
Policiais militares estão sendo denunciados em Bom Lugar, municipio próximo a Bacabal, por atuar parcialmente na campanha eleitoral para favorecer a candidatura do 65 (PCdoB), encabeçada pela candidata a prefeita Marlene Miranda, esposa do ex-prefeito inelegível Marcos Miranda, aliado do governador Flávio Dino.
Às vésperas da eleição, homens do destacamento local da PM vêm cometendo sucessivos atos de truculência contra eleitores da prefeita Luciene Costa, que concorre à releição pelo 45 (PSDB) com ampla chance de sair vitoriosa das urnas. Além dos abusos cometidos contra eleitores que se recusam a votar no 65, a polícia está sendo acusada de fazer vista grossa para a compra de votos pelo grupo comunista.
Até advogados, candidatos a vereador e vereadores de mandato ligados à coligação da prefeita têm sido vítimas da intimidação perpetrada por militares, que estão claramente a serviço do grupo de Marcos Miranda, assumindo papel de milícia.
Tiro de fuzil

Um advogado chegou a gravar um vídeo em que denúncia a perseguição a uma candidata a vereadora quando esta seguia para casa, em seu carro. Segundo o causídico, ela foi abordada por uma guarnição da PM quando trafegava por uma rodovia estadual que dá acesso à sua casa. Extremamente violentos, os policiais efetuaram um disparo de fuzil com a clara intenção de coagi-la, de acordo com o profissional do Direito.
O mesmo advogado fez um apelo dramático ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Roberto Barroso, ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), desembargador Tyrone Silva, e ao corregedor eleitoral do Estado, desembargador Joaquim Figueiredo, para que tomem providências para fazer cessar os abusos, sob pena de acontecer uma tragédia pior do que a ocorrida na eleição municipal de 2008 em Bom Lugar, quando três pessoas foram mortas a tiros e outras três foram baleadas em meio à acirrada disputa.
Outro vídeo mostra dois policiais agindo de forma arbitrária e hostil contra uma advogada da coligação da prefeita Luciene Costa que ousou questionar a postura parcial da PM na campanha eleitoral. Sem dar a mínima chance para diálogo, os militares se portaram o tempo todo de forma ameaçadora, como se estivessem diante de desafetos.
Assista: