Econométrica: Eliziane, Edivaldo e Wellington polarizam disputa em São Luís

Por Ronaldo Rocha (O Estado)

Edivaldo Júnior, Eliziane Gama e Wellington do Curso travam disputa acirrada na sucessão municipal na capitakl
Edivaldo Júnior, Eliziane Gama e Wellington do Curso travam disputa acirrada na sucessão municipal na capital

A pesquisa de intenções de votos Econométrica, realizada entre os dias 4 e 7 deste mês e contratada pela empresa Classe Mídia, que edita a Revista Maranhão Hoje, apresenta a disputa polarizada por três nomes e São Luís: a deputada federal Eliziane Gama (PPS), o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) e o deputado estadual Wellington do Curso (PP).

O levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-08340/2016, ouviu 997 eleitores em 52 bairros da capital, possui margem de erro de 3,1% e intervalo de confiança de 95%.

Ao todo, foram elencados cinco principais cenários na pesquisa, todos do tipo “estimulado”. Destes, três simulam eventual segundo turno na capital. Até então, nenhum instituto havia apontado cenário de segundo turno para São Luís.

No primeiro cenário mais abrangente da pesquisa, quando o instituto pergunta ao eleitor em qual dos candidatos ele votaria caso as eleições fossem “hoje”, a deputada Eliziane Gama aparece na frente com 24,3% das intenções de votos, contra 20,0% do prefeito Edivaldo Holanda Júnior.

Wellington do Curso aparece logo em seguida com 16,9% da preferencia do eleitorado, na terceira colocação, a frente da vereadora Rose Sales (PMB), com 6,8%; vereador Fábio Câmara (PMDB), com 2,6% e o médico João Bentivi (PHS), com 2,6%.

Afirmaram que votarão nulo, 22,7% dos entrevistados e não souberam ou não quiseram responder, 4,2%.

No segundo cenário do tipo “estimulado”, Eliziane Gama aparece `novamente a frente com 24,6% das intenções de votos; contra 20,2% do prefeito Edivaldo Júnior; 17,0% de Wellington do Curso; 7,2% da vereadora Rose Sales; 2,6% de Bintivi e 1,3% da deputada estadual Andrea Murad (PMDB), que na semana passada abriu mão da disputa em favor de Fábio Câmara.

Declararam que votariam nulo 23,1% dos eleitores e não souberam ou não quiseram responder, 4,1%.

Espontânea

Econométrica ouviu 997 eleitores em 52 bairros de São Luís
Econométrica ouviu 997 eleitores em 52 bairros de São Luís

A Pesquisa Econométrica também levantou um cenário do tipo “espontâneo” para a disputa eleitoral 2016 em São Luís. Neste, quando nenhum nome de pré-candidato é apresentado ao eleitor, Edivaldo Holanda Júnior aparece na primeira colocação, com 13,2% da preferência do eleitorado.

Eliziane Gama fica na segunda colocação, com 9,2% das intenções de votos, contra 5,8% de Wellington do Curso; 5,4% de João Castelo (PSDB); 2,7% de Rose Sales; 1,5% de Roseana Sarney (PMDB); 1,3% de Fábio Câmara; 0,6% de Bira do Pindaré (PSB); 0,6% de Neto Evangelista (PSDB); 0,4% de Tadeu Palácio (PP); 0,2% de Bentivi e 0,2% de Andrea Murad. Ao todo, 1,4% afirmou que votaria em “outros”; 1,4% disse que não votará em nenhum candidato e 56,0% não souberam ou não quiseram responder.

Mais

Apesar de ter lançado há pouco tempo sua pré-candidatura à Prefeitura de São Luís, o nome do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) não apareceu na pesquisa Econométrica de intenções de votos.

Polícia Civil em greve a partir do dia 16

Ampla maioria dos policias civis votou pela greve por tempo indeterminado
Por considerar “imoral” proposta do governo, ampla maioria dos policias civis votou pela greve por tempo indeterminado

Os policiais civis do Maranhão, em Assembleia Geral convocada pelo Sindicato dos Policiais Civis-SINPOL/MA, decretaram nesta sexta-feira, 10/06, Greve Geral por tempo indeterminado, a partir da próxima quinta-feira, 16 de junho. A paralisação acontece a partir das 8h, na sede da Secretaria de Segurança Pública-SSPMA.

A categoria rejeitou, por ampla maioria, a proposta por eles considerada “imoral”, que foi apresentada pelo Governo do Estado, após meses de negociação.

O SINPOL-MA informou à categoria que na última quarta-feira, 08/06, o Secretário de Governo Antonio Nunes, apresentou que a proposta seria de 15%, sendo que ainda parcelada em três anos, sendo 6% a partir de junho de 2016, outros 6% em março de 2017, e por fim mais 3% em fevereiro de 2018, além de R$ 146,21 reais para a Gratificação de Dedicação Exclusiva, que seria incorporada no subsídio.

A categoria reivindica “Valorização da Carreira” e recomposição salarial, além de melhoria nas estruturas das delegacias, bem como aumento do efetivo, tecnologia e inteligência policial.

“Estamos passando por uma situação vexatória e com o pior cenário que poderíamos imaginar para a Polícia Civil. Até aqui participamos de 16 reuniões com os secretários para que agora nos fosse apresentada um valor que é vergonhoso apresentar para a categoria e que de imediato rejeitamos. Ano passado, o Governador do Estado tinha dito pessoalmente que manteria as negociações e que a Polícia Civil teria um reajuste condizente com a sua importância, no entanto, o que vemos é a total falta de respeito para com os policiais, o que reafirma a falta de valorização com todo o grupo APC da Polícia Civil”, disse Heleudo Moreira, presidente do SINPOL-MA.

O movimento

A Polícia Civil tinha deflagrando o movimento paredista no dia 03 de agosto de 2015, reivindicando melhorias salariais e de trabalho.

No entanto, após oito dias de greve, o governador do Estado do Maranhão Flávio Dino, reunido com a comissão do movimento, garantiu que iria rediscutir e reabrir o diálogo para a elaboração de tabelas salariais para 2016 e que as tabelas teriam recursos garantidos na Lei Orçamentária Anual-LOA.

Em maio de 2015, foi concedido reajuste aos Policiais Civis na ordem de 5% sobre o subsídio, o que representou cerca de R$ 190 reais para um policial civil em início de carreira, ao passo que, para os delegados de polícia, esse reajuste, até julho de 2016, gira em torno de R$ 5.400 reais, o que representa 40%. Tal reajuste aumentou ainda mais o abismo salarial existente entre as carreiras da Polícia Civil.

Diante dessa disparidade, o SINPOL/MA tentou, a todo custo, negociar com o secretariado do governo, com o fim de reduzir essa grande disparidade salarial e agraciar os Policiais Civis com uma remuneração justa.

Fonte: Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Maranhão (Sinpol)

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