O RECONHECIMENTO NACIONAL DE GASTÃO

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No primeiro mandato da Governadora Roseana Sarney (1995-1998), assumiu o cargo de secretário de Educação do Maranhão, o deputado Gastão Vieira.

Dentre os projetos inovadores que marcaram a sua operosa gestão, o “Aceleração de Estudos”, para alfabetizar crianças, coordenado por um dos mais conceituados educadores do Brasil, professor João Batista Oliveira.

Nem todos os municípios maranhenses adotaram o “Aceleração de Estudos”, mas lembro de Itapecuru e Paço do Lumiar, que apresentaram resultados extraordinários no processo de alfabetização de crianças.

Pelo comprovado êxito do projeto, imaginava-se que seria continuado nas gestões seguintes, mas ocorreu o contrário, foi lamentavelmente engavetado, a despeito de tornar-se nacionalmente reconhecido por especialistas e autoridades públicas, a exemplo do ministro da Educação, Paulo Renato, que se deslocou de Brasília para ver a operacionalização do projeto e daqui saiu e impressionado.

O então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, num conclave nacional, na cidade de João Pessoa, onde se discutia a educação infantil, também, maravilhou-se com o projeto ao ouvir ao vivo a explanação do secretário de Educação, Gastão Vieira, e ver uma criança maranhense mostrar de modo desembaraçado como se alfabetizou, graças ao processo educacional do Aceleração de Estudos.  

O projeto, implantado no Maranhão, louvado em verso e prosa por educadores famosos, foi editado em 2004 e reeditado em 2007, com o título de “Alfabetização Infantil: Novos Caminhos”, por iniciativa da Comissão de Educação da Câmara de Deputados, com base no qual o Governo do Ceará o introduziu em vários municípios e com resultados auspiciosos.

Inesperadamente, depois de 15 anos, o Ministério da Educação, no Governo Bolsonaro, descobre que o “Alfabetização Infantil: Novos Caminhos”, pela inegável atualidade, exitosa experiência e dotado de inovadora metodologia, poderia ser uma boa contribuição para resolver os problemas da educação infantil no Brasil, por isso, manda reeditá-lo e ser lançado nesta terça-feira, 22 de outubro, para apreciação e discussão na Primeira Conferência Nacional de Alfabetização Baseada em Evidências, em Brasília, evento que objetiva propor recomendações para a melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem da literacia(capacidade de ler, de escrever, de compreender e de interpretar o que é lido) e numeracia.

Ao saber da iniciativa do Ministério da Educação, Gastão, não esconde a incontida alegria e felicidade de ver o projeto “Aceleração de Estudos”, pelos resultados colhidos a curto prazo, no Maranhão, ser apontado como alternativa para o Brasil enfrentar o problema desafiador da alfabetização infantil, que há anos os governos federal, estaduais e municipais procuram minimizá-lo.

As palavras do secretário de Alfabetização do Ministério da Educação, Carlos Nadalin, falam mais alto com relação ao livro “Alfabetização Infantil: Novos Caminhos”: “Vamos lançar o livro do deputado Gastão Vieira na Primeira Conferência Nacional de Alfabetização Baseada em Evidências, em forma de reconhecimento, inclusive, ao seu trabalho incansável, por ter persistido num tema que é tão caro para todo o país, e que foi negligenciado por tanto tempo”.

Disse tudo e mais alguma coisa o secretário de Alfabetização do MEC, sobre a atuação de Gastão como homem público e interessado em melhorar as mazelas educacionais, ações que ele, como secretário de Educação no Maranhão, empenhou-se de corpo e alma, mas, lamentavelmente, não sequenciados pelos que o sucederam.

Tudo indica que no Governo Bolsonaro, o projeto “Aceleração de Estudos” poderá ser adotado como metodologia para alfabetizar crianças de maneira fácil e rápida, fato comprovado por renomados especialistas, que acompanharam com desusado entusiasmo a sua execução no Maranhão, quando o analfabetismo infantil regrediu sensivelmente, por discernimento de um político sério e competente, que, no exercício do cargo de gestor da Educação soube se conduzir com dignidade e seriedade.

Eu e os amigos de Gastão, aguardamos com ansiedade o que vai acontecer nessa Primeira Conferência Nacional de Alfabetização Baseada em Evidências, quando o MEC anunciará se o projeto Aceleração de Estudos e batizado com o nome de Alfabetização Infantil: Novos Caminhos, depois de visto, discutido e analisado pelas autoridades educacionais, será recomendado para sua introdução na melhoria da qualidade do ensino e aprendizagem da literacia e numeracia .  

PRESENÇA DE NEJAR

O poeta e membro da Academia Brasileira de Letras, Carlos Nejar, esteve em São Luís e proferiu palestras no Centro Cultural do Ministério Público, sobre Pablo Neruda, e na Feira do Livro, a respeito de Aluísio Azevedo.

Trata-se de um escritor lúcido, simpático e conhecedor da cultura maranhense, razão porque promete voltar em abril de 2020, a convite da Academia Maranhense de Letras, para participar das comemorações dos noventa anos de José Sarney, para falar sobre sua obra literária.

CONSCIÊNCIA NEGRA

A pior maneira de comemorar no Maranhão, “O dia da consciência negra no Brasil”, foi decretar feriado estadual, proposta de um deputado estadual e aprovada indevidamente pela Assembleia Legislativa.

Essa lei, questionada acertadamente pelas entidades empresariais do Maranhão, foi revogada pelo Tribunal de Justiça, no pressuposto de a efeméride prejudicar as atividades públicas e privadas.

A propósito: se era para homenagear um negro e herói, por que não trocar o alagoano Zumbi dos Palmares pelo maranhense Cosme Bento das Chagas?

NA VIDA CONJUGAL E PÚBLICA

Os prefeitos de Santa Rita e de Bacabeira, Hilton Gonçalo e Fernanda Gonçalo, mostram que se entendem bem na vida privada e pública.

Unidos pelo casamento, decidiram executar obras públicas nos dois municípios de modo compartilhados, no entendimento de que, por essa estratégia, gastarão menos recursos e contentarão as comunidades.  

Com a palavra o Tribunal de Contas.   

O EXEMPLO DE CAMILA

Camila, além de simpática e educada, mostra o seu caráter de exemplar esposa e companheira, na rotina administrativa de Edivaldo Holanda Junior.

Quando o marido vivia uma fase desconfortável na prefeitura, ela, nunca deixou de estar ao seu lado, na crença de a situação se modificar e ele dar volta por cima.

Agora, que Edivaldo executa numerosas obras na cidade, Camila, sempre ao lado do marido, recolhe os bons frutos dessa nova fase.

LENÇÓIS MARANHENSES

O projeto que Roberto Rocha apresentou no Senado, no   sentido de redesenhar o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, pode até ser bom, do ponto de vista turístico, mas sob o aspecto político, deve criar muita polêmica.  

Explico: de acordo com o projeto, os limites dos Lençóis Maranhenses serão alterados para possibilitar a implantação de empreendimentos privados.

Em contrapartida, devem acarretar problemas sociais de monta, pois cerca de duas mil pessoas poderão ser deslocadas de seus povoados

VIAGENS DE AVIÕES

Na minha recente viagem aérea, quando retornei de São Paulo, quantas saudades tive dos bons tempos em que viajar de avião era apresentar-se bem vestido, como se fosse participar de um evento festivo.

Se os homens viajavam de paletó e gravata, as mulheres não deixavam por menos: vestiam-se com roupas finas e embelezadas da cabeça aos pés.

Hoje, homens e mulheres, em vez de se apresentarem bem vestidos, viajam como se fossem para piqueniques ou eventos praianos.

SANTA DULCE

Depois da canonização de Irmã Dulce, multiplicaram-se as promessas à Santa Dulce dos Pobres, assim ela passou a ser chamada.

Motivo: querem aproveitar o momento em que ela, por ser recentemente santificada, quer mostrar serviços e outros santos estão sobrecarregados.

TURISMO EM CEMITÉRIO

Os franceses não sabiam que no Maranhão há uma metodologia para se divulgar o turismo usando o cemitério como ponto de referência.

Quem inventou essa fórmula, que poderá ser exportada para o mundo, foi o turismólogo, Antônio Noberto.         

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RECEITA PARA NÃO ENVELHECER

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Para sensibilizar a sociedade para as questões do envelhecimento, a ONU institui 1 de outubro como o Dia Internacional do Idoso.

Em minha homenagem, na condição de assumido octogenário, o que não me constrange e nem me abate, ao contrário, o proclamo pela felicidade de ter chegado a esta fase da vida em plena forma física e sem apresentar sinais característicos da longevidade, ressaltando-se a decrepitude e a imobilidade.

Entrei na casa dos oitenta anos completamente lúcido, plenamente ativo, com autonomia para desenvolver as minhas atividades humanas e sem mazelas de quaisquer natureza.

Pelo fato de ser um cara sadio e destituído de marcas que denotam a inconfundível terceira idade, muita gente admira-se com essa minha performance e, como se não bastasse, ainda questiona a minha situação biológica.

É de bom alvitre dizer que se alcancei a proeza de ter uma vida saudável, não devo a nenhuma fórmula mágica ou a qualquer recomendação da medicina contemporânea, pois sou avesso à prática de exercícios físicos e de regimes que preconizam restrições alimentares.

A minha vitalidade se resume simplesmente em cinco pontos, que considero importantes e indispensáveis para justificar a invejável saúde que desfruto. Ei-los.  

  1. Cigarro. Ainda que, na juventude, tenha tentado fumar, não consegui ser adepto do tabagismo.
  2. Bebida alcoólica. Só o consumo socialmente.
  3. Leitura. O prazer de ler me faz bem, proporcionou-me boa formação intelectual, conduziu-me à convivência com renomados intelectuais e participar de instituições culturais.
  4.  Casamento. Tive a felicidade de casar com uma mulher fantástica sob todos os pontos de vistas. Solange deu-me segurança e me fez ver a vida de outra maneira. Sem ela, eu não seria o que sou. Estamos juntos há mais de cinquenta anos e sempre unidos.
  5.  Convivência com a juventude. Grande parte da minha existência, passei em companhia de jovens, por ser professor da Universidade Estadual do Maranhão. Foram 30 anos de trocas: eu transmitia experiência e conhecimento e recebia energia, vibração e entusiasmo.

Em tempo: eu não cultivo a prática de exercícios físicos, pois não costumo frequentar academias de saúde, mas isso não significar dizer que abomino as atividades esportivas, tanto é que participo, nos finais de semana, com amigos de geração, de partidas de voleibol em piscina.  

No que se refere à alimentação, confesso que sou bom de garfo e poucas são as comidas que rejeito e ainda me dou ao luxo de ter o colesterol baixo, não ser diabético e nem cardiopata. Com esse quadro, espero viver até o dia que Deus achar que cumpri com o meu dever aqui na terra.

PROMOTORES E PATRONOS

Na solenidade de sexta-feira, em que a Procuradoria Geral da Justiça homenageou a Academia Maranhense de Letras, foram lembrados alguns pontos que ao longo do tempo uniram as duas instituições.

Nada menos que onze promotores públicos são patronos da Casa de Antônio Lobo: Antônio Almeida de Oliveira, Augusto Olímpio Gomes de Castro, Cândido Mendes de Almeida, Felipe Franco de Sá, Francisco Dias Carneiro, Frederico José Correa, Gentil Homem de Almeida Braga, Trajano Galvão, Celso da Cunha Magalhães, João Dunshee de Abranches Moura e José Pereira da Graça Aranha.

PREFEITO DE ALCÂNTARA

Manoel Ribeiro não foi bem sucedido nas duas últimas eleições, quando se candidatou à Assembleia Legislativa.

Se alguém pensa que por causa dessas derrotas, ele pendurou a chuteira política, equivocou-se redondamente.

Para mostrar que está no ponto de bala, deve concorrer à prefeitura de Alcântara, nas eleições de 2020.

CULTURA EM BOAS MÃOS

O governador Flávio Dino acertou em cheio ao nomear o jovem Anderson Lindoso para o cargo de secretário da Cultura.

Advogado de profissão, mesmo não sendo ligado aos meios culturais, vem se conduzindo muito bem à frente da SECMA, pela maneira como trata os que o procuram e tenta resolver as questões que lhe são encaminhadas.

REVIRAVOLTA NO TJ

O inesperado gesto do desembargador Marcelo Carvalho, de não se candidatar aos cargos presidente e de vice do Tribunal de Justiça, fez a sucessão do desembargador José Joaquim dos Anjos desemborcar numa disputa.

A disputa se dará no final de novembro entre o desembargador Lourival Serejo e a desembargadora Nelma Sarney.

O eleito só tomará posse em abril do ano vindouro.

TRINTA ANOS DA CONSTITUIÇÃO

Foram solenemente comemorados os trinta anos da promulgação da Constituição do Estado do Maranhão.

Os deputados constituintes realizaram um bom trabalho, mas não devem ser perdoados pelo cometimento de um grave erro: aprovaram o Artigo 48, no Ato das Disposições Transitórias, que autorizava a criação de 83 municípios no Maranhão, a grande maioria destituída das mínimas condições de ter autonomia política e administrativa.             

 Os municípios criados vivem das transferências federais e só serviram para incrementar o clientelismo político e a corrupção.

PREFEITO CRENTE

O prefeito do município de São Pedro dos Crentes, Lahésio Rodrigues, foi recebido no Palácio do Planalto, pelo Presidente Jair Bolsonaro.

Lahésio, que administra o menor município do Maranhão, em área e população, deve ser reeleito em 2020 e após cumprir os dois mandatos, quer ser candidato a governador do Maranhão, em 2022.

Como dizia o ex-senador Vitorino Freire: – Aguenta Maranhão.

CONSELHO OPORTUNO

De Brasília, veio a notícia do encontro do deputado Josemar do Maranhãozinho com deputado Rodrigo Maia, ocasião em que o parlamentar pede a opinião do Presidente da Câmara Federal da sua pretensão de ser candidato ao Governo do Maranhão em 2022.

Resposta do deputado Ricardo Maia: – Para ser governador, antes de mais nada, procure estudar.

 FESTA DA JUÇARA

Quando chega o mês de outubro, logo se pensa na Festa da Juçara e a gente imediatamente se lembra da professora Rosa Mochel.

Ela, como secretária de Educação e Cultura de São Luís, na administração do prefeito Haroldo Tavares, teve a feliz ideia de criar e promover este evento.

Este ano, na Feira do Livro, Rosa Mochel será lembrada e homenageada pelo seu centenário de nascimento.   

CLIMA DE BELEGIRÂNCIA

O Maranhão, no momento, não vive um clima eleitoral, mas parece que os ânimos entre os homens públicos exacerbaram-se a ponto da serenidade ceder lugar à paixão política.

Tudo começou quando o senador Roberto Rocha perdeu as estribeiras e arremessou palavras ofensivas à família do secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo.

Dias depois, uma exaltada discussão no plenário da Assembleia Legislativa, gerou uma pesada troca de insultos entre os deputados César Pires e Yglésio de Sousa, no melhor estilo dos anos 1950, quando vitorinistas e oposicionistas se duelavam por meio de palavrões, que acabava em luta corporal.     

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MARIA DE LOURDES TAJRA

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Os que pertencem a minha geração, devem lembrar de Maria de Lourdes Tajra, de família importante de São Luís. Pela projeção política e econômica de seus pais na sociedade maranhense, no século passado, Lourdinha teve educação refinada, que fez dela uma mulher culta, poliglota, viajada e atualizada com o que acontecia no mundo, mas sem esquecer a província onde nasceu e foi criada.

A mãe, Carmelita Bello, era de tradicional família maranhense, o pai, Moisés Tajra, descendente de libaneses e empresário e proprietário dos cinemas Éden, Roxy, Rialto, Rival, Ritz e Rivoli.

Conheci Lourdinha nos idos de 1960, quando escrevia no Jornal do Dia a coluna social Passarela, junto com Gerd Phuegler, com quem casou, numa cerimônia que movimentou a cidade, lotando a igreja da Sé, numa manhã de verão, com as mulheres de chapéus e os homens em trajes alinhados.

Ao lado de Gerd, uma figura humana, também, versátil e criativa, Lourdinha formou um casal que durante bom tempo dominou a sociedade maranhense, promovendo festas com a presença de renomados atores do cinema e do teatro e shows com consagrados cantores, que faziam sucesso nas emissoras de rádios do Rio de Janeiro, eventos ainda hoje lembrados pelos que tiveram o privilégio de assisti-los ou de participar.

Depois de um período de inesquecível presença na cena social de São Luís, Gerd e Lourdinha mudaram-se para o Rio de Janeiro, onde tinham apartamento em Copacabana e montaram uma agência de viagens, que a princípio deu bons frutos financeiros, pelas promoções voltadas para o turismo internacional, mas não resistiu à concorrência com as agências de viagens instaladas em São Luís, cuja clientela era a classe média alta maranhense.

Com o fracasso da empresa de turismo, no Rio de Janeiro, e o desaparecimento do pai e do irmão, que dirigiam os cinemas, que fecharam com a chegada da televisão, Gerd e Lourdinha retornaram a São Luís, onde fixaram residência e tentaram reviver os tempos de uma época em que pontificaram como figuras fulgurantes da sociedade maranhense, mas esqueceram de que essa sociedade não era mais aquela em que reinaram como colunistas sociais, pois os valores, os ritos, os costumes e os padrões da vida mundana mudaram e tinham novos ícones e condutores.

Sem emprego e sem influência no mundo privado e público, o festejado casal, em idade avançada, passou a sofrer dificuldades financeiras, agravadas com o morte de Gerd.    

Lourdinha, longeva e atacada por doença degenerativa, ficou só no mundo, mas teve a sorte de encontrar uma alma amiga e caridosa, que a colocou sob o abrigo do Asilo de Mendicidade, onde vive bem assistida, mas completamente alienada e sem saber que os dias que lhe restam são penosos, solitários e melancólicos.

Eu, já a visitei três vezes e em cada oportunidade que a vejo o meu pensamento não consegue deletar os tempos passados, nos quais ela não teve problemas existenciais, mas hoje, ao final da vida, padece de um sofrimento que não merecia, vivendo os dias que lhes restam num asilo de forma inconsciente, esquálida e à espera de um triste fim.

HÉLCIO BRENHA

No final dos anos 1950, o Maranhão deu de presente ao Rio de Janeiro, um músico de excepcional qualidade: Hélcio Brenha, nascido em São Bento.

Em São Luís, estudou no Liceu e tornou-se um talentoso músico. Mudou-se para o Rio de Janeiro, sendo disputado, como saxofonista, por orquestras famosas e cantores que brilhavam na radiofonia brasileira.

Eu, como amigo e contemporâneo de Hélcio Brenha, lamento o seu falecimento no Rio de Janeiro.

AVISO AOS MARANHENSES

Os incautos e desavisados maranhenses que pensam em trocar o Brasil por Portugal, que desistam desse projeto. 

A revista Veja, desta semana, traz uma reportagem sobre brasileiros que partiram para Portugal, nos últimos anos, que relatam suas desilusões, dificuldades e dramas, na busca frustrada por uma vida melhor.

DIRETORIA DA AML

Na segunda quinzena de novembro, na Academia Maranhense de Letras, se realizarão as eleições para a nova diretoria.

Os acadêmicos Carlos Gaspar e Lourival Serejo vão encabeçar a chapa, como candidatos a presidente e vice, para o biênio 2020 a 2022.

OUTUBRO CULTURAL

No curso do mês de outubro, o Maranhão vai respirar cultura em diversos municípios.

Em Imperatriz, o SALIMP- Salão do Livro, com a presença de escritores da região sertaneja. No período de 11 a 20, a XIII Feira do Livro de São Luís, que este ano promete dar a volta por cima. Em São José de Ribamar, o Festival Literário, promovido pela Prefeitura em parceria com a Academia Maranhense de Letras, de 17 a 18 de outubro. Na cidade de Itapecuru Mirim, a AICLA- Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes, realiza a II FLIM – Feira Literária, de 24 a 26.

ADOTE UM CASARÃO

Merece nota dez o Governo Flávio Dino pela iniciativa de criar o projeto “Adote um casarão”.

De acordo com o projeto, onze imóveis do patrimônio do Estado foram disponibilizados a pessoas físicas ou jurídicas, com ou sem fins lucrativos, interessadas em recuperar e utilizar gratuitamente esses casarões, a fim de instalar atividades, que possam gerar empregos, naquela área.   

Com essa iniciativa, o Centro Histórico terá condições de se revitalizar.

CASAS DE BOLOS

Se já era expressiva a quantidade de casas de bolos em São Luís, mais vulto ganhou com a novela da TV Globo, “A dona do pedaço”.

Raro é o bairro que não há uma casa de bolo, oferecendo ao consumidor um produto apetitoso e de variados sabores, mas sem os de tapioca, que quando bem preparados, são inigualáveis.

No Calhau, por exemplo, existem casas de bolos em quase todas as ruas.  

A LUTA PELA REITORIA

Até pouco tempo, o professor Natalino Salgado era o pole position na corrida à sucessão de reitor da Universidade Federal do Maranhão.

De uns tempos para cá, a situação modificou-se e propiciou uma encarniçada luta política entre o senador Roberto Rocha e o deputado federal Hildo Rocha.

Enquanto o primeiro, batalha pela nomeação de Salgado, o segundo esgrima-se para nomear o professor João de Deus.

UDI E REDE D’OR

A internação recente de um ente familiar no Hospital UDI, ofereceu-me condições para uma avaliação crítica de seu funcionamento sob o domínio da Rede D’Or.

Pelo que vi, melhoraram as instalações físicas e o atendimento na Emergência, mas, no tocante ao atendimento hospitalar, prestação dos serviços médicos, enfermaria e outros itens, deixam a desejar e precisam melhorar sensivelmente, registros que fiz questão de entregar à ouvidoria do hospital.  

MINISTÉRIO PÚBLICO E ACADEMIA

Na manhã desta sexta-feira, 11 de outubro, o Ministério Público se reúne para homenagear a Academia Maranhense de Letras.

A solenidade será no Centro Cultural do MPMA e comandada pelo Procurador-Geral da Justiça, Luiz Gonzaga Martins.                 

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QUADROS DA VIDA MARANHENSE

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Anos atrás, o emérito pesquisador Luiz de Mello, numa iniciativa louvável e digna, resgatou um material de valiosa importância jornalística e histórica, publicado nos anos 1950, na imprensa de São Luís, sobre variados assuntos da vida maranhense.

Luiz de Mello reteve aquele material sob o seu poder até o dia em que a Academia Maranhense de Letras manifestou o empenho de transformá-lo em livro, para que as novas gerações usufruíssem de um maravilhoso manancial de informações sobre nossa terra e de nossa gente, da autoria de um dos maiores historiadores do Maranhão, professor Jerônimo de Viveiros.

Estribado na Lei de Incentivo à Cultura, a AML realizou o sonho acalentado por estudiosos e pesquisadores maranhenses, de ver tão valioso material,  pela variedade de assuntos, transformado em 12 fascículos, graças à participação ativa e competente do acadêmico Sebastião Moreira Duarte, que se dedicou de corpo e alma ao ingente trabalho de selecioná-lo e de organizá-lo, para o leitor manuseá-lo com facilidade e inteirar-se de tantas e importantes informações, produzidas pelo texto brilhante de um homem da envergadura moral e profissional de Jerônimo de Viveiros, que em vida, como professor, jornalista e historiador, trabalhou incansavelmente para legar aos conterrâneos uma obra de relevante densidade intelectual.

    Quem pensa que Jerônimo de Viveiros, pela obra gigantesca realizada e dada de presente ao Maranhão, recebeu dos governantes de seu tempo, tratamento digno e respeitoso, equivocou-se redondamente, haja vista as perseguições por ele sofridas, por ordem do interventor Paulo Ramos, nos idos de 1937, em represália às suas posições políticas contra o regime ditatorial implantado no País pelo ditador Getúlio Vargas, sendo, por isso, processado, preso e demitido das funções de professor do Estado e do município de São Luís.

Sem condições de permanecer em sua terra, após longos anos de magistério, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde, pela sua capacidade intelectual e postura moral, integrou o corpo docente do Colégio Pedro II.

O competente mestre só retorna a São Luís, quando o Brasil reencontra-se com a liberdade e a democracia, nos meados da década de 1940.

Garantido pela normalidade jurídica, reintegra-se ao magistério estadual e municipal e, paralelamente, esmera-se no trabalho de resgate de atos e episódios maranhenses, faina executada com destemor e dedicação na Biblioteca Pública, que a ele deu todas as condições para produzir farto e maravilhoso material, publicado nos periódicos da cidade, principalmente, em O Imparcial.

Como na natureza nada se perde, tudo se transforma, os trabalhos do insigne professor não se perderam ou viraram pó, ao contrário, receberam da Academia Maranhense de Letras um tratamento editorial de alto nível, que, sob a forma de fascículos, poderá ser manipulado e lido com prazer pelos que apreciam e gostam de saber o que era o Maranhão de ontem.

Em tempo: essa obra de Jerônimo de Viveiros será lançada dia 9 de outubro, a partir das 19 horas, na Livraria AMEI, no São Luís Shopping.

BOM DE DISCURSO

A gente pode discordar do teor discurso do governador Flávio Dino, mas é impossível negar a sua extraordinária capacidade de bom orador.

Dotado do fantástico dom de falar, principalmente de improviso e para qualquer tipo de público, ele pratica essa arte com facilidade espantosa.

Hoje, no Brasil, difícil encontrar quem o supere nesse modo de vocalizar ideias e posições políticas, estas, sim, questionáveis e nem sempre convincentes.

ATUAÇÃO DE HILDO ROCHA

O deputado federal Márcio Jerry pode ter sido o mais bem avaliado na votação popular do Prêmio Congresso em foco 2019.

No que diz respeito ao desempenho parlamentar, está longe de alcançar o deputado Hildo Rocha, que, no plenário e nas comissões técnicas, desenvolve um trabalho extraordinário e fecundo.

Hildo, nesta legislatura, pela sua destacada atuação, alcançou a plenitude do reconhecimento nacional, razão porque tem sido convocado para o exercício de tarefas importantes no Congresso Nacional. 

MIL DESCULPAS

Faço questão de pedir mil desculpas a José Reinaldo Tavares pela informação nada verdadeira de seu estado de saúde, publicado na semana passada, nesta coluna.

A informação chegou ao meu conhecimento por fonte considerada idônea, daí porque apressei-me em divulgá-la.

José Reinaldo, ao contrário do publicado, não se submeteu a qualquer tratamento cardiológico que o conduzisse à condição de safenado, razão porque o seu coração continua pulsando normalmente e sem problemas para assustá-lo.

AML E ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Os acadêmicos Benedito Buzar, Lourival Serejo e Sebastião Duarte foram recebidos pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto.

A audiência girou em torno de uma parceria da Academia Maranhense de Letras com o Poder Legislativo, para publicação dos manuscritos de O Mulato, do renomado escritor maranhense, Aluísio Azevedo, que se encontram sob à guarda do Museu Histórico do Maranhão.

Pela repercussão que o livro terá a nível nacional, Othelino Neto admitiu a parceira com a Casa de Antônio Lobo.

CONVERSA COM BRANDÃO

O vice-governador Carlos Brandão foi visto no último domingo, durante boa parte da manhã, na Fribal, da Ponta D’Areia, onde não cumpria obrigações domésticas, mas conversar com amigos que, aos domingos, chova ou faça sol, ali se reúnem e passam em revista atos e fatos do cotidiano.

O vice-governador gostou tanto do que viu e ouviu que prometeu retornar brevemente àquele ambiente, antes, porém, fará questão de recepcioná-los na residência do Turu, que ocupa como membro do Poder Executivo.

FILME DE CELSO ANTÔNIO

Antes de viajar para Europa, em companhia da esposa, Jacira, Joaquim Haickell fez uma parada em São Paulo, para exibir o filme “Celso Antônio, brasileiro”.

Apresentado a uma plateia restrita, integrada por Moema, neta do escultor maranhense, o marido Sérgio Belleza, o artista plástico, Israel Kylanky e o cineasta Joel Zito Amorim, o filme, produzido por Beto Matuck, Joaquim Haickell e Joan Santos, foi calorosamente aplaudido.      

FLÁVIO E BOLSONARO

Do ex-secretário de Fazenda, Jaime Santana, fazendo um paralelo entre os governos do Maranhão e do Brasil: – Flávio Dino é melhor do que o seu secretariado e o ministério federal é melhor do que Jair Bolsonaro.

SARNEY E BOLSONARO    

José Sarney, como presidente do Brasil, ao abrir os debates da Assembleia Geral da ONU, recebeu os maiores elogios da imprensa mundial, pelo teor literário que impôs ao seu discurso, inclusive citando versos do poeta maranhense, Bandeira Tribuzi.

Já o discurso pronunciado por Jair Bolsonaro, no mesmo plenário da ONU, obteve péssima repercussão mundial, pelas opiniões retrógradas, agressivas e radicais, defendidas pelo Chefe da Nação.       

FELIPE NA TELEVISÃO

Chegou ao fim uma das melhores novelas, produzidas pela TV Globo: Orfãos da Terra, que tinha como pano de fundo um problema atual e vivido pelos povos árabes.

Se a Globo tivesse vindo ao Maranhão, certamente teria convidado o empresário Felipe Mussálem, presidente da Associação Comercial, pelo seu biótipo, para participar daquele folhetim.  

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DO LIVRO DE BERNARDO ALMEIDA

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O último livro que o escritor Bernardo Almeida escreveu e deixou para a posteridade recebeu o título de “Éramos felizes e não sabíamos”.

Pelo retumbante sucesso da primeira edição, lançada em 1989, mereceu a reedição pelo SIOGE, em 1992, em cujas páginas o autor registra de modo brilhante os momentos memoráveis vividos ao longo do tempo, ora tranquilos, ora tumultuados.

Bernardo Almeida ainda envidou esforços para publicar o livro pela terceira vez, ato não materializado pelo lamentável desaparecimento do autor da obra, que deixou São Luís mais triste e mais pobre, em se tratando de um intelectual que amava a cidade e fez dela o motivo principal de sua inspiração para produzir trabalhos em prosa e poesia.

Eu, particularmente, desde que li pela primeira vez “Éramos felizes e não sabíamos”, fui envolvido pela sua agradável leitura, tanto que o reli em outras oportunidades, pelo prazer de me transportar para a São Luís, dos anos 1950 e 1960, tempo que Bernardo Almeida retratou de forma magistral e sentimental a cidade e como viu e descreveu as figuras humanas que nela habitavam e faziam dela um lugar de encantos mil e movida a histórias e tradições. 

Um dos capítulos mais interessantes do livro “Éramos felizes e não sabíamos”, intitulado “Nem tudo está perdido”, relata as peripécias praticadas pelos agentes políticos do Maranhão, na sua ânsia de se manterem ou de tomarem o poder.

Nele, Bernardo conta como e por que ingressou na militância política maranhense, candidatando-se nas eleições de 1962 a deputado estadual pelo Partido Libertador, elegendo-se por conta do prestígio conquistado em São Luís, como jornalista e radialista, ocasião em que usava os microfones da Rádio Difusora do Maranhão, através do quais lia crônicas de sua autoria.

No exercício do mandato popular, a ele foram confiadas missões políticas espinhosas, como a do poderoso senador Vitorino Freire, que rompido com o governador Newton Bello, desejava que Raimundo Bacelar apoiasse a candidatura de Renato Archer e não a de Costa Rodrigues, tarefa que Bernardo realizou, mas sem sucesso.

Depois, a pedido do governador Newton Bello, assumiu a responsabilidade de combater a candidatura de José Sarney a governador, na Assembleia e nos programas patrocinados pela Justiça Eleitoral, missão cumprida constrangidamente até porque era amigo e confrade do candidato oposicionista.

Outro episódio que o deixou abatido foi o da eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, em 1966, para cuja presidência o deputado Magno Bacelar seria eleito por maioria de votos, mas teve a sua pretensão derrubada pelos militares, que indicaram o deputado Nunes Freire para substituí-lo.

Ao final do capítulo, Bernardo Almeida, de forma lúcida,  homenageia os políticos maranhenses que se tornaram credores da confiança do povo, como seus legítimos representantes, com destaque para: “A grandeza de Clodomir Cardoso, a dignidade de Genésio Rego, o prestígio de Vitorino Freire, a seriedade de Sebastião Archer, a honestidade de Eugênio Barros, a bravura de Lino Machado, o civismo de Newton Bello, o descortino de Clodomir Millet, o discurso de Neiva Moreira, a sagacidade de Ivar Saldanha, o idealismo de Manoel Gomes, a solicitude de Renê Bayma, o altruísmo de Henrique de La Rocque, a hombridade de Antônio Dino, o caráter de Pedro Neiva, a fibra de Isaac Dias, a austeridade de Nunes Freire, a nobreza de Renato Archer, a lealdade de José Burnett, o talento de Cid Carvalho, a combatividade de Domingos Freitas Diniz, a operosidade de João Castelo, a autenticidade de Alexandre Costa, a popularidade de Epitácio Cafeteira e o carisma de José Sarney.”

LENÇÓIS MARANHENSES

Não basta o apoio do Presidente Jair Bolsonaro e do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, para que a proposta do senador Roberto Rocha, com vistas às alterações no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, seja considerada de relevante importância para o Estado. Antes de apresentá-la no Senado, sob a forma de projeto de lei e ser matéria polêmica, o senador deveria promover um amplo debate em São Luís e Barreirinhas, com autoridades, ambientalistas e técnicos, para saber da viabilidade da sua proposta do ponto de vista social e econômico e da repercussão na vida dos moradores dos Lençóis Maranhenses.

MÁQUINA FEDERAL

O Palácio do Planalto realiza levantamento para saber os deputados e senadores mais aquinhoados com as benesses da máquina federal.

Pelo que se sabe, a bancada maranhense, nesse particular, não pode se queixar do Governo Bolsonaro, pois todos, uns mais, outros menos, foram contemplados com as bondades palacianas.  

Até mesmo os que não votaram a favor da Reforma da Previdência, como o senador Weverton Rocha e os deputados Bira do Pindaré, Zé Carlos e Márcio Jerry, tiveram pleitos atendidos.  

HOMENAGEM A DONA CLARICE

Os filhos de Dona Clarice Haickel, Joaquim e Nagib, não vão deixar os noventa anos de sua idolatrada mãe passar em brancas nuvens.

Uma comemoração ao estilo dos Haickel se realizará no começo de outubro, para celebrar o auspicioso evento.

Dona Clarice, do alto de seus noventa anos, mantém-se lúcida e atenta ao que acontece não apenas ao seu redor, mas a tudo que diga respeito ao bem da humanidade.

Pena que o marido Nagib Haickel, por desaparecer prematuramente, não esteja presente nessa homenagem à mulher amada.

GASTÃO ACERTOU

Agosto passou e o Presidente Jair Bolsonaro não marcou presença em São Luís, para inaugurar a reforma da Rua Grande.

O deputado Gastão Vieira jamais acreditou na vinda de Bolsonaro a São Luís para cumprir essa programação.

Primeiro, porque os recursos da reforma da Rua Grande, executada pelo IPHAN, vieram do Projeto das Cidades Históricas, programados no Governo Dilma Roussef.

Segundo, porque os recursos gastos foram liberados no Governo do Presidente Temer.

CASAMENTO À VISTA

O ex-governador José Reinaldo Tavares, nas proximidades da celebração de seu casamento com a engenheira Crisálida Rodrigues, não esperava ser molestado pelo seu coração, que o conduziu às pressas a um hospital, onde submeteu-se a procedimento cirúrgico, que o transformou em safenado.

Com o coração completamente recauchutado, José Reinaldo marcou a data do casamento, solenidade que acontecerá a 6 de dezembro vindouro, assistida apenas por familiares e amigos de sua intimidade.

MARANHENSES E PAULISTAS

Os maranhenses Jesus Gomes e Raimundo Buzar, há anos radicados na capital paulista, resolveram transformar uma pequena área do Shopping Iguatemi em Praça João Lisboa.

Diariamente, das 17 às 20 horas, marcam presença naquele espaço, em companhia de amigos da mesma faixa etária, oportunidade em que passam em revista assuntos da vida brasileira, mas tendo o Maranhão como pano de fundo.

Ao longo do bate-papo, despesas só com cafezinho e água mineral.

MULHERES DE PRESIDENTES

Nos meios políticos e diplomáticos, o infeliz comentário do Presidente Jair Bolsonaro sobre a esposa do Presidente da França, continua produzindo reflexos negativos à imagem do Brasil no exterior.

A propósito: ao longo do regime republicano, só duas primeiras damas brasileiras não foram bafejadas pela natureza: as esposas dos presidentes Getúlio Vargas e Ernesto Geisel.

Quanto à mais bela, nenhuma arrebata a pole position de Maria Tereza Goulart.

DE VOLTA DA PAULICEIA

Como diz a canção de Roberto Carlos, “Eu voltei, voltei para ficar, porque aqui é o meu lugar”, depois de quase dez dias em São Paulo, onde estive sem objetivos gastronômicos ou para curtir a vida noturna, mas cumprir com Solange agendas médicas.

Nessa temporada na capital paulista, afora os compromissos médicos, assistimos peças teatrais, visitamos livrarias, participamos de lançamentos editoriais, fomos aos famosos “sebos”, à cata de livros raros ou esgotados e marcamos presença nos sofisticados e monumentais shoppings centers, como bons consumidores.

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O MARANHÃO NA BIENAL DO LIVRO

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Pela décimo oitavo ano, o Rio de Janeiro serve de palco em 2019 para mais uma Bienal Internacional do Livro, evento que me transporta para 1991, quando exercia, no Governo Edison Lobão, o cargo de presidente do SIOGE – Serviço de Imprensa e Obras Gráficas do Estado do Maranhão, órgão que prestou inestimáveis contribuições à nossa cultura, lançando concursos literários e publicando obras de intelectuais maranhenses.

1991 foi, portanto, um marco na vida cultural maranhense, que, pela primeira vez, via uma instituição pública estadual participar de uma promoção internacional, em que o livro era o fulcro do encontro e   reunia o que o Brasil tinha de melhor no seu universo editorial.

Tendo o SIOGE como carro-chefe e com o apoio de instituições do nível da Academia Maranhense de Letras, Universidade Federal do Maranhão e Alumar, marcamos presença no evento para mostrar que, a despeito dos percalços e das dificuldades, o Maranhão ainda mantinha a fama conquistada no passado de ser um celeiro de talentos e onde a cultura permanece viva e altiva.

Para materializar projeto tão ambicioso, o SIOGE, a AML, a UFMA e a Alumar contrataram no Rio de Janeiro os serviços profissionais do saudoso Gerd Phuegler, que produziu no nosso stand uma decoração para lembrar as antigas salas residenciais de São Luís, onde as famílias se reuniam e se deleitavam com maravilhosos saraus.

Num espaço de apenas vinte metros quadrados, Gerd, montou um cenário de época e emoldurado por figuras emblemáticas da literatura maranhense, do quilate de Gonçalves Dias, Artur e Aluísio Azevedo, João Lisboa, Coelho Neto, Graça Aranha, Raimundo Correia, Viriato Correia, Humberto de Campos e Odorico Mendes, decoração que fez o nosso stand ser premiado como o mais original da V Bienal.

Além da exposição e venda de obras de autores maranhenses, do passado e do presente, conhecidos e desconhecidos, foram valiosos os contatos mantidos com  renomadas Livrarias e Editoras do Brasil, interessadas em promover e divulgar no mercado nacional livros que fizeram sucesso naquele certame cultural, a exemplo da “Ilha Latifundiária”, de Ribamar Trovão, “Ana Jansen, na Ilha do Maranhão”, “Frutuoso Ferreira, o poeta devolvido”, e  “Guia de São Luís do Maranhão”, de Jomar Moraes; “História do Maranhão” e “0 Maranhão na República”, de Mário Meireles; “Breve Memória das Comunidades de Alcântara”, de Mundinha Araújo, e “Desintegração do sistema escravagista no Maranhão”, de Jalila Ayoub Jorge.

Impossível citar o nome das visitas ilustres que passaram pelo stand maranhense, mas merecem registro o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Alencar, o ministro da Cultura, Sérgio Rouanet, os secretários da Cultura do Estado e da cidade do Rio de Janeiro, Moniz Bandeira e Eduardo Novais, o ex-ministro da Cultura, José Aparecido de Oliveira, o presidente da Biblioteca Nacional, Afonso Romano, os escritores Mário Pontes, Wilson Martins, Márcio Sousa, Gilberto Mendonça Teles e Armando Nogueira.

Dentre os intelectuais maranhenses: Nauro e Arlete Machado, Josué Montello, Ferreira Gullar, Lago Burnett, Clóves Sena, Manoel Caetano, Neiva Moreira, Tobias Pinheiro e Joaquim Campelo.

A presença do SIOGE foi tão retumbante que impeliu, no ano seguinte, em 1992, à participação do Maranhão na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada no Morumbi.   

PINACOTECA DE ELIÉZER

O intelectual e membro da Academia Maranhense de Letras, Eliézer Moreira, é dono da maior e mais rica   pinacoteca privada do Maranhão.

Ninguém conseguiu armazenar tanta obra de inestimável valor pictórico, ao longo do tempo, como Eliézer.

Mas, o tempo e a vida, mostraram que chegara a hora de se desfazer de algumas telas nobres, o que começou a fazer com lágrimas nos olhos.

MARANHÃO DO SUL

É de causar revolta o projeto do senador Siqueira Campos, que pretende roubar do Maranhão o que a natureza e Deus nos deram de presente: um imenso território.

Não acredito que o famigerado projeto seja acolhido pelo Congresso Nacional, pois o Brasil não tem condições financeiras e institucionais para cumprir as formalidades da legislação que disciplina a matéria separatista.

Não sei se deu para rir ou para chorar, a lamentável manifestação da senadora Elisiane Gama, a única congressista maranhense, a apoiar a criação do Maranhão do Sul.

MUDANÇA DE BRISA

Dona Eney, viúva do ex-governador Pedro Neiva, sempre viveu numa confortável casa, localizada na Avenida Beira-mar.

De um mês para cá, ela passou a ter um novo lar, pois atendeu aos apelos do filho Jaime e da nora Alberlila, que há anos insistiam para morar com eles no Olho D’Àgua.    

Dona Eney, do auge de seus noventa anos, está feliz por trocar a brisa da Beira-mar pelos ventos do Olho D’Àgua.

A LEI DO MAIS FORTE

Um senador e dois deputados federais do Maranhão lutam ardorosamente em Brasília, para saber quem é o mais forte junto ao Presidente Jair Bolsonaro.

O senador Roberto Rocha e os deputados federais, Hildo Rocha e Aloísio Mendes, para ostentarem no peito a condecoração de o preferido do Planalto, desenvolvem uma batalha de foice no escuro.

MALDITO SARAMPO

Na minha época de criança, eu e meus irmãos fomos atacados inapelavelmente pelo sarampo.

Mas o sarampo, daquele tempo, com todas as mazelas da medicina, não lembro de ter levado alguém para a cova.

A doença se caracterizava apenas por deixar o corpo da criança literalmente empolada. Só isso e nada de matar.  

O SILÊNCIO DA UEMA

Não dá para entender o silêncio da reitoria da Universidade Estadual do Maranhão em torno da gritante denúncia do deputado César Pires, de irregularidades praticadas no curso de Medicina, em Caxias.

A denúncia, extremamente grave de que alunos de universidades privadas, inclusive do exterior, estariam se transferindo, com base em liminares jurídicas, para a UEMA, exige manifestação oficial da Instituição, sob pena de comprometê-la pela omissão diante de um caso absurdamente inadmissível e reprovável.  

POSSE DE ELSIOR

O escritor Elsior Coutinho deu um toque de emoção no ato de sua posse, na Academia Maranhense de Letras.

Ao se reportar à figura de Manoel Lopes, ao qual sucedeu, homenageou o poeta com a presença de um cantor que interpretou uma canção dedicada à esposa do saudoso intelectual, Dona Maria do Carmo que, por sinal, participou da solenidade.

O protocolo acadêmico pode ter sido atropelado, mas Elsior foi muito cumprimentado pela ousada e tocante iniciativa.

 PERDEU O GÁS

Depois que a deputada Ana do Gás foi nomeada para comandar a Secretaria de Estado da Mulher, aboliu completamente o apelido que a tornou conhecida nos meios políticos e lhe valeram conquistar dois mandatos na Assembleia Legislativa.

Ela perdeu o Gás e virou Ana Mendonça, seu nome de batismo.

VIDIGAL E O JORNAL NACIONAL

Em comemoração aos 50 anos do Jornal Nacional, lembrei do jornalista Edson Vidigal, que na sua campanha para se eleger deputado federal, em 1978, num comício no interior do Estado, fez um apelo no seu melhor estilo.

– Se eu for eleito deputado federal, todas as noites o Jornal Nacional falará no meu nome.

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O SUICÍDIO DE GETÚLIO E A RENÚNCIA DE JÂNIO

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Agosto, do ponto de vista político, é considerado, no Brasil, um mês fatídico.

Este ano, a não ser as insensatas manifestações orais do Presidente da República, Jair Bolsonário, o mês de agosto encerra-se sem o registro de nenhuma efeméride trágica, que mexesse com os nervos ou abalasse emocionalmente o povo brasileiro.

Essa aura conquistada por agosto, de mês carregado de maus presságios políticos, teve como ponto de partida dois eventos, que, em passado não tão remoto, produziram consequências dramáticas na vida brasileira.

O primeiro foi o suicídio do Presidente Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954; o segundo, a renúncia do Presidente Jânio Quadros, em 25 de agosto de 1961, que resultaram em terríveis crises políticas, que se não conduziram o Brasil ao desvio de sua rota democrática, o levaram a sofrer traumas na sua vida institucional.  

Quando Getúlio Vargas praticou o ato extremo contra a própria vida, eu era um garoto de 16 anos, estudante do Liceu Maranhense, mas acompanhava, ainda que timidamente, o que ocorria na cena política brasileira, invariavelmente lavrada no Rio de Janeiro, então capital da República, mas levadas ao conhecimento da população pelas emissoras de rádio e jornais.

Não posso esquecer daquela triste manhã, em que a notícia do suicídio de Vargas invadiu a capital maranhense e fez parar todas as suas atividades públicas e privadas.

Com o encerramento das aulas do Liceu, grande parte dos alunos rumou para a Praça João Lisboa, que se encontrava lotada, com gente em busca de informações a respeito de tão brusca tragédia.

No tocante à renúncia de Jânio Quadros, sete anos depois da morte de Getúlio Vargas, ato que acompanhei com inusitado interesse, pois estava com 23 anos de idade e estudava no Rio de Janeiro, que, a despeito de não ser mais a capital do país, polarizava os protagonismos políticos praticados em Brasília.

 O ato perpetrado por Jânio, em 21 de agosto de 1961, que, inesperadamente, renuncia ao cargo de Presidente da República do Brasil, não comove a opinião pública, como o suicídio de Vargas, mas deixa o país em estado de alerta e gerada por um homem inteligente e sagaz, mas dotado de temperamento imprevisível e emocionalmente descontrolado, cujo desejo era produzir uma agitação social, com o fito de ser reconduzido ao poder, mas investido de prerrogativas excepcionais.

Entre os dois episódios, há um fio condutor a uni-los. Trata-se de Carlos Lacerda, figura humana e política, que pela audácia e coragem como defendia os seus pontos de vista, nem sempre democráticos, pregava a adoção no país de um governo autoritário.

 Se no suicídio de Vargas, Lacerda aproveitou-se do mar de lama que dominava o governo, para tentar golpear as instituições democráticas, na renúncia de Jânio, à guisa de combater a política externa independente, ele, pregava abertamente a introdução de um regime de exceção, que não vingou, mas gerou aguda crise institucional, com o presidencialismo substituído pelo parlamentarismo.

NOVENTA ANOS DE CABRAL

Setembro chega com a alvissareira notícia da mudança de idade do professor e ex-reitor, José Maria Cabral Marques.

No dia 17 vindouro, ele completa noventa anos, cercado do carinho dos familiares e da admiração dos amigos.

Pelo que fez e construiu ao longo da vida, Cabral, além dos cumprimentos, merece muitas homenagens.

BRIGA FAMILIAR

Desde o dia 23 de julho, o prefeito de Paço Lumiar, Domingos Dutra, encontra-se internado no Hospital São Domingos.

Enquanto ele sofre por causa de um AVC, que os médicos lutam para salvá-lo, os familiares tornaram pública uma desenfreada briga pelo direito de acompanhá-lo.

É triste e lamentável ver a Justiça assegurando aos filhos de Dutra o direito de ver o pai sofrendo num leito hospitalar.

LAUTO BANQUETE

Uma vez por mês, em Brasília, o senador Weverton Rocha, reúne a bancada maranhense no Congresso Nacional, para um almoço de confraternização.

O lauto banquete faz parte de uma estratégia política do senador do PDT, na sua miragem de ser candidato à sucessão do governador Flávio Dino.

Em tempo: faz parte dos planos de Weverton Rocha, de ser o próximo governador do Maranhão, a eleição do vereador Osmar Filho a prefeito de São Luís, em 2020.

NOMEAÇÃO DE NATALINO

A qualquer momento pode ser anunciada a nomeação do professor Natalino Salgado, a reitor da Universidade Federal do Maranhão.

O ato já se encontra no Palácio do Planalto e no ponto de ser assinado pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro.

No Ministério da Educação, a vida de Natalino Salgado foi virada do avesso e nada foi encontrado para impedi-lo de retornar ao cargo de reitor da UFMA.

SIMÃO ESTÁCIO E CARLOS GASPAR

Simão Estácio da Silveira escreveu a obra Relação Sumária das Coisas do Maranhão, em 1619, com o propósito de atrair portugueses para a nossa região.

É de sua autoria essa antológica frase: – Das terras que Portugal conquistou o Brasil é o melhor e o Maranhão é o melhor do Brasil.

O empresário Carlos Gaspar diz que se o colonizador português chegasse agora ao Brasil, a sua frase seria: – Das terras que Portugal conquistou o Brasil é o melhor e o Maranhão é o pior do Brasil.

JOSIMAR E ALOÍSIO

Não devem ser convidados para ficar juntos os deputados Josimar de Maranhãozinho e Aloísio Mendes.

Motivo: em Brasília corre a notícia de Aloísio

Mendes entregou ao Presidente Jair Bolsonaro um dossiê completo sobre a vida pregressa de Mauro da Hidrele, indicado por Josimar para a superintendência do Incra no Maranhão, mas demitido por incompatibilidade moral com o cargo.

FLÁVIO NÃO SE INTIMIDOU

Caiu do cavalo quem imaginou o governador Flávio Dino ficar calado e quieto na recente reunião realizada em Brasília, do Presidente da República com os governadores da Amazônia.              

O governador maranhense quando abriu a boca, criticou diplomaticamente Jair Bolsonaro, por estigmatizar a presença das ONGS na Amazônia.

A crítica foi tão suave, que o Presidente da República não o olhou com raiva e nem desdém.

CRISE LIBIDINOSA

A cidade de São Luís, afora as crises que vivem a atormentar a sua população, passou a ser atacada por um mal inesperado.

Trata-se da crise da libido, que pode ser detectada pelo fechamento de inúmeros motéis que infestavam a cidade.

HINO NA MISSA

O escritor Bernardo Almeida, quando não tomava alguma birita, era um homem sóbrio e educado.

Mas quando bebia, era capaz de praticar atos incríveis.

Na conquista da primeira Copa do Mundo pelo time do Brasil, Bernardo, que havia assistido ao jogo pela televisão e ingerido algumas doses de uísque, foi participar de uma missa na igreja dos Remédios e na hora da Elevação, inesperadamente soltou a voz e cantou: “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas”.  

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A ESTÁTUA DE GONÇALVES DIAS

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Como acontece anualmente, a Academia Maranhense de Letras, promove um evento a 10 de agosto, dia do nascimento do poeta Gonçalves Dias, patrono da AML, cuja fundação ocorre nessa data.

A dupla efeméride, sempre comemorada na praça onde edificou-se a estátua em homenagem ao maior poeta brasileiro, é abrilhantada com a presença dos membros das Academias de Letras, de intelectuais, professores e alunos da rede pública de São Luís.

No recente evento, em homenagem a Gonçalves Dias, eu tomei a iniciativa de ler um texto da autoria do saudoso escritor Josué Montello, publicado no livro “Janela de Mirante”, intitulado “As vicissitudes da estátua”, que conta a história relativa à construção do monumento à glorificação do poeta.

Para minha surpresa, o assunto focado por Josué Montello, era desconhecido por boa parte dos presentes ao evento, razão pela qual resolvi publicá-lo nesta coluna, para o conhecimento dos meus leitores.

Ei-lo: “Ao Dr. Antônio Henriques Leal deve o Maranhão dois monumentos à memória de Gonçalves Dias: a grande biografia do poeta, publicada em 1874, em Lisboa, e a estátua do Cantor dos Timbiras, erguida entre as palmeiras, no Largo dos Remédios”.

“Foram tais os óbices levantados no seu caminho, no correr de quase dez anos de obstinada luta, que outro qualquer, sem a sua teimosia irredutível, teria mudado de ideia, deixando que outra geração se desincumbisse da homenagem ao mestre da Canção do Exílio”.

“Assim que teve notícia do naufrágio do Ville de Boulogne, em cujo bordo viajava Gonçalves Dias, Henriques Leal fez o que pôde para encontrar o corpo do poeta. Nada conseguindo, reuniu na sua casa um grupo de amigos, aos quais comunicou o seu propósito de erguer uma estátua ao grande poeta, que, pela sua significação na cultura brasileira, não deveria ficar restrita à contribuição dos maranhenses, daí a ideia de uma subscrição nacional, que Sotero dos Reis, velho mestre do Liceu Maranhense, ficou encarregado de redigir o apelo aos brasileiros”.

“Por intermédio de um outro amigo, Joaquim Serra, apelou o Dr. Leal para a Assembleia Provincial do Maranhão, solicitando-lhe uma ajuda de 10 contos de reis, mas só conseguiu dois, e a duras penas. Nisto, adoece gravemente, e tem de ir para Lisboa, onde permanece durante quatro anos, mas de lá escreve para o amigo Luís Antônio Vieira da Silva, pedindo-lhe que obtenha da Assembleia Geral Legislativa a autorização de duas loterias, pelo plano da Santa Casa de Misericórdia da Corte, ambas em favor da estátua de Gonçalves Dias e ambas malogradas, mas que não o fizeram desistir na sua infatigável coleta, ora pedindo um donativo a este, ora àquele, como se os insucessos só tivessem mesmo o dom de acirrar-lhe a vontade inquebrantável”.

“A despeito de não ter ainda o dinheiro para a estátua, o obstinado sonhador dirigiu-se a dois estuários europeus: um, em Roma, outro em Paris, para saber quanto sairia a obra. Levou um susto, pois o que tinha no banco estava muito longe do que teria de pagar. Como não desistiu do projeto, em Lisboa, encontrou quem lhe fizesse o monumento por um preço mais em conta: o Sr. Germano José de Sales, mas antes de autorizar a execução dos trabalhos, achou de bom conselho ouvir a opinião de Manuel Araújo Porto Alegre, poeta e amigo de Gonçalves Dias, sobre o desenho que idealizara, com a estátua do conterrâneo sobre uma coluna coríntia, que Porto Alegre sugeriu trocar por um estipe mais adequado, com a colocação nas quatro faces do plinto, dos medalhões de Gomes de Sousa, João Francisco Lisboa, Sotero dos Reis e Odorico Mendes”.

“Foi quanto bastou para que os maranhenses o fustigassem pela imprensa. Como era isso? O poeta ficaria lá em cima e os quatro cá em baixo? Henriques Leal teve de vir a público para defender-se. Encomendada a estátua, tratou de obter-lhe o logradouro público adequado e fixou-se no Largo dos Remédios, de cuja rampa se descortina a baía de São Marcos. A 10 de agosto de 1872, data do aniversário de nascimento do poeta, conseguiu afinal assentar a primeira pedra do monumento, numa solenidade assistida pelo Presidente da Província e na qual tomou parte, recitando versos, o jovem Artur Azevedo”, o qual, por meio de seu jornal O Domingo, entrou na polêmica, reinante em São Luís, se a estátua deveria ficar voltada para a terra ou para o mar, dúvida que acaba com este parecer do poeta Araújo Porto Alegre: “ A estátua do nosso querido Gonçalves Dias deve olhar para o mar”.

VOZ DE TABOCA

Com aquela voz de taboca, que Deus lhe deu, no dia em que o deputado Josimar de Maranhãozinho usar a tribuna da Câmara Federal para fazer alguma comunicação, não vai ficar ninguém no plenário.

CONSELHO FECAL

O Presidente da República, Jair Bolsonaro está aconselhando os brasileiros a fazerem cocô um dia sim, outro não, para salvar o meio ambiente do País.

Se depender de mim, como não posso contrariar o meu sistema fisiológico, o meio ambiente brasileiro não terá salvação.

IMPOSTOS EXTRAS 

O povo brasileiro é mundialmente conhecido como um dos mais sacrificados em matéria de tributos, pois são numerosos, escorchantes e injustos.

Se não bastassem os que depositamos nos cofres municipais, estaduais e federais, via de regra desviados para finalidades espúrias, ainda somos compelidos ao longo do dia a remunerar flanelinhas, vigias de carros, artistas circenses e estudantes aprovados em vestibulares, sem esquecer os desaforos e as ameaças a que somos obrigados a ouvir quando não os atendemos.

PREFEITO DE ARAME

Quem apostou no fim da carreira política do engenheiro Pedro Fernandes, que não disputou a eleição de deputado federal, para dar vez ao filho Pedro Lucas, caiu do cavalo.

Pedro está se preparando para concorrer às eleições de 2020 à prefeitura de Arame, que se o povo do município tiver juízo, não pode perder essa oportunidade de ouro de ter no comando da prefeitura um cara de boa índole e de virtudes técnicas excepcionais.    

Em tempo: Pedro Lucas, como o pai, tem sido um bom representante do povo maranhense no Congresso Nacional.       

 NOVENTA ANOS DE SARNEY

Amigos de José Sarney se mobilizam com vistas aos eventos que deverão se realizar em abril do ano vindouro, quando completa noventa anos.

Fernando Sarney, José Jorge, Joaquim Haickel, Benedito Buzar e Felix Alberto se juntaram para organizar uma programação marcante, com o propósito de mostrar objetivamente a trajetória de vida do aniversariante, como ser humano, amigo, pai de família, político e intelectual.        

CASAS DO BOLO

Em qualquer cidade brasileira, seja pequena, mediana ou grande, o que não falta são casas de bolo.

Em São Luís, em locais urbanos ou periféricos, são visíveis os estabelecimentos comerciais que vendem bolos de boa qualidade e de variados sabores.

Se as casas de bolo já dominavam as cidades, imagine-se agora com a veiculação da novela “A dona do pedaço”, cuja proprietária ficou rica às custas de um produto caseiro, atualmente fabricado em escala industrial.

DE NADA PARA TUDO

O saudoso jornalista Stanislau Ponte Preta dizia que vice é aquele que acorda mais cedo, para ficar mais tempo sem fazer nada.

Nos tempos de hoje, no Maranhão, o vice-governador deixou de se enquadrar na definição do Stanislau, principalmente depois que o Presidente Jair Bolsonaro deu um grande empurrão na candidatura de Flávio Dino ao Palácio do Planalto.

Como o nosso governador encontra-se em campanha eleitoral, o vice, Carlos Brandão, deixou de fazer nada e passou a fazer tudo. 

EVENTOS CULTURAIS

Na semana entrante, três importantes eventos culturais se realizarão em São Luís.

Quarta-feira, dia 21, às 18 horas, na Academia Maranhense de Letras, os escritores Lourival Serejo, José Neres e Yuri Costa vão discutir sobre o papel de Celso Magalhães na literatura maranhense.

Quinta-feira, dia 22, às 11 horas, a escritora Luiza Lobo, do quadro de membros correspondentes da Academia Maranhense de Letras, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e estudiosa da vida e da obra de Sousândrade, receberá o título de cidadã maranhense, na Assembleia Legislativa do Estado.

No mesmo dia, às 18 horas, na Academia Maranhense de Letras, o escritor Ronaldo Costa Fernandes, conterrâneo e residente em Brasília, lançará o seu mais recente romance: Vieira na ilha do Maranhão.

 SUGESTÃO AO GOVERNADOR

Que seja dado a duas obras, construídas pela sua administração em São Luís, os nomes de dois ludovicenses ilustres e honrados, José Mário Santos e Ricardo Bogéa, falecidos prematuramente, ambos pertencentes à geração de seu genitor e de seu padrinho.      

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NEM PIOR E NEM MELHOR

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No dia 19 de julho passado, o presidente da República, Jair Bolsonaro, como vem acontecendo desde que assumiu o cargo mais importante do País, produziu mais uma de suas descontroladas e estapafúrdias opiniões sobre atos e fatos da vida pública, mostrando o seu desconhecimento da realidade brasileira e o despreparo para governar uma nação cuja população dele esperava mais sensibilidade para enfrentar os   problemas do País com seriedade, compostura e vontade pessoal e política.

Naquela oportunidade, no Palácio do Planalto, num café da manhã, com jornalistas, Bolsonaro foi flagrado pelas televisões, dizendo levianamente ao ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que “daqueles governadores de paraíba, o pior é o do Maranhão”, por isso “não tem que ter nada pra esse cara”.

O inconveniente desabafo do chefe da Nação, extravasado num momento inadequado e fora da agenda, foi literalmente interpretado como um recado de cunho discriminatório, endereçado ao governador Flávio Dino de que, neste mandato presidencial, não terá vez e voz e será tratado à base de pão e água.

Pela maneira nada condizente com os ditames republicanos e verbalizadas por quem deveria ser o primeiro a dar exemplos edificantes ao País, aquele desastrado episódio, continua na ordem do dia, sendo discutido, suscitando polêmica e dividindo a opinião pública, na medida em que foi visto e entendido como um ato grosseiro e comprometedor à liturgia do cargo.    

Com respeito ao agressivo e indelicado gesto do Presidente da República, que atingiu a figura pessoal e política do governador Flávio Dino, nem o povo maranhense e muito menos o povo brasileiro, na sua esmagadora maioria, o aplaudiram ou concordaram até porque bateu de frente com o Art. 78 da Constituição, que manda a quem se encontra investido no cargo de chefe da Nação cumprir as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a União, a integridade e a independência do Brasil.

De minha parte, quero dizer que, com relação à conduta de Flávio Dino à frente do Governo do Estado do Maranhão, não o considera o pior do Brasil, pois é do consenso geral que existem outros governadores, inclusive de estados mais destacados que o Maranhão, que realizam administrações nada convincentes e mais decepcionantes.

Na realidade, o atual chefe do Executivo maranhense poderia apresentar um melhor desempenho na sua gestão se tivesse, salvo melhor juízo, a seu lado uma equipe de auxiliares de melhor nível técnico, mais preparada e com capacidade para tocar a máquina administrativa com mais eficiência e determinação.

Se por um lado, afirmo que Flávio Dino não é o pior do Brasil, de outro lado, asseguro que ele, como todos os governadores do Nordeste, estão todos numa mesma situação, enfrentando dificuldades estruturais e conjunturais, que os nivelam por baixo, quanto à situação econômica e social.  

Nesse particular, o governador Flávio Dino, por ser um homem de esquerda e de fazer parte de um partido como o PC do B, cuja filosofia política estriba-se na luta pela mudança dos desníveis de vida e na melhor distribuição e renda, no Maranhão, contudo, esses quesitos ainda não foram modificados ou melhorados, ao contrário, continuam como dantes no quartel de Abrantes, ou seja, do mesmo jeito quando assumiu o governo do Estado e prometeu no seu discurso de posse dar a volta por cima, ou seja, apresentando baixos índices de desigualdade social e de acentuado atraso econômico.

As obras pontuais e os programas sociais que ora se realizam no Maranhão, inobstante ao esforço do governador, praticamente não conseguiram mudar a fisionomia da sociedade, até porque, na sua grande maioria, derivam de recursos federais, que se já eram minguados, ficaram mais complicados quanto à liberação dos mesmos, pois dependem exclusivamente da vontade do Presidente Bolsonaro, este, sim, o pior que o Brasil já teve ao longo de sua história, que, se já não via Flávio Dino com bons olhos, agora, não quer vê-lo nem pintado de amigo do presidente dos Estados Unidos. 

 Semanas atrás, na Folha de São Paulo, um artigo do jornalista Hélio Schwartsman, intitulado “O antiestadista”, dizia os motivos pelos quais Jair Bolsonaro faz jus a esse título: “Ele não tem noção da estatura do cargo que ocupa, dedicando-se a questiúnculas que não deveriam chegar nem perto do gabinete presidencial, como o conteúdo de filmes que contam com financiamento público ou o número de pontos necessários para cassar a habilitação de motoristas”.

“Pior, buscar interferir em assuntos de forma personalista, com desprezo pelas instituições e contra consensos técnicos e não desperdiça oportunidades de aprofundar as divisões políticas que tanto mal tem causado ao País”.

 “Ele abusa de pautas que não passam de nitroglicerina ideológica, investe contra governadores nordestinos e ataca de forma pusilânime, desafetos e até profissionais que não corroboram suas singulares visões de mundo”.

“Não dá nem para afirmar que o presidente é sincero em suas convicções. Pois quando julga que há uma oportunidade para faturar, não hesita em renegar o discurso da véspera”.        

Quem tem, portanto, todos esses defeitos, seja na biografia, seja no desempenho do mandato, não pode apontar o dedo para ninguém e tentar execrá-lo perante à opinião pública.

ALMOÇO COM SARNEY

Todas as vezes que o ex-presidente José Sarney vem a São Luís, faz parte de sua agenda um almoço com um grupo de amigos.

Na segunda-feira passada, no restaurante Ferreiro Gril, uma mesa especial chamava as atenções da clientela pela presença de Sarney, que na companhia de Benedito Buzar, Aparício Bandeira, Joaquim Haickel, José Jorge Soares, Remy Ribeiro, Fabiano Vieira da Silva, Jura Filho, Francisco Leda, Eliézer Moreira, Nam Sousa e o coronel Vieira, passavam em revista os acontecimentos políticos de ontem e de hoje ao sabor dos deliciosos pratos da culinária maranhense.

SARNEY NA CASA DA CULTURA

Na tarde daquele dia e após o almoço, Sarney e este jornalista se dirigiram para a Casa da Cultura Josué Montello, onde a diretora da Instituição, Joseane Sousa, mostrou o farto e primoroso material biográfico e literário do patrono da Instituição, guardado e conservado com o maior cuidado e desvelo.

Sarney que não conhecia a Casa da Cultura Josué Montello, saiu dali empolgado com o que viu.

SARNEY NA AMEI

Para completar o périplo cultural, restava visitar a Livraria AMEI, no Shopping São Luís, onde Sarney queria ver e adquirir os recentes lançamentos editoriais e produzidos pelas novas gerações maranhenses.

Ficou tão impressionado com a quantidade e a qualidade da produção livresca ali exposta, que de lá saiu carregando um volumoso pacote de obras, que levará para Brasília para consumi-los e mostrar aos brasilienses o tipo de livro que se edita em São Luís.   

PALMAS PARA JOAQUIM HAICKEL

O Maranhão cultural precisa saber e aplaudir, o incansável trabalho de Joaquim Haickell na área da arte cinematográfica, graças ao seu esforço pessoal e intelectual.

Na semana passada, a MAVAM, empresa criada por Joaquim e que faz parte da Fundação Nagib Haickel, produziu e apresentou para um público selecionado duas obras cinematográficas da maior importância artística e jornalística.

A primeira, um longa sobre a vida e a obra de um dos mais expressivos pintores e escultores do Maranhão, Celso Antônio; a segunda, um documentário com base no trabalho jornalístico, dos anos sessenta e setenta, em São Luís, do profissional Lidenberg Leite, que retrata atos e fatos da vida pública e privada maranhense.

CAMELÔS NA RUA GRANDE.

Para facilitar as obras de requalificação na Rua Oswaldo Cruz, a construtora responsável pela execução dos serviços de engenharia, permitiu e facilitou o deslocamento dos camelôs que trabalhavam nas ruas transversais e adjacentes.

Com a finalização dos trabalhos do IPHAN e a proximidade da data de inauguração da nova Rua Grande, nada mais problemático e complicado do que o retorno dos camelôs aos lugares de origem.

Eles, que já haviam se habituado a trabalhar nas ruas transversais e adjacentes, provavelmente vão exigir um preço alto para voltar aos postos antigos.

 ASSALTANTES NO INTERIOR

Os assaltantes que atuavam nas principais cidades brasileiras, descobriram algo espetacular para sobreviverem com mais tranquilidade e menos risco: a mudança para o Nordeste do Brasil.

Ao contrário do que acontece nas urbes mais adiantadas do país, onde os bandidos enfrentam uma polícia mais organizada e melhor treinada, em nossa região, sobretudo no interior, os assaltantes podem atuar com mais desenvoltura e facilidade, porque as forças policiais são em menor escala e atuam com menos armamentos.  

Não é à toa que, de uns tempos para cá, o interior do Maranhão está infestado de bandidos e de profissionais na arte de assaltar e implodir estabelecimentos bancários, estes, desprovidos de esquemas de segurança à altura de enfrentá-los.

CELSO VERAS

Mais um amigo que parte, mais uma inteligência e exemplo de honradez que o Maranhão perde: Celso Veras, um cara de personalidade forte, mas dotado de uma fragilidade física bem acentuada. Dele guardarei sempre boas lembranças, como figura humana e pela conduta moral e digna na vida privada e pública.

Uma passagem marcante em sua atividade pública, ocorreu no governo Epitácio Cafeteira, em 1987, quando dirigiu o Projeto Nordeste, mantido com recursos de organismos nacionais e internacionais e voltado para o fomento e desenvolvimento de projetos comunitários.

Por não se submeter aos caprichos políticos do governador Cafeteira, na sua ânsia de aplicar os recursos em atividades avessas ao projeto, Celso se rebelou contra a intromissão do governador, gerando crise no governo e sua exoneração do cargo.

TUDÓLOGOS EM PROFUSÃO

Tudólogo é um neologismo que diz respeito a pessoa que opina sobre qualquer assunto, assenhorando-se sempre como pretenso especialista em qualquer matéria ou assunto.

Pois é essa categoria de gente que passou a ser encontrada em São Luís em larga escala e fácil de ser identificada pela berrante chatice.

Por se acharem entendidos em qualquer assunto (política, economia, literatura, religião, futebol) acham-se no direito de participar ou de se intrometer em conversas para as quais não foram convidados ou chamados a opinar.

VIVA CAXIAS

Que belo exemplo de civismo deu o prefeito de Caxias, Fábio Gentil, de comemorar com toda a pompa os 196 anos de Adesão de Caxias à Independência do Brasil.    

São Luís e Itapecuru-Mirim, onde foram travadas lutas intensas contra os portugueses, que nos queriam subjugar a Portugal, esqueceram de fazer qualquer comemoração alusiva a tão importante efeméride histórica.

Até o ponto facultativo que antigamente fazia lembrar a Adesão do Maranhão à Independência, sumiu do mapa. 

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AS REFORMAS DO LARGO DO CARMO

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Este mês, após a inauguração das obras de requalificação da Rua Grande, indiscutivelmente, as melhores e mais completas, do ponto de vista urbanístico, realizadas em São Luís pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, serão iniciadas as obras de revitalização de importantes espaços do Centro Histórico, destacando-se a Praça João Lisboa, o Largo do Carmo e o seu entorno.

Pelo que disse a presidente do IPHAN, a competente Kátia Bogéa, na sua palestra na Academia Maranhense de Letras, nas reformas do Centro Histórico, um dos mais importantes exemplares arquitetônicos e históricos do Brasil, há anos abandonado pelas administrações municipais.

Pelo montante dos investimentos, estimados em R$ 11 milhões, advindos da parceria com a Vale, e pela magnitude das obras, inquestionavelmente, as intervenções urbanísticas a serem executadas naqueles espaço serão amplas, abrangentes e tecnicamente adequadas.

Numa vista de olhos no livro do professor Domingos Vieira Filho, recentemente reeditado pela Academia Maranhense de Letras, intitulado “Breve História das Ruas e Praças de São Luís”, o verbete “Praça João Lisboa” é muito claro quanto à importância histórica desse espaço público, que remonta a 1643, quando se torna o palco memorável da batalha em que as tropas   do bravo Antônio Teixeira de Melo derrotaram os holandeses invasores.

Ali, também, existiu um pelourinho de mármore, que servia de instrumento de suplício dos negros escravos, mas destruído em 1888 pelo povo após a abolição da escravatura, bem como, em 1838, no governo de Vicente Tomás Pires de Figueiredo, instalou-se o Liceu Maranhense, no Convento do Carmo, dirigido por Sotero dos Reis.

Quanto à mudança do nome de Largo do Carmo, para Praça João Lisboa, Vieira Filho informa que veio no bojo da Resolução nº 14, de 28 de julho de 1901, em homenagem à memória do nosso maior jornalista, que ali morou durante muitos anos.

No governo de Luís Domingues, por efeito da Lei Estadual 582, de 24 de abril de 1911, foi autorizada a contratação do escultor francês, Jean Magrou, para fazer a estátua de João Lisboa, guardado nos porões do Palácio dos Leões até 1918, de onde saiu por iniciativa do governador Antônio Brício de Araújo, que a inaugurou solenemente.

Sabe-se, também, que o pedestal primitivo, desenhando pelo engenheiro Haroldo Figueiredo, foi mudado por outro no governo Magalhães de Almeida, mas, na administração do interventor Paulo Ramos, sofre nova modificação, com o deslocamento do pedestal da estátua para “a primeira seção da praça, voltada para a Rua Nina Rodrigues”.

Naquela época, a execução de obras públicas, em São Luís, não era tarefa fácil por dois motivos: 1) divergências políticas entre os governantes em torno dos problemas da cidade; 2) carência ou dificuldade na aquisição de material de construção.  

Quem atesta esses problemas são os interventores Antônio Martins de Almeida (1933 a 1935), que nomeou prefeito de São Luís, o engenheiro Antônio Alexandre Bayma, e Paulo Ramos (1936 a 1945), que fez do médico Pedro Neiva o gestor da capital maranhense.

Martins de Almeida, na edição do Diário Oficial, de 1º de março de 1935, abordava a questão urbanística de São Luís de maneira desastrosa: “Queremos fazer um apelo aos capitalistas e proprietários de São Luís, no sentido de que empreguem os seus capitais em edificações ou reconstruções, modificando esse deplorável aspecto de cidade colonial, retardada, retrógrada, com que tanta gente apoda a nossa bela capital.”

Em seguida, dizia: “Precisamos varrer do alto dos telhados essa vegetação luxuriante que se ostenta em toda parte, nas ruas mais centrais da urbe. Devemos extinguir esse tipo de casarão secular, biqueiras à frente, sacadas do tempo de Dom João, em que se aprazem de habitar entre ratos, morcegos e baratas, muitas das nossas famílias abastadas.”

Não por acaso, o prefeito Antônio Bayma, nomeado por Martins de Almeida, que no estilo bolsonariano, sob o argumento de facilitar o tráfego, ordenou o corte de algumas árvores da Praça João Lisboa, sob o pretexto de que elas, por serem frondosas, também atentavam contra a segurança do Estado.

Se o mineiro Martins de Almeida, pregava ações radicais no sentido de desfigurar a cidade colonial, para que a administração municipal se visse livre dos problemas urbanísticos, o maranhense Paulo Ramos, governava  em sentido contrário ao que preconizava o seu antecessor, fato comprovado no Diário Oficial, de 19 de agosto de 1938, em que divulgava as dificuldades para execução de obras públicas em São Luís: “A construção é caríssima é quase inexequível, pois em nosso meio mantemos em grau mínimo a indústria de material necessário. O tijolo, a cal, a telha, a areia grossa, etc, atingem preços excepcionais, havendo verdadeiros lances de leilão. A falta de material sacrifica o orçamento de qualquer construção, mesmo o mais bem organizado.”  

Com todas essas dificuldades, o interventor Paulo Ramos não era pessimista e nem se deixava abater pelos problemas que o Maranhão enfrentava na área da construção. Para superá-las, respaldava-se na boa arrecadação da máquina fazendária e no aporte de recursos federais, que drenados para a gestão do prefeito Pedro Neiva de Santana, permitiam a realização de obras para mudar a fisionomia da capital maranhense, sem necessidade, como era desejo de Martins de Almeida, de fazer alterações bruscas na paisagem colonial da urbe ludovicense.

Como prova de que Paulo Ramos e Pedro Neiva estavam perfeitamente sintonizados quanto à maneira de proporcionar a São Luís uma nova roupagem urbanística, basta  lembrar o ano de 1938, quando a população que habitava a capital do Estado, via com bons olhos os melhoramentos nela introduzidos, com destaque para as reformas das praças Antônio Lobo, Gonçalves Dias e João Lisboa, os calçamentos das ruas Dom Francisco, Jansen Muller, Leôncio Rodrigues, Sete de Setembro, Mário Carpenter, Avenida 5 de Julho, a restauração do Palácio dos Leões, do Instituto Oswaldo Cruz, do Hospital Geral, e as construções das Avenidas ligando a Praça João Lisboa ao Mercado Novo e à Avenida 5 de Julho.      

CADÊ O MST?

Eu não votei em Jair Bolsonaro e nem aprecio a sua maneira de governar o Brasil, mas por causa de sua presença no Palácio do Planalto, o nefando MST, que o PT sustentava para invadir propriedades rurais, saiu de cena.

PALMAS PARA ANDERSON

Quem tem competência, se estabelece. Menos de trinta dias à frente da Secretaria da Cultura, o novo titular, Anderson Lindoso, resolve o problema da Casa da Cultura de Itapecuru, que o antecessor Diego Galdino nada fez para solucionar.

Na semana passada, para minha satisfação, estive na minha terra e assisti o secretário Anderson Lindoso autorizar a empresa que fez a reforma da Casa da Cultura, a, nesta segunda-feira, a trabalhar e corrigir a construção que o inverno levou de roldão. 

FLÁVIO E BOLSONARO

A animosidade entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador Flávio Dino não é de agora.

Vem dos tempos em que os dois cumpriam o mandato de deputado federal e tiveram um forte desentendimento que, por pouco, não descambava para uma imprevisível luta corporal.

A turma do deixa-disso evitou a briga, mas não impediu os dois de esquecerem o motivo pelo qual a briga se originou.

AMOR E PAZ

Para mostrar a nova fase pessoal e política que ora  vive, o governador Flávio Dino, na semana finda, fez duas declarações públicas, que revelam sua adesão à causa do amor e da paz.

Primeira, poderá procurar José Sarney para nova conversa. Segunda, não se esquivará a receber o presidente Jair Bolsonaro na sua visita ao Maranhão, no final de agosto.

INSPEÇÃO DE OBRAS

Todas as vezes que o governador Flávio Dino ausenta-se do Estado e transfere o cargo para o substituto legal, Carlos Brandão, acontece algo inusitado.

O vice imediatamente anuncia que vai ao interior inspecionar obras.

Trata-se de uma procedimento desnecessário e deselegante para com o titular do cargo.

SOCORRO ARAÚJO

Se há uma mulher que admiro pelo trabalho e criatividade, chama-se Socorro Araújo, secretária de Turismo da Prefeitura de São Luís.

Além de lutar para São Luís ser reconhecidamente um polo turístico nacional, pelo seu patrimônio histórico e artístico, desenvolve a nível local uma programação de valiosa contribuição cultural, para que as novas gerações, nas férias escolares, adquiram conhecimentos dos valores e dos acontecimentos que tiveram o Maranhão por palco.

Pelas iniciativas culturais que Socorro Araújo têm promovido e apresentado nas ruas e praças de nossa cidade, merece ser louvada e aplaudida.  

INFLUÊNCIA DE FILHOS

É inegavelmente verdadeira a influência dos filhos do Presidente da República, Jair Bolsonaro – Eduardo, Flávio e Carlos, nas iniciativas do pai e nas atividades políticas e administrativas do País.

No Maranhão, Renato Archer, Newtinho Bello, Jaime Santana e Edinho Lobão, foram filhos que se notabilizaram e tiveram participação nos governos dos pais, Sebastião Archer da Silva, Newton Bello, Pedro Neiva de Santana e Edison Lobão.

Graças a Deus, não chegaram a ter a força deletéria dos filhos de Bolsonaro.

ANIVERSÁRIO DE G. DIAS

Como tem acontecido nos últimos anos, a Academia Maranhense de Letras prestará homenagem ao seu patrono, Gonçalves Dias, pelo dia de nascimento, a 10 de agosto de 1823.

Pelo fato da efeméride, este ano, cair no sábado, a homenagem ocorrerá na sexta-feira, dia 9 de agosto, às 17 horas, para que os alunos da rede pública e privada possam participar do evento, na praça onde se encontra a estátua do grande poeta, a ser lembrado em verso e prosa pelos maranhenses.

PARTICIPAÇÃO DE SARNEY

Quem imagina que o ex-presidente José Sarney marcou presença na reunião do MDB, para emprestar solidariedade a algum candidato a prefeito de São Luís, equivocou-se totalmente.

Sarney, que da vida política e partidária, só quer ter boas recordações, compareceu ao encontro emedebista para rever os amigos do partido ao qual pertence, destacando-se o ex-senador João Alberto.

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