
O deputado estadual Wellington do Curso anunciou que formalizará denúncia contra empresas que operam o transporte por ferryboat na travessia entre os terminais da Ponta da Espera, em São Luís, e do Cujupe, em Alcântara, após ter sido impedido de viajar pela terceira vez para cumprir agenda no interior do Maranhão. O parlamentar havia agendado audiência pública em Cururupu e visitaria outros municípios, nesta quarta-feira (18), mas foi obrigado a remarcar o compromisso.
Wellington relatou que comprou passagem para o ferryboat das 3h da madrugada para cumprir agenda logo cedo. Momentos antes do horário de embarque, o deputado recebeu mensagem de que o ferryboat Cidade de Araioses, de propriedade da empresa Servi-Porto, que está sob intervenção do Governo do Estado há seis anos, foi retirado da rota por problema técnico e que, por isso, ele e sua equipe de assessores foram remanejados para a viagem das 5h, operada pelo ferryboat São Gabriel, pertencente à empresa Henvil.
Ao chegar ao local de embarque, o parlamentar foi informado de que não havia espaço para o veículo. “Mesmo com passagem comprada, não conseguimos embarcar. Palhaçada com a cara da população!”, reagiu, indignado.
Wellington contou que, assim como ele, muitos outros passageiros e veículos não puderam embarcar e se aglomeraram em filas quilométricas. “Em plena quarta-feira está assim, imaginem o caos que será na Semana Santa”, previu.
O parlamentar criticou o descaso, a falta de respeito e a violação dos direitos dos consumidores na operação do transporte aquaviário por ferryboat. Ele anunciou que acionará a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) e os órgãos de investigação e controle para relatar a situação e situação, que classifica como descaso com a população.
“Infelizmente, essa é a humilhação e a dura realidade enfrentada diariamente pelos maranhenses que fazem a travessia por ferryboat ou viajam pelas estradas esburacadas”, lamentou.
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