
Um galinheiro instalado no quintal da Loja Maçônica Acácia Maranhense, localizada na Rua H, Jardim Atlântico, no Conjunto Habitacional Turu, vem causando transtornos à vizinhança. O dano mais grave é relatado por moradores do Condomínio Vila do Conde, situado na Rua G do Turu, no mesmo quarteirão. Um deles acumula prejuízo financeiro considerável e alerta que a criação de aves em área urbana também representa ameaça à saúde pública.
O advogado Fabrízio Arouche conta que sua família vem sofrendo com a proliferação de ratos, atraídos pelos grãos de milho com os quais as aves são alimentadas. Como sua casa é vizinha à loja maçônica, pela área dos fundos, já houve invasão de roedores pelo teto, provocando pavor à sua esposa, filhos e funcionária.
Fabrizio diz que a presença de ratos provenientes do galinheiro no teto do seu imóvel o obrigou a substituir a sanca – forro alternativo de gesso – de alguns cômodos. Além do gasto com a troca do material, que superou R$ 3 mil, ele e seus familiares passaram a conviver com o risco de contrair doenças transmitidas por animais roedores.
Mais riscos à saúde
Galinheiros também são fontes de produção de barulhos e mau cheiro. Além disso, são criatórios perfeitos para o mosquito palha, vetor de transmissão da leishmaniose. E isso ocorre mesmo quando o galinheiro está limpo e bem cuidado. Essa e outras infestações, como piolhos e ácaros, que também atacam humanos e animais domésticos, motivaram diversos municípios a proibir, em lei, os galinheiros em área urbana como medida de saúde pública.
Diante da aflição que o problema desencadeou, o advogado já manteve contato com a Loja Maçônica Acácia Maranhense para relatar os fatos e exigir providências. “O diálogo foi amistoso, mas, até o momento, não houve solução. A impressão é que estão fazendo pouco caso com a situação”, afirma.
Sem a devida resposta para tão urgente demanda, Fabrizio Arouche diz que já estuda adotar as medidas judiciais cabíveis, já que o caso configura flagrante violação da lei.
O que diz a legislação:
