Ministro Marcelo Queiroga desembarcou neste domingo (23) em São Luís para debater com autoridades de saúde locais sobre a variante indiana do novo coronavírus
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, embarca às 11h30 para a cidade de São Luís, no Maranhão, para junto com as autoridades locais dar andamento às medidas de contenção da variante indiana.
O Ministério da Saúde enviou ao estado 600 mil testes rápidos de antígeno de Covid-19 para a implementação da testagem em massa em pontos estratégicos como portos, aeroportos, terminais rodoviários e rodovias.
Data: 23 de maio (domingo) Horário: 14h Local: Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado
O governador Flávio Dino (PCdoB) se deu mal o tentar fomentar uma polémica com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, nas redes sociais. O comunista não só teve uma resposta à altura, a popular invertida, como foi desmascarado pelo auxiliar do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Em postagem no Twitter e demais mídias digitais, Dino mostrou-se contrariado com a informação dada pelo ministro, em entrevista coletiva, de que debateu sobre o Maranhão com os secretários municipais de Saúde de São Paulo e do Rio de Janeiro e com o prefeito de Guarulhos (SP), alegando que o seu governo foi excluído do diálogo.
O governador do PCdoB não deixou claro o assunto abordado pelo ministro com os gestores paulistas e carioca. Mas tudo indica que tenha sido a infecção de seis tripulantes do navio MV Shandong Da Zhi, ancorado na costa do Maranhão, pela cepa indiana do novo coronavírus.
Ao tomar ciência da manifestação pública de Flávio Dino, Marcelo Queiroga rebateu, revelando que conversou com o secretário de Estado de Saúde, Carlos Lula, por telefone, e o convidou para a coletiva, mas este respondeu que não havia sido autorizado pelo governador a participar da coletiva.
Júlio Guterres não integra mais a direção da CTB no Maranhão por decisão da cúpula nacional da entidade
A Direção Nacional da CTB (Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), conforme documento assinado pelo seu Secretário Geral, Wagner Gomes, resolveu suspender, no último dia 17 de maio, o mandato do Secretário Geral da CTB no Maranhão, o senhor Júlio Guterres, conhecido veterano das lides sindicais maranhense.
No passado, presidiu o sindicato dos metalúrgicos (Sindmetal), depois mudou de categoria e migrou para o Sindicato dos Professores da Rede Pública Estadual e Municipal (SINPROESEMMA), entidade onde chegou a exercer o cargo de tesoureiro por vários anos. Hoje, já não faz mais parte desse sindicato, pois sua formação como “professor” sempre foi questionada pela categoria.
Acontece que depois desses anos todos, parece que o camarada Júlio Guterres desaprendeu as lições do bom sindicalismo classista e resolveu acender uma vela para Deus e outra para o diabo para se garantir, pois ele era Secretário-geral da CTB/MA e, ao mesmo tempo, assessor especial do Governo do Estado do Maranhão, ou seja, acúmulo de cargos totalmente incompatível e antiético. Inclusive, a ocupação simultânea dos dois postos é vedada pelos estatutos da própria Central da qual ele faz parte, pois há, nesse caso, um gritante conflito de interesses, já que a CTB representa vários sindicatos do segmento dos trabalhadores do serviço público estadual e municipal.
Segundo o teor do documento acima citado, a Direção Nacional da CTB argumenta que “o Sr. JULIO CESAR REGO GUTERRES “não pode servir a dois senhores, ”representando, simultaneamente, o Governo do Estado e as entidades sindicais com as quais ele negocia.”
Para moralizar tal situação e dar um basta no “peleguismo oficial” instituído por Júlio Guterres na CTB/MA, a Direção Nacional, “com o objetivo de disciplinares situações como essas”, lançou mão do Artigo 29, inciso V, do seu estatuto, que veda a aceitação de cargos em governos por parte de seus dirigentes no exercício do mandato, suspendendo, assim, o senhor Júlio Guterres de suas funções de secretário=geral da CTB/MA.
Óbitos de pessoas mais jovens e que ainda não receberam imunização foram as únicas faixas etárias que registraram crescimento percentual superior a 80% no número de mortes no mês de abril em relação à média no período da pandemia
Faixa etária de 30 a 39 anos, composta em sua maioria por pessoas não vacinadas, está vulnerável à Covid-19
O aumento percentual de mais de 80% no número de óbitos por Covid-19 de pessoas mais jovens, na faixa etária entre 30 a 39 anos e, um pouco menor, na faixa dos 40 aos 49 anos, contabilizados pelos Cartórios de Registro Civil do Maranhão no mês de abril, são claros em apontar que a vacinação em massa de sua população é o melhor caminho para a crise de saúde pública causada pelo novo coronavírus.
Ainda aguardando o cronograma de vacinação para suas idades no estado, a população mais jovem viu crescer os números percentuais de óbitos no último mês, mesmo quando comparados a março deste ano, o segundo mês com maior número de mortes causadas pelo novo coronavírus no Maranhão, e também em relação à média de mortes de sua faixa etária desde o início da pandemia.
Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil, base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.
No Maranhão, a faixa etária que registrou o maior percentual de aumento em relação à média para a idade desde o início da pandemia foi a da população entre 30 e 39 anos, com crescimento percentual de 83% no número de óbitos em abril na comparação com o período que vai de março de 2020 a março de 2021. Os números absolutos de falecimentos desta faixa etária também aumentaram em abril, passando de 34 em março para 46 no último mês, mesmo com a diminuição no total de mortes causadas pela doença em relação a março de 2021.
Na sequência, a faixa etária que vai dos 60 aos 69 anos registrou um aumento percentual de 41% do número de óbitos em relação à média para esta faixa etária desde o início da pandemia. Em números absolutos em relação a março, houve uma queda, passando de 194 para 186. Outra faixa etária que registrou crescimento foi a de pessoas entre 50 e 59 anos, com os óbitos aumentando 37% em relação à média para a idade desde o começo da pandemia.
Ainda em crescimento, mas em patamares inferiores, a população entre 40 e 49 anos registrou aumento percentual de mortes de 36% em relação à média desta idade no período. Já em números absolutos esta população não registrou aumento, passando de 76 em março para 63 em abril. Nas demais faixas etárias, já vacinadas, o número de óbitos caiu em relação à média desde o início da pandemia, reduzindo 8% na faixa entre 70 e 79 anos, 53% entre 80 e 89 anos, e 50% na população entre 90 e 99 anos.
Ranking Estadual
Em nível nacional, o estado do Maranhão teve um crescimento de 83%, na faixa etária de 30 a 39 anos, ficando acima da média nacional, que registrou crescimento percentual de 56%. Na faixa etária de 40 a 49 anos, o estado teve um crescimento de 36%, enquanto na faixa de 50 a 59 anos houve aumento de 37%, ficando em ambos os casos abaixo da média nacional. Já o aumento percentual de 41% nos óbitos por Covid-19 entre população de 60 a 69 anos ficou acima da média nacional, que por sua vez teve crescimento de 22%.
Todos os Estados brasileiros registraram aumento de óbitos na faixa entre 40 e 49 anos na comparação com a média desta idade desde o início da pandemia e 15 deles estiveram acima da média nacional. À frente deste ranking está o Rio Grande do Norte, que registrou aumento de 154%, seguido por Santa Catarina, aumento de 118%, Sergipe, crescimento de 101%, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, aumento de 94%. São Paulo e Rio de Janeiro, com 66%, e Distrito Federal, com 58%, também estiveram acima da média nacional.
Já na faixa etária entre 30 e 39 anos, 22 Estados registraram crescimento em abril em relação à média do período, sendo que 12 deles acima da média nacional. Os aumentos foram maiores nos Estados do Mato Grosso do Sul (103%), Goiás (97%), Rio Grande do Norte (94%), Mato Grosso (92%) e Distrito Federal (90%). A lista tem ainda Paraná (75%), São Paulo (73%), Minas Gerais (67%) e Rio de Janeiro (59%).
Na última faixa com crescimento nacional acima de 50%, entre 50 e 59 anos, novamente todos os Estados brasileiros registraram crescimento, sendo 16 deles acima da média nacional. Os maiores aumentos foram nos Estados do Rio Grande do Norte (152%), Pará (105%), Rio Grande do Sul (80%) e Acre (73%). O Paraná registrou aumento de 59%, Distrito Federal, de 58%, São Paulo, de 56%, e Rio de Janeiro de 54% nesta faixa etária.
Sobre a Arpen/MA
Fundada em fevereiro de 2014, a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado do Maranhão (Arpen/MA) representa os titulares cartórios de Registro Civil, que atendem a população nos municípios do Estado do Maranhão. É no Registro Civil que são realizados os principais atos da vida civil de uma pessoa, a exemplo do registro de nascimento, casamento, emancipação e óbito.
Com o título, as famílias têm acesso a crédito e políticas públicas
Presidente Jair Bolsonaro durante a entrega de títulos de propriedade rural – Foto: Isac Nóbrega/PR
Documentos de titulação de terra, entre provisórios e definitivos, foram entregues no Maranhão, a agricultores beneficiários da regularização fundiária e assentados da reforma agrária. Resultado do programa Titula Brasil, 17.084 produtores receberam o título nos últimos sete meses, segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Com o documento em mãos, os produtores podem buscar crédito para produzir na propriedade rural e ter acesso às políticas públicas governamentais.
Nesta sexta-feira (21), o Presidente Jair Bolsonaro participou da entrega de alguns desses títulos, em Açailândia (MA). “Quando a gente consegue uma casa própria e sai do aluguel, realmente é um momento inenarrável. Quando se consegue um título de propriedade rural, também. É um sentimento de liberdade. Você podendo produzir na sua terra, podendo agregar valor a mesma com obras, podendo ter a certeza que aquilo será incorporado ao seu patrimônio familiar, aquilo ficará para seus filhos. Realmente é um grande peso que sai de nossos ombros.”
Direito à terra
Para os moradores de Açailândia foram entregues pouco mais de 280 títulos definitivos, de acordo com o Incra. O assentado José Linhares da Silva recebeu o documento da terra onde vive no município desde 2011 e cria gado de corte, porcos e galinhas. Ele contou que agora, como proprietário da terra, terá condições de fazer investimentos na produção.
“O título nos fortalece como proprietários da terra. Até então, só éramos agregados, porque não tínhamos nenhuma documentação que comprovasse que éramos os donos dela. Quando o assentado vai ao banco em busca de algum recurso para investimento na terra, o banco já quer esse documento. Se não tem, aí já vem a burocracia que muita gente não acessa e fica sem ter como trabalhar”, relatou José Linhares.
A produtora rural Francisca Silvina da Silva e o marido moram há 15 anos em uma propriedade rural em Açailândia onde no passado a família plantava. Mas, segundo ela, atualmente a terra está enfraquecida e eles não conseguem produzir quase nada. Tiram a renda das poucas cabeças de gado que possuem na propriedade. A família também recebeu o documento de titulação da terra e espera conseguir crédito para melhorar a terra, voltar a plantar e ter boa colheita.
“É bom pra gente, porque às vezes a gente quer fazer um serviço, um empréstimo, e não tem como sem o título pra gente produzir mais. Precisa de um investimento. Penso que, com o título, vai melhorar muita coisa”, comemorou Francisca Silvina.
Programa de concessão de títulos
O programa Titula Brasil foi criado para apoiar a titulação de assentamentos e de áreas públicas rurais da União e do Incra passíveis de regularização. A iniciativa firma parcerias com as prefeituras para atender o público da reforma agrária e de regularização fundiária. Até agora, 57 prefeituras do Maranhão já solicitaram adesão ao Titula Brasil. Desse total, 13 já firmaram acordo de cooperação técnica para início das atividades.
De acordo com o Incra, em todo o país, mais de 800 prefeituras já buscaram parceria com o Titula Brasil.
Crédito para habitação
Como mais uma medida de apoio, no ano passado foi lançado o crédito habitacional para famílias beneficiárias do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) voltado ao financiamento de construção e reforma de casas em assentamentos do Incra.
Diferente de outros programas habitacionais, o recurso desse crédito vai diretamente para a conta do assentado, que escolhe o projeto e o responsável pela execução. Fica a cargo do Incra a fiscalização da execução da obra e da utilização do recurso.
Já foram aprovados mais de 9 mil contratos de crédito habitacional, com investimento total de R$ 340 milhões. Até o momento, foram pagos 4.732 contratos para novas unidades habitacionais em assentamentos espalhados em 11 estados (Pará, Pernambuco, Goiás, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Alagoas e Piauí).
Dados do Incra mostram que o Maranhão lidera a concessão do crédito habitacional com mais de dois mil contratos assinados, totalizando um investimento direto de mais de R$ 68 milhões.
Deputado Wellington do Curso em reunião da CPI dos Combustíveis, na Assembleia Legislativa
Após coletar informações durante reunião da CPI dos Combustíveis, o deputado estadual Wellington do Curso veio a público esclarecer a verdade dos fatos quanto ao aumento no preço da gasolina que foi identificado pelos consumidores na última semana. O preço médio da gasolina que estava fixado em R$ 4,86 subiu para R$ 5,14, enquanto que o Diesel S10 que estava por R$ 3,88 foi para R$ 4.05. Todos esses aumentos foram ocasionados por alteração feita pelo governador Flávio Dino nos preços de referência dos combustíveis para cobrar ICMS. É o que comprova o Ato Cotepe de número 17, publicado no Diário Oficial da União pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
Ao esclarecer os fatos, o deputado Wellington enfatizou que não houve nenhum aumento nas refinarias que pudesse justificar esse reajuste pelo governador Flávio Dino, sendo inadmissível que se culpe outras pessoas pela alta no preço dos combustíveis.
“Estamos aqui com o Ato Cotepe nº 17 em que fica claro que o Governo do Maranhão contribuiu para aumentar mais ainda os preços de referência dos combustíveis para cobrar ICMS. Inicialmente, o preço médio da gasolina que estava fixado em R$ 4,86 subiu para R$ 5,14, enquanto que o Diesel S10 que estava por R$ 3,88 foi para R$ 4,05. Querem, no entanto, dizer que o aumento sentido na última semana veio das refinarias dos postos de combustíveis. Mentira! O aumento não veio das refinarias, mas sim de dois fatores: alteração feita por Flávio Dino no preço de referência dos combustíveis para cobrar ICMS e aumento do preço do etanol, por conta da entressafra. Isso não é uma afirmação minha, mas sim algo que está divulgado no Diário Oficial da União. É muito fácil querer culpar refinaria ou até mesmo donos de postos, sendo que também se tem grande responsabilidade pelos sucessivos aumentos. O meu compromisso é com a verdade e, por isso, venho aqui esclarecer essa situação aos maranhenses, que são os mais penalizados”, disse o deputado Wellington.
Othelino Neto, o prefeito Glauber Azevedo e o deputado federal André Fufuca descerram placa de inauguração de escola
O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), participou, nesta sexta-feira (21), da inauguração da Escola Municipal Dr. Magno Bacelar, no povoado Telêmacos, em Olho d’ Água das Cunhãs. Na oportunidade, o chefe do Legislativo anunciou a chegada de uma nova etapa do Programa Mais Asfalto para a pavimentação de ruas na sede e no maior povoado da cidade.
“Fizemos a indicação para o Governo do Estado e o governador Flávio Dino já autorizou. Olho d’ Água das Cunhãs será contemplada com R$ 1 milhão para a pavimentação de ruas na sede. Chegarão ainda, através de convênio, dois quilômetros de bloquetes no povoado Bacuri”, explicou Othelino, ressaltando, em seguida, a importância de inaugurar escolas.
O presidente da Assembleia e o prefeito de Olho d’Água das Cunhãs percorrem as instalações da escola
Segundo ele, é um dos maiores investimentos para as futuras gerações. “Certamente, um dos investimentos mais importantes do poder público é na educação , construindo escolas, valorizando os estudantes e professores e eu fico muito feliz de participar desse momento a convite do prefeito Glauber Azevedo”, completou.
O prefeito da cidade, Glauber Azevedo, agradeceu o apoio, que tem resultado em benefícios à população. “A parceria do presidente Othelino tem sido fundamental. Dessa forma, com esta soma de esforços, faremos a melhor administração que nossa cidade já viu”, garantiu.
Visita do deputado Othelino Neto a Olho d’àgua das Cunhãs transcorreu em clima festivo, com anúncio de benfeitorias
No mesmo sentido, manifestou-se o deputado federal André Fufuca. “Temos um parceiro muito grande do município, que é o presidente Othelino. Junto com o nosso empenho e o trabalho que já vem sendo realizado pela prefeitura, conseguiremos transformar Olho d’Água das cunhãs naquilo que a população sempre sonhou”, disse.
Esporte
Após visitar as instalações da escola, a comitiva, que contou também com a presença de vereadores e secretários municipais, seguiu para o estádio municipal, onde foram entregues kits esportivos aos representantes dos times de futebol amador da cidade.
O presidente da Assembleia Legislativa entregou equipagens esportivas adquiridas a pedido do prefeito Glauber Azevedo
“Por solicitação do prefeito Glauber Azevedo, destinei emenda parlamentar para a aquisição de equipagens para os times. Sabemos que o futebol é a paixão nacional e esta é uma forma de incentivarmos a prática do esporte, fundamental para preservarmos nossa saúde”, ressaltou Othelino Neto.
“Obrigado pelo incentivo ao esporte aqui na nossa cidade. Estou muito feliz , assim como os presidentes dos clubes e todos que participam dos campeonatos. Tenho certeza que a nossa parceria será duradoura” , agradeceu, mais uma vez, o prefeito Glauber.
Zé Inácio lembrou que no governo Lula foram implantadas políticas públicas consistentes, como o Enem, o Reuni, o Prouni e o Fies
A conferência é uma realização do Fórum Estadual de Educação, cuja o tema foi: “Reconstruir o país: a retomada do estado democrático de direito e a defesa da educação pública, gratuita, democrática, laica, inclusiva e de qualidade social”, e o lema: “Educação para todos/as se constrói com Democracia e participação social: nenhum direito a menos”.
Durante sua fala, Zé Inácio, que é presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, falou sobre os avanços na educação durante os governos do PT, que levaram a cabo a maior inclusão educacional da história do Brasil, a partir de políticas públicas consistentes, articuladas e complementares.
“No governo Lula foram implantadas políticas públicas consistentes, como o Enem, o Reuni, o Prouni e o Fies que abriram as oportunidades e iniciaram o processo que teve um extraordinário salto de qualidade com a aprovação da Lei de Cotas no governo da presidenta Dilma Rousseff.”, disse Zé Inácio.
O governo Lula tornou obrigatório o ensino dos 4 aos 17 anos, garantindo inclusive a universalização da pré-escola. Pôs fim à Desvinculação de Receitas da União (DRU) na educação.
O orçamento para educação, em 2003, era de R$ 18,1 bilhões, pulando para R$ 54,2 bi, em 2010. Se considerarmos até 2016, ano em que Dilma sofreu o golpe, o montante mais de atinge 100 bilhões.
Piso salarial
O piso salarial nacional do magistério foi integralizado e observado por todos os Estados e municípios a partir de 2010.
Com a Reestruturação e Expansão de Universidades Federais (Reuni) foram criados 173 campi universitários e 18 universidades federais. Os Institutos Federais de Educação também tiveram uma grande expansão durante os governos do PT: foram implantados mais de 360 unidades por todo o país.
O deputado também abordou os retrocessos da educação brasileira após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Entre esses retrocessos estão projetos como: Escola Sem Partido, a Reforma do Ensino Médio, reformulação do Conselho Federal de Educação, o desmonte do Fórum Nacional de Educação, entre outros.
“Uma das ameaça que o governo Bolsonaro impõe à educação pública, universal e gratuita é a Proposta de Emenda Constitucional do pacto federativo, que acaba com os pisos orçamentários vinculados à educação e à saúde, uma verdadeira devastação e que segue como prioridade da obsessão neoliberal e ortodoxia fiscal do desgastado ministro da Economia.”, afirmou.
No âmbito estadual Zé Inácio destacou os avanços da educação no Maranhão, que ja fora o 22º estado da federação no ranking nacional do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), e hoje ocupa o 13º lugar . Alcançando o maior índice de toda a sua história, com um salto de 2,8 para 3,4 pontos, nos últimos anos.
“Há 5 anos não havia escolas em tempo integral vinculadas à rede pública estadual. Atualmente, o Maranhão possui 49 escolas com o ensino em tempo integral. Só em 2019, foram investidos mais de R$ 326 milhões em obras no ensino técnico e com a implantação e reformas das Escolas Dignas. Uma avanço nunca visto antes no Maranhão.”, disse.
Resgate
Por fim, o deputado falou da importância das Conferências e fez um resgate dos governos do PT, que adotaram as conferências como uma plataforma de relação direta com a população.
“Os governos do presidente Lula e da presidenta Dilma estimularam e incentivaram a prática de ouvir os anseios da sociedade na elaboração de políticas públicas. Entre 2003 a 2014, foram realizadas 103 conferências, abrangendo mais de 40 áreas setoriais nas esferas municipal, regional, estadual e nacional. Com a participação de aproximadamente 9 milhões de pessoas.
Participaram da mesa de abertura o Secretário de Educação, Felipe Camarão, Heleno Araújo, da Coordenação Executiva do Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE), o Coordenador da União dos Conselhos Municipais -UNCME, Emerson Araújo e Coordenadora do Fórum Estadual de Educação do Maranhão, Antônia Benedita Pereira Costa.
A live foi transmitida para todo o Maranhão, com participação das 19 regionais de educação do estado, além de profissionais da área da educação.
Iniciativa do Centro Universitário Estácio São Luís, o projeto “EElA’S Estácio” objetiva promover o desenvolvimento integral de mulheres de baixa renda, em especial desempregadas e estudantes
Professores envolvidos no projeto em visita a área assistida pelas ações beneficentes
Um projeto de extensão pensado para ajudar mulheres carentes na pandemia já começou a ser posto em prática em São Luís. Chama-se “EELA’S Estácio” (Empreendedoras, Empoderadas, Livres e Audaciosas) e é desenvolvido pelo Centro Universitário Estácio São Luís, voltado, em uma primeira fase, a moradoras do Residencial Vila Vitória, comunidade localizada nas proximidades da Via Expressa.
O desenvolvido por meio da Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da instituição, objetiva promover o desenvolvimento integral de mulheres de baixa renda, em especial desempregadas e estudantes a partir de um atendimento holístico que possa gerar consciência e práticas empreendedoras, empoderadas, livres e audaciosas entre as participantes.
Dentro da proposta, estão previstas a realização de diversas ações, tais como cursos gratuitos que possam auxiliar as mulheres atendidas a empreender proporcionando sua inclusão no mercado de trabalho, acompanhamento psicológico, nutricional, de educação física e jurídico, para os casos de violência doméstica e oficinas de capacitação técnica para o uso de meios e técnicas de comunicação.
A primeira comunidade atendida é o Residencial Vila Vitória, localizado no entorno da Via Expressa, região que vive um processo de ocupação ininterrupta. Atualmente, há, aproximadamente, 200 residências construídas na área. O território conta com ruas construídas sem planejamento urbano e a comunidade não dispõe de vários serviços públicos indispensáveis.
Para a moradora do Residencial Vila Vitória Thaís Abreu, de 27 anos, as ações podem ajudar a melhorar a qualidade de vida das mulheres da comunidade que em sua maioria, assim como ela, estão desempregadas. “Muitas mulheres vão gostar de obter mais informação pro meio dos cursos e palestras. As mulheres querem fazer cursos, mas não têm condição de pagar e, assim, será bom, porque vai ser de graça e ainda vamos receber o certificado”, disse a moradora. Thais Abreu também destaca que a maioria das mães da comunidade passam a maior parte do tempo cuidando dos filhos e não conseguem sair de casa para fazer um curso. “Elas não têm tempo e nem dinheiro para pagar um curso, mas se os cursos vão ser de graça e aqui na comunidade, tudo fica mais fácil”, argumenta a jovem.
As ações estão organizadas em seis grandes eixos de atuação, cada um coordenado por um professor da instituição. De acordo com a pró-reitora de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão do Centro Universitário Estácio São Luís, Elizangela Araújo Pestana Motta, o projeto ajudará no desenvolvimento intelectual, físico e emocional das mulheres da comunidade. “Por meio do EELA’S, queremos que essas mulheres se desenvolvam, melhorem sua qualidade de vida e inclusive aumentem a autoestima e o empoderamento para que sejam cada vez mais independentes em todos os sentidos e aspectos de suas vidas”, declara a pró-reitora.
A escolha por trabalhar com mulheres de baixa renda, desempregadas e estudantes no contexto do projeto se justifica pelo aumento significativo dos índices de violência contra a mulher durante o período de pandemia da Covid-19, bem como o acentuado crescimento do número de mulheres desempregadas em virtudes do impacto da pandemia no mercado de trabalho.
Denúncias
De acordo com os dados disponibilizados pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, no mês de abril de 2020, quando o isolamento social imposto pela pandemia durou mais de um mês, houve um aumento de cerca de 40% em relação ao mesmo mês de 2019, na quantidade de denúncias de violência contra a mulher recebidas no canal 180. Isso revela a urgente necessidade de ações e atividades que possam gerar empoderamento e autonomia para as mulheres.
De acordo com o censo do IBGE, realizado em 2010, o percentual de mulheres no Brasil é superior ao total da população masculina no país. Assim, estima-se que atualmente existam cerca de quatro milhões a mais de mulheres em relação à quantidade de homens no país. Essa quantitativo superior entre homens e mulheres ocorre principalmente em virtude da maior expectativa de vida feminina e da maior mortalidade de jovens do sexo masculino.
Segundo dados do IBGE, as mulheres vivem, em média, sete anos a mais que os homens. Apesar dessa clara melhora na expectativa de vida da mulher no país, a desigualdade de gênero e a violência contra as mulheres ainda geram dados alarmantes. Com relação à violência contra a mulher, de acordo com dados divulgados pelo Jornal Estadão, o Brasil ocupa o 7º lugar em um ranking de 84 países em quantidade de homicídios de mulheres, apresentando cerca de 4,4 assassinatos a cada grupo de 100 mil mulheres.
O projeto integra um programa nacional da Área de Pesquisa, Extensão e Internacionalização da Yduqs, companhia criada em 2019 e que atua na área da educação no Brasil, tendo com uma das suas marcas de ensino a Estácio, que visa o empoderamento de mulheres em situação de desemprego. Projetos semelhantes estão sendo desenvolvidos no Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, na Faculdade Estácio de Natal e na Faculdade Estácio do Rio Grande do Norte.
Bolsonaro fala durante a live em que chamou o governador Flávio Dino de “comunista gordo”
O governador Flávio Dino (PCdoB) reagiu com sua habitual sisudez por ter sido chamado de “comunista gordo” pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), durante live transmitida nessa quinta-feira (20), direto de Imperatriz. Dino literalmente “pegou ar” com o escracho e não deixou barato ao responder ao desafeto nas redes sociais.
“Bolsonaro anda preocupado com o meu peso, algo bem estranho e dispensável. Tenho ótima saúde física e mental. E estou ocupado com vacinas, pessoas doentes, medidas sociais, coisas sérias. Trabalho muito. Não tenho tempo para molecagens, cercadinhos e passeios com o dinheiro público”, escreveu o governador, visivelmente ofendido.
Mas, ao que tudo indica, o comunista terá mais motivos para se irritar com o presidente, que voltou a provocá-lo, chamando-o de “gordinho ditador do Maranhão”, durante cerimônia de entrega de títulos de propriedade rural, na manhã desta sexta-feira (20), em Açailândia.
E para desespero ainda maior de Flávio Dino, o povo presente à cerimônia não só concordou com o presidente, como fez coro para a gozação.
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