atividades dentro da sociedade; o outro, o do reconhecimento e de todo o processo de titulação das terras quilombolas, a ser feito pela Fundação Palmares.

Sustento que ao lado de Zumbi está o Negro Cosme, que fez um dos maiores quilombos do Brasil, com 3.000 membros, e cujo primeiro ato foi fundar uma escola, já sonhando que na educação estava a liberdade. Foi enforcado em Itapecuru, em praça pública, e merece uma estátua em São Luís.

2Pela minha atuação em favor dos negros, recebi o Troféu Raça Negra, que me foi entregue pelo Reitor, o grande líder e expressão do talento negro, Professor José Vicente, e o título de Chanceler da Ordem do Mérito Memória e Alma de Zumbi dos Palmares.

Creio que a Semana da Consciência Negra deve sempre ter como objetivo as políticas para retirar os afro-brasileiros da pobreza, pois são os mais pobres entre os pobres.

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Longe do sinal vermelho

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Por José Sarney

Foi tranquilizador o anúncio do governo de que os aposentados e pensionistas estão longe da ameaça de terem dificuldades para receber os seus vencimentos. O alerta nasceu das dificuldades das finanças públicas estaduais que fizeram com que o Tesouro recorresse à Emap (Empresa Maranhense de Administração Portuária) e dela retirasse recursos, além dos saques já feitos no fundo de pensão dos funcionários públicos, que ficou reduzido a valores baixos.

Por outro lado, o aumento do endividamento do estado passou a níveis altos, de 3,2 bilhões em dezembro de 2014 a 4,6 bilhões em meados deste ano.

Isso representa não só um aumento do serviço da dívida como das amortizações obrigatórias pelos contratos. Com o aumento dos juros a pagar há a diminuição dos recursos disponíveis para o Estado gastar em saúde, educação e investimentos.

O Maranhão tem uma tradição de finanças organizadas, sem nunca ter atraso. Roseana tinha verdadeira obsessão no controle das finanças estaduais e do cumprimento exato e fiel da Lei de Responsabilidade Fiscal, chegando mesmo à distribuição anual das datas de recebimento dos ordenados, sempre no mês vencendo.

Um dos grandes problemas da previdência pública brasileira tem sido o seu descontrole por parte dos estados. Como dois exemplos mais gritantes citamos o Rio Grande do Sul, falido há vários anos, tendo que arcar com cerca de 90% dos encargos dos aposentados, que crescem cada vez mais, e não tendo dinheiro para isso. O mesmo acontece no Rio de Janeiro, e quase todos os estados vão entrando nesse desfiladeiro.

Foi antecipando essas dificuldades que, no tempo em que fui governador, já eram grandes, tomei uma decisão da maior importância ao fazer a Ponte de São Francisco, sobre o Rio Anil. As terras do outro lado, onde hoje está edificada a São Luís moderna, era uma mata que tinha por finalidade abastecer as caldeiras a vapor da fábrica de tecidos Camboa, que estava falida.

Então, sem que dissesse a ninguém que ia construir a Ponte, e prevendo a valorização dessas terras, comprei-as, pelo Estado, para o Ipem (Instituto de Previdência do Estado do Maranhão). Quando essas terras passaram a ser de sua propriedade, ele loteou-as, dando aos funcionários preferência na compra. Como eram vastas e grandes, até hoje o instituto dispõe de muitas áreas. Assim, o Ipem ficou rico, saudável, com grande liquidez e transformou-se no mais sólido do Brasil. Era a maneira de afastar para sempre o perigo de não ter dinheiro para pagar os aposentados. Nunca ninguém havia mexido nestes recursos.

Perdi amigos, que, de olho em enriquecer, achavam que eu devia ter comunicado a eles que ia fazer a ponte. Sei que tal procedimento é raro, mesmo a nível mundial. Basta lembrar que Konrad Adenauer, grande estadista e notável construtor da nova Alemanha, quando teve de mudar a capital do país depois da guerra, escolheu a área de Bonn, onde diziam que ele era grande proprietário de terras, e Washington, a capital americana, baseada no compromisso entre estados do Norte e do Sul, ficou à margem do Rio Potomac e 13 milhas acima de Mount Vernon, a fazenda do principal fundador dos Estados Unidos.

Assim, tenho orgulho desse procedimento que mostra a minha lisura de homem público.Sempre se censura o que não se faz de bem, com razão, mas ninguém elogia o que não se faz de mal. Tenho um zelo muito grande pelos aposentados e sempre lutei por eles ao longo de minha vida pública.

Coluna do Sarney

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Bolsonaro ‘bate continência’ a Sarney

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Uma imagem ficou marcada no Congresso Nacional nesta terça-feira (6), quando da solenidade que marca os 30 anos da Constituição de 1988.

Ao cumprimentar as autoridades, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) se dirigiu em direção ao ex-presidente da República José Sarney.

Jair Bolsonaro num ato militar que significa um gesto de respeito “bateu continência” e em seguida cumprimentou o ex-presidente.

As imagens são de Ênio Borgman. Veja o vídeo a seguir.

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Sem sentido

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A nova estratégia dos membros do grupo político do governador Flávio Dino (PCdoB) é tentar atrelar a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) ao grupo da ex-governadora Roseana Sarney (MDB). O deputado eleito, Duarte Júnior (PCdoB), sempre a serviço de Dino, usou as redes sociais para fazer a fraca relação.

É óbvio que não há a ligação entre Bolsonaro e o grupo Sarney. O próprio ex-presidente José Sarney (MDB) se posicionou neutro neste segundo turno.

O que ocorreu é que lideranças do MDB e também de outros partidos de oposição, como o deputado Adriano Sarney (PV) e o senador Roberto Rocha (PSDB), declararam votar no segundo turno no candidato do PSL.

E a situação local é que determinou a posição dos oposicionistas. A equação é simples: a candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad é Manuela D’Ávila, que pertence ao partido de Flávio Dino. Se ganha o petista, Flávio Dino se fortalece no Maranhão.

E para quem é adversário e contra o comunismo estabelecido por Dino no estado, não há nada mais natural do que votar contra o que fortalece o seu adversário político.

O problema é que o governador e seus aliados querem levar até para a disputa presidencial essa dicotomia cansada de Sarney/anti-Sarney, que não deverá mais sustentar o discurso dos comunistas nos próximos quatro anos.

Estado Maior

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Zé Reinaldo avalia eleição e novo governo Dino

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Por José Reinaldo Tavares

O jornalista Benedito Buzar colocou em sua coluna que muita gente não entendeu a minha baixa votação nas últimas eleições. Mas, não é difícil de entender. Vamos aos fatos: a minha eleição para o Senado foi montada em outras premissas. Primeiramente, estava combinada há alguns anos que eu seria candidato em uma chapa junto com o governador Flávio Dino. Acabou não dando certo. Eu não era o candidato dele, como ficou evidente.

Depois, eu e amigos discutimos a possibilidade de uma chapa com Eduardo Braide, com base em pesquisas qualitativas. Quase deu certo, despertou enorme curiosidade e simpatia, levando receio do “novo” a outras candidaturas ditas mais fortes. Isso pesou tanto que fez com que Braide não conseguisse um grande partido, com tempo de televisão, levando-o a não querer se arriscar e acabou que ele, no final, preferiu concorrer a deputado federal. Essa foi a decisão dele.

Depois conversei longamente com Roberto Rocha, sugerindo a ele abraçar a candidatura de Braide no PSDB para depois construir a dele a governador, já que pelo meu modo de entender o momento não era o ideal para sua candidatura ao governo do Estado. Ele não aceitou minhas ponderações e manteve a candidatura. Ali se acabou a chance de termos no Maranhão uma eleição equilibrada ao Governo e ao Senado. Flávio tem sorte, além de ter tido competência para manobrar bem a estrutura disponível e não teve problemas para ganhar e eleger seus candidatos a senador.

Voltando à minha candidatura ao Senado, eu tinha uma chapa montada, politicamente forte, o que me dava uma chance mínima de ganhar. Mas eis que na véspera da convenção, Roberto Rocha, com apoio do partido no estado, resolveu se intrometer em minha chapa, exigindo a retirada do meu primeiro suplente de Caxias, o jovem, muito capaz, Catulé Junior. Como consequência inevitável, perdi Caxias, um dos maiores colégios eleitorais do estado que, com razão, abandonou minha candidatura causando imenso prejuízo político e eleitoral, influenciando negativamente líderes de outros municípios, tirando parte da consistência eleitoral da minha candidatura.

Ao final, as candidaturas do PSDB – tanto a de governador, quanto a de presidente do país – que, naturalmente, seriam puxadoras de voto, caso tivessem expectativa de vitória, não vingaram, o que jogou por terra as minhas chances, já que no estado o PSDB ficou isolado, com uma chapa muito fraca, elegendo apenas um deputado estadual do partido. Madeira, grande líder do nosso partido, sofreu na carne o isolamento a que foi submetido.

Com poucos recursos, com apenas trinta segundos de televisão não pude mostrar o muito que fiz pelo Maranhão durante minha vida profissional e política.

Por fim, quero agradecer aos amigos que me ajudaram a buscar votos. Esses são verdadeiros amigos, pois mesmo pressionados decidiram ficar comigo, mesmo conscientes das escassas condições de vitória. São amigos de verdade, em que posso confiar. Muitos, porém, que sempre estiveram comigo me viraram as costas. Coisas da vida.

Uma coisa a meu ver marcou esse pleito. Ninguém discutiu os graves problemas do Maranhão e de sua população. Será que não os conhecem? Nada têm a propor? A eleição foi feita em cima de slogans, promessas e nada mais. Passaram por cima dos graves problemas que impedem o nosso desenvolvimento.

Agora, sem Sarney para culpar, terão que trabalhar duro, com competência, para tirar o Maranhão dos últimos lugares. Caso contrário, como explicar a nossa situação?
Eu fui uma exceção, neste deserto de ideias. Discuti muito as soluções para a pobreza, para a educação, para atração de empresas, para o emprego e o desenvolvimento do estado.

O que se pode esperar? Não sei, sinceramente, me resta torcer para dar certo. Boa sorte aos eleitos e reeleitos, sinceramente.

Obrigado, meus amigos.

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Desafio aceito

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O deputado estadual Adriano Sarney (PV) aceitou o desafio da deputada federal Eliziane Gama, candidata ao Senado pelo PPS, e disse na sexta-feira, 21, algumas verdades à parlamentar.

Gama tem reclamado de ataques à sua família em meio à disputa eleitoral. E acusa, também em vídeo disparado nas redes, o grupo Sarney de orquestrar a ofensiva – a tese dela lastreia-se no fato de O Estado, baseado em fatos, ter revelado que o marido dela, Inácio Cavalcanti, possui três CPFs.

A deputada acusou o jornal de mentir sobre o caso e desafiou os adversários a debaterem diretamente com ela.

Em resposta, o deputado Adriano Sarney também gravou um vídeo. Disse que a família Sarney não tem nada a ver com o fato de o companheiro da deputada ter três CPFs e pediu que ela prove que a denúncia não é verdadeira.

“Prove isso e o debate está finalizado”, declarou.

Ele também disse estranhar os ataques atuais de Elziane contra os Sarney, depois de o grupo ter-lhe apoiado na eleição para a Prefeitura de São Luís, em 2016.

“Nós estivemos juntos na tua campanha para prefeita. Você pediu o meu apoio, o apoio do meu partido, e nós lhe apoiamos, porque nós acreditamos na mulher na política”, afirmou.

E Eliziane calou-se.

Estado maior

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Eleição entre o bem e o Bal

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Estamos numa eleição atípica

Sem som e sem trio-elétricos nas ruas, sem muros pintados, sem outdoors, sem camisetas, cartazes só dentro de casa e muitas outras restrições. Também no rádio e na televisão os programas eleitorais foram reduzidos a 35 dias, com uma limitação danada ao que falam os candidatos.

A coisa está de tal modo restrita que até artigos assinados, com as ideias do autor — o que pensa, o que reflete, aquelas ideias que deviam ser protegidas pelo princípio da liberdade de expressão e de opinião (“é livre a manifestação do pensamento”, diz o inciso IV do artigo 5º da Constituição) — são motivo para a Justiça Eleitoral ser acionada. Assim judicializa-se completamente a política, de maneira que a Justiça, por sua vez, fica seduzida a politizar-se.

O certo é que a nova lei não aprofunda a democracia nem valoriza o debate, mas tutela as eleições. Será isto um bem ou um mal? Conheci um fanhinho na feira da rua Bolívar, quando eu era deputado federal e morava nessa rua do Rio, que chamava de Bal o mal.

A lei eleitoral é muito estranha e a única coisa que pesa são as pesquisas, feitas de encomenda e, às vezes, por empresas constituídas somente para efeito publicitário e de propaganda. Basta ver que, aqui no Maranhão, o IBOPE, o maior e mais antigo instituto de pesquisa do Brasil, referência internacional, foi impugnado no TRE, com um pedido para não divulgar os seus resultados, porque uma outra pesquisa, de barriga de aluguel, dava números astronômicos e divergentes.

Mais tarde se descobriu o porquê. Os números eram astronômicos porque a estatística da pesquisa era feita por uma senhora que já estava no céu: depois de um ano na UTI de um hospital, falecera.

Mas isso já não escandaliza ninguém. Depois desse negócio de fake news a mentira passou a ser moeda corrente e é até elegante mentir, pois se faz isso com nome estrangeiro e bonito. O Washington Post de hoje publica um gráfico do receio das fake news, em que o Brasil aparece como campeão do mundo, com 85% de preocupação: parece que eles têm visto os programas do PC do B.

Vejo um programa de um candidato que tem as responsabilidades de governar dizer que ele fez isso e mais aquilo, e tanto fez que até o leão da Receita Federal se descobriu que são os dois leões do Palácio dos Leões.

Já se sabe que foram eles, e não ele, que fizeram falir e fechar as pequenas quitandas e lojas do Maranhão. Foram eles, os leões, que comeram as motocicletas e os carros tomados dos pobres.

Mas as barrigas que encheram não foram as deles, pobres barrigas de bronze.

Enfim, a luta que vemos é entre o bem e o Bal.

Coluna do Sarney

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Jardim erra o alvo, mas confirma pré-candidatura

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O petista Márcio Jardim, utilizou as redes sociais, para reafirmar, pela enésima vez, que é pré-candidato ao Senado nas eleições deste ano.

Só que, por falta de coragem ou subserviência ao extremo, Márcio Jardim acabou errando o alvo das suas críticas e direcionou sua postagem a veículos de comunicação que seriam atrelados aos pré-candidatos ao Senado na chapa da ex-governadora Roseana Sarney – Edison Lobão e Sarney Filho.

O problema é quem começou a plantar, mesmo que indiretamente, a desistência da pré-candidatura de Márcio Jardim foram justamente os comunistas, supostamente aliados do petista.

No início do mês, veículos de comunicação atrelados ao Palácio dos Leões, confirmaram que Flávio Dino e praticamente todos os partidos que estão na sua base de apoio, definiram em reunião a realização de uma convenção coletiva.

A tal convenção, onde será anunciada a chapa majoritária de Flávio Dino e sem o PT, está marcada para o dia 28 de julho. Na oportunidade, além de Flávio Dino, serão anunciados como candidatos na chapa: Carlos Brandão do PRB (vice-governador), Weverton Rocha do PDT e Eliziane Gama do PPS (ambos senadores).

Na reunião que ficou acordado a realização da convenção coletiva, o PT estava representado pelo seu presidente estadual, Augusto Lobato. Conforme destacou o Blog do Jorge Aragão (reveja aqui), apenas o DEM não participou e parece ser o único que segue brigando por espaço na chapa majoritária comunista.

Sendo assim, a reivindicação e a chateação de Márcio Jardim podem até serem justas, mas o alvo que ele escolheu para atacar foi totalmente errado.

De qualquer forma, vamos aguardar e conferir.

Blog do Jorge Aragão

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