
A desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, manteve a prisão do prefeito de Turilândia, Paulo Curió, da primeira-dama, dos 11 vereadores e dos demais oito suspeitos de participação no esquema de corrupção que resultou em um desvio de cerca de R$ 56 milhões do erário municipal. A magistrada não seguiu o parecer emitido, no último sábado (10), pelo Ministério Público do Maranhão, recomendando a soltura de todos os presos na Operação Tântalo II.
No parecer, assinado pelo procurador-geral de justiça em exercício, Orfileno Bezerra Neto, o órgão ministerial opinou pela concessão de liberdade provisória e/ou pela revogação da prisão preventiva de todos os requerentes citados, mediante a aplicação cumulativa das medidas cautelares diversas da prisão previstas no Código de Processo Penal (CPP).
Ao analisar a manifestação do MPMA, a desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim não se viu convencida a conceder liberdade aos presos. Assim, todos permaneceram na cadeia e o a investigação, após a fase de oitivas, pode dar origem a um processo judicial, visando à aplicação de penas aos envolvidos.
Exoneração
Nesse domingo (11), os 10 promotores que atuaram na investigação do desvio milionário de recursos públicos em Turilândia, como integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), pediram exoneração das funções investigativas, em reação ao parecer ministerial pela liberação dos suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção em Turilândia.
Sobre a Operação Tântalo II
A Operação Tântalo II foi deflagrada na manhã 22 de dezembro passado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Estado do Maranhão. Foram cumpridos 51 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão.
As ordens foram expedidas pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, por decisão da desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim. A ação é um desdobramento da Operação Tântalo, deflagrada em fevereiro deste ano.
De acordo com procedimento investigatório instaurado no GAECO, há indícios da prática dos crimes de organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais, ocorridos durante a gestão do então prefeito José Paulo Dantas Filho (Paulo Curió) no município de Turilândia.