Câmara discute Plano Diretor na Vila Maranhão

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A Câmara Municipal de São Luís realizou, neste sábado (30), no bairro Vila Maranhão, na zona rural, a penúltima audiência pública para debater sobre a proposta do novo Plano Diretor da cidade.

O encontro aconteceu na Unidade de Educação Básica Gomes de Sousa, localizada na Rua da Igreja, n° 100. Os trabalhos foram conduzidos pelos vereadores Pavão Filho (PDT) e Umbelino Júnior (PPS), ambos membros das Comissões Permanentes responsáveis por analisar o projeto.

A audiência contou com a participação expressiva de moradores da Vila Maranhão e áreas circunvizinhas. No evento, um dos pontos que gerou mais debate entre os presentes foi a possível redução de 41% da área rural, integrada por dezenas de bairros, atualmente.

“O debate segue um ritual que é extremamente salutar – dos vereadores ouvirem a população, referente a uma legislação que serve pra todos. Então, o ambiente é democrático e demonstra o interesse dos vereadores de ouvirem a população, para que possam avaliar seu voto”, disse Roberto Furtado, consultor do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Maranhão (Sinduscon-MA).

“As comunidades tradicionais rurais dizem o tempo todo, que querem permanecer com seus modos de vida, que escolheram viver com suas atividades agrícolas, passadas de geração a geração, rural, pesqueira e extrativista, e é sempre compelida pra fora da área, através do processo que está aí, do plano diretor”, destacou João Batista de Amorim Neto, presidente do Conselho Comunitário de Defesa Social da Zona Rural ll.

Para o vereador Pavão filho, que já presidiu cinco audiências, contando com esta da Vila Maranhão, a Câmara cumpre seu papel de ouvir a população.

“Nós estamos ouvindo as lideranças e os seguimentos organizados da sociedade, sejam eles trabalhadores rurais, empresários, prestadores de serviços, estamos ouvindo todos. Esta foi a penúltima audiência. No próximo sábado teremos mais uma e, assim, a Câmara terá subsídios para se manifestar, quando chegar a hora da votação do plano diretor”, pontuou Pavão.

Já o vereador Umbelino Júnior, presidente da Comissão Permanente de Mobilidade Urbana, Regulação Fundiária e Ocupação do Solo Urbano, que cumpre o papel de relator do Plano Diretor, avalia com cautela o debate, devido sua relevância para a sociedade.

“A nossa tarefa é captar um relatório que, realmente, toda a Casa compreenda e a população acompanhe, porque, nesse relatório que farei, virá o anseio da população. E garanto que a voz da população será levada em consideração”, destacou Umbelino.

A última audiência pública sobre a revisão do Plano Diretor será realizada no próximo sábado, dia 7, às 14h, na Igreja Evangélica do Quadrangular, Rua 10, s/n, no bairro Coquilho, na zona rural.

Foto: Paulo Caruá

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Maranhão e Juventude decidem a Copa FMF

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O Juventude é finalista da Copa FMF e vai decidir o título contra o Maranhão. Veja os gols aqui.

Após ter sido derrodado na primeira partida pelo Pinheiro por 3 a 1, o Juvendute devolveu o resultado, neste domingo (1º), no Estádio Pinheirão em Sâo Mateus e segue vivo na briga pelo título e da vaga para o Campeonato Brasileiro Série D.

Os gols do Juventude foram marcados por Rômulo e Caio (2), enquanto Neto decontou para o Pionheiro.

No sábado (30), o MAC já havia vencido o Santa quitéria por 2 a 1, e garantido vaga na final.

A decisão da Copa FMF entre Maranhão e Juventude será em dois jogos. O primeiro no sábado (7), às 15h30, no Estádio Castelão, em Sâo Luís. O jogo de volta será no domingo (15), às 15h30, no Estádio Pinheirão, em São Mateus.

Por ter melhor campanha, o Juventude joga a decisão por dois resultados iguais.

Foto: Divulgação/MAC

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Edivaldo lança dez novas frentes no São Luís em Obras

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O prefeito Edivaldo Holanda Junior imprime ritmo acelerado ao programa São Luís em Obras. Somente no eixo pavimentação, dez novas frentes de asfaltamento foram abertas nos últimos dias. O prefeito iniciou a semana abrindo frente de trabalho nos bairros Filipinho e Sítio Leal, seguiu inaugurando a reforma e ampliação do Centro de Saúde Genésio Ramos Filho, na Cohab Anil IV; deu início à pavimentação de ruas na zona rural (Tibiri, Tibirizinho e Rio do Meio), Sítio do Meio/Camboa e Liberdade; assinou Ordem de Serviço para construção de nove praças na Avenida do Contorno, no bairro Rio Anil; e começou o asfaltamento no João Paulo. Tudo em apenas uma semana.

O prefeito Edivaldo afirma que a intensificação do cronograma de obras do programa é necessária porque, com a proximidade do fim do ano, chegam também as chuvas. “O São Luís em Obras é um macroprograma de investimento em infraestrutura urbana em diversas áreas. São obras de asfaltamento, reforma de mercados, de unidades de saúde, requalificação de praças e outros logradouros públicos, entre muitas outras já em andamento ou que ainda serão iniciadas. Já temos diversas obras concluídas e estamos acelerando nosso cronograma para podermos chegar a todas as regiões da cidade”, disse o gestor municipal.

Desde que foi lançado, há quatro meses, já foram abertas dezenas de frentes de trabalho do programa São Luís em Obras. Somente em pavimentação já são mais de 100 quilômetros de travessas, ruas e avenidas contempladas entre obras já concluídas e em andamento. A execução do programa tem uma dinâmica acelerada para que o cronograma não sofra atrasos, além de reduzir ao máximo os transtornos à população.

O São Luís em Obras já está consolidado como o maior programa de infraestrutura executado em São Luís nas últimas décadas. Com a pavimentação, a Prefeitura tem promovido a urbanização da cidade e permitido maior mobilidade urbana, garantindo segurança aos pedestres e condutores de veículos, com maior fluidez do trânsito, pois além do asfaltamento está sendo feita a sinalização vertical e horizontal das vias.

As obras no Filipinho e Sítio Leal tiveram início pela Rua 01, artéria de ligação entre as avenidas dos Africanos e João Pessoa, seguindo uma das diretrizes do programa de eliminar os principais gargalos da mobilidade urbana na região central e em outros pontos da cidade. A pavimentação nos dois bairros vai cobrir uma extensão de quatro quilômetros de vias. Como os serviços avançam rápido, os bairros já contam com vias totalmente asfaltadas. A melhoria da pavimentação impacta diretamente e de forma positiva os serviços oferecidos por equipamentos pertencentes ao município como o Centro de Atenção Integral ao Idoso (Caisi) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Foto: Agência São Luís

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Eu, os negros e a Fundação Palmares

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Por José Sarney

O Brasil nasceu quase junto com sua maior injustiça: a escravidão negra. Por ela, as pessoas eram coisas. No Maranhão ela assumiu ares oficiais: a Companhia de Comércio do Maranhão e Grão-Pará tinha monopólio estatal da venda de escravos.

Na época da Independência José Bonifácio pretendia combinar o fim da escravidão com a reforma agrária. E dizia que o Brasil precisava da “expiação de nossos crimes e pecados velhos”.

Dividi com meu amigo Afonso Arinos, autor da lei que leva o seu nome, de considerar crime a discriminação racial, a defesa da causa que herdamos deste nosso passado, de redenção dos mais pobres, de seus direitos individuais e sociais, terra, como queria o Patriarca, a educação, como pretendia Nabuco.

Como parlamentar e nos cargos executivos que exerci, governador e presidente, sempre saí na frente em sua defesa. Nas Nações Unidas, em 1961, como delegado do Brasil na Comissão de Política Especial, fiz um discurso em nome do Brasil, talvez o primeiro, condenando o apartheid, o regime da África do Sul que segregava negros e brancos. Presidente da República, cortei relações com o país e proibi o Brasil de participar dos eventos esportivos ali realizados.

Em 1988, era o centenário da Lei Áurea. Não quis fazer nenhuma solenidade de comemoração porque sempre tinha, ao longo dos anos, afirmado ser a escravidão a maior mancha de nossa História.

A condenação da discriminação racial no Brasil tinha sido politizada e segregada em retórica, sem nenhuma medida concreta para objetivamente extinguir essa vergonha de serem os pretos no Brasil os mais pobres dos mais pobres, as maiores vítimas dos assassinatos, os últimos a ter emprego, os que têm menor acesso à educação.

Estudioso da História, eu sabia que os Estados Unidos, onde o problema era mais agudo do que no Brasil, só tinham avançado em sua solução quando criaram instrumentos fortes de integração, de maneira a que os negros pudessem participar das decisões.

Assim, aproveitei a data dos cem anos da abolição para fazer o primeiro ato efetivo a favor dos afrodescendentes: criei a Fundação Palmares e procurei dar instrumentos para que ela cumprisse seus objetivos Fundação Palmares e procurei dar instrumentos para que ela cumprisse seus objetivos.

Na década seguinte, fui pioneiro ao propor uma lei de cotas para os negros nas faculdades, no emprego e no financiamento público, que só há alguns anos começaram a ser implementadas. Houve uma nova maneira de encarar o problema da discriminação racial, e começamos a colher o resultado das cotas.

Esta minha visão está expressa no fato de que criei uma das grandes personagens negras de nossa literatura, Saraminda, ao lado de Tereza Batista, do Jorge Amado.

Portanto, é com revolta, com profunda indignação que vejo se tentar deturpar os objetivos da Fundação Palmares, ignorando suas origens e seus objetivos. Em vez de fortificá-la, usá-la para estigmatizar os negros, falando mesmo, numa linguagem chula, de mandá-los para o Congo.

A maior parte dos que formaram o Brasil foram africanos. Sua contribuição está no mundo material e no nosso universo imaginário. O forte sangue negro permanece no nosso DNA, na nossa cultura, na nossa determinação. Mas nem todos partilhamos de seu sofrimento, que não se acaba, como se constata na agressão revoltante que presenciamos.

Coluna do Sarney

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