Roseana Sarney visita mais três municípios

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A ex-governadora Roseana Sarney (MDB), pré-candidata ao governo do Maranhão visitou três municípios maranhenses neste sábado (21).

Acompanhada pelo deputado federal Sarney Filho (PV) e pelo senador Edison Lobão (MDB) que são pré-candidatos ao Senado, Roseana esteve em Presidente Vargas, Vargem Grande e Nina Rodrigues.

A convenção que confirmará a candidatura de Roseana Sarney será no dia 29 de julho, a partir de 9h da manhã, no Espaço Renascença. Estarão na coligação MDB, PV, PSD, PMB e PRP.

Foto Divulgação

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Prefeitura antecipa vacinação em São Luís

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A campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomielite em São Luís inicia-se nesta segunda-feira (23). Por orientação do prefeito Edivaldo, a ação na capital começa 15 dias antes da mobilização nacional. O objetivo é ampliar a cobertura vacinal na cidade, alcançando o público prioritário: crianças de um ano até menores de cinco anos. A campanha é coordenada pelo Ministério da Saúde e a ação nacional será realizada no dia 6 de agosto e se estende até o dia 31, quando também será encerrada na capital.

Na capital, a campanha terá culminância em dois sábados. Dia 4 de agosto será o Dia D Municipal de Vacinação contra as doenças e o dia 18 de agosto, dia de mobilização nacional.

“Vamos nos antecipar para que possamos garantir e reforçar a imunização de todas as crianças que por ventura não estejam com essas vacinas em dia. É importante que os responsáveis compareçam com suas crianças e contribuam para a saúde delas e para que a capital se mantenha livre dessas doenças. É uma campanha importante e a população deve participar”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Lula Fylho.

A Prefeitura de São Luís vai disponibilizar postos e demais unidades de saúde para as ações da campanha, funcionando de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Nos dias ‘D’, os postos abrem das 8h às 17h, para imunizar as crianças das idades determinadas na campanha. A meta de vacinação estipulada pelo Ministério da Saúde para a capital é 95% do público-alvo de 61,7 mil crianças. Há mais de 20 anos não há registro de casos dessas doenças em São Luís.

Totalizam 63 unidades de saúde da rede municipal que disponibilizarão as vacinas, de segunda a sexta-feira. Pessoas com idades até 49 anos também poderão se vacinar contra o sarampo durante a semana, no período da campanha. As estratégias de mobilização na capital são coordenadas pela Superintendência de Vigilância Sanitária e Epidemiológica da Semus.

A vacina é contraindicada em casos de gripe muito forte e febre alta; crianças com imunodeficiência congênita ou adquirida; neoplasia maligna; e que estão em tratamento com uso de corticoides em doses elevadas ou quimioterapia e radioterapia. A campanha prosseguirá até dia 31 de agosto.

Foto: Maurício Alexandre

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Conto de vigário

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É de dar alegria o aquecido momento de publicação de livros de autores maranhenses e sobre o Maranhão. Até mesmo surgiu e pegou uma livraria, a AMEI, que só comercializa estes livros. Já escrevi sobre isso e sobre o serviço que vêm prestando à produção cultural do Maranhão.

Sendo um leitor compulsivo, tenho lido todos os livros que me chegaram às mãos, nesse bendito boom editorial. Muito tem-me ajudado a encontrar essas publicações o nosso Benedito Buzar, grande historiador e autor de alguns livros que hoje já são clássicos. No conjunto de obras, uma grande quantidade de informações sobre o Estado, em especial reflexões sobre a leitura de nossa História.

Como exemplo, li agora um conjunto de estudos universitários sobre o Maranhão em tempos de República: ensaios que abordam temas que vão da política até religião. Notei certa sedução em alguns trabalhos de ser novidade e assimilar contestações, preconceitos e pós-verdades, para usar uma palavra que está em moda. Para exemplo, vejo a construção de teses sobre a fundação da cidade de São Luís por franceses como sendo um movimento associado à burguesia, e o mesmo sobre a consagração do Maranhão como Atenas brasileira, feita no século XIX, quando no Maranhão nasceram e viveram grandes nomes da literatura brasileira, como João Lisboa, Odorico Mendes, Gonçalves Dias, Sousândrade, Gomes de Sousa e muitos outros.

Ora, nada mais claro e óbvio do que a cidade ter sido fundada por franceses, embora não seja uma cidade francesa, mas em tudo portuguesa, para orgulho de todos. Os franceses fixaram o primeiro espaço da cidade e fizeram muito mais, o que ultrapassa todas as outras fundações de cidade e marca o Estado do Maranhão: deixaram dois livros fundamentais, o História da Missão dos Padres Capuchinhos na Ilha do Maranhão, do Padre Claude d’Abeville e o Viagem ao Norte do Brasil feita em 1613 e 1614, de outro capucho, Yves d’Évreux. Estes livros são fontes primárias para o conhecimento dos costumes dos Tupinambás, seus ritos, suas crenças e até de como eles viam e interpretavam o cosmo.O nome da cidade foi dado pelos franceses, o do rei santo, em homenagem ao rei menino. E, sob o signo da Cruz, deixaram para a eternidade, São Luís, em homenagem ao jovem rei da França, Louis XIII, seu descendente. Era tão grande a importância que davam a esse batismo que o Padre Abbeville diz que o rei o seria de três coroas: França, Navarra e Maranhão. São livros que até hoje são objeto de estudos e estão ligados às Histórias do Brasil e da América. Estas obras é que deram renome à cidade, ao descrever toda a aventura de sua fundação, data, cerimônias, feitos. Os franceses não deixaram a arquitetura, mas livros, e estes são para sempre.

O povo maranhense se orgulha da cultura maranhense.

Nada mais justo do que de suas origens. Mas a ideologia, num tempo em que já acabou no mundo, ainda é utilizada. Era a tese do leninismo de destruir tudo, para em cima das ruínas construir a revolução salvadora. Aqui foi o único lugar no mundo em que um governo espalhou outdoors pelo país desmoralizando o Estado, dizendo “MARANHÃO, ESTADO MAIS POBRE DO BRASIL”. Eu mesmo vi um em Brasília e fiquei indignado.

Além do dano que causou e causa até hoje à imagem do Estado, é uma fake news. Atrás da gente, há 11 Estados. Somos o 16º, à frente de Mato Grosso do Sul, localizado no Centro-Sul.

Mas é ser pra-frente fazer politicagem, destruir verdades e dizer que o Maranhão é o mais pobre Estado do Brasil e que não somos a Atenas Brasileira, mas ‘apenas’. Nada de ser fundada por franceses, mas pela oligarquia. Rendeu frutos essa mentira, mas a consequência é que “deu no que deu”: a grande frustação que respira o povo maranhense, enganado no conto do vigário.

Coluna do Sarney

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