HU-UFMA realiza 195 atendimentos durante ação pelo Dia Mundial do Rim

Campanha incluiu atendimentos e atividades educativas voltadas à população em situação de rua, pacientes e acompanhantes

O nefrologista e vice-presidente da SBN-MA, Natalino Salgado Filho, com profissionais de saúde do HU-UFMA e estudantes que participaram da campanha alusiva ao Dia Mundial do Rim

São Luís-MA – O Hospital Universitário da UFMA (HU-UFMA), gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) realizou, nesta quinta-feira (12) e sexta-feira (13), uma ação educativa em alusão ao Dia Mundial do Rim. Ao todo, foram realizados 195 atendimentos. Neste ano, o tema da campanha foi “Cuidar de pessoas e proteger o planeta”. A iniciativa teve como público-alvo pessoas em situação de rua no primeiro dia e pacientes e acompanhantes no segundo.

O hospital contou com a parceria da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e de sua regional no Maranhão (SBN-MA), além da Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas). Entre os serviços oferecidos estavam aferição da pressão arterial, testes de glicemia capilar, medidas antropométricas e teste de creatinina point-of-care, além de orientações educativas sobre saúde renal conduzidas por equipe multiprofissional.

No dia 12, a atividade ocorreu no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), no bairro Diamante, unidade vinculada à Semcas. No local, foram atendidas 103 pessoas, das quais somente 27 aceitaram realizar o teste de creatinina. Entre os examinados, apenas um apresentou alteração no resultado.

 Já na sexta-feira (13), a ação foi realizada na área de Marcação de Consultas do HU-UFMA, alcançando 92 pessoas. Nesse grupo, foram detectadas alterações em 10 pacientes.

Prevenção e conscientização

A campanha do Dia Mundial do Rim tem como objetivo disseminar informações sobre as doenças renais, promovendo a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequadoO tema destaca a importância de políticas de saúde inclusivas e equitativas, que assegurem acesso universal ao diagnóstico e à terapia renal substitutiva.

Kátia Cristina Silva Dourado, 61 anos, foi atendida durante a ação no Centro POP. Ela contou que descobriu recentemente que possui pedra nos rins e agradeceu pela oportunidade de receber o atendimento.

“Foi maravilhoso. Eu estava precisando muito. Ter acesso aos hospitais na nossa situação não é fácil. Sou hipertensa e fumo, sei que são fatores que prejudicam, por isso vou ter mais cuidado, porque sei que problema nos rins é sério”, afirmou.

Importância do diagnóstico precoce

O nefrologista e vice-presidente da SBN-MA, Natalino Salgado Filho, destacou que a mobilização em torno da causa já ocorre há duas décadas. “É um momento importante para esclarecer, divulgar, conscientizar e educar a população sobre a doença renal. Sabemos que cerca de 10% da população mundial tem doença renal. No Brasil, são aproximadamente 20 milhões de pessoas, mas apenas 10% sabem que têm a doença. Hoje, temos quase 180 mil pacientes em hemodiálise e há filas tanto para iniciar a hemodiálise quanto para transplante. Por isso, as políticas públicas são tão importantes”, ressaltou.

O gerente de Atenção à Saúde do HU-UFMA, Dyego Brito — que também é presidente da SBN-MA — destacou a importância do diagnóstico precoce para retardar a progressão da doença e atuar sobre os principais fatores de risco, como hipertensão e diabetes.

“O grande problema da doença renal crônica é que ela é assintomática em boa parte de sua evolução. Cerca de 90% das pessoas desconhecem que têm problema renal, e isso precisa ser diagnosticado precocemente para evitar complicações “, explicou.

Segundo ele, no estágio mais avançado da doença, os rins deixam de exercer funções essenciais, como filtrar o sangue, controlar a pressão arterial e eliminar o excesso de água do organismo, levando ao acúmulo de toxinas no sangue e ao surgimento de complicações graves, como anemia e problemas ósseos, entre outros.

Fatores de risco e exames simples

Outros fatores também exigem atenção, como histórico familiar de doença renal, doenças cardiovasculares, idade avançada e o uso frequente de medicamentos sem prescrição médica — especialmente anti-inflamatórios.

“Com essa ação, conseguimos identificar pessoas com fatores de risco, orientá-las e direcioná-las para acompanhamento nos serviços de saúde, além de alcançar pessoas em maior vulnerabilidade social”, afirmou.

De acordo com o especialista, exames simples podem ajudar na detecção precoce da doença. “Um simples exame de creatinina no sangue e a investigação da presença de sangue ou proteína na urina fazem a diferença. Precisamos realizar essa identificação o mais cedo possível para evitar que a doença progrida e que o paciente precise, no futuro, de terapia renal substitutiva, como diálise ou transplante.”

Sobre a Ebserh 

O HU-UFMA faz parte da Rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Rede Ebserh) desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.  

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Busca

E-mail

No Twitter

Posts recentes

Categorias

Comentários

Arquivos

Arquivos

Mais Blogs

Rolar para cima