Prefeitos apóiam melhorias na saúde do Estado

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Prefeitos Amarildo Pinheiro (São João Batista, com o secretário de saúde Carlos Figueiredo) e Amauri (Mirinzal)
Prefeitos Amarildo Pinheiro (São João Batista, com o secretário de saúde Carlos Figueiredo) e Amauri (Mirinzal)

O processo de definição da Programação Geral de Ações e Serviços de Saúde (PGASS) do Maranhão foi apresentado pelo secretário de Estado de Saúde (SES), Ricardo Murad, a prefeitos e secretários municipais de saúde que lotaram o auditório do Hotel Luzeiros, em São Luís, na manhã desta terça-feira (19), durante o Encontro Estadual de Gestores de Saúde, foi elogiado por prefeitos municipais.

Amarildo Pinheiro (São João Batista), Costinha (Olinda Nova do Maranhão), Beto Pixuta (Matinha), José Cisto (Bacurituba), Amauri (Mirinzal), Chico Gomes (Viana), entre outros, consideram o fator como importante. “É uma proposta interessante do Estado, através do secretário Ricardo Murad”- afirmaram.

A PGASS substitui a Programação Pactuada Integrada (PPI) de 2004 e define uma nova repactuação de recursos, serviços e ações de saúde que serão desenvolvidos com qualidade em cada uma das 19 regiões do Maranhão. Participaram do seminário também os deputados estaduais Antonio Pereira e Dr. Pádua (PSD), a promotora da Saúde Glória Mafra, além de técnicos e assessores da SES.

Ricardo Murad afirmou que este é um novo momento da saúde pública, iniciado desde o ano passado com a criação do perfil mínimo que cada município precisa oferecer à sua população, e que agora tem continuidade, após o processo eleitoral e escolha dos novos gestores municipais. “Vamos fazer uma repactuação completa dos recursos e dos serviços ofertados para quetenhamos uma nova saúde pública no estado. Esperamos que, até no máximo 90 dias, possamos concluir esta macroalocação de recursos e tenhamos uma rede de saúde integrada e hierarquizada para melhor atender a população maranhense”, declarou o secretário estadual.

Costinha (Olinda Nova), Beto Pixuta (Matinha) são acompanhados por Zé Cisto (Bacurituba)
Costinha (Olinda Nova), Beto Pixuta (Matinha) são acompanhados por Zé Cisto (Bacurituba)

O PGASS é um dos instrumentos de planejamento da saúde, consistindo em um processo de negociação e pactuação entre os gestores em que são definidos os quantitativos físicos e financeiros das ações e serviços de saúde a serem desenvolvidos, no âmbito regional. O projeto está dividido em seis etapas. A primeira consistiu na realização de oficinas de trabalho para construção da nova PGASS (antiga PPI). Esta segunda fase, objetivo do encontro,é a pactuação dos serviços e da macroalocação dos recursos SUS da Média e Alta Complexidade (MAC) do Estado do Maranhão.

Seminário e convênios

A terceira fase será de construção das novas redes (urgência e emergência, cegonha, psicossocial, doenças crônicas e reabilitação). Em seguida, será a realização de um seminário sobre as responsabilidades dos gestores frente a nova legislação SUS. A quinta etapa será a celebração dos convênios (contrato organizativo da ação pública da saúde – COAP) e a última fase consiste na regulação dos pacientes.

“Antes de fecharmos este processo de elaboração da PGASS, é necessário que os gestores municipais iniciem a constituição das novas Comissões Intergestores Regionais (CIR) com a eleição de seus coordenadores e secretários, a eleição do novo Conselho de Secretários Municipais de Saúde (COSEMS) e a composição da nova Comissão Intergestores Bipartite (CIB)”, explicou Ricardo Murad.

Como critérios adotados pelo PGASS para nortear a pactuação dos serviços e da macroalocação dos recursos de média e alta complexidade estão a definição dos recursos de cada uma das 19 Regiões de Saúde, calculados com base no número de habitantes da região multiplicado pelo valor per capita; e a relação dos serviços de média e alta complexidade que deverão ser financiados por este teto em cada Região.”Os recursos serão repassados para o município que oferecer o serviço de saúde pactuado, de forma ininterrupta e com qualidade”, garantiu Ricardo Murad.

Fotos: Anacleto Araújo

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Emoção marca solenidade para devolver mandatos a deputados cassados

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Sálvio Dinoi, Benedito Buzar e Antônio Kennedy Leite exibem diplomas simbolizando devolução de mandatos
Sálvio Dino, Benedito Buzar e Antônio Kennedy Leite exibem diplomas simbolizando devolução de mandatos cassados

A sessão solene comemorativa do Dia do Poder Legislativo foi marcada, na tarde desta segunda-feira (18), por uma emocionada homenagem aos três deputados estaduais cujos mandatos foram cassados pela ditadura militar: Benedito Buzar, Sálvio Dino e Kleber Leite.

Ao abrir os trabalhos, o presidente da Assembleia, Arnaldo Melo (PMDB), destacou a importância desta sessão realizada para a devolução simbólica dos mandatos parlamentares de Benedito Buzar, Sálvio Dino e do saudoso Kleber Leite, representado na solenidade pelo filho Antônio Kennedy Souza Leite.

Após receberem os certificados de devolução dos mandatos parlamentares, os homenageados proferiram emocionados discursos de agradecimento.

“Esta Casa tem como patrono Manoel Beckman, que foi um parlamentar municipal que teve o seu mandato e teve a sua vida ceifada, enforcado, quando subiu o cadafalso e dizia pelo Maranhão eu morro contente. Hoje eu não estou dizendo que morro contente, eu digo que sou feliz porque o Maranhão tem um Poder Legislativo que engrandece essa terra”, afirmou Sálvio Dino, ao agradecer a homenagem.

O escritor Benedito Buzar, atual presidente da Academia Maranhense de Letras, também se emocionou, frisando o gesto de devolução do mandato que fora cassado há 49 anos.

“A emoção é muito grande porque esta Casa soube se redimir daquele grande pecado que foi cometido naquela época, e eu estou aqui pronto para, de posse deste diploma, com a minha voz, embora eu não tenha, eu e Sálvio Dino direito de votar, mas nós estaremos aqui prontos para colaborar com esta Assembleia naquilo que for ao nosso alcance dentro das nossas possibilidades”, discursou Benedito Buzar.

De igual modo, Antônio Kenendy Souza Leite proferiu agradecimento em nome de seu pai, o ex-deputado Kleber Leite, já falecido.

Reafirmação democrática

Ao discursar, no final da cerimônia, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Melo, também se emocionou. Ele frisou que a devolução simbólica do mandato aos três ex-deputados representa um gesto de reafirmação democrática, um gesto de resgate de prerrogativas deste Poder que foram usurpados por atos de exceção, destituindo mandatos de deputados e suplentes por motivos de ideologia em processo sumário sem possibilidade de qualquer defesa.

Arnaldo Melo foi enfático ao dizer que esta homenagem também representa “um gesto conciliatório, um pedido de desculpas, o resgate de uma macro-histórica, os discursos emocionados dos deputados, que hoje empossamos, refletem as emoções desta tarde e traduzem a dor que lhe acompanhou durante todo esse período”.

Invocando um antigo discurso do padre Antonio Vieira, Arnaldo Melo quase foi às lágrimas: “O padre Vieira, que sempre nos inspira, quando falou que os olhos foram feitos para ver e para chorar. Devo dizer que, também nas palavras do padre Antonio Vieira, eu reprimi os meus olhos do choro de hoje porque eu não podia interromper a sessão, mas devo confessar que os olhos da minha alma estão chorando, mas chorando de alegria”, ressaltou Arnaldo Melo.

Presenças

A sessão solene, realizada em comemoração ao transcurso do 178º aniversário de instalação da Assembleia Legislativa do Maranhão e ao Dia do Poder Legislativo, contou com a presença do vice-governador do Estado, Washington Luiz de Oliveira, representando a governadora Roseana Sarney; o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior; vereador Ivaldo Rodrigues, representando o presidente da Câmara Municipal de São Luís; o presidente da Embratur, ex-deputado federal Flávio Dino; a procuradora geral de Justiça, Regina Lúcia Rocha, e do professor Antônio Barbosa, consultor do Senado Federal.

A cerimônia teve ainda a presença do deputado federal Weverton Rocha (PDT), de uma comitiva de deputados piauienses, dentre os quais o presidente da Assembleia Legislativa do Piauí, deputado Temístocles Sampaio; a presença do deputado Antonio Felix Medeiros, do deputado Edivaldo Gomes da Silva, do deputado Claudio Tadeu Moura e do vice-prefeito de São Luís, o ex-deputado Roberto Rocha.

Iniciada com uma palestra sobre o tema “Assembleias Legislativas Provinciais – A República, a Ditadura Militar de 1964 e a Nova República”, proferida pelo professor Antônio Barbosa, consultor legislativo do Senado Federal, a sessão solene foi encerrada com uma homenagem a todos os deputados estaduais integrantes das legislaturas no Período Republicano (século XX), simbolizado nas pessoas dos ex-presidentes da Assembleia Legislativa do Maranhão.

Fonte: Agência Assembleia

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Juiz de Bacabal proíbe revista íntima em familiares de presos

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Roberto de Paula alegou constrangimento ao baixar portaria
Juiz Roberto de Oliveira Paula alegou constrangimento ao baixar portaria

O juiz Carlos Roberto de Oliveira Paula, titular da 2ª Vara de Bacabal, baixou uma Portaria na qual proíbe a revista íntima aos visitantes dos presos nos estabelecimentos penais da comarca. Na elaboração do documento, o juiz levou em consideração diversos fatores, entre os quais, o fato de que a revista íntima é uma forma de violência contra as mulheres.

A Portaria destaca que é direito do preso a visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos, em dias determinados, e que é a visitação aos presos é essencial para a ressocialização, frisando: “(…) que o contato com as pessoas queridas remetem ao recluso um sentimento de esperança, mas as condições e o tratamento dispensado nas revistas íntimas fazem com que o preso seja cada vez menos visitado (…)”.

“É muito mais fácil inspecionar e revistar o recluso, após uma visita de contato pessoal, em vez de submeter todas as pessoas, inclusive mulheres que visitam os estabelecimentos prisionais, a um procedimento tão extremo”, observou o magistrado.

E continua: “O sistema prisional brasileiro deveria dispor de meios possíveis para a realização de revista íntima nos familiares dos presos sem ter que submetê-los a situações humilhantes e vexatórias como as que vêm ocorrendo frequentemente nas penitenciárias”.

O documento versa, também, que a revista eletrônica, por meio de um scanner corporal, seria a solução para o problema, uma vez que não haveria a necessidade da pessoa se despir e ficar em posições constrangedoras, e isso é bastante viável em função do avanço tecnológico nos dias atuais. “A revista íntima ofende a dignidade da pessoa”, frisa.

A Portaria estabelece, portanto, a proibição de revista íntima aos visitantes dos presos em todos os estabelecimentos prisionais da comarca; após a visitação, os presos e suas celas deverão ser inspecionados; a revista de visitantes somente será permitida se for por meio eletrônico.

Fonte: Corregedoria Geral de Justiça

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Raposa: professores cobram cumprimento da Lei do Piso

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Beka Rodrigues lidera movimento pelo piso para professores
Beka Rodrigues lidera movimento por piso salarial

A Associação Representativa dos Servidores Ativos e Inativos do Serviço Público Municipal de São Luis, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Raposa e Bacabeira, ASISMU, realiza no dia 20 de fevereiro, a partir das 09 horas (para quem trabalha pela manhã), e às 15 horas (para quem trabalha a tarde),  na sede da entidade na Avenida Cafeteira, 43, Vila Bom Viver, Raposa, uma Assembléia com os professores do município de Raposa. Na assembléia, os professores vão deliberar quais as iniciativas a serem adotadas contra a intenção da prefeitura de Raposa em não respeitar a Legislação que determina a carga horária semanal de trabalho dos professores dentro da sala de aula.

Beka Rodrigues, presidente da Asismu, lembra que a lei 11.738/2008, além de instituir o piso salarial dos magistério também definiu a jornada de trabalho dos professores dentro da sala de aula e esta jornada dentro da sala de aula deve ser no máximo dois terços da jornada de trabalho. No caso de professores com jornada de trabalho de 40 horas por exemplo, eles so podem ficar no máximo 26 horas dentro da sala de aula.

Outro assunto que será debatido na pauta da Assembléia dos professores da Raposa é o não recebimento da gratificação residual do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). O Fundeb é um valor destinado pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura) aos municípios para financiamento de todas as etapas da educação básica, do Ensino Infantil ao Ensino Médio, com reserva de recursos para programas direcionados a jovens e adultos.

A estratégia é distribuir os recursos pelo país, levando em consideração o desenvolvimento social e econômico das regiões. O valor residual do repasse, após aplicações em melhoria da educação no município, pode ser destinado aos docentes.  No ano de 2012, a prefeitura recebeu de repasses do Fundeb o valor de 13, 7 milhões de reais.

Também fazem parte da pauta da assembléia a cobrança do pagamento do 1\3 de férias e do adicional do tempo de serviço, direitos assegurados por lei, mas que não estão sendo  garantidos aos professores da Raposa. O  presidente da Asismu lembra que os professores da Raposa articulados pela entidade  já realizaram paralisações e greves que resultaram em conquistas importantes para a categoria como por exemplo o Plano de Cargos e Salários e acredita na possibilidade de diálogo com a prefeitura, mas ressalta que a entidade vai usar todas as estratégias possíveis para assegurar os direitos dos professores da Raposa que querem receber o residual do Fundeb.

“ Estamos no aguardo de uma sinalização da prefeitura a respeito destes assuntos que são ponto de pauta da assembléia,  na qual os professores da Raposa vão deliberar sobre as atitudes  a serem adotadas  na luta pelos  direitos destes trabalhadores, alerta.

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Quarenta e nove anos depois…

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Do Blog do Buzar

A Assembleia Legislativa realiza amanhã solenidade especial para comemorar o Dia do Poder Legislativo no Maranhão. Na programação, um ato que diretamente diz respeito a este escriba e a Sálvio Dino: a devolução de nossos mandatos de deputado estadual, conquistados livre e democraticamente nas eleições de outubro de 1962.

Esses mandatos, menos de dois anos depois, ou seja, em abril de 1964, foram de nós extorquidos por uma trama política, articulada nos gabinetes do Palácio dos Leões. A conspiração palaciana visava tirar do plenário do Poder Legislativo os parlamentares atuantes, que lutavam contra o domínio do grupo político, que estava no poder desde a redemocratização do país, em 1946.

Feito este preâmbulo, vamos aos fatos que culminaram na cassação dos mandatos. Os primeiros sinais indicativos de que na Assembleia Legislativa do Maranhão estava em curso um plano sinistro contra os deputados progressistas, vieram à tona após a edição do Ato Institucional nº1, de 09-04-1964, atribuindo ao Presidente da República a prerrogativa da cassação de mandatos políticos, justamente para evitar que o revanchismo e as vinganças políticas recaíssem sobre os que lutavam contra os régulos regionais e municipais.

Em confronto com a legislação revolucionária, os deputados estaduais da base governista, de maneira insólita e açodada, resolveram votar e aprovar no dia 16 de abril de 1964, um Projeto de Resolução, que avocava para a Assembleia Legislativa o direito de cassar mandatos de prefeitos e membros dos corpos legislativos estaduais e municipais.

Em ação simultânea, o Palácio dos Leões expede cabograma, assinado pelo presidente da Assembléia, deputado Frederico Leda, ao general Justino Alves Bastos, comandante do IV Exército, com este teor: Solicito Vossa Excelência se digne dar conhecimento esta Assembléia Legislativa nomes deputados e suplentes incluídos relação comunistas ou incursos parágrafo primeiro artigo sétimo Ato Institucional para as providências necessárias cumprimento diretivas movimento revolucionário do qual Vossa Excelência constitui firme esteio e um dos mais dignos fiadores.

O cabograma, transmitido sigilosamente e sem que a maioria dos deputados soubesse da sua expedição e do seu texto, revelava que se achava em articulação uma operação premeditada e ardilosa. O que faltava para materializar aquela tenebrosa ação acontece a 24 de abril. Nesse dia, o general Justino Alves Bastos encaminha diretamente ao comandante da Guarnição federal, coronel Rivas de Carvalho Lima, a resposta ao cabograma do presidente da Assembleia Legislativa, vazada nos seguintes termos: Conforme ordem IV Exército deveis tomar providências junto Legislativo Maranhão quanto cassação mandatos deputados comunistas Sálvio Dino, Benedito Buzar, Joaquim Mochel, Vera Cruz Marques, agitadores, e se for o caso, Ricardo Bogéa.

Para tomarem conhecimento desse cabograma, o comandante da Guarnição federal, coronel Rivas, convoca os deputados Frederico Leda, presidente do Poder Legislativo, e os líderes da maioria e da minoria, deputados Pereira dos Santos e Manuel Gomes. A eles, foi também comunicado que os suplentes de deputado, Bandeira Tribuzi e William Moreira Lima, por serem comunistas confessos, e José Bento Neves, na condição de agitador, estavam presos e, por isso, deveriam ser cassados.

O documento, recebido como denúncia, fez o deputado Frederico Leda convocar extraordinariamente a Assembléia e encaminhar representação à Comissão de Justiça, para a mesma se pronunciar a respeito da matéria.

A Comissão não perde tempo e oferece este parecer sobre o cabograma do IV Exército: Bem examinada a representação em referência entendemos recebê-la por estar amparada em legislação vigente deste Poder Legislativo. Realmente, as atividades exercidas pelos senhores deputados e suplentes e que ensejaram a provocação desta proposição, foram constatadas pelo Comando do IV Exército, através da 10ª Região Militar e do Comando da Guarnição federal de São Luís, os quais, no nosso entender, são fontes dignas do maior crédito.

Com base no parecer da Comissão de Constituição e Justiça, os deputados aprovaram o projeto de Resolução nº 17, declarando a perda dos mandatos dos deputados Sálvio Dino e Benedito Buzar, por exercício de atividades comunistas, os suplentes Joaquim Rodrigues Mochel, Manoel Vera Cruz Marques, William Moreira Lima, José Tribuzi Pinheiro Gomes, também por atividades comunistas e do suplente José Bento Neves pela prática de atos subversivos.

A Comissão de Justiça poupou o mandato do deputado Ricardo Bogéa, usando como pretexto o cabograma do IV Exército, que dava à Assembléia o arbítrio de cassá-lo ou não, baseado na expressão “se for o caso”.

Concretizados os procedimentos da cassação, no dia 25 de abril, em sessão especial, a Assembléia Legislativa reúne-se para decretar, irreversivelmente, a sorte dos parlamentares apontados pelos militares como “comunistas e agitadores”.

Aberta a sessão, e com as galerias lotadas, falaram os deputados Manoel Gomes, Ricardo Bogéa, Santos Neto, Baima Serra, Bernardo Almeida e Pereira dos Santos. Os quatro primeiros elogiaram a atuação dos parlamentares e lamentaram os procedimentos adotados pela Assembléia para extirpá-los da vida política. Os dois últimos fizeram questão de ressaltar o acerto da denúncia dos militares contra os deputados maranhenses, que não deixava margem quanto às injunções ou interferências políticas no processo de cassação. Por fim, Sálvio Dino e Benedito Buzar pronunciaram-se para apresentar as suas despedidas, relatar os compromissos políticos assumidos com o povo maranhense e lamentar que a Assembléia tenha se envolvido por maquinações políticas interessadas em afastá-los injustamente da cena pública.

O projeto foi aprovado por 27 deputados. Não compareceram à reunião, portanto, deixaram de votar os deputados Nunes Freire, Antônio Dino, Raimundo Bogéa, Sandes Macedo, Mário Flexa, Telemâco Ribeiro e Emilio Biló Murad. Após a sessão, alguns deputados depositaram nos ombros dos cassados copiosas lágrimas, como se elas os livrassem dos estigmas da pusilanimidade e da fraqueza moral, que passaram a carregar pelo resto da vida.

Sálvio e Buzar, depois de cassados, impetraram mandado de segurança contra o ato ilegal e arbitrário da Assembléia Legislativa. Através de peça jurídica indiscutivelmente notável e lúcida, o autor, professor Antenor Bogéa, expôs as transgressões praticadas contra expressos dispositivos da Constituição do Estado e do Regimento Interno. O Tribunal de Justiça não julgou o processo por considerar-se incompetente.

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PMDB indica Helena Duailibe como líder na Câmara

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Direção do PMDB quer Helena líder do partido na Câmara Municipal de São Luís
Direção do PMDB quer Helena líder do partido na Câmara Municipal de São Luís

Pelo menos no PMDB a discussão quanto à liderança do partido no parlamento municipal está encerrada. Helena Duailibe vai ser líder da legenda na Câmara Municipal. A informação foi confirmada pelo presidente do diretório municipal, o deputado estadual Roberto Costa e pela própria vereadora.

“A decisão de definir quem será o líder do partido, parte da presidência do diretório municipal, desta forma desde o final de janeiro indicamos a vereadora Helena para lidera o PMDB”, revelou Roberto Costa. A decisão do diretório municipal já foi protocolada na Câmara Municipal, reitera o presidente do PMDB em São Luís.

O partido tem dois representantes no Legislativo municipal, além da ex-vice-prefeita, Fábio Câmara também compõe as fileiras do PMDB. Porém pela experiência e pelo poder de aglutinação Helena Duailibe foi à escolhida para comandar a legenda.

Além de receber a indicação, a médica também vai presidir a Comissão de Saúde da Câmara Municipal. Sebastião Albuquerque (DEM) e Manoel Rêgo (PT do B) vão completar a formação do grupo de trabalho.

“Terei uma grande responsabilidade pela frente, liderar o PMDB na Câmara e fiscalizar as ações na área da saúde municipal, diante da experiência que eu tenho nos cargos públicos que ocupei, espero corresponder e mostrar uma atuação responsável”, declarou Helena.

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Maranhão teve menor arrecadação de IPVA por habitante em 2012

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ipvaO Brasil arrecadou R$ 26,91 bilhões de Imposto sobre Propriedade de Veículos e Automotores (IPVA) 2012, conforme dados  divulgados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT. Por mais um ano, o Estado de São Paulo liderou a arrecadação, com R$ 11.374.813,00, visto que possui a maior frota do País, com 23.188.419 veículos. O Estado de Minas Gerais aparece na segunda colocação do ranking, com arrecadação de R$ 3.152.607,00, seguido do Estado do Rio Grande do Sul, com R$1.832.622,00 de impostos arrecadados. Roraima apresentou a menor arrecadação do País, com R$ 33.445,00. A menor arrecadação do IPVA por habitante ocorreu no Maranhão, onde cada contribuinte recolheu, em média, R$ 36,43, segundo estimativa do Instituto.

Segundo  informações apuradas pelo estudo do  IBPT, Estados como Rio Grande do Sul, Paraná e Distrito Federal,  que não estão entre os mais populosos do País, pois ocupam, respectivamente, a quinta, sexta e vigésima posição,  arrecadam mais do que  o Estado da Bahia, que concentra a 4ª maior população do País, mas aparece na 7ª colocação em valores arrecadados com o IPVA.

O presidente do IBPT, João Eloi Olenike, observa que, apesar do Estado do Paraná ter a 6ª maior população do País, possui a 3ª maior frota de carros, composta por mais de 5 milhões de veículos. De acordo com o executivo, essa diferença pode sinalizar uma migração de contribuintes aos Estados que oferecem as menores alíquotas do IPVA. “A diferenciação de tratamento ao tributo entre vários estados, pode, em menor escala, ser tratada como uma “guerra fiscal”, intencional ou não, para atrair mais contribuintes de IPVA”, afirma Olenike.

O estudo do IBPT indica ainda que, em média, cada brasileiro paga R$138,76 de IPVA, sendo este o segundo tributo de maior arrecadação, perdendo apenas para o ICMS. No estado paulista, a média foi de R$271,47; no Distrito Federal, R$ 208,78; e em Santa Catarina, R$178,66.

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Inadmissível

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buraco esquina

Um buraco aberto no asfalto pela força da chuva está causando transtornos ao trânsito na esquina das ruas do Sol e de Santana, nas imediações da Praça Deodoro, em pleno Centro de São Luís. Mesmo estando em um trecho com movimento intenso de veículos e pedestres, o problema ainda não havia despertado a atenção das autoridades até o início desta tarde.

Não fosse a ação providencial de alguns flanelinhas, que fincaram no buraco um galho com um enorme saco na ponta, como forma de alertar para o perigo, certamente já teria havido acidentes.

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Paço do Lumiar: Prefeitura comemora sucesso do Carnaval

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Circuito Maiobão recebeu mais de 30 mil foliões nos quatro dias da programação de Carnaval
Circuito Maiobão recebeu mais de 30 mil foliões nos quatro dias da programação de Carnaval

Em clima de muita alegria e descontração, foi encerrado na terça-feira (12), o carnaval da Prefeitura de Paço do Lumiar, que reuniu durante os quatro dias de festa, milhares de pessoas nos circuitos do Viva Maiobão e Iguaíba. Nem a chuva forte que caiu durante toda a noite acabou com a animação dos foliões, que se divertiram ao som das bandas de forró elétrico e blocos locais.

Este ano, a Prefeitura de Paço do Lumiar, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, proporcionou um Carnaval comunitário e familiar, com o tema “Um Carnaval para Todos”, onde os foliões puderam curtir a festa momesca próximo de suas residências e com total segurança.

Para o secretário municipal de Cultura, Fernando Muniz, o saldo do Carnaval foi positivo. “Nós, da Secretaria de Cultura, nos empenhamos bastante para realizar este primeiro carnaval da nova administração municipal, e a presença massiva do público nos quatro dias de festa no Maiobão e Iguaíba, é o resultado de que as expectativas foram superadas”, disse.

O prefeito Josemar e o vice, Marconi Lopes, marcaram presença nos circuitos e acompanharam a alegria dos foliões luminenses. Josemar relatou que apesar de administração estar passando por dificuldades financeiras, buscou-se a alternativa de realizar um Carnaval dentro das possibilidades da Prefeitura. “Privilegiamos os artistas locais e suas bandas, e tenho a certeza que as comunidades aprovaram a escolha”, relatou o Prefeito Josemar.

Para a estudante Fernanda dos Santos, que curtiu o carnaval no Viva Maiobão, a festa vai deixar saudades. “Vim todos os dias pra cá e dancei muito com meus amigos. A segurança nos dias de festa foi muito importante para que a gente se divertisse com tranquilidade”, destacou.

Arrastão

Na Terça-Feira de Carnaval, a comunidade de Iguaíba realizou mais uma edição do grande arrastão de blocos organizados. A brincadeira acontece há aproximadamente 20 anos e já se tornou uma tradição local.

Os blocos saem no último dia de Carnaval e atraem foliões da própria comunidade e de São Luís. Irreverência nos nomes, marchinhas próprias e muita organização é o que apresentou cada grupo, que no final da tarde se juntaram num grande cortejo de trios elétricos, da avenida principal de Iguaíba em direção à Praça Nossa Senhora da Conceição.

Este ano, os destaques foram os blocos “Furacão do Jegue” e “Skina Folia”, que arrastaram, cada um, mais de 2 mil pessoas. A novidade ficou por conta dos blocos “Junto e Misturado” e “Esse Cara Sou Eu”, estreantes no Carnaval de Iguaíba.

O comerciante Niod Feques contou que o arrastão dos blocos é uma festa familiar e é inspirada nos entrudos carnavalescos originários de Portugal. Ele ressaltou que este ano a comunidade se sentiu valorizada com a programação da Prefeitura e pode brincar todos os dias de Carnaval próximo às suas casas. Acrescentou ainda que, a partir de agora, a cultura carnavalesca de Iguaíba começará a ser resgatada. “Os iguaibenses voltarão a fazer um grande Carnaval”, ressaltou.

Segurança

Um forte esquema de segurança para foi montado para o Carnaval em Paço do Lumiar, com um efetivo de dezenas de homens da Polícia Militar e reforço de seguranças particulares. De acordo a PM, cerca de 30 mil pessoas passaram pelos circuitos da folia, sem registros de ocorrências graves.

Mais Folia

E quem pensa que a folia em Paço do Lumiar já terminou, a Secretaria de Cultura anunciou a volta do “Lava Garfos”, uma festa pós-carnaval que há vários anos não é realizada no município. A festa acontecerá no dia 23 de fevereiro no Viva Maiobão.

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Temporal destrói canal da Cohab/Cohatrac

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Placas de concreto armado que formam o canal foram arrastadas pela enxurrada, colocando em xeque a qualidade da obra
Placas de concreto armado que formam o canal da Cohab/Cohatrac foram arrastadas pela enxurrada, colocando em xeque a qualidade da obra

O temporal que desabou na noite de ontem e madrugada de hoje sobre a Ilha de São Luís literalmente arrastou a estrutura do canal da Cohab/Cohatrac. Placas de concreto armado de dezenas de toneladas foram deslocadas do seu traçado, resultando na destruição parcial da obra, que nem sequer chegou a ser inaugurada por estar inacabada.

De fato, o temporal foi um dos mais severos já registrados em São Luís nos últimos anos. Por outro lado, o estrago feito no canal, cuja construção foi orçada em R$ 13 milhões, põe em xeque a qualidade dos serviços executados na gestão do ex-prefeito João Castelo. Isso porque, em vez de dar vazão à enxurrada, a estrutura não suportou o fluxo e entrou em colapso.

Reinvindicação histórica dos moradores da Cohab, Cohatrac e bairros vizinhos, a obra do canal ainda não serviu ao seu propósito: evitar as inundações que há décadas atormentam aquela comunidade a cada período chuvoso.

E o que é pior, em vez de canalizar a água da chuva, escoou para rumo incerto elevada soma em recursos públicos.

Foto: divulgação

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