A FALACIOSA REVITALIZAÇÃO DO RIO ITAPECURU

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O rio Itapecuru, pela sua importância na vida econômica do Maranhão, foi louvado em verso e prosa por poetas, escritores, historiadores, governantes, viajantes e cronistas nacionais e estrangeiros.

Nos séculos XVII, XVIII e XIX, o Maranhão era um grande produtor e exportador de bens primários e importava artigos manufaturados. Pelas águas do rio Itapecuru, essa produção transitava e gerava-se o processo de trocas comerciais.

Antonio Bernardino Pereira do Lago, em sua Estatística Histórico-Geográfica da Província do Maranhão, asseverava que “O rio Itapicuru é o mais agradável e principal, por onde sobe e desce a maior riqueza da Província.”

Com o passar do tempo, o rio Itapecuru perdeu a importância econômica, degradou-se e vive esquecido. Só os políticos, de vez em quando, lembram-se dele, que o usam para fins eleitoreiros.

Nos últimos anos, não há assunto mais falacioso do que a tão alardeada revitalização da Bacia do rio Itapecuru.  Como itapecuruense que sou, acompanho com o mais desusado interesse as tratativas anunciadas para salvá-lo da situação deplorável em que se encontra.

Na minha modesta opinião, de todas as ações  para recuperar o rio que banha a minha terra, a de melhor resultado, sem sombra de dúvidas, foi a organizada pelo Instituto do Homem, com o apoio financeiro da Fundação Konrad Adenauer e participação  da Secretaria do Meio Ambiente e da Universidade Federal do Maranhão.

Com o nome de “S.O.S Itapecuru”, o evento ocorreu em dezembro de 1992, em  São Luis, prestigiado por técnicos, estudantes, professores , intelectuais, ecologistas e representantes de entidades da sociedade civil e organismos governamentais, que discutiram a situação da Bacia do Itapecuru e as medidas para a solução dos graves  problemas diagnosticados.

Mas tudo ficou apenas no papel e perdido na burocracia. Depois da iniciativa do Instituto do Homem, outras ações foram tomadas por políticos, mas consideradas infrutíferas e inconseqüentes.

Em junho de 2006, no governo de José Reinaldo Tavares, surgiu “O  Programa de Revitalização da Mata Ciliar do Rio Itapecuru”, que não passou de uma simples manifestação de vontade, por isso, não obteve nenhuma repercussão.

Em março de 2008, o governador Jackson Lago patrocinou “O Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio Itapecuru”, organizado pela Secretaria de Planejamento, Assessoria de Relações Internacionais, Agência Brasileira de Cooperação, do Ministério das Relações Exteriores,  para desenvolver ações destinadas a recuperar, conservar e preservar o meio ambiente da Bacia do Itapecuru , e minimizar os efeitos ambientais e promover o desenvolvimento sustentável. Com a saída de Jackson do governo, o Programa foi por águas abaixo.

Em 2009, a iniciativa de promover um projeto para “salvar as nossas águas’’, partiu do presidente da Assembleia Legislativa, deputado João Evangelista, através do projeto “Itapecuru das Águas Perenes”, para  “mobilizar e congregar a sociedade em torno da preservação do Rio Itapecuru e explorá-lo de forma sustentável, assegurando a sobrevivência das atuais e futuras gerações”.  A doença que atacou o presidente da Assembleia,  levou à morte ele e o seu projeto.

No governo Flávio Dino, em junho de 2016, a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais, promoveu em Codó o I Fórum sobre a criação e fortalecimento dos Comitês da Bacia Hidrográfica do Itapecuru, que não passou do ato inaugural.

Depois de tantas iniciativas, com resultados pífios, o senador Roberto Rocha,  vem de ançar um programa de nome pomposo: Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Regional da Bacia do Rio Itapecuru. Pelo que se percebe, será mais um projeto com finalidade política e de cunho eleitoreiro.

BOI DE GOIÁS

A carne é hoje o produto mais em evidência no Brasil. Em 1950, quando o prefeito de São Luis era Eduardo Viana Pereira, a população viveu dias tormentosos à falta de tão precioso produto.

Nomeado pelo governador Eugênio Barros, Viana Pereira assumiu o cargo num momento de crise, mas prometendo resolver tão angustiante problema.

Dias depois, o prefeito anuncia a abundância de carne de Goiás no Mercado Central para abastecer a cidade.

Só que a carne não era de boi, mas de jacaré.

O fato custou ao prefeito o apelido de “Boi de Goiás”, que carregou até o final da vida.

ASTRO E POLÍTICO DE OGUM

O eleitorado de São Luis, pela sua índole mística, sempre gostou de ter na Câmara Municipal, candidatos egressos da umbanda.

Na década de 1950, pelo PSP, o pai de santo José Cupertino, bastante popular no bairro do João Paulo, se elegeu vereador.

Nos anos 1980, José Cupertino foi substituído por outro pai de santo, conhecido por Sebastião do Coroado, com largo prestígio na periferia da cidade. Enquanto viveu, não perdeu uma eleição.

Com o desaparecimento de Sebastião, quem passou a reinar foi o pai de santo, conhecido nas rodas mediúnicas, por Astro de Ogum, mais letrado, mais sabido e mais articulado politicamente do que os antecessores, que nunca chegaram a presidir o Poder Legislativo de São Luis.

Astro de Ogum, eleito e reeleito presidente da Câmara Municipal, pelo seu poder de persuasão, fez algo inédito: levou o governador Flávio Dino  a uma confraternização com vereadores.

MEDIDA PROVISÓRIA

Como é do domínio público, o deputado José Adriano Sarney, em plena sessão legislativa, rasgou o livro da autoria de Flávio Dino, no qual ele demonizava as medidas provisórias por serem atos provenientes da ditadura.

Depois daquele audacioso gesto do parlamentar oposicionista, é mais quem deseja ler o livro de Flávio Dino.  Por mais que se procure, não se acha.

O sumiço do livro deve-se ao gesto de José Adriano. Há quem diga que gente do Palácio foi vista em livrarias e sebos da cidade, retirando das prateleiras o

JOSÉ CARLOS TAJRA

Nesta quinta-feira, 30 de março, o brilhante advogado maranhense, José Carlos Tajra, comemora o seu ingresso na fase octogenária da vida.

Residente há 58 anos no Rio Janeiro, onde construiu sua vida familiar e profissional, José Carlos festejará a data cercado da esposa, três filhos, amigos e colegas do Instituto dos Advogados do Brasil, do qual é membro.

Aziz, irmão do aniversariante, viajou para o Rio de Janeiro, para participar das comemorações alusivas à efeméride.

ANIVERSÁRIO DE JOÃO LISBOA

O historiador e jornalista João Lisboa, se vivo fosse, teria completado dia 22 de março, 205 anos.

Com toda essa longevidade, João Lisboa continua desprezado e abandonado pelas autoridades do Maranhão. Basta ver a praça onde a sua estátua encontra-se edificada, para se ter idéia de quanto ele é vilipendiado.

A prefeitura de São Luis, a quem cabe zelar e cuidar das ruas e praças da cidade, não devota ao nosso maior historiador o apreço e o respeito que ele merece.

Será que em 2018, a praça em homenagem a João Lisboa continuará como está?

POSSE DE EDUARDO

Na segunda-feira, às 17 horas, uma solenidade marcará a posse do  advogado Eduardo Moreira no Tribunal Regional Eleitoral.

Nomeado pelo presidente da República, Eduardo, pela competência e seriedade, retorna ao exercício da função de juiz, para cumprir mais um mandato de dois anos no TRE.

A presença do jovem advogado naquela Corte dará certamente mais credibilidade e respeitabilidade ao órgão, pelo seu conhecimento jurídico e pela sua cultura humanística.

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ADVERSÁRIOS, MAS CIVILIZADOS

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O saudoso professor Jerônimo de Viveiros legou um trabalho sobre a política maranhense, que, segundo ele, nos tempos do Império, era movida a cacete.

Tão maldita prática política não foi exclusividade da fase imperial. Chegou ao regime republicano e com maior incidência na Velha República.

No Maranhão, casos e episódios da época em que a política se sustentava na cacetocracia (neologismo) são eloqüentes e registradas nas páginas de nossa História.

Mas não só de exemplos deploráveis e nada construtivos tem vivido a política maranhense. Ocasiões houve em que se registraram cenas edificantes de homens que, embora adversários e defensores de causas conflitantes, souberam se conduzir com dignidade e seriedade e usaram a diplomacia e a civilidade como armas.

José Sarney e Renato Archer estão na galeria de políticos que não comungavam de mesmas idéias, mas se respeitavam e primavam pela cordialidade. Os dois começaram trilhar na vida política simultaneamente, ou seja, na década de 1950, engajados no PSD vitorinista, mas se projetaram nacionalmente e encontraram caminhos distintos na militância partidária.

Em 1965, Sarney e Renato estavam em posições de eqüidistância na política regional e nacional. Sarney era da UDN e disputava a eleição de governador pelos partidos oposicionistas; Renato pertencia ao PSD, mas rompido com o chefe do Executivo maranhense, teve a candidatura lançada pelo PTB.

Ao longo daquela campanha eleitoral, Sarney e Renato chegaram a discordar publicamente, pois um defendia o regime militar e o outro não media palavras para vergastar o autoritarismo imposto ao país, mas tudo dentro das regras da boa convivência política.

Se no plano nacional o regime militar separava-os, no plano estadual, o governo de Newton Bello os conduzia ao uso da mesma linguagem quanto à administração vigente no Maranhão. Eles não poupavam o governador de severas críticas, por isso dele se afastaram em momentos distintos em que estava em jogo a sucessão governamental.

Naquelas eleições de 1965, por conta da divisão do vitorinismo e da revisão eleitoral, que eliminou milhares de votos das folhas de votação, o candidato José Sarney, por fazer uma campanha vibrante e prometendo mudanças, derrotou os candidatos Renato Archer e Costa Rodrigues.

Derrotado nas urnas, Renato passou praticamente três anos ausente do Maranhão.  Em outubro de 1968, vem a São Luis para estruturar o MDB, como membro da cúpula do partido. Em aqui chegando, concede longa e palpitante entrevista à TV Difusora, ao final da qual surpreende o meio político por não economizar elogios o governador José Sarney, que, no seu modo de ver, fazia uma administração invejável, competente e brilhante, tirando o Maranhão do secular atraso em que se encontrava.

O pronunciamento do líder emedebista foi convincente e verdadeiro, a ponto de dizer que se ele, Renato, fosse o governador do Maranhão faria tudo igual. Essa declaração, que deixou o governador em estado de graça, fez Renato receber ácidas críticas das hostes oposicionistas, que passaram a hostilizá-lo e levantar a suspeita de ele desejar ser o próximo governador do Maranhão com o apoio de Sarney.

No dia seguinte à entrevista, Sarney, agradecido, visita Renato e ainda o convida a ver ao vivo as obras realizadas em São Luis: Barragem do Bacanga, Ponte São Francisco, TV Educativa, Faculdades de Administração, Engenharia e Agronomia, Ginásios Bandeirantes, Conjuntos Residenciais e Prodata, irritando mais ainda os oposicionistas, liderados pelo prefeito Epitácio Cafeteira, rompido com o governador.

ATUALIDADE DO PADRE VIEIRA

Nada mais saboroso do que reler os Sermões e as Cartas do Padre Antônio Vieira, para ver como seus textos são lúcidos e atuais.

Tais documentos ajudam a descobrir que certos acontecimentos históricos, a exemplo da corrupção, não são atos do nosso cotidiano ou introduzidos no Brasil nos últimos tempos.

O jesuíta prova com a maior eloqüência possível que no Maranhão, no século XVII, a corrupção campeava à vontade, sendo considerada uma das causas do nosso atraso.

Nesse pequeno trecho Vieira diz tudo: “São os interesses dos que governam com as rendas dos dízimos de Vossa Majestade em todo aquele Estado, que chegam a montar seis a oito mil cruzados, três dos quais toma o governador”.

PRAÇA BANDEIRA TRIBUZI

Na área de lazer do Ceuma, no Renascença, Mauro Fecury  vai construir a futura Praça dos Escritores do Maranhão.

Nela serão introduzidos os bustos dos nossos mais renomados poetas e prosadores.

O primeiro intelectual maranhense a ter representação na Praça dos Escritores será o poeta Bandeira Tribuzi.

TEMER E SARNEY

Antes de se mudar com a família do Palácio Jaburu para o Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer tomou uma providência digna de assumido supersticioso.

Pediu ao padre paulista José Eduardo, nas horas vagas praticante do exorcismo, para benzer as dependências do Palácio da Alvorada.

Não é a primeira vez que um presidente da República, por cultivar a superstição, assim procede.

José Sarney,  um tremendo místico, antes de morar no Palácio da Alvorada, mandou retirar todos os pingüins de geladeira ali encontrados.

OS BANCOS NO MARANHÃO

Foi no governo de José Sarney (1966-1970) que agências bancárias estatais e privadas invadiram o Maranhão.

O processo de desenvolvimento e os investimentos oficiais injetados na economia maranhense, estimularam a instalação na capital e no interior do Banco do Nordeste, Banespa, Banerj, BNCC, Nacional de Minas Gerais, Mercantil de São Paulo, Bradesco, Real, Bamerindus, Bandeirantes e outros.

Com a economia em recessão, a desativação dos investimentos estatais e privados e os assaltos, as agências bancárias estão fechando as portas e migrando para locais mais seguros.

POSSE DE GOVERNADORES

Com o advento do regime militar, em 1964, as regras para a investidura dos governadores estaduais mudaram.

De 31 de janeiro, passaram para 15 de março.

Nessa data, no Maranhão, foram empossados em 15-03-1971, Pedro Neiva de Santana; 15-03-1975, o vice, José Murad, por motivo de doença do governador Nunes Freire; 15-03-1979, João Castelo Ribeiro Gonçalves; 15-03-1983, Luiz Rocha; 15-03-1987, Epitácio Cafeteira; 15-03-1991, Edison Lobão.

Os três primeiros foram eleitos por via indireta, pela Assembleia Legislativa; os três últimos, por eleição direta, universal e secreta.

Com a nova Constituição do Brasil, promulgada em 1988, os governadores estaduais assumiram os mandatos em nova data: 01 de janeiro. Roseana Sarney inaugurou o novo ciclo, investindo-se no cargo de governadora em 01 de janeiro de 1995.

INCÊNDIO ROMANCEADO

Há 63 anos, na manhã de 16 de março de 1954, São Luis perdia a sua costumeira calma por conta de um pavoroso incêndio do navio-cargueiro Maria Celeste, ancorado defronte à Rampa do Palácio.

Muitos dos tripulantes e estivadores morreram em função da explosão dos combustíveis. A cidade parou para acompanhar aquela tragédia.

Ano passado, a Academia Maranhense de Letras, sob os auspícios da Lei de Incentivo à Cultura, editou o romance da autoria do escritor Waldemiro Viana, “Maria Celeste da Terra e do Mar”, pano de fundo para a história de uma jovem que se encontrava naquele sinistro navio.

PERDÃO AOS LEITORES

Peço mil desculpas aos leitores pela impropriedade cometida na edição de Roda Viva, na semana passada. Por conta de meus deteriorados neurônios, identifiquei o escritor Graciliano Ramos como paraibano. Nada disso. Trata-se de um ilustre alagoano, que exerceu o cargo de prefeito de Palmeira dos Índios, em 1928. Como dizia o grande compositor Ataulfo Alves, “perdão foi feito pra gente pedir”.

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CEUMA DIVERSIFICA-SE COM SHOPPING

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Poucas instituições no Brasil, em vinte e cinco anos, cresceram com tamanha desenvoltura, firmeza e eficiência como o Ceuma.

Criado pela indômita vontade do engenheiro civil, Mauro de Alencar Fecury, que soube aproveitar a oportunidade ímpar de dotar o Maranhão de um empreendimento de tão elevada importância educacional, o Ceuma  se impôs dentro e fora de nosso Estado, pela maneira como é administrado, pela excelência do ensino prestado, pelo nível e qualidade do corpo docente, pelas instalações físicas e equipamentos de ponta colocados à disposição do alunado.

O Ceuma é tudo isso e muito mais não por acaso ou milagre. Cresceu e  produziu tantos benefícios à sociedade, deveu-se à visão de mundo e da obstinada determinação de Mauro Fecury, o mais arrojado empreendedor do Maranhão, que, no momento certo, teve o discernimento de acreditar num projeto de cunho altamente social e voltado para mudar a vida de pessoas.

A construção desse império teve início em São Luis, a 9 de abril de 1990, com o nome de Centro de Ensino Unificado do Maranhão, a primeira instituição de ensino superior privada no Estado, autorizada pelo então presidente da República, José Sarney.

Para se ter idéia do arrojo de tão grandioso empreendimento, basta dizer que dois anos depois de funcionar em salas alugadas no centro da cidade, o Ceuma já contava com sede própria, no Renascença, símbolo e ponto de partida para outras sucessivas e vitoriosas conquistas em São Luis, Imperatriz e Bacabal, onde foram instalados diversos campus e numerosos cursos de graduação.

Consolidado no Maranhão, o Ceuma, em 1998, extrapola as suas ações educacionais para outras capitais. Em Brasília, instala o Centro Unieuro; em Belém do Pará, funda a Faculdade Metropolitana da Amazônia; em Teresina, implanta o Ceupi.

O coroamento dessa luta e desse esforço em favor da educação atinge o  ápice em 2012, quando o Ministério da Educação transforma o Centro Universitário do Maranhão em Universidade Ceuma, da qual fazem parte 1.080 professores, 205 doutores, 529 mestres, 346 especialistas, e 55. 888 egressos.

Reconhecido nacionalmente por manter um dos maiores complexos  educacionais privados do país, o Grupo Fecury, em 2016, partiu para um audacioso desafio: a diversificação de suas atividades. Para esse novo tempo, o Ceuma sofreu  um processo de reformulação de suas estruturas administrativas e acadêmicas e  implanta a Gestão Unificada, que o habilita a assumir novos encargos e compromissos sociais.

Para inaugurar esse processo de diversificação, deflagrou entendimentos com o Grupo Franere, interessado em negociar as ações do Shopping Rio Anil.

Por meio de tratativas, análises e estudos, que se realizaram em São Paulo e São Luis, competentemente conduzidas por Mauro e o filho Clóvis Fecury, as negociações chegaram a bom termo no começo deste ano e resultaram na aquisição de 50 por cento das ações do Shopping Rio Anil, em poder da Franere.

O Shopping Rio Anil, agora, sob o controle acionário, em igualdade de condições, do Ceuma e da BR MALLS, a maior empresa do Brasil na área de shopping, certamente será submetido a uma nova gestão, cujos reflexos serão brevemente sentidos pelo consumidor maranhense.

Em tempo: os Fecury há anos planejavam entrar nessa área de shopping. Um projeto para a construção em Àguas Claras, cidade satélite de Brasília, de shopping de médio porte, chegou a ser pensado e projetado, mas a implantação foi adiada para um momento mais propício. Quem sabe, agora, volte à tona.

LEITOR DE SÃO LUIS

Um arguto leitor do jornal carioca O Globo, chamado Luiz Thadeu Nunes e Silva, morador em São Luis, manifestou a sua opinião sobre a corrupção vigente no Brasil e por concordar com ele vou transcrever o que escreveu: “É surreal o nível que a corrupção atingiu no Brasil. Henrique Eduardo Alves, político de carreira, não sabe como US$ 800 mil foram parar em sua conta bancária. Se eu encontrar somente US$ 8 em minha conta, e não souber a origem, vou averiguar. Imagina US$ 800 mil. Das duas uma: ou ele tem tanto dinheiro que esse valor passa despercebido, ou não tem controle da conta, ou qualquer coisa que ele fale não tem relação com a verdade. Esse valor vultoso na conta de um político em qualquer país seria um escândalo. No Brasil, está virando chacota”.

IRMÃOS PETEBISTAS

O PTB no Maranhão, há anos sob o comando dos irmãos Pedro e Manoel Ribeiro, pode rachar.

Tudo por causa da nomeação do vereador Pedro Lucas Fernandes, filho do deputado Pedro e sobrinho de Manoel, para dirigir a Agência Metropolitana.

O ex-deputado Manoel Ribeiro, por não ter sido consultado sobre a nomeação de Pedro Lucas, o que implica no engajamento do PTB ao governo Flávio Dino, não esconde o propósito de trocar de partido.

MAU HÁLITO

Os políticos brasileiros, de uns tempos para cá, passaram a tapar a boca quando conversam ou sabem que estão sendo filmados pela televisão.

Alguns assim procedem para evitar a leitura labial de suas conversas nem sempre de bom tom ou confiáveis

Outros, porém, usam esse artifício para impedir a propagação do mau hálito no ambiente, já tão impregnado de corrupção.

CANDIDATO A GOVERNADOR

O ex-deputado Lourival Mendes irrita-se quando se fala em candidato ao governo do Maranhão e se omite o nome do ex-deputado Clóvis Fecury.

Para ele, Clóvis tem todas as condições para dirigir os destinos do Maranhão, pois é um político jovem, sem mancha, empresário bem-sucedido, capaz e atualizado com as coisas de seu tempo.

Lourival pretende fazer um movimento no Maranhão no sentido de chamar as atenções das lideranças políticas para a candidatura de Clóvis Fecury, nome que o povo aceitará sem restrições para disputar as eleições de 2018 e com amplas chances de se eleger.

RELATÓRIO DE GRACILIANO RAMOS

O grande escritor paraibano, Graciliano Ramos, em 1929, elegeu-se  prefeito da cidade onde nasceu, Palmeira dos índios. Ao deixar o cargo,  encaminhou ao governador de Alagoas um relatório sobre a situação da prefeitura.

O relatório é de uma atualidade que impressiona. Vejam: “Convenho em que o dinheiro do povo poderia ser mais útil se estivesse nas mãos ou nos bolsos de outro menos incompetente do que eu, em todo o caso, foi transformado em cal, pedra, cimento, etc. Assim procedendo melhor que se o distribuísse com os meus parentes, que necessitam coitados. Devo dizer que não pertenço a banco, nem lá tenho interesse de nenhuma espécie. A prefeitura ganhou ao livrar-se de um tesoureiro, que apenas servia para assinar as folhas e embolsar o ordenado, pois no interior os tesoureiros não fazem outra coisa”.

Ao concluir o relatório, afirma categórico: “Não favoreci ninguém. Devo ter cometido numerosos erros da inteligência que é fraca. Perdi vários amigos que possam ter semelhante nome. Não me fizeram falta.”

APARÍCIO EM BARREIRINHAS

O prefeito de Barreirinhas, Albérico Filho, acertou em cheio na nomeação do engenheiro Aparício Bandeira para o cargo de Secretário de Obras do Município.

Como bom técnico e de experiência comprovada, Aparício, em pouco tempo, já fez a cidade mudar radicalmente de visual. Está mais limpa e os buracos sumiram.

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O DIA EM QUE NOVA IORQUE SUMIU DO MAPA

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No Maranhão, os políticos só sabem desmembrar e criar municípios. A última vez que isso ocorreu, em 1989, por ocasião da elaboração da nova Carta Magna do Estado. Sem dó e piedade, os constituintes maranhenses criaram 83 municípios, a grande maioria sem condições de se gerir administrativamente.

Mas a 8 de março de 1969, há 48 anos, um fato ocorre no interior do Maranhão,que vira notícia internacional. Em vez da criação de um novo município, veio a lume uma operação de governo, e de grande monta, com o sentido de desaparecer do mapa do Estado uma cidade secular e curiosamente chamada Nova Iorque.

Aquela operação, que levaria Nova Iorque a ser tragada pelas águas do rio Parnaíba, não partiu da cabeça de nenhum desastrado político, mas veio no bojo de um projeto de poder que visava alavancar uma região carente de desenvolvimento e de progresso.

Para tal fim, a população de Nova Iorque foi devidamente preparada e conscientizada da imperiosidade da erradicação da cidade, no lugar da qual surgiria uma obra que representava a redenção de uma grande área  dos Estados do Maranhão e do Piauí.

Era a construção da Hidrelétrica de Boa Esperança, com mais de mil quilômetros de linhas de transmissão, fornecendo na fase inicial a 76 municípios – 53 do Maranhão e 25 do Piauí – 108 mil quilowatts de energia.

Projetada para beneficiar o Nordeste Ocidental, a usina exigia a formação de um lago artificial de 200 quilômetros de extensão que cobria, além de Nova Iorque, as cidades de Guadalupe, Benedito Leite e Uruçui.

O processo de avanço das águas foi lento: cerca de 30 centímetros por dia, que começou em janeiro de 1969, quando o Rio Parnaíba foi represado.

A população da antiga cidade foi transferida para uma nova área, distante cinco quilômetros da inundada, especificamente preparada para os ocupantes terem melhores perspectivas de vida.

Nova Iorque foi assim batizada em homenagem ao norte-americano Edward Burnett, que a fundou. Em maio de 1886 foi desmembrada do município de Pastos Bons e elevada à categoria de vila. Anos depois, conquistou autonomia político-administrativa, transformando-se em  município.

Na história do Maranhão, Nova Iorque serviu de palco para três importantes episódios: em 1838, travaram-se candentes lutas entre os balaios e as forças legalistas; em 1926, os adeptos da Coluna Prestes por lá passaram, arrombaram lojas  comerciais e queimaram arquivos da Coletoria e do Cartório;  no mesmo ano, uma avassaladora enchente do Rio Parnaíba destruiu parte da cidade e deixou a população em estado de flagelo.

Politicamente, o município esteve sob o domínio da família Neiva. O ex-deputado federal José Guimarães Neiva Moreira ali nasceu em 10 de outubro de 1917. Este ano, a Academia Maranhense de Letras comemorará o seu centenário de nascimento.

ATOS E FATOS DO CARNAVAL DE SÃO LUIS QUE NÃO VIRARAM CINZAS

O poeta Vinicius de Moraes fez a letra e o compositor Carlos Lira a música  de um das mais belas canções da Música Popular Brasileira: a  “Marcha da Quarta-Feira de Cinzas”, que começa assim:

Acabou o nosso carnaval ninguém ouve cantar canções

Ninguém passa mais brincando feliz

E nas canções saudades e cinzas foi o que restou.

Valho-me desses versos musicais para contar alguns fatos do carnaval de São Luis, que ainda não viraram cinzas.

1 – Começo com o prefeito Edivaldo Holanda, que não foi visto em lugar nenhum desta cidade, o que se deve à sua formação evangélica. Mas o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, também evangélico, participou de alguns eventos tradicionais do carnaval, a exemplo da entrega da chave da cidade ao Rei Momo.

2- Já o governador Flávio Dino participou de alguns atos carnavalescos e brilhou ao ostentar no peito a estola do PC do B. O fato repercutiu no mundo inteiro pelo ineditismo e originalidade.

3- O ex-deputado Manoel Ribeiro, como vem fazendo ultimamente, passou o Carnaval no Rio de Janeiro, mas aquela música, carro-chefe do Bloco do Jegue, por ele criado e mantido, continua na boca e na coreografia dos foliões.

4- Outro maranhense que aprecia fervorosamente o carnaval do Rio de Janeiro, o engenheiro José Jorge Soares, fez sucesso nas ruas e bares cariocas, com a sua veterana burrinha, que ainda brilha nas festas carnavalescas e juninas.

5- O tradicional bloco do Agenor manteve a tradição de sair no sábado de carnaval. Louvável essa atitude. Este ano o bloco foi às ruas com uma fantasia branca e azul, em homenagem à tradicional rival da Flor do Samba, a Turma do Quinto.

6- O escritor e cineasta Joaquim Haickel também não ficou em São Luis. Optou pelo Rio de Janeiro, onde não teve sossego, pois o seu telefone tocou o tempo todo. Era gente querendo saber se falsa ou verdadeira a notícia de o seu candidato a senador ser Weverton Rocha.

7- Mauro Fecury, este ano, trocou o desfile das escolas de samba, do Rio de Janeiro, pela festa de PH.  No sábado de carnaval, deu uma volta no centro da cidade, mas ficou triste ao ver as ruas e praças da cidade mal iluminadas e mal tratadas.

8- Por falar em PH, as suas festas passadas primavam pela presença de figuras do poder e da política. Os do poder se ausentaram por questões óbvias. Da militância política só o deputado federal, João Marcelo, o estadual, Fábio Braga, a prefeita de Rosário, Irlaí, e o prefeito de Barreirinhas, Albérico Ferreira Filho.  Mas eles não sabem o que perderam.

9- Na sexta-feira, que antecedeu ao tríduo momesco, alguns imortais da Academia Maranhense de Letras, resolveram recordar o carnaval dos velhos tempos de São Luis: “assaltaram” a residência do confrade Lourival Serejo, que com a esposa Ana, forma um casal perfeito.

10- A cada ano o carnaval de São Luis cresce nos bairros, onde os bares e botecos aparecem como as grandes atrações. A migração da folia do centro da cidade para o subúrbio é um fato irreversível e visível. Na área do São Francisco dois bares brilharam pela animação e casa lotada: “Seu” Guma e o Mokai.

11- Os hotéis e as pousadas não podem se queixar. Este ano, com a crise a atormentar o turismo, todos estavam praticamente lotados. Imagine se o carnaval de São Luis ainda fosse o de outrora. Tenho a impressão de que vieram não em função de carnaval, mas de lazer.

12- Em Barreirinhas, a cidade lotou com gente daqui e de fora, a despeito do tempo gasto na viagem e dos riscos dela decorrentes.  A grande reclamação: o abandono da cidade, que se encontra suja, esburacada e  mal tratada.

13-  O economista Lino Moreira, que mora na Península da Ponta D’Areia, teve, ao contrário dos anos anteriores, um carnaval tranqüilo. As festas carnavalescas realizadas no Iate Clube cumpriram os horários programados e os foliões não praticaram excessos.

14-  A televisão mostrou o protesto político dos foliões contra a presença do presidente Michel Temer no Palácio do Planalto. A palavra de ordem criada pelo PT – Fora Temer- atormentou as ruas das cidades brasileiras, como um clamor público. Em São Luis, esse grito de guerra contra o Presidente da República não aconteceu.

15-  Os hospitais da cidade lotaram neste carnaval. Um surto gripal pegou a população desprevenida, que acabou em invasão hospitalar. O casal Lourdes e Eliézer Moreira, que se preparou para brincar o  carnaval,  teve de bater nas portas do Hospital UDI, para combater uma virose.

 

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