Intenção da PF era fazer busca e apreensão na Difusora

Um dos pedidos feitos pela Polícia Federal à Justiça Federal, com base no que foi apurado pela Operação Turing, deflagrada hoje desarticular uma organização criminosa que causavam embaraço a investigações da PF no estado, foi a autorização para realizar busca e apreensão na Rádio Difusora. Responsável por julgar a ação, o juiz da 2ª Vara Federal de São Luís, Magno Linhares, indeferiu a medida pretendida.
O alvo da operação na Difusora seria o escritório do radialista e blogueiro Marcelo Minard, um dos investigados e conduzidos coercitivamente à Superintendência Regional da PF para prestar esclarecimentos sobre o seu suposto envolvimento com o grupo delituoso.
Descartada a batida na emissora hoje arrendada pelo deputado federal Weverton Rocha (PDT) com o claro objetivo de dar suporte à divulgação das ações do Governo do Estado, a PF dirigiu-se a outros endereços, onde cumpriu todos os mandados expedidos pela Justiça Federal.
Eleição 2016
Colocada por Weverton a serviço do grupo político liderado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), a Difusora tem sido usada sistematicamente para atacar adversários do líder comunista ou de seus aliados. Um dos casos mais emblemáticos ocorreu no segundo turno da eleição municipal em São Luís, ano passado, e teve como vítima o deputado estadual e então candidato a prefeito da capital, Eduardo Braide (PMN).
Convidado para participar de uma sabatina na TV Difusora, retransmitida pelas rádios Difusora AM e FM e pelo portal de notícias MA 10 (ex-Idifusora,com), Braide foi hostilizado pelos quatro jornalistas escalados pelo canal para entrevistá-lo. Os ânimos se exaltaram no estúdio, em plena transmissão ao vivo. O episódio foi um dos mais lamentáveis já registrados pela imprensa maranhense em toda a sua história e teve ampla repercussão negativa nas ruas e nas redes sociais da internet.
À época pautada por uma linha editorial extremamente tendenciosa, a emissora da Camboa, que em alguns programas de TV, rádio e no seu site de notícias continua desferindo duros ataques em desafetos do Palácio dos Leões, por pouco não teve suas instalações devassadas pela PF.


Pelo visto, a Operação Tuning, deflagrada hoje pela Polícia Federal para cumprimento de mandados judiciais de prisão preventiva e temporária em desfavor de 19 investigados, vazou. Reforça tal suspeita a exoneração do ex-secretário adjunto de Administração, Logística e Inovação Penitenciária, Danilo dos Santos Silva, determinada e oficializada por meio de ato assinado pelo próprio governador Flávio Dino (PCdoB).
Pelo menos um dos envolvidos na Operação Turing, deflagrada na manhã desta terça-feira para desarticular uma organização criminosa composta por servidores públicos e particulares que causavam embaraço a investigações da PF no estado, que também levou à condução de blogueiros para prestar depoimento, tem ligação direta com o governo Flávio Dino (PCdoB). Trata-se de Danilo dos Santos Silva, exonerado há exatos 12 dias do cargo de secretário-adjunto da Administração, Logística e Inovação Penitenciária, da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap).



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