Trote gera caos na BR-135

Trote deixou trânsito congestionado no Campo de Perizes

Uma informação falsa que circulou esta manhã, dando conta do descarrilamento de um trem da Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), no povoado Perizes de Baixo, deixou o trânsito congestionado na BR-135, no Campo de Perizes. O movimento, que já era intenso na única saída rodoviária de São Luís por causa do elevado número de pessoas que deixavam a cidade no feriado, evoluiu para o caos com o trote, amplamente difundido em emissoras de rádio.

Até mesmo a Polícia Rodoviária Federal foi enganada. A corporação destacou várias viaturas para o local do suposto acidente e chegou a interditar a rodovia por alguns minutos para atender a falsa ocorrência. Ao constatar que nada havia acontecido, a PRF desmobilizou imediatamente as patrulhas. Várias equipes de reportagem também foram deslocadas para a BR-135, mas também saíram frustradas.

Um helicóptero do Grupo Tático Aéreo (GTA) chegou a sobrevoar o Campo de Perizes, em um dos trotes mais bem aplicados que se tem notícia no estado. 

Foto: Flora Dolores/O Estado do Maranhão

A cara do golpista

O rosto mostrado na foto ao lado, que esboça um leve sorriso, numa expressão que sugere sarcasmo, é do empresário Pompeu Vasconcelos, acusado de aplicar um golpe contra mais de 1.000 pessoas em São Luís. Proprietário da Construtora Vasconcelos, responsável pela execução de cinco empreendimentos imobiliários na capital – Méditerranée, Astúrias I e II e Marfim I e II -, Pompeu simplesmente desapareceu e deixou para trás centenas de vítimas, entre mutuários, funcionários de seus escritórios e operários que trabalhavam nas obras tocadas por sua empresa.

Desesperados, cidadãos que entregaram à construtora as economias que juntaram durante anos de trabalho passaram a apelar ao Ministério Público, à Justiça e à polícia na intenção de reaver o prejuízo, que pode totalizar R$ 100 milhões. Alheio à aflição dos seus incautos clientes, o empresário, segundo fontes, circula com desenvoltura nos mais requintados salões de Fortaleza (CE) e gasta parte do tempo livre e do dinheiro que surrupiou em passeios de lancha na capital cearense.

Até o momento, Pompeu não deu qualquer sinal de que está disposto a ressarcir os danos que causou aos que lhe confiaram o sonho da casa própria e pode ser considerado foragido. Diante do sumiço, é preciso que as autoridades deem início imediatamente a uma caçada ao empresário, para que um crime tão covarde não fique impune.

Foto: arquivo/O Estado do Maranhão

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