Multidão toma conta do circuito Rio Bacanga

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Nem a forte chuva que caiu em São Luís, tirou a animação dos foliões maranhenses que lotaram o novo circuito do carnaval maranhense, no Rio Bacanga.

As atrações ficaram por conta da banda Jegue Folia, do Bicho Terra, do grupo Batuka Nego e a cantora Thaís Moreno e, por fim da Banda Rodada que subiu ao placo já na madrugada deste domingo.

O circuito ficou pequeno para tanta gente que foi curtir a programaçõa neste primeiro dia.

Atrações do domingo

Além do Bacanga com Àvine Vinny, às 19h, hoje teremos o circuito da Beira-Mar, onde se apresentam cantora Maria Rita por volta de 17h e Cidade Negra, às 21h30, além do circuito Madre Deus e da Passarela do Samba.

Foto: Divulgação

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Ilha magnética

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Por Ivaldo Rodrigues

“Oh, que horizonte belo de se refletir, outro dia me disseram que o amor nasceu aqui”. Com essa frase o compositor César Nascimento começa a mais linda homenagem musical já feita à nossa cidade de São Luís do Maranhão.

É impossível não se emocionar ouvindo essa canção e passeando pelo cenário encantado de becos, ladeiras e escadarias do nosso Centro Histórico. Somos imediatamente transportados a épocas variadas onde pregoeiros e carruagens deslizavam pelas ruas sinuosas emolduradas por lindos casarões com fachadas de azulejos e portais de pedra de cantaria. É essa São Luís mágica, fascinante e que surpreende a todos por sua capacidade de condução histórica à tempos que, embora não voltem mais, permanecem ativos na nossa memória, que o prefeito Edivaldo Holanda Junior está resgatando. Somos Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, declarado pela Unesco, e isto é motivo suficiente para termos, não vaidade, mas um profundo orgulho desta cidade de nome de santo e de apelidos tão singelos como Ilha do Amor, Atenas Brasileira ou Cidade dos Azulejos.

Obras fundamentais para a recuperação da auto-estima da cidade e para a manutenção do prestígio de reconhecimento mundial, foram e estão sendo feitas para que esse recorte urbano, representando o mais arrojado conjunto de obras de recuperação e preservação das últimas décadas. As intervenções comportam além do esforço de engenharia e arquitetura, para a recomposição de panoramas originais, o olhar lúdico de restituição de uma vivência histórica que nos remete ao apogeu de uma época em que o prestígio de São Luís estava aflorando e conquistando o Brasil.

Com recursos próprios da prefeitura ou no exercício da sua capacidade de costurar parcerias, como, por exemplo, as realizadas com o governo do Estado, IPHAN e Vale, o prefeito Edivaldo Holanda Junior inscreveu-se na história da capital como o responsável pela maior ação de revitalização do nosso patrimônio histórico e arquitetônico das últimas quatro décadas. Essa iniciativa de imprimir um novo perfil às nossas vias e logradouros públicos históricos, além de permitir a reanimação de um setor vital para o nosso desenvolvimento, como de fato representa o turismo, permite um reaquecimento da nossa economia, reconduzindo negócios que estavam deprimidos e permitindo que aconteçam novos investimentos privados na região, gerando emprego e renda.

O legado que o prefeito Edivaldo Holanda Junior deixará ao final do seu mandato, com a requalificação de espaços urbanos essenciais, uma verdadeira e intensa recuperação do centro de São Luís, vai representar uma resignificação do nosso status de cidade Patrimônio da Humanidade.

Para onde se voltar o olhar no Centro Histórico de São Luís, ali haverá uma obra do Prefeito Edivaldo Holanda Junior. As praças são um quesito à parte, nessa impressionante tarefa administrativa de recuperar o sentimento de amor por esta cidade tão linda. Basta passar pelas praças Deodoro e Panteon – uma ao lado da outra – para que se perceba o zelo com que o trabalho de recuperação foi realizado. Essas duas praças tornaram-se atualmente um dos mais lindos espaços públicos do país. Mas em se falando de beleza e carinho com execução de obras públicas, não se pode deixar de citar também as praças Pedro II, da Alegria, dos Catraeiros, do Desterro, da Misericórdia, da Bíblia, da Saudade, que já passaram ou estão passando por intervenções que visam reconstituir o esplendor genuíno desses espaços, mas também conferir-lhes equipamentos modernos que ofereçam conforto e segurança aos que lhes demandam.

Além de todas essas conquistas, temos de destacar ainda o monumental esforço do prefeito em requalificar outros espaços públicos fundamentais para a nossa composição histórico-social, como o prédio do antigo Banco do Estado do Maranhão, que será convertido no Centro Administrativo da Prefeitura, as fontes do Ribeirão e das Pedras, o Museu da Gastronomia Maranhense, pavimentação e drenagem de dezenas de ruas do Centro, garantindo a mobilidade urbana para todos os cidadãos ludovicenses. A rua Osvaldo Cruz, conhecida como rua Grande é um detalhe à parte dessa magnífica intervenção urbanística empreendida pelo prefeito Edivaldo Holanda Junior. A principal artéria do comércio varejista da nossa cidade, referência secular de convívio social e econômico para todos os maranhenses, vinha sofrendo um constante e crescente processo de abandono, comprometendo não apenas os negócios ali estabelecidos, mas também a segurança de toda a região. A rua Grande ficou linda, aconchegante, confortável e funcional. Os consumidores estão de volta ao que talvez seja o maior Shopping a céu aberto do Brasil.

Muito foi feito, na realidade, foi feito como nunca! São Luís é um canteiro de obras, todos somos testemunhas. Mas no artigo de hoje eu me referi especialmente ao marcante empreendimento em favor da revitalização do Centro Histórico da nossa cidade. E para finalizar, quero sublinhar três obras que de alguma maneira têm relação direta com nossa gestão à frente da Secretaria de Agricultura, Pesca e Abastecimento – Semapa, e que – juntamente com as demais já citadas – vão consolidar para sempre o nome do prefeito Edivaldo Holanda Junior como um prefeito amigo da cultura, da arquitetura, dos comerciantes e do povo de São Luís. Refiro-me em primeiro lugar a uma obra que contêm feições físicas – recuperação da praça Benedito Leite -, mas também fortes componentes lúdicos, que é a FEIRINHA SÃO LUÍS, uma referência nacional de gestão de múltiplos setores da economia e que já está robustecida no calendário cultural de São Luís como o maior evento permanente de negócios e entretenimento do Maranhão, planejada e executada  pela equipe da Semapa, que temos o orgulho de comandar. e que já está robustecida no calendário cultural de São Luís como um evento permanente de negócios e entretenimento. A segunda obra, que está em fase adiantada de execução, é a recuperação total do Mercado das Tulhas, um espaço histórico na Praia Grande que é da alçada da Semapa e que encanta os habitantes locais e turistas por sua beleza e representatividade. Por fim, a construção da Praça das Mercês, ao pé do Convento de mesmo nome, e que abrigará uma linda feira semanal de produtores, articulando um convívio plural e democrático entre todos os segmentos da nossa sociedade.

Por tudo o que foi feito e o que está sendo realizado, agradecemos ao prefeito Edivaldo Holanda Junior a oportunidade que nos deu de fazermos parte dessa equipe vitoriosa e termos contribuído para tornar São Luís uma cidade verdadeiramente mais FELIZ.

*Ivaldo Rodrigues é Pedagogo, Vereador licenciado de São Luís e atual Secretário Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento de São Luís.

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FMF muda calendário e antecipa jogos do Maranhense

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A Federação Maranhense de Futebol (FMF) anunciou novas mudanças na tabela de jogos do Campeonato Maranhense que teve várias rodadas antecipadas.

O clássico entre Sampaio e Moto que já havia sido mexido para o domingo (8), agora será disputado no sábado (7), às 16h30, no Estádio Castelão. Além dessa, outas quatro modificações foram anunciadas.

Imperatriz e Sampaio também foi antecipado em uma semana e sai de 24 para o dia 17, terça-feira, as 20h, no Frei Epifânio d’Abadia.

Imperatriz e Moto, marcado para 17 de março (terça) será 11 de março (quarta-feira), as 20h, no Frei Epifânio A’Abadia.

São José e Pinheiro pela sexta rodada vem para 15 de março (domingo), às 16h, no Castelão.

Cordino e Juventude, jogo da quinta rodada que jogariam 15 de março, agora será 8 de março, às 15h30, no Leandrão, em Barra do Corda.

Foto: Gaudêncio Carvalho/Moto Club

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Boa Esperança

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Por José Sarney

Ninguém pode avaliar a guerra necessária para o administrador fazer uma grande obra, com a complexidade e as dificuldades de coordenação, desde o projeto até à construção e à finalização da obra.

Quando assumi o governo do Maranhão, em 1966, o Maranhão estava às escuras. Não havia energia nem em São Luís nem em nenhum lugar do Estado inteiro. Um capitão do Exército, chamado César Cals, sonhava com a construção de uma Hidroelétrica no Rio Parnaíba, em Boa Esperança, onde o rio era mais estreito. Veio 1964 e o sonho morreu. Então, eu e um grupo de deputados do Piauí, entre eles o mais aguerrido, Milton Brandão, apoiamos o Cals e resolvemos ir à frente com a ideia. O Maranhão era contra, queria fazer uma pequena usina perto das nascentes do Itapecuru, inviável por problemas ambientais, de 18 MW, uma PCH, como se chama. Com minhas relações com o Presidente Castelo Branco fui a ele e mostrei que, como nordestino, podia fazer a primeira hidroelétrica da Região, beneficiando dois estados que ele bem conhecia, Maranhão e Piauí, que viviam de energia de pequeno motores a óleo ou a lenha (como era a Ullen de São Luís). Todo o Maranhão consumia o equivalente ao consumo do edifício Avenida Central, no Rio de Janeiro. Ele sensibilizou-se e mandou irmos ao Ministro de Minas e Energia, Dr. Mauro Thibau.

Fui a ele com o César Cals e o Milton Brandão. Ele foi radical. Iniciou dizendo: “Isso é uma total irresponsabilidade, fazer um castelo no deserto. Maranhão e Piauí juntos não tem demanda para uma usina dessas.” Saímos de cabeça baixa. Eu voltei ao Presidente Castelo e relatei a resposta do Ministro, fazendo um destaque para sensibilizar o Presidente. “Presidente, ele disse que seria um ‘Castelo’ no deserto”. O Presidente tomou como uma ironia e respondeu-me: “Pois dr. Sarney, volte ao Thibau, vou falar com ele e vamos ver esse castelo no deserto.” Senti que matava a cobra. Convidei os que tinham ido comigo da primeira vez e voltamos ao Ministério. O Thibau nos recebeu como uma seda e foi logo dizendo: “O Presidente falou-me e vamos tocar o assunto.”

A obra avançou a toda velocidade. Para melhorar logo a situação do Maranhão, convidei o César Cals para presidente da Cemar. Iniciamos a construção das linhas de transmissão no Estado antes da obra existir. Em breve, a convite do Presidente, eu assistia em sua companhia ao desvio do Rio Parnaíba. Mudamos a cidade de Nova Iorque, que ia ser inundada, para a margem da rodovia, com alguns protestos. Mas antes de deixar o governo liguei São Luís e outras cidades do nosso Estado com a energia de Boa Esperança. O Maranhão viu entre as palmeiras de babaçu as linhas de transmissão levadas pelas torres.

Deus deu-me a ventura de como Presidente da República terminar a construção de Tucuruí e ligar a usina a São Luís por dois grandes linhões de 600 MW. Também conectei, em Presidente Dutra, os Sistemas da Chesf e de Tucuruí, levando assim energia do Rio São Francisco à capital.

Graças à abundância de energia foi possível trazer a Alcoa e outras indústrias para cá.

Temos hoje a melhor estrutura de energia do Nordeste. Encontrei o Estado no escuro, deixei o Estado iluminado. Hoje ele é exportador de energia com o gás, que foi descoberto no poço pioneiro e exploratório mandado fazer por mim quando Presidente.

A saga da energia que começou em Boa Esperança é um trunfo do Maranhão para hoje e para um grande futuro.

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