Transporte público de São Luís vive crise estrutural e omissões da SMTT

Maurício Itapary acumula as secretarias municipais de Trânsito e Transportes e de Cultura

Sem quaisquer perspectivas concretas de melhoria no sistema de transporte público de São Luís e da Região Metropolitana, a situação se agrava para usuários, empresários e segmentos econômicos ligados ao setor. O problema vem sendo potencializado, principalmente, pela falta de diálogo por parte da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), atualmente comandada pelo secretário Maurício Itapary, que caiu de paraquedas na pasta desde março de 2025. Amigo do prefeito Eduardo Braide, Maurício Itapary também acumula a pasta da Secretaria Municipal de Cultura.

Há pouco menos de dois meses, este blog teve acesso ao relatório da própria Controladoria-Geral do Município (CGM), realizado em 2023, no sistema de transporte público de São Luís, que apontou uma série de falhas e omissões da Gestão Itapary. Desde que assumiu a pasta da SMTT, o silêncio e a falta aparente de gerenciamento das questões relacionadas ao trânsito tem travado várias negociações com o setor.

Crise estrutural

A crise é considerada estrutural em todo o País e vem provocando perda contínua de passageiros ao longo da última década, reflexo direto da falta de investimentos, infraestrutura adequada entre outros.

O cenário do transporte público, envolve várias vertentes que parece simples, mas quando o assunto é ‘transporte de massa’, o negócio é muito mais sério, pois precisa além de um seleto preparo técnico, muito diálogo e coerência. Compõem o cenário, hoje caótico, usuários, SMTT, empresários, rodoviários e inclusive o prefeito de São Luís, Eduardo Braide. Segundo fontes ligadas a este blog, o “clima de guerra” está cada vez maior, já que não há diálogo institucionalizado, tampouco disposição para a construção de consensos.

EEste blog também apurou que, segundo fontes ligadas ao setor, a atual gestão da SMTT tem se mantido distante das discussões técnicas e operacionais, ignorando propostas e estudos que poderiam contribuir para a reestruturação do sistema e para o exercício mais eficiente das atribuições da pasta.

Relatório da CGM

Com base em relatório da própria auditoria da Controladoria Geral do Município (CGM), os problemas do transporte coletivo em São Luís se agravam ainda mais pela falta de conhecimento técnico específico sobre o setor e, sobretudo, pela inexistência de uma mesa permanente de negociação. O resultado é o aumento da insatisfação popular com a qualidade do serviço, a imprevisibilidade de linhas e horários, além da insegurança quanto ao futuro do sistema.

Custos de tarifas

Outra questão que permeia o setor é a tarifa cobrada dos usuários. Enquanto diversas capitais brasileiras iniciaram 2026 com reajustes nos valores das passagens, São Luís segue na contramão e mantém a menor tarifa entre as capitais do país, atualmente fixada em R$ 4,20. O valor contrasta com cidades como Florianópolis, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza, onde as tarifas ultrapassam os R$ 5,00 e, em alguns casos, se aproximam de R$ 8,00.

Levantamento com base em anúncios oficiais das prefeituras aponta que Florianópolis passou a cobrar R$ 7,70; Belo Horizonte reajustou para R$ 6,25; São Paulo e Rio de Janeiro elevaram as tarifas para R$ 5,30 e R$ 5,00, respectivamente. Fortaleza também aplicou aumento significativo, fixando a passagem em R$ 5,40.

Em São Luís, apesar da tarifa permanecer abaixo da média nacional, o sistema enfrenta desafios históricos, como a falta de uma política consistente de subsídios, deficiência na integração tarifária, problemas de infraestrutura e falta de investimentos na melhoria da qualidade do serviço.

Para o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (SET), a manutenção de uma tarifa baixa sem contrapartida do poder público compromete a sustentabilidade financeira do sistema e penaliza diretamente empresas e trabalhadores do setor.

O comparativo nacional reforça que o usuário ludovicense paga menos para se deslocar do que moradores da maioria das grandes cidades brasileiras, porém, convive com um serviço instável e com poucas garantias de continuidade e qualidade.

O cenário reacende o debate sobre os modelos de financiamento do transporte público no país. Em outras capitais, os reajustes foram justificados pelo aumento dos custos operacionais, pela inflação e pela queda no número de passageiros, levando as prefeituras a repassarem parte desse impacto diretamente ao usuário.

Para 2026, a discussão segue aberta e tem como principal desafio equilibrar tarifas acessíveis com a sustentabilidade do sistema. Em meio aos aumentos generalizados no Brasil, São Luís aparece como um dos poucos exemplos onde a passagem permanece abaixo da média nacional, mas sem que haja, até o momento, um plano claro da SMTT ou diálogo efetivo com o SET para garantir a sobrevivência e a melhoria do transporte público na capital maranhense.

Inscrições abertas para o ProUni com vagas na Universidade Ceuma, em diversos cursos

O Prouni chegou chegando, e se eu fosse você, não perdia tempo, hein! As inscrições já estão abertas e essa pode ser a sua oportunidade de dar o primeiro passo rumo à tão sonhada graduação.

Na Universidade Ceuma oferece uma formação que vai além da sala de aula, com ensino de qualidade e experiências que preparam para o mercado de trabalho desde a graduação.

As inscrições estão abertas até o dia 29 de janeiro pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

O Prouni reconhece seu potencial e a Universidade Ceuma transforma isso em profissão.

Ações Alusivas à Campanha Janeiro Branco no Hospital do Servidor Estadual

Um convite ao cuidado com a saúde mental

Grupo que abordou o tema “Estigma em saúde mental: porque ainda é difícil pedir ajuda?” com a gestora do Núcleo de Gente e Gestão do HSE Chrystiane Vasconcelos na programação do Janeiro Branco do Hospital do Servidor Estadual (HSE – HSLZ)

Criada para estimular a reflexão sobre a saúde mental logo no início do ano, a campanha Janeiro Branco vem se consolidando como um dos mais importantes movimentos de conscientização no Brasil.

Em um período tradicionalmente associado a metas, recomeços e cobranças pessoais, a iniciativa propõe uma pausa necessária: olhar para dentro, falar sobre emoções e reforçar que cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo.

A campanha surgiu em 2014, idealizada pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão, a partir da percepção de que o início do ano poderia simbolizar uma “folha em branco” para que as pessoas repensassem hábitos, relações e, sobretudo, sua saúde emocional.

Desde então, o Janeiro Branco ganhou adesão nacional, envolvendo profissionais de saúde, instituições públicas e privadas, empresas, escolas e organizações da sociedade civil.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam o Brasil entre os países com maiores índices de ansiedade no mundo, reforçando a urgência do debate.

Nesse contexto, é fundamental promover ações de escuta, informação, prevenção e acolhimento no ambiente de trabalho e contribuir não apenas para o bem-estar dos colaboradores, mas também para a melhoria do clima organizacional, da produtividade e da qualidade das relações profissionais. E é exatamente essa a proposta do Hospital do Servidor Estadual (HSE – HSLZ).

As rodas de conversas sobre saúde mental são momentos importantes de conscientização sobre saúde mental e acolhimento dos profissionais multidisciplinares da saúde que atuam no HSE

Especialmente no setor da saúde, onde os profissionais lidam diariamente com pressão emocional, sobrecarga e situações de alta complexidade, o cuidado com a saúde mental torna-se mais que estratégico.

Ações do Janeiro Branco no HSE-HSLZ

Alinhado aos princípios do Janeiro Branco, o Hospital do Servidor Estadual (HSE – HSLZ) está promovendo, ao longo do mês, uma série de ações voltadas ao bem-estar e à saúde mental dos seus profissionais multidisciplinares.

A iniciativa é da Diretoria Geral, em parceria com o Núcleo de Gente e Gestão (NGG), e conta com o apoio das áreas SESMT e NEP.

“Em ambientes hospitalares, cuidar da mente dos profissionais é tão importante quanto cuidar dos pacientes. Um colaborador emocionalmente saudável entrega mais com mais empatia e segurança. E de uma certa forma, falar sobre essa saúde mental nas empresas, é quebrar o silêncio que adoece. A gente precisa, precisamos de escuta, acolhimento e espaços seguros para lidar com emoções sem julgamento” reforça a gestora do Núcleo de Gente e Gestão (NGG) Chrystiane Vasconcelos.

Entre as ações previstas estão a realização de plantões psicológicos e rodas de conversas, oferecidas aos profissionais da instituição e conduzidas por voluntários da UNDB. A primeira roda de conversa ocorreu no dia 22 de Janeiro, com o tema “Estigma em saúde mental: porque ainda é difícil pedir ajuda?”, e contou com participação dos psicólogos hospitalares atuantes no hospital, membros do Núcleo de Gente e Gestão do HSE e colaboradores, em sua maioria, do atendimento ao público.

A psicóloga Liane Milhomem Maranhão será a palestrante convidada que vai falar sobre saúde mental, autocuidado e estratégias para lidar com os desafios emocionais no cotidiano profissional na área de saúde

A segunda roda de conversa está prevista para o dia 30 de Janeiro e propõe a questão: “O que podemos fazer hoje pela nossa saúde mental?”

Outra atividade já confirmada para o dia 27 de janeiro, às 14h, no auditório do hospital, é a realização de uma palestra ministrada pela psicóloga Liane Milhomem Maranhão. O encontro tem como objetivo ampliar o diálogo sobre saúde mental, autocuidado e estratégias para lidar com os desafios emocionais no cotidiano profissional na área de saúde.

“Mais do que uma campanha, o Janeiro Branco se consolida como um chamado permanente à responsabilidade individual e institucional. Falar sobre saúde mental salva vidas, fortalece relações e constrói ambientes mais saudáveis para todos” declara o Diretor Geral do HSE Plínio Túzzolo.

Pré-Carnaval de Santa Helena vai ferver com Romim Mahta, Bruno Shinoda e outras atrações

Contagem regressiva para a abertura da programação do pré-Carnaval de Santa Helena, que mais uma vez terá uma das melhores temporadas de folia da Baixada Maranhense, com realização do prefeito Joãozinho Pavão e equipe. A atração mais esperada é o cantor Romim Mahta, um dos grandes artistas do forró, consagrado em nível nacional. Ele se apresentará no dia 8 de fevereiro, domingo magro de Carnaval, às 17h, na Ponta d’Areia, e promete um show inesquecível.

Em cima do trio XLOVE, Romim Mahta cantará os principais sucessos da sua carreira, como Duas Almas Gêmeas, Cachorrão de Rua, Sexo Perfeito, Ela e a Amiga Dela, entre outros hits. O público aguarda com expectativa a apresentação do artista, famoso pela vibração e pelo clima contagiante em cima do palco.

A programação também terá DJ Sócrates e a banda Explode Aê, que injetarão nos foliões uma dose extra de alegria.

Para aquecer o público em Santa Helena nas prévias de Carnaval, o cantor Bruno Shinoda fará show no próximo domingo, 1º de fevereiro. O artista maranhense é figura carimbada em grandes eventos musicais e na temporada de folia sempre se destaca entre as grandes atrações. Com voz potente e performance eletrizante, Shinoda agitará o público e deixará todos com gosto de quero mais.

Com total alegria, organização e segurança, o pré-Carnaval de Santa Helena é, sem dúvida, uma das melhores opções de folia da região. Será, com certeza, uma festa grandiosa, preparada com todo capricho por uma gestão comprometida em realizar grandiosas ações e fazer história.

Assista ao vídeo:

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