Parcela crescente da população de São Luís já defende aumento da passagem de ônibus, mas impopularidade da medida inibe Braide

O prefeito Eduardo Braide tem o poder da caneta para dar fim a crise no sistema de transporte público de São Luís

Uma parcela crescente da população de São Luís já defende abertamente o aumento da passagem de ônibus como forma de pôr fim definitivo às sucessivas greves e aos múltiplos transtornos causados pelas paralisações do sistema de transporte público. Mas um entrave de ordem política inibe uma eventual decisão pelo reajuste: a impopularidade da medida, cuja implementação é uma prerrogativa exclusiva do prefeito Eduardo Braide (PSD).

Em emissoras de rádio e nas redes sociais, o número de usuários de ônibus que se manifestam a favor do reajuste tarifário é cada vez maior. E a justificativa para tal posicionamento não poderia ser mais lógica: para muitas pessoas, é muito menos prejudicial pagar uma passagem mais cara do que ficar privado do direito de ir e vir, essencial para a obtenção do pão de cada dia e para atender outras necessidades.

No universo de cidadãos que defendem o aumento da tarifa de ônibus estão, principalmente, trabalhadores informais, a exemplo de vendedores ambulantes, flanelinhas, diaristas, trabalhadores da construção civil, dentre outros, que dependem do faturamento diário para garantir renda suficiente para sustentar suas famílias.

O raciocínio é simples: é muito melhor arcar com um reajuste de passagem, nem que seja de R$ 1,00 (um real), bem acima da média dos últimos realinhamentos tarifários aplicados em São Luís, do que ficar em casa, sem ganhar nada, amargando dificuldade financeira.

É cada vez mais nítido que o fim da crise do transporte público é uma questão de vontade e, sobretudo, de coragem política. E não há dúvida de que se houver uma margem de segurança entre aceitação e desgaste de imagem, o aumento entrará na pauta de discussões.

Resta saber se o prefeito Eduardo Braide está disposto a autorizar o reajuste e arcar com as possíveis consequências desse ato, que, pelo visto, tendem a ser mais amenas, diante da gravidade do problema e do risco de colapso do único modal de transporte de massa regulamentado na capital.

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