RECORDAÇÕES DO GRÊMIO LÍTERO

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Na segunda metade do século passado, a vida social em São Luís, no tocante à diversão e entretenimento, movia-se com bastante fluidez e girava em torno de três expressivos clubes sociais – Grêmio Lítero Recreativo Português, Cassino Maranhense e Clube Recreativo Jaguarema, bem organizados e estruturados, com centenas de sócios – proprietários e contribuintes, sedes próprias e programações festivas e recreativas variadas, muitas das quais inesquecíveis, como as carnavalescas e as juninas.

Dos três clubes, apenas o Grêmio Lítero ainda respira, mas sem a movimentação e o dinamismo dos anos dourados da sociedade ludovicense. O Cassino Maranhense e o Clube Jaguarema há anos deixaram de existir, mas ficaram na memória de gerações.

Se o Lítero Recreativo continua em atividade, deve-se indiscutivelmente a uma figura de relevo, do ponto de vista humano, intelectual e profissional, chamada Carlos Nina, que, à frente de um reduzido, mas atuante grupo de raízes lusitanas, luta desesperadamente para não deixá-lo soçobrar.

Com esse objetivo, vem promovendo eventos e lançando projetos, para motivar os associados e mostrar à sociedade que o clube saberá enfrentar as dificuldades e as incertezas.

Um dos projetos, com o nome de “Fênix”, destina-se a resgatar a história do clube e dos portugueses e brasileiros que o administraram, bem como de seus sócios que se distinguiram na vida política, econômica ou cultural do Maranhão.

Nesse particular, o ex-senador José Sarney, em artigo publicado no jornal O Estado do Maranhão, relatou que quando começou a escrever versos, recitou, num sarau no Lítero, alguns poemas de sua autoria.

A minha geração, por exemplo, guarda do Grêmio Lítero Recreativo Português as melhores e mais saudáveis recordações. Na sede social do clube, desfrutamos, enquanto jovens, de momentos prazerosos e de enlevo, que jamais olvidaremos.

São lembranças que afloram por conta da feliz iniciativa da diretoria do clube de promover, na década de 1950, aos domingos, excelentes festas dançantes, que começavam às primeiras horas da noite e terminavam antes da zero hora.

Conhecidas, também, por tertúlias, destinavam-se a um público eminentemente jovem. Durante bons anos, pontificaram na cidade, tendo como  grande incentivador o colunista social do Jornal do Povo, Benito Neiva, o pioneiro em São Luís na arte de relatar, sem malícia, o que acontecia nos salões do Grêmio Lítero.

As tertúlias tinham um ritual. Aos domingos, por volta das 17 horas, moças e rapazes ocupavam a Avenida Pedro II, onde as moças faziam o footing em torno do viaduto, e os rapazes, recostados na murada do próprio viaduto, assistiam com os olhos bem abertos aquele desfile de elegância e de beleza feminina.

Após o passeio vespertino, os jovens rumavam para a sede social do Lítero, onde os diretores do clube os esperavam, mas exigiam a apresentação de carteiras de associados. Os que não desfrutavam desse privilégio, o acesso se dava por meio de convites, não tão fáceis de conquista.

Às 19 horas, o salão do clube estava literalmente tomado por rapazes e moças. Algumas se faziam acompanhar das mães, que de olhos bem abertos e fixos nos rapazes, procuravam intimidá-los a não avançar o sinal, evitando, assim, os maledicentes sarros, como se dizia na época.

Sarros à parte, muitos romances construídos naquelas tertúlias, chegaram a se materializar em noivados e casamentos. Alguns bem-sucedidos, outros, nem tanto.

As tertúlias não eram animadas por som eletrônico, mas por orquestras ou conjuntos musicais, destacando-se o de “Nonato e seu conjunto”. Foi o Lítero que deu o passaporte para o jovem músico itapecuruense se projetar no cenário artístico.

Quem costumava cantar naquelas festas era a garota Alcione Nazaré, que dava show como vocalista da banda musical, da qual o seu genitor, João Carlos, era o maestro. Do Lítero, Alcione partiu para o Rio de Janeiro, onde, inicialmente, ganhou nome como cantora da noite. Mas, graças ao  talento e a  magnífica voz, alcançou a glória merecida.

A RESSURREIÇÃO DE RICARDO

Após um bom período de hibernação, o intrépido Ricardo Murad ressurge na cena política, desta feita, com uma “Carta aos Maranhenses”, em que não tergiversa quanto às suas pretensões eleitorais.

Cargo eletivo proporcional parece não ser o seu objetivo. Nas entrelinhas de sua mensagem, percebe-se que o seu alvo é concorrer ao cargo majoritário.

Estão abertas as bolsas de apostas.

 

MUDANÇA DE NOME

Por problemas técnicos, o Ginásio Costa Rodrigues não foi reinaugurado na data prevista, portanto, há tempo para mudar o nome daquela casa de esportes.

Em vez de Costa Rodrigues, poderia ser rotulado de Ginásio Weverton Rocha.

Homenagem a um cara que fez o impossível no Maranhão: botou o Ginásio no chão, não aplicou os recursos e deixou a obra inacabada.

PRESTAÇÕES DE CONTAS

Afinal, para que serve a Câmara Municipal de São Luís?

Se a gente tomar ao pé da letra o que estabelece o Artigo 31 da Constituição Federal: “A fiscalização Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal” a nossa edilidade já deveria ter sumido do mapa, pois há anos deixou de cumprir uma de suas prerrogativas básicas: o exame das prestações de contas dos ex-prefeitos de São Luís.

Gardênia Gonçalves, Conceição Andrade e Jackson Lago, que administraram a capital maranhense nos mandatos de 1986 a 1988, de 1993 a 1996 e de 1997 a 2000, até hoje não tiveram as suas contas avaliadas pela Câmara Municipal.

Se isso ocorre no Poder Legislativo de São Luís, o que não deve acontecer no interior do Estado.

SOBRADO AMARELO

Um dos mais belos imóveis coloniais do Maranhão, propriedade da família Pinheiro Gaspar, conhecido por Sobrado Amarelo, integra o cenário urbano de Viana.

Ao longo dos anos, o secular prédio sofreu avarias e depredações, principalmente os seus interiores. Por conta disso, gerou-se a expectativa de a prefeitura de Viana adquiri-lo, recuperá-lo e nele instalar algum órgão da administração pública municipal.

Na semana passada, o sonho do povo vianense virou realidade: o acadêmico Carlos Gaspar, em nome da família, anunciou a doação do Sobrado Amarelo à prefeitura de Viana, que se responsabilizará pela restauração do imóvel e de dar ao mesmo uma destinação cultural.

OS DIAS LINDOS

Em 1967, em plena ditadura militar, estoura no Rio de Janeiro um movimento musical encabeçado por jovens compositores e cantores, quase todos baianos.

O movimento pretendia romper com o conservadorismo que dominava a música popular brasileira, face à censura que o governo autoritário impôs ao país.

No bojo desse movimento, chamado Tropicalista, que este ano completa meio século, as presenças iluminadas de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé e Mutantes.

Nessa época, em São Luís, um jovem jornalista, conhecido por Edison Vidigal, lança um livro intitulado “Os dias lindos”, engajado e identificado com o movimento tropicalista.

 

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A REFORMA DA RUA GRANDE

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Não é a primeira vez que a Rua Grande, localizada no coração de São Luís, será alvo de reformas urbanísticas. Desde 1665, “quando governantes transformaram o caminho em rua, permitindo a passagem de carros de boi, favorecendo o transporte de cargas do Centro ao Cutim”, que vem  passando por modificações e alterações, ora radicais, ora superficiais, com o objetivo de mantê-la pulsante e pujante, pois, ao longo do tempo,  tornou-se a principal artéria comercial da cidade, onde a população se abastece de artigos de consumo, supérfluos ou vitais, indispensáveis à sobrevivência, ao conforto e ao lazer.

Graças ao professor Domingos Vieira Filho, autor do magnífico livro “Breve História das Ruas e Praças de São Luís” reeditado recentemente pela Academia Maranhense de Letras, e ao escritor Paulo Melo Souza, que escreveu em 1992 o livro-álbum “Rua Grande, um passeio no tempo”, dispomos de valiosas informações sobre uma via pública, que desde os seus primórdios, sempre se destacou no cenário urbano da capital maranhense.

Respaldado nos livros desses notáveis pesquisadores, toma-se conhecimento das numerosas reformas urbanísticas executadas pelos nossos administradores, com o desiderato de não fazê-la perder a marca registrada da mais importante rua da cidade,  seja como moradia de figuras de realce da vida pública e privada do Maranhão, seja como polo de movimentação comercial, onde famosas lojas e renomados estabelecimentos do setor terciário atravessaram períodos de fastígio e de decadência.

Por conta de tão preciosas informações, sabe-se que o primeiro calçamento da Rua Grande deu-se em março de 1855, iniciativa do governador Eduardo Olímpio Machado. Em seguida, por ordem de grandeza, a intervenção realizada na gestão do prefeito Pedro Neiva de Santana, em 1940, em atendimento ao Plano de Reforma Urbanística de São Luís, quando o centro da cidade foi literalmente modernizado.

Depois dessa ampla reforma, promovida em plena fase ditatorial, as ações  executadas na Rua Grande foram pontuais, a não ser a ocorrida na gestão do governador José Sarney, com a retirada dos trilhos sobre os quais os bondes circulavam, fato gerador da substituição do  calçamento por camadas de asfalto, modernidade que a levou à perda de suas características originais.

Na administração do prefeito Mauro Fecury, em 1979, uma benéfica intervenção, também, operou-se naquela rua: a proibição do trânsito de veículos motorizados, ato determinante para transformá-la numa via rigorosamente de pedestres.

Em 1990, na gestão do prefeito Jackson Lago, um projeto de urbanização desencadeou-se no centro da cidade, por meio do qual a Rua Grande ganhou mais espaço com o alargamento das calçadas, da remoção do asfalto e da recolocação de paralelepípedos, na expectativa da volta de tempos de outrora, o que não aconteceu face à presença de camelôs que a ocuparam em toda a extensão e de maneira desordenada.

De todas as reformas sofridas pela Rua Grande, nenhuma ganhou tanto destaque e tamanha repercussão como a atual, preconizada pelo IPHAN e reclamada por empresários e políticos, que se uniram para reivindicar do Governo Federal a liberação de recursos contingenciados, sem os quais as obras de sua restauração não serão viabilizadas e anunciadas na gestão da ex-presidente Dilma Roussef, por ocasião do lançamento do PAC das Cidades Históricas.

PREFEITOS E PRAÇAS

O engenheiro Mauro Fecury marcou a sua administração como o gestor que mais construiu praças na cidade.

Bastava encontrar um chão vazio para ocupá-lo com a construção de um espaço público, com equipamentos voltados para o lazer e diversão da população infantil.

Ao término da gestão de Mauro, São Luís encontrava-se inundada de praças, inauguradas e em homenagem a figuras representativas da vida maranhense.

Depois de Fecury, quem corre para conquistar o título de “Prefeito das Praças” é Edivaldo Holanda. São numerosas as construídas na sua gestão, nos mais diferentes pontos da cidade e bem equipadas.

NAS GRAÇAS DE TEMER

Excetuando-se o deputado Sarney Filho, por ocupar o cargo de ministro do Meio Ambiente, nenhum parlamentar da bancada maranhense, no Congresso Nacional, se aproximou mais do atual presidente da República, do que José Reinaldo Tavares.

Pelo trabalho que desenvolve em Brasília, em favor de causas nobres do Maranhão, Zé Reinaldo conseguiu chamar a atenção de Michel Temer, do qual vem recebendo demonstrações de estima e consideração.

Por conta do trânsito de José Reinaldo no Palácio do Planalto, o chefe da Nação prometeu liberar recursos do PAC das Cidades Históricas para a restauração da Rua Grande.

CAMINHOS DA CHINA

Se Portugal, nos anos 1500, descobriu as rotas marítimas para a Índia, o Maranhão, no século XXI, tenta descobrir os caminhos para a China.

Essa tarefa vem sendo conduzida pelo vice-governador Carlos Brandão, que já esteve nove vezes na China, para atrair investimentos e celebrar parcerias com vistas ao setor siderúrgico.

A comitiva maranhense, ora na Ásia, é a mais numerosa e com encontros com autoridades e empresários chineses, coreanos e vietnamitas.

Quando Carlos Brandão desembarca no aeroporto de Pequim, ele tem a sensação de chegar à rodoviária de Colinas.

AGIOTAS E ELEIÇÕES

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Gilmar Mendes, tem em seu poder um relatório circunstanciado, que aponta a influência do crime organizado nas recentes eleições ocorridas no Brasil.

Segundo o ministro, no Maranhão, a atuação dos agiotas, é sobremodo marcante, por conta da comprovada e grande quantidade de dinheiro escuso aplicada nos últimos pleitos, majoritários ou proporcionais.

A participação dos agiotas no interior do Maranhão não ocorre apenas no processo eleitoral. Perdura ao longo do mandato dos prefeitos municipais.

Sem dinheiro para gastar na campanha política, os candidatos a eles recorrem e são  financiados com recursos advindos de operações criminosas,  que, depois, custam sangue, suor e lágrimas aos gestores municipais.

CORUJÃO DA SAÚDE

O atual prefeito de São Paulo, João Dória, vem conseguindo resolver graves problemas sociais na capital paulista, não só com recursos financeiros.

Com imaginação e criatividade, na área da saúde, por exemplo, pôs em ação um plano fabuloso que o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda, poderia experimentar e obter sucesso semelhante.

Para diminuir a demanda pelos postos de saúde da prefeitura, o gestor paulista assinou convênio com os hospitais privados, que concordaram atender a população fora do horário convencional.

O atendimento nos hospitais da rede pública diminuiu sensivelmente e a população está feliz com o plano do prefeito.

MUSEU DO REGGAE

O escritor Herbert de Jesus Santos, que se empenha com fervor pela preservação da cultura popular do Maranhão, não se conforma com a iniciativa da criação do Museu do Reggae, em São Luís.

O intelectual não tem nada contra o reggae e os regueiros, mas não  aceita a prioridade do Poder Público a uma cultura alienígena, em detrimento, por exemplo, do Centro de Arte Japiaçu, segundo ele, ameaçado de fechar as portas, com tantos e relevantes serviços aos artistas locais.

Herbert, por conta dessa causa que abraçou, tem recebido a solidariedade de muita gente.

 

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A VISÃO FUTURISTA DE NEIVA MOREIRA

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Em 10 de outubro de 1997 Neiva Moreira completou oitenta anos. Em sua homenagem, organizei o livro “O jornalista do povo”, com 100 artigos de sua autoria, extraídos do Jornal do Povo, editado sob sua direção.

Toda aquela produção jornalística de Neiva Moreira, selecionada por mim durante meses, serviu para avaliar não apenas o talento e o brilho de um intelectual, mas, também, a rica personalidade um ser humano que fez da política e da imprensa instrumentos de luta em favor de sua terra e de sua gente.

Ao longo de sua faina jornalística, no Jornal do Povo, que durou 15 anos, Neiva Moreira teve a oportunidade de mostrar aos seus leitores três singularidades. 1) a arte de bem escrever e de se comunicar com facilidade com o público. 2)  o que pensava sobre a situação de calamidade do Maranhão e o que precisava ser feito politicamente para o povo  expurgar do Palácio dos Leões o grupo que dominava o Estado por meio de processos violentos e fraudulentos. 3) a visão futurista acerca dos problemas maranhenses e como deveriam ser tratados pelos governantes para superá-los.

Dentre os numerosos artigos de sua lavra, destaquei alguns que, na década de 1950 ele considerava importantes e urgentes para o desenvolvimento do Maranhão. Com clarividência e conhecimento de causa, opinava sensatamente sobre o problema e exigia que o mesmo fosse o quanto antes enfrentado com responsabilidade pelas autoridades federais e estaduais.

Uma questão que sempre o preocupava: a barragem do Rio Parnaíba, que, como filho do sertão maranhense, clamava pela imperiosa construção da Hidrelétrica de Boa Esperança, a fim de que os municípios do Maranhão e do Piauí pudessem ter energia suficiente para combater o atraso econômico e a pobreza social.

Como jornalista e deputado, usava argumentos irrefutáveis para mostrar que a barragem além de “controlar as águas do Rio Parnaíba, iria transformá-las em energia para permitir a sua navegabilidade até o mar, numa extensão de mais de novecentos quilômetros”.

Outro assunto que Neiva Moreira entregava-se de corpo e alma: a  criação da Universidade Federal no Maranhão, pois sem ela o Estado não teria  quadros técnicos e preparados para a alavancagem do desenvolvimento econômico e social.

Nesse particular, não media elogios a um grupo de professores das Faculdades de Direito e de Farmácia e Odontologia, que se empenhava a fundo para apresentar aos Poderes Executivo e Legislativo da Nação, estudos e projetos para dotar o Estado de uma instituição de nível superior, voltada a criar centros de ciência e de cultura, capazes de gerar mecanismos técnicos e institucionais e destinados à remoção das velhas estruturas enraizadas no  Maranhão.

Com relação a São Luís, o seu maior reduto eleitoral e onde havia construído uma significativa liderança popular, fazia considerações de como melhorá-la e fazê-la crescer ordenada e urbanisticamente. Nesse sentido, preconizava, como medida prioritária, a conquista da autonomia política e administrativa da capital maranhense, cujos gestores, por serem  nomeados pelos governadores estaduais, não assumiam  compromissos com o povo e, por isso, se descuidavam dos problemas da cidade e de sua gente.

Um grave problema que rondava São Luís, de acordo com o brilhante jornalista, era a negligência de seus administradores com a expansão da cidade para a Ponta D’Areia e a construção de uma ponte para ligar a parte histórica da urbe à orla praiana, que se encontrava desabitada e abandonada, projeto, que defendia ardorosamente no Jornal do Povo e na tribuna parlamentar.

Em tempo: essas questões, levantadas e detectadas pela invejável visão de Neiva Moreira, que o preocupavam na década de 1950, a exemplo da construção da Hidrelétrica de Boa Esperança, da instalação Universidade Federal do Maranhão, da autonomia e da expansão da cidade para a Ponta D’Areia, dez anos depois, foram viabilizados na gestão do governador José Sarney.

PREFEITOS E IMPUNIDADE

Raro o dia que um órgão da mídia não divulga atos de juízes do interior do Maranhão, tomando por base denúncias do Ministério Público,  determinando o afastamento de prefeitos,  por práticas de improbidade administrativa, desvios de recursos públicos, má aplicação de verbas, descumprimento de leis, abusos de poder econômico, fraudes nas eleições e  infringência à Lei da Ficha Limpa.

Se essa conduta de promotores e juízes, de não contemporizar com as ilicitudes dos gestores municipais, deve ser louvada e aplaudida pela sociedade, a recíproca não é verdadeira no tocante aos magistrados de instância superior, salvo poucas exceções, que não hesitam em manter  nos cargos prefeitos que não desempenham o mandato como manda a lei e a ética.

TRÂNSITO LIVRE

Quando as obras para a recuperação da antiga fábrica Santa Amélia foram iniciadas, um trecho da Rua Cândido Ribeiro, compreendido entre as Ruas de Santana e Misericórdia, foi interditado.

A interdição, com o sinal verde da prefeitura, visava não atrapalhar os trabalhos ali executados, inclusive, em prédios vizinhos à antiga fábrica, destinados ao funcionamento dos cursos de Turismo e Hotelaria, da Universidade Federal do Maranhão.

Ocorre que na fase de conclusão das obras, os recursos deixaram de ser liberados. Resultado: há quase cinco anos nenhum prego foi colocado naquela construção, que, se concluída, embelezaria o centro da cidade.

Mas se a obra está parada e não se sabe quando será retomada, por que o trecho da Rua Cândido Ribeiro continua interditado?

FEIRA E FEIRINHA

Segundo a revista “Isto é”, só este ano a Câmara dos Deputados gastou uma fábula de dinheiro em viagens internacionais de seus membros.

Até agora, quase 300 viagens ao exterior, que, no jargão parlamentar são conhecidas por “missões oficiais”.

Da bancada maranhense, quem se beneficiou com uma dessas viagens foi o deputado Cleber Verde, que passou três dias em Manhattan, numa feira de alimentos e bebidas especiais.

Se era para ver alimentos e bebidas, a feirinha da Praça Benedito Leite, com  certeza, é melhor do que a de Manhattan.

BUSTO DE NEIVA MOREIRA

O depoimento do acadêmico Sálvio Dino, na Academia Maranhense de Letras, em homenagem ao centenário de nascimento de Neiva Moreira, foi bem aplaudido pela assistência.

Motivo: ele anunciou um movimento em favor da construção de um busto do vibrante jornalista e competente parlamentar.

Para Sálvio Dino, que teve um convívio de perto com Neiva Moreira, no Jornal do Povo, com o busto, se preservará a memória de um homem que honrou o Maranhão.

PALMAS PARA O TCE

O presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, Caldas Furtado, teve o seu trabalho à frente do órgão, publicamente louvado e exaltado pelos oradores, daqui e de outros estados, na solenidade de comemoração dos setenta anos do TCE.

Não foram elogios gratuitos ou produtos da retórica, mas verdadeiros e baseados em atos e iniciativas, que, na sua gestão, fizeram do Tribunal de Contas um órgão mais atuante, com outra filosofia de trabalho, modernizar-se, inovar-se e ser diferente do que era antigamente.

O TCE do Maranhão, sob o comando de Caldas Furtado, modernizou-se e inovou-se de tal modo, que hoje serve de modelo para outros estados da Federação, inclusive o Tribunal de Contas da União.

 

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LEMBRANÇAS DE NEIVA MOREIRA

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As minhas relações pessoais e políticas com Neiva Moreira começaram no final dos anos 1950, no Rio de Janeiro, então capital da República, onde estudava para ingressar numa faculdade de nível superior, e ele, cumpria o seu segundo mandato de deputado federal, pelo Partido Social Progressista.

Nossas conversas tinham por palco o Palácio Tiradentes, onde funcionava a Câmara Federal, e giravam, obviamente, em torno da política nacional e regional. Ele, àquela altura da vida, já pontificava no Congresso Nacional pelas suas posições nacionalistas e pelo modo como defendia as causas dos excluídos, sem deixar de lado as lutas travadas no Maranhão, como jornalista e parlamentar, contra o domínio do Partido Social Democrático, que considerava obstáculo à chegada ao poder estadual das Oposições Coligadas, estas, que desde a redemocratização do país, combatiam o vitorinismo.

Em 1960, logrei êxito no vestibular da Escola de Agronomia, da Universidade Rural, mas não consegui ajustar-me ao curso, razão pelo abandonei-o com intenção de voltar ao Maranhão e estudar Direito, tendo como alvo a vetusta Faculdade da Rua do Sol.

Neiva, com o qual estreitara as relações de amizade, percebendo minha inclinação para a política, passou a catequizar-me a ingressar na vida pública, filiar-me ao Partido Social Progressista e candidatar-me a deputado estadual, aproveitando o fato de o meu pai, Abdala Buzar Neto, ser o prefeito de Itapecuru e dotado de forte liderança popular no município.

Antes de retornar a São Luís, por iniciativa e empenho de Neiva, estagiei alguns meses nos jornais O Dia e a Notícia, de propriedade do deputado carioca, Chagas Freitas, do PSP, preparando-me assim para integrar o corpo redacional do Jornal do Povo, como de fato veio acontecer.

Deixei os encantos do Rio de Janeiro no final de 1961, trocando o que de bom e bonito a Cidade Maravilhosa oferecia, por São Luís, onde tratei de materializar dois projetos: ingressar na Faculdade de Direito e convencer o meu genitor de apoiar a minha candidatura à Assembleia Legislativa às eleições de outubro de 1962.

O primeiro projeto foi facilmente conquistado. O segundo, porém, exigiu tenacidade e habilidade para contornar a resistência paterna, tendo em vista o seu compromisso político com o PSD de Vitorino.

A legislação eleitoral da época, omissa quanto à fidelidade partidária, possibilitou um acordo proposto por Neiva Moreira: ele abria mão dos votos de Itapecuru, desde que eu fosse o candidato a deputado estadual pelo PSP.  Essa fórmula salvou a minha candidatura.

Nas eleições, eu e Neiva fomos vitoriosos, ainda que a sua recondução à Câmara de Deputados tenha sido penosa e problemática. De um lado, a forte e irresistível campanha movida por setores empresariais e segmentos do catolicismo maranhense que o acusavam, pela sua participação nas lutas pelas reformas de base, de comunista e inimigo da igreja. De outro, pelo seu posicionamento no pleito de 1960, não apoiando a candidatura de Ademar de Barros à presidência da República, optando pelo engajamento, por questão ideológica, ao movimento nacionalista em favor do marechal Henrique Lott, candidato do PSD.

Em 1963, assumimos os mandatos parlamentares. Enquanto Neiva continuava, no Congresso Nacional, a tomar posições arrojadas e firmes, como integrante da Frente Parlamentar Nacionalista, em prol de mudanças econômicas e sociais no país, eu, fazia parte de um grupo de deputados que, na Assembleia Legislativa dava combate frontal ao sistema político vigente no Maranhão.

Com a deflagração no país do movimento político-militar, em abril de 1964, que soterrou as conquistas democráticas e expulsou do poder os que lutavam pelas reformas estruturais, Neiva Moreira, depois de cassado, perseguido e preso, deixou o Brasil e exilou-se em diversos países da Europa e da América Latina, nos quais, com denodo e sacrifício, continuou a defender os ideais que abraçara.

Retorna ao Brasil em 1979, beneficiado pela Lei da Anistia.  Ao voltar, retoma a militância político-partidária no Maranhão, aliando-se a Jackson Lago na organização do diretório regional do PDT, pelo qual disputou o pleito para a Câmara Federal em 1982.

Em outubro de 1997, quando completou 80 anos de vida, em sua  homenagem, publiquei um livro cuja matéria prima era a sua produção jornalística. Para isso, tive o prazeroso trabalho de pesquisar, na Biblioteca Pública Benedito Leite, as edições diárias do Jornal do Povo. Nessa garimpagem de 15 anos de seu trabalho jornalístico, selecionei 100 artigos que me pareceram os mais adequados à realidade maranhense e invariavelmente escritos com discernimento, competência e paixão pela terra em que nasceu.

Neles, Neiva Moreira, além de evidenciar a sua qualidade de primoroso redator, apontava, como se fosse um profeta, soluções para os problemas do Estado e de São Luís, dentre outros, as construções da Ponte do São Francisco, da Barragem do Bacanga, da Hidrelétrica de Boa Esperança, do Porto do Itaqui, da instalação da Universidade Federal do Maranhão e da autonomia política e administrativa de São Luís, que, anos depois, se transformaram em realidade pelo governador José Sarney.

SARNEY E MEDIDA PROVÍSSÓRIA

Os inimigos e adversários de José Sarney sempre encontram pretextos para conspurcar a sua gestão na Presidência da República, estigmatizando-a junto à opinião pública.

Injustamente imputa-se a Sarney a prática de atos de somenos importância e premeditadamente esquece-se de enaltecê-lo, por exemplo, quanto ao uso moderado de Medida Provisória, instrumento não muito democrático introduzido na Carta Magna de 1988, com força de lei e tranca a pauta do Poder Legislativo.

De acordo com avaliações recentes, dos presidentes da República que passaram pelo Palácio do Planalto – Sarney, Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique, Lula, Dilma e Temer, este, foi o que usou a Medida Provisória  e Sarney foi o que menos a utilizou.

CARTAS IMPORTANTES

De acordo com o cineasta Joaquim Haickel,  na História do Brasil, três cartas ganham relevo.

Pela ordem cronológica: A carta de Pero Vaz de Caminha, a carta-testamento de Getúlio Vargas e a carta de Antônio Palloci.

O RECORDISTA

Pelo andar da carruagem, nenhum chefe do Executivo maranhense, no período de um ano, visitou mais o interior do Estado do que Flávio Dino.

Raro é o dia que ele não troca a rotina do Palácio dos Leões por conversas de pé de ouvido com prefeitos e vereadores.

Este ano, o governador já esteve em quase todas as cidades maranhenses. São visitas para inaugurar obras e sentir o cheiro de Roseana no ar.

PALESTRAS EM ESCOLAS

Iniciativas formidáveis tiveram as juízas e promotoras de Itapecuru-Mirim: promoveram palestras nas escolas municipais e estaduais, para os alunos mais adiantados dos cursos fundamental e médio.

Objetivo: prepará-los para o mundo que os espera fora das escolas, onde a corrupção se faz presente e despertar o senso crítico dos estudantes acerca de situações  comuns e aparentemente vivenciadas no dia a dia da sociedade.

Depois das palestras, os alunos apresentam trabalhos sobre o tema discutido.

PADROEIRO  DO MARANHÃO

Os vereadores da Câmara Municipal da cidade de Ribamar tomaram uma iniciativa nada comum no meio parlamentar maranhense.

Respaldados e apoiados pelos padres da paróquia da cidade praiana, apresentaram e aprovaram uma lei municipal que fixa a data de 19 de setembro e não 19 de março  o dia dedicado ao santo milagroso.

Não satisfeitos, deram ainda o título de Padroeiro do Maranhão a São José de Ribamar.

O VICE DO TJ

Antes mesmo de tomar posse como vice-presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, o desembargador Lourival Serejo já disse a que veio.

Ao contrário de seus antecessores ele não quer ser figura decorativa na Mesa Diretora do TJ.

Quer dar visibilidade ao cargo e trabalhar harmoniosamente com os colegas de diretoria.

 

 

 

 

 

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MANSÃO DA CORRUPÇÃO

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O jornal O Globo, do Rio de Janeiro, na semana passada, dedicou página inteira à casa do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral e da sua mulher Adriana Ancelmo, localizada em Mangaratiba.

Ao longo da esclarecedora reportagem o leitor toma conhecimento do que a mansão  apresentava  e oferecia de conforto e  de lazer  ao corrupto casal e aos que a frequentavam e participavam de comemorações  e de festas realizadas sob a marca registrada do dinheiro fácil  e das ilicitudes.

A matéria aponta ainda os ambientes mais expressivos do imóvel paradisíaco, em que avultam obras de artes, que impressionam pelo valor e deslumbramento.

Em todos os cômodos, são marcantes as presenças de imagens sacras e quadros de renomados artistas plásticos. No corredor, cinco suítes – três delas com vistas para o mar- com telas de Adriana, fotografias de família, móveis valiosos e decorativos, preciosidades na biblioteca, bem como de numerosos eletrodomésticos e eletrônicos.

Na área externa, de aproximadamente mil metros quadrados, duas piscinas, sauna, quadras esportivas, churrasqueira e campo de golfe.  Na cozinha, fogão industrial e três geladeiras.

No imóvel, que fazia parte do condomínio Portobello, a família Cabral organizava  festas monumentais, ressaltando-se o réveillon, com direito a mergulho no mar para celebrar o ano novo. Nos finais de semana, ali o casal refugiava-se, usando o helicóptero do governo ou a lancha Manhattan.

A reportagem traz ainda fatos bem ruidosos e termina com esta bombástica informação: tudo que se encontra na mansão de Mangaratiba, onde a fantasia e o desperdício se misturavam, como resultado e produto de práticas ilícitas, no dia 3 de outubro vindouro, por decisão judicial, será leiloado, com o lance mínimo de 8 milhões, valor avaliado aos  462 metros quadrados de área construída. O dinheiro arrecadado retorna direto para os cofres públicos.

Ao final da matéria de O Globo, o meu pensamento viaja até o Presídio de Bangu, onde o ex-governador do Rio de Janeiro, cumpre pena de  45 anos de condenação em regime fechado, num cubículo sem conforto e alimentando-se com comida bem simples, apenas para fazer a Sérgio Cabral esta simples pergunta: valeu roubar tanto?

Como a pergunta não será respondida, deixo registrada estas duas pérolas da autoria do jornalista Millor Fernandes: 1)Os corruptos são encontrados em várias partes do mundo, quase todas no Brasil. 2) A corrupção anda tão generalizada que já tem político ofendido ao ser chamado de incorruptível.

SETENTA ANOS DO TRIBUNAL DE CONTAS

Na próxima semana, no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, um marcante evento  comemorará os setenta anos do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão.

Foram os ventos da democracia que levaram o interventor Saturnino Belo a criar um órgão destinado a fiscalizar os atos da administração pública estadual. A iniciativa veio no bojo de uma reforma administrativa e com base no Decreto-Lei 1.434, de dezembro de 1946.

Ao ser criado, o Tribunal de Contas não tinha sede própria, razão pela qual o órgão só começou a funcionar precariamente a 2 de fevereiro de 1947, numa sala do Palácio dos Leões. Pela legislação, o TCE seria composto de quatro membros e teve como primeiros ocupantes figuras conceituadas da sociedade maranhense: Humberto Pinho Fonseca, Celso Ribeiro Aguiar, Cícero Neiva e Joaquim Salles de Oliveira Itapary, sendo este o seu primeiro presidente.

O sucessor de Saturnino Bello, Sebastião Archer da Silva, eleito para governar o Estado após a redemocratização do país, ao chegar ao poder tentou extinguir o Tribunal de Contas, sob o pretexto de que os membros do órgão faziam oposição ao seu governo.

O assunto foi bastante discutido por ocasião da elaboração da nova Constituição do Estado do Maranhão. Quando da votação da polêmica matéria, a imprensa se posicionou contra a extinção do Tribunal de Contas, fato que levou a maioria dos constituintes, mesmo sendo governistas, a votar pela continuidade do órgão.

Sem conseguir extinguir o TCE, ao governador foi dada a prerrogativa de aumentar a composição do órgão, que passou de quatro para cinco membros e por conta disso o chefe do Executivo conseguiu ter maioria no colegiado.

Depois de funcionar vários anos sem nenhuma alteração na sua composição e na sua estrutura organizacional, o Tribunal de Contas sofreu modificações em outubro de 1970, em decorrência da Lei Estadual 3086, que atribuiu ao órgão fiscalizar financeira e orçamentariamente os municípios maranhenses (prefeituras e câmaras de vereadores) .

O TCE, contudo, não chegou a cumpriu rigorosamente essa determinação legal por lhe faltar estrutura, sobretudo pessoal em quantidade e qualidade, daí porque o órgão viveu anos de marasmo funcional. Essa situação interrompeu-se em 1981, quando o governador João Castelo, criou por meio da Lei 4.299, de 23 de junho de 1981, o Conselho de Contas dos Municípios, que passou a controlar e a fiscalizar as finanças e os orçamentos  das administrações municipais, reservando-se ao TCE a competência constitucional de órgão auxiliar e técnico do Poder Legislativo.

Com a promulgação da Constituição de 1989, o Conselho de Contas dos Municípios foi transformado em Tribunal de Contas dos Municípios, colegiado que teve vida curta, haja vista a Emenda Constitucional nº 9, de 25 de março de 1993, da autoria do deputado Manoel Ribeiro, que preconizava a incorporação pelo TCE das atribuições do TCM.

A apresentação dessa Emenda Constitucional causou um enorme rebuliço nos meios políticos, pois o parlamentar justificava a necessidade da aprovação da sua proposta para acabar com os serviços paralelos  praticados por alguns de seus membros, que, de maneira desonesta, aprovavam prestações de contas de prefeitos e de vereadores mediante propinas.

Revoltados contra as imputações que os deputados estaduais, sobretudo o deputado Manoel Ribeiro, assacavam contra os membros do TCM, os conselheiros José Ribamar Marão, Ronald Sarney, Artur Teixeira de Carvalho Filho, Artur da Veiga Cruz, Paula Maria Gaspar, José Maria de Jesus e Silva e Maria do Carmo Saldanha, bateram às portas do Supremo Tribunal Federal, por meio da Procuradoria Geral da República, com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade.

O STF, contudo, por unanimidade, indeferiu a medida cautelar e, também, por unanimidade, em outubro de 1994, julgou improcedente a Ação e declarou constitucional a PEC aprovada pela maioria da Assembleia Legislativa.

AML NA PASSARELA PAULISTA

A Escola de Samba Acadêmicos do Tatuapé, de São Paulo, vai apresentar no desfile carnavalesco de  2018 o enredo “Maranhão: os tambores vão ecoar na terra da encantaria”.

Ainda que não seja oficial, chegou ao conhecimento da Academia Maranhense de Letras, que uma ala da Acadêmicos do Tatuapé será dedicada à Casa de Antônio Lobo.

A direção da Escola de Samba paulista quer que uma representação da AML marque presença no desfile e caia na folia com toda força.

MÉDICOS DA ACADEMIA DE LETRAS

O professor João Bentevi, que  integra o corpo docente do curso de Medicina da Universidade Ceuma, graças à sua aguçada competência e criatividade, está sempre à frente dos colegas de magistério.

Não por acaso, é um dos professores mais estimados pelo corpo discente da Universidade dos Fecury.

Aluno dele não se diploma sem antes apresentar trabalho de pesquisa sobre assuntos do Maranhão. Este ano só participa da solenidade de colação de grau quem elaborar esta monografia: Os médicos da Academia Maranhense de Letras. Do passado e do presente.

À guisa de informação, eis os médicos da AML: Fernando Viana, João Mohana, Amaral de Matos, Clarindo Santiago, Odilon Soares, Bacelar Viana, Salomão Fiquene, Álvaro Serra de Castro, Bacelar Portela, Pedro Braga Filho, Pedro Neiva de Santana e Natalino Salgado.

VICE-GOVERNADOR

Como se não bastasse o problema do candidato de seu grupo político ao Senado, nas eleições de 2018, o governador Flávio Dino agora está às voltas com a questão de quem será o seu futuro companheiro de chapa.

Não mais que de repente veio à tona a situação do candidato que substituirá Carlos Brandão, tendo em vista que este está impedido de concorrer ao posto de vice-governador por que o PSDB, agora nas mãos do senador Roberto Rocha, não se coligará com o PC do B.

Já está na fila dos pretendentes ao cargo de vice-governador o atual secretário de Indústria, Comércio e Turismo, Simplício Araújo, do Partido Solidariedade.

EXCESSO DE PESO

A foto do governador Flávio Dino com a camisa do Sampaio Correia remete aos anos de 1950 e  lembra um jogador da Bolívia Querida chamado Batistão.

O que lembra jogador de ontem, no estádio Santa Isabel, e o governador de hoje, no Palácio dos Leões?

Resposta: o excesso de peso. Se Batistão, com os quilos a mais, não comprometeu a arte do futebol, Flávio Dino, na arte da política, faz de tudo para não decepcionar.

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