Coronel Adécio faz alertas a coronel Melo


Coronel Adécio alertou coronel Melo sobre estigma de oficial de rua

O ex-comandante do Policiamento Metropolitano, coronel Adécio Vieira, fez três alertas ao coronel Francisco Melo ao transmitir o cargo ao sucessor. A mensagem diz respeito principalmente ao fato de o oficial ascender ao posto com a fama de coronel das ruas. Segundo Adécio, Melo deve tomar cuidado para não ficar estigmatizado, já que seu papel principal será o de pensar a corporação. Abaixo, a íntegra do texto enviado pelo ex-titular do COM:

O primeiro é para que apóie e trate bem as verdadeiras lideranças comunitárias: aquelas que de fato estão comprometidas com suas respectivas comunidades; mas que tenha cuidado e repugne as idéias das falsas lideranças: aquelas compromissadas somente com seus projetos políticos pessoais.

O segundo alerta é para que não se deixe estigmatizar, personificar, denominar ou simbolizar por “coronel de rua”, pois o ápice da carreira de um oficial se baseia é na consolidação da experiência somada ao conhecimento, ao intelecto. Eu mesmo ouvi isso de um general na Escola Superior de Guerra. E quando eu vejo que uma das razões para a mudança de comando do CPM foi a necessidade de se ter um coronel presente nas ruas, isto preocupa, pois o coronel é quem deve pensar a Corporação, criando os mecanismos e as estratégias para execução pela tropa, que é quem deve estar de fato nas ruas.

Quando o comandante do CPM (ou outro coronel) pensa que deve estar sempre nas ruas, nem ele deixa o comandante de unidade produzir, nem planeja no quartel. O resultado será o caos administrativo e operacional.

Ainda assim, mesmo que o coronel Melo queira viver pelas ruas, faço agora um terceiro alerta: que dê igual importância para as ocorrências negativas, ou seja, comparecendo também nas ocorrências susceptíveis de desgaste da imagem, pois chegando junto somente nas boas ações, rouba o brilho das praças que de fato agiram na ocorrência.

TJ manda governo Jackson Lago dar


autonomia financeira à Defensoria Pública

O governo Jackson Lago acaba de ser derrotado por unanimidade em julgamento no Pleno do Tribunal de Justiça em processo no qual se negava a conceder autonomia financeira à Defensoria Pública. O impasse vinha impedindo a votação do orçamento do Estado para 2008.

“A defensora-geral Flávia Vidigal propôs um orçamento de R$ 14 milhões, que não foi considerada pelo governador. Jackson Lago sequer encaminhou essa proposta à Assembléia Legislativa, desrespeitando um preceito constitucional. Por isso, ela entrou com um mandado de segurança e, depois, com uma Reclamação Constitucional, o que resultou na suspensão da matéria”, explicou na época o presidente da Associação dos Defensores Públicos do Maranhão, Fábio Magalhães Pinto.

O Artigo 134 da Constituição Federal, em seu inciso segundo, estabelece que “às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia funcional e administrativa, e a iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e subordinação ao disposto no art. 99, inciso 2º”. Mas o governador resiste em cumprir esse dispositivo e pode inviabilizar a votação da matéria este ano, o que pode obrigá-lo a adotar o mesmo orçamento aprovado ano passado.

O projeto de lei orçamentária estima em R$ 6.105.228.789,00 a receita – com equivalente despesa – do Estado para 2008. A disputa judicial começou em setembro, quando a seccional maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apresentou uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade contra artigos da lei orçamentária – para anular a vinculação da Defensoria Pública ao Executivo – e obteve decisão favorável da desembargadora Magdalena Serejo.

Em novembro, ao julgar um mandado de segurança da Defensoria, Guerreiro Júnior determinou que o governador enviasse à Assembléia um aditamento ao projeto, para incluir a proposta do órgão. Em uma segunda decisão, o desembargador determinou que a tramitação da matéria fosse suspensa, até que o governo fizesse a alteração.

Eurídice Vidigal dá calote em fornecedores


de comida que tiveram contratos cancelados

Não bastasse ter cancelado contratos que a Secretaria de Segurança mantinha com firmas locais para o fornecimento de refeições a presídios e delegacias, levando boa parte delas à falência, a secretária Eurídice Vidigal deu um calote nesses microempresários.

Os fornecedores denunciam que não receberam os pagamentos referentes a novembro e dezembro de 2006 e julho, agosto, setembro, outubro e novembro deste ano. Sobre a dívida do ano passado, a resposta dada aos credores é que a mesma não será paga, pois foi contraída no governo de José Reinaldo Tavares. Em relação aos débitos de 2007, não foi dada satisfação aos fornecedores.

Apenas um microempresário do interior tem R$ 80 mil a receber da secretaria. Desesperado, ele disse estar reunindo documentos para cobrar a dívida na Justiça.

Parte das firmas dispensadas pelo governo presta serviço agora à Mazan, empresa do Rio de Janeiro contratada pela Secretaria de Segurança para fornecer refeições às unidades prisionais.

A recontratação das microempresas locais pela nova fornecedora dá margem a um questionamento: qual o critério adotado pelo governo para contratá-la?

Busca

E-mail

No Twitter

Posts recentes

Categorias

Comentários

Arquivos

Arquivos

Mais Blogs

Rolar para cima