Disputando na “chapa da morte do PDT” e sem a Feirinha São Luís, vereador Ivaldo Rodrigues tem reeleição seriamente ameaçada

O vereador Ivaldo Rodrigues (PDT) tem pela frente dois grandes obstáculos ao seu projeto de conquistar o quinto mandato na Câmara Municipal de São Luís. Disputando vaga com nomes de peso do seu próprio partido, naquela que é vista por analistas políticos locais como “chapa da morte”, Ivaldo não terá vida fácil até o dia 15 de novembro e pode sair das urnas frustrado.
Na busca por mais uma reeleição, Ivaldo Rodrigues disputará voto a voto com colegas de partido com notória densidade eleitoral. Um deles é ninguém menos do que o atual presidente da Câmara, Osmar Filho, que vem novamente para puxar o pelotão pedetista no pleito proporcional, assim como há quatro anos. Os outros pedetistas de expressão – e com mandato – na disputa são Pavão Filho, Raimundo Penha e Nato Júnior. A propósito, na eleição ao parlamento municipal de 2016, dos cinco vereadores eleitos pela sigla identificada pelo número 12, foi justamente Ivaldo o que teve a menor votação.
Sem feirinha
Como se não bastasse ter que concorrer com rivais fortíssimos da sua própria legenda, Ivaldo não conta mais com os holofotes – e com o poderoso caixa – da Feirinha São Luís, atração que animava as manhãs de domingo no Centro Histórico da capital, transformada por ele, sem o mínimo pudor, em palanque eleitoreiro. O grandioso evento, idealizado por Ivaldo em sua passagem de três anos como secretário municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento, foi suspenso há quase sete meses, por força do decreto da prefeitura que estabeleceu na cidade uma série de medidas de prevenção ao novo coronavírus.
O desaparecimento precoce da feirinha foi certamente um duro golpe nas pretensões eleitorais do vereador, que esperava mantê-la até o prazo máximo permitido pela legislação eleitoral, para que mergulhasse na campanha com a popularidade turbinada pelo sucesso da programação dominical, mantida sob seu controle mesmo após ele ter se desincompatibilizado do cargo de secretário e reassumido o mandato na Câmara.
Não é exagero nenhum afirmar que Ivaldo Rodrigues vive um dilema nesta campanha. Apagado após o fim da sua consagrada Feirinha São Luís e sem o poder de articulação demonstrado por companheiros de partido, ele vê os seus próprios pares como rivais perigosos. Que daqui a pouco mais de um mês poderão se tornar seus algozes.










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