CENTENÁRIO DE ALEXANDRE COSTA

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As novas gerações maranhenses, que ocupam cargos públicos, eletivos ou nomeados, pouco ou nada sabe a respeito de uma das figuras humanas, nascida em Caxias a 13 de outubro de 1921, batizada com o nome de Alexandre Alves Costa, que se ainda estivesse entre nós, teria completando cem anos de vida.

Para quem desconhece a trajetória pública de Alexandre Costa, vale dizer que foi um dos políticos mais bravos, destemidos e corajosos que marcaram presença na cena maranhense, exercendo postos e funções de relevo num período em que as lutas partidárias se travavam com denodo e paixão.

Em 1948, Alexandre concluiu o curso de Engenharia Civil, em Belo Horizonte, mas pouco atuou na profissão, pois o destino reservou a ele a destinação  política, que abraçou em 1950, bandeando-se para o vitorinismo, apoiando e lutando pela candidatura do cunhado, Eugênio Barros , ao governo do Estado, cuja eleição, por causa da fraude eleitoral,  foi contestada nos tribunais pelos líderes oposicionistas, e repelida, nas ruas, pelo povo de São Luís. 

Naquela época de tumulto político, Alexandre Costa foi nomeado para o seu primeiro cargo público: prefeito de São Luís, mas não teve condições de administrar a cidade, face à paralização de todas as atividades públicas e privadas no Maranhão.

Ao cessar o movimento grevista contra a posse de Eugênio Barros, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, o governador nomeou o cunhado para o cargo de secretário do Interior, Justiça e Segurança, onde teve atuação destacada, que o credenciou na sucessão de Eugênio a ser o candidato a vice-governador, na chapa encabeçada pelo médico José de Matos Carvalho, que venceu a eleição majoritária de 1955, mas como a do antecessor, inabilitado a assumir o governo, porque as Oposições Coligadas, novamente impugnaram a vitória do candidato vitorinista.

Enquanto se aguardava a decisão da Justiça Eleitoral, sobre a posse do novo governador e do vice, irrompe na Assembleia Legislativa um movimento de deputados oposicionistas e de  governistas, não afinados com Alexandre Costa, para a revogação da emenda constitucional, que dava direito ao vice-governador eleito de presidir as sessões do Poder Legislativo, a partir de janeiro de 1956, proposta essa que Alexandre, resistiu e conseguiu não ser aprovada.  

Bastaram apenas dois meses depois de empossados governador e vice, a 8 de julho de 1957, por decisão do TSE, tornou-se visível e problemático o  relacionamento político e pessoal entre Matos Carvalho e Alexandre Costa, fato que veio à tona numa viagem do governador ao Rio de Janeiro em setembro de 1957, quando não transmitiu o cargo ao vice, o qual, de seu gabinete, na Assembleia Legislativa, passou a assinar decretos e aprovar leis que contrariavam os interesses do PSD.

A crise só acabou porque Matos Carvalho imediatamente retornou a São Luís e investiu-se no cargo, ato que levou Alexandre Costa a se passar de armas e bagagens para as Oposições Coligadas, tornando-se o candidato a vice-governador, na chapa encabeçada pelo deputado Clodomir Millet, em 1960 e vencida pelo candidato vitorinista, Newton Bello.

Nas eleições de 1962, candidatou-se à Câmara de Deputados pelo PSP, mas ficou na suplência, motivo pelo qual assumiu o lugar de Neiva Moreira, cassado em 1964, pelo regime militar, que Alexandre apoiou ardorosamente e participou ativamente da campanha eleitoral de 1965, que conduziu o deputado José Sarney ao Palácio dos Leões.

Com a introdução no país do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional, concorrendo em 1966 novamente à Câmara dos Deputados.

No pleito de 1970, foi convocado por Sarney para se candidatar ao Senado sendo eleito e reeleito em 1978. Com o fim do bipartidarismo em 1979, filiou-se ao Partido Democrático Social. Com José Sarney na Presidência da República, recebeu convite para governar Brasília, cargo que recusou para não perder o mandato de senador. 

Nas eleições majoritárias de 1986, novamente concorreu ao Senado da República, sendo eleito pelo Partido da Frente Liberal. Em dezembro de 1992, foi nomeado para o cargo de ministro do Interior e Organismos Regionais, pelo presidente Itamar Franco. Pelo desempenho em favor das prefeituras municipais do Maranhão, recebeu expressiva votação para o exercício de seu quarto mandato de senador, no começo do qual foi surpreendido por uma doença de fundo neurológico, que o afastou definitivamente de suas funções parlamentares. No final de agosto de 1998, seu estado de saúde agravou-se e o levou à morte a 29 daquele mês.

COVID E CÂNCER

No Maranhão, depois que a Covid-19 diminuiu a sua força na sociedade, deixando de causar a morte de tantas pessoas, algumas das quais bem quistas e prestadoras de bons serviços à população, eis que outra perniciosa doença passou a atacar de modo impiedoso os maranhenses.

Trata-se do câncer, que, nos últimos meses, tem tirado do nosso meio social um bom número figuras humanas conhecidas e que deixaram saudades pelo modo como atuavam e praticavam ações dignas na vida privada ou pública do Maranhão.   

 TROCA DE MINISTROS

Há três meses, o presidente Jair Bolsonaro indicou o seu ex-ministro da Justiça, André Mendonça, para a vaga do ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, mas até hoje o Senado não o sabatinou, condição indispensável para integrar a mais alta Casa do Poder Judiciário.

Sugestão para o impasse ser resolvido: o presidente da República trocar a indicação de um “ministro terrivelmente evangélico”, por um ministro terrivelmente católico.

LINHA DE CRÉDITO

Com o custo de vida cada vez mais subindo e fazendo com que grande parte da nossa população, à falta de recursos, esteja passando fome, corre a notícia de que a Caixa Econômica pensa abrir uma nova linha de crédito e com uma destinação específica.

Permitir que a grande maioria do povo tenha condições de ter carne na mesa e possa pagar a conta de luz com juros especiais e parcelamento em dez vezes.

CRUZEIROS MARÍTIMOS

Anuncia-se que ainda este ano, os cruzeiros marítimos deverão retornar à costa brasileira, presenças suspensas pela pandemia e quando estavam em alta no país.

A partir de novembro, acredita-se que os cruzeiros marítimos, que incrementaram bastante o turismo no nordeste brasileiro, retornem à atividade.

Está na hora do setor do governo maranhense, a quem cabe fomentar o nosso turismo, entrar em ação e com firmeza e competência incluir São Luís no roteiro dos cruzeiros marítimos.

DE OLHO NA AML

Nesta quinta-feira, 21 de outubro, intelectuais e políticos estarão com as vistas voltadas para a Academia Maranhense de Letras.

Naquele dia, às 17 horas, não o governador, mas o homem de cultura, Flávio Dino, disputará com quatro concorrentes, o direito de fazer parte da mais importante instituição cultural do Maranhão.

Pelos entendidos em eleições acadêmicas, Flávio Dino é o favorito no pleito. 

PONTA PÉ NO VANDALISMO

A convite da estimada e competente amiga, Kátia Bogéa, que preside a Fundação do Patrimônio Histórico da Prefeitura de São Luís, marquei presença no evento público, na Praça Benedito Leite, presidido pelo prefeito, Eduardo Braide.

O evento marcava a deflagração de um projeto com o propósito de combater o vandalismo reinante nesta cidade e também voltado para sensibilizar a população da necessidade imperiosa de preservar e cuidar do patrimônio histórico de São Luís.

PALMAS PARA O PREFEITO

Gostei e bato palmas ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que na sua oração ao referir-se a Benedito Leite, com segurança e propriedade, traçou um breve perfil de um homem público que teve por um longo tempo presença marcante na vida pública maranhense.

Espero que o comportamento do prefeito se repita sempre em ocasiões como aquela, pois informa sobre a ação da prefeitura e do significado da obra para a sociedade, principalmente de fundo histórico ou de natureza relevante. 

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O PRIMEIRO VOTO A GENTE NUNCA ESQUECE

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Durante alguns anos, as eleições majoritárias e proporcionais no Brasil eram realizadas simultaneamente no dia 3 de outubro.  

Uma das grandes frustações da minha vida é a de não ter votado pela primeira vez na minha cidade natal-Itapecuru, porque ao completar a idade para  participar do processo eleitoral, morava no Rio de Janeiro, onde estudava para ingressar no curso superior,  depois de concluído o ensino secundário em São Luís, no Liceu Maranhense.

Como aportei no Rio de Janeiro no começo de 1960, foi naquela cidade, que dava os últimos suspiros como a capital da República, que completei a idade legal para alistar-me eleitoralmente e poder votar no pleito marcado para 3 de outubro de 1960, com vistas à sucessão do presidente Juscelino Kubitscheck e disputado pelos candidatos Jânio Quadros (UDN), Henrique Lott (PSD-PTB) e Ademar de Barros (PSP), tendo como vices, respectivamente,  Milton Campos, João Goulart e Fernando Ferrari.

Com o meu título eleitoral em mãos e devidamente       

apto a votar nas eleições presidenciais, acompanhei presencialmente a campanha eleitoral travada no Rio de Janeiro entre os dois candidatos eleitoralmente mais fortes: Jânio Quadros e Henrique Lott. Se o primeiro era apoiado pela fina flor dos políticos da direita e denominados , à época, de entreguistas, porque se afinavam com capitalismo americano,  o segundo, um anticomunista de primeira linha, sustentava-se politicamente na esquerda, em função de sua tendência democrática e legalista, na medida em que impediu um golpe de Estado, desencadeado pela UDN, após o suicídio do ex-presidente Getúlio Vargas.

Nessa guerra política-ideológica, optei pela candidatura do íntegro militar do Exército brasileiro, que embora não tivesse o maquiavelismo político do opositor, era um candidato em que o eleitor consciente podia ter a certeza de, como chefe da Nação, seria correto, honesto e convicto das necessidades e do momento pelo qual o Brasil atravessava.

No Rio de Janeiro, onde uma aguerrida campanha eleitoral se realizava entre o nacionalismo e o entreguismo ou entre a espada, símbolo da candidatura de Lott, e a vassourinha, ícone do candidato Jânio Quadros, eu sempre comparecia aos comícios nos principais bairros cariocas, que, invariavelmente, terminavam em pancadaria.

A união do lacerdismo com o janismo não conseguiu derrotar o candidato Henrique Lott, no Rio de Janeiro, mas, para a tristeza dos nacionalistas, o marechal não suplantou o seu principal opositor na votação a nível nacional.

Resultado desse eloquente equívoco eleitoral: em agosto de 1961, poucos meses após a investidura de Jânio Quadros, no Palácio do Planalto, mostrou não ter equilíbrio emocional para o exercício do importante cargo, renunciando à Presidência da República e por pouco não leva o país a uma conflagração nacional.

Em 1960, com a transferência da Capital do Brasil, do Rio de Janeiro para Brasília, na Cidade Maravilhosa houve também eleição para governador do novo estado, batizado com o nome de Guanabara, disputada entre os candidatos Carlos Lacerda, da UDN, e Sérgio Magalhães, do PTB, ganha pelo primeiro, mas contra o meu voto.

Em tempo: no Maranhão, no pleito de 1960, o general Lott, apoiado pelo PSD-PTB, suplantou em muito a votação de Jânio. Para o governo do Estado, o vitorioso foi o vitorinista, Newton Bello, que derrotou por larga margem de votos o candidato oposicionista, Clodomir Millet, do PSP, eleição na qual a fraude eleitoral deitou e rolou.

ENCONTRO DE ALTO NÍVEL

Nesta última terça-feira, o ex-presidente José Sarney recebeu um telefonema do governador Flávio Dino, que desejava visitá-lo.

Educado e sem rancores de natureza pessoal ou política, Sarney recebeu Flávio, no final daquela tarde, para comunicar ao decano da Academia Maranhense de Letras da sua candidatura àquela Casa, dizendo-lhe, ademais, da honra e da felicidade se contasse com o seu voto acadêmico.

Durante o tempo em que Flávio ficou na casa de Sarney, a conversa não girou em torno de política, mas de literatura, história e São Luís como patrimônio cultural da humanidade.      

SISTEMA FECOMÉRCIO

Depois de mais de trinta anos dirigindo a Federação do Comércio do Maranhão, o SESC e o SENAC, o empresário José Arteiro, pretende pendurar as chuteiras.

Em maio de 2022, quando se dará o processo sucessório no Sistema Fecomércio, Arteiro, fará questão de passar o cargo ao empresário que disputará e vencer as eleições.

MARIA SAMPAIO

Este final de ano em Itapecuru não será igual aos passados.

Aquela festa popular, que na noite de 31 de dezembro se misturava com o primeiro dia do ano novo, tinha na figura poética e folclórica de Maria Sampaio, a principal animadora, pois ela mobilizava a população para uma noitada rica de música, comida e bebida.

Isso acontecia infalivelmente todos os anos, com a participação de orquestras e manifestações folclóricas, destacando-se o tambor de crioula, que se alternavam ao longo da noite e só acabava quando o sol raiava em toda a plenitude.

O meu pai, Abdala, e eu sempre fizemos questão de participar financeiramente daquele festejo.   

FESTA DOS AMIGOS

Em virtude da pandemia, não aconteceu no ano passado a tradicional Festa dos Amigos, que o engenheiro Mauro Fecury realiza há mais de vinte anos no Ceuma.

Este ano, o fraternal e festivo evento, que reúne amigos de antigas e novas gerações, acontecerá com a mesma pompa dos anos anteriores, mas obedecendo aos protocolos recomendados pelas autoridades sanitárias.

A Festa dos Amigos de 2021 se realizará no segundo sábado de dezembro, dia 11, com a presença de um cantor de fama nacional. 

HANG E TIM MAIA

Quando na CPI do Senado o empresário bolsonarista, Luciano Hang, disse que não é negacionista, nunca propagou fake news e jamais recomendou a cloroquina para uso contra a Covid, lembrei-me imediatamente do saudoso cantor Tim Maia, que gostava de proclamar em alto e bom

 som: – Eu não fumo, não bebo e não cheiro. Só minto um pouquinho. 

DIA DA LITERATURA MARANHENSE

Eu não conheço pessoalmente o deputado estadual, Marco Aurélio, do PC do B, mas fiz questão de na última reunião da Academia Maranhense de Letras, de elogiá-lo pelo projeto apresentado na Assembleia Legislativa, que instituiu o Dia Estadual da Literatura Maranhense.

Pela proposta do parlamentar, a comemoração do evento será a 10 de agosto, em homenagem ao nascimento do poeta Gonçalves Dias e da fundação da Academia Maranhense de Letras.

Só por causa desse projeto, o deputado Marco Aurélio merece ser reeleito.

TEMPOS DE BOLSONARO

Nos tempos atuais, em que a ciência e a tecnologia mudaram completamente e para melhor o modo de vida da população, vivemos no Brasil um terrível e insuportável retrocesso.

Por conta disso, grande parte da sociedade brasileira, que já havia abandonado certas condutas e comportamentos, começa a retornar a um passado ultrapassado e abolido, como a troca da iluminação elétrica por lamparina a querosene, o gás de cozinha por carvão e lenha, e da água encanada pela de poço.

JOÃO ALBERTO EM AÇÃO

Quem pensa que o ex-senador João Alberto abandonou completamente a política, equivocou-se.

Conquanto não seja candidato a qualquer cargo eletivo, continua em ação, principalmente no interior do Estado, correndo atrás de votos para reeleger o filho João Marcelo a deputado federal.

Apesar de longevo, João Alberto mostra fôlego e vontade de vencer mais essa etapa política, agora, em favor de seu sucessor. 

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FLÁVIO DINO E OS ACADÊMICOS

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Flávio Dino, não como governador, mas como figura humana e intelectual, viveu, na semana passada, uma inédita experiência de vida.

Ele que, nos últimos tempos, em função do exercício de atividades governamentais, só se encontra ou mantém diálogos com personalidades públicas e privadas, com as quais trata de demandas atinentes ao desempenho da máquina administrativa ou de assuntos relativos ao mundo político e partidário, resolveu fugir por algumas horas dessas rotineiras e enfadonhas conversas, para um encontro agradável e descontraído com os membros da Academia Maranhense de Letras.

Nesse encontro, Flávio Dino, não o governador, mas o intelectual, procurou se aproximar dos acadêmicos que fazem parte da Casa de Antônio Lobo, alguns, conhecidos, outros, apresentados na oportunidade, não para dialogar sobre os candidatos à sua sucessão ao governo do Estado, mas sobre um desejo incontido na sua alma de homem de cultura, sentimento que acontece num momento de amor e de saudade.

Aquela fraterna reunião com os membros da Casa de Antônio Lobo, realizada num clima completamente desprovido de aparatos institucionais, teve como pano de fundo as eleições para a vaga aberta com o falecimento do inesquecível acadêmico Sálvio Dino, que ocupou a Cadeira 31, patroneada por Vespasiano Ramos e fundada por Mariana Luz.

 Com a eloquência que lhe é peculiar e detentor de uma cultura sólida e eclética, Flávio Dino de maneira aberta e sincera disse aos acadêmicos, que estava ali para expressar de corpo e alma o desejo de integrar a Academia Maranhense de Letras, para nela dar continuidade do que herdou dos antecessores, principalmente do avô, o historiador e desembargador Nicolau Dino, e do pai, o poeta e cronista Sálvio Dino, figuras que legaram às nossas letras páginas marcadas pela cultura e pela projeção cenário literário do Maranhão.

Como candidato à imortalidade, Flávio disse ainda que desejava ser acadêmico, não por ostentação ou vaidade, mas, aprender com todos os que, ao longo do tempo, emprestaram seus talentos intelectuais para a AML, especialmente os seus atuais membros, que honram as tradições culturais de nosso Estado.

Ao final, também não esqueceu de pontuar que o seu desejo, como acadêmico, é o de ter uma convivência fraterna, harmônica e sempre de colaboração produtiva para engrandecer a instituição, a cultura da nossa terra e contribuir para que os direitos à educação cheguem a todos os maranhenses.  

Depois da sua brilhante oração, em que não pediu voto para ninguém, Flávio Dino deixou impregnado no sentimento dos acadêmicos de que, pela sua inteligência e cultura, é o candidato dotado de todas as condições para preencher a vaga que durante bom tempo teve à frente o filho, Sálvio Dino, que, como seguidor de seus passos, tem  apresentado e produzido uma quantidade de trabalhos e artigos, divulgados em periódicos culturais e livros acadêmicos.      

Em tempo: dos acadêmicos presentes à reunião, a escritora Ana Luíza Ferro tomou a iniciativa de adiantar a Flávio Dino, como muita franqueza e sinceridade, que nele não poderia votar, pois já havia se comprometido a sufragar o nome do professor Rossini Correa, também, candidato à Cadeira 31.

GASTÃO E CONGRESSO EM FOCO

Enquanto a grande maioria da representação do Maranhão no Congresso Nacional, salvo melhor juízo, pensa mais nas eleições do que nas gerações, há, felizmente, um deputado que caminha na contra mão dessa máxima.

Trata-se do deputado Gastão Vieira, que em vez de se preocupar com o incremento de seu patrimônio particular, volta as suas vistas principalmente para as causas educacionais, fato que o leva a ser indicado, pela sua boa atuação parlamentar, a mais uma vez receber o prêmio Congresso em Foco.

POSSES REMARCADAS

Finalmente os congressistas decidiram aprovar no bojo da recente Reforma Eleitoral a mudança das posses do Presidente da República, governadores e prefeitos.

A partir dos próximos mandatos, os chefes da Nação, governadores e prefeitos continuarão assumindo em janeiro, mas, em vez do primeiro dia do ano, serão empossados, respectivamente, em datas separadas:  6, 7 e 8 daquele mês.

CENTRO CAIXEIRAL E CURSO JURÍDICO

Mais uma boa e louvada iniciativa do governador Flávio Dino, no sentido de reviver o Centro Histórico.

O Estado adquiriu dos herdeiros, o amplo e estratégico imóvel, localizado na Praça Benedito Leite, onde funcionava o Centro Caixeiral.

Naquele prédio, a ser literalmente reformado, funcionará o Curso de Direito, da Universidade Estadual do Maranhão.

UMA RICA PARLAMENTAR

Na Assembleia Legislativa, alguns deputados fizeram um levantamento sobre o parlamentar dotado de maior patrimônio no Maranhão.

Depois de muitos questionamentos e observações, chegaram a uma verdade incontestável: na Assembleia Legislativa, quem dispõe de maior patrimônio físico e financeiro no Maranhão é uma parlamentar.

O patrimônio, construído em conjunto com o saudoso marido, foi multiplicado pela parlamentar que soube administrá-lo de modo competente.

JANTAR DE RESISTÊNCIA

Afinal, uma boa ação realizada pelo senador Weverton Rocha, em Brasília, merece elogios da parte até de quem não reza na sua cartilha e não deseja, como eu, ver sua candidatura a governador ser bem-sucedida.

De acordo com a revista Veja, o político maranhense reuniu em sua casa, em Brasília, sob os auspícios de um lauto rega-bofe, um grupo de senadores de vários partidos, para barrar o trânsito dos projetos de Jair Bolsonaro naquela Casa do Congresso Nacional.

 CONFUSÃO DE CORPUS

O deputado estadual Marco Aurélio do PC do B, está confundindo Habeas Corpus com Corpus Christi.

Ele aprovou na Assembleia Legislativa, um projeto de sua autoria, restabelecendo como feriado estadual o Dia de Corpus Christi, ato que as classes produtoras do Maranhão já conseguiram na Justiça suprimi-lo da relação dos feriados religiosos.

FORA DA FÓRMULA

É com tristeza que vemos de vez em quando o ex-piloto de Fórmula Um, Nelson Piquet se apresentar como motorista do Presidente Jair Bolsonaro, em São Paulo.

Como se não bastasse, é com indignação que se ouve falar da presença dos filhos de Piquet, praticando corridas inadequadas e prejudiciais às dunas de Santo Amaro.         

  REVISTA SABIAR

É com alegria e otimismo que vejo circular em São Luís uma revista de alto nível cultural e de bela apresentação gráfica.

Trata-se de SABIAR, que não fica atrás de qualquer outra revista produzida a nível nacional e do mesmo gênero cultural.

Há muitos anos, em São Luís, não circulava uma revista tão bem feita, repito, do ponto de vista gráfico, e tão rica de conteúdo cultural, como Sabiar, que tem à frente um Conselho Editorial de peso intelectual e um editor do nível de Alex Palhano.  

CONTATOS COM SARNEY

Impressionante a quantidade de jatinhos particulares, principalmente de políticos, que tem pousado no aeroporto do Tirirical, nos últimos meses.

São políticos de ontem e de hoje que procuram o ex-presidente José Sarney, para conversar, receber conselhos ou trocar informações sobre a situação política nacional.

Sábado passado, desembarcaram em São Luís, vindos em jatinho particular, o senador Jader Barbalho e o governador do Pará, Jader Barbalho Filho, para uma conversa com Sarney.

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A RENÚNCIA DE MAGNO BACELAR DA PRESIDÊNCIA DA ASSEMBLEIA

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O empresário Magno Bacelar ocupou ao longo da vida pública cargos importantes no Maranhão, quase todos eleitos pelo povo, destacando-se os de deputado estadual, deputado federal, vice e prefeito de São Luís, suplente e senador da República e prefeito de sua terra natal, Coelho Neto. Também foi nomeado para Chefe da Casa Civil e Secretário de Educação do Estado, no mandato do governador Pedro Neiva de Santana.

Nas eleições proporcionais de 1965, quando José Sarney se elegeu governador do Estado do Maranhão, Magno se reelegeu deputado à Assembleia Legislativa pelo PSD, mas a 27 de outubro de 1965, quando o regime militar se encontrava no poder, o pluripartidarismo foi extinto e, com base no Ato Institucional nº 2, nasceu o bipartidarismo, com a criação da Arena – Aliança Renovadora Nacional, de apoio ao governo,  e do MDB – Movimento Democrático Brasileiro, de oposição ao regime militar.

Em maio de 1966, quando da eleição da Mesa Diretora do Poder Legislativo, Magno Bacelar tornou-se o epicentro de uma crise política, porque o MDB, ainda sob o comando do governador Newton Bello, conseguiu expressiva maioria parlamentar, elegendo Magno o novo presidente do Parlamento do Estado, ato não bem visto pelo comando da 10ª Região Militar, sediado em Fortaleza.

Menos de 24 horas da eleição de Magno, desembarcou no aeroporto do Tirirical um grupo de oficiais do Exército, vindos de Fortaleza, com a finalidade de depor Magno Bacelar da presidência da Assembleia Legislativa, sob o pretexto de ele não ser do mesmo partido do governador José Sarney, dicotomia essa que poderia gerar conflitos entre os Poderes Executivo e Legislativo e pela suposição de não estar alinhado com o ideário revolucionário.

O deputado Magno Bacelar e os companheiros do MDB tentaram resistir às pressões dos militares, mas estes em nome dos altos escalões da 10ª RM, continuaram exigindo o cumprimento de uma ordem, que, depois de longas conversações, terminou sendo acatada pelos parlamentares que resistiam ao descabido ato de força. Pressionado e ameaçado até de perder o mandato, Magno renunciou à presidência da Assembleia, obrigando-se ademais a filiar-se com outros companheiros do MDB à Arena, que era minoria no plenário, mas de repente virou maioria e dando número para o deputado Osvaldo da Costa Nunes Freire ser eleito  presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão e a Arena ficar majoritária no plenário.

O MARANHÃO MAIS INFELIZ

No último domingo, dois eméritos articulistas de O Globo, do Rio de Janeiro, escreveram a respeito da “indicação do senador maranhense Weverton Rocha, para relator do projeto que abre brecha na Lei de Improbidade Administrativa.”

O primeiro, Merval Pereira, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras, revelou que “logo Weverton que é réu em ação civil de improbidade e em ação penal por peculato, mostrando que o Congresso está aprovando projetos que mostram o combate à corrupção sem o menor pudor”.   

O segundo, professor Roberto Livianu, procurador da Justiça em São Paulo, afirma que a Lei de Improbidade Administrativa está agora na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, onde o relator, Weverton Rocha, a partir de sombrias e insondáveis ramificações do compadrio político, é um senador que responde a processo criminal por corrupção e  protagonista da histórica sessão de estralhaçamento  das 10  Medidas contra a Corrupção, que 24 horas depois de escolhido, já apresentava relatório de 33 páginas e desprezando as emendas apresentadas”. 

A CONSTITUIÇÃO DE DOIS ARTIGOS

Quando vejo essas barbaridades praticadas pelos nossos representantes no Congresso Nacional, não posso esquecer o saudoso poeta Capistrano de Abreu, que dizia que a Constituição do Brasil só deveria ter dois artigos.

O primeiro: Todo brasileiro é obrigado a ter vergonha na cara. O segundo: Revogam-se as disposições em contrário.

NELSON, BOM DE VOTO

Com menos de 15 dias para as eleições à Academia Caxiense de Letras, Nelson Almada Lima, decidiu inscrever-se para substituir um dileto amigo naquele sodalício.

Dos cinco candidatos inscritos, Nelson foi o mais votado, revelando assim o seu bom cacife eleitoral.

Os amigos do novo imortal caxiense estão em preparativos para marcar presença na sua solenidade de posse.

MARANHENSE CRITICA BOLSONARO

O maranhense Luiz Thadeu Nunes e Silva não teve dó e nem piedade do Presidente Jair Bolsonaro, nessa sua recente viagem a Nova York.

Em mensagem publicada no jornal O Globo, o nosso conterrâneo assim se manifestou: “Vejo a foto do Presidente da República de meu país, de manga de camisa, cercado de altas autoridades de seu governo, comendo pizza em uma rua de Nova York, por não poder entrar num restaurante da cidade, pois há um decreto proibindo a entrada de pessoa não vacinada em estabelecimento fechado”.

Assino em baixo.   

JOSIMAR E BOLSONARO

Um político maranhense, que já dialogou com o Presidente da República, sobre a sucessão do governador Flávio Dino, afirma que dos candidatos com quem conversou o que mais lhe agradou foi o deputado federal Josimar do Maranhãozinho.

Dizem que a conversa travou-se no mais alto nível intelectual.

Como dizia o sagaz senador Vitorino Freire: – Aguenta Maranhão Velho.

VOLUNTÁRIOS DA MEMÓRIA

A pandemia reinante no Brasil, não impediu o desembargador Lourival Serejo realizar uma louvável gestão na presidência do Tribunal de Justiça do Maranhão, sobretudo no que diz respeito à conservação da memória daquele Poder.

Quem participou do ato de inauguração do Museu do Tribunal de Justiça, na tarde-noite da última quarta-feira, saiu dali empolgado com o trabalho do atual chefe do TJ, principalmente com relação aos documentos e fotos históricos expostos, nos quais a memória da Justiça do Maranhão resplandece em toda plenitude.

Para coroar o belo trabalho do presidente do TJ, deu-se o lançamento do projeto “Voluntários da Memória”, com a finalidade de arrecadar doações que ajudem a contar a significativa história da nossa Corte de Justiça.

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200 ANOS DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

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No ano vindouro, a não ser que o Presidente da República, Jair Bolsonaro, atrapalhe, o Brasil completa 200 anos da sua Independência de Portugal.

Para o Maranhão participar festivamente da efeméride, o governador Flávio Dino assinou decreto criando uma Comissão Estadual, com o objetivo de planejar e coordenar as comemorações alusivas aos 200 anos de Declaração de Independência do Brasil, tendo como tema “Brasil, Livre, Justo e Soberano”.

Pelo decreto, as comemorações serão executadas por meio de eventos culturais, apoio a obras de autores maranhenses, que versem sobre o tema, concursos de redação, seminários e aulas especiais.

Devem participar da Comissão Estadual, um representante das Secretarias de Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia e Inovação e da Academia Maranhense de Letras.

Sobre o assunto, convém lembrar que o Governo do Maranhão, mandou preparar um álbum de luxo, lançado nas comemorações do primeiro centenário da Adesão do Maranhão à Independência do Brasil.

O álbum, lançado em setembro de 1923, quando governava o Estado do Maranhão o intelectual e um dos fundadores da Academia Maranhense de Letras, Godofredo Mendes Viana.

Publicado pela Gráfica Amazônia, de Belém do Pará, o álbum é rico em fotografias nada coloridas, mostrando os setores público e privado do Maranhão, que juntos procuravam encontrar o caminho do progresso com a instalação de fábricas de tecidos de modesta qualidade, bem como agilizavam ações para a exportação de produtos da economia primária para centros mais adiantados.

Com mais de duzentas páginas, retratava em toda plenitude a presença dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e das pessoas que ocupavam os principais cargos públicos do Maranhão, sem esquecer de realçar a vida em São Luís, com suas praças, ruas, avenidas e os encantadores sobrados, que dominavam o centro urbano da capital maranhense, à época, ainda com pouca extensão suburbana.

Também trazia informações e fotografias dos municípios maranhenses, que em 1923 giravam em torno de cinquenta, alguns dos quais com nomes hoje desconhecidos, a exemplo de Curralinho, Flores, Macapá, Miritiba, Picos e Monte Alegre.

O decreto do governador Flávio Dino precisa ser explicitado se os eventos promovidos pelo Governo do Estado, estarão voltados para os 200 anos da Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, bem como para a Adesão do Maranhão à Independência, ato que aconteceu a 28 de julho de 1823.

Enquanto se aguarda a palavra do governador sobre a polêmica questão, com a palavra os historiadores sobre o motivo que levou o Maranhão a aderir à Independência quase um ano depois do Grito do Ipiranga.

A razão principal dessa demora: o total domínio dos portugueses no Maranhão, inclusive, quanto à presença humana, daí porque bravamente lutavam para ficar subordinados aos ditames e às ordens do Rei de Portugal.  

Essa luta demorou quase um ano, pois a Junta Provisória e Administrativa que governava o Maranhão, presidida pelo bispo Dom Joaquim de Nazaré, também desconhecia a autoridade de Dom Pedro I e ainda prestava juramento de fidelidade à Constituição de Portugal e à Casa de Bragança, ato não reconhecido pela grande maioria dos maranhenses, que, com a ajuda dos independentes cearenses e piauienses, deflagraram em Caxias ações para alcançar São Luís. A vila de Itapecuru, pela sua posição estratégica, tornou-se o teatro dos embates entre as forças maranhenses e as leais a Portugal.     

O historiador Luís Antônio Vieira da Silva registra no livro História da Independência da Província do Maranhão, que “o coronel José Felix Pereira de Burgos, que comandava as tropas maranhenses contra os portugueses, que cometiam roubos e assassinatos, receoso de que aquela anarquia tomasse conta da Província, achou prudente instalar naquela vila, os governos municipal, civil e militar, visto achar-se cortada a comunicação com São Luís, que ainda se mantinha sujeita às ordens de Portugal”.

O professor Mário Meireles afirma também que no dia 18 de julho de 1823, Burgos reúne a Câmara de Itapecuru e resolve a 20 proclamar a Adesão do Maranhão à Independência e jurar fidelidade a Dom Pedro, sem esquecer de eleger uma Junta Provisória Independente para a Província, formado por oito membros, cinco daquela vila e três de São Luís, ato que foi formalizado no dia 28 de julho de 1823, no Palácio do Governo.

Sem querer puxar brasa para a minha terra, foi em Itapecuru que a 20 de julho de 1823 o Maranhão começou a se libertar de Portugal.

O ÚLTIMO DOS MOICANOS

Nas eleições de outubro de 1962, para a renovação da composição da Assembleia Legislativa do Maranhão, foram eleitos 42 deputados. Os governistas: José Pereira dos Santos, Raimundo Bogéa, José Henrique Belo, Baima Serra, Ribamar Dominice, Lauro Barbosa, Orleans Brandão, Magno Bacelar, Travassos Furtado, Francisco Sá, Santos Neto, Raimundo Sá, Temístocles Teixeira, Telêmaco Ribeiro, Turíbio Rocha Santos, Aldenir Silva, Euclides Neiva, Adail Carneiro, Frederico Leda, Oswaldo Campos, Henrique Schalcher e Newton Serra.

Os oposicionistas: Wilson Marques, Antônio Bento Farias, Francisco Figueiredo, Biló Murad, Benedito Buzar, Antônio Dino, Antenor Abreu, Sálvio Dino, Ivaldo Perdigão, Evandro Sarney, Manoel Gomes e José Mário Carvalho.

Os “independentes”: Bernardo Almeida, Ariston Costa, João Jorge, Acrísio Viégas e Sandes Macedo.

Com as mortes recentes de Sálvio Dino e de Magno Bacelar, só existe um sobrevivente daquela fornada política: eu, Benedito Bogéa Buzar.

Graças a Deus, continuo firme e forte e espero viver mais um bom tempo, para continuar a escrever sobre atos e fatos da política maranhense aos meus leitores, ver a minha neta Luiza crescer e viver em paz e saúde com Solange. Por isso, rezem por mim.

DE HAICKEL SOBRE MAGNO

Trecho de uma manifestação real e saudosa de Joaquim Haickel sobre Magno Bacelar, que eu assino em baixo: “Na história contemporânea do Maranhão, não conheço ninguém que, pessoalmente, tenha sido tão nobre, tenha tido tanto prestígio, fama, dinheiro e poder como Magno Bacelar, que ao perder tudo isso tenha se portado de maneira tão decente, discreta e humilde. Para mim, Magno Bacelar será para sempre o melhor exemplo de como se deve encarar o poder.”    

DE BOLSONARO A SARNEY

Depois daquele triste papelão, protagonizado por Jair Bolsonaro, no dia 7 de setembro, quando deixou os brasileiros estupefatos e revoltados, diante das sandices proferidas em Brasília e São Paulo, o Presidente da República, aconselhado pelo ex-presidente Michel Temer, lançou um manifesto à Nação, no qual pediu desculpas aos brasileiros.

Para o ex-presidente José Sarney, que se encontra em São Luís, Bolsonaro fez questão de falar pelo telefone e pediu a sua opinião sobre o manifesto de arrependimento pelas palavras e ações ditas e praticadas naquele sinistro dia.

Sarney, pela boa índole e ser um político da paz, louvou a iniciativa.

 DONA HILDA BOGÉA

Eu presenciei o encontro de dona Hilda Bogéa com o ex-presidente José Sarney e não sei quem ficou mais emocionado.

Amigos no passado, não se viam há mais de cinquenta anos, por causa de desentendimentos entre o marido dela, Ribamar Bogéa, e o então governador José Sarney.

Participaram, também, do encontro, os netos de Dona Hilda, Natália e o escrito Vinicius Bogéa, que ofertou ao ex-presidente, romances de sua autoria.  

TAMEM E TEMER

Libertas quae sera tamem, frase latina que traduzida para o português, significa Liberdade ainda que tardia, proposta pelos inconfidentes para marcar a bandeira que idealizaram na Capitania de Minas Gerais, no final do século XVIII.

Libertas que serás Temer, frase dita por Jair Bolsonaro e endereçada ao ex-presidente da República Michel Temer, que o aconselhou a fazer um manifesto ao povo brasileiro, depois daquela patacoada de 7 de setembro recente.

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LEMBRAI-VOS DO CAPITÃO ANTONIO ALVES GONDIM

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Os governadores estaduais estão de olhos abertos e atentos aos movimentos de insubordinação, que possam ocorrer nas polícias militares, no dia 7 de setembro em todo o país, em apoio às atitudes insensatas do presidente Jair Bolsonaro.

No Maranhão, ainda que até agora não haja pipocado qualquer manifestação, isolada ou de grupo  militar, em apoio ao presidente da República, o governador Flávio Dino, pelo que se sabe, está alerta e acompanhando com o mais vivo interesse tudo que se passa nas hostes da Polícia Militar do Estado, para não ser surpreendido por alguma ação ou ato de indisciplina da tropa.

Se o governador assim procede, é para não ser assaltado pelo acontecido na madrugada de 3 de maio de 1956, quando os inquilinos do Palácio dos Leões, destacando-se o governador interino Eurico Ribeiro e o senador Vitorino Freire, bem como os moradores das ruas limítrofes à sede do Governo do Estado, foram despertados por um intenso tiroteio e uma incessante movimentação da guarda palaciana, que procurava a todo custo deter uma quartelada, chefiada pelo capitão da Polícia Militar, Antônio Alves Gondim, cujo escopo era invadir a sede do Governo do Estado e prender os que tentavam resistir àquela intentona.

 O jovem e corajoso oficial da PME, em outras oportunidades, já havia revelado o seu lado político como adepto das forças oposicionistas, tanto que em diversas ocasiões já cumprira pena de prisão por se envolver em questões de natureza partidária.

O auge da revolta do capitão Alves Gondim contra as forças governistas deu-se quando o jovem deputado Eurico Ribeiro foi convocado para assumir interinamente o comando do governo do Estado, enquanto se aguardava o pronunciamento da Justiça Eleitoral com respeito à eleição do candidato Matos Carvalho, que, como a de Eugênio Barros, fora literalmente contestada pelas Oposições Coligadas.

Revoltado com a situação, o capitão Gondim articulou-se com um grupo político oposicionista na execução de um plano para extorquir a força do Palácio dos Leões o governador interino e o senador Vitorino Freire, ali hospedado.

Na madrugada de 3 de maio, depois de convencer alguns policiais do seu intento, soldados, cabos e sargentos de sua confiança, partiu rumo ao Palácio dos Leões, com as armas disponíveis. 

Mas a operação não obteve êxito porque um sargento conhecido como Piauí e alguns soldados a ele subordinados, conseguiram fugir do quartel e alcançaram a guarda palaciana, que imediatamente abriu fogo contra os comandados do capitão Gondim, que tiveram de recuar e fugir para não serem presos.

Para não mostrar fraqueza, o autor da conspiração subiu num telhado de uma casa, de onde continuava a disparar tiros na ânsia de alvejar os que se encontravam no Palácio dos Leões, principalmente o governador interino Eurico Ribeiro e o senador Vitorino Freire, que, mesmo ameaçados de morte, conseguiram se entender  com o coronel Humberto Amorim, comandante da Polícia Militar, que junto com oficiais de sua confiança – Eurípedes Bezerra, Jan Buhaten, Emílio Vieira, Sadock e Braga, amigos de Gondim conseguiram convencê-lo a depor as armas e de ficar sob a responsabilidade do 24º Batalhão de Caçadores, para não sofrer represálias do comando da PM.

O ministro da Guerra, general Henrique Lott, e da Justiça, Nereu Ramos, ao serem comunicado do ato e do fato, orientaram os comandantes da 10ª Região Militar e do 24º Batalhão de Caçadores a colocar as tropas federais de prontidão.

Depois da malfadada quartelada, restava colocar em liberdade o capitão Alves Gondim, que a imprensa oposicionista transformou em herói e fez um movimento para o Tribunal de Justiça conceder-lhe o habeas corpus, o qual, depois de idas e vindas, no dia 11 de junho de 1956, por quatro votos a três,  ganhou a liberdade.

Votaram a favor os desembargadores Sarney Costa, Walfredo Lima, Acrísio Rebelo e Eugênio de Lima; contra os desembargadores Tácito Caldas, Nicolau Dino e Fausto Fernandes.

Com a liberdade de Gondim, as Oposições ganharam uma nova liderança política em São Luís, que o levaram a ser candidato a deputado estadual pelo PSP e vitorioso em vários pleitos.

DOCUMENTÁRIO SOBRE NEIVA

Passou alguns dias em São Luís a cineasta gaúcha, Márcia Schmidt, diretora e produtora de um documentário sobre o jornalista e político maranhense José Guimarães Neiva Moreira.

Em busca de informações e de documentos da fase em que ele atuou no Maranhão, como intransigente defensor das causas oposicionistas, a cineasta entrevistou figuras da política e do jornalismo maranhense.

O ex-presidente José Sarney e este jornalista foram entrevistados, com os quais conseguiu informações preciosas sobre o jornalista maranhense, que viveu no exílio durante 15 anos.

O longa-metragem, com o nome de “Neiva Moreira: O Mensageiro de Três Mundos”, contará com recursos provenientes da Lei de Incentivos Culturais do Governo do Maranhão.

NEIVA NO GOVERNO

Na sua entrevista, José Sarney disse que Neiva só não chegou ao governo do Maranhão, nas eleições de 1965, porque se aliou ao governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola.

Ao se juntar ao governador carioca, passou a priorizar e defender mais as questões nacionais do que as regionais, motivos que o levaram à perda do mandato parlamentar em abril de 1964.

De acordo com Sarney, era Neiva e não ele, o candidato das Oposições Coligadas em 1965 à sucessão do governador Newton Bello.

  A NUDEZ SEM CASTIGO

Em julho de 1952, São Luís viveu dias de agitada polêmica religiosa e jornalística, por causa da apresentação da artista Elvira Pagã.

Ela fazia um tremendo sucesso nacional por se exibir como uma espécie de maiô de duas peças, que hoje não escandaliza ninguém, mas à época, os adeptos da religião católica, entendiam ser um ataque à moral e aos bons costumes.

Quem liderou o movimento contra Elvira Pagã em São Luís foi o arcebispo Dom José Delgado, que, debalde, manteve contatos com as autoridades para fazer-lhes ver a impropriedade da apresentação da artista no palco do cinema Éden, que ficou pequeno para receber o tão exacerbado contingente do machismo maranhense.

CONVERSA DE PÉ DO OUVIDO

Além dos problemas que afetam o governador Flávio Dino, por conta de sua sucessão ao governo Estado, ele terá pela frente nos meses de setembro e outubro, uma questão de monta a resolver.

Trata-se da eleição no final de outubro vindouro à vaga do filho, Sálvio Dino, que pertenceu à Academia Maranhense de Letras, à qual já manifestou oficialmente o desejo de substituí-lo na Cadeira 32.

As eleições acadêmicas, num quesito, não divergem absolutamente dos pleitos políticos: dependem da conversa de pé de ouvido, procedimento que o governador será obrigado a fazer sob pena de não alcançar sucesso no seu voo rumo à imortalidade.

PALANQUES SEPARADOS

Em 1966, logo no primeiro ano das posses do governador José Sarney e do prefeito de São Luís, Epitácio Cafeteira, eles se estranharam e cortaram as relações pessoais e políticas.

Como naquela época os desfiles estudantis e militares, em comemoração à Independência do Brasil, ainda se realizavam no centro da cidade, surgiu o problema de como colocar o governador e o prefeito num mesmo palanque.

Depois de algumas reuniões militares e políticas, veio a solução para contornar o melindroso problema: a montagem de dois palanques, na Praça João Lisboa, nos quais Sarney e Cafeteira se instalaram, sem que um visse o outro.

PECADO E VOTO

O evangélico Raimundo Lima, se elegeu e cumpriu vários mandatos na Assembleia Legislativa, graças a esse apelo religioso ao eleitorado: – Na hora do pecado, lembre-se de Deus, na hora do voto, lembre-se de mim.      

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A REPERCUSSÃO DA RENÚNCIA DE JÂNIO NO MARANHÃO

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Na sucessão ao governo do Maranhão, em 1960, o deputado federal José Sarney, presidente Regional da UDN, rompe com as Oposições Coligadas e faz um inesperado acordo para apoiar a candidatura de Newton Bello ao Palácio dos Leões.

A aliança com o vitorinismo custa a Sarney um preço alto, principalmente da parte do deputado Clodomir Millet, que, através de artigos contundentes e publicados no Jornal do Povo, o execrava de maneira impiedosa junto ao eleitorado.

A vitória de Jânio à presidência da República e de Newton Bello ao governo do Estado, proporcionaram a Sarney elevado cacife político a nível estadual e nacional, ele, que conquistara um lugar ao sol na cena pública brasileira por ser um dos líderes do movimento de renovação da UDN, denominado “Bossa Nova”, que emprestava  irrestrito apoio ao governo de Jânio, fato do qual se  aproveitou o governador Newton Bello para fazer do parlamentar udenista o seu porta-voz no Palácio do Planalto.

Mas essa situação política demorou pouco tempo, pois temperamental e imprevisível como o era, Jânio Quadros desentende-se com o governador do Rio de Janeiro, Carlos Lacerda, que o atacava impiedosamente e termina por leva-lo à renúncia do cargo de presidente da República, no dia 25 de agosto de 1961, evento ocorrido há sessenta anos.   

A renúncia de Jânio abre uma crise política no País, que leva o presidencialismo a ceder lugar ao parlamentarismo, para evitar o vice-presidente João Goulart de assumir o poder como chefe de governo.

Diante desse novo quadro político-institucional no País, a UDN perde força e o PSD, por ser o partido majoritário, reconquista o lugar que desde a redemocratização desfrutava na vida brasileira, com isso, José Sarney sai de cena e Vitorino volta a ser novamente a figura através do qual os problemas do Maranhão são tratados e resolvidos no Palácio do Planalto.

Sem que nada mais pudesse oferecer ao governador Newton Bello, este, passa a hostilizar Sarney, fazendo-o retornar ao bloco oposicionista, a despeito das restrições do deputado Clodomir Millet.

Sarney, reintegrado às Oposições Coligadas, fustiga o quanto pode o governador Newton Bello e, por conta disso, nas eleições de 1962, recebe uma votação extraordinária do povo maranhense, principalmente em São Luís, onde suplanta a votação de Neiva Moreira, considerado o grande líder popular da Ilha, fato que o credencia a  disputar as eleições de 1965 como o candidato das Oposições ao governo do Estado.

DE OLHO NA POLÍCIA

A grande preocupação do governador Flávio Dino, nesta reta final de seu mandato, é com a Polícia Militar do Estado.

Com um olho no padre e o outro na missa, Flávio não quer ver em hipótese alguma membros do escalão superior da Polícia Militar do Estado envolvidos com a política e prestando apoio ou solidariedade às bravatas do presidente Jair Bolsonaro e de suas manobras rasteiras para se reeleger em 2022 ao Palácio do Planalto.

LITURGIA DO CARGO

Se o presidente Jair Bolsonaro tivesse o mínimo de respeito pelo cargo que ocupa, deveria se lembrar do que registrou o ex-presidente José Sarney, quando se encontrava à frente dos destinos do Brasil, com relação à liturgia do cargo: “ Quem é presidente tem que obedecer à liturgia do cargo. Porque a cadeira do cargo é litúrgica. Ela é maior do que o presidente. O presidente é quem tem que se adaptar à cadeira, não é a cadeira que tem que se adaptar ao presidente”.

Aprende, Bolsonaro.

LULA E ROSEANA

Na conversa com Roseana e José Sarney, assistida apenas pelos ex-senadores João Alberto e Edson Lobão, o ex-presidente Lula disse à ex-governadora: – Por que você não se candidata ao cargo de governador do Maranhão, pois é excelente o seu desempenho nas pesquisas à sucessão de Flávio Dino.

Em resposta, Roseana disse a Lula: – Só serei candidata ao Governo se você me apoiar.

JABUTIZADA À JOÃO ALBERTO

O ex-senador João Alberto é um arrebatado apreciador de uma das comidas mais exóticas da culinária maranhense: jabuti ao molho de coco babaçu.

Além de degustador, sabe prepará-lo com arte e capricho, o que fez sábado passado e levou para saboreá-lo com o ex-presidente José Sarney, outro viciado em jabutizada.

Os dois sentaram na mesa e só levantaram quando a jabutizada foi literalmente consumida.

ELEIÇÃO E POSSE

O presidente da Academia Maranhense de Letras, Carlos Gaspar, já definiu as datas para a eleição à vaga do escritor Sálvio Dino e a posse do novo imortal, Reinaldo Soares Fonseca.

A eleição para a cadeira de Sálvio, em que um dos concorrentes é o governador Flávio Dino, será a 21 de outubro vindouro.

A posse de Reinaldo está marcada para 18 de novembro e será recepcionado pelo intelectual Alberto Tavares.  

MERCADO AUTOMOBILÍSTICO

Por incrível que pareça, no momento, quem está em alta em São Luís é o mercado automobilístico.

Os carros novos são comprados pelos consumidores locais e os usados vão para fora do Estado.

 As concessionárias nunca faturaram tanto quanto neste ano da pandemia.

JÂNIO E COLA JESUS

Na campanha eleitoral de 1961, com vistas à presidência da República, o candidato da UDN, Jânio Quadros, fez um comício monumental no Largo do Carmo, em São Luís.

Depois do comício, participou de um jantar oferecido por Sarney, à base de comidas típicas e do guaraná Jesus.

Meses depois, Jânio, no exercício do cargo de presidente do Brasil, volta a São Luís para uma reunião com os governadores do Nordeste. Ao sentar-se à mesa, viu uma grande quantidade do guaraná Jesus. Antes de ser servido, chamou José Sarney e pediu para recolher aquelas garrafas de água doce e cor de rosa, que não lhe fizeram bem à saúde.

DEPUTADO E PROMOTOR

Se o promotor público, Cláudio Guimarães, e o deputado estadual, Yglésio Moysés, por causa de um desentendimento na Praia do Olho D’água, tivessem se atracado literalmente, a grande maioria da população teria ficado ao lado do parlamentar e torcido para ele aplicar uma boa sova no membro do Ministério Público.

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CADÊ A BIBLIOTECA DE HUMBERTO DE CAMPOS?

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Recentemente a Academia Maranhense de Letras, em continuidade ao seu extraordinário Plano Editorial, publicou seis livros extraídos das obras do notável escritor Humberto de Campos.

Esse magnífico trabalho em favor da literatura maranhense, organizado pelo acadêmico e escritor Sebastião Moreira Duarte, que faz parte da Coleção Biblioteca Escolar, trouxe a lume textos do saudoso e consagrado intelectual maranhense, nascido na antiga cidade de Miritiba, que mudou de nome em homenagem ao seu filho mais ilustre.

São livros imperdíveis, porque mostram o sentimento de um escritor que deixou uma gigantesca obra literária, em prosa e poesia, motivo pelo qual pertenceu à Academia Brasileira de Letras e representou o Maranhão na Câmara de Deputados e se tornou um dos intelectuais mais lidos no Brasil em todos os tempos.

Quem já leu os Diários Secretos e As Memórias Inacabadas de  Humberto de Campos, em que ele evoca assuntos de sua vida, especialmente a vivida  no Maranhão, não pode ficar em silêncio diante de um fato lamentável perpetrado contra o memorável escritor, que, além da extraordinária obra legada ao povo brasileiro, possuía uma rica, fantástica e volumosa biblioteca, a respeito da qual tenho um documento público, registrado no Diário Oficial do Estado do Maranhão, editado a 2 de março de 1935.

De que trata esse valioso documento histórico, que revelo nos dias de hoje e acontecido há mais de oitenta anos, mas precisa ser conhecido do povo maranhense?

O documento diz respeito a uma decisão de relevante valor cultural, tomada pelo então interventor Antônio Martins de Almeida, que nem maranhense era, ao assinar o decreto 781, de 28 de fevereiro de 1935, que transcrevo literalmente a seguir: “ O Interventor Federal no Estado do Maranhão, usando de suas atribuições que lhe confere as leis vigentes e tendo em vista que o saudoso escritor Humberto de Campos deixou uma biblioteca, composta de perto de dois mil volumes, avaliada em 20.000&000 (vinte contos de réis), pelos srs. José Olympio Pereira Filho, proprietário da Livraria José Olympio Editora, dr. Adelman Tavares, da Academia Brasileira de Letras, e dr. Fernando Nery, diretor da Secretaria da referida Academia, e considerando que o Governo, adquirindo a biblioteca daquele consagrado escritor patrício, tem em mira fortalecer o patrimônio cultural do Estado, pela fonte de ensinamento que ela representa ao bem coletivo; e considerando que o Governo, além de amparar o interessa coletivo, presta, ainda, merecida homenagem ao imortal escritor maranhense, evitando que a sua biblioteca, adquirida por outrem se disperse, decreta para o efeito da compra, que fica, desde já, aberto o crédito extraordinário de vinte contos de réis”.

Diante desse claro e indiscutível documento oficial do Governo do Maranhão, duas questões precisam ser esclarecidas. Primeira, será que essa operação administrativa e financeira autorizada pelo Interventor Martins de Almeida chegou a ser concluída?        

Segunda, se a biblioteca foi comprada, que eu acredito positivamente, até porque ordem de interventor era rigorosamente cumprida, qual o destino que ela tomou em São Luís?

Na Biblioteca Pública Benedito Leite, o local certo para alojá-la, pelo que fui informado, de Humberto de Campos, só existe um retrato do escritor na parede.

GULLAR ACIMA DO CHÃO

O jornalista Ruy Castro, na sua coluna, na Folha de São Paulo, escreveu que “Ferreira Gullar, o poeta brasileiro que mais escreveu em poesia sobre poesia, tem os seus livros reunidos em “Toda Poesia” pela Companhia das Letras. Lá estão “A Luta Corporal”, os cordéis, as pedras-de-toque, menos o livro de estreia “Um pouco acima do chão”, impresso em São Luís aos 18 anos e cujo parnasianismo o maduro Gullar rejeitou.

“Um pouco acima do chão”, que Gullar não gostava   e se arrependeu de tê-lo feito, foi reeditado em São Luís por Jomar Moraes, antes de seu falecimento.

BANDEIRA DO BRASIL

As seguidas manifestações de ruas, promovidas pelo presidente Jair Bolsonaro, têm rendido bons frutos às lojas que vendem bandeiras, especialmente a do Brasil.

Um amigo meu, na semana passada, procurou e não encontrou no comércio de São Luís nenhuma bandeira brasileira para o filho, que precisava de uma não para participar de manifestação política, mas atender a uma solicitação do colégio onde o garoto estuda.

MUDANÇA PARA O CANADÁ

Dois arquitetos que brilharam em São Luís pela competência profissional e retidão nos serviços que prestavam, estão deixando o Maranhão.

Ricardo Perez e Gracy Bogéa, atendendo aos apelos dos filhos que estudaram, se formaram e hoje são profissionais respeitados fora do Brasil, conseguiram convencê-los a trocar São Luís pela capital do Canadá, onde passarão a ter melhores condições de trabalho e de vida.

MARANHÃO INFELIZ

O senador Weverton Rocha, no lançamento de sua candidatura, em Imperatriz, à sucessão do governador Flávio Dino, anunciou em alto e em bom som, o slogan da sua campanha eleitoral: “Com Weverton o Maranhão será feliz”.

 Eu já acho o contrário.

DEMOCRATA, JAMAIS

O presidente Jair Bolsonaro, como dizia Jânio Quadros, é um homem incapaz de conviver com a democracia.

Ao contrário de todos os ex-presidentes da República, foi de uma total indiferença com relação aos atletas brasileiros, que participaram das recentes Olimpíadas de Moscou.

O mesmo procedimento dispensa aos doentes ou vítimas da Covid-19. Ele nunca foi a qualquer hospital de nenhuma cidade brasileira para visitar um doente ou se solidarizar com a morte de alguma vítima da coronavirus.

O que ele gosta mesmo é de afrontar as leis, acabar com a urna eletrônica e de promover motociatas.   

EMOÇÃO DE SARNEY

O ex-presidente José Sarney ficou sobremodo emocionado e feliz com a visita dos membros da Academia Maranhense de Letras, na tarde da última terça-feira.

Sarney, decano da Casa de Antônio Lobo, continua o mesmo: não se desliga dos movimentos e das ações culturais da instituição, na qual ingressou aos 22 anos.

Um ato que Sarney faz questão de participar é do processo de votação dos candidatos que dela pretendem fazer parte.

NEGÓCIO DESFEITO

As negociações em torno da venda do São Luís Hotel para o Tribunal de Justiça não chegaram a bom termo.

Depois de avaliações técnicas, o presidente do TJ, desembargador Lourival Serejo, ficou convencido de que as instalações físicas do hotel não se adequam ao bom funcionamento da instituição que preside.

TROCA DE COLO

A frase é da autoria do engenheiro Aparício Bandeira, que eu assino em baixo: “Eu votei no Bolsonaro para presidente para me livrar do Lula. Mas ele agora coloca o Lula no meu colo.

CANDIDATURA DE NELSON

Depois de reiterados apelos para fazer parte da Academia Caxiense de Letras, o engenheiro e escritor Nelson Almada Lima, decidiu inscrever-se à vaga deixada pelo saudoso Raimundo Medeiros.

Nelson deverá disputar a eleição com cinco candidatos, mas é o favorito.     

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O LADO FOLCLÓRICO DE LÍSTER CALDAS

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Um dos políticos que pontificaram na vida pública do Maranhão, reconhecidamente dotado de invulgar inteligência, incomum presença de espírito e fina ironia, chamava-se Líster Segundo da Silveira Caldas, que no dia 11 de agosto, se ainda estivesse entre nós, teria completado cem anos de vida.

Nascido em Teresina, ainda criança veio com a família de muda para São Luís, onde estudou, diplomou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito e ingressou na cena pública, como chefe de gabinete do interventor Saturnino Bello, na transição da ditadura para a democracia.

Nas eleições de 1947, pela sagacidade, amizade e afinidade política com o senador Vitorino Freire, teve o seu nome incluído na chapa de candidatos à Assembleia Legislativa, onde participou da elaboração da nova Carta Constitucional do Maranhão.  

Nas eleições de 1950, reelege-se a deputado estadual pelo Partido Social Trabalhista, criado e comandado por Vitorino Freire. Pela destemida atuação, fez parte da relação de candidatos à Câmara Federal, para a qual se elege nas eleições de 1954, 1958 e 1962, fazendo dobradinha com o leal amigo, Mário Flexa.

Em 1966, quando o Brasil se encontrava sob a égide do regime militar, filia-se à Arena, mas por não pertencer ao grupo do governador José Sarney, as urnas não lhe foram favoráveis e o levaram a abandonar a vida política.

Em 1950, casou-se com Nícia Castelo Branco, com quem teve um filho: o engenheiro Leônidas Soriano. 

No meu livro, editado em1989, com o quilométrico título de “Politiqueiros, Politicalha, Politiquice, Politicagem, Política do Maranhão”, a ser reeditado ainda este ano, o saudoso Líster Caldas é um dos mais citados, por conta de sua inigualável verve, que o estimulava a fazer comentários jocosos de  atos protagonizados por atores da cena política estadual. Com a palavra, Líster Caldas.

PADRE CARNAVALESCO

Quando o Congresso Nacional funcionava no Rio de Janeiro, o deputado Líster Caldas almoçava num restaurante com o amigo, cabo eleitoral e guia espiritual, padre Oton Salazar, este, rigorosamente vestido como mandava o figurino da Santa Madre Igreja Católica: batina preta

Era época de carnaval e um amigo de Líster, para matar a curiosidade, perguntou se o homem que estava ao seu lado era realmente padre. 

A resposta saiu na hora. – Não. Como estamos no carnaval, ele se fantasiou de padre.

DILEMA DE CASTELO

O governador João Castelo, nas proximidades do encerramento do prazo para disputa ao Senado, estava em dúvida se renunciava ou não ao cargo que ocupava.

Para resolver o dilema, procura amigos e conselheiros, dentre os quais Líster Caldas.

Em conversa reservada no Palácio dos Leões com o sabido e experiente parlamentar, dele recebeu este prudente conselho: – Lembre-se de Pedro Neiva e de Nunes Freire. Ambos não renunciaram e cumpriram o mandato até o final. Resultado, Pedro Neiva ficou vendo tralhoto dando salto mortal na Beira-Mar e Nunes Freire olhando as torres e ouvindo o badalar dos sinos da igreja de Santo Antônio.

EMBALOS À JOHN TRAVOLTA

Líster estava em Brasília quando o Congresso Nacional aprovou o projeto de reforma política, encaminhado pelo Poder Executivo.

Testemunha do trabalho do senador José Sarney, relator da matéria, Líster, chega a São Luís e desabafa: – O desempenho de Sarney foi tão perfeito e eficiente, na defesa do projeto governista, que parecia o John Travolta nos embalos de sábado à noite.

MERDA NO VENTILADOR

A participação do ex-senador Vitorino Freire na sucessão do governador Pedro Neiva de Santana, era vista como provável, face à sólida e antiga amizade que mantinha com os irmãos e generais Orlando e Ernesto Geisel.

Interessado em saber até que ponto Vitorino poderia influir no processo sucessório maranhense, o deputado Marconi Caldas procura o tio Líster, que, sem pestanejar, responde: – Eu não sei se o Vitorino terá forças para indicar o futuro governador, mas garanto que ele pode jogar muita merda no ventilador da sucessão.

VOTO DE MORTO

Líster e Henrique Salcher fizeram dobradinha para serem votados, respectivamente, a deputado federal e estadual em Pinheiro, nas eleições de 1966.

No momento do embarque, para participarem de um comício naquela cidade, desaba um violento temporal no aeroporto do Tirirical, impedindo a decolagem do avião.  

 Diante da inesperada e desesperadora situação, Líster convence Salcher a transferir a viagem para outro dia com este indiscutível argumento: – Morto no Maranhão vota, mas não se elege.

ONÇA COMEDORA DE VOTO

Nas eleições de 1966, Líster não se reelege pela Arena, depois de cumprir três mandatos na Câmara de Deputados.

Em São Luís, já sem mandato, resolve assistir ao desfile estudantil e militar em homenagem à Independência do Brasil, à época, ainda realizado na Praça João Lisboa.

Ao ver o governador José Sarney no palanque, Líster comenta com o amigo e prefeito de Morros, Tomás Costa: – Ali está a onça que comeu o meu gado.

DE PERUCA NA RUA

No exercício do cargo de governador, o professor Pedro Neiva nomeia o cunhado Haroldo Tavares a prefeito de São Luís.

Meses depois, num evento no Palácio dos Leões, o governador numa conversa com Líster Caldas, quer saber como ele via a gestão do engenheiro e cunhado na prefeitura.

 Governador, retrucou Líster, o senhor bota uma peruca, para não ser reconhecido nas ruas, e faça essa pergunta aos moradores da cidade.

LUTA NA RETAGUARDA

No aeroporto de Brasília, o ex-deputado Líster Caldas encontra o deputado Domingos Freitas Diniz, que se preparava para residir novamente em São Luís, pois não se reelegeu à Câmara Federal.

Líster, que já havia vivido o mesmo problema, aproxima-se de Freitas Diniz, coloca a mão no seu ombro e confidencia: – Vamos em frente, companheiro, porque essa viagem de volta eu já fiz e sei que na retaguarda também se luta.

RESTO DO EPISÓDIO

No ano seguinte à posse do governador José Sarney, houve eleição para a renovação das representações maranhenses no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa.

Numa sessão do Tribunal Regional Eleitoral, alguns candidatos que pertenciam ao extinto PSD, tentavam impugnar a diplomação dos eleitos.

Líster, também, derrotado, vendo os companheiros unidos em torno de um inútil objetivo, exclamou desolado; – Aqui estão os que restaram de um triste episódio.

TEMPO FECHADO

Após a indicação, pelo presidente Ernesto Geisel, do deputado federal Nunes Freire para governador do Maranhão, o professor Orlando Leite, ansioso para saber os membros da futura administração, telefonou para o amigo Líster Caldas, que se encontrava em Brasília.

Pelo fio, veio a decepção: – Aqui, ninguém sabe de nada, pois no aeroporto do Nunes Freire o teto está todo o tempo fechado e nenhum avião consegue pousar.  

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ABDALA, O MEU QUERIDO PAI

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Amanhã, dia dedicado aos pais, não posso esquecer do meu saudoso Abdala Buzar Neto, filho dos libaneses, Rafiza e João Buzar, que vieram do Líbano para o Brasil, no começo do século XX, fixando residência na cidade de Itapecuru, onde, como comerciantes, prosperaram e construíram, com a participação dos filhos Abdala e José João um conceituado e forte empreendimento empresarial.  

Reza a lenda, que o meu pai nasceu na cidade baiana de Juazeiro, mas, de acordo com o registro de seu nascimento, ele, veio ao mundo em Itapecuru a 15 de novembro de 1911, sendo aluno do professor Manfredo Viana, que lhe deu boa formação moral e educacional.

Trabalhando com os pais e o irmão no empreendimento comercial, Abdala começou a se destacar e ser reconhecido pelos itapecuruenses como um homem trabalhador, de boa índole e responsável pelas mudanças operadas na firma familiar, que a fizeram conhecida na capital do Estado como fornecedora de produtos primários e importadora de manufaturados.

Casou-se com Deonila Rodrigues Bogéa, a 5 de maio de 1937, com a qual gerou uma prole de oito filhos, sendo eu o primeiro da fila.       

Pela boa atuação na atividade privada, chamou as atenções do interventor Paulo Ramos que o nomeou para as seguintes funções no período ditatorial: juiz suplente, adjunto de promotor, delegado de Polícia, gerente em Itapecuru da Rede Aeroviária Maranhense, órgão que ligava as principais cidades à capital do Estado pelos aviões da Condor.

Na transição da ditadura getuliana para o regime democrático, o interventor Saturnino Bello o nomeou prefeito de Itapecuru, que administrou de fevereiro de 1946 a janeiro de 1948, transmitindo o cargo ao sucessor e eleito Miguel Fiquene.

Na sua gestão, construiu o moderno Grupo Escolar Gomes de Sousa e doou à Comissão Executiva dos Produtos da Mandioca uma área da cidade para a instalação da fábrica de álcool, projeto não concluído por atos de corrupção.

Identificado com os problemas da cidade, ingressou na vida pública, sendo o mais votado à Câmara de Vereadores, no pleito de 1950, ato que o conduziu à presidência da edilidade e, como tal, assumiu por alguns dias o cargo de prefeito.       

Nas eleições de 1958, volta a ter assento na Câmara de Vereadores, credenciando-se a disputar as eleições de prefeito em outubro de 1960. Ao término do mandato, em janeiro de 1966, legou um saldo positivo de obras nas áreas urbana e rural, nesta, com a construção de estradas vicinais e pontes.

No último mandato que disputou, por conta de seu prestígio popular e dos recursos próprios, elegeu-me, aos 22 anos de idade, deputado estadual no pleito de 1962, pelo Partido Social Progressista, mandato que perdi em abril de 1964, a mando do regime militar.

A partir de setembro de 1963, com o falecimento do pai João Buzar, da invalidez do irmão José, e da avançada idade da mãe Rafiza, Abdala passou a conduzir praticamente só os negócios comerciais e industriais da família.

Na história política de Itapecuru, além de sua correta atuação à frente dos negócios públicos, fez-se estimado e querido pela população, face ao modo generoso como ajudava o povo nos momentos da necessidade. No exercício do poder, não desviava recursos ou se locupletava com as verbas públicas.   

A sua maneira de atuar na campanha partidária e no processo eleitoral era singular, pois nos comícios não faltavam banda de música, foguetório, transporte e muita comida nos ranchos.  Dificilmente discursava nos palanques, preferia ficar no meio do povo. No dia da eleição, realizada totalmente na sede do município, os eleitores recebiam as chapinhas no ponto de serem colocadas nas urnas. Após a apuração dos votos, os candidatos vitoriosos e o eleitorado eram convocados para uma grande festa pública. Dos governadores de sua época, construiu forte amizade com Sebastião Archer da Silva, a ponto de ser um frequente consumidor da comida palaciana.

Quando se encontrava à frente da prefeitura, dois problemas o preocupavam e não podiam deixar de faltar à comunidade: o abastecimento de carne e o fornecimento de energia elétrica.

No seu coração, o ódio não encontrava lugar, razão porque sabia perdoar com facilidade. Podia ter adversários eventuais, inimigos, jamais. No seu reinado político em Itapecuru, fazia questão de ter sempre de seu lado, o padre, o juiz e o delegado de polícia.       

 Religioso ao extremo e devoto de São Benedito, era quem se encarregava de promover os festejos do santo, com recursos próprios nos finais de cada ano. Ao longo da vida, foram frequentes e relevantes os serviços prestados à paróquia de Nossa Senhora das Dores.

Paralelamente à sua religiosidade, não descurava de seu fervor profano, tanto que gostava de ajudar os cultivadores das manifestações populares e folclóricas, promovidas nos povoados do Moreira, Santa Rosa do Barão, Outeiro dos Nogueiras e Filipa, que não deixava de comparecer.

Por falar em festa, que seja ressaltado o prazer e a alegria de participar também dos folguedos carnavalescos, nos quais costumava se vestir de mulher e invadia a casa dos amigos, para banhá-los de lança-perfume e de pó da cabeça aos pés. Os padres eram suas vítimas preferidas.

Nos anos 1960, encabeçou um movimento para fundar um clube social e recreativo na cidade, do qual foi o primeiro presidente.  

A vida de Abdala Buzar, toda ela voltada para fazer o bem e de proporcionar a felicidade das pessoas, da cidade e da sua família, começou a fragilizar fisicamente no começo da década de 1970, quando se viu atacado por um maligno câncer. Sendo ele um viciado fumante, a doença não o perdoou, invadindo o seu pulmão de forma inapelável, a despeito dos esforços que fizemos para tratá-lo em São Luís, Fortaleza e Rio de Janeiro.       

Termino essa homenagem ao meu querido pai, lembrando da composição musical de Sérgio Bittencourt, que terminava assim: “Naquela mesa tá faltando ele e a saudade dele tá doendo em mim”.   

PEDRO CALDEIRA

Com muita tristeza, recebo um telefonema da amiga Maria Elda, informando-me do falecimento do esposo, Pedro Caldeira, que morava em São Paulo, vítima da Covid-19.

Nascido em Pedreiras, era engenheiro competente,

professor modelar, escritor renomado e cientista de produção reconhecida internacionalmente, com livros publicados no Japão, China, Dinamarca e Inglaterra.

CENTENÁRIO DE LÍSTER CALDAS

Nesta quarta-feira, 11 de agosto, Líster Segundo da Silveira Caldas, completaria cem anos de vida.

Nascido em Teresina, mas ainda criança veio de muda com a família para São Luís, onde diplomou-se bacharel em Direito.

Ingressou na atividade pública pelas mãos do interventor federal Saturnino Bello, que o nomeou chefe de gabinete.

Nas eleições democráticas de 1947, elegeu-se deputado estadual, iniciando uma longa trajetória política, encerrada em 1966, depois de cumprir dois mandatos na Assembleia Legislativa e três na Câmara Federal.

CONSELHO POLÍTICO

Dotado de fina ironia, de excepcional verve e de incomum presença de espírito, Líster Caldas deixou para os políticos, que teimam em permanecer na vida pública, quando são rejeitados pelo eleitorado, este oportuno conselho: – Não é a gente que deixa a política; a política é que deixa a gente.

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