Força-tarefa federal expulsa garimpeiros do Maranhão e de outros três estados de reserva florestal no Amazonas e aplica R$ 3,6 milhões em multas

Fiscais do ICMBio desabilitaram cinco garimpos com apoio da Força Nacional de Segurança Pública

A equipe do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com apoio da Força Nacional, expulsou 50 garimpeiros oriundos dos Maranhão, Amazonas, Pará e Mato Grosso durante uma ação de fiscalização ambiental na Floresta Nacional de Urupadi, localizada no município de Maués, no sul do Amazonas. A operação foi deflagrada no dia 27 de março e prossegue até o início deste mês.

A força-tarefa tem como objetivo verificar pontos de garimpo ilegal na Unidade de Conservação Federal. A ação, denominada Operação Novo Eldorado, segue em andamento. Até o dia 31 de março, cinco garimpos foram alvo da ação fiscalizatória, sendo constatada uma área de 46 hectares de degradação. Durante as diligências, foram encontrados pelo menos cinco dezenas de garimpeiros e garimpeiras que vieram de vários estados, incluindo os já citados.

O garimpo, conhecido como Garimpo São Bento, tem vários acessos e pontos diferentes de garimpagem, próximo aos Rios Urupadi e Curauaí e Igarapé Japiim, afluentes diretos do Rio Abacaxis. Com acampamentos muito bem estruturados, a área do garimpo possuía um total de 34 barracos, com muitos alimentos, TV via satélite, internet de última geração, armas de fogo, maquinários, combustível, motocicletas e quadriciclos.

Multas milionárias

Os garimpeiros encontrados receberam a orientação de deixar a Floresta Nacional de Urupadi e cessar a atividade de extração mineral na região. Além disso, foram realizadas a apreensão e destruição dos bens encontrados no local do fato, e lavratura de oito autos de Infração em desfavor dos infratores. As multas aplicadas totalizaram R$ 3.680.000,00 (três milhões seiscentos e oitenta mil reais).

No entanto, na ação fiscalizatória do dia 30 de março, foram encontradas, no mesmo garimpo, pessoas que ainda não haviam chegado no garimpo até o dia 27, incluindo dois militares que afirmaram ter sido contratados pelo dono do garimpo para coordenar a retirada das pessoas do local. A equipe do ICMBio supõe que os militares poderiam estar coordenando o restabelecimento do garimpo após a primeira fiscalização. Os dois militares foram conduzidos para a autoridade policial para as devidas providências legais.

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