Deputado Wellington aciona Ministério Público para obrigar Flávio Dino a divulgar número de leitos disponíveis na rede estadual de saúde

Deputado Wellington oficializa denúncia no setor de protocolo do Ministério Público do Maranhão

O deputado estadual Wellington do Curso ofereceu representação ao Ministério Público, na manhã da última quinta-feira (11), em desfavor do governador Flávio Dino. O objetivo da representação é compelir o estado do Maranhão a publicitar a quantidade de leitos ofertados pela rede pública estadual de saúde aos pacientes com Covid-19, especificando-se o quantitativo por unidade hospitalar.

A solicitação do deputado Wellington se justifica em virtude da falta de transparência por parte do governador Flávio Dino, algo que tem afetado a população.

“Hoje, ofereci representação ao Ministério Público em desfavor do governador Flávio Dino. O objetivo é compelir o estado do Maranhão a publicitar a quantidade de leitos ofertados pela rede pública de saúde aos pacientes com Covid-19, especificando-se o quantitativo por unidade hospitalar. Em outras ocasiões, a DPE já ajuizou ação requerendo, também, transparência na disponibilização de leitos. É inadmissível que Flávio Dino siga violando o princípio da publicidade. É muito fácil criticar o presidente ou, até mesmo, o prefeito de São Luís, mas por que não divulgar o número de leitos ofertados? Por que esconder algo tão basilar? Como deputado estadual, sigo firme na fiscalização, seja de quem for”, disse o deputado Wellington.

Assista:

Polícia prende falso médico condenado por morte de empresária no Maranhão, em 2013, após procedimento com silicone industrial

Dihone Silva Gonçalves foi condenado a mais de 11 anos de prisão

Dihone Silva Gonçalves se passava por médico e aplicava silicone industrial em clientes de clínica de estética, em São Luís do Maranhão

O Globo

RIO — Policiais civis da Delegacia de Polícia Interestadual – Divisão de Capturas (DC-Polinter) prenderam na noite desta sexta-feira, dia 12, o falso médico condenado pela morte de uma empresária após procedimento em clínica clandestina. Dihone Silva Gonçalves foi localizado após ação de inteligência e monitoramento da corporação pelo crime em 2013, em São Luís do Maranhão, no qual foi condenado a mais de 11 anos de prisão. Ele estava trabalhando como gerente em uma pizzaria na Barra da Tijuca, onde foi preso.

O falso médico, sem formação médica, atuava como cirurgião plástico numa clínica clandestina de estética. Nos procedimentos realizados nas clientes, ele usava próteses de silicone industrial. Uma das mulheres atendidas foi a empresária Gleicyane Ramos Fernandes, na época com 29 anos, que morreu após uma parada cardíaca.

Com o caso, outras vítimas foram identificadas ao procurarem a delegacia para denúncias. Dihone foi condenado a mais de 11 anos de prisão.

Segundo a Polícia Civil, Dihone levava uma vida normal no Rio do Janeiro, com um emprego de gerente em uma pizzaria na Barra, Zona Oeste da cidade. Ele fugiu ao ser solto depois de ficar seis meses preso preventivamente. O trabalho de inteligência para localizá-lo foi coordenado pelo delegado titular da DC-Polinter, Mauro Cesar. e pelo delegado assistente Kristiano Jotta.

Psicóloga trans abrirá a “Casa Flore-SER Maranhão”

Localizada no Araçagi, unidade será gerenciada pelo Instituto Raíssa Mendonça, iniciativa da personagem do livro “O Outro Lado da Maçã”; projeto acolherá transexuais vítimas do preconceito e exclusão familiar, para que conquistem uma profissão e entrem no mercado de trabalho

A psicóloga transexual Raíssa Martins Mendonça diz que o objetivo da casa é proporcionar um ambiente salutar e acolhedor e que, também, contribua para que os assistidos descubram seus talentos e potenciais

São Luís – Concebido para prestar assistência a indivíduos em situação de vulnerabilidade social pertencentes à população LGBTQ+, de todas as faixas etárias, o Instituto Social e Cultural Raíssa Mendonça inaugura, dia 27 de fevereiro, às 16h, a Casa Flore-SER Maranhão, localizada no bairro Araçagi. A inauguração contará com a presença de autoridades dos mais diversos segmentos, representantes de órgãos e entidades.

O foco é proporcionar oportunidades a pessoas com dificuldades de acesso à educação, vítimas do preconceito e exclusão familiar, que enfrentam inúmeras barreiras para conseguir capacitação e espaço no mercado de trabalho.

A entidade filantrópica sem fins lucrativos vai amparar, também, pessoas oriundas do sistema prisional maranhense, com ações postas em prática em parceria com órgãos públicos e a iniciativa privada, ofertando cursos profissionalizantes.

A casa oportunizará o empoderamento desses indivíduos, tanto por meio da capacitação profissional como do acolhimento, que será prestado de forma humanizada, fortalecendo a autoestima e reconstruindo vínculos familiares e comunitários.

Obras da Casa Flore-SER estão em fase de acabamento

O serviço oferecerá alimentação completa em diferentes turnos, higiene pessoal, acolhimento, atendimento socioeducativo e psicológico e encaminhamento à rede socioassistencial. Os conviventes poderão participar de oficinas, debates, palestras internas e externas, festas e outras atividades.

O projeto, inspirado na Casa Florescer de São Paulo, acolherá 90 pessoas em princípio. De acordo com a idealizadora, psicóloga transexual Raíssa Martins Mendonça, o objetivo é proporcionar um ambiente salutar e acolhedor e que, também, contribua para que os assistidos descubram seus talentos e potenciais.

“Além daqueles indivíduos que não se sentem acolhidos no ambiente familiar devido à sua identidade de gênero, nós receberemos pessoas em situação de vulnerabilidade social, inclusive vítimas das drogas e da prostituição, dando-as uma possibilidade de superar as mazelas e de viver com dignidade”, afirma Raíssa Martins Mendonça, acrescentando que o projeto prevê a construção de uma padaria comunitária e de um salão de beleza.

Sonho

Raíssa criou o Instituto Social e Cultural Raíssa Mendonça para realizar um sonho antigo de ajudar a comunidade LGBTQ+ com iniciativas concretas, pois, tendo sentido na pele, ela sabe das inúmeras dificuldades por que passam essas pessoas, devido ao preconceito da sociedade. “São muitas portas que se fecham quando você decide revelar a sua identidade de gênero. Eu passei por tudo isso e sei que não é fácil”.

Segundo ela, estima-se que 10% da população brasileira pertençam à comunidade LGBTQ+ e uma parte significativa é transexual ou travesti. Com expectativa de vida de 35 anos, este é, também, o grupo mais afetado pela violência relacionada à identidade de gênero e orientação sexual, fazendo com que o Brasil lidere, há anos, o ranking dos países que mais matam transexuais.

“A dificuldade de acesso à educação, o preconceito da sociedade, a exclusão familiar e a falta de vagas no mercado de trabalho são as barreiras cotidianas enfrentadas por essa parte da população”, frisa.

De origem humilde, a transexual Raíssa Martins Mendonça (o nome de batismo é Dorivaldo Martins Mendonça) passou a infância ajudando a família na roça, em Pedro do Rosário (MA), e deixou sua terra natal ainda adolescente, migrando para a capital com a ajuda de uma tia. Em São Luís, trabalhou como catadora de frutas descartadas, pregoeiro, empregada doméstica, cabeleireira e militante política na sede de um partido, até tornar-se governanta do vereador e líder religioso Astro de Ogum, decano da Câmara Municipal de São Luís.

Simpática, corajosa e determinada, ela conseguiu na justiça a mudança de seu prenome social, o que aconteceria depois de seu ingresso no curso de Psicologia, na Universidade Ceuma, com a ajuda de professores. “Foi como uma libertação psicológica. Eu precisava ter os meus direitos reconhecidos e não foi nada fácil conseguir, pois é tudo muito burocrático. As coisas melhoraram bastante depois dessa conquista”, conta a transexual.

Raíssa tem como uma de suas referências para seus projetos o neuropsiquiatra austríaco Viktor Frankl, para quem o sentido da vida reside em encontrar um propósito, em assumir uma responsabilidade para consigo mesmo e para com o próprio ser humano.

Livro

Instituto acolherá pessoas LGBTQ+ em situação de vulnerabilidade social, que serão reabilitadas e qualificadas para o mercado de trabalho

A vida de Raíssa foi marcada por muitos altos e baixos. Entre outras coisas, ela chegou a ser enganada no exterior, onde quase foi obrigada a se prostituir. Além disso, foi presa, após ser acusada de envolvimento em crime virtual, sendo a primeira transexual recolhida ao presídio feminino maranhense. Deixou a penitenciária com uma tornozeleira eletrônica.

As principais passagens da história de vida da transexual maranhense estão no livro intitulado “O Outro Lado da Maçã”, escrito por Evandro Júnior, jornalista, blogueiro e colunista do jornal O Estado do Maranhão. Raíssa explica que o dinheiro arrecadado com a venda dos exemplares será empregado nas primeiras ações da Casa Flore-SER Maranhão que, por enquanto, tem como um de seus mais fortes parceiros o vereador Astro de Ogum.

Serviço

O quê
Inauguração da Casa Flore-SER Maranhão

Quando
Dia 27 de fevereiro, às 16h

Onde
Rua Fé em Deus, S/N – Araçagi

PF usa imagens de satélite em operação contra crimes ambientais em terra indígena no Maranhão

Por meio da tecnologia, foram identificados focos de desmatamento na região, diligências localizaram serrarias e movelarias que recebem madeira extraída ilegalmente

Equipe da Polícia Federal em uma das diligências na terra indígena Araribóia

A Polícia Federal, em conjunto com o IBAMA, o Batalhão de Polícia Ambiental, o Corpo de Bombeiros Militar e a Marinha do Brasil, iniciou no sudoeste do Maranhão, a Operação KAMBAÍ, visando combater a prática de crimes consistentes na extração ilegal, receptação e comércio de madeira e produtos florestais provenientes da Terra Indígena Arariboia, local que vem sofrendo com a exploração ambiental por parte de madeireiros que atuam ilicitamente nessa região.

Uma das serrarias localizadas por meio de imagens captadas por satélite

Participam da ação 60 servidores da Polícia Federal, IBAMA, Corpo de Bombeiros Militares, Batalhão de Polícia Ambiental e a Marinha do Brasil.

A Polícia Federal utilizou imagens de satélites do Programa Brasil M.A.I.S, para identificar focos de desmatamento na região, bem como realizou diligências de campo para localizar as serrarias e movelarias que recebem a madeira extraída ilegalmente.

Equipamentos utilizados para serrar a madeira extraída ilegalmente na reserva indígena

A Operação KAMBAÍ tem ainda como objetivo a proteção de povos indígenas que vivem na região, principalmente os índios isolados da etnia ‘Awá Guajá’, impedindo o acesso de madeireiros à terra indígena e, por consequência, evitando a contaminação pelo COVID-19.

Os investigados poderão responder por crimes como receptação qualificada (art. 180, §1° do CPB), transporte e depósito de produto de origem vegetal sem licença válida (art. 46, parágrafo único, da Lei 9605/98), dentre outros.

Madeira extraída ilegalmente na terra indígena apreendida pela PF na terra indígena

A operação foi denominada KAMBAÍ, termo oriundo do folclore indígena que significa protetor da flora e da fauna.

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