Aliado de peso de Flávio Dino, prefeito de Imperatriz é processado por maus tratos a garis

Um dos principais aliados de Flávio Dino, Sebastião Madeira foi processado por dano moral e coletivo e pode pagar indenização de R$ 3 milhões
Um dos principais aliados de Flávio Dino, Sebastião Madeira foi processado por dano moral e coletivo e pode pagar indenização de R$ 3 milhões
Garis se alimentam em ambiente onde há risco de contaminação
Garis de Imperatriz se alimentam em ambiente onde há risco de contaminação

O Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA) ingressou com uma Ação Civil Pública contra o município de Imperatriz, cujo prefeito, Sebastião Madeira, é aliado de primeira linha do candidato comunista ao governo, Flávio Dino, e a Brasmar Construções e Incorporações por conta de irregularidades nas condições de trabalho oferecidas aos agentes de limpeza. O MPT pede R$ 3 milhões de indenização, por dano moral coletivo, e o cumprimento de obrigações de fazer e não fazer.

Segundo a procuradora do Trabalho Adriana Candeira, a investigação constatou a falta de itens básicos para a garantia da saúde e segurança dos garis. Entre as falhas, destacam-se: fornecimento irregular de água potável e uso de copos coletivos; ausência de abrigos, refeitório, vestiários e alojamentos adequados; problemas no fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI) e falta de instalações sanitárias.

“Os trabalhadores fazem as refeições no meio da rua, muitas vezes sentados ao lado do lixo. […] A sonegação de direitos básicos, expõe os obreiros a condições de trabalho vergonhosas, degradantes e inadmissíveis em um Estado Democrático de Direito que tem a dignidade da pessoa humana como um de seus fundamentos”, lamenta Adriana.

Condições de trabalho precárias fazem parte da rotina do agentes de limpeza de Imperatriz
Condições de trabalho precárias fazem parte da rotina dos agentes de limpeza

De acordo com a ação, a Prefeitura de Imperatriz e a Brasmar são solidariamente responsáveis pelas más condições de trabalho oferecidas aos garis. “O Município de Imperatriz foi absolutamente omisso na fiscalização da execução do contrato”, destaca a procuradora.

Além dos R$ 3 milhões de indenização, que serão revertidos ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), o MPT-MA quer que o Município acompanhe e fiscalize a execução dos contratos de prestação de serviço de limpeza urbana, observando o cumprimento das normas de saúde e segurança do trabalho, e assegure que as empresas contratadas garantam condições adequadas de conforto e higiene aos trabalhadores.

Em caso de descumprimento das obrigações requeridas na ação, o MPT-MA pede a aplicação de multa de R$ 100 mil por item ignorado, acrescido de R$ 10 mil por trabalhador alcançado pela infração.

Fonte: Ministério Público do Trabalho (MPT)

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