Adeus a um repórter-escritor

Natalino Salgado Filho

Natalino Salgado relembrou trajetória de José Louzeiro, seu confrade na AML

“Aprenda a se satisfazer com o que suas mãos podem carregar. Nada de amealhar.” Esse foi o conselho que o menino José Louzeiro recebeu de seu avô Severo, um pescador bissexto e construtor de lousas. Aliás, foi a profissão do avô que determinou a mudança do sobrenome Loureiro, da família, como o próprio escritor revelou em longa e instigante entrevista, concedida ao blog Estranho Encontro.

Filho de um pastor presbiteriano e de uma devota católica, ele se apaixonou pela leitura e pela escrita aos 12 anos e construiu uma carreira profícua de amor e dedicação aos livros, até que, no apagar das luzes de 2017, a trajetória foi interrompida.

O Brasil ficou de luto e a Academia Maranhense de Letras idem. Aos 85 anos, José de Jesus Louzeiro, ocupante da cadeira 25, faleceu no Rio de Janeiro, cidade que adotou desde 1954 sem, contudo, acredito, perder a maranhensidade. Refiro-me ao enorme talento literário, marca deixada por nosso ilustre confrade em pouco mais de cinquenta livros.

Louzeiro começou muito cedo. Aos 16 anos já era aprendiz nas oficinas de O Imparcial, caminho trilhado por outros tantos escritores maranhenses, que se destacaram no jornalismo e na literatura brasileira. Atribui-se a Louzeiro a criação de um gênero literário denominado de romance-reportagem. Nessa categoria destacou-se o livro “Araceli, meu amor”, relato do caso que impactou o Brasil: o desaparecimento da menina Araceli, na cidade de Vitória, ES. O caso jamais foi solucionado. Assim, o livro explora, além do drama familiar, os desvãos do sistema de segurança e o Judiciário brasileiros.

Roteirista de filmes, destacou-se no gênero novela policial, cujos textos nasceram de suas reportagens, como jornalista, e resultaram em obras que marcaram o cinema brasileiro. Destarte, deixou seu autógrafo na sétima arte com “O Pixote”, filme de Hector Babenco; e “Lúcio Flávio, passageiro da agonia”; “O caso Cláudia”, que relata o sinistro de uma jovem que foi encontrada morta numa das praias do Rio; e “O Homem da Capa Preta” (1986), filme protagonizado pelo saudoso ator José Wilker, e que relata a história de um nordestino, Tenório Cavalcanti, espécie de gangster, que dominou uma região da Baixada Fluminense nas décadas de 1950 e 1960, inclusive foi político (deputado estadual e federal) e carregava uma metralhadora à qual apelidou de “Lurdinha”. Esse filme ganhou todos os prêmios no famoso festival de Gramado.

Durante vinte anos, Louzeiro foi repórter policial. Esta experiência, juntamente com sua incrível capacidade para contar histórias, frutificou em suas mãos em livros que retratavam a tragédia da violência pela ótica do escritor. O repórter conta os fatos tais como aconteceram, o escritor mostra a paisagem inteira, apresenta o fio condutor, revela ao leitor uma possível explicação daquilo que está para além das imagens do jornal ou da TV.

Diz-se que a biografia é um gênero delicado e difícil de escrever, pois não se trata apenas de reunir fatos e datas de um aparente amontoado caótico para dar-lhe um mínimo sentido, mas, outra vez, contar uma história cuja verdade seja a um só tempo atraente ao leitor e completamente fiel aos fatos. Entre as biografias de Luzeiro destacam-se “Elza Soares – cantando para não enlouquecer” e sobre o notório guarda-costas de Getúlio Vargas, Gregório Fortunato, envolvido no incidente da Rua Toneleros, em Copacabana, que precipitou a derrocada do presidente gaúcho.

José Louzeiro deixa uma grande lacuna numa escola de notáveis jornalistas, mas também e, talvez por isso mesmo, tenha conquistado um lugar à parte, na literatura, como um tipo de escritor que transita ente o real do cotidiano, muitas vezes tão surpreendente, e sua cristalização em obras que, no caso dele, se tornaram referências na literatura brasileira. Além das obras que o escritor deixou, também será possível conhecer um pouco mais da trajetória desse brilhante jornalista no curta-metragem “José Louzeiro: Depois da Luta”, que tem direção da cineasta Maria Thereza Soares, pesquisa e roteiro da jornalista Bruna Castelo Branco.

*Médico, doutor em Nefrologia, ex-reitor da UFMA, membro da ANM, da AML, da AMM, Sobrames e do IHGMA

Justiça decreta prisão preventiva de Jonathan de Sousa Silva

Jhonatan de Souza Silva responderá agora por assassinato de Alan Kardec dentro de presídio

O juiz da Central de Inquéritos de São Luís, Flávio Roberto Ribeiro Soares, ratificou, na manhã desta terça-feira (9), a homologação da prisão em flagrante e decretou a prisão preventiva de Jonathan de Sousa Silva, suspeito de assassinar o presidiário Alan Kardec Dias Mota, no último final de semana, na Penitenciária de Pedrinhas. Jonathan Silva cumpre pena na Penitenciária pela morte do jornalista Décio Sá, ocorrida em abril de 2012.

A decretação da nova prisão ocorreu durante Audiência de Custódia, no Fórum Desembargador Sarney Costa (Calhau), com a presença de representantes do Ministério Público Estadual (MPMA) e Defensoria Pública Estadual. A promotora de Justiça, Marinete Avelar, manifestou-se favoravelmente à manutenção da prisão do acusado.

O juiz entendeu que a prisão em flagrante foi legal, decretando sua prisão preventiva pelas circunstâncias e gravidade do crime. Ele considerou a personalidade do réu voltada para o crime; condenações anteriores por outros delitos, entre outros. Na audiência, o acusado confessou o crime e alegou legítima defesa.

AUDIÊNCIA

A Audiência de Custódia consiste na efetivação do controle judicial do ingresso do preso no sistema carcerário, por meio da apresentação, no prazo de 48h, da pessoa autuada em flagrante delito ao juiz. O objetivo é submeter ao crivo judicial a necessidade e aplicabilidade da prisão do autuado.

Durante a audiência, o juiz ouve o preso, avalia as circunstâncias do flagrante, a conduta criminal do autuado e decide, conforme o caso, pelo relaxamento da prisão, pela concessão da liberdade provisória – sem ou com o cumprimento de medida cautelar -, ou, ainda, pela conversão da prisão provisória em prisão preventiva.

Fonte: Corregedoria Geral de Justiça

A farsa comunista da pacificação de Pedrinhas

Atos de barbárie em Pedrinhas não cessaram, apesar da tentativa dos comunistas de mascará-los

Uma das mudanças alardeadas pelo governador Flávio Dino (PCdoB), mas que não passa de discurso vazio e sem comprovação prática, foi a suposta pacificação do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Ao tomar o poder, há três anos, o comunista prometeu pôr fim à barbárie no sistema prisional do Maranhão, abalado, até o fim da eleição de 2014, por sucessivas fugas, rebeliões e execuções de detentos, muitos dos quais decapitados e esquartejados.

Mas o que parecia ser a solução para o caos no cárcere não passou de mais uma farsa, desmontada após o assassinato, no último domingo (7), de um preso ligado a uma facção criminosa pelo pistoleiro Jhonatan de Souza Silva, condenado a 25 anos de reclusão pelo assassinato do jornalista Décio Sá, em 2012. O crime aconteceu na Unidade Prisional de Ressocialização de São Luís 4 (UPRS 4), no momento do banho de sol.

Elementos não faltam para comprovar que a tal calmaria em Pedrinhas foi um engodo, sustentado por Flávio Dino e asseclas até dois dias atrás. A morte ocorrida domingo foi apenas o estopim para que a verdade viesse à tona. Um  fato ocorrido em 2016 e dois registrados ano passado foram provas irrefutáveis de que o clima no sistema penal não é tão ordeiro como tentam fazer crer os palacianos.

O primeiro foi o motim realizado por presos do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Centro de Detenção Provisória de Pedrinhas (CDP), com destruição de celas e outras instalações do presídio e incêndios de colchões. Vinculados às facções originárias das cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, que arregimentam número crescente de membros em São Luís, os amotinados protestaram contra as condições desfavoráveis as quais alegavam estar sendo submetidos na unidade.

Outro episódio, ocorrido em março do ano passado, foi a prisão de um ex-adjunto da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), em uma operação da Polícia  Federal, acusado de violação de sigilo funcional e de atos de corrupção na pasta. Após a mídia e a blogosfera terem escancarado o caso, os comunistas mais uma vez recorreram à sua artimanha de silenciar, até que o caso caísse no esquecimento, como de fato caiu.

Em maio, mais uma crise levou instabilidade a Pedrinhas: a fuga recorde de 36 presos da  e morte de cinco deles nas operações policiais de busca. Os detentos escaparam por um buraco aberto no muro da Unidade Prisional de Ressocialização de São Luís 6 (UPRS 6) com uso de dinamite. Até hoje, a maioria não foi recapturada.

As três ocorrências reafirmaram a condição de Pedrinhas de caldeirão em ebulição permanente, que abriga criminosos dispostos a fugir e perpetrar todo tipo de atrocidade a todo instante, independente do governo. Em vez de mentir sobre a tal pacificação dos presídios, buscando apenas dividendos eleitorais, os comunistas deveriam cair na real e reconhecer que, ao agrupar os presos por facções transformaram Pedrinhas em complexo do crime, fortalecendo a unidade entre cada facção, dando a todas a chance de planejar melhor a barbárie, dentro e fora do sistema penal.

Malte Show: seu novo destino de diversão em São Luís

É em clima de pré-carnaval que a Malte Show faz sua estreia em São Luís. Sob o comando dos empresários Elicio e Norma Vieira, a casa conta com uma super estrutura de som, gastronomia e atendimento para conquistar o público da ilha.

Localizada na Avenida dos Holandeses, bem ao lado do Shopping do Automóvel, a Malte Show abre suas portas neste sábado, a partir das 17h com uma programação para folião nenhum botar defeito.

No cardápio sonoro de inauguração têm muito pandeiro e tamborim com Grupo Argumento, Sindicato do Samba e Madrilenius. Pra completar essa mistura de bom gosto, o dj Erick Ferris faz o esquenta de quem chega para curtir a festa.

Então anota aí! Cerveja gelada, ambiente climatizado e o melhor agito do pré-Carnaval de São Luís, é neste sábado, 13, na Malte Show.

Assista ao vídeo:

Deputado Zé Inácio prestigia aniversário de Paraibano

Zé Inácio destacou o bom desempenho do prefeito Zé Hélio na gestão da cidade, que se tornou referência de trabalho

Muita animação e alegria marcaram a festa de 65º aniversário de emancipação de Paraibano, realizada no último sábado 06/01. O deputado estadual Zé Inácio (PT) participou das comemorações, ao lado do prefeito da cidade, Zé Hélio, e dos demais secretários e vereadores.

As comemorações também contaram com uma Maratona e premiações para os três primeiros colocados, e a noite o encerramento da festividade com um show da Banda de Forró Sacode.

Durante o evento, Zé Inácio destacou o desempenho do prefeito Zé Hélio na gestão da cidade, que se tornou referência de trabalho, desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida da população. “Tenho acompanhado o trabalho do Prefeito Zé Hélio e parabenizo ele e seu secretariado, que juntos não tem medido esforços para garantir o desenvolvimento ao povo de Paraibano e hoje é uma data onde comemoramos esse avanço da sua gestão”, disse o deputado.

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