CGU e PF cumprem mandados no Maranhão em nova fase da operação contra descontos previdenciários ilegais

Operação cumpre 63 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva em 15 unidades da federação

Operação cumpre 63 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva em 15 unidades da federação

A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF) deflagraram, nesta quinta-feira (13/11), nova fase da Operação Sem Desconto que apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

Investigação

Estão sendo investigados os crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial.

Diligências

Foram cumpridos 63 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares diversas de prisão nos estados do Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e no Distrito Federal.

Denúncias

A CGU, por meio da Ouvidoria-Geral da União (OGU), mantém a plataforma Fala.BR para o recebimento de denúncias. Quem tiver informações sobre esta operação ou sobre quaisquer outras irregularidades, pode enviá-las por meio de formulário eletrônico do Fala.BR. A denúncia pode ser anônima, para isso, basta escolher a opção “Não identificado”.

O cadastro deve seguir, ainda, as seguintes orientações: No campo “Sobre qual assunto você quer falar”, basta marcar a opção “Operações CGU”; e no campo “Fale aqui”, coloque o nome da operação e a Unidade da Federação na qual ela foi deflagrada.

Sul-coreanos iniciam integração de cargas de foguete no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão

A atividade serve para confirmar se satélites e experimentos interagem corretamente com o veículo lançador, garantindo compatibilidade e segurança para o lançamento

O foguete HANBIT-Nano, desenvolvido pela empresa sul-coreana Innospace, em preparação para ir a órbita no Centro de Lançamento de Alcântara

A integração das cargas úteis no foguete HANBIT-Nano, da empresa sul-coreana Innospace, teve início no último dia 11, marcando uma das etapas decisivas antes do lançamento, durante a Operação Spaceward, marcada para o próximo dia 22. Nessa fase, são realizados testes e verificações que asseguram uma conexão correta entre a carga útil – satélites e experimentos – e o veículo lançador, confirmando que cada equipamento está estabilizado e funcional para o momento do voo.

A missão, para transportar cinco satélites e três experimentos, desenvolvidos por universidades e empresas nacionais e internacionais, simboliza a entrada definitiva do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais, além de abrir novas oportunidades de geração de renda, inovação e atração de investimentos para o país.

“Essa etapa da operação é uma atribuição conduzida diretamente pela Innospace e pelos desenvolvedores dos satélites e experimentos. A FAB acompanha todo o processo no Prédio de Preparação de Propulsores, infraestrutura especializada disponibilizada pelo Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), o que reforça nosso compromisso em prover suporte técnico, coordenação e governança para que cada missão transcorra com integridade, transparência e alto padrão de confiabilidade”, destaca o Coordenador-Geral da Operação, Coronel Engenheiro Rogério Moreira Cazo.

Plataforma de lançamento do foguete HANBIT-Nano já está montada no CLA

Compatibilidade e Segurança

Além dos testes elétricos e mecânicos entre os adaptadores de carga útil e os equipamentos embarcados, a etapa inclui checagem de compatibilidade entre os sistemas dos satélites e os subsistemas do veículo lançador. São realizados testes funcionais, verificações de comunicação e análises de resposta dos equipamentos quando conectados ao hardware de integração. Esse conjunto de verificações serve para confirmar se as cargas se comunicam corretamente com o foguete, garantindo compatibilidade e segurança entre os meios antes do lançamento.

Concluída essa fase, a missão avançará para a integração final, quando os satélites serão instalados no módulo responsável por acomodá-los dentro do foguete. Em seguida, deve ocorrer a instalação das carenagens, as simulações gerais de pré-lançamento, as avaliações ambientais completas e, por fim, os procedimentos conjuntos de segurança de voo e coordenação operacional com a FAB. Essa sequência marca o início das últimas horas antes da contagem regressiva, quando todo o sistema (foguete, cargas, infraestrutura e equipes) passa a operar em modo de prontidão máxima.

Innospace HANBIT, uma família de foguetes

Para viabilizar a missão inédita no Brasil, a Innospace percorreu um ciclo de desenvolvimento que começou com o lançamento experimental do primeiro foguete da família HANBIT, o HANBIT-TLV. O voo ocorreu em março de 2023, durante a Operação Astrolábio, também realizada no CLA, sob coordenação da FAB.

Na ocasião, foi validado o desempenho do motor foguete híbrido de 25 toneladas de empuxo, tecnologia concebida integralmente pela empresa. O teste confirmou o desempenho do sistema de propulsão em voo, comprovou a maturidade técnica da solução híbrida e estabeleceu as bases para o desenvolvimento de veículos mais complexos. A partir desse avanço, a Innospace consolidou capacidade para atuar no mercado comercial de lançamentos e deu sequência à criação dos veículos orbitais HANBIT-Nano, que será lançado no dia 22 próximo, e dos veículos HANBIT-Micro e HANBIT-Mini, em desenvolvimento.

Transporte do fogueteHANBIT-Nano para a plataforma de lançamento

Tudo sobre o HANBIT-Nano

O HANBIT-Nano é um veículo orbital de dois estágios, projetado para colocar até 90 quilos de carga útil em uma órbita de 500 quilômetros. Mede 21,8 metros de altura, 1,4 metro de diâmetro e integra uma nova geração de lançadores de pequeno porte, voltados para missões mais ágeis, econômicas e de alta confiabilidade.

O primeiro estágio utiliza um motor híbrido de 25 toneladas de empuxo, alimentado por combustível sólido de base parafínica e oxidante líquido, combinação que oferece simplicidade estrutural, baixo custo operacional e elevada segurança. O segundo estágio pode operar com dois motores distintos, a depender da missão: o HyPER, motor híbrido de alto desempenho, e o LiMER, motor a base de metano líquido com bomba elétrica.

Técnicos ajustam detalhes para a Operação Spaceward, cuja janela de lançamento será aberta em 22 de novembro

Entre as principais características do veículo, destacam-se o perfil econômico, a segurança inerente à tecnologia híbrida e a presença de um Sistema de Terminação de Voo (FTS) validado em testes integrados com o CLA, que garante interrupção imediata da progressão do voo em caso de anomalias.

O desenvolvimento mobilizou 247 profissionais, sendo 102 engenheiros dedicados exclusivamente a Pesquisa e Desenvolvimento. As equipes trabalharam em quatro áreas de especialidade: Propulsão para o Primeiro Estágio, Motor a Base de Metano para o Segundo Estágio, Sistemas de Alimentação por Bomba Elétrica, e Controle e Aviônicos.

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