Desinvestimento: a grave crise do transporte público em São Luís

O ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide em exposição midiática durante entrega de ônibus novos comprados por empresas de transporte público de São Luís

Ao longo dos últimos dois anos, o sistema entrou em falência real. São várias paralisações e cada vez menos ônibus para servir à população que mais precisa, sendo idosos, os estudantes e os trabalhadores e suas empresas. É importante observar os eventos: o prefeito Eduardo Braide entregou vários ônibus novos das empresas para à população (ver imagem). As empresas se endividaram em centenas de milhões de reais, entretanto, a falta de transparência do Município para com o valor da passagem gera um conflito permanente e que se arrasta intensamente ao longo dos últimos dois anos, com empresários declarando falta de reajustes e o prefeito congelando as passagens. O resultado, agora, são ônibus novos com busca e apreensão saindo de São Luís, situação bem pior do que as greves

Vários bairros estão sem transporte público, ou muito deficiente. A situação é de calamidade pública. O que chama atenção é que outros contratos, de valores também elevados, estão com pagamentos em dia e sem greves, pagos regularmente pelo ex-prefeito, com valores ajustados. São contratos de elevadíssimos valores para construção e recuperação de vias, realização de shows, coleta de lixo, todos pagos rigorosamente em dia, com extrema correção, ou, às vezes, de forma antecipada, sem falar nos milhões de reais gastos com transporte por aplicativos em poucos dias.

Braide deixou a prefeitura declarando e se vangloriando, em alto e bom som, que não concedeu reajustes de passagens ao longo dos anos, assim como não reajustou os valores dos subsídios, apesar do óbvio: reajustes de salários, combustíveis e valores de ônibus subirem nos últimos dois anos.

Ônibus comprados por empresas para renovar a frota do transporte público da capital maranhense

O prejuízo é gigantesco e vem se acumulando, com empresas pedindo recuperação judicial e em processo de fechamento, com demissões em massa de trabalhadores e vários ônibus ficando sem operar. A crise dos combustíveis agrava ainda mais o cenário.

As denúncias já chegaram ao Ministério Público, com vários promotores começando a investigar o que está acontecendo. Já foram ajuizadas ações para corrigir o grave desequilíbrio financeiro, sendo duas ações em andamento na Vara de Interesses Difusos e Coletivos, e processos das empresas com mais de seis anos paralisados e sem solução efetiva. Isso porque, em síntese, o Município simplesmente não apresenta os cálculos das passagens, apesar de várias decisões proferidas pela Justiça determinando a demonstração desses valores, como a decisão abaixo, datada do dia 22/02/2022:

Dentre as ações ajuizadas, uma, de autoria da promotora de Defesa de Consumidor, Litia Calvalcanti, solicita um aumento URGENTE de R$ 0,80 (oitenta centavos) no subsídio, mesmo valor que a Agência Estadual de Mobilidade Urbana (MOB) autorizou de reajuste do subsídio para os anos 2025 e 2026. Nesses valores, a promotoria propõe a entrada de mais 100 ônibus novos para 2026O juiz titular da Vara de Direitos Difusos e Coletivos, Douglas Martins, negou, enquanto aguarda o Município apresentar os “cálculos….”.

Enquanto o conflito continua, o que se vê são empresas devolvendo ônibus que foram entregues como presente e festa no aniversário da cidade, impondo à população o sacrifício de se locomover a pé.

Esclarecimentos

O real conflito – QUAL É O VALOR REAL DAS PASSAGENS EM SÃO LUÍS?

Quanto custa a passagem de ônibus e onde ela pode ser vista, já que o município, no Portal da Transparência, não apresenta os cálculos e documentos, assim como não apresenta, para a imprensa, para a Justiça, nem para a Câmara Municipal de São Luís;

Esse valor está definido nos contratos de concessão e na Lei 3.430/96, em uma planilha. O cálculo não envolve grande complexidade e qualquer pessoa tem condições de fazê-lo, ele é similar a alugar/fretar um carro. Para o sistema de transporte, é a mesma coisa, só que ao invés de ser um automóvel, é um ônibus com motorista. O preço do serviço é calculado pelo custo mensal, dividido pelas pessoas que vão pagar pelo serviço. Mesma coisa quando fretamos um ônibus. Se o valor do frete for R$ 5 mil e 50 pessoas irão pagar, o valor para cada uma fica em R$ 100,00 (preço da passagem);

Atualmente os valores para um ônibus em São Luís tem quatro grandes despesas de fácil identificação; combustível, salários, prestação dos ônibus, pneus e peças. Como exemplo fornecido por um economista para um ônibus que circula com 7 mil quilômetros por mês tem a seguinte conta:

3500 litros por mês, valor do litro R$ 6,00 = 23.000,00
2 Motoristas salários e benefícios – 12.000,00
Prestação R$ 18.000,00 mês
Pneus e peças R$ 4.000,00
Passagens ou passageiros – R$ 8.000,00
O valor da passagem será a soma das despesas dividido pelas passagens o que para São Luís daria – R$ 57.000,00 / 8.000 = R$ 7,10

Esses valores são fáceis de encontrar, este exemplo é bem próximo da realidade, claro que precisaria das notas fiscais, etc. Portanto cabe ao município apresentar estes cálculos reais.

Quando esse valor calculado, cabe ao prefeito definir se concederá ou não subsídio, que é um desconto aplicado, e que essa diferença será paga pelo Município. Por essa razão, o Município deve apresentar esses cálculos.

Informações do caso do VIA SL, concessionário que apresenta os problemas mais graves:

1 – Desvio de dinheiro público do subsídio pelo empresário – Impossibilidade;

Importante informar que o pagamento feito pela complementação salarial na convenção coletiva de trabalho do ano de 2024, foi calculado para pagar somente os reajustes salariais daquele ano e não a FOLHA TODA, não pode ser chamado de subsídio, foi complemento salarial no valor de R$ 0,65 por passagem. Apesar do TRT determinar o cálculo da Tarifa integral, o município não apresentou.

Para ser subsidio tarifário é necessário o cálculo integral da tarifa do contrato, após este cálculo, o Prefeito decide quanto quer dar de desconto.

Exemplo: calculou que a tarifa total é R$ 7,00: PUBLICA O DECRETO com os cálculos, e então poderá decidir deixar a TARIFA PÚBLICA (catraca) em R$ 5,00 (cinco reais) e complementar com R$ 2,00 (dois reais) para cada passageiro que pagar a passagem de R$ 5,00 (cinco reais), ou não fazer subsídio nenhum.

No caso do VIA SL, o que foi divulgado maliciosamente foi que o empresário tinha pago com dinheiro de complemento da folha (“subsidio”), gastos pessoais com o cartão de crédito e aluguel de apartamento em São Luís, que estavam devidamente registrados em sua contabilidade.

Esses valores pagos fazem parte do seu pro-labore e estão devidamente registrados, assim como outras despesas, como óleo diesel e peças, e esses pagamentos não podem ser chamados de “desvio” de subsídios. Para ser desvio, ou caixa 2, o dinheiro não pode estar contabilizado, muito menos cartão de crédito e contrato de aluguel (que fazem parte do Imposto de Renda declarado) e recebido em conta corrente.

Observar que após o pagamento do “subsidio” (complemento de passagem), este integra o caixa da empresa. Esse caixa recebe ainda vale transporte, moeda e passe escolar, totalizando o faturamento geral da empresa,. Portanto, a respectiva despesa do sócio não pode estar vinculada diretamente ao subsidio, mas à receita global da empresa. Se assim fosse, não poderia pagar diesel e peças, que também estão nas despesas correntes da empresa.

Apenas para elencar situação similar, o prefeito recebe uma verba pública – SEU SALÁRIO. Após o PAGAMENTO, o recurso é privado. O que ele vai fazer com seu salário não cabe a ninguém discutir se paga cartão, compra bebidas. E se tem empregados a pagar, tem de fazê-lo, sob pena da Justiça do Trabalho ser acionada.

2 – Laranjas – filhos não são laranjas, são herdeiros, e podem ter patrimônio antecipado em empresa ou mesmo bens.

3 – O caso do desconhecido (sócio oculto) – não temos o esclarecimento, mas no Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) não chegou nada, nem na Junta Comercial do Estado do Maranhão (Jucema).

Abril Indígena: Revista sobre povos indígenas fortalece educação, cultura e identidade no Maranhão

Publicação da Ação Educativa, lançada próximo ao Dia dos Povos Indígenas, reúne saberes de comunidades tradicionais Gavião, Guajara e Krikati e integra curso gratuito voltado a educadores

No contexto do Abril Indígena – período que ganha ainda mais relevância com o Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril – a Ação Educativa lança a Revista Territórios Culturais Indígenas: Gavião, Guajajara e Krikati, uma publicação que nasce com o objetivo de ampliar a visibilidade dos saberes, práticas e modos de vida de povos indígenas e contribuir diretamente para a educação intercultural no Brasil. Um destaques da publicação é o contexto cultural dos povos indígenas no Maranhão.

Resultado de um processo participativo realizado em 2024 no Maranhão, no âmbito do “Projeto Território de Conhecimentos: diálogos horizontais para aprendizagens significativa”, a revista reúne relatos dos povos Gavião, Guajajara e Krikati, a partir da escuta de caciques, professores/as, anciãos, anciãs e jovens lideranças. A publicação aborda temas como língua, rituais, artesanato, território, cosmologia e educação, sempre a partir das próprias narrativas dessas comunidades.

Mais do que um registro, a revista busca responder a uma lacuna histórica no debate público e no campo educacional. Apesar da obrigatoriedade do ensino da história e cultura indígena nas escolas, prevista na Lei 11.645/2008, ainda há escassez de materiais didáticos produzidos a partir dos territórios e das vozes indígenas. Nesse sentido, a publicação se propõe a fortalecer práticas pedagógicas mais contextualizadas e alinhadas à diversidade cultural do país.
O lançamento será realizado de forma online, e a revista estará disponível gratuitamente para acesso no site da Ação Educativa, ampliando o alcance para educadores, estudantes, pesquisadores e o público em geral.

A iniciativa também dialoga diretamente com o cenário atual enfrentado pelos povos indígenas no Brasil, marcado por ameaças territoriais, violência contra lideranças, impactos ambientais e desafios para a preservação de línguas e tradições. Relatos presentes na revista evidenciam questões como a degradação de rios, a escassez de matérias-primas para o artesanato e os limites de um modelo escolar que fragmenta saberes tradicionalmente vividos de forma integrada.

Ao tornar esses conteúdos acessíveis em formato editorial, a publicação atua em duas frentes: contribui para ampliar a compreensão da sociedade sobre a diversidade dos povos indígenas e oferece aos educadores uma referência concreta para o desenvolvimento de práticas pedagógicas interculturais.

Curso amplia formação e acesso ao conteúdo

Como desdobramento da publicação, a Ação Educativa também disponibiliza o curso online gratuito “Territórios Culturais Indígenas: saberes, práticas e currículo”. Com carga horária de 20 horas e formato autoinstrucional, o curso foi concebido a partir das mesmas escutas e processos participativos que deram origem à revista.

Voltado especialmente a educadores da rede pública, o curso sistematiza os conhecimentos construídos junto às comunidades indígenas, promovendo a valorização dos saberes tradicionais e contribuindo para uma educação mais representativa e conectada aos territórios. As inscrições são abertas ao público geral e podem ser realizadas por meio de formulário disponível no site da instituição.

Entre os módulos, destaca-se a participação do Prof. Dr. Edson Kayapó, que aborda a Lei 11.645/08 e a obrigatoriedade do ensino de história e cultura indígena nas escolas brasileiras. O módulo discute a construção histórica de estereótipos e preconceitos sobre os povos indígenas, a diversidade sociocultural desses povos e seus papéis na formação do Brasil, além de apresentar novas abordagens pedagógicas e materiais didáticos para trabalhar a temática indígena em sala de aula.

A proposta formativa também busca fomentar a valorização dos saberes indígenas, rompendo com a lógica de hierarquização entre os conhecimentos produzidos na universidade e os saberes tradicionais construídos historicamente nos territórios.

Mensagem para o presente

Ao ser lançada no Abril Indígena, a revista reforça uma mensagem central: os povos indígenas não são apenas guardiões de uma herança cultural, mas protagonistas na produção de conhecimentos fundamentais sobre território, sustentabilidade, medicina, pedagogia e convivência coletiva.

Como destaca um dos depoimentos presentes na publicação, mesmo representando uma parcela pequena da população brasileira, os povos indígenas desempenham papel essencial na preservação da biodiversidade e na prática do chamado “bem viver”.

Para Jessika Tenório, pedagoga e analista de projeto de educação da Ação Educativa, a iniciativa também evidencia a capacidade de articulação da organização em diferentes territórios. “A revista projeta as vozes dos próprios povos indígenas e reforça a importância de reconhecer esses conhecimentos no campo da educação. É também um movimento de ampliação desse debate para além dos grandes centros, contribuindo para que essas pautas ganhem mais visibilidade na sociedade”, declara.

Informações

Curso: Territórios Culturais Indígenas: saberes, práticas e currículo

Formato: Online, gratuito e autoinstrucional

Carga horária: 20 horas

Inscrições:https://acaoeducativa.org.br/acao-educativa-mapeia-interessados-para-curso-sobre-territorios-culturais-indigenas/

Acesse a revista aqui – https://acaoeducativa.org.br/publicacoes/revista-territorios-culturais-indigenas-gaviao-guajajara-e-krikati/

“Bora de Churrasco” com especialistas: Empório Fribal promove degustação premium guiada

Vagas limitadas no dia 23/04 no Atelier Gourmet do Empório Fribal na Ponta d’Areia

O Empório Fribal promove “Bora de Churrasco”, uma imersão no sabor de carnes nobres com degustação guiada, dia 23 de abril às 19h30, no Atelier Gourmet do Empório Fribal da Ponta D’Areia, com vagas limitadas

Poucos rituais gastronômicos traduzem tão bem a identidade brasileira quanto o churrasco. Mais do que uma forma de preparar carnes, o churrasco é uma oportunidade para o encontro entre famílias, amigos e histórias ao redor do fogo. Do sul ao nordeste, com variações de técnicas e temperos, o churrasco se consolidou como uma das expressões mais afetivas e democráticas da culinária nacional.

Essa paixão tem até data no calendário: o Dia do Churrasco, celebrado em 24 de abril, que reforça o protagonismo dele que é preferência nacional.

Bora de Churrasco com quem entende do assunto

Reconhecida por sua expertise na produção de carnes de alta qualidade — muito apreciadas inclusive no mercado internacional — a Fribal é protagonista no incentivo à cultura do churrasco. A marca investe também na valorização da experiência gastronômica, aproximando o consumidor do universo da carne desde sua origem até o preparo final, facilitando o acesso do consumidor a detalhes sobre cortes, técnicas e harmonizações.

Em alusão ao Dia do Churrasco, o Empório Fribal promove o evento “Bora de Churrasco”, uma proposta de imersão sensorial. Uma noite dedicada à experiência completa, que acontece no dia 23 de abril, às 19h30, no Atelier Gourmet do Empório Fribal da Ponta D’Areia.

O evento tem vagas limitadas e promete uma degustação premium guiada. Trata-se de uma verdadeira jornada de sabor, e que percorre toda a cadeia do churrasco — da origem ao corte, passando pelo tempero e modo de preparo, até chegar à mesa. Com uma curadoria pensada para os verdadeiros apreciadores de um bom churrasco.

Em todas as lojas do Empório Fribal está acontecendo a Campanha “Bora de Churrasco” até 26.06 com muitos produtos em destaque para os amantes de um bom churrasco

Campanha “Bora de Churrasco” no Empório Fribal e os cortes que fazem a diferença

Até o dia 26 de abril, em todas as lojas do Empório Fribal, está acontecendo a Campanha “Bora de Churrasco”, com destaque para produtos como temperos, molhos, bebidas, farofas, churrasqueiras portáteis, facas, tábuas e outros acessórios para quem ama um bom churrasco.

E mais, segundo as dicas da Fribal, especialistas em carnes, os cortes que melhor entregam sabor, maciez e suculência são: a picanha, símbolo do churrasco brasileiro, valorizada pela capa de gordura que garante sabor e textura; a costela, que exige preparo mais lento e paciente, recompensado por um resultado intenso e marcante; alcatra e suas variações, versáteis e ideais para diferentes pontos de cocção e a fraldinha, apreciada pelo sabor acentuado e fibras macias quando bem preparada.

A escolha da carne, no entanto, vai além do corte: procedência, qualidade e manejo adequado também influenciam no resultado final do churrasco — e é nesse ponto que as carnes da Fribal fazem toda a diferença.

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