Um nó difícil de desatar
O conflito de interesses que envolve os Sindicatos dos Trabalhadores e das Empresas de Transporte e a Prefeitura de São Luís é um nó difícil de desatar. A cada manifestação, como a que deixou a cidade sem ônibus durante cinco horas, hoje, a crise se agrava. O pior é que até o momento, não se enxerga qualquer indício de solução para o impasse, que tantos transtornos têm causado a milhares de usuários do serviço na capital.
O jogo de pressão parece interminável e é marcado sempre pelos mesmos lances. Trabalhadores reivindicam reposição salarial aos empresários. Os patrões, por sua vez, reagem adotando uma postura irredutível, alegando que o sistema opera no vermelho. A insatisfação das duas partes converge para a Prefeitura, que, por não saber o que fazer para atender ambos os lados, mantém-se inerte, contribuindo para a degradação progressiva do sistema.
Em entrevista concedida hoje a uma emissora de rádio local, o prefeito João Castelo (PSDB) voltou a reconhecer a crise do transporte coletivo. Apesar de estar ciente do caos que tomou conta do setor, ele não toma qualquer atitude para mudar a situação. Questionado sobre a possível criação de uma empresa pública de ônibus, ele se diz favorável que o serviço continue sendo explorado pela iniciativa privada. Se o assunto é a licitação de linhas iniciada ainda na gestão do ex-prefeito Tadeu Palácio, o silêncio é sepulcral.
Enquanto a Prefeitura não se manifesta, patrões e empregados conduzem a crise a seu modo. Livres do monitoramento rigoroso do poder público, empresários e trabalhadores submetem os usuários aos mais cruéis abusos. Vítima da instabilidade de um sistema cuja desorganização é um infeliz contraste em relação à sua importância, a população é obrigada a utilizar um serviço cuja qualidade cai a cada dia.
Resta saber até quando a crise do transporte coletivo de São Luís perdurará. É preciso encontrar uma solução que satisfaça a todos e que não imponha aos usuários o sacrifício de arcar com um indesejável aumento de tarifa.
Foto: Douglas Jr./O Estado do Maranhão
O Democratas pode ganhar mais um prefeito no Maranhão após a nova a eleição que será realizada no próximo mês, em São Francisco do Maranhão. Os eleitores do município irão novamente às urnas por determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que cassou os mandatos do prefeito Jônatas Alves (PDT) e do seu vice, Alberone dos Santos, por compra de votos.
O coronel Flávio de Jesus apresentou à junta médica da Polícia Militar do Maranhão um atestado em que alegou estar sob estado de insanidade mental no dia em que fez duras críticas na imprensa ao Comando Geral da corporação e à Secretaria de Segurança Pública, o que resultou em sua exoneração do cargo de comandante do Policiamento Metropolitano. A revelação foi feita pelo próprio comandante-geral da PM, coronel Franklin Pacheco, durante entrevista coletiva concedida esta manhã para apresentar o esquema de segurança para o Carnaval.
O Fórum Eleitoral de São Luís suspendeu o atendimento ao público de hoje até sexta-feira por causa da mudança para as suas novas instalações, na avenida Vitorino Freire, s/n, Madre Deus, em frente à passarela do samba. As atividades serão retomadas no próximo dia 1º de fevereiro.
É dada como certa nos bastidores da gestão do prefeito João Castelo (PSDB) a realização de uma profunda reforma administrativa. Com todas as mudanças praticamente definidas, fontes com trânsito livre nos principais gabinetes do Palácio La Ravardiére, sede da Prefeitura de São Luís, apontam os nomes dos auxiliares demissionários e daqueles que ocuparão os respectivos cargos.
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