Equatorial Maranhão alerta: Cabos partidos após temporais ampliam risco de mortes por choque elétrico

A Equatorial Maranhão alerta que, diante de fios e cabos partidos da rede elétrica no chão, a orientação é sempre manter distância e jamais tentar qualquer intervenção, para evitar choques que podem levar à morte

As primeiras chuvas mais intensas do ano costumam trazer alívio para o calor, mas também acendem um sinal de alerta para um risco ainda subestimado pela população: os cabos partidos da rede elétrica.

Ventos fortes, solo encharcado e a queda de árvores ou estruturas podem provocar o rompimento de fios energizados, transformando ruas, calçadas e até áreas residenciais em zonas de perigo iminente.

A Equatorial Maranhão reforça que acidentes envolvendo cabos partidos costumam ser mais frequentes durante períodos de fortes chuvas e ventanias.

A população fica mais exposta nessa época a um perigo silencioso e frequentemente fatal: a eletroplessão – nome técnico dado à morte causada por choque elétrico. Trata-se de um tipo de acidente que pode ocorrer em questão de segundos e, muitas vezes, sem que a vítima perceba o perigo. Um cabo aparentemente inofensivo no chão pode estar energizado, transmitindo corrente elétrica pelo solo molhado, ampliando a área de risco ao redor.

“A água aumenta significativamente a capacidade de condução da eletricidade. Em ambientes molhados, o risco é ainda maior, mesmo para quem não toca diretamente no fio” alerta o engenheiro de Segurança do Trabalho da Equatorial Maranhão, Maxinard Costa.

Dados de órgãos especializados, citados pelo Canal Solar, revelam que os acidentes envolvendo eletricidade no Brasil continuam altos e crescentes. Só em 2024, foram registrados mais de 2.300 acidentes elétricos — incluindo choques, curtos-circuitos e sobrecargas — que resultaram em 759 mortes, cifra recorde na série histórica desse tipo de ocorrência no país. A maioria desses casos está relacionada a choques elétricos, que muitas vezes ocorrem em residências e também em espaços públicos, refletindo a urgência de medidas preventivas e educação em segurança elétrica.

O perigo que não se vê

Um dos principais problemas nesses casos é a falsa sensação de segurança. Cabos caídos podem não apresentar faíscas, ruídos ou qualquer sinal visível de que estão energizados. Ainda assim, o simples ato de se aproximar pode ser suficiente para provocar um choque grave ou fatal.

Crianças, motociclistas, ciclistas e pedestres estão entre os mais vulneráveis. Há também registros de acidentes envolvendo pessoas que, movidas pela tentativa de ajudar, tentam afastar o fio com pedaços de madeira, vassouras ou outros objetos improvisados — uma atitude considerada extremamente perigosa.

A Distribuidora alerta que, diante de fios no chão, a orientação é clara — manter distância e jamais tentar qualquer intervenção.

A Equatorial Maranhão é categórica ao listar comportamentos que devem ser evitados em qualquer circunstância:

O que não fazer:

Não toque no cabo partido, mesmo que ele pareça inofensivo;
Não tente afastar o fio com objetos, sejam eles de madeira, plástico ou metal;
Não se aproxime do local, principalmente se o solo estiver molhado;
Não permita que crianças ou animais cheguem perto da área;
Não tente religar a energia ou realizar qualquer reparo por conta própria.

O que fazer ao encontrar um cabo no chão:

Mantenha distância segura, de pelo menos oito metros;
Isole a área, se possível, alertando outras pessoas;
Acione imediatamente a Equatorial Maranhão pelos canais oficiais de atendimento;
Em caso de acidentes, ligue para o Corpo de Bombeiros (193) ou para o SAMU (192). Se o acidente for em via pública, acione também a Equatorial pelo telefone 116.

A concessionária reforça que apenas equipes técnicas treinadas e com equipamentos adequados podem atuar com segurança nessas situações.

Um risco que exige prevenção e informação

A redução de acidentes passa também pela informação e pelo comportamento da população. Em períodos de chuvas intensas, a atenção deve ser redobrada, especialmente em áreas com fiação aérea e grande circulação de pessoas.

“Quando se trata de energia elétrica, o erro não admite segunda chance”, resume o engenheiro de Segurança do Trabalho da Equatorial Maranhão, Maxinard Costa.

Em dias de tempestade, a melhor proteção continua sendo a distância — e a consciência de que, diante de um cabo partido, a atitude mais segura é não agir, mas comunicar.

Atenção também dentro de casa

Além dos riscos nas vias públicas, o período chuvoso exige cuidados redobrados dentro de residências, comércios e condomínios. A Equatorial Maranhão orienta que equipamentos elétricos não sejam manuseados com o corpo molhado e que se evite o uso de aparelhos conectados à tomada em áreas externas, como quintais, varandas e garagens descobertas.

Em situações de alagamento, a recomendação é desligar imediatamente o disjuntor geral antes de qualquer tentativa de acesso ao imóvel.

No ambiente externo, a população deve evitar se abrigar sob postes, árvores próximas à rede elétrica ou estruturas metálicas, que podem conduzir eletricidade em casos de descargas atmosféricas ou rompimento de cabos. A água potencializa os efeitos da corrente elétrica.

Informação aliada às atitudes de prevenção fazem toda a diferença para preservar vidas.

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