O COLUNISMO SOCIAL ANTES E DEPOIS DE PH

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Nos jornais do começo do século XX, são visíveis os espaços reservados às informações de cunho social, com registros de efemérides ou de datas relativas a nascimentos, batizados, aniversários, noivados, casamentos e de partidas e chegadas de figuras importantes da sociedade, realizadas em navios, com destino ao Rio de Janeiro ou ao exterior. A responsabilidade pela veiculação de tais informações era da direção do jornal, que assim procedia com o fito de prestigiar os anunciantes e as autoridades.

No Maranhão, esse tipo de informação jornalística, de caráter essencialmente elitista, só começa a mudar na forma e no conteúdo, a partir da década de 1950, com o aparecimento no Rio de Janeiro de uma novidade introduzida nos jornais O Globo e Última Hora, por Ibrahim Sued e Maneco Muller, este, com o pseudônimo de Jacinto de Thormes. 

Foram eles que criaram um colunismo voltado para realçar eventos, nos quais pontificavam autoridades públicas, personalidades privilegiadas e figuras da alta sociedade. Por meio dessa inovadora ferramenta jornalística, se os homens de posses conquistaram notoriedade nacional e se fizeram notados e cortejados, as mulheres ganharam realce e projeção pelos dotes físicos que ostentavam e pela maneira como se apresentavam na vida social. 

Com a visibilidade projetada por conta dos colunistas sociais e dos meios de comunicação, figuras de uma elite desconhecida passaram a ocupar espaços no mundo dos negócios e da política, bem como conquistar status e revelar uma nova forma de viver.

O fabuloso sucesso do colunismo social, especialmente no Rio de Janeiro, o centro polarizador do modismo nacional, fez crescer a circulação e a venda dos jornais, em cujas páginas o leitor via desfilar os ricos e poderosos e ter conhecimento de um mundo sofisticado até então enclausurado e inacessível. 

Nas cidades, onde os jornais provincianos pontificavam à custa da politicalha, o advento do colunismo social, produziu modificações nas redações. Em São Luis, nos meados da década de 1950, circulavam seis periódicos: O Imparcial, Jornal do Povo, Jornal do Dia, O Combate, Jornal Pequeno e Diário Popular. Desses, apenas três – Jornal do Povo, O Imparcial e Jornal do Dia – se sensibilizaram com o colunismo social e nele viram a fórmula de alavancar as tiragens diárias e de sintonizá-los com o jornalismo praticado nos centros mais adiantados.

Salvo melhor juízo, o Jornal do Povo foi o pioneiro nessa iniciativa, a ponto de transformar o então repórter Benito Neiva em colunista social. Fã de Jacinto de Thormes, procurava imitá-lo até na maneira de se vestir: roupa de black-tie e o inseparável cachimbo.  Com o fechamento do Jornal do Povo, em abril de 1964, por força do regime militar, Benito mudou-se para o Estado do Maranhão, onde não conseguiu reeditar o sucesso conquistado no matutino de Neiva Moreira.

Para se enquadrar à modernidade que imperava na imprensa nacional, O Imparcial, descobriu a jovem Maria Inês Saboya, que assumiu o posto de colunista social com o pseudônimo de Christine. Anos depois, ela assumiu a verdadeira identidade e manteve a coluna enquanto teve saúde.    

 O Jornal do Dia foi outro que não ficou à margem dessa inovação jornalística. Alguns jornalistas foram convocados a assumir a titularidade da coluna social do JD. Um deles, o irreverente cronista caxiense Vitor Gonçalves Neto. O perfil de colunista social passou longe dele. Pela maneira debochada de escrever e do tratamento dispensado à elite maranhense, fez o jornal perder mais leitores do que ganhar.

Para substituir Vitor Gonçalves Neto, o Jornal do Dia encontrou um jovem, inteligente, sagaz e versátil, chamado Gerd Pflueger, criador da coluna Passarela, através da qual mobilizou setores da sociedade, no que contou com a parceria da esposa Maria de Lourdes Tajra, com a qual realizou inúmeras campanhas em prol de entidades filantrópicas.

  Também incursionaram no colunismo social maranhense, figuras da estirpe de Lucy Teixeira, Genu Moraes, Genoveva Ayres, Porfírio Serra de Castro, Mary Magalhães, Maria Bogéa, Janete Trinta, Irtes Cavanhack, Flor de Liz, Mário Lincoln, Ribamar Silva. Nem todos conseguiram firmar-se nessa atividade jornalística.

Depois daquela fase áurea, o colunismo social em São Luis só voltou a ganhar relevo e prestígio no final dos anos 1960, com o aparecimento de um jovem interiorano de Presidente Dutra, que com perseverança e talento, engajou-se no jornalismo maranhense, no qual projetou-se e conquistou rapidamente um lugar ao sol numa área que já parecia decadente, mas por ele transformada e renovada. Consolidou-se de tal forma na profissão que até hoje brilha no jornal que abraçou. Seu nome: Pergentino Holanda.

Começou no colunismo social, algumas vezes, substituindo interinamente Maria Inês, em o Imparcial; em outras oportunidades, no lugar de Gerd Pflueger, em Passarela, no Jornal do Dia. De tanto substituí-lo, acabou ficando definitivamente no posto.  

PH, assim se tornou conhecido, é o mais brilhante, o mais culto e o mais competente dos colunistas sociais, vivos ou mortos, que São Luís teve. Não é à toa que continua na atividade jornalística, sendo o mais lido e prestigiado da cidade. Ao longo desse tempo, impôs-se de tal modo no colunismo que virou figura nacional. Como um Rei Midas, de modo competente e talentoso, transforma eventos em alegres, majestosas e inigualáveis festas sociais.

PH, nos dias correntes, não tem mais o charme de colunista social. Os anos o transformaram num jornalista polivalente. Em atividade, é o mais longevo da imprensa maranhense. Que essa longevidade biológica e profissional seja infinita enquanto durar.

ANO JOSÉ SARNEY

O escritor José Sarney ingressou na Academia Maranhense de Letras em 1952, com a idade de 22 anos, por isso é o decano da instituição, que presidiu no período de 1966 a 1969.

Em homenagem ao intelectual, que ocupa a Cadeira 22, patroneada por Humberto de Campos, e por completar 90 anos em abril vindouro, a diretoria da AML determinou que 2020 será o Ano Cultural José Sarney.

O BEIJA-MÃO

Em passado não tão remoto, o governador do Maranhão reservava um dia do fim do ano para uma solenidade especial.

Era um evento chamado de Beija-mão, em que o chefe do Executivo maranhense abria as portas do Palácio dos Leões para receber os cumprimentos das figuras representativas da sociedade.

Esse gesto de cordialidade, para com o governador do Estado, saiu inexplicavelmente de cena.

TORCIDA POR KÁTIA

É inegável a positiva contribuição que Kátia Bogéa, como diretora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, tem dado ao Brasil.

Ao longo de sua empreendedora gestão, o que fez pelo Maranhão, no que diz respeito à liberação de recursos, para a recuperação do nosso patrimônio histórico, é algo extraordinário.

Por isso, eu e outras pessoas de bom senso, torcemos para ela não ser inexplicavelmente exonerada do IPHAN, à frente do qual realiza uma administração irretocável do ponto de vista da honestidade e da competência.

FESTA DOS MARISTAS

O evento que reuniu, no sábado passado, ex-alunos dos Maristas, foi significativamente sensacional, quanto à participação e animação.

Da minha faixa etária, apenas eu, Paulo Abreu, Jorge Cateb, Mário Leal e Lourenço Vieira da Silva, este, veio de Brasília especialmente para marcar presença na inesquecível festa.

MAIS UM AMIGO

Um grande amigo, um homem de caráter, um profissional competente, dessa maneira, o advogado Antônio Austregésilo Moreira Fonseca, na intimidade Teté, se fez presente ao longo da vida na sociedade maranhense.

Para tristeza dos familiares e amigos, ele partiu para a eternidade, mas deixou um legado de boa conduta moral e de exemplar cidadão. 

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GULLAR, FUTEBOL E MACONHA

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Eu e meu irmão, Raimundo, temos algumas manias em comum. Uma das quais, a de guardar matérias de jornais sobre assuntos que nos interessam ou artigos de jornalistas a respeito de fatos, atos e acontecimentos da realidade brasileira.

Na minha recente estada em São Paulo, onde ele mora há dezenas de anos, encontrei em seus preciosos arquivos, dois trabalhos jornalísticos, da autoria do escritor Ferreira Gullar, publicados nas edições dominicais da Folha de São Paulo.

Nos dois artigos, o poeta maranhense referia-se ao tempo em que viveu em São Luís, ainda bem jovem. No primeiro artigo, datado de 11 de junho de 2006, Gullar discorre sobre a experiência que teve com o futebol. No segundo, publicado em 6 de janeiro de 2008, comenta a sua rápida convivência com a maconha.

Vejamos um trecho do trabalho dominical de Gullar, intitulado Craques da minha vida: “A minha relação com o futebol, não se limita apenas a influência do meu pai, Newton Ferreira, centroavante do Luso Brasileiro Futebol Clube, tantas vezes campeão maranhense, mas também da minha participação como jogador no time infantil do Ferroviário Futebol Clube, sem contar as peladas no Campo do Ourique, em frente ao Mercado Novo.

“A minha carreira futebolística terminou quando sofri uma violenta rasteira e caí com a bunda no chão. Temi ter quebrado o espinhaço e vi que seria melhor um esporte menos brabo; a poesia, por exemplo.

“Troquei a rua pelo quarto, onde passava os dias lendo, enquanto meus companheiros de pelada seguiram seu rumo. Dois deles se tornaram craques no futebol, amados das respectivas torcidas: Esmagado, que fez sua carreira lá mesmo em São Luís do Maranhão, e Canhoteiro, que se tornou ídolo da torcida do São Paulo.

“Muitos anos depois, numa das minhas idas a São Luís, encontrei Esmagado, já fora do futebol, mas admirado pelos fãs.

“De Canhoteiro, tive notícias através dos jornais, de que era chamado de Garrinha do Morumbi, tão sensacionais eram os seus dribles que dava nos adversários, com o mesmo espírito moleque das peladas de infância.

“Certo domingo, pela televisão, o vi jogar. Mal acreditei que ali estava, com as mesmas gingas, o Canhoteiro das partidas em frente ao Mercado Novo, onde o pai dele, seu Cecílio, tinha uma banca, que vendia mingau de milho e tapioca. Era lá que, todas as manhãs, bem cedo, quebrava o jejum antes de seguir para o colégio.

Com relação à maconha, em artigo intitulado Diamba, vejam o que escreveu o poeta: “Eu sou do Maranhão, terra da maconha, que lá se chama diamba. Dos 13 aos 15 anos, fora da escola, tornei-me uma espécie de campeão mirim do bilhar, no botequim do Constâncio, na praia do Caju. Como era menor e não tinha dinheiro, jogava numa sala escura que havia nos fundos do botequim, num bilhar velho, e pagava moendo cana, num pequena moenda que havia ali mesmo.  

“Um dia, Carrapicho me chamou num canto e me deu um cigarro de diamba para eu tragar. Achei horrível, com gosto de capim velho e quase vomito. Já Maninho experimentou e gostou. Da diamba passou para a cocaína, virou marginal, veio parar numa favela do Rio, onde sumiu. Foi encontrado muitos anos depois, internado numa clínica psiquiátrica em Belo Horizonte, e lá morreu.

“Em São Luís, naquele tempo, fumar maconha era coisa de marginal e, de vez em quando, nos subúrbios por onde eu andava, surgia um bafafá, provocado por algum maconhado que endoidara e ameaçava matar alguém a facadas.

“Uma tarde, na Madre de Deus, vi um sujeito nuzinho na rua, com um revólver na mão ameaçando atirar em todo mundo. Amarrara um bode.                

PEQUENOS MUNICÍPIOS

Que fiquem tranquilos os prefeitos dos cinco municípios do Maranhão, previstos para serem extintos, por se manterem às custas de recursos federais e estaduais.

Os senadores e deputados federais da bancada maranhense firmaram um pacto para não aprovar a proposta encaminhada pelo Presidente da República, com vistas à extinção dos pequenos municípios.

Manter essa boquinha aos prefeitos e vereadores, significa dizer que os interesses partidários e eleitorais dos congressistas estão acima dos interesses do país e da sociedade.

 UM VICE INTERNACIONAL

Em nenhum governo, jamais um vice-governador do Maranhão foi tão beneficiado com viagens internacionais, como o atual, Carlos Brandão.

As missões a ele confiadas, pelo governador Flávio Dino, no sentido de negociar empréstimos e buscar investimentos estrangeiros foram inúmeras e de resultados desconhecidos.

Se Carlos Brandão não viabilizar sua candidatura à sucessão ao Governo do Estado, certamente estará habilitado a ocupar o cargo de ministro das Relações Exteriores, se Flávio Dino se eleger Presidente da República.

BURRICE DE LULA

Na opinião do Presidente da República, Jair Bolsonaro, Lula é um cara extremamente burro.

E explica o motivo: Acaba de ser libertado e vai casar, ou seja, sai de uma prisão para entrar em outra.

LIVRO SOBRE O BRASIL

O ex-presidente José Sarney, com a sua autoridade política de conhecedor dos problemas do país, está debruçado na produção de um livro, em que marca a sua posição sobre o momento em que vive o Brasil.

O livro, com o nome de “Brasil no labirinto”, deve ser lançado no primeiro trimestre do ano vindouro.

MÉRITO LEGISLATIVO

A Medalha do Mérito Legislativo Manuel Beckman, criada para homenagear personalidades que prestaram relevantes serviços ao Maranhão, vem sendo, nesta legislatura, bastante desfigurada e vilipendiada.

 Nunca, em tempo algum, a comenda foi atribuída de maneira tão vulgar e distinguida indiscriminadamente a pessoas que jamais prestaram algum serviço ao Maranhão.

Agora mesmo um deputado estadual do PT conferiu a Medalha do Mérito Legislativo, ao jornalista Glenn Greenwald, fundador do site Intercept, um cara abominável, que nunca veio aqui e não sabe nem onde fica o Maranhão.

BASE DE ALCÂNTARA

O Senado aprovou o decreto legislativo sobre o acordo de salvaguardas tecnológicas, firmado entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos, que permite o uso comercial da Base de Alcântara, para o lançamento de satélites, mísseis e foguetes.

Com essa providência de natureza legislativa, completa-se o ciclo de requisitos legais para a Base de Alcântara deixar de ser um projeto e se transformar num grande vetor para o progresso tecnológico do Brasil.

Eu quero estar vivo para ver duas coisas, quando a Base de Alcântara estiver funcionando a pleno vapor. 1) a felicidade do povo alcantarense, pela mudança de seu modo de vida. 2) a cara do deputado Bira do Pindaré, que lutou tanto contra a aprovação do projeto.  

VERDADE OU FAKE NEW?

Em Brasília, corre a notícia, que se espera não seja verdadeira, da demissão de Kátia Bogéa da direção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Para neutralizar essa boataria, a Academia Maranhense de Letras, o Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, a Academia Maranhense de Ciências, Letras e Artes Militares, a Federação das Academias de Letras do Maranhão e Associação Maranhense dos Escritores Independentes, endereçaram mensagem ao Presidente da República, Jair Bolsonaro, no sentido de ser mantida na direção do IPHAN, a competente técnica Kátia Bogéa, pelos relevantes serviços prestados ao País e pela lisura, seriedade e honestidade como se comporta no cargo.

 SEM PÉ NEM CABEÇA

Se o deputado Roberto Costa tivesse conversado com a ex-governadora Roseana Sarney, sobre a sua candidatura a prefeita de São Luís, garanto que não estaria a anunciar um fato sem pé nem cabeça.    

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A GERAÇÃO DOS NOVENTA

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A sociedade brasileira passa pela elevação da longevidade, na qual a expectativa de vida aumentou em mais de 30 anos, por conta da otimização das oportunidades de saúde, de educação continuada e de participação na vida social, fatores que alimentaram a qualidade de vida.

O aumento da expectativa de vida da população é hoje um fenômeno determinante de um conjunto de mudanças na composição e organização da sociedade, que não vê mais o idoso como uma pessoa que já realizou o que deveria e que deve aposentar-se e descansar enquanto espera a morte. 

Essa nova realidade social, que elevou a expectativa de vida do homem brasileiro para 74 anos e da mulher 77, pode ser vista em São Luís de maneira fantástica pelo expressivo número de figuras humanas que chegaram aos noventa anos em boa forma física e mental, a exemplo de Cléon Furtado, José Barros, Sebastião Caracas, Artur Almada Lima, Cabral Marques, Clerice Haickell, Ruth Silva, Teresinha Ericeira, Damasceno e Elimar Figueiredo.

Semana passada, recebi do meu querido amigo Sebastião Caracas, uma mensagem lúcida, verdadeira e emotiva, que mostra como ele, do auge de seus 92 anos, continua exercitando a sua extraordinária memória e produzindo textos que mostram como se mantém antenado com assuntos que gravitam em seu redor, que o levam a pensar e a refletir sobre o seu cotidiano de vida.

 Com a palavra Sebastião Caracas: “Finalmente, estou em casa são e salvo, vindo do hospital. Momentos houve em que minha pressão chegou a 22. Pensei, assustado, que estava chegando ao fim da linha na maratona da vida, vindo de uma noite sob um calor intenso na UTI, de onde telefonei para a minha filha, Luciana, pedindo que fosse me buscar com licença ou não do hospital, mas ela confortou-me com palavras amáveis dessa impossibilidade.

“Depois do consenso entre os médicos, finalmente, pude retornar para casa, onde senti a necessidade de escrever, como faço habitualmente, pois o importante é não desistir da vida, como os pássaros que voam de um lado para outro, pousando em qualquer galho de árvore ou no próprio chão, divertindo-se em pequenos pulos por não saberem andar, como assim estava eu. 

 “O meu amor aos filhos, netos e bisnetos, que são tantos, e aos amigos que ainda registro em minha agenda, me fazem gostar da vida e por isso preciso de mais tempo para conviver com eles, ouvi-los suas palavras carinhosas e sorrir.

“Posso afirmar que tenho 92 anos, sou cadeirante e sobrevivente. No palco do tempo, posso apreciar cada flor plantada no meu jardim, que me faz ouvir palavras sábias que soam nos meus ouvidos e me dizem que o amor renova as esperanças, reanimam a alma e que se deve lutar contra tudo que possa conspirar contra a vida e nunca desista de caminhar sem medo de tropeçar, se tropeçar não tenha medo de se ferir e ferindo-se tenha coragem para corrigir as rotas da vida, mas sem pensar em recuar.

“Cá estou sempre à espera da sua visita e das pessoas queridas e amadas, que possam me dar alegria e coragem para pensar nos meus sonhos e inspirações, apreciar o que existe de belo no mundo, na alegria e no amor.

PRESENTE DA ACADEMIA

No começo do mês de dezembro, a Academia Maranhense de Letras oferece um presente especial aos moradores de São Luís.

O presente, de valor inestimável, será uma surpresa agradável quanto ao conteúdo.

PARTIDO DE BOLSONARO

A Aliança pelo Brasil, partido que o presidente Jair Bolsonaro criou para lhe dar sustentação política, quer que os diretórios do partido nos estados sejam controlados por militares.

Com base nessa determinação presidencial, o provável dirigente da APB no Maranhão será o coronel José Ribamar Monteiro, atual superintendente do Patrimônio da União.

BECKMAN E A REPÚBLICA

Nos 130 anos da Proclamação da República, ocorridos recentemente, não pode ser esquecida a figura emblemática de Manuel Beckman.

Foi ele, antes de Tiradentes, o cristão novo que se levantou no Maranhão contra o estado lusitano, que, séculos depois, fez o Brasil trocar o regime monárquico pelo republicano.

Por seu ousado gesto, Beckman ou Bequimão foi preso e enforcado.

HOTEL DA AMAZÔNIA

O majestoso Hotel Tropical, construído em Manaus, fechou as portas e mergulhado em dívidas que somam mais de R$ 20 milhões.

A Justiça autorizou o leilão do mais luxuoso hotel da Amazônia, que recebeu hóspedes importantes da vida política e cultural do país e do exterior.

Quando o Hotel Tropical, estava em fase de construção, nos anos 1980, o Grupo Varig, proprietária do empreendimento, convidou jornalistas brasileiros para o visitarem.

Do Maranhão, eu e Pergentino Holanda fomos convidados.

BOLIVIANOS NO MARANHÃO

Com a crise política estourada na Bolívia, vale lembrar o motivo pelo qual, anos atrás, instalou-se em São Luís um consulado boliviano.

O governo da Bolívia soube através de uma emissora de rádio do Maranhão, que milhares de bolivianos em São Luís, comemoravam a vitória do time do Sampaio Correia, cujas camisas ostentam as cores da bandeira do país vizinho.

Por conta disso, o governo boliviano nomeou um cônsul para representá-lo em São Luís.

ESQUERDA E DIREITA

Com a ascensão de Jair Bolsonaro à Presidência da República, político assumidamente contrário ao ideário socialista, a dicotomia direita e esquerda voltou à cena brasileira.

Afinal, o que significa ser de direita ou de esquerda?

Esses termos surgiram na virada do século XVIII para o XIX, quando na Assembleia Nacional Constituinte da França, os jacobinos ou progressistas, ocupavam o lado esquerdo e os girondinos ou conservadores, ocupavam o lado direito.  

SARNEY EM SÃO LUÍS

O ex-presidente José Sarney e Dona Marly não abrem mão de passar as festas de Natal e Ano Novo, em São Luís, em companhia de familiares e amigos.

Por isso agendaram o dia 28 deste mês para chegarem a esta cidade, onde costumam ficar até o carnaval.

Na semana passada, o casal Sarney esteve em São Paulo, onde Dona Marly fez revisão médica.  

AVENIDA PAULISTA

Há anos eu não passava o dia de domingo em São Paulo.

Aproveitei essa rara oportunidade, para ver algo que os meus olhos jamais viram: a transformação da Avenida Paulista, onde se localiza o principal centro financeiro do país, num animado palco de diversões e recreações.

Ao longo da avenida, durante todo o dia, uma multidão de paulistas e turistas, de todas as faixas etárias e camadas sociais, ali, marca presença, para de maneira descontraída, brincar e se divertir.

Naquela manhã de domingo, vi de tudo: gente dançando, cantando e rebolando, apresentações teatrais e circenses, protestos políticos de bolivianos a favor de Evo Morales e de brasileiros a favor de Jair Bolsonaro e contra os ministros do Supremo Tribunal Federal.

ZÉ PEREIRA

Numa das padarias mais selecionadas e conhecidas de São Paulo, encontrei à venda um produto maranhense: o Zé Pereira.

Curioso, perguntei o preço. Para minha surpresa, mais barato do que em São Luís.  

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O DECRETO QUE ABALOU A REPÚBLICA

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Só três dias depois de Proclamada a República no Rio de Janeiro, a 18 de novembro de 1889, é que a Província do Maranhão adere ao novo regime, quando ascende ao poder uma Junta Governativa, constituída por seis militares e dois civis, que transmite a 17 de dezembro o poder ao advogado maranhense, Pedro Augusto Tavares Junior, radicado no Rio de Janeiro e republicano de primeira linha.
No dia seguinte à posse, o novo governante começava a mostrar serviços, anulando todos os atos praticados pela Junta Governativa. Contudo, estava reservado para o dia 26 de dezembro a assinatura de um decreto, de conteúdo explosivo e radical, que causou grande celeuma no Maranhão e imediata repercussão no Rio de Janeiro, na medida em que surpreendeu o Governo Central.

O rumoroso de decreto assentava-se em quatro artigos. O primeiro garantia a todas as seitas e religiões, o pleno exercício de seus cultos; o segundo, extinguia os subsídios prestados às entidades assistenciais de cunhos religiosos; o terceiro, extinguia as verbas destinados aos cultos públicos; o quatro e o mais polêmico, dispensava de empregos, pagamentos e comissões os padres, sacerdotes, capelães e sacristões.

A reação do clero ao decreto do governador Pedro Augusto foi rápida e enérgica da parte do bispo, Dom Antônio Cândido de Alvarenga, que mobilizou os católicos e o episcopado nacional, no sentido de tornar sem efeito o inesperado decreto, cuja vigência poderia atritar as relações entre a Igreja e o Estado.

Para não deixar que o apressado ato gerasse crise, o ministro do Interior, Aristides Lobo, imediatamente telegrafa ao governador maranhense, dizendo que o Governo Federal não aprovava o decreto e que tratasse de revogá-lo, com o que não concordou Pedro Augusto. Em resposta, o ministro foi ainda mais rígido e fez vê-lo de ser aquela matéria atribuição do Governo Federal, por isso reiterava a ordem para evitar graves perturbações da ordem pública.

Como o governador teimava em não cumprir o que mandava o ministro do Interior, o ministro da Fazenda, Rui Barbosa decide interferir no caso, chamando a atenção da autoridade maranhense para a indevida intromissão num assunto para o qual não tinha competência e o advertia para as consequências de seu impensado gesto.

Diante da inflexibilidade de Pedro Augusto, entra em cena o próprio Presidente da República, marechal Deodoro da Fonseca, que em mensagem telegráfica, ordena a anulação do decreto, por ser “uma medida extemporânea e inconveniente”. Recomendação inócua porque o chefe do Executivo estadual fez ouvido de mercador, mas, em respeito à autoridade superior, tratou de dar explicações sobre a decisão tomada.

 À falta de outros recursos para convencer o governante maranhense a mudar de posição, o marechal Deodoro da Fonseca transmite ordem ao comandante do 5º Batalhão de Infantaria, sediado em São Luís, tenente-coronel, João Luiz Tavares, para botar as tropas na rua, passar por cima da autoridade do governador, e declarar nulo o decreto, que vinha causando tanta celeuma, pois o novo regime, para se consolidar, precisava impor-se no país com firmeza e determinação.

Indignado, Pedro Augusto manifesta ao ministro Rui Barbosa, contrariedade pela maneira atrabiliária como foi tratado pelo Presidente da República.  Mesmo revoltado, transmite o cargo ao Chefe de Polícia, Eleutério Muniz Varella, a 3 de janeiro de 1890.

CINCO É POUCO

Pelo Projeto de Reforma Administrativa, encaminhado pelo Presidente da República ao Congresso Nacional, deverão ser extintos em cada Estado cinco municípios com menos de cinco mil habitantes.

Do Maranhão, se o Congresso aprovar a proposta do Executivo, desaparecerão os municípios de São Felix de Balsas, Junco do Maranhão, Nova Iorque do Maranhão e São Pedro dos Crentes.

A rigor, deveriam sumir do mapa, além dos citados, mais da metade dos criados irresponsavelmente pelos constituintes estaduais de 1989.

VEREADORES VETERANOS

A iniciativa do ex-senador João Alberto de ser candidato à Câmara Municipal de Bacabal, nas eleições de 2002, espalhou-se como um rastilho de pólvora.

Em Caxias, está previsto o lançamento da candidatura do ex-deputado federal, Paulo Marinho a vereador.

Outro veterano de eleições proporcionais, Chico Coelho deve postular um lugar na Câmara Municipal de Balsas.

FESTA DOS AMIGOS

Mauro Fecury e a esposa Ana Lúcia estão na Flórida, em viagem de turismo.

Quando Mauro retornar, no final da semana, se dedicará de corpo e alma aos preparativos do evento festivo que realiza todos os anos no segundo sábado de dezembro.

A grande atração da festa será o notável cantor Altemar Dutra Junior, que repetirá o sucesso do ano passado.     

 PROCESSO CONTRA HILDO ROCHA

O reitor Natalino Salgado já constituiu advogado para processar o deputado Hildo Rocha, que no plenário da Câmara Federal, proferiu violento discurso e ofensivo a sua honra.

A fala do parlamentar do PMDB foi consequência da luta que esgrimia com o senador Roberto Rocha, pela nomeação do novo reitor da Universidade Federal do Maranhão.

MÃE DE JESUS

A cantora maranhense Alcione foi convocada pela Escola de Samba Mangueira para um sagrado desafio.

No desfile do Sambódromo, a Marron deverá se apresentar como Nossa Senhora, a Mãe de Jesus.

Para cumprir esse desafio, Alcione já começou os preparativos que recomendam a perda de peso.

GASPAR, OITENTÃO

A 5 de dezembro vindouro, o empresário e intelectual Carlos Gaspar vai entrar no grupo dos oitentões.

Como é avesso às festividades comemorativas, agendou viagem a Portugal, onde passará o natalício em companhia de familiares residentes naquele país.

Antes de viajar, Gaspar será eleito a 27 de novembro presidente da Academia Maranhense de Letras.

LOJAS PERNAMBUCANAS

Os maranhenses de boa memória devem lembrar da lojas Pernambucanas, que durante bons anos marcaram presenças em São Luís, instaladas na Rua Grande e na Rua Portugal.

As Pernambucanas, especializadas na venda de tecidos, vinte anos depois de seu desaparecimento, querem retornar à cena empresarial, com nova estrutura e reconquistar o lugar que teve no mercado lojista nacional.

A CANDIDATURA DE COROBA

Quando atuou no Ministério Público, o promotor Benedito Coroba ficou conhecido e respeitado pelo desempenho profissional.

Aposentado, filiou-se a um partido político, com o propósito de ser candidato nas eleições do ano vindouro ao cargo de prefeito de sua terra natal, Itapecuru Mirim.

Em recente pesquisa, Coroba mostrou que está bem cotado e é um candidato com chance de ser sucedido no pleito.      

VOLTA POR CIMA

Na sua recente presença em Barreirinhas, o governador Flávio Dino surpreendeu a quem compareceu a um evento administrativo.

Além de se mostrar simpático, alegre e descontraído, conseguiu o impossível: colocar no mesmo palanque e juntos o prefeito Albérico Filho e o seu tradicional adversário político, Amilcar Rocha.    

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EU E OS MARISTAS

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O Colégio Maristas realiza a 30 deste mês um grande evento, com a finalidade de reunir pela primeira vez em São Luís as gerações que nele estudaram, a partir de 1937, quando o arcebispo do Maranhão, Dom Carlos Carmelo, instalou no próprio Palácio Arquiepiscopal, a Congregação dos Discípulos da Padre M. Champagnat, para oferecer instrução de boa qualidade aos estudantes do sexo masculino.

Não satisfeito com essa benemérita iniciativa, Dom Carlos Carmelo, pensando na contribuição que a instituição daria à educação maranhense, compra a chamada Quinta do Barão das Laranjeiras, localizada na Rua Grande, uma área de 40 mil metros quadrados, para a Congregação dos Irmãos Maristas construir um prédio majestoso e atender à demanda de matrículas aos cursos primário, ginasial e científico.

Em 1950, o Colégio dos Irmãos Maristas, denominado de Ginásio Maranhense São Francisco de Paula, é inaugurado com uma estrutura física dotado de dois pavimentos, com amplas e confortáveis salas de aula, capela, alojamentos para alunos internos, salões de festas, de recreação e outras dependências.

Eu tive a felicidade de estudar em São Luís em 1950, ano da inauguração do novo Colégio Maristas e nele fui matriculado por três motivos: porque havia concluído o curso primário na minha cidade, Itapecuru, à época, não contava com curso secundário ou ginasial; pela fama do colégio, de ser o melhor do Maranhão; por oferecer o regime de internato, para assegurar aos alunos do interior do Estado, o desfrute de boa moradia e de estudo bem orientado e assistido do ponto de vista moral e religioso.

Para eu ingressar no Colégio Maristas, além da comprovação da conclusão do curso primário, tive de submeter-me ao exame de admissão, no qual fui aprovado, pois estava preparado para ultrapassar essa etapa de estudo.

O meu primeiro ano no Maristas foi sob o regime de internato e não foi nada fácil. Com 12 anos de idade, pela primeira vez saia da proteção familiar e enfrentar um tipo de vida que não estava acostumado, ou seja, cumprir horários rigorosos, dentro e fora da sala de aula, e sofrer castigos, no caso de contrariar as normas que estabeleciam horário de dormir, acordar, estudar, brincar, comer e rezar.

Depois de um ano de internato e de reiterados lamentos, dele fui alforriado e alçado para o externato nos anos de 1951 e 1952, nos quais cursei a segunda e terceira séries ginasiais.

Nesses três anos de estudo nos Maristas, a despeito do rigor da disciplina e dos castigos constrangedores, como ficar horas em pé e de cara para a parede, decorar numerosas páginas de livros, escrever infinidade de linhas, o ensino era bom e proveitoso à minha formação intelectual, pois se sustentava nas disciplinas de Português, Inglês, Francês, Latim, Matemática, História Sagrada, Geral e do Brasil, Geografia, Desenho, Música e Trabalhos Manuais, ministradas pelos Irmãos Maristas, Máximo Antônio,  Miguel, Augusto, Luís, Ilídio, Batista, Eloy, Xavier e Acácio Manuel, que dirigia a instituição, nomes que ainda permanecem na minha memória, sem esquecer, também, dos colegas de turma, João Castelo, Newton Bello Filho, Aquiles Cruz Filho, Fernando Vinhaes, Arnaldo Murad, Paulo Abreu Filho, Salomão Cateb, Antônio Augusto Nogueira Santos (Manga Rosa), Bento Moreira Lima, João Franklin Salem, Gerson Marques, José Quarto de Oliveira Borges e Cláudio Macieira.

SUCESSO DA FLIM

Pela segunda vez, a Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes, promoveu, no mês de outubro, a II Festa Literária de Itapecuru Mirim.

O evento, como o anterior, alcançou retumbante sucesso, pela organização e programação, que contou com numerosos de escritores, que proferiram palestras, lançaram livros e participaram das atividades culturais.

A Festa Literária de Itapecuru Mirim, pela expressão e repercussão, já pode ser considerado o terceiro e o mais e importante evento cultural do Maranhão.

TEATRO DE AMÉRICO

O eterno sonho do escritor Américo Azevedo Neto será brevemente transformado em realidade.

Através de cessão de uso, ele conseguiu do Governo do Estado um prédio, na Praia Grande.

No imóvel, que passa por reforma, será instalado um teatro destinado às apresentações do Grupo Cazumbá e de outras manifestações artísticas do Maranhão.

400 ANOS DA CÂMARA

Não há nenhuma informação se a Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Luís, prepara algum evento para comemorar os 400 anos da criação do Senado da Câmara de São Luís, em 7 de dezembro de 1619, presidida por Simão Estácio da Silveira.

A efeméride, pela sua importância histórica, merecia uma programação para lembrar os atos mais marcantes de um Poder que, ao longo do tempo, teve em sua composição figuras de relevo e que prestaram serviços inestimáveis a esta cidade.

CANDIDATO DO PT

Lula quer que o PT lance candidatos próprios às prefeituras municipais no ano que vem.

Em São Luís, dificilmente o PT atenderá à recomendação de Lula, pois o único nome de expressão que poderia participar do processo eleitoral, com vistas à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Junior, seria Washington Oliveira, que deixou a militância política para ocupar o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão.

VERGONHA, VERGONHA, VERGONHA  

Até quando os prefeitos do Maranhão, acobertados por políticos inescrupulosos, vão continuar desviando recursos públicos, destinados à educação?

Até quando essa vergonhosa situação de impunidade se imporá em nossa terra, permitindo que gestores municipais usem e abusem de mecanismos fraudulentos para se locupletarem?

Se a proposta do deputado Gastão Vieira for aprovada, baseada não no número de matrículas, mas na quantidade de habitantes em idade escolar, quem sabe, o Maranhão, no aspecto educacional, deixará de ser uma vergonha nacional.

CENTRO HISTÓRICO

O Centro Histórico de São Luís é hoje ocupado por moradores de rua, drogados, prostitutas e desempregados.

A intenção de preservar a memória da cidade e de ser novamente ocupada por contingentes humanos mais qualificados é muito boa, mas, para obter resultados satisfatórios, depende que o Estado tenha condições de mantê-lo.      

 IN VINO VERITAS

Foi-se o tempo em que a cerveja e o uísque eram as bebidas mais consumidas em São Luís, pelos dotados de maior poder aquisitivo.

De uma época para cá, a despeito do clima quente reinante na cidade, o vinho é a bebida preferida dos maranhenses, que passaram a consumi-lo como se fossem sulistas.

Quem quiser saber como o vinho hoje domina São Luís, basta dar uma esticada nas noites de quinta e sexta-feira, no Hiper Mercado Mateus, que reservou um espaço especial, com música ao vivo, aos apreciadores de vinhos nacionais e estrangeiros.

CUSTOU, MAS SAIU

Afinal, veio a lume o vencedor da luta travada entre o senador Roberto Rocha e o deputado Hildo Rocha, pela indicação do novo reitor da Universidade Federal do Maranhão.

O professor Natalino Salgado retorna ao cargo pelo currículo, ser o mais votado e o prestígio de Roberto Rocha, no Palácio do Planalto.

TIM MAIA

Porque hoje é sábado, vamos lembrar do saudoso e talentoso Tim Maia, que em antológica frase disse tudo e mais alguma coisa: – O Brasil é o país onde puta tem orgasmo, cafetão tem ciúme e traficante é viciado.

Eu completo: E corrupto tem mandato.  

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OS CINEMAS DE SÃO LUÍS

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Na semana passada, o Caderno Cidade de O Estado do Maranhão, publicou interessante matéria sobre os cinemas de São Luís, que tiveram seu esplendor no século XX.

O autor da ampla e bem concatenada reportagem, o repórter Tiago Bastos, fez uma viagem no tempo para mostrar às novas gerações maranhenses os cinemas que existiam na cidade – Éden, Roxy, Rival, Rialto, Rex, Anil, Passeio e Monte Castelo, que pertenciam ao empresário Moisés Tajra, e o Cine Teatro, propriedade do Governo do Estado e arrendado à empresa Duailibe.

Além dessas informações, o brilhante jornalista, através de trabalho de pesquisa, trouxe outras notícias a respeito da localização das casas cinematográficas e como funcionavam para oferecer divertimento a uma população reduzida de opções para enternecem o corpo e a alma.

A reportagem de Tiago fez com que eu retornasse aos meus tempos de juventude, nos bons anos de 1950 e 1960, quando os caminhos do entretenimento se dirigiam aos cinemas, nos quais a sociedade maranhense marcava presença de maneira eloquente e prazerosa, pois era a forma que encontrava para a vida não ser tão monótona.      

 Nessa volta ao passado, vale a pena recordar fatos e atos que fazem parte da história dos cinemas de São Luís, que escaparam da investigação do jornalista, a saber: o Éden, o Roxy e o Cine Teatro, por serem os mais frequentados e localizados no centro da cidade, serviam aos políticos para realizarem as convenções partidárias. Foram neles que os candidatos ao Governo do Estado, José Sarney, Renato Archer e Costa Rodrigues homologaram as suas candidaturas às eleições de 1965.

Nas tardes do tríduo momesco, o Éden deixava de ser cinema para se transformar num amplo salão de festas, ao qual compareciam moças e rapazes não associados aos principais clubes da cidade.

Foi no Éden, que se apresentou a famosa vedete Elvira Pagã, que por se mostrar em traje sumário à época (roupa de duas peças), levou o arcebispo Dom José Delgado a pedir para a população não comparecer ao cinema e fez um apelo à Polícia para proibir o show, mas o prelado não foi atendido e o Éden foi pequeno para abrigar tanta gente, a grande maioria constituída de homens.    

O Cine Teatro, também, nos domingos de carnaval, realizava festa carnavalesca de gala e animada pelas principais orquestras da cidade: Alcino Bílio e Vianense. A festa, de caráter beneficente, era capitaneada pela primeira-dama do Estado, em prol de obras sociais. Nessa noite, os clubes Jaguarema, Lítero e Cassino Maranhense não funcionavam e a sociedade participava em massa.

De acordo com o contrato assinado com o Governo do Estado, sempre que vinham a São Luís companhias de teatro, a Empresa Duailibe se obrigava a desativar o cinema, para permitir a encenação de peças e apresentações de shows de cantores famosos.

Por conta dessa prerrogativa contratual, eu e muitos maranhenses assistimos espetáculos teatrais de sucesso no Rio de Janeiro, como “Esta noite choveu prata”, com Procópio Ferreira, “As mãos de Eurídice”, com Rodolfo Mayer, bem como atores brilhantes do porte de Milton Carneiro e Raul Roulien, e a Orquestra de Ruy Rey.  A apresentação que marcou época foi a do frade José Mojica, ator e cantor mexicano que trocou a cena artística pela vida religiosa.

Enquanto as sessões cinematográficas no Éden e no Roxy se realizavam às 16 e 20 horas, as do Cine-Teatro ocorriam às 15, 17 e 20 horas.  Entre as duas empresas, havia um interessante diferencial:  só o Cine-Teatro promovia sessões matinais e dedicadas especialmente aos estudantes, fato bastante combatido pelos diretores dos colégios, sob a justificativa de incitar alunos à gazetagem (falta às aulas), principalmente quando exibiam filmes brasileiros, as inesquecíveis chanchadas, com Oscarito, Grande Otelo, Anselmo Duarte, Eliana, Cill Farney, José Lewgoy, Renata Fronzi, Adelaide Chiozzo, Ivon Cury, Fada Santoro, Zé Trindade e outros. 

ESTREMECIMENTO Á VISTA

Quem frequenta o Palácio dos Leões não esconde o fato de Flávio Dino e Weverton Rocha já não falarem a mesma linguagem.

Entre o governador e o senador o estremecimento é visível e por conta da sucessão municipal de São Luís, na qual ambos vão apoiar candidatos diferentes.

VEXAME INOMINÁVEL

Os escritores de outras cidades e convidados para proferirem palestras na recente Feira do Livro, ficaram hospedados no Hotel Abeville.

Se fossem fazer qualquer despesa no hotel, sobretudo refeições, recebiam um aviso de que o prato escolhido não podia passar de R$ 35,00.

MELHORES DEPUTADOS

Não tenho o costume de assistir as reuniões da Assembleia Legislativa, por isso não sei dizer quem são os mais atuantes parlamentares dessa legislatura.

Com base em informações de jornalistas que, por dever de ofício, fazem a cobertura dos trabalhos legislativos, fui informado de que os deputados mais atuantes são César Pires, José Adriano, Duarte Júnior e Yglésias Moyses.

         ACERVO DE JOÃO MOHANA

Bem antes de seu falecimento, o saudoso (e bota saudoso nisso), o padre João Mohana entregou de mão beijada ao Arquivo Público do Maranhão um precioso e rico acervo musical, por ele pesquisado e descoberto durante 23 anos.

Esse acervo, cuidadosamente organizado e guardado no Arquivo Público, nesta sexta-feira, 7 de novembro, às 16 horas, será lançado de forma digitalizada, para ser melhor conhecido, estudado e consultado.

O Acervo Digital de João Mohana é constituído de 1.416 obras musicais, sendo 410 eruditas e 1006 populares, produzidas por 169 compositores.

BIBLIOTECA DE ITAPECURU

As diretoras da Biblioteca Pública Benedito Leite, Aline Nascimento, e da Casa de Cultura Josué Montello, Joseane Sousa e Wanda França, participaram da II Feira Literária de Itapecuru.

Ficaram empolgadas com o retumbante sucesso do evento e a visita à Biblioteca Pública Municipal Benedito Buzar, que identificaram como a melhor do interior do Estado, pelo acervo (99,9 por cento doado ou conseguido pelo patrono do órgão), organização e adequação à modernidade.

SUMIÇO DE DUTRA

É do conhecimento público o sumiço do político Domingos Dutra, do hospital onde se encontrava internado, ato que teria sido praticado pela esposa, Núbia.

O fato, conduziu-me aos anos 1960, quando o jornalista Edison Vidigal publicou no Jornal de Bolso, matéria segunda a qual o foguete Apolo 11, sumido no espaço, poderia ser encontrado nas matas do Calhau.

ALUNOS DOS MARISTAS

Os alunos que estudaram no Colégio Maristas, de todas as gerações, serão convocados para um grande evento, que acontecerá a 30 de novembro.

A festa de congraçamento se realizará no Marista do Araçagi e contará com a presença de figuras importantes da vida maranhense, dentre os quais o ex-presidente José Sarney, que estudou nos Maristas, quando o colégio funcionava no prédio contíguo à igreja da Sé.

ACADEMIA ARROMBADA

Pela primeira vez, ao longo de seus 111 anos de existência, a Academia Maranhense de Letras, que se encontra em reforma, teve as suas dependências invadidas por criminosos.

Mas o assaltantes quebraram a cara. Como só encontraram livros, saíram da AML de mãos vazias.

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UMA RUA CHAMADA GRANDE

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Há séculos remotos, a Rua Grande chamava-se Caminho Grande, através do qual a cidade se comunicava com a zona rural.

Anos depois, pela sua posição estratégica, tornou-se a principal artéria da cidade, ao longo da qual instalaram-se renomados estabelecimentos comerciais, em cujos altos moravam importantes famílias.

No começo do século XX, a Rua Grande ganha o nome de Osvaldo Cruz, em homenagem ao notável cientista brasileiro, mas continua sendo conhecida até hoje pela nomenclatura primitiva.

Ao longo do tempo, sofreu várias reformas, dentre as quais as executadas no governo de Eduardo Olímpio Machado, quando recebe calçamento; na interventoria de Paulo Ramos, passa por total remodelação; na gestão do governador José Sarney, os paralelepípedos são substituídos por camadas de asfalto; na administração do prefeito Jackson Lago, as pedras de paralelepípedos a ela retornam.

De todas as reformas, nenhuma foi mais ampla, completa e inovadora da realizada recentemente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, dirigido por Kátia Bogéa e com recursos do PAC das Cidades Históricas, que a fizeram mudar sensivelmente, com a retirada de paralelepípedos, o desaparecimento de calçadas esburacadas, a substituição de postes de iluminação e de outros penduricalhos, sem os quais a antiga artéria ganhou novo e moderno visual, mais conforto e melhor acessibilidade.

Depois de inaugurada, fiz questão de percorrê-la em toda a sua extensão, para ver a majestosa obra realizada pelo IPHAN, bem como cotejá-la com a do meu tempo de juventude, quando se dividia em dois espaços. Um, começava na Praça João Lisboa e terminava no cruzamento da Rua Cândido Ribeiro, ocupada essencialmente pelo comércio, o outro, ia da Rua Cândido Ribeiro à Rua do Passeio, predominantemente residencial e povoado por figuras de destaque da sociedade.  

Não só quanto ao aspecto espacial, se diferenciava a Rua Grande de ontem e de hoje. Havia, também, acentuada discrepância quando se comparava a origem dos comerciantes e o tipo de comércio que praticavam.    

Os comerciantes que hoje dominam a Rua Grande de ponta a ponta, são oriundos de estados nordestinos ou egressos de países orientais, que se notabilizam pelo exercício de um mesmo comércio, ou seja, à base de produtos eletrônicos, brinquedos, bijuterias, cosméticos e peças de vestuário, destinados especialmente às classes de menor poder aquisitivo.

Esses comerciantes sofrem uma concorrência desleal dos chamados camelôs, que ocupam as ruas transversais e oferecem quinquilharias de origem duvidosa e a preços convidativos.

Esse quadro atual, contrasta sobremodo com o da minha mocidade, quando a Rua Grande, do ponto de vista comercial, era ocupada por maranhenses, geralmente descendentes de portugueses e libaneses, que, com as suas organizadas lojas, esmeravam-se em oferecer aos consumidores produtos variados e de boa qualidade, alguns importados porque o processo de industrialização de bens de consumo ainda não havia sido deflagrado no Brasil.

À guisa de ilustração, vejamos as lojas que pontificavam na Rua Grande e os tipos de produtos que comercializavam. Tecidos, nas lojas Rianil, Exposição, Sadick Nahuz, e Pernambucanas; joias, nas Garimpo e Garantia do Povo; cosméticos, na Casas Paris, Olímpia e White; sapatos, na Principal, Cleópatra e Belém;  produtos alimentícios, nas mercearias Neves e Lusitana, salões de beleza de Madame Guedes e de Dona América Serra de Castro, móveis, na Movelaria das Noivas, pães e similares, na Padaria Cristal, remédios, na  Farmácia Garrido, armarinho, na Loja Otomana, que continua no mesmo lugar, livros, na Galeria dos Livros, bebidas, no  Bar do Narciso, famoso pela cerveja bem gelada; os bazares, Valentim Maia, Quatro e Quatrocentos e Tabuleiro da Baiana, semelhantes às lojas de departamentos.  

ANO DE SEREJO

O ano de 2020 tem tudo para ser o mais importante da vida do desembargador e acadêmico Lourival Serejo.

Ele concorre às eleições à presidência do Tribunal de Justiça, e ao pleito, sem concorrente, à vice-presidência da Academia Maranhense de Letras.

Como se não bastasse, fundou a Editora Serejo, para publicar as suas produções literárias e jurídicas.

O NOVO TÁCITO

O saudoso desembargador Tácito Caldas marcou época, nos anos 1950 e 1960, pela maneira inteligente e hábil como conduzia o Poder Judiciário.

Quem conhece a trajetória do Tribunal de Justiça do Maranhão, diz que o desembargador José Joaquim Figueiredo, pela maneira como dirige os trabalhos e a habilidade como comanda o Poder Judiciário, lembra o desembargador Tácito Caldas.

CONSTITUINTES DE 1989

Por iniciativa da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, os deputados que participaram da elaboração da Constituição do Estado do Maranhão, em 1989, foram homenageados.

Não foi difícil identificar os constituintes que compareceram àquele evento histórico: uns estavam com as cabeças povoadas de cabelos grisalhos; outros, mostravam ostensiva calvície.

EVANGELISTA E DUARTE

Em pesquisa recente e de credibilidade, o deputado federal Eduardo Braid continua na pole position e só a imprevisibilidade poderá tumultuar a sua eleição a prefeito de São Luís.

Depois de Braid, os que apresentaram melhor performance na pesquisa da Escutec foram os deputados Evangelista Neto e Duarte Junior.

Enquanto Evangelista tem a preferência do eleitorado feminino, Duarte é o candidato que a juventude quer ver na prefeitura.

ELEIÇÃO ACADÊMICA

Está marcada para o dia 28 de novembro, a eleição para a nova diretoria da Academia Maranhense de Letras.

A chapa encabeçada por Carlos Gaspar e Lourival Serejo, presidente e vice, não deverá ter concorrente, pois os pleitos na Casa de Antônio Lobo são sempre consensuais.

Os novos dirigentes da AML serão empossados em março de 2020, para o mandato de dois anos.

COLEÇÂO BIBLIOTECA ESCOLAR

O plano editorial da Academia Maranhense de Letras, este ano, teve como ponto alto a publicação de artigos do professor Jerônimo de Viveiros, intitulados Quadros da Vida Maranhense, e a inauguração da Coleção Biblioteca Escolar, voltada para crianças, que editou quatro importantes obras: Gonçalves Dias, ensaio biobibliográfico de Josué Montello, Contos Pátrios, de Olavo Bilac e Coelho Neto, História do Brasil, para crianças, de Viriato Correa, e Vida e Obra de Raimundo Correia.

Os trabalhos do professor Jerônimo Viveiros foram editados sob a forma de fascículos, num total de doze.

LEIS DE GERSON E DE BOLSONARO

Antigamente, tinha a Lei do Gerson, aquela que a gente leva vantagem em tudo.

Agora, a novidade é a Lei de Bolsonaro, aquela que para filho só se deve dar filé.

A EXPOEMA NÃO É MAIS AQUELA

No governo Pedro Neiva(1971-1975), por iniciativa do secretário de Agricultura, Lourenço Tavares, foi construído o Parque da Independência, para ser palco da Expoema.

Durante bons anos, foi um evento que polarizou as atenções de criadores de animais daqui e de outros estados, bem como o povo maranhense, que comparecia ao Parque Independência para ver shows de artistas e outras atrações.

De uns tempos para cá, a Expoema perdeu o encanto e não passa de um evento desfigurado e melancólico, daí porque não consegue mais atrair criadores e público.

REI E BOBO

A frase é da autoria do jornalista e compositor Nelson Mota: – Bolsonaro consegue ao mesmo tempo ser rei e bobo da corte. 

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O RECONHECIMENTO NACIONAL DE GASTÃO

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No primeiro mandato da Governadora Roseana Sarney (1995-1998), assumiu o cargo de secretário de Educação do Maranhão, o deputado Gastão Vieira.

Dentre os projetos inovadores que marcaram a sua operosa gestão, o “Aceleração de Estudos”, para alfabetizar crianças, coordenado por um dos mais conceituados educadores do Brasil, professor João Batista Oliveira.

Nem todos os municípios maranhenses adotaram o “Aceleração de Estudos”, mas lembro de Itapecuru e Paço do Lumiar, que apresentaram resultados extraordinários no processo de alfabetização de crianças.

Pelo comprovado êxito do projeto, imaginava-se que seria continuado nas gestões seguintes, mas ocorreu o contrário, foi lamentavelmente engavetado, a despeito de tornar-se nacionalmente reconhecido por especialistas e autoridades públicas, a exemplo do ministro da Educação, Paulo Renato, que se deslocou de Brasília para ver a operacionalização do projeto e daqui saiu e impressionado.

O então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, num conclave nacional, na cidade de João Pessoa, onde se discutia a educação infantil, também, maravilhou-se com o projeto ao ouvir ao vivo a explanação do secretário de Educação, Gastão Vieira, e ver uma criança maranhense mostrar de modo desembaraçado como se alfabetizou, graças ao processo educacional do Aceleração de Estudos.  

O projeto, implantado no Maranhão, louvado em verso e prosa por educadores famosos, foi editado em 2004 e reeditado em 2007, com o título de “Alfabetização Infantil: Novos Caminhos”, por iniciativa da Comissão de Educação da Câmara de Deputados, com base no qual o Governo do Ceará o introduziu em vários municípios e com resultados auspiciosos.

Inesperadamente, depois de 15 anos, o Ministério da Educação, no Governo Bolsonaro, descobre que o “Alfabetização Infantil: Novos Caminhos”, pela inegável atualidade, exitosa experiência e dotado de inovadora metodologia, poderia ser uma boa contribuição para resolver os problemas da educação infantil no Brasil, por isso, manda reeditá-lo e ser lançado nesta terça-feira, 22 de outubro, para apreciação e discussão na Primeira Conferência Nacional de Alfabetização Baseada em Evidências, em Brasília, evento que objetiva propor recomendações para a melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem da literacia(capacidade de ler, de escrever, de compreender e de interpretar o que é lido) e numeracia.

Ao saber da iniciativa do Ministério da Educação, Gastão, não esconde a incontida alegria e felicidade de ver o projeto “Aceleração de Estudos”, pelos resultados colhidos a curto prazo, no Maranhão, ser apontado como alternativa para o Brasil enfrentar o problema desafiador da alfabetização infantil, que há anos os governos federal, estaduais e municipais procuram minimizá-lo.

As palavras do secretário de Alfabetização do Ministério da Educação, Carlos Nadalin, falam mais alto com relação ao livro “Alfabetização Infantil: Novos Caminhos”: “Vamos lançar o livro do deputado Gastão Vieira na Primeira Conferência Nacional de Alfabetização Baseada em Evidências, em forma de reconhecimento, inclusive, ao seu trabalho incansável, por ter persistido num tema que é tão caro para todo o país, e que foi negligenciado por tanto tempo”.

Disse tudo e mais alguma coisa o secretário de Alfabetização do MEC, sobre a atuação de Gastão como homem público e interessado em melhorar as mazelas educacionais, ações que ele, como secretário de Educação no Maranhão, empenhou-se de corpo e alma, mas, lamentavelmente, não sequenciados pelos que o sucederam.

Tudo indica que no Governo Bolsonaro, o projeto “Aceleração de Estudos” poderá ser adotado como metodologia para alfabetizar crianças de maneira fácil e rápida, fato comprovado por renomados especialistas, que acompanharam com desusado entusiasmo a sua execução no Maranhão, quando o analfabetismo infantil regrediu sensivelmente, por discernimento de um político sério e competente, que, no exercício do cargo de gestor da Educação soube se conduzir com dignidade e seriedade.

Eu e os amigos de Gastão, aguardamos com ansiedade o que vai acontecer nessa Primeira Conferência Nacional de Alfabetização Baseada em Evidências, quando o MEC anunciará se o projeto Aceleração de Estudos e batizado com o nome de Alfabetização Infantil: Novos Caminhos, depois de visto, discutido e analisado pelas autoridades educacionais, será recomendado para sua introdução na melhoria da qualidade do ensino e aprendizagem da literacia e numeracia .  

PRESENÇA DE NEJAR

O poeta e membro da Academia Brasileira de Letras, Carlos Nejar, esteve em São Luís e proferiu palestras no Centro Cultural do Ministério Público, sobre Pablo Neruda, e na Feira do Livro, a respeito de Aluísio Azevedo.

Trata-se de um escritor lúcido, simpático e conhecedor da cultura maranhense, razão porque promete voltar em abril de 2020, a convite da Academia Maranhense de Letras, para participar das comemorações dos noventa anos de José Sarney, para falar sobre sua obra literária.

CONSCIÊNCIA NEGRA

A pior maneira de comemorar no Maranhão, “O dia da consciência negra no Brasil”, foi decretar feriado estadual, proposta de um deputado estadual e aprovada indevidamente pela Assembleia Legislativa.

Essa lei, questionada acertadamente pelas entidades empresariais do Maranhão, foi revogada pelo Tribunal de Justiça, no pressuposto de a efeméride prejudicar as atividades públicas e privadas.

A propósito: se era para homenagear um negro e herói, por que não trocar o alagoano Zumbi dos Palmares pelo maranhense Cosme Bento das Chagas?

NA VIDA CONJUGAL E PÚBLICA

Os prefeitos de Santa Rita e de Bacabeira, Hilton Gonçalo e Fernanda Gonçalo, mostram que se entendem bem na vida privada e pública.

Unidos pelo casamento, decidiram executar obras públicas nos dois municípios de modo compartilhados, no entendimento de que, por essa estratégia, gastarão menos recursos e contentarão as comunidades.  

Com a palavra o Tribunal de Contas.   

O EXEMPLO DE CAMILA

Camila, além de simpática e educada, mostra o seu caráter de exemplar esposa e companheira, na rotina administrativa de Edivaldo Holanda Junior.

Quando o marido vivia uma fase desconfortável na prefeitura, ela, nunca deixou de estar ao seu lado, na crença de a situação se modificar e ele dar volta por cima.

Agora, que Edivaldo executa numerosas obras na cidade, Camila, sempre ao lado do marido, recolhe os bons frutos dessa nova fase.

LENÇÓIS MARANHENSES

O projeto que Roberto Rocha apresentou no Senado, no   sentido de redesenhar o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, pode até ser bom, do ponto de vista turístico, mas sob o aspecto político, deve criar muita polêmica.  

Explico: de acordo com o projeto, os limites dos Lençóis Maranhenses serão alterados para possibilitar a implantação de empreendimentos privados.

Em contrapartida, devem acarretar problemas sociais de monta, pois cerca de duas mil pessoas poderão ser deslocadas de seus povoados

VIAGENS DE AVIÕES

Na minha recente viagem aérea, quando retornei de São Paulo, quantas saudades tive dos bons tempos em que viajar de avião era apresentar-se bem vestido, como se fosse participar de um evento festivo.

Se os homens viajavam de paletó e gravata, as mulheres não deixavam por menos: vestiam-se com roupas finas e embelezadas da cabeça aos pés.

Hoje, homens e mulheres, em vez de se apresentarem bem vestidos, viajam como se fossem para piqueniques ou eventos praianos.

SANTA DULCE

Depois da canonização de Irmã Dulce, multiplicaram-se as promessas à Santa Dulce dos Pobres, assim ela passou a ser chamada.

Motivo: querem aproveitar o momento em que ela, por ser recentemente santificada, quer mostrar serviços e outros santos estão sobrecarregados.

TURISMO EM CEMITÉRIO

Os franceses não sabiam que no Maranhão há uma metodologia para se divulgar o turismo usando o cemitério como ponto de referência.

Quem inventou essa fórmula, que poderá ser exportada para o mundo, foi o turismólogo, Antônio Noberto.         

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RECEITA PARA NÃO ENVELHECER

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Para sensibilizar a sociedade para as questões do envelhecimento, a ONU institui 1 de outubro como o Dia Internacional do Idoso.

Em minha homenagem, na condição de assumido octogenário, o que não me constrange e nem me abate, ao contrário, o proclamo pela felicidade de ter chegado a esta fase da vida em plena forma física e sem apresentar sinais característicos da longevidade, ressaltando-se a decrepitude e a imobilidade.

Entrei na casa dos oitenta anos completamente lúcido, plenamente ativo, com autonomia para desenvolver as minhas atividades humanas e sem mazelas de quaisquer natureza.

Pelo fato de ser um cara sadio e destituído de marcas que denotam a inconfundível terceira idade, muita gente admira-se com essa minha performance e, como se não bastasse, ainda questiona a minha situação biológica.

É de bom alvitre dizer que se alcancei a proeza de ter uma vida saudável, não devo a nenhuma fórmula mágica ou a qualquer recomendação da medicina contemporânea, pois sou avesso à prática de exercícios físicos e de regimes que preconizam restrições alimentares.

A minha vitalidade se resume simplesmente em cinco pontos, que considero importantes e indispensáveis para justificar a invejável saúde que desfruto. Ei-los.  

  1. Cigarro. Ainda que, na juventude, tenha tentado fumar, não consegui ser adepto do tabagismo.
  2. Bebida alcoólica. Só o consumo socialmente.
  3. Leitura. O prazer de ler me faz bem, proporcionou-me boa formação intelectual, conduziu-me à convivência com renomados intelectuais e participar de instituições culturais.
  4.  Casamento. Tive a felicidade de casar com uma mulher fantástica sob todos os pontos de vistas. Solange deu-me segurança e me fez ver a vida de outra maneira. Sem ela, eu não seria o que sou. Estamos juntos há mais de cinquenta anos e sempre unidos.
  5.  Convivência com a juventude. Grande parte da minha existência, passei em companhia de jovens, por ser professor da Universidade Estadual do Maranhão. Foram 30 anos de trocas: eu transmitia experiência e conhecimento e recebia energia, vibração e entusiasmo.

Em tempo: eu não cultivo a prática de exercícios físicos, pois não costumo frequentar academias de saúde, mas isso não significar dizer que abomino as atividades esportivas, tanto é que participo, nos finais de semana, com amigos de geração, de partidas de voleibol em piscina.  

No que se refere à alimentação, confesso que sou bom de garfo e poucas são as comidas que rejeito e ainda me dou ao luxo de ter o colesterol baixo, não ser diabético e nem cardiopata. Com esse quadro, espero viver até o dia que Deus achar que cumpri com o meu dever aqui na terra.

PROMOTORES E PATRONOS

Na solenidade de sexta-feira, em que a Procuradoria Geral da Justiça homenageou a Academia Maranhense de Letras, foram lembrados alguns pontos que ao longo do tempo uniram as duas instituições.

Nada menos que onze promotores públicos são patronos da Casa de Antônio Lobo: Antônio Almeida de Oliveira, Augusto Olímpio Gomes de Castro, Cândido Mendes de Almeida, Felipe Franco de Sá, Francisco Dias Carneiro, Frederico José Correa, Gentil Homem de Almeida Braga, Trajano Galvão, Celso da Cunha Magalhães, João Dunshee de Abranches Moura e José Pereira da Graça Aranha.

PREFEITO DE ALCÂNTARA

Manoel Ribeiro não foi bem sucedido nas duas últimas eleições, quando se candidatou à Assembleia Legislativa.

Se alguém pensa que por causa dessas derrotas, ele pendurou a chuteira política, equivocou-se redondamente.

Para mostrar que está no ponto de bala, deve concorrer à prefeitura de Alcântara, nas eleições de 2020.

CULTURA EM BOAS MÃOS

O governador Flávio Dino acertou em cheio ao nomear o jovem Anderson Lindoso para o cargo de secretário da Cultura.

Advogado de profissão, mesmo não sendo ligado aos meios culturais, vem se conduzindo muito bem à frente da SECMA, pela maneira como trata os que o procuram e tenta resolver as questões que lhe são encaminhadas.

REVIRAVOLTA NO TJ

O inesperado gesto do desembargador Marcelo Carvalho, de não se candidatar aos cargos presidente e de vice do Tribunal de Justiça, fez a sucessão do desembargador José Joaquim dos Anjos desemborcar numa disputa.

A disputa se dará no final de novembro entre o desembargador Lourival Serejo e a desembargadora Nelma Sarney.

O eleito só tomará posse em abril do ano vindouro.

TRINTA ANOS DA CONSTITUIÇÃO

Foram solenemente comemorados os trinta anos da promulgação da Constituição do Estado do Maranhão.

Os deputados constituintes realizaram um bom trabalho, mas não devem ser perdoados pelo cometimento de um grave erro: aprovaram o Artigo 48, no Ato das Disposições Transitórias, que autorizava a criação de 83 municípios no Maranhão, a grande maioria destituída das mínimas condições de ter autonomia política e administrativa.             

 Os municípios criados vivem das transferências federais e só serviram para incrementar o clientelismo político e a corrupção.

PREFEITO CRENTE

O prefeito do município de São Pedro dos Crentes, Lahésio Rodrigues, foi recebido no Palácio do Planalto, pelo Presidente Jair Bolsonaro.

Lahésio, que administra o menor município do Maranhão, em área e população, deve ser reeleito em 2020 e após cumprir os dois mandatos, quer ser candidato a governador do Maranhão, em 2022.

Como dizia o ex-senador Vitorino Freire: – Aguenta Maranhão.

CONSELHO OPORTUNO

De Brasília, veio a notícia do encontro do deputado Josemar do Maranhãozinho com deputado Rodrigo Maia, ocasião em que o parlamentar pede a opinião do Presidente da Câmara Federal da sua pretensão de ser candidato ao Governo do Maranhão em 2022.

Resposta do deputado Ricardo Maia: – Para ser governador, antes de mais nada, procure estudar.

 FESTA DA JUÇARA

Quando chega o mês de outubro, logo se pensa na Festa da Juçara e a gente imediatamente se lembra da professora Rosa Mochel.

Ela, como secretária de Educação e Cultura de São Luís, na administração do prefeito Haroldo Tavares, teve a feliz ideia de criar e promover este evento.

Este ano, na Feira do Livro, Rosa Mochel será lembrada e homenageada pelo seu centenário de nascimento.   

CLIMA DE BELEGIRÂNCIA

O Maranhão, no momento, não vive um clima eleitoral, mas parece que os ânimos entre os homens públicos exacerbaram-se a ponto da serenidade ceder lugar à paixão política.

Tudo começou quando o senador Roberto Rocha perdeu as estribeiras e arremessou palavras ofensivas à família do secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo.

Dias depois, uma exaltada discussão no plenário da Assembleia Legislativa, gerou uma pesada troca de insultos entre os deputados César Pires e Yglésio de Sousa, no melhor estilo dos anos 1950, quando vitorinistas e oposicionistas se duelavam por meio de palavrões, que acabava em luta corporal.     

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MARIA DE LOURDES TAJRA

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Os que pertencem a minha geração, devem lembrar de Maria de Lourdes Tajra, de família importante de São Luís. Pela projeção política e econômica de seus pais na sociedade maranhense, no século passado, Lourdinha teve educação refinada, que fez dela uma mulher culta, poliglota, viajada e atualizada com o que acontecia no mundo, mas sem esquecer a província onde nasceu e foi criada.

A mãe, Carmelita Bello, era de tradicional família maranhense, o pai, Moisés Tajra, descendente de libaneses e empresário e proprietário dos cinemas Éden, Roxy, Rialto, Rival, Ritz e Rivoli.

Conheci Lourdinha nos idos de 1960, quando escrevia no Jornal do Dia a coluna social Passarela, junto com Gerd Phuegler, com quem casou, numa cerimônia que movimentou a cidade, lotando a igreja da Sé, numa manhã de verão, com as mulheres de chapéus e os homens em trajes alinhados.

Ao lado de Gerd, uma figura humana, também, versátil e criativa, Lourdinha formou um casal que durante bom tempo dominou a sociedade maranhense, promovendo festas com a presença de renomados atores do cinema e do teatro e shows com consagrados cantores, que faziam sucesso nas emissoras de rádios do Rio de Janeiro, eventos ainda hoje lembrados pelos que tiveram o privilégio de assisti-los ou de participar.

Depois de um período de inesquecível presença na cena social de São Luís, Gerd e Lourdinha mudaram-se para o Rio de Janeiro, onde tinham apartamento em Copacabana e montaram uma agência de viagens, que a princípio deu bons frutos financeiros, pelas promoções voltadas para o turismo internacional, mas não resistiu à concorrência com as agências de viagens instaladas em São Luís, cuja clientela era a classe média alta maranhense.

Com o fracasso da empresa de turismo, no Rio de Janeiro, e o desaparecimento do pai e do irmão, que dirigiam os cinemas, que fecharam com a chegada da televisão, Gerd e Lourdinha retornaram a São Luís, onde fixaram residência e tentaram reviver os tempos de uma época em que pontificaram como figuras fulgurantes da sociedade maranhense, mas esqueceram de que essa sociedade não era mais aquela em que reinaram como colunistas sociais, pois os valores, os ritos, os costumes e os padrões da vida mundana mudaram e tinham novos ícones e condutores.

Sem emprego e sem influência no mundo privado e público, o festejado casal, em idade avançada, passou a sofrer dificuldades financeiras, agravadas com o morte de Gerd.    

Lourdinha, longeva e atacada por doença degenerativa, ficou só no mundo, mas teve a sorte de encontrar uma alma amiga e caridosa, que a colocou sob o abrigo do Asilo de Mendicidade, onde vive bem assistida, mas completamente alienada e sem saber que os dias que lhe restam são penosos, solitários e melancólicos.

Eu, já a visitei três vezes e em cada oportunidade que a vejo o meu pensamento não consegue deletar os tempos passados, nos quais ela não teve problemas existenciais, mas hoje, ao final da vida, padece de um sofrimento que não merecia, vivendo os dias que lhes restam num asilo de forma inconsciente, esquálida e à espera de um triste fim.

HÉLCIO BRENHA

No final dos anos 1950, o Maranhão deu de presente ao Rio de Janeiro, um músico de excepcional qualidade: Hélcio Brenha, nascido em São Bento.

Em São Luís, estudou no Liceu e tornou-se um talentoso músico. Mudou-se para o Rio de Janeiro, sendo disputado, como saxofonista, por orquestras famosas e cantores que brilhavam na radiofonia brasileira.

Eu, como amigo e contemporâneo de Hélcio Brenha, lamento o seu falecimento no Rio de Janeiro.

AVISO AOS MARANHENSES

Os incautos e desavisados maranhenses que pensam em trocar o Brasil por Portugal, que desistam desse projeto. 

A revista Veja, desta semana, traz uma reportagem sobre brasileiros que partiram para Portugal, nos últimos anos, que relatam suas desilusões, dificuldades e dramas, na busca frustrada por uma vida melhor.

DIRETORIA DA AML

Na segunda quinzena de novembro, na Academia Maranhense de Letras, se realizarão as eleições para a nova diretoria.

Os acadêmicos Carlos Gaspar e Lourival Serejo vão encabeçar a chapa, como candidatos a presidente e vice, para o biênio 2020 a 2022.

OUTUBRO CULTURAL

No curso do mês de outubro, o Maranhão vai respirar cultura em diversos municípios.

Em Imperatriz, o SALIMP- Salão do Livro, com a presença de escritores da região sertaneja. No período de 11 a 20, a XIII Feira do Livro de São Luís, que este ano promete dar a volta por cima. Em São José de Ribamar, o Festival Literário, promovido pela Prefeitura em parceria com a Academia Maranhense de Letras, de 17 a 18 de outubro. Na cidade de Itapecuru Mirim, a AICLA- Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes, realiza a II FLIM – Feira Literária, de 24 a 26.

ADOTE UM CASARÃO

Merece nota dez o Governo Flávio Dino pela iniciativa de criar o projeto “Adote um casarão”.

De acordo com o projeto, onze imóveis do patrimônio do Estado foram disponibilizados a pessoas físicas ou jurídicas, com ou sem fins lucrativos, interessadas em recuperar e utilizar gratuitamente esses casarões, a fim de instalar atividades, que possam gerar empregos, naquela área.   

Com essa iniciativa, o Centro Histórico terá condições de se revitalizar.

CASAS DE BOLOS

Se já era expressiva a quantidade de casas de bolos em São Luís, mais vulto ganhou com a novela da TV Globo, “A dona do pedaço”.

Raro é o bairro que não há uma casa de bolo, oferecendo ao consumidor um produto apetitoso e de variados sabores, mas sem os de tapioca, que quando bem preparados, são inigualáveis.

No Calhau, por exemplo, existem casas de bolos em quase todas as ruas.  

A LUTA PELA REITORIA

Até pouco tempo, o professor Natalino Salgado era o pole position na corrida à sucessão de reitor da Universidade Federal do Maranhão.

De uns tempos para cá, a situação modificou-se e propiciou uma encarniçada luta política entre o senador Roberto Rocha e o deputado federal Hildo Rocha.

Enquanto o primeiro, batalha pela nomeação de Salgado, o segundo esgrima-se para nomear o professor João de Deus.

UDI E REDE D’OR

A internação recente de um ente familiar no Hospital UDI, ofereceu-me condições para uma avaliação crítica de seu funcionamento sob o domínio da Rede D’Or.

Pelo que vi, melhoraram as instalações físicas e o atendimento na Emergência, mas, no tocante ao atendimento hospitalar, prestação dos serviços médicos, enfermaria e outros itens, deixam a desejar e precisam melhorar sensivelmente, registros que fiz questão de entregar à ouvidoria do hospital.  

MINISTÉRIO PÚBLICO E ACADEMIA

Na manhã desta sexta-feira, 11 de outubro, o Ministério Público se reúne para homenagear a Academia Maranhense de Letras.

A solenidade será no Centro Cultural do MPMA e comandada pelo Procurador-Geral da Justiça, Luiz Gonzaga Martins.                 

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