MPMA e Universidade Ceuma iniciam Grupo Reflexivo para homens com foco na prevenção da violência doméstica

Servidora do Ministério Público do Maranhão explicou objetivos do Grupo Reflexivo

Teve início nesta terça-feira,10, no auditório das Promotorias de Justiça da capital, a primeira edição de 2026 do Grupo Reflexivo para Homens, na parceria entre o Ministério Público do Maranhão (MPMA) e a Universidade Ceuma, voltada para o enfrentamento da violência doméstica e familiar.

Nesta edição inaugural, 18 homens que cumprem medidas protetivas de urgência participam do encontro. O projeto busca ir além da punição, focando na reeducação e na desconstrução de comportamentos agressivos, visando à interrupção do ciclo de violência.

Ao todo, serão 10 reuniões abordando temas variados, que buscam a interação e uma renovação dos participantes nas suas relações, sejam elas amorosas, familiares, de amizade ou profissionais.

A coordenação dos trabalhos está a cargo de Mônica Nascimento, assessora da Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher, e da psicóloga Cínthia Urbano, professora da Universidade Ceuma.

De acordo com Mônica Nascimento, a intenção é criar um ambiente propício à mudança de perspectiva. “O objetivo é manter um clima de harmonia, leveza e diálogo ao longo dos encontros”, destacou a assessora.

METODOLOGIA

A professora Cínthia Urbano, que coordena o grupo de extensão da universidade com a participação de estudantes monitores, explicou que o papel dos facilitadores não é o de “ensinar”, mas de mediar.

Segundo a psicóloga, a metodologia visa suscitar reflexões profundas nos participantes por meio da colaboração mútua, permitindo que os homens questionem seus próprios atos e entendam o impacto de suas escolhas.

GRUPOS REFLEXIVOS

O projeto do Grupo Reflexivo para homens é uma iniciativa da 3ª Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher de São Luís, cuja titular é a promotora de justiça Selma Regina Souza Martins.

Os Grupos Reflexivos estão previstos na Lei Maria da Penha, que estabelece, em casos de violência doméstica contra a mulher, que a Justiça determine o comparecimento obrigatório do agressor a programas de recuperação e reeducação. No Ministério Público do Maranhão, os grupos são realizados desde 2020.

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