Hildo aprova emendas em favor da Funai e do Iphan

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A Medida Provisória 870/2019, que propõe nova estrutura administrativa do poder executivo, foi aprovada nesta quinta-feira (9) pela comissão mista especial constituída para analisar a proposta. Três emendas de autoria do deputado federal Hildo Rocha (MDB-MA), que é membro do colegiado, foram incorporadas ao texto do relator, senador Fernando Bezerra, e aprovadas pela comissão. (Clique aqui e veja o vídeo).

“Na verdade, essa Medida Provisória 870/2019 precisa de ajustes e melhorias. Assim sendo, cabe ao Congresso Nacional aprimorá-la. Com essa finalidade, apresentei inúmeras emendas. Dentre elas, três foram aprovadas e incorporadas ao texto do relator que será debatido nos plenários da Câmara e do Senado. Sinto-me gratificado por ter tido a oportunidade de contribuir para o aprimoramento dessa medida que promoveu grandes alterações na estrutura dos Ministérios e órgãos da administração federal”, declarou Hildo Rocha.

Funai

O texto original da MP 870/2019 fez um esquartejamento da Funai. O órgão ficou subordinado ao Ministério da Mulher e Direitos Humanos, mas a demarcação de terras indígenas foi atribuída ao Ministério da Agricultura. A emenda de autoria do deputado Hildo Rocha devolve à Funai a missão de fazer demarcações de terras e recoloca o órgão na estrutura do Ministério da Justiça e Cidadania, pasta comandada pelo ministro Sérgio Moro.

“Não faz sentido manter a Funai esquartejada e enfraquecida, conforme estabelece a MP 870/2019, isso é um grande equívoco.  A realidade dos povos indígenas impõe a necessidade de se manter no Ministério da Justiça. Além dessa questão, há décadas a Funai está atrelada a esse ministério. Isso gerou expertise, gerou competências que nenhum outro órgão do governo federal tem, acerca da proteção aos direitos dos povos indígenas no nosso país”, enfatizou Hildo Rocha.

Os argumentos do deputado Hildo Rocha foram aceitos pela maioria dos parlamentares federais e a emenda foi incorporada ao projeto de lei de conversão da MP 870.

Iphan

A emenda 22 aprimora o conjunto de competências do Ministério da Cidadania que foi criado a partir da fusão dos ministérios da Cultura, do Esporte e do Desenvolvimento Social. A definição das atribuições do Ministério da Cidadania, deixa um vazio conceitual e legal porque não define com clareza de que forma a pasta deve realizar as ações de proteção do patrimônio histórico, artístico e cultural atividades de competência do Iphan. A emenda do deputado Hildo Rocha corrige a falha do texto e mantém em funcionamento o Iphan.

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Cleomar Tema vai a Brasília lutar por emendas

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O presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), Cleomar Tema, embarca na manhã desta segunda-feira (30), para Brasília, para fazer um périplo pelos gabinetes dos congressistas maranhenses, no intuito de que em 2019, seja destinado um total de R$ 169 milhões de emendas parlamentares de bancada à saúde dos municípios.

Foi um compromisso firmado no ano passado na presença de vários prefeitos pela bancada maranhense, e que não foi concretizado em sua integralidade, em virtude da mudança de posicionamento de alguns deputados e senadores que decidiram liberar de última hora R$ 70 milhões via governo estadual, enquanto os outros R$ 90 milhões foram liberados através da Codevasf.

Pelo acordo do ano passado, os R$ 70 milhões repassados via Governo do Estado foram integralmente destinados à Saúde.

Já os R$ 90 milhões da Codevasf foram aplicados em ações voltadas ao fortalecimento da capacidade produtiva dos municípios, como a construção e recuperação de estradas, implantação e distribuição rural de energia, e aquisição de equipamentos agrícolas.

“Apesar de não ter sido destinado somente para a área da saúde como havia sido acordado, a outra parte da emenda de bancada acabou chegando aos municípios maranhenses através das ações da Codevasf, cumprindo em parte o compromisso com os prefeitos. O que queremos para o ano de 2019 é a destinação dos R$ 169 milhões somente para a área da saúde dos municípios que precisam do aporte desse recurso”, diz Cleomar Tema.

De acordo com o presidente da Famem, o objetivo é abrir um canal de diálogo com o governo federal, visando, estabelecer  uma maneira administrativa, e com o apoio da Rede de Controle, fazer com que tais recursos sejam liberados diretamente  aos municípios.

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Sarney Filho continuará trabalho pelo MA no Senado

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O candidato ao senado José Sarney Filho (PV) foi o entrevistado desta segunda-feira (3), na Rádio Mirante AM, pelo jornalista Roberto Fernandes.

Sarney Filho foi ministro do Meio Ambiente por duas vezes e está no seu nono mandato como deputado federal pelo Maranhão. Ele ressaltou o seu trabalho como parlamentar e disse que se eleito para o Senado pretende intensificar o seu trabalho pelo Maranhão.

“Ao longo dos meus mandatos na Câmara Federal, fiz muito mesmo pelo Maranhão. Não tem praticamente nenhum município do Maranhão que não tenha uma obra oriunda de emendas parlamentares minhas. Durante todos esses anos lutei para trazer recursos para o estado. Quando fui presidente da Comissão Mista de Orçamento do Congresso, eu mandei mais recursos para o nosso estado aumentando o índice de repasse. E durante esses anos todos, eu tenho uma ficha ‘limpíssima’. Não é motivo para se comemorar, mas dentro deste quadro nacional, é motivo pra gente registrar”, disse.

Há 20 anos no Partido Verde, Sarney Filho disse que pretende continuar trabalhando em defesa dos rios maranhenses e brasileiros. E destacou ações desenvolvida em, prol de vários municípios maranhenses;

Estive em Penalva e vi o cais, que foi feito com uma emenda minha. Vi a barragem dentro do campo, que garantiu água ao município. Barragens como esta, fiz em mais de seis localidades da Baixada Maranhense. Sobre o cais, certamente fiz mais de sete em municípios que tinham esta necessidade. Fui a Chapadinha e lá, o aterro sanitário foi feito com emenda minha. Como ministro, em São Luís, a Lagoa da Jansen, mandei recursos para o governo do estado à época que Roseana era a governadora. Em Imperatriz, enviamos R$ 20 milhões para Imperatriz para o aterro sanitário, e esta é a segunda vez que envio recursos para esta finalidade para a cidade. Falo isto pra mostrar que estamos em Brasília trabalhando para trazer recursos para o Maranhão.

O candidato ressaltou que durante a campanha eleitoral pediu licença do seu cargo politico e que não está recebendo salário como deputado.

“Durante esse mês de campanha tirei licença e não estou recebendo salário. E nenhum funcionário meu está servindo no gabinete, todos foram demitidos. Estou sem ajuda de custo e sem ajuda de gabinete. Eu não confundo as coisas durante campanha eleitoral.”

Nesta Terça-feira (4), o entrevistado será o candidato ao Senado Weverton Rocha (PDT). Veja a ordem das entrevistas:

Terça-feira (04/09) – Weverton Rocha (PDT)
Quarta-feira (05/09) – Preta Lú (PSTU)
Quinta-feira (06/09) – Eliziane Gama (PPS)
Segunda-feira (10/09) – Samuel Campelo (PSL)
Terça-feira (11/09) – Edison Lobão (MDB)

Foto: Zeca Soares

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Desfalque é maior

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É maior do que os R$ 12 milhões anunciados no fim de semana o desfalque para a Saúde de municípios maranhenses a partir do veto do governador Flávio Dino (PCdoB) a emendas de deputados estaduais da oposição para esse setor.

Ao divulgar o valor inicial, O Estado fez a ressalva de que ele se referia aos últimos dois anos e apenas às emendas dos parlamentares que haviam respondido a uma consulta durante a semana: Adriano Sarney (PV), Andrea Murad (PMDB), Edilázio Júnior (PV), Eduardo Braide (PMN) e Sousa Neto (Pros).

Após a publicação, outros deputados entraram em contato e confirmaram que também tiveram emendas para a Saúde não liberada pelo comunista.

O deputado César Pires (PEN), por exemplo, cita emendas no valor de R$ 500 mil; Graça Paz (PDT), de R$ 700 mil. E há, ainda, uma emenda de R$ 100 mil de Adriano Sarney para o Hospital do Câncer Aldenora Bello não incluída na relação original.

Já o deputado Wellington do Curso (PP) afirma que destinou R$ 1,2 milhão para ações na área da saúde do Maranhão em 2017.

Assim, o valor sobe de pouco mais de R$ 12 milhões, para quase R$ 15 milhões. Recursos que poderiam ser empregados na saúde do maranhense. Mas que foram vetados pelo Palácio dos Leões.

Estado Maior

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Flávio Dino vetou R$ 12 milhões para Saúde

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Envolvido em uma polêmica depois de acusar a bancada maranhense no Senado de manobrar para não enviar aos municípios do Maranhão recursos da ordem de R$ 160 milhões referentes às emendas de bancada, o governador Flávio Dino (PCdoB) foi duramente criticado por parlamentares em todos os níveis.

Na quinta-feira, 19, o comunista foi às redes sociais reclamar dos senadores Edison Lobão (PMDB), João Alberto (PMDB) e Roberto Rocha (PSB). Disse o governador que os representantes do Maranhão se recusaram a cumprir um acordo que garantiria que a totalidade dos recursos seria destinada ao Governo do Maranhão, para então ser reencaminhada às prefeituras – para investimentos na área da Saúde.

Ainda segundo o chefe do Executivo estadual, os senadores querem que metade do valor seja destinado segundo a conveniência de cada um dos parlamentares.

“Um absurdo que uma parte da bancada federal negue uma emenda parlamentar e prejudique a saúde dos municípios, supostamente para me atingir”, escreveu.

A postura de Flávio Dino gerou rápida reação dos três senadores – todos criticando a tentativa de ingerência do governador em questões que dizem respeito exclusivamente à bancada. Apesar da insurgência do comunista, o Estado ficou mesmo só com R$ 70 milhões dessas emendas de bancada – os outros R$ 90 milhões chegarão aos municípios via Codevasf.

Além disso, deputados que fazem oposição ao governo na Assembleia Legislativa argumentaram que o comunista não tem legitimidade para reclamar da destinação de emendas, quando ele próprio não libera aquelas apresentadas pelos oposicionistas pelo que consideram revanchismo político.

Levantamento de O Estado aponta que os deputados têm razão. Cada um deles tem, atualmente, direito a indicar até R$ 3,5 milhões em emendas ao Orçamento – esse valor era de R$ 3,150 milhões em 2015 e 2016.

Em 2017, no entanto, o governador já deixou de destinar mais de R$ 7 milhões para a Saúde de municípios maranhenses ao não liberar emendas de pelo menos cinco deputados de oposição. O comunista vetou integralmente as indicações dos deputados Adriano Sarney (PV), Andrea Murad (PMDB), Edilázio Júnior (PV), Sousa Neto (Pros) e Eduardo Braide (PMN).

Num dos casos de maior destaque recentemente, Dino foi alvo de fortes criticas por não liberar mais de R$ 1 milhão à Fundação Antônio Jorge Dino, mantenedora do Hospital do Câncer Aldenora Bello. Para a unidade, foram destinadas emendas de Andrea Murad (R$ 200 mil), Edilázio Júnior (R$ 200 mil) e Eduardo Braide (R$ 700 mil).

“Desde 2011, destino todos os anos uma emenda parlamentar para o Hospital Aldenora Bello. Mas este ano, por uma questão política, de mero capricho do governador do Estado, o Aldenora Bello não poderá comprar um novo mamógrafo digital porque, simplesmente, ele não liberou a emenda”, destacou Braide, em discurso na Assembleia durante a semana. O governador nunca se manifestou sobre o caso.

Para o deputado Adriano Sarney, Flávio Dino reforça, a cada novo ato ou declaração, sua imagem de gestor incoerente e pouco afeito à solução democrática de conflitos. “A verdade é que o governador Flávio Dino seue agindo como se fosse um juiz, que detém o poder de definir os destinos de outros com uma canetada só. Não é. Ele é um representante do povo que o elegeu e deve agir como tal, debatendo, discutindo, não agredindo adversários. Ainda mais quando cobra dos outros uma postura que ele próprio não tem”, ressaltou.

Ao comentar o assunto, também por meio das redes, a deputada Andrea Murad endossou as críticas dos colegas. Ela classificou de “incoerente” a atitude do chefe do Executivo, que cobra de senadores uma postura, quando procede de forma totalmente inversa.

“Nunca liberou uma emenda para os deputados da oposição porque não se submetem a comer milho na sua mão. Muito cara de pau e incoerente como sempre se comportou durante todo o seu mandato”, declarou.

Menos recursos

Se levado em conta o ano de 2016, a Saúde municipal do Maranhão deixou de receber ainda mais dinheiro. Apenas dos deputados que responderam à consulta de O Estado, o governador Flávio Dino deixou de liberar outros R$ 4,9 milhões em emendas para o setor no ano passado.

As emendas vetadas em 2017*

Adriano Sarney – R$ 1,3 milhão

Edilázio Júnior (PV) – R$ 500 mil

Sousa Neto (Pros) – R$ 3,35 milhões

Andrea Murad (PMDB ) – R$ 1,2 milhão

Eduardo Braide – R$ 700 mil

*Apenas valores destinados à Saúde

O Estado

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Aqui se faz, aqui se paga

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O governador Flávio Dino (PCdoB) foi às redes sociais na manhã de ontem para reclamar dos senadores Edison Lobão (PMDB), João Alberto (PMDB) e Roberto Rocha (PSB). Ele acusa os três senadores de se recusarem a cumprir um acordo que garantiria R$ 160 milhões em emendas para municípios maranhenses. O comunista diz que os parlamentares também exigem que metade desses recursos seja encaminhada aos municípios de sua indicação.

Para Dino, os senadores agem assim para prejudicá-lo. Tolice do governador comunista. É óbvio que, sendo os autores das emendas, João Alberto, Lobão e Roberto Rocha vão encaminhá-las, naturalmente, às suas bases eleitorais, aos prefeitos aos quais são mais ligados. E nada há de errado nisso, a não ser o cumprimento do acordo, se tiverem mesmo firmado.

Além do mais, Flávio Dino é o único maranhense que não pode reclamar de questões relativas a emendas parlamentares. Qualquer maranhense poderia reclamar, menos ele.

O governador que vai às redes sociais reclamar que senadores não querem destinar emendas impositivas à saúde dos municípios – e os acusa de fazer isso por revanchismo político – é o mesmo que se nega a liberar emendas dos deputados Eduardo Braide (PMN), Edilázio Júnior (PV) e Graça Paz (PSL) para o Hospital do Câncer Aldenora Bello.

E o faz por puro revanchismo político, já que todos esses parlamentares têm posicionamento crítico em relação ao seu governo. Ele também tem articulado sua bancada para impedir que um projeto do deputado César Pires (DEM), que torna impositiva as emendas no Maranhão seja votado.

Portanto, se existe no Maranhão alguém que não pode reclamar de quem não libera emendas, essa pessoa é o governador.

Coluna Estado Maior

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Flávio Dino e as emendas parlamentares

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Por Andrea Murad

Flávio Dino é muito hilário ao afirmar nas redes sociais que ele se “comprometeu publicamente” em repassar 100% dos recursos das emendas dos parlamentares federais do Maranhão para a área da saúde aos municípios, como se a palavra dele valesse alguma coisa e os deputados e senadores precisassem de um intermediário quando podem passar diretamente aos prefeitos esses recursos. Aqui no Maranhão, o governador discrimina os deputados de oposição mas reclama dos federais de oposição por não indicarem emendas para o seu governo. Homem de duas caras esse governador.

Nunca liberou uma emenda para os deputados da oposição porque não se submetem a comer milho na sua mão. Muito cara de pau e incoerente como sempre se comportou durante todo o seu mandato. Desde quando assumiu o posto de governador, quando todos esperavam por uma expressiva mudança, Flávio Dino vem lutando para manter os deputados debaixo de suas rédeas e sempre impedindo que a PEC das emendas impositivas fosse aprovada, como está acontecendo mais uma vez na Assembleia Legislativa do Maranhão.

No Congresso Nacional, as emendas já são impositivas. Os deputados federais e os senadores têm o direito de destinar pra onde considerarem ser prioridade para suas regiões. E ainda assim, Dino também quer se apossar das emendas dos deputados federais e senadores de oposição pra gastar na sua campanha de reeleição. Devia ter vergonha e coerência. Aqui nunca pagou emendas dos deputados de oposição e agora, pasmem, as do deputado Eduardo Braide — que sempre foram liberadas porque o apoiava —, agora que está na oposição, o governador proibiu a liberação. E Flávio Dino nem se importa que uma das emendas todos os anos é destinada para o hospital do câncer Aldenora Belo. Ele não tem pena de ninguém. É um monstro esse Flávio Dino.

E se a bancada federal não ajuda os municípios, é por culpa de Dino. Hipócrita, perseguidor e dissimulado. Fora Dino.

*Andrea Murad é deputada estadual

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Política de retaliação

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FlavioDIno

O governador Flávio Dino (PCdoB) reagiu aos deputados que votaram de forma favorável ao requerimento de autoria de Adriano Sarney (PV) que solicitava a presença da Força Nacional no estado – matéria que desgastou a imagem do Governo -, e à bancada de oposição no Legislativo Estadual, e não pagou as emendas parlamentares já previstas em orçamento.

Ficaram sem as emendas parlamentares, os deputados Wellington do Curso (PPS), Cabo Campos (PP), Zé Inácio (PT) e Júnior Verde (PRB), todos da base do Governo na Assembleia Legislativa, além dos oposicionistas Andrea Murad (PMDB), Sousa Neto (PTN), Edilázio Júnior (PV) e Adriano. Nina Melo (PMDB), que votou pela vinda da Força Nacional para o Maranhão, também não recebeu as emendas parlamentares.

Para Adriano Sarney, a retaliação do governador Flávio Dino aos parlamentares vai de encontro ao discurso defendido por ele durante a campanha eleitoral de 2014. “Em qualquer democracia do mundo os representantes da população têm autonomia para expressar as suas convicções e defender os interesses de seu público no parlamento. No Maranhão não é assim. O governador usa a tática de cooptação até mesmo na votação de um simples requerimento. Agora, como esses deputados têm ligação direta com a classe da segurança pública, poderiam ser contra o reforço federal? Eles foram apenas coerentes em suas idéias e com as pessoas que os elegeram”, disse.

Andrea Murad também criticou a postura de Flávio Dino. “É um Governo vingativo, que persegue àqueles que contrariam o seus interesses e que tenta mandar até na Assembleia Legislativa”, afirmou.

Mordaça

Edilázio Júnior afirmou que Flávio Dino tenta coagir os deputados estaduais que divergem da posição do Executivo. “O governador Flávio Dino quer cercear os deputados que têm o livre arbítrio de votar de acordo com a sua consciência, com o seu pensamento, com a sua ideologia. Quem não rezar à cartilha do governador, ele corta as emendas e é por isso que ele trabalha tanto para que as emendas não sejam impositivas. Mas todos os deputados são iguais, nada justifica um deputado novato receber emenda, e a deputada Andrea Murad, o deputado Sousa Neto, deputado Zé Inácio e o deputado Wellington do Curso não receber”, enfatizou.

Edilázio ainda questionou o fato de haver tratamento diferenciado até com os deputados reeleitos. “Eu queria saber a justificativa do Governo, para que o deputado Roberto Costa (PMDB) receba as emendas e eu não. Ambos somos deputados já reeleitos e mesmo assim há tratamento diferenciado. Onde está o princípio da isonomia, todos nós somos deputados e fomos eleitos pelo povo. Porque há escolha de um e não tratamento igualitário a todos?”, questionou.

Sousa Neto classificou a postura do governador Flávio Dino de ditatorial. “Essa medida é só mais uma reação do governador demonstrando o quão ditadores são ele e o seu governo. Tudo e todos que contrariam a sua gestão são tratados desta maneira, com represálias”, afirmou.

O Estado entrou em contato com os deputados governistas que também não receberam emendas. Wellington do Curso afirmou que ainda não havia confirmado o não recebimento. Júnior Verde e Cabo Campos, não responderam aos questionamentos. Já Zé Inácio não foi encontrado por O Estado para comentar o tema.

Governo nega retaliação e diz que novatos não têm direito a receber emendas

O secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB) e o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Rogério Cafeteira (PSC), negaram a existência de retaliação por parte do Governo do Estado aos deputados que não se alinham aos interesses do Poder Executivo.

De acordo com Tavares, não existe qualquer veto do Palácio dos Leões em relação a alguns governistas e à bancada de oposição no Legislativo. “Não tenho conhecimento de nenhum veto. Além disso, muitos deputados de oposição tiveram emendas atendidas, provando que o Estado não diferencia deputados em função de sua cor partidária”, disse. Apesar da afirmação de Tavares, nenhum parlamentar da bancada de oposição recebeu as emendas.

Ele também sugeriu que deputados novatos não teriam direito a emendas. “Gostaria de lembrar que todos os deputados citados [Wellington do Curso, Cabo Campos, Zé Inácio e Júnior Verde] são da nova legislatura, não possuindo emendas aprovadas na LOA [Lei Orçamentária Anual] em dezembro do ano passado”, completou.

Foi o mesmo argumento utilizado pelo líder do Governo na Assembleia, deputado Rogério Cafeteira. “Não há esse tipo de retaliação. Alguns deputados não têm direito a emenda. Não eram deputados [na legislatura passada], não fazem indicações”, disse.

A bancada de oposição, no entanto, rebateu a defesa do Governo. “E como explicar o fato de que alguns deputados novatos receberam e outros não?”, questionou Edlázio Júnior (PV).

“Porque então os deputados Glalbert Cutrim e Fábio Macedo, ambos novatos, receberam emendas e há tantos outros com as emendas já empenhadas?”, indagou Andrea Murad (PMDB).

Fonte: O Estado

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Emendas para Bacabal

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RobertoCostaUm novo matadouro, a construção do Hemomar, um Centro para dependentes químicos e um ginásio poliesportivo no bairro Trizidela são necessidades antigas da população de Bacabal que vem à tona em meio a uma grande notícia: Emendas do deputado estadual Roberto Costa (PMDB) devem assegurar essas construções para a cidade futuramente. É que dentre as últimas Emendas liberadas para os parlamentares neste ano, Costa direcionou a maior parte delas para Bacabal, onde atua fortemente ao repercutir as principais questões do município na Assembleia e não à toa, foi o deputado estadual mais bem votado na cidade e região.

Mais uma vez, Costa saiu na frente e dentre as Emendas do deputado publicadas, ontem, no Diário do Legislativo, cinco são para obras em Bacabal. Uma Emenda no valor de R$ 1 milhão será para a construção do novo matadouro, uma das principais reivindicações dos bacabalenses, que inclusive chegaram a sofrer pelo desabastecimento de carne, após a interdição do matadouro municipal.

Outra Emenda, essa no valor de R$ 500 mil será para a construção do Hemomar, atualmente uma das principais necessidades dos bacabalenses no setor da saúde. Por meio de outra Emenda do deputado, no valor de R$ 800 mil, Bacabal deverá ter o primeiro Centro de Referência para Dependentes Químicos, obra de grande relevância social. Uma das áreas mais pobres de Bacabal também será beneficiada: Costa destinou uma Emenda no valor de R$ 500 mil para a construção do Ginásio Poliesportivo no bairro Trizidela. Já a Fundação Educativa Nova Aliança de Bacabal receberá recursos de R$ 50 mil para a aquisição de instrumentos musicais. Bacabal não poderia receber melhor notícia para fechar o ano.

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Vereadores pressionam Castelo para liberar emendas

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Uma comissão de vereadores de São Luís quer discutir com o prefeito João Castelo (PSDB) a redefinição dos prazos para a liberação de emendas parlamentares que não foram liberadas. A reunião ainda não tem data definida.

Desde o início desta semana, um grupo de vereadores tem se reunido no gabinete do presidente da Câmara Municipal, Isaías Pereirinha (PSL), na tentativa de buscar um entendimento para a liberação de verbas para os parlamentares.

Atualmente, cada um dos 21 vereadores tem direito a R$ 800 mil de emenda anualmente, para destinação de serviços nos bairros, o que totaliza um montante de R$ 16, 8 milhões para o Legislativo municipal. No mês passado, o prefeito Castelo conversou individualmente com cada um dos vereadores, e assegurou que não teria dinheiro suficiente em caixa para pagar a destinação das emendas. A decisão do prefeito causou desconforto na base aliada do governo municipal.

Para tentar minimizar o desgaste político, João Castelo resolveu negociar um valor mais baixo, ficando na casa dos R$ 450 mil individual, parcelado em até três vezes de R$ 150 mil, o que acabou sendo de comum acordo entre os vereadores. Só que a primeira parcela deveria ter sido paga no dia 30 de setembro, o que não aconteceu. A preocupação nesse momento é que o gestor municipal deixe de cumprir as demais parcelas dos dias 30 deste mês e a do dia 30 novembro.

Segundo o vice-líder do governo municipal na Câmara, Ivaldo Rodrigues (PDT), não dá para negar que as emendas parlamentares não foram pagas. “Tenho certeza de que o prefeito Castelo vai liberar, como prometido, os valores acordados ainda este mês. Realmente, são três parcelas referentes às emendas deste ano. Precisamos entender que essas emendas não são impositivas, porém de caráter individual”, ressaltou.

Para o vereador Sebastião Albuquerque (DEM), os vereadores esperam há bastante tempo essa resposta do prefeito Castelo para garantir serviços básicos de infraestrutura para determinados bairros de São Luís, que exigem melhorias. “Espero que no decorrer da próxima semana o prefeito possa, de fato, garantir a liberação dessas emendas que são de extrema importância”, declarou.

Mário Carvalho/ O Estado

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