Juiz Osmar Gomes é eleito novo presidente da Academia Ludovicense de Letras

Magistrado e escritor comandará a diretoria do biênio 2026-2027, apostando em uma gestão compartilhada e no fortalecimento da produção literária e cultural da capital maranhense

O juiz Osmar Gomes deposita seu voto na urna na eleição da Academia Ludovicense de Letras (ALL)

Com votação expressiva, histórica e clima de consenso, o juiz e escritor Osmar Gomes foi eleito, nesta segunda-feira (24), presidente da Academia Ludovicense de Letras (ALL). A chapa única “Páginas Abertas”, formada por 13 membros, consolidou um movimento de união interna e reafirmou o compromisso dos acadêmicos com um novo ciclo para a instituição.

Emocionado, o novo presidente agradeceu a confiança dos confrades e confreiras e reforçou o compromisso com uma gestão colaborativa. “Vamos construir uma administração integrada, democrática, unindo todas as mãos na missão de elevar a história, a literatura e a cultura da nossa Atenas Brasileira. Aceitamos o desafio de conduzir a Academia com protagonismo e responsabilidade que ela merece pela importância do seu legado e da produção dos seus membros”, destacou.

A posse da nova diretoria está prevista para fevereiro de 2026 — abertura oficial do ano acadêmico — e marca o início de um período considerado promissor para a instituição, que chega aos 12 anos de fundação com seu maior índice de participação em uma eleição. O atual presidente Sanatiel Pereira e ex-presidentes como Roque Pires Macatrão, Dilercy Aragão, Norberto e Daniel Blume acompanharam o pleito que se tornou histórico.

Para Sanatiel Pereira, um dos maiores entusiastas do nome de Osmar Gomes “será um novo momento em mais de uma década de existência da Academia Ludovicense de Letras, que foi alicerçado pelo diálogo e consenso em torno do nome de Osmar Gomes. Ele reúne experiência e vontade de fazer, e tenho a plena certeza de que vamos ampliar nossas atividades pelo próximo biênio”, declarou ele, que ocupará a função de conselheiro no novo pleito.

Plano de gestão: literatura, cultura e diálogo institucional
O programa de gestão apresentado por Osmar Gomes é ousado e moderno. Os principais eixos incluem: fortalecer e ampliar a produção literária local e regional; estimular o acesso à leitura, especialmente entre jovens; fomentar a cultura maranhense em toda sua diversidade; promover atividades formativas, criativas e críticas por meio da literatura e das artes; garantir sustentabilidade institucional e ampliar parcerias.

O novo presidente reforçou que a ALL precisa estar cada vez mais próxima da população e conectada aos setores que movimentam o conhecimento e a cultura. “Vamos incentivar a leitura e a criação literária nas escolas, universidades e espaços culturais, e dialogar com os poderes e entidades para ampliar a atuação da Casa no desenvolvimento intelectual e social de São Luís”, afirmou.

Outra meta é expandir pontes culturais para além das fronteiras maranhenses. O plano prevê intercâmbio cultural com países de língua portuguesa e nações historicamente ligadas a São Luís, como Portugal, Espanha, França e Inglaterra.

Entre as ações práticas, estão a criação da Biblioteca Literária, o lançamento de um programa de incentivo à leitura em parceria com redes pública e privada, e um calendário permanente de saraus, feiras, palestras e eventos literários.

Nova diretoria da Academia Ludovicense de Letras (Biênio 2026-2027)

Chapa “Páginas Abertas”
Presidente: Osmar Gomes
Vice-presidente: Roberto Franklin
Secretário-geral: Vinicius Bogea
1º secretário: Francisco Batalha
2º secretário: Mirian Angelim
1º tesoureiro: André González
2º tesoureiro: Vavá Melo
Conselho Fiscal: Sanatiel Pereira, Daniel Blume e Ceres Fernandes
Suplentes: Jucey Santana, Dilercy Aragão Adler e Agenor Almeida

No Maranhão, mais de 40% das infrações de trânsito são anuladas por ilegibilidade ou ausência de placas nos veículos

Painéis discutem soluções para fortalecer a fiscalização eletrônica e ampliar a efetividade das políticas de trânsito

Congresso Nacional de Trânsito e Mobilidade reuniu autoridades e especialistas para discutir fiscalização e segurança no trânsito

Durante o Congresso Nacional de Trânsito e Mobilidade, promovido pela Associação Nacional dos Detrans (AND), realizado no Serra Park, em Gramado (RS), entre os dias 17 e 19 de novembro, um dado sobre o Maranhão chamou atenção: o número elevado de infrações não validadas por problemas de identificação das placas dos veículos cujos condutores foram flagrados violando a legislação.

O encontro reuniu especialistas, gestores públicos, pesquisadores e representantes de todo o Sistema Nacional de Trânsito para debater desafios, soluções e tendências para a mobilidade no país.

O substituto da Coordenação de Multas e Educação para o Trânsito (CMET), Leonardo Fellipe Domingos da Silva, integrou um dos painéis do congresso, no qual apresentou os desafios e avanços da fiscalização eletrônica no país. Ele destacou que o DNIT opera um dos maiores programas de fiscalização eletrônica do Brasil, no âmbito do Programa Nacional de Controle de Velocidade (PNCV), que utiliza tecnologias de leitura automática de placas, registro de imagens e cruzamento com bases oficiais para qualificar a segurança viária.

No painel, apresentou dados consolidados do último ano, indicando que mais de 9 milhões de possíveis infrações foram registradas nas rodovias federais sob fiscalização. Desse total, cerca de 5 milhões — aproximadamente 56% — foram invalidadas ainda na etapa de pré-autuação. Os principais motivos de descarte foram placa ilegível ou obstruída (23,282%), veículo sem placa (19,15%) e situações previstas no Art. 280, § 6º, do CTB, relacionadas a veículos de emergência ou fiscalização (22,187%). Em estados como Maranhão, Pernambuco, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Goiás, o índice de registros inutilizados por ausência ou ilegibilidade das placas superou 40%, alcançando mais de 70% em determinados trechos.

Leonardo enfatizou que esses números impactam diretamente a segurança viária, pois registros sem identificação de placa não geram autuação. “Isso reduz o efeito educativo e a capacidade dissuasória da fiscalização”. Ele reforçou que a invalidação dos registros não decorre de falha técnica dos equipamentos, mas do rigor no cumprimento das normas legais e operacionais.” 

Outro ponto tratado pelo DNIT no painel foi o crescimento das ocorrências envolvendo suspeita de clonagem de placas. Somente em 2024, a autarquia recebeu mais de 175 solicitações de cancelamento de multas por possível clonagem. Todos os pedidos foram analisados individualmente, com comparação de imagens, consultas a bases oficiais e verificação documental, assegurando transparência e segurança jurídica ao processo.

Inovação e integração de dados para melhorar a gestão da fiscalização

O seminário seguiu com debates sobre iniciativas voltadas à modernização dos sistemas de fiscalização. Especialistas apresentaram experiências e soluções que vêm sendo adotadas no setor, incluindo avanços em tecnologias de OCR e câmeras, aplicação de inteligência artificial para identificação de inconsistências e ampliação da integração entre bases estaduais e nacionais. As discussões reforçaram que a atualização contínua desses recursos é essencial para aumentar a confiabilidade dos registros, aprimorar a análise de dados e fortalecer as políticas de segurança viária no país.

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