Zé Inácio argumenta que o acompanhamento pode impedir a imunização de pessoas que não integram o grupo prioritário
O deputado estadual Zé Inácio protocolou indicação solicitando ao governo do estado que peça a todos os Municípios do estado um informe diário, até às 22hs para a Secretaria de Estado de Saúde, com a Lista de Vacinados do Covid-19 nessa primeira etapa. Garantindo assim a lisura no atendimento aos Grupos Prioritários elegíveis para a vacinação.
O relatório deve apresentar as informações da vacinação ocorrida até as 19h do dia respectivo, com identificação de Nome da Pessoa, Cadastro de Pessoa Física (CPF), Local onde foi feita a imunização, Função Exercida e Local onde a exerce se estes forem servidores públicos.
Segundo Zé Inácio, “com esse acompanhamento podemos prevenir a ocorrência da imunização de pessoas que não integram o grupo prioritário, em claro desvio ao previsto no Plano Nacional de Imunização bem como ao Plano Estadual. Caso ocorra tal fato, isso configura uma situação repugnante, contrariando gravemente os princípios da impessoalidade e da eficiência, estabelecidos no art. 37, caput, da CF”.
Ainda segundo o parlamentar a publicação da lista de vacinados é uma ação de incentivo à vacinação, bem como apresentará com clareza esclarecimentos sobre os grupos prioritários, períodos de vacinação, locais de imunização, informações quanto à segurança e eficácia da vacina.
Zé Inácio disse esperar que a indicação seja aprovada com unanimidade no plenário da assembleia, por se tratar de uma questão não só de responsabilidade, mas de compromisso com o povo maranhense.
“Esta casa legislativa tem uma grande responsabilidade com a população do Estado neste momento crítico, e uma das formas de colaborar com tais objetivos é a garantia da lisura e transparência da vacinação”, disse.
Marlon Botão acompanha serviços executados por trabalhadores da Prefeitura de São Luís no bairro Maracanã
O vereador Marlon Botão (PSB), que com 20 anos é o mais jovem parlamentar na Câmara de São Luís, garantiu melhorias ao bairro do Maracanã por meio de requerimento de sua autoria aprovado em sessão na terça-feira (9).
O requerimento apresentado pelo vereador levará recapeamento asfáltico para a Avenida Principal do Maracanã, Estrada da Vitória e também para a rua Menino Jesus-Alegria – resolvendo nessas localidades o problema histórico da falta de infraestrutura.
“Estamos colocando em prática o compromisso que firmamos com a população de São Luís, da nossa Zona Rural, durante a campanha: que é o de trabalhar pelo certo, pelo bem estar dos ludovicenses”, disse o vereador Marlon Botão. “Fico muito satisfeito que esta Casa Legislativa tenha entendido a relevância deste meu requerimento e o tenha aprovado. Sabemos como a população do Maracanã ansiava por essas melhorias”.
A ação dá continuidade às articulações que o vereador tem feito desde o início do seu mandato para melhorar as condições de diversos bairros de São Luís. “Nós já tínhamos conseguido trazer um grande serviço de limpeza para essas localidades, resolvendo o problema de alagamentos, garantindo condições mais dignas de tráfego para os moradores. E essa será a postura do nosso mandato: lutar sempre por melhorias para a nossa população”, pontuou.
O requerimento do vereador Marlon Botão será encaminhado ao prefeito Eduardo Braide e ao secretário de Obras e Serviços Públicos, David Col Debella, que definirão quando as obras de recapeamento asfáltico serão iniciadas.
“Vamos trabalhar pelo povo”
O vereador Marlon Botão também afirmou que outros requerimentos e Projetos de Lei estão sendo elaborados para atender e beneficiar toda a população de São Luís.
“Aproveito a oportunidade para pedir à população que acompanhe o meu trabalho aqui na Câmara, pelas redes sociais, e fique por dentro de todas as nossas ações pelo desenvolvimento sustentável da nossa cidade e da nossa gente”, disse o vereador. “Nas próximas semanas vamos apresentar outros requerimentos e projetos de lei que beneficiarão outras localidades”, finalizou Marlon Botão.
O reitor da UFMA, professor- doutor Natalino Salgado Filho defendo que o tema espiritualidade deve ser incorporado à própria formação profissional do médico
A última sessão do Programa de Verão – evento em homenagem ao confrade Ricardo Cruz –realizada pela Academia Nacional de Medicina, teve como tema Espiritualidade e Saúde Mental, com a abertura do nosso presidente Rubens Belfort Jr. e coordenação do confrade Marcello Barcinski. A sessão foi capitaneada pela teóloga Maria Clara Bingemer, comunicadora com larga atuação na área e contou com a participação especialíssima do confrade Jacob Kligerman, que dividiu conosco a riqueza da convivência com Ricardo, um ser humano diferenciado.
Na mesma tela, Paulo Blank, médico psiquiatra e especialista em cultura judaica, falou sobre a experiência pela qual a humanidade atravessa: o mesmo sentimento de medo, mesma adaptação à natureza modificada e mesmas grandes alterações da sociedade. Falou que “a modéstia da escuta oferece ao outro a primazia da fala. A origem da palavra clínica significa inclinar- se ao outro”, cujo mistério ultrapassa todas as concepções e avanços tecnológicos.
Também esteve presente ao evento o matemático e padre Paul Alexander Schweitzer S.J., especialista em topologia diferencial, topologia geométrica e topologia algébrica, discorrendo acerca das implicações da fé e da ciência para a formação do pensamento humano e ainda da relação do cosmos e a existência humana. Paul nos chamou a atenção para o cuidado com a espiritualidade em tempos tão pandêmicos, o que pode assegurar nossa sobrevivência. Naquele evento, Maria Clara nos narrou ainda sobre curas milagrosas relatadas nas escrituras sagradas, entremeando as histórias tão conhecidas com o cuidado com o corpo. Os acadêmicos Jorge Costa e Silva, Pietro Novelino e Sergio Novis também compartilharam suas experiências pessoais no campo da religiosidade e da fé, tornando aquela tarde memorável.
A espiritualidade sempre esteve próxima da medicina, não porque alguns de nós têm sua própria religião, ou pelas maravilhas da perfeição do corpo humano, que fatalmente nos levam a um tipo de alumbramento; ou porque nossos pacientes, em suas próprias experiências de cura e superação das doenças, sejam profundamente marcados por sua vivência espiritual, mas porque todos revelam haver algo que simplesmente não entendem e isso não é só ignorância, é a eterna indagação sobre o que ainda não sabemos.
As pessoas são um todo bio-psico-social, conforme a definição de saúde da OMS. Mas é cada vez mais comum encontrarmos artigos que incluem o espiritual à tríade mencionada. Um grupo de pesquisa da Brown University School of Medicine criou um método a ser usado pelos médicos, para abordar a dimensão espiritual dos pacientes. O Método foi denominado HOPE (esperança) e objetiva abordar o espiritual por meio de perguntas que seguem uma sequência e permitem aos pacientes terem um espaço para exercer este importante componente da saúde mental.
Atribui-se a Blaise Pascal a frase: “Tudo que é incompreensível, nem por isso deixa de existir”. Quase um convite à humilde postura de calarmos ou de não buscarmos, de forma arrogante, por explicações sobre as maravilhas que nos cercam e que se realizam quase sempre longe de nossas mentes cartesianas, sem que possamos apreendê-las completamente.
Defendo: o tema espiritualidade deve ser incorporado à própria formação profissional do médico. A razão é simples: os pacientes incluem sua espiritualidade no processo de adoecimento e, como muitas pesquisas realizadas pelo psiquiatra Harold Koenig e pelo psicólogo Kenneth Pargament apontam, a prática espiritual é uma forma de coping (enfrentamento) das dificuldades próprias do adoecer ou das situações de estado terminal. Pargament foi um dos criadores da Divisão 36 da Associação Americana de Psicologia, área dedicada à discussão da Psicologia da Religião e Espiritualidade.
O evento da Academia trouxe um tema que pede mais oportunidades de discussão, também pela quantidade robusta de pesquisas. Uma olhada no Pubmed mostra a inclusão do tema espiritualidade, tanto na formação, como no exercício da medicina em nosso país. Temos um excelente exemplo na Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense que, desde 2017, tem, em sua matriz curricular, a disciplina optativa de Espiritualidade.
Inspirado em Shakespeare, há sim muito mais coisas entre os céus e a terra do que supõe a nossa imprescindível medicina. Se, como dizem os quânticos, somos apenas poeiras de estrelas, um olhar para o alto é capaz de nos elevar muito acima da concretude do corpo.
Natalino Salgado Filho Médico Nefrologista, Reitor da UFMA, Titular da Academia Nacional de Medicina, Academia de Letras do MA e da Academia Maranhense de Medicina.
Brawny Meireles com o prefeito Osvaldo Gomes e o também fotógrafo Edgar Rocha, coordenador editorial da obra
O fotografo Brawny Meireles, autor de sucessivos livros de notório sucesso, entre esses o livro “Nossa Sao Luis” – cuja terceira edição ja esgotou – agora parte para realizar mais uma obra tematica do Maranhão.
Dessa vez, as lentes do experiente fotógrafo se dirigem para a histórica Guimarães, terra-berço de grandes vultos, como Sousandrade e Urbano Santos, e que além da tradição na cultura, também possui inúmeras belezas naturais, como a paradisíaca praia de Araoca.
Contando com o apoio e participação do atual prefeito de Guimarães, Osvaldo Gomes, que inclusive é historiador, o livro terá como destaque o povo e o potencial cultural, turístico, e histórico de Guimarães.
Assinado pelo fotografo Brawny Meireles, o livro conta ainda com a coordenação editorial do consagrado fotógrafo Edgar Rocha.
A Prefeitura de Caxias começa a aplicar, nesta segunda-feira (15), doses da vacina contra a Covid-19 em idosos com idade a partir de 90 anos, seguindo os protocolos nacional e estadual. A imunização desse público-alvo acontece no Ginásio Governador João Castelo, das 8h às 12h e das 13h às 17h, de segunda a sexta-feira.
A administração municipal orienta aos idosos e/ou aos seus acompanhantes que compareçam ao local de vacinação munidos do Cartão do SUS ou CPF, além de um documento de identificação com foto.
“Agora, chegou a vez dos nossos idosos a partir de 90 anos de idade tomarem a vacina contra a Covid-19. Vamos vencer essa guerra.”, destaca a prefeitura em mensagem à população caxiense.
Novo diretor de Comunicação da Câmara Municipal de São Luís reúne profissionais que atuam na Casa, entre eles, os jornalistas Djalma Rodrigues e Itamargarethe Corrêa Lima
Marco Aurélio D’Eça entre os colegas Djalma Rodrigues e Itamargareth Corrêa Lima, seus antecessores na Diretoria de Comunicação da Câmara Municipal de São Luís
O jornalista Marco Aurélio D’Eça, diretor de Comunicação da Câmara de São Luís, se reuniu para um happy hour, com os jornalistas, blogueiros e radialistas. Entre os presentes estavam dois ex-diretores de imprensa da Casa: Djalma Rodrigues e Itamargareth Corrêa Lima, os quais juntos estiveram à frente do cargo por mais de uma década.
Segundo as informações, o encontro aconteceu na tarde deste domingo (14), no Sarará Grill, no Coroado. Além da troca de experiência, a conversa amistosa entre o trio serviu para alinhar estratégias visando fortalecer a comunicação legislativa.
Itamargareth, que dirigiu a comunicação na gestão do vereador Astro de Ogum, afirmou que além de alicerçar amizades, o encontro serviu para troca de experiências, crescimento humano e profissional.
“Esse encontro é muito significativo, pois evidência que a Câmara sempre será uma grande escola, tanto para solidificar amizades quanto para o crescimento humano e profissional. A Casa, de maneira geral, ganha muito com um profissional da envergadura de D’Eça. Não tenho dúvida que a missão de trabalhar a imagem dos vereadores e do Poder Legislativo Municipal será cumprida com o mesmo zelo e responsabilidade, características que o tornaram esse profissional que ele é “, afirmou Itamargarethe.
Djalma, que atuou no departamento durante as gestões dos vereadores Deco Soares, Chico Carvalho e Isaías Pereirinha, avaliou o encontrou e destacou a humildade em buscar experiência de alguns antecessores.
“Muito importante destacar a humildade de Marco, um dos maiores jornalistas da geração dele, em promover essa reunião. A capacidade de produção de texto é de conhecimento público e inquestionável, agora, os profissionais estão aqui reunidos com o fito propósito de ajudá-lo na árdua missão que nosso colega terá pela frente”, afirmou Djalma.
Marco D’Eça também avaliou o encontro e destacou que é gratificante poder contar com a experiência e conhecimento profissional de dois antecessores no cargo. “Além do apoio dos colegas que possuem a disponibilidade de nos ajudar, é muito importante poder contar com a experiência não só profissional, mas, também, de gestão de Djalma e Ita”, garantiu D’Eça.
O chefe da comunicação legislativa disse ainda que além de colocar o papo em dias, resolveu marcar o encontro para poder se aproximar, debater, ouvir e falar com os colegas.
“Defendo que só conseguiremos ter uma equipe forte com um trabalho desenvolvido a contento, além de profissionalismo, caso haja respeito e união, para isso, precisamos ter disponibilidade de aprender com o passado, pois lá podemos encontrar resposta para o sucesso futuro’, finalizou D’Eça.
Deputado Wellington oficializa denúncia no setor de protocolo do Ministério Público do Maranhão
O deputado estadual Wellington do Curso ofereceu representação ao Ministério Público, na manhã da última quinta-feira (11), em desfavor do governador Flávio Dino. O objetivo da representação é compelir o estado do Maranhão a publicitar a quantidade de leitos ofertados pela rede pública estadual de saúde aos pacientes com Covid-19, especificando-se o quantitativo por unidade hospitalar.
A solicitação do deputado Wellington se justifica em virtude da falta de transparência por parte do governador Flávio Dino, algo que tem afetado a população.
“Hoje, ofereci representação ao Ministério Público em desfavor do governador Flávio Dino. O objetivo é compelir o estado do Maranhão a publicitar a quantidade de leitos ofertados pela rede pública de saúde aos pacientes com Covid-19, especificando-se o quantitativo por unidade hospitalar. Em outras ocasiões, a DPE já ajuizou ação requerendo, também, transparência na disponibilização de leitos. É inadmissível que Flávio Dino siga violando o princípio da publicidade. É muito fácil criticar o presidente ou, até mesmo, o prefeito de São Luís, mas por que não divulgar o número de leitos ofertados? Por que esconder algo tão basilar? Como deputado estadual, sigo firme na fiscalização, seja de quem for”, disse o deputado Wellington.
RIO — Policiais civis da Delegacia de Polícia Interestadual – Divisão de Capturas (DC-Polinter) prenderam na noite desta sexta-feira, dia 12, o falso médico condenado pela morte de uma empresária após procedimento em clínica clandestina. Dihone Silva Gonçalves foi localizado após ação de inteligência e monitoramento da corporação pelo crime em 2013, em São Luís do Maranhão, no qual foi condenado a mais de 11 anos de prisão. Ele estava trabalhando como gerente em uma pizzaria na Barra da Tijuca, onde foi preso.
O falso médico, sem formação médica, atuava como cirurgião plástico numa clínica clandestina de estética. Nos procedimentos realizados nas clientes, ele usava próteses de silicone industrial. Uma das mulheres atendidas foi a empresária Gleicyane Ramos Fernandes, na época com 29 anos, que morreu após uma parada cardíaca.
Com o caso, outras vítimas foram identificadas ao procurarem a delegacia para denúncias. Dihone foi condenado a mais de 11 anos de prisão.
Segundo a Polícia Civil, Dihone levava uma vida normal no Rio do Janeiro, com um emprego de gerente em uma pizzaria na Barra, Zona Oeste da cidade. Ele fugiu ao ser solto depois de ficar seis meses preso preventivamente. O trabalho de inteligência para localizá-lo foi coordenado pelo delegado titular da DC-Polinter, Mauro Cesar. e pelo delegado assistente Kristiano Jotta.
Localizada no Araçagi, unidade será gerenciada pelo Instituto Raíssa Mendonça, iniciativa da personagem do livro “O Outro Lado da Maçã”; projeto acolherá transexuais vítimas do preconceito e exclusão familiar, para que conquistem uma profissão e entrem no mercado de trabalho
A psicóloga transexual Raíssa Martins Mendonça diz que o objetivo da casa é proporcionar um ambiente salutar e acolhedor e que, também, contribua para que os assistidos descubram seus talentos e potenciais
São Luís – Concebido para prestar assistência a indivíduos em situação de vulnerabilidade social pertencentes à população LGBTQ+, de todas as faixas etárias, o Instituto Social e Cultural Raíssa Mendonça inaugura, dia 27 de fevereiro, às 16h, a Casa Flore-SER Maranhão, localizada no bairro Araçagi. A inauguração contará com a presença de autoridades dos mais diversos segmentos, representantes de órgãos e entidades.
O foco é proporcionar oportunidades a pessoas com dificuldades de acesso à educação, vítimas do preconceito e exclusão familiar, que enfrentam inúmeras barreiras para conseguir capacitação e espaço no mercado de trabalho.
A entidade filantrópica sem fins lucrativos vai amparar, também, pessoas oriundas do sistema prisional maranhense, com ações postas em prática em parceria com órgãos públicos e a iniciativa privada, ofertando cursos profissionalizantes.
A casa oportunizará o empoderamento desses indivíduos, tanto por meio da capacitação profissional como do acolhimento, que será prestado de forma humanizada, fortalecendo a autoestima e reconstruindo vínculos familiares e comunitários.
Obras da Casa Flore-SER estão em fase de acabamento
O serviço oferecerá alimentação completa em diferentes turnos, higiene pessoal, acolhimento, atendimento socioeducativo e psicológico e encaminhamento à rede socioassistencial. Os conviventes poderão participar de oficinas, debates, palestras internas e externas, festas e outras atividades.
O projeto, inspirado na Casa Florescer de São Paulo, acolherá 90 pessoas em princípio. De acordo com a idealizadora, psicóloga transexual Raíssa Martins Mendonça, o objetivo é proporcionar um ambiente salutar e acolhedor e que, também, contribua para que os assistidos descubram seus talentos e potenciais.
“Além daqueles indivíduos que não se sentem acolhidos no ambiente familiar devido à sua identidade de gênero, nós receberemos pessoas em situação de vulnerabilidade social, inclusive vítimas das drogas e da prostituição, dando-as uma possibilidade de superar as mazelas e de viver com dignidade”, afirma Raíssa Martins Mendonça, acrescentando que o projeto prevê a construção de uma padaria comunitária e de um salão de beleza.
Sonho
Raíssa criou o Instituto Social e Cultural Raíssa Mendonça para realizar um sonho antigo de ajudar a comunidade LGBTQ+ com iniciativas concretas, pois, tendo sentido na pele, ela sabe das inúmeras dificuldades por que passam essas pessoas, devido ao preconceito da sociedade. “São muitas portas que se fecham quando você decide revelar a sua identidade de gênero. Eu passei por tudo isso e sei que não é fácil”.
Segundo ela, estima-se que 10% da população brasileira pertençam à comunidade LGBTQ+ e uma parte significativa é transexual ou travesti. Com expectativa de vida de 35 anos, este é, também, o grupo mais afetado pela violência relacionada à identidade de gênero e orientação sexual, fazendo com que o Brasil lidere, há anos, o ranking dos países que mais matam transexuais.
“A dificuldade de acesso à educação, o preconceito da sociedade, a exclusão familiar e a falta de vagas no mercado de trabalho são as barreiras cotidianas enfrentadas por essa parte da população”, frisa.
De origem humilde, a transexual Raíssa Martins Mendonça (o nome de batismo é Dorivaldo Martins Mendonça) passou a infância ajudando a família na roça, em Pedro do Rosário (MA), e deixou sua terra natal ainda adolescente, migrando para a capital com a ajuda de uma tia. Em São Luís, trabalhou como catadora de frutas descartadas, pregoeiro, empregada doméstica, cabeleireira e militante política na sede de um partido, até tornar-se governanta do vereador e líder religioso Astro de Ogum, decano da Câmara Municipal de São Luís.
Simpática, corajosa e determinada, ela conseguiu na justiça a mudança de seu prenome social, o que aconteceria depois de seu ingresso no curso de Psicologia, na Universidade Ceuma, com a ajuda de professores. “Foi como uma libertação psicológica. Eu precisava ter os meus direitos reconhecidos e não foi nada fácil conseguir, pois é tudo muito burocrático. As coisas melhoraram bastante depois dessa conquista”, conta a transexual.
Raíssa tem como uma de suas referências para seus projetos o neuropsiquiatra austríaco Viktor Frankl, para quem o sentido da vida reside em encontrar um propósito, em assumir uma responsabilidade para consigo mesmo e para com o próprio ser humano.
Livro
Instituto acolherá pessoas LGBTQ+ em situação de vulnerabilidade social, que serão reabilitadas e qualificadas para o mercado de trabalho
A vida de Raíssa foi marcada por muitos altos e baixos. Entre outras coisas, ela chegou a ser enganada no exterior, onde quase foi obrigada a se prostituir. Além disso, foi presa, após ser acusada de envolvimento em crime virtual, sendo a primeira transexual recolhida ao presídio feminino maranhense. Deixou a penitenciária com uma tornozeleira eletrônica.
As principais passagens da história de vida da transexual maranhense estão no livro intitulado “O Outro Lado da Maçã”, escrito por Evandro Júnior, jornalista, blogueiro e colunista do jornal O Estado do Maranhão. Raíssa explica que o dinheiro arrecadado com a venda dos exemplares será empregado nas primeiras ações da Casa Flore-SER Maranhão que, por enquanto, tem como um de seus mais fortes parceiros o vereador Astro de Ogum.
Por meio da tecnologia, foram identificados focos de desmatamento na região, diligências localizaram serrarias e movelarias que recebem madeira extraída ilegalmente
Equipe da Polícia Federal em uma das diligências na terra indígena Araribóia
A Polícia Federal, em conjunto com o IBAMA, o Batalhão de Polícia Ambiental, o Corpo de Bombeiros Militar e a Marinha do Brasil, iniciou no sudoeste do Maranhão, a Operação KAMBAÍ, visando combater a prática de crimes consistentes na extração ilegal, receptação e comércio de madeira e produtos florestais provenientes da Terra Indígena Arariboia, local que vem sofrendo com a exploração ambiental por parte de madeireiros que atuam ilicitamente nessa região.
Uma das serrarias localizadas por meio de imagens captadas por satélite
Participam da ação 60 servidores da Polícia Federal, IBAMA, Corpo de Bombeiros Militares, Batalhão de Polícia Ambiental e a Marinha do Brasil.
A Polícia Federal utilizou imagens de satélites do Programa Brasil M.A.I.S, para identificar focos de desmatamento na região, bem como realizou diligências de campo para localizar as serrarias e movelarias que recebem a madeira extraída ilegalmente.
Equipamentos utilizados para serrar a madeira extraída ilegalmente na reserva indígena
A Operação KAMBAÍ tem ainda como objetivo a proteção de povos indígenas que vivem na região, principalmente os índios isolados da etnia ‘Awá Guajá’, impedindo o acesso de madeireiros à terra indígena e, por consequência, evitando a contaminação pelo COVID-19.
Os investigados poderão responder por crimes como receptação qualificada (art. 180, §1° do CPB), transporte e depósito de produto de origem vegetal sem licença válida (art. 46, parágrafo único, da Lei 9605/98), dentre outros.
Madeira extraída ilegalmente na terra indígena apreendida pela PF na terra indígena
A operação foi denominada KAMBAÍ, termo oriundo do folclore indígena que significa protetor da flora e da fauna.
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