Deputado Edilázio Júnior se solidariza a Sarney

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Deputado Edilázio Júnior (PV)

Deputado Edilázio Júnior (PV)

O deputado estadual Edilázio Júnior (PV), primeiro secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, repudiou na sessão de hoje o pedido de prisão feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF), contra o ex-presidente da República José Sarney (PMDB).

Edilázio se solidarizou a Sarney – que também é membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) -, e classificou de constrangedor o pedido formulado por Janot.

“O pedido do procurador-geral da República deixou todos estarrecidos, tanto no Congresso Nacional, quanto a sociedade em todo o país. Esse pedido de prisão domiciliar com uso de tornozeleira foi feito para jogar na mídia, para jogar para o público, até porque todos nós sabemos que o presidente Sarney com o estado de idade avançada que tem, quase 90 anos de idade, as debilitações que tem de saúde, não há como, de forma alguma, obstruir investigações, inclusive a Lava Jato”, disse.

Ele enfatizou que o pedido provocou repercussão negativa a Janot em todas as instâncias de Poder, e falou do prestígio político e social do ex-presidente da República, do Senado Federal e do Congresso Nacional.

“Estamos falando do presidente Sarney, que foi o maior governador que o estado do Maranhão há teve. Um homem que tem 60 anos de vida pública com uma conduta ilibada. Sessenta anos sem uma improbidade. Um homem que foi deputado federal, governador do estado, presidente do Congresso Nacional por quatro mandatos e presidente da República sem nunca ter sido citado em algum processo de corrupção”, completou.

Edilázio manifestou apoio ao peemedebista e criticou o tratamento – com algumas medidas até extremas -, que tem sido dado à classe política no país.

“Quero deixar aqui a minha solidariedade ao presidente Sarney, que todos nós aqui conhecemos, sabemos do caráter, a pessoa amável e correta que é, sabemos de sua seriedade no trato com o bem público. Nós não podemos aceitar a forma como nós, parlamentares, políticos, estamos sendo tratados”, finalizou.

Texto – Zeca Soares

Foto: JR Lisboa/Agência AL

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Ribamar Fiquene S.O.S educação: diretor do ensino médio decreta apenas três dias de aulas por semana

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PROFESSOR VILMAR RODRIGUESRIBAMAR FIQUENE – Diretor de escola do ensino médio em Ribamar Fiquene diz que não tem professores e por isso decreta o fim dos cinco dias letivos no ensino médio público, sem que o governo do estado acione qualquer deliberação para garantir maior assiduidade dos estudantes.

Chegando o mês de junho, período em que deverão ser realizadas as provas do semestre do ano letivo 2016, em dias que antecedem as férias de julho na rede de ensino estadual, o diretor do U.E.M (que funciona em horário noturno no prédio da Escola Municipal Henrique de La Rocque), Vilmar Rodrigues encaminhou proposta e já determinou que o ensino médio em Ribamar Fiquene tenha na semana, apenas três dias de aulas; segunda, terça e quarta-feira. Alega que tomou a medida pela falta de 10 professores, para completar o corpo docente do ensino médio no município.

– À medida que passou a vigorar quinta-feira (2), é ilegal e imoral. Fere o princípio da legalidade e do direito, quanto ao que recomenda a Lei de Diretrizes Básicas da Educação (LDB) que delibera a carga horária de 200 dias letivos para o efetivo cumprimento da grade curricular do 1º, 2º e 3º ano do ensino médio tanto na rede pública quanto para as instituições da rede de ensino privado.

Estudantes afirmam que até o início desse mês algumas disciplinas ainda não haviam começado por falta de professores. É a primeira vez que o problema se agrava de forma insustentável.

Na noite de quinta-feira (2), o diretor Vilmar Rodrigues declarou para uma plateia de mais de 60 pais e/ou responsáveis de estudantes do ensino médio de Ribamar Fiquene, que não tem professores suficientes para atender a demanda. Faltam 10 professores para completar o corpo docente de modo a que, na Unidade de Ensino Médio sejam aplicadas todas as disciplinas da grade curricular. Disse ainda, que o governo do estado não contratou e não sinalizou para contratar novos professores este ano, o que inviabiliza que os alunos tenham o tempo hora/aulas completadas nos cinco dias da semana.

Os pais de alunos do 1º, 2º e 3º ano do ensino médio em Ribamar Fiquene não gostaram da declaração feita pelo diretor da escola, Vilmar Rodrigues, tampouco da proposta de três dias de aulas por semana no decorrer do ano letivo. Diante do que foi colocado como única solução do momento, poderá surgir à onda de protestos de estudantes apoiados pela sociedade que ignoram as medidas da Secretaria de Estado da Educação, inclusive cobram a presença de professores na sala de aula, já!

Vicente Guimarães que durante a reunião ficou impedido de se pronunciar, disse que os estudantes e os pais reclamam, que a falta de professores é o mesmo problema ocorreu ano passado. “Não foi cumprido o planejamento do programa com as diversas disciplinas, exemplo:  Matemática, Português, Geografia, Inglês, Literatura, Biologia, Química, História e etc”, concluiu.

A escola em Ribamar Fiquene a maioria é formada por alunos na faixa etária entre 13 e 18 anos, cursando entre o 1ª e 3ª ano do ensino médio, em apenas um turno noturno. Observa-se neste caso, outra ilegalidade com menores de 13 a 15 anos estudando à noite, o que contraria o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), na – Escola Municipal Henrique de La Rocque – do município e é cedida ao governo estado -. É evidente que para quem não quer estudar a medida adotada é recebida com euforia. Contudo, para os alunos que levam os estudos a sério, a causa é de tristeza e revolta.

Nessa sexta-feira (03), o fato foi levado ao conhecimento dos deputados estaduais Léo Cunha (PSC), Marco Aurélio (PCdoB), Valéria Macedo (PDT), Edilázio Júnior (PV), Andrea Murad (PMDB), deputado federal Hildo Rocha, para que intercedam em favor dos estudantes de Ribamar Fiquene, com base no que declarou e impôs a medida o diretor da U.E.M, Vilmar Rodrigues, que alega que a escola não tem o número de professores suficiente, situação não resolvida pelo secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, enquanto que os alunos são os mais prejudicados porque não terão completos os dias letivos e as aulas normais.

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