Será que o eleitor ainda cai nessa?

São José de Ribamar, a terceira maior cidade do Maranhão, volta a viver um velho roteiro em período eleitoral. Como um “quartel de Abrantes”, o município se torna alvo de candidatos que aparecem do nada, ocupam espaços, fazem barulho, e somem logo depois das urnas.

O discurso é sempre o mesmo: promessas, críticas à gestão municipal e a velha narrativa de que “agora vai”. Mas basta olhar para trás para perceber um detalhe que não pode mais passar despercebido: onde estão os investimentos?

Quantos desses candidatos que hoje criticam a prefeitura destinaram emendas para a cidade? Quantos ajudaram, de fato, a melhorar a infraestrutura, a saúde, a educação ou qualquer área essencial do município? A resposta, na maioria dos casos, é simples, não ajudaram.

É fácil subir o tom contra o prefeito ou contra a gestão quando não se tem histórico de contribuição. Difícil é apresentar resultados concretos, mostrar obras, recursos destinados, presença política contínua. Difícil é provar compromisso real com São José de Ribamar fora do período eleitoral.

E junto desses candidatos, surgem também os “caroneiros de plantão”, que se aproveitam de lideranças locais e do momento político para tentar crescer sem apresentar propostas sólidas ou qualquer histórico de atuação pela cidade.

A estratégia é clara: aparecer agora, ganhar votos e desaparecer depois. Diante disso, fica a pergunta que ecoa cada vez mais forte: será que o eleitor ainda cai nessa?

O voto não pode ser baseado apenas em discurso. Precisa ser baseado em histórico, em entrega, em compromisso. Porque, no fim das contas, quem não investe na cidade durante o mandato dificilmente vai transformar a realidade dela depois.

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