Fracasso retumbante de Weverton Rocha nas urnas, no município, expõe impopularidade do prefeito, que corre risco crescente de não se reeleger em 2024

A tentativa fracassada do prefeito Julinho de obter votação expressiva em São José de Ribamar para o aliado Weverton Rocha (PDT) na última eleição ao governo estadual é um forte indicativo de que o gestor enfrentará dificuldade para renovar o mandato, em outubro do ano que vem. Nomes apoiados pelo prefeito na disputa para deputado federal e estadual também saíram derrotados, alguns em pleno exercício do mandato, o que demonstrou a falta de articulação e de afinidade de Julinho com o povo.
Mesmo com a máquina pública nas mãos, o prefeito de São José de Ribamar, que já se movimenta como pré-candidato à reeleição, se depara com índice de rejeição crescente, tamanha a incompetência que marca a sua administração, sem contar a possível união da oposição em torno de um nome de consenso e uma série de atos suspeitos e graves o suficiente para levá-lo novamente às barras da Justiça e frustrar suas expectativas de recondução ao poder.
A fragilidade político-eleitoral de Julinho foi constatada há cinco meses, no pleito para governador. Que o diga o senador e então candidato ao Palácio dos Leões, Weverton Rocha, surrado nas urnas, em São José de Ribamar, por Carlos Brandão (PSB), reeleito em primeiro turno, e superado até pelo ex-prefeito da pequena e distante São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (ex-PSC e agora filiado ao Novo), amargando, assim, um vergonhoso terceiro lugar.
Por ser o quarto maior colégio eleitoral do Maranhão, atrás apenas de São Luís, Imperatriz e Timon, São José de Ribamar era das grandes apostas de Weverton para chegar, pelo menos, ao segundo turno. Mas, concluída a apuração, o que se viu foi um fiasco retumbante do candidato apoiado pelo prefeito, que obteve modestos 18.310 votos, menos da metade da votação conquistada por Brandão e exatos 1.754 votos a menos do que Lahesio.
A julgar pelo retrospecto político recente, em que Julinho foi incapaz de transferir votos para os seus principais aliados, está claro que o prefeito não tem mais o apoio popular de outrora. Pelo contrário, é voz corrente nos bastidores ribamarenses que sua densidade eleitoral está minguando a uma velocidade incômoda e preocupante, o que tem deixado o seu grupo à beira do desespero.
E há quem diga que se trata de uma tendência irreversível. Faltando cerca de 19 meses para a eleição, já há quem faça projeções nada animadoras para Julinho e afirme que ele chegará às urnas com seu projeto continuísta totalmente inviável.