Até o BB na rota de medidas econômicas

0comentário

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/11/1833958-banco-do-brasil-anuncia-plano-para-fechar-agencias-e-economizar-r-750-milhoes.shtml

sem comentário »

São denuncias de corrupção uma atras da outra. Vamos seguir em frente, para vermos se a coisa vai mesmo mudar!

0comentário

http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/11/oposicao-quer-saida-de-geddel-base-sai-em-defesa-de-ministro.html

sem comentário »

As amizades em crise

0comentário

         Em conversa recente com alguns amigos, onde falávamos sobre as amizades e as dificuldades em fazê-las, especialmente nos dias de hoje, fiz algumas ponderações a esse respeito, dizendo-lhes que entendia, ser a amizade, na perspectiva das relações humanas, algo singular, especial bem como destes com outros animais.

            Dizia ainda, que a amizade se dá no tempo, e está sempre acima de interesses das partes envolvidas nesse processo. É uma relação promissora, autêntica e se consolida de forma lenta e progressiva, se aprofundando à proporção que cada qual vai se conhecendo. É um relacionamento profundo, de concessões e de desinteresses e se dá de forma confiante, amável, solidária, afetuosa, carinhosa, respeitosa, protetiva e, amorosa. É uma relação inspirada em sentimentos nobres e profundos, confluentes, simultâneos e altruísticos.

As amizades tendem a ocorrer de forma fortuita, embora possa surgir na maioria das vezes na convivência e, quando ocorrem, consolidar-se-ão, no tempo. Nascem da confluência desses atributos positivos e se dirigem em um único sentido, onde os amigos se dão mutuamente.  Isto é, na amizade, há uma sincronia afetiva, há uma simpatia mútua, unidos por sentimentos positivos, de confiança e segurança mutua.

Até aí, parece que todos concordaram com o que havia dito. Um dos amigos, fez alusão a pontos de interesses comuns que deve haver ente os amigos e outros, ainda, retrucaram, alegando que mesmo que haja discordâncias entre ideias, essas divergências ocorreriam no plano dos pensamentos, e que, sem grandes esforços, a própria amizade, as suplantaria e essas seriam elo de união e não de separação pois, são simplesmente, diferentes formas pensar de cada um.

Toda amizade precisa ser mantida, regada, cultivada, pois as mesmas são bases especiais dessas experiências humanas. Isto é, da mesma forma como se deve regar uma plantinha para que ela cresça e se desenvolva, de forma sadia e promissora, sentimentos como a fé, a confiança, o amor, o respeito e o carinho, que inspiram as amizades, devem também sê-los. As amizades devem ser preservadas, protegidas e cultivadas.

As amizades, como outros sentimentos humanos, não deverão estar exclusivamente à mercê de contatos frequentes, visitas ou mesmo as voltas com sentimentos de posses exclusivistas de alguém sobre alguém. O amigo não é dono do outro. Tenho amigos, que passo anos sem vê-los, porém, quando nos encontramos, a impressão é que se tem é que o tempo não passou. E assim a amizade brota e se mantém.

Também nesse ponto não houve qualquer divergência. Isto é, não se define uma amizade pelo número de encontros, frequência de visitas ou pelo tempo que cada um passa com o outro. A amizade está muito acima dessas peculiaridades e transcende o tempo.

Nenhuma amizade deve subjugar os amigos entre si. Isto é, preserva-se a autonomia, a liberdade de pensar, de sentir e de agir de cada um, em respeito à personalidade e ao caráter do outro. Não é concordando sempre, com que ambos pensam, que as amizades se consolidam, pode-se discordar das diferentes formas de pensar e nem por isso a relação se abala, desde que haja respeito pelas ideias.

Se fizermos, um recorte entre as ponderações feitas acima e as condições atuais com que ocorrem os relacionamentos, torna-se difícil se desenvolver boas amizades.

Vive-se em um mundo de rápidas e constantes transformações, onde o hoje, o ontem e o amanhã, parecem se confundir, ao se darem em um mesmo plano. O tempo parece curto e curtas são as relações. As coisas se passam rápido demais, colaborando com vivências fugazes e transitórias. Relações inconstantes sem profundidade virou marca registrada nos tempos modernos das diferentes experiências humanas. Essas marcas, colaboram para que haja relações sem profundidade, maquiadas, efêmeras, utilitárias e, em muitos sentidos, mercantis.

As pessoas, inseguras em si mesmas, se dão muito pouco umas ás outras, nesse contexto de transitoriedade. A maioria absoluta delas estão isoladas e circunscritas aos seus egoísmos. As relações estão sem o selo de garantia. Estabelecem-se de forma predominantemente sem efetividade. O mundo se notabiliza por relações fisiológicas e oportunistas, onde todos tendem a tirar proveito dos outros se moldam a partir desses pretextos.

Em sendo assim, poderíamos falar de amizades, em seu significado mais profundo, onde o que deveria imperar era a confiança e o respeito entre as pessoas, sendo o que menos ocorre?

Poderíamos pensar em amizade em um mundo onde a insegurança, a desconfiança e a desfaçatez predominam? Onde a insensibilidade, a insensatez e o egoísmo, tem suas presenças garantidas em qualquer relação, e, por isso mesmo, todos acabam tendo sempre um pé atrás, ante cada um?

Poderíamos pensar em amizade onde não há gratidão, admiração e carinho entre as pessoas, em um mundo, predominantemente, repleto de ódio e competição, em suas diferentes formas de expressão?

Poderíamos pensar em amizade onde as pessoas não se relacionam mais de fato e de direito, e sim, sob o império da virtualidade, através dos meios eletrônicos, onde muitos nem se conhecem e passam a “estabelecer relações profundas”?

Como se pensar em amizade, onde as pessoas nem se dão conta de si mesmas e que, ao mesmo tempo, querem aparecer e serem notadas, mesmo que para tanto, façam muito pouco um pelo outro?

Fiquem pensando sobre isso! Todos fomos responsáveis até onde chegamos. Amizade, contrariamente ao que muitos pensam, é uma relação vital, indispensável entre os humanos e destes com outros seres viventes. É uma condição de promoção e de proteção da vida. Não é, tão somente, uma coisa simples, que ocorre entre um e outro, ela se dá em um plano de prorrogação e manutenção da vida. Devemos promove-la, protege-la, defendê-la e cultivá-la e é a ela, que haveremos de recorrer quando nos sentirmos cada vez mais sós e solitários.

sem comentário »

Aposentar-se da vida ou do trabalho?

0comentário

Uma questão que me parece absolutamente relevante e que vem merecendo pouca atenção, por parte do estado e de muitas empresas empregadoras nesse país, é o destino de muita gente que, ao se aposentar, passam a apresentar graves problemas emocionais, comportamentais e sociais, em razão direta da aposentadoria.

Para muitos, aposentar-se ao invés de representar uma conquista, um novo e agradável modo de vida, uma oportunidade a mais de ser feliz ou de virem a realizar planos saudáveis na vida, a aposentadoria representa um “inferno” uma tortura ou uma coisa muito ruim. Muitos ficam à deriva, sem saber o que fazer, sem saber para onde ir, sem fazer nada e à margem das atividades sociais e ocupacionais. Outros, torna-se ansiosos, depressivos, fóbicos, inseguros, retraídos, ocasionado pela mudança abrupta de seus “modus vivende”, para o qual não foram preparados.

Em geral, quando o assunto é aposentadoria, uns se assustam, outros se preocupam e se retraem e não querem falar sobre o mesmo, e, há os que tem até medo de chegar a essa época. E, ao tratar sobre ela, as principais questões são sempre as mesmas: reclamações, revoltas, previdência, salários, direitos, desassistência, etc. São queixas comuns, que se destacam sobre qualquer outro assunto e, um dos que menos se fala, são dos sentimentos, vivências, expectativas e projeto de vida que cada pessoa apresenta ao se aposentarem. Ao meu ver, um assunto absolutamente relevante, que deveria ser melhor tratado, do ponto de vista médico, psicológico, social e previdenciário.

Para mim, como um psiquiatra e como observador das questões sociais e humanas, não estranho, esse descuido sobre essas questões quando o estado nem as empresas não se preocupam em fazê-lo, muito embora possa haver danos importantes na saúde e no comportamento dos muitos que aposentam.

Infelizmente, não há um olhar especial sobre os aposentados, isto é, sobre a pessoa que passou a vida toda trabalhando, produzindo, colaborando com a sociedade, que, ao se aposentar, via de regra, é deixado de lado literalmente, abandonado a sua sorte, pela ausência de uma política efetiva, regular, abrangente e humanizada, que venha dar a essas pessoas as garantias mínimas, de proteção, valor e os meios adequados para se organizarem para entrar nesse novo ciclo de vida.

Restringirei meus comentários, nesse artigo, sobre os aspectos psicológicos e comportamentais das pessoas que se aposentam. E, nesse sentido, resgato parte de uma conversa que tivera, há alguns anos atrás, com um dileto amigo, Evandro Carvalho, quando discutíamos algumas questões sobre as aposentadorias. Ele, por muitos anos, dirigiu a Caixa de Previdência dos Funcionários do antigo Banco do Estado do Maranhão, a CAPOF e na época, me convidara para ser médico desse órgão.

Entre as conversas que tínhamos, Evandro, enfaticamente dizia: aposentar-se do trabalho, não é aposentar-se da vida. E dizia isso a partir de algumas observações minhas lidando com servidores especialmente aposentados os quais procuravam-me para consultas. Entre essas queixas, a de depressão era enorme. Uns se sentiam inúteis, com baixa estima pessoal. Outros, ainda, referiam dificuldades de adaptação a nova vida, ou se sentiam ansiosos, inseguros e culpados, ou ainda, passavam a beber muito e até usar outras drogas. Referiam somatizações clínicas frequentes e conflitos familiares. Houve um caso, que me lembro até hoje, quando uma Sra., referindo-se ao seu marido, recém aposentado, me dissera, Dr.: não aguento mais esse homem, depois que ele se aposentou, está insuportável e se transformou completamente.

Essas alterações de comportamentos, em minha avaliação, estavam ligadas diretamente ao fato de se aposentarem e não estarem, entre outras coisas, preparados para tanto, algumas dessas pessoas, quando voltavam a trabalhar, tempos depois, observava-se uma drástica redução dessas queixas, isto é, melhoravam sua qualidade de sua vida. Essas observações me convenceram que a aposentadoria, ou era a causa principal desses problemas, ou a mesma funcionava como gatilho para desencadear alguns desses comportamentos. Em uma condição ou outra, percebi e ainda percebo, que são muito tímidas as ações institucionais que oferecem medidas de prevenção a essas reações comportamentais desadaptativas, tão frequentes entre os aposentados, deixando-os vulneráveis a essas idiossincrasias.

Sabe-se, que trabalhar é uma das melhores e mais importantes formas de se promover, assegurar e prevenir doenças mentais e ocupacionais, especialmente nessa população de vulneráveis que são os aposentados. A ocupação, em si mesma, é um meio indispensável de se prevenir doenças e agravos psicológicos. Os danos à saúde em uma aposentadoria mal trabalhada, é enorme, e, é preciso que haja, no âmbito dos serviços públicos ou privados, políticas ou ações específicas, nas áreas sociais ou de RH, que trabalhem de forma antecipada e sistematicamente, com seus servidores a condição de virem a se aposentar. Além do mais, recomenda-se, que haja igualmente, ações específicas destinadas ás famílias desses que se aposentam para evitarem maiores problemas a partir desse novo modo de vida.

Essas e outras medidas, são de caráter preventivos-assistenciais, que poderiam ser implementadas ainda no ambiente de trabalho, muito antes de efetivamente se aposentarem. Isso, ao meu ver, facilitaria a transição dessa condição de uma vida produtiva para a de aposentado, dirimindo os efeitos negativos desse processo.

Aposentar-se, é salutar e que nem sempre representa problemas, muito pelo contrário, muitos ganham qualidade de vida, tempo livre e se expandem do ponto de vista existencial, além de terem a chance de trabalharem em outras atividades que não sejam as habituais, o que é muito interessante do ponto de vista psíquico e laborativo.  Ocorre, que como nem todos reagem assim, há os que ficam à mercê de graves problemas comportamentais e de adaptação pessoal e social, a esses, deveria ser oferecida medidas protetivas para uma boa transição entre o trabalho e a aposentadoria.

 

 

 

sem comentário »

Cunha pede Lula e Temer como testemunhas de defesa na Lava Jato – 02/11/2016 – Poder – Folha de S.Paulo

Fonte: Cunha pede Lula e Temer como testemunhas de defesa na Lava Jato – 02/11/2016 – Poder – Folha de S.Paulo

É, de fato, muito importante que haja esse arroxo na fiscalização e na penas …

0comentário

É, de fato, muito importante que haja esse arroxo na fiscalização e na penas aplicadas aos infratores do trânsito, pois os acidentes, muitas das vezes com… – Ruy Palhano – Google+

Fonte: É, de fato, muito importante que haja esse arroxo na fiscalização e na penas …

sem comentário »

Pesquisa investiga saúde mental de mães de bebês com microcefalia

0comentário

             Cuidar de quem cuida. Esta é a linha de um estudo inédito realizado por pesquisadores do Hospital Oswaldo Cruz (Huoc), que fica no bairro de Santo Amaro, área central do Recife, sobre a saúde mental de mães de bebês com microcefalia. O projeto, realizado por médicos de várias áreas do hospital, foi submetido ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade de Pernambuco para aprovação na segunda-feira (29).

            Cuidar de quem cuida. Esta é a linha de um estudo inédito realizado por pesquisadores do Hospital Oswaldo Cruz (Huoc), que fica no bairro de Santo Amaro, área central do Recife, sobre a saúde mental de mães de bebês com microcefalia. O projeto, realizado por médicos de várias áreas do hospital, foi submetido ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade de Pernambuco para aprovação na segunda-feira (29).

            A pesquisa é coordenada pela psiquiatra do Huoc e pesquisadora Kátia Petribú, que desenvolveu a temática a partir da própria experiência nos corredores da unidade de saúde. “Eu trabalho há 21 anos no hospital e passo quase que diariamente pela pediatria. Eu nunca tinha visto tanta desolação como no caso das mães de bebês com microcefalia. Elas tinham um olhar de choque, perplexidade. Foi a partir deste comportamento que resolvi dar início ao estudo”, afirma a psiquiatra.

             A metodologia de pesquisa já havia começado de maneira mais informal com conversas na sala de espera; cerca de 40 mães participaram desta primeira parte. O estudo vai ser dividido entre mães de bebês com microcefalia e mães de bebês sem a malformação, que nasceram no mesmo período, para fazer um quadro comparativo. A primeira parte da pesquisa vai estudar bebês com até 20 semanas e, nas seguintes, crianças de 1 ano a 1 ano e meio.

             Em boletim divulgado pela Secretaria de Saúde nesta terça (1º), foram contabilizados 1.672 casos notificados de bebês com microcefalia em Pernambuco. Destes, 215 foram confirmados como tendo realmente a malformação através de exames de imagem.

“A gente precisa fazer algo por elas. Na maioria das vezes, só sabemos de caso de depressão pós-parto. Esses bebês, por exemplo, não se desenvolvem da mesma forma porque a mãe não dá o mesmo afeto, a mesma estimulação. Em casos de bebês com algum problema de saúde o risco do adoecimento mental dessas mães cresce inúmeras proporções. Se a mãe não estiver bem, logo, o bebê também não ficará”, pondera.

Nessa semana, de acordo com a médica, mães de bebês com microcefalia receberão atendimento psiquiátrico gratuito no ambulatório do hospital. Haverá também um grupo de psicoterapia duas vezes por semana na unidade de saúde. O Grupo de Ajuda à Criança Carente com Câncer (GAC) também deve treinar voluntárias para darem assistências a essas mães com orientações dentro do hospital.

Fonte: ABP

Clipping

 

sem comentário »

WhatsApperianos: doentes ou exagerados?

0comentário

Celulares-3-Quando o WHATSAPP, chegou entre nós, o víamos com bons olhos, afinal de contas, tratava-se de mais uma ferramenta importante, entre as tantas que já existiam, que estaria a serviço das relações humanas, em todos os sentidos. Esses meios de comunicação eletrônicos, são apaixonantes, atraentes, eficientes, e abrangem uma gama enorme de funções, que os tornam imprescindíveis nas atividades diárias. São aplicativos, que rapidamente ganham nossa simpatia, por serem ultrarrápidos em suas ações, efetivos, abrangentes, e permitem comunicar-nos em todos os sentidos.
Resolvem os mais diferentes problemas, sua aplicabilidade está em consonância com a velocidade do tempo, são eficientes, e nos incentivam a ampliar e a manter de forma abrangente as relações sociais. Nos ajudam nas relações, emocionais, afetivas e colaboram com execução do nosso trabalho devido sua abrangência funcional. Tem uma capacidade importantíssima, de aproximar as pessoas de forma surpreendente, e hoje, indispensáveis no dia a dia.
Com o advento do WHATSAPP, imaginei que ele viria incrementar essas prerrogativas desses aplicativos, e se associar ao não menos famosos E-mails, aplicativo eletrônico, que historicamente, revolucionou o mundo da comunicação virtual. Todavia, não imaginava, que em tão pouco tempo, ele alcançasse a importância que alcançou e a popularidade entre os humanos. Hoje, sabe-se, que WhatsApp superou a casa de 1 bilhão de usuários em todo o mundo e que o Brasil é o país com maior número de grupos ativos usuários desse aplicativo de mensagens instantâneas.
O impacto na economia, no trabalho, no comportamento e nas relações humanas, quanto a sua utilização, foi astronômico. Em 2015 o WhatsApp fez com que houvesse no Brasil, restrição de 22,9 milhões de linhas de celulares, fato que impactou e vem impactado diretamente na economia das operadoras desses telefones. O número de pessoas usando o WhatsApp mais que dobrou, desde que o Facebook comprou esse serviço, especialmente pela gratuidade e sofisticação cada vez maior em sua aplicabilidade. Segundo o megaempresário e dono do Facebook, Mark Zuckerberg, referindo-se ao aplicativo dissera, “quase uma em cada sete pessoas na Terra usa WhatsApp todo mês para estar em contato com seus amados, amigos e família”.
Realmente é surpreendente o impacto que isso provocou entre as pessoas, e do ponto de vista do negócio, é uma galinha de ovos de ouro, pois além de atender a tudo que nós queremos, como efetividade, eficiência, segurança, rapidez e abrangência na comunicação, o WhatsApp dispõe de tudo isso, o que o torna indispensável como ferramenta de negócios próprio na sociedade moderna. E, veio para ficar pois a meta do Faceboock é aperfeiçoa-lo cada vez mais, lançando outras funções ao aplicativo, para torná-lo cada vez mais importante na comunicação humana.
Até aí, só alegria e, nosso desejo é que a vida moderna nos presentei cada vez mais com outros instrumentos ou ferramentas eletrônicas e que tais ferramentas possam ser utilizadas a serviço do homem e do seu crescimento existencial. Todavia, como não é de se estranhar, entre os usuários, surgiram pessoas apegadas exageradamente, a esse aplicativo e a outros instrumentos pertencentes ás chamadas, redes sociais.
São pessoas aficionadas, que desenvolvem um apego incomum, exagerado e incontrolável no manuseio desse aplicativo, em detrimento de outros interesses relevantes, a essas pessoas passei a designá-los de Whatsapperianos, um neologismo, que definiria minhas observações como estudioso do comportamento humano, porém longe de pretender criar aqui qualquer designação diagnóstica dentro da nosologia médica para essas situações. O melhor seria designá-los de abusadores ou exagerados, para não os caracterizar como doentes, pois seria irresponsabilidade e muita pretensão de minha parte, fazê-lo.
Os Whatsapperianos, acessam excessivamente o aplicativo, com uma facilidade impressionante. São hábeis na digitação e o fazem com rapidez e destreza. Passam horas incontáveis praticando, com sua atenção exclusiva no aplicativo ou no aparelho que utiliza para fazê-lo. Muitos, sacrificam outros interesses, como o prazer, o lazer, o contato real das relações, o trabalho, os estudos, as práticas esportivas, etc., em detrimento do uso exagerado do WhatsApp. Esses, já apresentam problemas em suas atividades habituais, familiares, e em outros ambientes demonstrando disfuncionalidade pessoal e social.
Há estudos, que demonstram que esse apego exagerado aos aplicativos e ás redes sociais, é mais comum em pessoas tendentes ao isolamento, carentes afetivos, depressivas, ansiosas, compulsivas, inseguras, excessivamente tímidas, ou em personalidade que já tem problemas psiquiátricos, psicológicos ou sociais, fatos que influenciaria ao apego exagerado ao WhatsApp e outras redes sociais virtuais. Com o agravamento dessa situação, essas pessoas se tornariam inadequados, inconvenientes e excessivamente voltadas para si mesmos. Há um prejuízo progressivo da autocrítica e senso de adequação social e comportamental, se tornam inadequados, em detrimento da utilização compulsiva do desses aplicativos.
Uns se tonam agressivo, irritáveis, irreverentes, com todos, que por acaso, os interrompam em suas atividades voltadas ao WhatsApp. Há casos de pessoas, mesmo exercendo atividades, como comer, beber, dirigir, o fazem com os fones ou tabletes, ao seu lado, simultaneamente. O que é desaconselhável, do ponto de vista da saúde, pois são práticas que requem no mínimo uma boa concentração ao realizarem tais tarefas.
Outra consequência grave são os acidentes por uso inadequado desses aparelhos. De acordo com o seguro DPVAT, são registrados cerca de 1,3 milhão de acidentes por ano relacionados ao uso do celular em condições de direção. Os dados também mostram que 80% dos motoristas admitem que utilizam o aparelho ou outras tecnologias que geram distração enquanto dirigem. Dados de uma pesquisa realizada pelo Observatório Nacional de Segurança Viária apontam que 98% dos acidentes de trânsito são causados por erro ou negligência humana. Em primeiro lugar no ranking está a prática de fazer ligações ou mandar mensagens enquanto dirige
Diante dessa situação, temos que entender, que as tecnologias eletrônicas serão sempre bem-vindas, desde que estejam á nosso serviçoe não, nós a serviço delas. Embora, ainda não haja uma classificação diagnóstica para o uso exagerado desses instrumentos, é importante que as pessoas se cuidem e entendam que nada irá substituir o valor de uma boa conversa, de um bom papo e de um bom contato físico entre os humanos sobretudo se estes forem inspirados no prazer, na paz e no amor.

sem comentário »

0comentário

A Estimulação Magnética Transcraniano -EMT, contrariamente, ao q muita gente pensa, não é uma panaceia, que pode tratar tudo sem maiores problemas. É um tratamento médico e para tanto requer ética, diagnóstico, técnica e habilidade em quem vai tratar. Uma das mais importantes indicações no mundo todo é depressao em seus diferentes estágios e conhecimento e evolução onde a recuperação é excepcionalmente favorável.
zumbido_EMT

sem comentário »

Violência, bem-estar e saúde mental!

0comentário

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública em sua 10º versão / 2015, anunciado essa semana, traz números impressionantes e assustadores sobre a violência em nosso pais. Na realidade o documento é de fácil constatação. Vive-se em franca guerra civil, onde o estado, as organizações criminosas, a sociedade como um todo, estão ás volta com isso, sem se saber bem qual a responsabilidade de cada um desses limites, em um cenário de crime e guerra.
Eu, algumas vezes, publiquei aqui artigos sobre a violência, e, nesses, destacava dois aspectos relevantes: de um lado, a violência como consequência direta das profundas desagregações psicológicas e comportamentais, da ética, da política, do social, do econômico por que vem passando o mundo e o homem contemporâneo. Do outro lado, dizia, também, que se corria um grande risco de incorporarmos as práticas violentas em nossa cultura, devido a frequência com ela acontece e pela imobilidade e passividade que já demonstramos existir, diante de tantos acontecimentos que nós não pudéssemos altera-los.
Isto é, é tão frequente, a prática da violência na sociedade atual, que isso contribuiria para a formação de uma cultura da violência literalmente incorporada as pessoas que dela fazem parte. Essas práticas, por serem tão frequentes e volumosas iriam, de forma lenta e insidiosa, se incorporando dentro de cada um, ao ponto de cada sujeito se conformar com ele a organizar seu “modo vivende” inspirados na violência. Eis a sociedade, medrosa, insegura, amedrontada e ansiosa, e o pior inconformada/conformada, por não saber mais o que fazer para se livrar desse tremendo problema.
Uma sociedade entrincheirada, organizada por medos e insegurança e, se defendo como pode, ante uma situação avassaladora e que não muda. E, não é só isso, há outras questões, de diferentes matizes, buscando enfrentamento do problema como os esforços do estado brasileiro, para enfrentar a situação, que nos dá a nítida impressão de falência ante aos arroubos da criminalidade e da violência do ponto de vista público. Eis a violência tomando conta de todos.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, como disse acima, confirma o “status quo” dessa situação. Em 2015, 58.383 pessoas morreram de forma violenta e intencional, o que representa um assassinato a cada 9 minutos, em nosso país, pouco menos que ano de 2014. Entre os policiais, um morre por dia, dos quais 103 estavam no expediente de trabalho. Sergipe é a cidade que lidera esse ranking, onde se verifica 01 assassinato para cada 100 mil pessoas, enquanto que a Cidade de São Paulo, é a que apresenta o menor número de mortes. Nos quatros últimos anos de guerra na Síria ocorreram mais de 256 mil mortes e no Brasil, 276 mil mortes violentas, portanto, mais mortes que em guerras. O que é lamentável!
Qual a expectativa, do ponto de vista da saúde mental, que se pode ter, diante de tanta violência e de tantos acontecimentos traumáticos? Como as pessoas poderiam funcionar para sentirem minimamente os efeitos deletérios de tanta criminalidade e violência? Sabe-se, que nossa saúde mental, é uma condição que está diretamente relacionada ao bem-estar das pessoas em todos os sentidos, ao seu bem-estar físico, a sua segurança, ao seu prazer, ao atendimento de suas necessidades vitais. Está relacionada ao seu crescimento saudável, a uma boa alimentação, a fé, ao carinho, ao amor e a solidariedade.
A Saúde mental, não se compra nem se vende, se adquire e se desenvolve. Saúde mental está em uma cidade limpa, bem cuidada, em um trânsito seguro, em boas práticas de amizade e de fraternidade. Está em uma sociedade justa e que tem valores éticos a serem praticados. E, é isso que encontramos na sociedade e no mundo moderno? Como poderemos ter saúde mental em um clima social conturbado, com tantas guerras, injustiças, contradições políticas, com tantas agressões á moralidade, com tanto desemprego, desassistência a saúde, especialmente aos mais pobres, com tantas mentiras, tantas corrupções e desalentos? Como podemos ter saúde mental diante tanto despudor, desonra, ameaças de todos os tipos e desmoralização na gestão pública, ou mesmo com tantas desavenças?
Afirmo-lhes, que não desfrutamos de nossa saúde mental. E isso se verifica no aumento da frequência com que surgem as doenças mentais na população atual. Não é, à toa, que a Psiquiatria, como especialidade médica, é hoje uma das especialidades mais relevantes e mais prestigiadas entre as coirmãs e uma das mais consultadas em todos os tempos, e isso se verifica entre crianças, adultos, adolescentes e idosos. O bem-estar das pessoas, a saúde mental e as doenças psiquiátricas, são os temas mais debatidos nos congressos internacionais, nacionais e locais. Os índices crescentes de depressões, que atingem mais de 7 milhões de pessoas no mundo, o stress pós-traumáticos, que em razão dessa violência desmedida já tem psiquiatras se especializando só no tratamento desses pacientes, a ansiedade generalizada, as fobias sociais, os distúrbios compulsivos, os distúrbios do sono, do apetite e os conflitos existenciais. Os índices alarmantes de consumo de álcool e outras drogas, as práticas de suicídio, que até 2025 se não forem implantadas políticas públicas eficientes, 1 milhão e 500 mil morrerão dessa forma, são condições que fazem pare desse cenário.
Enfim, há muitas outras condições, absolutamente desfavoráveis, nos dias atuais, que poderíamos citar para demonstrar o quão mal se encontra a saúde mental dos brasileiros e das pessoas no mundo atual. É preciso, que cada um de nós, dentro de nossa singularidade, promova, assegure e lute pelo nosso bem-estar individual e coletivo, que todos nós tenhamos um mínimo de responsabilidade para nos protegermos contra esse estado de coisas deploráveis, como a violência, corrupção e a criminalidade que está aí. É preciso que os governantes, entendam de uma vez por todas, que qualquer forma de governo, só se firma, se tiver em consonância com as pessoas, quanto aos seus direitos, sua saúde, sua segurança e com o seu bem bem-estar e que, tudo que venha ocorrer do contrária, nos prejudicará. Abaixo a violência e tudo mais que nos incomoda!

sem comentário »