Com “serviços prestados” à campanha de Flávio Dino, César Bombeiro mira Sejap

Cezar Bombeiro (centro) liderou recente paralisação de servidores do sistema penitenciário
Cezar Bombeiro (centro) liderou recente paralisação de servidores do Complexo de Pedrinhas, dominado pela barbárie durante a campanha eleitoral

O agente penitenciário e ex-presidente do sindicato da categoria César Castro, mais conhecido como César Bombeiro, se movimenta nos bastidores para tentar se viabilizar como futuro secretário de Estado de Justiça e Administração Penitenciária no governo de Flávio Dino (PCdoB). Bombeiro se acha no direito de reivindicar o cargo em razão dos “relevantes serviços” que teria prestado em sua área de atuação à campanha vitoriosa do comunista ao Palácio dos Leões.

A sucessão estadual foi marcada por uma série de fugas, assassinatos, paralisação de servidores e tentativas de rebelião no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, com graves consequências nas ruas. Observadores atentos das cenas política e policial logo enxergaram ligação entre a violência no sistema prisional e o período eleitoral. E foram além: apontaram César Bombeiro como principal mentor da barbárie, por seu vasto conhecimento na área, pela influência entre os colegas e por sua postura combativa em relação à Sejap, cuja gestão tenta desmoralizar a todo instante no atual governo.

Pois bem, agora, no momento em que Flávio Dino começa a montar seu secretariado, César Bombeiro tenta capitalizar a culpa a seu favor, cobrando para si o controle do sistema prisional. É um projeto ambicioso, ainda mais para um servidor de baixo escalão, egresso das lides sindicais e que até onde se sabe não conta com nenhum padrinho forte para alçá-lo ao cargo.

Sacramentado o resultado das urnas, surge um forte indício de que as atrocidades ocorridas em Pedrinhas até poucos dias antes da eleição foram motivadas pela disputa política. Ao pretender o cargo, César Bombeiro, opositor ferrenho das últimas gestões da Sejap e profundo conhecedor das fragilidades do sistema prisional, só reforça a suspeita levantada durante a campanha.

Ao mesmo tempo em que Dino pregava a paz na disputa, o terror era usado em favor de sua candidatura. Disposto a tudo para chegar ao poder, o comunista, ao que tudo indica, estimulou o pânico entre os cidadãos, a maioria seus próprios eleitores.

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