
Sob intervenção do Estado do Maranhão desde dezembro de 2020, período em que seus três ferry-boats foram sucateados, os acionistas da Servi-Porto reivindicam indenização pelo dano patrimonial que sofreram. A empresa, que por várias décadas realizou o serviço de transporte aquaviário entre os terminais da Ponta da Espera, em São Luís, e do Cujupe, em Alcântara, teve suas atividades comprometidas por um decreto expedido ainda na gestão do ex-governador Flávio Dino, e que foi renovado sucessivamente.
O único ferry da Servi-Porto em operação, atualmente, é o Cidade de Araioses, que opera precariamente. Por falta de manutenção do órgão interventor, a embarcação já foi retirada de rota pelo menos quatro vezes, desde o ano passado. Como se não bastassem as perdas financeiras acumuladas pelos proprietários, a falta de conservação regular representa risco aos viajantes.
Os outros dois ferries da empresa, Cidade de Tutóia e Baía de São José, encontram-se abandonados na Baía de São Marcos e hoje não passam de destroços, em razão do desgaste provocado pelo tempo e do mais absoluto descaso.
Consolidada por mais de três décadas como a maior empresa do setor de transporte aquaviário do Maranhão, a Servi-Porto sempre investiu volume expressivo de recursos para prestar um serviço de qualidade e atender as necessidades dos usuários. Com o decreto de intervenção, a empresa viu seus lucros cessarem e perdeu totalmente a capacidade de incrementar sua frota e promover outras melhorias.
Com a redução da frota e queda drástica de faturamento durante a intervenção, a Servi-Porto tornou-se inviável economicamente, com chance praticamente nula de recuperação. Dá a necessidade de ressarcimento aos acionistas.
Manifestação da Servi-Porto sobre a intervenção na empresa
Há cinco anos, a empesa foi retirada dos proprietários pelo governo do Sr. Flávio Dino com a justificativa de que iria melhorar a qualidade do serviço.
Muito diferente do que foi informado, a SERVI-PORTO não estava falida, não havia colapso antes da intervenção e tampouco todas as embarcações estavam paradas, o que pode ser comprovado com documentos oficiais.
Apesar de todas as dificuldades à época, os sócios faziam de tudo para manter o serviço funcionando com segurança e os problemas eram infinitamente menores do que a falta de embarcações para operar, como ocorre hoje.
As embarcações foram entregues ao Estado funcionando e inteiras, mas atualmente estão paradas e algumas sucateadas por causa da falta de manutenção da gestão estadual, que agora quer receber as honras por recuperar o que ela mesma quebrou.
Por fim, a empresa se solidariza a toda a população usuária do serviço e que está sofrendo com esse caos. “Para nós, é um sofrimento ver as embarcações no estado em que se encontram e nossa população passando por essa humilhação. Com toda a certeza, se o serviço estivesse em nossas mãos, não teríamos deixado a situação chegar a esse caos”.