Brasil apenas cumpriu a sua obrigação na Copa América

1comentário

Vesti a minha camisa da Seleção para acompanhar a decisão da Copa América entre Brasil e Peru, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro e que bom que vencemos por 3 a 1 e conquistamos o título. Mas foi só isso e nada mais.

Na me empolguei com a Seleção Brasileira na decisão e muito menos durante toda a Copa América, pois não fizemos nada mais do que a nossa obrigação.

Na primeira fase, o Brasil teve só moleza e ainda conseguiu se complicar com a inexpressiva Venezuela. Passamos pela Argentina que tem Messi, mas e daí? E por fim veio a moleza na final com o Peru. Numa Copa América marcada pelo baixo nível técnico, o Brasil conseguiu ser um pouco melhor e levantou a taça diante da sua torcida.

Imaginem vocês se o Brasil perdesse essa final para o Peru? Essa seria a grande surpresa. Mas vencer o Peru, no Maracanã, repito: não é mais do que obrigação.

Estava mais do que na cara que a Copa América no Brasil seria ganha pela Seleção Brasileira da mesma forma como ocorreu nas outras edições.

O nível técnico dessa Copa América foi tão baixo que o Brasil nem precisou dar o seu máximo para conquistar o título.

Mas que bom que ganhou…. Ruim mesmo seria perder um título desses para o Peru. Mas o que sobra dessa conquista? Isso é o que nós veremos de agora em diante.

Ah, vale lembrar que o nosso “craque” foi o veterano Daniel Alves e que Gabriel Jesus que não fez um gol na Copa do Mundo, aproveitou a fragilidade dos adversários e enfim fez os gols da nossa Seleção. E que a conquista salvou o emprego de Tite – mas isso se ele de fato quiser continuar na Seleção Brasileira.

E, por fim teve festa de Bolsonaro e tudo mais com o time no Maracanã…

Foto: Globoesporte.com

1 comentário »

Sarney é discreto ao abordar encontro com Flávio Dino

1comentário

O ex-presidente da República José Sarney em sua coluna semanal que é publicada no jornal O Estado do Maranhão foi bastante discreto ao abordar pela primeira vez, mesmo que indiretamente o encontro que teve há duas semanas, em Brasília com o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB).

Sarney diz que nasceu com uma total incapacidade de ter ódio e que sempre fui coerente ao considerar a democracia o campo do debate, da disputa pessoal e política. E acrescenta que jamais poderá se desinteressar pela situação situação nacional e maranhense.

O ex-presidente diz que não guarda nenhum tipo de ressentimento.  “Quantas e quantas vezes tenho repetido isso. O ressentimento e a inveja só fazem mal a quem os pratica. Corrói e angustia”.

E finaliza de forma brilhante ao destacar: ˜O Maranhão e seu povo estão em primeiro lugar, e é bom que tenhamos uma política respeitosa, civilizada e democrática”, afirmou.

Leia na íntegra a Coluna do Sarney:

“Eu tenho afirmado ao longo da minha vida que nasci com uma total incapacidade de ter ódio e que rejeito a execrável teoria do Lenine de que devemos inverter na política o enunciado de Clausewitz de que “a guerra é a continuação da política por outros meios.

Segundo essa tese, o adversário teria que ser tratado como inimigo, a quem não se deve apenas vencer, mas destruir, matar, aniquilar. Não se estaria mais na disputa das ideias e sim em um campo de batalha.

Para isso Lenine defendia o método da Revolução Francesa, da guilhotina na Praça da Concórdia, em Paris, e dizia ser o Terror necessário na disputa política. Ele o usou na Revolução Russa, e o resultado foram os milhões de mortos do comunismo.

Sempre fui coerente ao considerar a democracia o campo do debate, da disputa pessoal e política. Nunca deixei de praticar o diálogo, de respeitar os meus adversários — e quantos tive e tenho! — e nunca persegui ninguém, nem erigi estátuas à Deusa da Vingança, Adrasteia.

Outra coisa que nunca me corroeu a alma foi o ressentimento. Quantas e quantas vezes tenho repetido isso. O ressentimento e a inveja só fazem mal a quem os pratica. Corrói e angustia.

Por outro lado, não tenho motivo para tê-los. Deus me deu um destino de graças. Levou-me da Pinheiro, onde nasci, e de São Bento, onde passei a infância, por um caminho de estrelas, que colocou em minhas mãos. Fez-me Vice-Presidente e Presidente da República, Governador do meu Estado, três vezes Deputado Federal, cinco vezes Senador da República, o que mais tempo passou na Casa, 39 anos, seguido por Antônio Azeredo, 34, e Rui Barbosa, 32. Sou Doutor Honoris Causa pelas universidades de Coimbra, Pequim, Moscou e Federal do Maranhão, minha terra amada. Membro da Academia Brasileira de Letras (atualmente seu decano) e da Academia de Ciências de Lisboa, onde foi Secretário Perpétuo José Bonifácio. Escrevi 121 livros, alguns traduzidos em 12 línguas, em 169 edições. Fui publicado na mais importante coleção de literatura do mundo, a Folio, com 4.800 títulos, editada pela Gallimard. Entre 40 condecorações, tenho a maior do Brasil, a Medalha do Mérito Nacional, e a mais conhecida no mundo, criada por Napoleão, a Legião de Honra da França, no mais alto grau, Grã-Cruz.

Graças a esse meu jeito de ser, qualidades que Deus me deu, conquistei essa vida. Posso dizer, como Lincoln, que nunca cravei por meu desejo espinho algum no peito de ninguém. Napoleão dizia que “a política é destino, a literatura, vocação”. Dividi-me entre as duas.

Jamais posso me desinteressar da situação nacional e maranhense. Estou escrevendo um livro sobre nossa conjuntura, “O Brasil no seu Labirinto”.

O Maranhão e seu povo estão em primeiro lugar, e é bom que tenhamos uma política respeitosa, civilizada e democrática.”

1 comentário »