Moto vence de novo e decide com o Imperatriz

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O Moto é finalista do Campeonato Maranhense. O time rubro-negro garantiu vaga na final ao vencer novamente o MAC, no Estádio Castelão.

No primeiro jogo, o Moto já havia vencido o MAC por 2 a 1 e podia até perder a partida deste domingo por um gol de diferença, mas deixou a vantagem de lado e foi prá cima do MAC.

Com a nova vitória por 2 a 0, gols de Vitor Salvador, no primeiro tempo e de Paulino nos acréscimos, o Moto vai decidir o título do Campeonato Maranhense contra o Imperatriz que após dois empates com o Sampaio também chegou à final.

O Moto tem a melhor campanha na competição e tem a vantagem de dois resultados iguais e o mando de campo no último jogo em casa. O campeão Maranhense garante vaga na Copa do Nordeste em 2020.

Os jogos entre Imperatriz e Moto serão disputados na quarta-feira (10), no Frei Epifânio D’Abadia e no sábado (13), no Estádio Castelão, em São Luís.

Foto: Igor Leonardo/ Maranhão

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Transformação social silenciosa

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Por Edivaldo Holanda Júnior

O maior patrimônio de uma cidade é o seu povo, e a minha missão, enquanto cidadão e prefeito de São Luís, é proporcionar condições para que todos os ludovicenses se sintam parte integrante desta sociedade. Ainda que a história do país seja estruturada com bases em uma herança de exclusão social, a nossa contínua busca tem sido por cuidar de todas as pessoas, sobretudo as que convivem em uma situação de vulnerabilidade ou necessitam de um olhar especial do poder público. Para isso, temos olhado de maneira muito especial para a rede municipal de proteção social e, consequentemente, transformado milhares de vidas. São histórias de superação, de esperança e de cuidado que me inspiram todos os dias.

Uma dessas histórias de transformação é da Francinara Sousa e dos seus filhos, que conheci há exatos dois anos em visita a Casa de Passagem, uma das nossas unidades de acolhimento para crianças e adolescentes em situação de violação de direito – maus tratos, abusos físicos ou psicológicos -, risco e vulnerabilidade. O pai das crianças morreu e ela, que era usuária de drogas, acabou perdendo a guarda dos seus filhos – um deles, o Miguel, inclusive, tem problemas de saúde que comprometeram o movimento de parte do seu corpo – e foi por meio dos equipamentos da Prefeitura que conseguiu mudar o rumo da família. Ela foi atendida no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) e os filhos acolhidos na Casa de Passagem. Depois de um longo trabalho de recuperação, ela conseguiu dar um novo rumo para a sua vida: se livrou das drogas, recuperou a guarda das crianças e agora mora em um apartamento do Minha Casa, Minha Vida, que recebeu após ser incluída pela Prefeitura de São Luís no programa. Tambem foi inserida no mercado de trabalho e, hoje, presta serviço na Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas). Fran, como é conhecida entre todos da nossa rede que a acompanham, resgatou o amor pela sua vida e pela dos seus filhos, e não há nada mais confortante do que poder ver a alegria de uma família.

 Assim como na história dela, milhares de outras pessoas conseguiram a assistência que necessitavam para deixarem a situação à margem da sociedade. Isso só é possível por causa dos contínuos investimentos que temos feito na área, um legado da nossa gestão. Atualmente, a Prefeitura de São Luís mantém 20 Centros de Referência e Assistência Social (Cras), três Centros do Serviço de Convivência, cinco Centros de Referência Especializada de Assistência Social (Creas), dois Centros de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), cinco Casas Abrigo e dois Centros Especializados para Pessoa com Deficiência, os Centros-Dia Adulto e Infantil. Ainda somos responsáveis por dez conselhos tutelares, número que nos coloca em um seleto grupo de cidades brasileiras que cumprem a resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que estabelece o funcionamento de um conselho tutelar para cada 100 mil habitantes.

O que antes era apenas pontual, como as vagas de acolhimento que ampliamos de 90, em 2013, para quase 400, em 2018, ou número de famílias acompanhadas, que passou de 2,6 em 2014 para cerca de 8,1, em 2017, agora é uma rede de assistência social que é eficaz e funciona como nunca antes nesta cidade, que oferece todos os passos de que o cidadão precisa para completar o ciclo de atenção, apoio e oportunidade. O que já existia, nós ampliamos, o que existia e não estava em funcionamento, como o Circo Escola, nós reativamos, e o que nem existia, nós criamos. E os avanços continuam chegando. Autorizei na sexta-feira (5) a convocação de todos os 52 aprovados no concurso da Semcas, o segundo da história da cidade. O chamamento será publicado nos próximos dias e reforça a área socioassistencial como uma das prioridades da gestão. É parte do nosso compromisso para a garantia de direitos, a redução das desigualdades e a construção de uma sociedade mais justa.

A trajetória de conquistas da assistência social da capital maranhense, porém, é mais do que números, dados, estatísticas. É o olhar humano que não apenas o poder público deve ter, mas todos os cidadãos. É ajudar quem precisa, é dar oportunidade para essas pessoas e entender as fragilidades e dificuldades que cada uma enfrenta. Um ato de solidariedade, carinho, atenção pode transformar uma vida, e enquanto eu estiver ocupando este cargo como representante do povo da minha cidade, é isso que farei: representá-lo, seja qual for a sua história, a sua origem, a sua situação social. Esta obra invisível para muitos é a que mais me orgulha: transformar a vidas das pessoas.

*Edivaldo Holanda Júnior é prefeito de São Luís

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Pedro Fernandes admite disputar Prefeitura de Arame

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O ex-deputado federal e suplente da senadora Eliziane Gama (PPS), Pedro Fernandes (PTB), admitiu neste fim de semana voltar a ser testado nas urnas, dessa vez em uma disputa municipal.

Pedro Fernandes, pai do deputado federal Pedro Lucas (PTB), já trabalha politicamente em Arame há um certo tempo e desde o ano passado, tem tido seu nome ventilado para a disputa pela Prefeitura Municipal.

No entanto, Pedro Fernandes ainda não havia se posicionado sobre o assunto, mas o fez neste fim de semana, acenando com a possibilidade de entrar na disputa do ano que vem.

“Conversei com lideranças políticas do Arame sobre essa possibilidade. Antes das eleições de 2018, alguém já havia sugerido meu nome e eu cheguei a dizer, ‘olha que eu topo’. Agora o assunto voltou e voltou com mais força. O que penso é que temos que fazer um grupo, com compromissos pelo Arame e o melhor nome seria o candidato. Se eu reunir essa condição não me furtarei, pois o Arame merece uma administração que melhore a condição de vida da população”, afirmou Pedro Fernandes.

Agora é aguardar e conferir, mas é inegavelmente um bom nome e que poderia ajudar muito a cidade de Arame.

Blog do Jorge Aragão

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Precisamos falar sobre o Centro Histórico

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Sou um apaixonado pelos casarões, ruas e becos do Centro Histórico. Acredito que apenas a cooperação entre os governos estadual, federal, municipal, iniciativa privada, entidades de classe, ONGs, imprensa, institutos de ensino, órgãos internacionais, enfim, a sociedade civil organizada, poderá iniciar um verdadeiro processo de transformação do Centro da cidade, necessário para a revitalização deste tesouro maranhense.

Infelizmente, temos visto a degradação tanto material quanto humana desse bairro; estruturas seculares se acabando com o tempo e o crack, a violência e a miséria acabando com a vida de muitas pessoas. Ainda que bem-intencionado, o poder público, por si só, não conseguirá dar sustentabilidade ao Centro Histórico. É necessária a presença ativa e vibrante da iniciativa privada para que haja o interesse em preservar o espaço, investir e cobrar com mais ênfase os serviços públicos e de manutenção.

Para fazer a roda da economia girar é preciso agregar valor ao mercado local. Além do comércio tradicional da Rua Grande e suas imediações, complementado com a oferta de artesanato e serviço de bares, restaurantes e hotelaria predominantes na área, é necessário investir em outras atividades que tenham viabilidade econômica e que promovam a circulação de pessoas e valores de forma constante e permanente.

Entre outros setores importantes da economia, considero que a cultura e as atividades ligadas a chamada Economia Criativa são a grande vocação do Estado do Maranhão. Destacamos, em nosso caso, gastronomia, artesanato, cinema e vídeo, artes cênicas, literatura, música, dança, entre outras. Todas com forte componente cultural e às quais a atividade econômica e empresarial consegue aderir de forma positiva e organizada. Além disso, devemos incentivar o setor de tecnologia, como por exemplo a criação de softwares voltados às atividades ligadas a Economia Criativa.

Segundo a antropóloga Cláudia Leitão, ex-Secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, “Temos que promover uma ocupação de prédios históricos que seja inclusiva e que gere riqueza”, e, ainda, referindo-se especificamente a São Luis, “O Maranhão precisa tornar a diversidade um ativo para a sua economia. Precisa ir muito além do título de Patrimônio da Humanidade”.

Assim, a sustentabilidade econômica do Centro Histórico aconteceria com a inserção dos elementos culturais que marcam a nossa singularidade, tais como danças e manifestações folclóricas, música, teatro, literatura, cinema, gastronomia, artesanato, renda, enfim, toda a diversidade que tanto caracteriza nosso povo.

Este projeto representaria a ocupação diferenciada dos imóveis e áreas recuperadas com atividades permanentes às quais se agregariam outras, patrocinadas pelas Instituições de Ensino Superior, mesclando tecnológica, inovação, tradição e artes. O comércio tradicional permaneceria importante para a sustentação de um modelo diferenciado e criativo para o Centro Histórico de São Luís e o turismo se intensificaria como consequência do renascimento da região.

Essa ocupação, mais democrática e com maior participação de agentes econômicos, culturais, acadêmicos e políticos comprometidos com uma nova proposta, somente pode se concretizar com a atuação de cidadãos e gestores públicos cientes de suas responsabilidades e com a visão empreendedora necessária a projetos sustentáveis. A solução para o Centro Histórico de São Luís é cooperação e empreendedorismo.

No próximo artigo, analisarei como o poder público atrapalha o desenvolvimento do Centro Histórico.

*Adriano Sarney é deputado Estadual, economista com pós-graduação pela Université Paris (Sorbonne, França) e em Gestão pela Universidade Harvard

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Pedro Lucas participa de inaugurações em Jenipapo

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Na última sexta-feira (5), o líder do PTB na Câmara, deputado federal Pedro Lucas, participou da inauguração de três Unidades Básicas de Saúde (UBS) no município de Jenipapo dos Vieira, no Maranhão. Todos os investimentos são fruto de emendas parlamentares do ex-deputado federal Pedro Fernandes.

Em Jenipapo dos Vieiras, ao lado do prefeito Moisés Verdura (PTB) e vereadores, Pedro Lucas participou da inauguração da UBS Magnólia Araújo Nascimento, no povoado Santa Maria; UBS Cacique Iraci Amorim Soares, na Aldeia Santa Maria; UBS Paulo Raimundo da Conceição, no povoado Santa Luzia; e da entrega de uma frota de quatro veículos, entre eles, uma ambulância, que serão usados pelo Programa da Saúde, fortalecendo e ampliando a rede de saúde do município e o atendimento aos cidadãos.

“Estou muito feliz em presenciar o resultado do trabalho do pai e em saber que todos os investimentos vão melhorar a vida da nossa população. Tenham certeza que continuarei o seu legado com muito trabalho em prol do povo maranhense”, disse Pedro Lucas.

Foto: Divulgação

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Reforma ou caos?

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Por José Sarney

Depois que me afastei da vida partidária e do Congresso Nacional (em 2014), gradativamente as informações sobre os bastidores da política foram escasseando, e previsões e análises corretas sobre partidos e pessoas, sem vivência e convivência diária, é impossível. Por isso tenho recusado dar entrevistas e afastei-me do noticiário político. Mas isso não afasta o meu sentimento de preocupação, o meu estado de atenção e, mais do que tudo, o meu amor pelo nosso País.

Fui o primeiro a dizer, ainda no período de meu mandato presidencial, com tantos desafios, que o Brasil era maior do que todos os problemas. Vencerá todos e, cada vez mais, será uma grande Nação, como antevia José Bonifácio, o Patriarca, o Fundador, nos primórdios da Independência — que está perto de completar 200 anos: 2022.

Assim, meio fugindo a polêmicas, que não devo mais cultivar, nem, como dizem os amantes do futebol, entrar em bola dividida, quando me perguntam como vejo a situação nacional, digo, como exemplo, que me imagino na Londres do século XIX, num dia de inverno, em pleno fog, a garoa profunda impedindo que se veja um palmo diante dos olhos: não se vê nada, tudo está encoberto, e nem os batentes das calçadas aparecem.

Mas o contorno da grande cidade não some, e o fog não atinge a alma, nem cobre a consciência. E vivemos um paradoxo: o que é invisível se vê, e o que é visível desaparece.

Sempre no Brasil se falou em reforma. Agora é a vez da Previdência, e todas as fichas estão jogadas nela.

Lembro-me que a primeira grande batalha com a palavra reforma foi com Nabuco de Araújo, pai de Joaquim Nabuco, conselheiro do Império e Senador, quando, no Club da Reforma, lançou o slogan, para nós, brasileiros, novo, de “Reforma ou Revolução“. Teríamos de fazer a reforma da Monarquia, se não viria a revolução.

Hoje, graças a Deus, não se fala mais no dilema da “revolução”.

E a reforma sempre esteve na pauta da política. Às vezes com temas isolados, a agrária, a do Judiciário, a do Legislativo, a da Administração, e tantas outras.

Para recordar que algumas vêm de longe, também no Império o Conselheiro Saraiva passou a vida dedicado à Reforma Eleitoral, que foi feita, mas sempre se precisa fazer uma nova. Sem falar na reforma política, a mais necessária de todas.

Jango tanto falou em reformas que inventou um conjunto delas, as Reformas de Base, e caiu afogado nelas.

Eu também passei a vida falando em reformas e defendendo reformas: eleitoral, política, administrativa e do regime, até que terminei reformado pela idade.

Quando cheguei ao Senado, estava no tempo de ebulição de reformas. Eu era um dos reformistas. Milton Campos pôs a mão no meu ombro e disse, com seu ar sábio e profético: “Sarney, quando as reformas forem feitas, não precisaremos mais de reformas.”

Mas não podemos esquecer que a Reforma da Previdência é uma reforma necessária mesmo. Nada de nova Previdência. É a reforma possível, como disse Bolsonaro. E nada de “ou ela ou o caos”.

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