Segundo estimativa do Inca, tumor é o terceiro mais comum entre homens e mulheres

O Maranhão deve registrar cerca de 510 novos casos de câncer colorretal até o final deste ano, sendo 270 apenas em São Luís. A estimativa é do Instituto Nacional de Câncer. (Inca). Esse tipo de tumor afeta o intestino grosso e está entre os mais frequentes no país, ocupando a terceira posição quando desconsiderados os tumores de pele não melanoma e representando cerca de 10% dos novos diagnósticos, tanto em homens quanto em mulheres. De acordo com o Inca, o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028, sendo aproximadamente 53,8 mil apenas de câncer colorretal.
O oncologista da Hapvida, Jorge Abissamra, explica que o câncer colorretal costuma se desenvolver de forma silenciosa, a partir de lesões benignas chamadas pólipos. “Com o passar dos anos, algumas dessas lesões podem sofrer alterações genéticas e evoluir para câncer. Por isso a importância do rastreamento e da remoção precoce”, explica.
O crescimento da incidência também está diretamente relacionado a mudanças no estilo de vida da população, como aumento da obesidade, sedentarismo e consumo elevado de alimentos ultraprocessados. “O baixo consumo de fibras e o estilo de vida moderno ajudam a explicar por que estamos observando mais diagnósticos”, afirma o especialista.
Nos estágios iniciais, a doença pode não apresentar sintomas, o que torna os exames preventivos fundamentais. Quando presentes, sinais como sangue nas fezes, alterações no hábito intestinal, dor abdominal frequente, anemia, perda de peso inexplicada e cansaço persistente devem ser investigados. A recomendação é procurar avaliação médica caso os sintomas persistam por mais de duas ou três semanas. O rastreamento, por sua vez, é indicado, em geral, a partir dos 45 anos, mesmo sem sintomas. No caso de pessoas com histórico familiar da doença, esse monitoramento pode ser antecipado. Entre os exames comumente utilizados para o diagnóstico da doença estão a pesquisa de sangue oculto nas fezes, o teste imunológico fecal, a colonografia por tomografia e a colonoscopia. Esta última é considerada o método mais completo por permitir, além do diagnóstico, a retirada de pólipos durante o procedimento.
Especialistas reforçam que a adoção de hábitos saudáveis é uma das principais formas de prevenção, incluindo alimentação rica em fibras, prática regular de atividade física, manutenção do peso adequado e redução do consumo de álcool, tabaco e carnes processadas. “Quando diagnosticado precocemente, o câncer colorretal pode ter taxas de cura superiores a 90%. Ou seja, informação, do acompanhamento médico e da realização de exames preventivos são de suma importância para salvar vidas”, afirma o especialista.