Foi recado?

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A saída do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da prisão levou aliados de todos os graus a se manifestarem nas redes sociais. Sempre com mensagem de apoio. No entanto, no Maranhão, um petista foi na contramão e aproveitou o momento “Lula Livre” para criticar o PT e o ex-presidente da República.

O autor da crítica foi o irmão do governador Flávio Dino (PCdoB), Sálvio Dino Júnior. Advogado e refiliado ao Partido dos Trabalhadores desde o ano passado, ele escreveu no Twitter que o PT não tem mais condições de “hegemonizar a esquerda”. Sálvio foi além: disse que o PT precisa “passar o bastão” para novas lideranças.

Ao ser confrontado por amigos petistas de que Lula é a maior liderança da esquerda no Brasil, o irmão do governador fez questão de lembrar que o ex-presidente está inelegível e já tem 74 anos.

As declarações de Sálvio Dino vem num momento em que a possibilidade do seu irmão se tornar o candidato a presidente da República da esquerda diminui com a liberdade de Lula, que em seus discurso após saída da prisão, já fez várias referências ao ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

Para os observadores da cena política, as declarações de Sálvio Dino Júnior são mais do que somente uma manifestação pessoal – como o próprio afirmou nas redes sociais. Há quem diga que o irmão assumiu para deixar o recado do governador Flávio Dino, que não deve recuar de seu objetivo de disputar a Presidência da República.

Estado Maior

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Lula deixa a prisão após decisão do STF

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O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou a prisão em Curitiba nesta sexta-feira (8), após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que decidiu derrubar a possibilidade de prisão de condenados em segunda instância, alterando um entendimento que vinha sendo adotado desde 2016.

Lula cumpria pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias na Superintendência da Polícia Federal (PF), desde 7 de abril de 2018, condenado em duas instâncias no caso do tríplex no Guarujá, na Operação Lava Jato.

Lula saiu do local por volta das 17h40 e fez um discurso em agradecimento a militantes que ficaram em vigília por 580 dias.

“O alimento da democracia que eu precisava para resistir à canalhice que lado podre do Estado brasileiro, da Justiça, do Ministério Público, da Polícia Federal e da Receita Federal”, disse Lula.

Foto: Giuliano Gomes/PR Press

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Flávio Dino diz que Lula tem direito a regime semi-aberto

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O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), comentou nas redes sociais, a decisão da juíza Carolina Lebbos que autorizou, nesta quarta-feira (7), a transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da carceragem a Polícia Federal (PF), em Curitiba, para um estabelecimento prisional de São Paulo.

Mais do que ser transferido para São Paulo, segundo Flávio Dino que sempre defendeu que Lula não deveria ter sido preso, agora diz que o ex-presidente tem direito de cumprir a pena no regime semi-aberto.

“O ex-presidente Lula já tem direito ao regime semi-aberto há alguns meses. Aplicação literal do artigo 387, parágrafo 2º, do Código de Processo Penal. Não entendo as razões jurídicas para este óbvio direito lhe ser negado. A lei não é para todos?”, questionou Dino.

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) também se manifestou sobre a decisão da Justiça. “Ex-presidente Lula tem sido vítima de injustiças e graves ilegalidades que o fazem claramente um preso político. Lula tem que ser colocado em liberdade e não transferido para São Paulo”, afirmou.

Foto: Reprodução / Twitter

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Já atacando

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O lançamento precoce de uma pretensão de candidatura ao Palácio do Planalto tem seus frutos bons, que poderão ser colhidos e alimentar o sonho de disputar a Presidência da República. Mas pode ser também uma complicação junto a aliados que acreditam ser a bola da vez para disputar a eleição presidencial.

E foi isto que o ex-governador do Ceará e pretenso (mais uma vez) candidato a presidente da República, Ciro Gomes (PDT), mostrou em relação ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que visitará o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima semana. Sem cerimônia, como de praxe, Ciro Gomes cobrou fidelidade do PCdoB no Maranhão ao PDT, destacando a postura do Partido dos Trabalhadores nas eleições de 2014.

“Um pouco de história: em 2014, Flávio Dino apresentou sua candidatura a governador do Maranhão pela primeira vez. Nós, do PDT, não vacilamos! Apoiamos Flávio Dino na primeira hora. “E o PT?”, escreveu o pedetista.

É Ciro Gomes mostrando que as “ameaças da esquerda” para sua candidatura em 2022 enfrentarão resistência cedo.

A postura do pedetista, claro, não deixará de ter consequências no Maranhão, já que, até o momento, o PDT é um dos maiores aliados do governador Flávio Dino não somente neste governo, mas com compromissos que passam por 2020 – em São Luís, principalmente – e 2022.

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Por enquanto, nenhum pedetista do Maranhão chegou a comentar o que disse Ciro Gomes. A estratégia, bem conhecida, é fingir que nada aconteceu.

De qualquer maneira, o governador Flávio Dino sabe que não terá vida fácil em seu plano de ser presidente da República.

O comunista, claro, já esperava uma reação de Ciro Gomes, que, ao ser contrariado, em 2018, pelo PT, não poupou em nada o ex-presidente Lula de suas ácidas críticas.

Estado Maior

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Pela bênção

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O governador Flávio Dino (PCdoB) embarcará para Curitiba no dia 6 de junho para uma visita ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na ocasião, Dino vai tentar convencer o petista de que reúne as condições necessárias para representar a esquerda do país na eleição de 2022. O objetivo do comunista, portanto, é obter a bênção de Lula para mergulhar de forma decisiva na articulação política nacional para o pleito.

Desde a prisão de Lula, Dino já o visitou na prisão três vezes. Em todas as ocasiões, o ex-juiz criticou o Poder Judiciário pela condenação do petista. Em maio do ano passado, antes do período eleitoral, portanto, Dino provocou polêmica entre os partidos aliados de Lula, ao sugerir que PT, PCdoB e PSOL abrissem mão de suas pré-candidaturas em favor de Ciro Gomes (PDT).

Na ocasião, ele falou na necessidade de se “admitir uma nova agenda”, em decorrência da inviabilidade política de Lula, que já estava preso na sede da Polícia Federal.

Depois do pleito, logo após Jair Bolsonaro (PSL) ter sido eleito presidente, Flávio Dino começou a se colocar como pré-candidato para 2022. O posicionamento do governador voltou a incomodar aliados de Lula em Brasília. Dino então recuou e disse que “estava brincando” ao assegurar pré-candidatura presidencial.

Mesmo assim, ele continua tentando se inserir diariamente nos debates em nível nacional e na discussão de temas que estão em tramitação no Congresso Nacional.

E para não passar a ideia de que se movimenta sem o consentimento de Lula, ele agora tenta a bênção petista. É a chance de que precisa para se consolidar no cenário.

Estado Maior

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Curioso comportamento

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Desde a primeira sentença aplicada pela Justiça Federal contra o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, o governador Flávio Dino tem apontado o dedo contra a magistratura e sugerido falta de isenção e inclinação política dos juízes nos processos.

Foi assim contra Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça; contra o Tribunal Regional Federal da 4 Região (TRF-4), quando confirmou a condenação de primeira instância de forma unânime e mandou o ex-presidente para a prisão; e na última semana, quando o petista foi novamente condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

Dino já chegou a classificar a primeira sentença contra o ex-presidente – proferida por Moro -, de “condenável, incorreta e desastrada”. Ele também afirmou na ocasião – numa entrevista a jornalistas concedida em Boston, em 2018 – que o processo judicial contra o petista estava sendo utilizado para “fins políticos”.

Depois disso, afirmou que Moro não tinha “as mínimas condições para julgar Lula”. Na ocasião da sentença unânime dos desembargadores do TRF-4, o comunista falou em “esoterismo judicial” e tripudiou da análise do processo feita pela Corte.

E na última semana apontou “inovação jurídica” sobre a decisão da juíza Gabriela Hardt, que condenou Lula a mais 12 anos e 11 meses de prisão.

Em todos os casos, uma assanhada arrogância, desrespeito à Justiça e tentativa de constrangimento aos magistrados.

Ex-juiz, Flávio Dino tem tentado, de todas as formas mostrar que há forte influência política dentro da magistratura. Tem sustentado uso político em todos os processos contra o ex-presidente.

Curioso isso, vindo, sobretudo, de um ex-juiz que abraçou a causa política.

Estado Maior

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Segundo turno no Maranhão

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Um forte debate tem dominado as redes sociais e os grupos de troca de mensagens em torno do posicionamento dos candidatos a governador no eventual segundo turno das eleições presidenciais. Ao que pesquisas indicam, devem disputar o segundo turno nacional os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). No Maranhão, caminha-se para um embate entre Flávio Dino (PCdoB) e Roseana Sarney (MDB).

Até pela aliança que tem, natural seria que Flávio Dino se vinculasse ao candidato a presidente pelo PT, Fernando Haddad. Roseana, nesta questão, ficaria com Bolsonaro, certo? Errado.

Até pela postura furta-cor de Flávio Dino – que sempre tentou se beneficiar de tantos quantos presidenciáveis pudesse – a cúpula nacional do PT em geral, e o ex-presidente Lula, em particular, não confiam que o comunista maranhense possa levar Haddad a uma vitória tão inquestionável quanto a de Dilma, dada por Roseana, em 2014.

E o próprio Lula já determinou aos seus auxiliares mais próximos, segundo a revista IstoÉ: “Quero a família na campanha de Haddad”. Roseana, portanto, até pela sua postura e pela relação que mantém com o PT, primeiro em âmbito nacional, depois no Maranhão, pode estar na linha de frente da campanha petista.

Jair Bolsonaro tem na candidatura de Maura Jorge ao Governo do Estado um palanque no Maranhão. Mas independe disso para fazer sua campanha no estado, levada, em grande medida, por militantes da extrema direita, militares e toda sorte de pessoas avessas aos projetos da esquerda – de evangélicos a conservadores, passando por empresários e políticos. E se dará dessa forma o embate de segundo turno no Maranhão.

Estado Maior

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Forçou a barra

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O governador Flávio Dino (PCdoB) inverteu a lógica da campanha eleitoral e da própria política na tentativa de se manter encastelado no Palácio dos Leões. Ele é uma espécie de governador de oposição, que ataca os adversários como se eles estivessem no poder e com a responsabilidade de fazer o que ele não fez. Os ataques aos adversários são uma tentativa de evitar que as eleições maranhenses caminhem para um segundo turno.

Mas o que Dino fez com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou às raias do cinismo e da forçação de barra. Ontem, o comunista divulgou uma carta digitalizada e com uma assinatura de Lula. As suspeitas sobre a carta ficaram claras na mesma hora da publicação pela turba midiática manipulada pelo Palácio. E até o texto parece ser envergonhado no que prega.

Todas as cartas, recados e mensagens feitas por Lula até agora nesta campanha de 2018 – a exemplo da mensagem em que anunciou sua substituição por Fernando Haddad – foram feitas à mão pelo ex-presidente e lidas por companheiros do PT mais próximos. Esses manuscritos estão todos à disposição na mídia que os divulgou.

Por que só a carta a Dino Lula digitou em computador, imprimiu e apôs sua assinatura? E o ex-presidente dispõe de um computador em plena cela da PF onde está, em Curitiba (PR)?

Ainda que a carta tenha sido digitada por um terceiro e levada à leitura de Lula, que a aprovou e assinou, o texto continua sendo apelativo e sob suspeita de que tenha saído da cabeça do ex-presidente. Mais uma mostra do desespero de Flávio Dino, portanto.

Ciro no peito

Há cerca de um mês, Flávio Dino passeava com o presidenciável Ciro Gomes (PDT), usando inclusive adesivo colado ao peito.

Agora, surge com a tal carta de Lula, uma espécie de recado ao povo maranhense, tentativa de pressão emocional.

A tentativa de grudar em Lula é tanta que alguns candidatos comunistas mantêm o nome do ex-presidente nos santinhos distribuídos no interior.

Aécio no peito

Há quatro anos, era com o senador Aécio Neves (PSDB) que Dino passeava de mãos dadas em São Luís.

Ele chegou a usar adesivo do 45 no peito, enquanto o senador mineiro afirmava em palanque ser “alma gêmea” do governador.

Hoje, abatido pelas denúncias de corrupção da Lava Jato, Aécio tenta uma vaga na Câmara Federal e Flávio Dino faz de conta que não o conhece.

Foto: Reprodução/TV Mirante

Estado Maior

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Honorato mostra a cara e carrega o PT

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Por tudo que aconteceu no país nos últimos anos, denúncias e mais denúncias envolvendo o integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) era esperado durante a campanha eleitoral que muitos deixassem de lado o partido e se preocupassem apenas com as suas candidaturas.

Isto de fato ocorre não apenas com o PT, mas com a grande maioria dos partidos políticos.

Mas, especialmente dentro do PT que foi o principal alvo das investigações da Lava Jato se tem um integrante do Partido dos Trabalhadores que não se escondeu em nenhum momento, este chama-se Honorato Fernades, vereador de São Luís e candidato a deputado estadual pela primeira vez.

Muitos até falam de Lula, mas fazem questão de esconder o PT.

Honorato não esconde o PT em sua campanha. Usa vermelho, especialmente a camisa Lula Livre e carrega sempre a bandeira do PT em suas caminhadas.

Política deve ser feita assim. O candidato não deve se esconder de nada e deve deixar claro os seus ideais aos eleitores.

Honorato mostra a cara, sem covardia, medo de não conseguir se eleger e segue fazendo campanha defendendo o PT.

Cabe o eleitor julgar e decidir se ele merece ou não um novo mandato.

É assim que se faz!!!

Foto: Divulgação

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Ministro Fux diz que Lula está inelegível

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Fux, afirmou em decisão desta quarta-feira (1º) que há uma “inelegibilidade chapada” (evidente, notória) na eventual candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O PT fará no próximo sábado (4) convenção confirmação do nome de Lula como candidato a presidente. Depois, o partido terá até 15 de agosto para registrar a candidatura na Justiça Eleitoral. Só após esse período é que partidos, coligações e o Ministério Público podem questionar a candidatura. O TSE tem um rito para julgamento dos registros de candidatura até 17 de setembro, 20 dias antes do primeiro turno da eleição, em 7 de outubro.

Ao rejeitar ação apresentada pelo cidadão Manoel Pereira Machado Neto, que pedia a “imediata declaração de inelegibilidade” de Lula antes mesmo do registro da candidatura. Fux rejeitou a ação por considerar que esse cidadão não tinha legitimidade para o pedido. Mas ressaltou que o entendimento dele, Fux, a respeito do tema é “público e notório”.

“A controvérsia jurídica travada nos autos encontra óbice quanto à análise da questão de fundo em face de vício processual insanável. Isso porque a demanda apresenta um pedido impugnativo ajuizado por um cidadão, despido de legitimidade ativa amparada na lei”, afirmou Fux na decisão.

Leia no G1

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