AVANÇOS DO EXECUTIVO MARANHENSE

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Na gestão de Flávio Dino, poder-se-ia pensar tudo, menos no crescimento galopante da estrutura do Poder Executivo, pois, na campanha, o governador prometeu corrigir as distorções praticadas pelos que o antecederam no Palácio dos Leões.   

Ao se eleger para cumprir dois mandatos, o governador, com relação à máquina administrativa, acusada de onerosa aos cofres públicos e de pesada para o desempenho das ações de governo, em vez de enxugá-la, extinguindo as secretarias inúteis e desnecessárias, agiu no sentido contrário, impôs à estrutura do Poder Executivo um crescimento desregradamente impensado e voltado para atender o clientelismo político e a compromissos de campanha eleitoral.

Esse abusivo incremento da máquina administrativa estadual chegou a 37 órgãos do primeiro escalão, alguns dos quais irrelevantes, que contribuíram para majorar os combalidos dispêndios e complicar o desempenho do governo.

Não se deve, também, esquecer de que, essa estrutura elefantíase montada por Flávio Dino no Estado do Maranhão, não o deixa em boa situação perante à opinião pública nacional, ele, que pensa ser candidato a Presidente da República e apresenta-se como contra ponto de Jair Bolsonaro na cena política do país.

Até onde a vista alcança, pelo visto nestes mais de setenta anos de vida pública, o Maranhão, de Sebastião Archer da Silva aos dias correntes, não conhece nenhum governador que ousou tanto em matéria de incremento da máquina administrativa, quanto Flávio Dino.

Com Archer da Silva (1947-1950), o primeiro governador da era vitorinista e eleito, tivemos uma gestão sustentada apenas em três secretarias: Interior, Justiça e Segurança, Fazenda e Produção e Saúde e Educação, estrutura que vingou até o governo Eugênio Barros(1951-1955).

No governo de Matos Carvalho (1956- 1960), procederam-se significativas alterações na máquina administrativa estadual, ampliada para acompanhar as mudanças operadas pelo Presidente Juscelino Kubitscheck, motivo porque o Poder Executivo maranhense ganhou nova estrutura, com esta configuração:  secretaria de Interior, Justiça e Segurança, secretaria de Finanças, secretaria de Educação e Cultura, secretaria de Saúde e Assistência Social, secretaria de Agricultura, secretaria de Viação e Obras Públicas e COPEMA- Comissão de Planejamento do Maranhão. Essa estrutura administrativa, manteve-se integralmente no governo Newton Bello (1961- 1965).

Com a chegada de José Sarney ao Governo do Estado, mudanças estruturais se realizaram na vida econômica e social do Maranhão, mas o governador fez pouca alteração na organização administrativa, que herdou do governo Matos Carvalho, tanto é que só criou dois órgãos e técnicos: a secretaria de Administração, para cuidar da reforma administrativa, e a SUDEMA-Superintendência do Desenvolvimento do Maranhão, para promover o planejamento do Estado.

O governador que sucede Sarney, professor Pedro Neiva de Santana (1971-1975), só fez um alteração na máquina administrativa: extinguiu a SUDEMA, no lugar da qual instalou a secretaria de Planejamento e Orçamento. Essa estrutura continuou no governo Nunes Freire (1975-1979).

O último governador, eleito por via indireta, João Castelo, este, sim, promoveu uma gigantesca reforma na vida administrativa do Estado, que, pelo milagre da multiplicação, fez a administração direta migrar de seis para dezoito secretarias, assim nominadas: Comunicação Social, Sem Pasta Para Assuntos Extraordinários, Administração, Agricultura, Coordenação e Planejamento, Desportos e Lazer, Educação, Fazenda, Indústria, Comércio e Turismo, Interior, Justiça, Recursos Naturais, Tecnologia e Meio Ambiente, Saúde Pública, Trabalho e Ação Social, Segurança Pública, Transportes e Obras Públicas, contando ainda com as Casas Civil, Militar, Auditoria Geral do Estado, Procuradoria Geral do Estado, com status de primeiro escalão.    

Os governadores que substituíram Castelo, eleitos por eleição direta, Luiz Rocha, Epitácio Cafeteira, João Alberto e Edison Lobão, realizaram poucas modificações na máquina administrativa. Algumas receberam novas nomenclaturas. No governo Lobão, a novidade correu por conta da criação de seis secretarias extraordinárias.

Mas a grande clivagem que houve na administração pública do Maranhão, ao longo desses setenta e poucos anos, ocorreu no segundo governo de Roseana Sarney (1995-2002), assunto que abordarei na próxima semana.

IMÓVEIS DA UNIÃO

O governo federal espera arrecadar boa grana com a venda de numerosos imóveis da União e disseminados pelo Brasil.

Em São Luís, há um número expressivo de imóveis desocupados ou abandonados da União, no ponto de serem vendidos a preços compatíveis com o mercado.

Torço para alguém comprar uma das casas mais bonitas de São Luís, localizada na Rua Senador João Pedro, construída nos anos de esplendor da indústria têxtil, com material estrangeiro, onde morou o empresário César Aboud.

EDITOR DE LIVROS

Lino Moreira, da Academia Maranhense de Letras, acaba de se tornar um micro empreendedor individual, usando o conhecimento e a experiência prática de editoração de livros e de atividades afins.

Lino traz para sua editora – EntreCapas, um portifólio de livros da lavra de escritores do nível de Milson Coutinho, Sônia Almeida, Sálvio Dino, Felix Alberto, José Sarney e Benedito Buzar, além de revistas da AML e do Tribunal de Justiça do Maranhão.

BOA BOCA

Os prefeitos do Maranhão defenderam na recente Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios uma proposta, que visa beneficiá-los.

Trata-se da prolongação de seus mandatos até 2022, para unificar o calendário eleitoral.

Os prefeitos, sem exceção, vivem a reclamar da falta de recursos, mas quando imaginam perder a boquinha, sabem reagir e com reivindicações no mínimo indecentes.

NA MESA COM SARNEY

Na sua festejada coluna dominical, o jornalista Elio Gaspari disse que “Falta ao ministro Paulo Guedes um companheiro de mesa como José Sarney”.

E lembrou: “Quando Henrique Meireles foi sabatinado no Senado e começou a dar uma aula de economia, Sarney mandou-lhe um recado: Você não veio aqui dar aulas, mas buscar votos”.

BRAÇOS CRUZADOS

Não posso entender como as autoridades governamentais do Maranhão assistem impassíveis e apáticos o comércio lojista de São Luís fechar as portas de seus estabelecimentos de maneira avassaladora.

O Governo do Estado, em vez de aumentar impostos, poderia, conforme o caso, dar um tratamento diferenciado aos lojistas, que poderiam ganhar fôlego ou sobrevida, com vistas à continuidade de suas atividades produtivas e impedir muita gente de cair no mundo do desemprego ou do crime.

BOLA DA VEZ

Quem vem de Brasília, afirma que o desembargador federal e maranhense, Ney Bello Filho, pode ser a bola da vez para ocupar um lugar no Superior Tribunal de Justiça ou no Supremo Tribunal Federal.

Para chegar a esse alto posto, o jovem togado circula com desenvoltura nos meios jurídicos e políticos de Brasília.

Dias atrás, Ney Filho reuniu o mundo jurídico num jantar em sua residência e participou, como palestrante, ao lado do ministro Gilmar Mendes, de um simpósio de alto nível, em São Paulo.  

POSSE NO IHGM

A 25 de abril, às 19 horas, no auditório da Ordem dos Advogados do Maranhão, toma posse no Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, Sanatiel de Jesus Pereira.

O ingresso do ilustre escritor e professor da Universidade Federal do Maranhão, pelo caráter e pelos conhecimentos da nossa vida cultural, enriquecerá indiscutivelmente o IHGM, ora presidido pelo professor José Augusto Oliveira, ex-reitor da Universidade Estadual do Maranhão.

GERAÇÃO CEIFADA

O saudoso escritor Josué Montello deixou registrado no seu Diário do Entardecer: “A morte está ceifando a minha geração, por isso vou mudar o penteado para que ela não me reconheça”.        

Vou seguir o conselho de Josué, porque nos últimos tempos a morte passou a ceifar a minha geração sem dó e piedade.

O ceifado mais recente: Alfredinho Duailibe. Antes dele, José Enéas Frazão e Simeão Valente Costa.   

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31 DE MARÇO DE 1964

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A iniciativa do Presidente da República, Jair de Bolsonaro, de comemorar este ano o movimento militar, deflagrado a 31 de março de 1964, em Minas Gerais, que resultou na instalação no País de um regime de exceção, fez a direita e a esquerda brasileira levantarem as vozes e discutirem os prós e os contra de se festejar um evento ocorrido há 55 anos, mas questionado quanto à importância histórica e validade legal.

Em São Luís do Maranhão, a malograda iniciativa presidencial, só não passou em brancas nuvens por dois motivos. Primeiro, porque o deputado Othelino Neto, presidente da Assembleia Legislativa, negou a cessão do plenário do Palácio Manoel Beckman a uma entidade direitista, de realizar uma solenidade comemorativa ao evento militar. Segundo, pela iniciativa do governador Flávio Dino de promover um ato público em homenagem a duas personalidades maranhenses, a médica Maria Aragão e o jornalista e poeta Bandeira Tribuzi, presos e perseguidos pelos militares, homenagem essa que pareceu mais uma provocação do que propriamente um reconhecimento ao sofrimento pelo que viveram os ilustres e saudosos homenageados, pinçados entre tantos outros e merecedores também de igual reconhecimento público até porque partiram para a eternidade.           

Já que lembramos dessas figuras humanas, banidas da vida pública, por apoiarem ou estarem politicamente engajadas nas lutas pelas reformas de base, reivindicadas pela sociedade, que o Presidente João Goulart empenhava-se em introduzir no País, vale recordar o que aconteceu em São Luís do Maranhão, com a eclosão do movimento insurrecional, que golpeou a democracia e deixou o Brasil à deriva do ponto de vista constitucional.  

Nesse particular, posso dar um depoimento, ainda que sumário, dos primeiros dias de março, pois, à época, com 23 anos, exercia o mandato de deputado estadual, eleito pelo Partido Social Progressista e atuava politicamente ao lado de Sálvio Dino e Ricardo Bogéa (já falecido), contra o governo do Estado e a favor das ações que Jango tomava com vistas a mudar a estrutura social e econômica do Brasil, mas rotuladas de projetos comunistas.

Vamos aos fatos. Tão logo os meios de comunicação divulgaram que uma sublevação militar pipocara no sudeste do Brasil, destinado a expulsar do Governo o Presidente da República, os sindicatos filiados à Frente de Mobilização Popular, tentaram convocar o povo maranhense para lutar pela manutenção da legalidade, mas sem sucesso, porque as forças militares estavam de prontidão e agiram.

Enquanto os sindicalistas, procuravam encontrar meios para mobilizar a população, o coronel Rivas de Carvalho Lima, comandante da Guarnição Federal, transmitia aos oficiais mensagens vindas do IV Exército (Recife) e da 10ª Região Militar (Fortaleza), conclamando as tropas maranhenses à luta armada para livrar o país do comunismo e restabelecer a ordem e a disciplina nos quarteis.

Com a adesão integral da oficialidade, as tropas do 24º Batalhão de Caçadores passaram a patrulhar a cidade, no que contou com o apoio da Polícia Militar, por ordem do Governador Newton Bello, que se encontrava ausente de São Luís, mas através dos Secretários de Segurança e do Interior e Justiça, informava ao povo maranhense que o governo do Estado não “iria tolerar ações que pretendessem perturbar a ordem e a tranquilidade social, por isso estavam proibidas passeatas, comícios e iniciativas semelhantes”.

Se os estudantes e os trabalhadores, por causa da ação ostensiva e repressiva da Polícia Militar, não conseguiam fazer qualquer ato de protesto, os setores produtivos, em nota pública, prestavam solidariedade às Forças Armadas e repudiavam a infiltração comunista.

A ausência do governador Newton Bello gerou especulação e a imprensa chegou a anunciar a investidura do vice-governador Alfredo Duailibe, pois os militares achavam que o governo não podia ficar acéfalo.

Com esse objetivo, o deputado Mário Flexa fez um apelo ao presidente do Poder Legislativo, deputado Frederico Leda, para assumir o governo do Estado, caso o vice, Alfredo Duailibe, não o desejasse. Para acabar com tais rumores, o governador tratou de retornar o quanto antes a São Luís.

        Antes que o governo militar decretasse o Ato Institucional nº 1, a   Guarnição Federal executou medidas repressivas, com invasões às sedes do inexpressivo Partido Comunista, do Sindicato dos Comerciários e da União Maranhense de Estudantes, com o fito de arrebanhar material subversivo. Paralelamente, prenderam os médicos William Moreira Lima e Maria José Aragão, dirigentes do Partido Comunista, o jornalista Bandeira Tribuzi, o advogado José Bento Neves e os líderes sindicais Benedito Gomes de Paiva, Newton Sousa Melo, Vera Cruz Marques e o presidente da UMES, Edimar Santos. Com a prisão de Bandeira Tribuzi, o Jornal do Povo, do qual era o diretor, deixou de circular

Para mostrar que estava totalmente solidário com o movimento sedicioso, o governador lançou manifesto de “solidariedade às gloriosas Forças Armadas pela defesa das instituições democráticas e da enérgica ação repressiva contra a conspiração comunista que ameaçava a Nação”.

  ENTERRADA A COMISSÃO DE LICITAÇÃO

Mais uma vez, um governador sepulta uma das melhores iniciativas já introduzidas na administração pública do Maranhão: a Comissão Central de Licitação, criada no primeiro governo de Roseana Sarney, com o objetivo de acabar com os vícios embutidos nos processos licitatórios e que comprometiam a máquina estadual.

O primeiro governador a implodir a Comissão Central de Licitação foi Jackson Lago, fazendo retornar o sistema antigo e viciado.

Quando Roseana reassumiu o governo, a CCL é reativada e sofre novo golpe, agora assestado pelo governador Flávio Dino, que fez dela cinzas.

COMANDO DA CCL

Para se ter ideia dos bons serviços prestados pela Comissão Central de Licitação, que conseguiu se impor pela seriedade e lisura, basta dizer que era presidida pelo engenheiro Francisco Batista Ferreira, e contava com os seguintes membros: Roberto Macieira, Benedito Dutra Mendonça, Euda Batista e Walter Fontoura Filho.

MARANHENSES DEMITIDOS

Dois valorosos intelectuais maranhenses, com relevantes serviços prestados ao Senado Federal e à cultura brasileira, foram demitidos dos cargos que ocupavam: Joaquim Campelo e Ronaldo Costa Fernandes.

Ambos, membros da Academia Maranhense de Letras, trabalhavam nas Edições do Senado Federal, órgão que edita e reedita  obras importantes da  História do Brasil.

A demissão de Campelo e de Ronaldo repercutiu de modo significativo nos meios culturais do País, que se movimentam, com vistas à revogação do ato que os demitiu.

SECRETÁRIO DE TURISMO

O novo Secretário de Turismo do Maranhão, Catulé Junior, nomeado pelo governador Flávio Dino, está a postos no cargo há bom tempo, mas até agora não mostrou serviços e o que pensa fazer na sua gestão.

De Catulé sabe-se apenas que veio de Caxias, onde é militante politico, e conseguiu desalojar o Secretário de Culura, Diego Galdino, do prédio confortável, que ocupava na Avenida Pedro II.  

ESPELHO MEU

Gostaria de saber se o prefeito Edivaldo Holanda Junior, por sinal,  uma figura humana da melhor qualidade,  ouve ou toma conhecimento do que a população de São Luís pensa sobre a sua gestão, através das emissoras de rádio, sobretudo agora com as chuvas incessantes.

Se não sabe que a população o responsabiliza pela  buraqueira  reinante na cidade, basta se olhar no espelho.

ESPÍRITO DE CORPO

As denúncias feitas pelo ex-delegado Thiago Bardal, que não é flor que se cheire, contra alguns desembargadores, mostrou uma verdade insofismável.

 No Tribunal de Justiça do Maranhão não há espírito de corpo, pois a denúncia não foi contestada pelos acusados e tão pouco pela cúpula do Poder Judiciário.    

FAMÍLIA BOLSONARO

O que o Presidente Jair Bolsonaro precisa compreender- antes que seja tarde – é que o povo brasileiro não votou em nenhum de seus filhos para governor o País. 

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PREFEITO E PLANO DIRETOR

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Discute-se na Câmara Municipal de São Luís um projeto que prevê alterações no Plano Diretor de São Luís. Antes de ser encaminhado à consideração dos vereadores, teria sido visto e apreciado por entidades e associações interessadas em ajustá-lo à nova realidade urbanística da capital maranhense.

Não é de hoje que se pensa num novo Plano Diretor, para atender ao incremento espacial e às necessidades de uma população que cresce em proporção gigantesca, sem que os serviços públicos a ela oferecidos sejam suficientes e satisfatórios.

Ao longo do tempo, a prefeitura de São Luís passou pelas mãos de gestores nomeados ou eleitos, mas poucos tiveram a preocupação de governar a cidade com um Plano Diretor destinado a indicar meios e condições para priorizar problemas e atacar questões relevantes da comunidade ludovicense.

 Anos atrás, publiquei um trabalho sobre intendentes e prefeitos que passaram pela Palácio La Ravardière, tentando identificar os que se esforçaram no sentido de governar a cidade e apoiados num Plano Diretor, capaz de orientá-los administrativamente, a fim de que as ações e as providências reclamadas pela população pudessem ser executadas para mudar a fisionomia urbanística de nossa capital.

Desse numeroso elenco de gestores, salvo melhor juízo, apenas três se mostraram interessados em dotar a cidade de um Plano Diretor, que servisse a eles e aos que viessem a sucedê-los no comando da prefeitura. Anotem os nomes: José Otacílio, Saboya Ribeiro, Ruy Ribeiro Mesquita e Haroldo Tavares.

O primeiro, um competente engenheiro que o interventor Paulo Ramos trouxe do Rio de Janeiro, que assumiu o cargo e imediatamente percebeu que sem Plano Diretor, São Luís não se desenvolveria e continuaria a crescer desordenadamente.

Mas o novo gestor não conseguiu executar o Plano porque bateu de frente com a Associação Comercial do Maranhão, no afã de criar um tributo para fazer face às obras que a cidade precisava.

O segundo, outro engenheiro, egresso da Bahia: Ruy Ribeiro Mesquita, nomeado pelo governador Newton Bello.

Foi o melhor Plano Diretor de São Luís, que preconizava a expansão da cidade e por isso o prefeito ficou sob o fogo cerrado dos poderosos latifundiários urbanos, que exigiram a sua demissão da prefeitura.

O terceiro, o engenheiro maranhense, Haroldo Tavares, nomeado pelo cunhado e governador Pedro Neiva, que inspirado no Plano Diretor de Ruy Mesquita o ajustou à nova situação vivida pela capital maranhense, destacando-se a recuperação de vastas áreas palafitadas, que saneadas foram entregues às populações mais carentes, sem esquecer a prioridade da construção do Anel Viário, obra imprescindível à preservação do Centro Histórico de São Luís.  

CONSÓRCIO INÓCUO

O Consórcio Nordeste, lançado recentemente pelo governador do Maranhão, em prol do desenvolvimento regional, não obteve repercussão local, regional ou nacional.

A iniciativa foi boa, mas não mereceu dos meios de comunicação qualquer comentário. Os segmentos políticos também o ignoraram por considerá-lo uma peça de retórica.

OITENTA ANOS

José Reinaldo Tavares ganhou um presente que sonhava, na semana passada (19 de março), quando completou oitenta anos.

Há anos ele estudava e defendia a instalação do Centro Espacial em Alcântara, projeto que irá incrementar o Programa Espacial Brasileiro, consolidado com a assinatura do Acordo de Salvaguarda Tecnológica.

No seu mandato de deputado federal, não foram poucas as vezes em que se pronunciou a respeito do Centro de Lançamento de Alcântara, como alternativa viável para desencadear no Maranhão projetos de grande repercussão social e econômica.    

VOTO DO CONSELHEIRO

Ao longo dos anos, não lembro de um voto tão brilhante, lúcido e corajoso como o proferido dias atrás pelo conselheiro Caldas Furtado, numa reunião do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão.

Sem meias palavras, de modo competente e com extraordinária clareza, alertou o colegiado sobre a participação de um conselheiro, que deveria considerar-se suspeito num processo de prestação de contas de uma prefeita, que mantém ligações políticas com os familiares.

Por aquele voto, Caldas Furtado merecia uma placa.

LUIS FERNANDO

Tenho por Luís Fernando Silva incomensurável admiração pela competência técnica e por ser um gestor público de inigualável qualidade.

No primeiro mandato de prefeito de Ribamar, deu um show de administração, fato que não se repetiu no segundo, razão que o levou a renunciar ao cargo e aceitar um posto no primeiro escalão do Governo Dino, no exercício do qual Luís Fernando, pelo que conheço de sua vida pública, salvo melhor juízo, jamais será figura de proa, pois não terá vez e hora para suas potencialidades técnicas.

Como dizia o ex-deputado Líster Caldas, quem viver, verá.

VIDA E OBRA DE GULLAR

Passou vinte dias em São Luís o escritor carioca, Miguel Conde, contratado pela Companhia das Letras, para escrever um livro sobre a vida e a obra de Ferreira Gullar.

Com o apoio da Academia Maranhense de Letras, entrevistou familiares, intelectuais e pessoas que conviveram ou tinham informações do saudoso poeta.

AML E COLÉGIOS

Em 2017, a Academia Maranhense de Letras desenvolveu em São Luís um projeto que obteve retumbante sucesso junto aos estudantes da rede pública estadual.

Intitulado “Academia nos colégios”, o projeto gira em torno de palestras e debates sobre literatura brasileira e maranhense.

Nesta semana, os acadêmicos voltam aos colégios e com o mesmo objetivo.

LIVRO VIRA FILME

“A duquesa vale uma missa”, romance da autoria do intelectual José Sarney, está sendo adaptado para o cinema, com o nome de “Minha amada Julienne”, com direção e roteiro do cineasta Fernando Nasse.

Pela segunda vez, uma obra de Sarney transforma-se em filme. O primeiro foi “O dono do mar”.

MARANHENSE NO THE VOICE

O tenor maranhense, Sérgio Pacheco, passou em todas as seletivas para se apresentar no programa “The Voice”, o que garantiu presença em junho no evento musical, patrocinado pela TV Globo.

Quem já ouviu Sérgio Pacheco cantar, tem absoluta certeza de que, pela voz possante e maravilhosa que Deus lhe deu, é sério concorrente ao prêmio.    

ESPORTE PRATICADO

Um torcedor do Moto Clube perguntou a um sócio do Sampaio Correia qual o esporte praticado pelo ex-deputado Rogério Cafeteira, para justificar a sua nomeação para comandar a Secretaria de Esportes do Estado do Maranhão.

Resposta: – Porrinha.                        

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MARANHÃO OU MARANHÃOZINHO

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No seu primeiro mandato, o governador Flávio Dino não anunciou de uma só vez, como os antecessores costumavam fazer, a equipe de trabalho que o ajudaria a gerir a máquina administrativa do Maranhão.

Lembro da curiosidade reinante nos meios políticos e jornalísticos, dias antes da posse, com relação aos nomes que subiriam as escadas do Palácio dos Leões com o novo governante, empenhados na realização de um governo renovado e capacitado.

Conquanto assediado pela imprensa, Flávio manteve-se, nessa questão, em pleno mutismo e até fazia mistério em torno dos integrantes do primeiro escalão de seu governo.

Esse silêncio só foi rompido às vésperas da sua investidura no cargo para o qual se elegeu, quando assumiu a responsabilidade de anunciar em doses homeopáticas os atores incumbidos de executar uma gestão de tendência esquerdista.

À medida que a opinião pública tomava conhecimento do cargo e de seu ocupante,  concluía que a grande maioria do primeiro escalão de Flávio não emanava dos conhecidos e viciados quadros partidários, mas de um exército de jovens profissionais liberais, marinheiros de primeira viagem na vida pública, mas dotados de potencial intelectual e de boa formação moral, atributos que lhe davam a garantia de ter a seu lado gente não comprometida com a politicalha, mas de pessoas do nível de Felipe Camarão, Rubens Junior, Carlos Lula, Rodrigo Maia, Diogo Galdino, Marcellus Ribeiro,  Rodrigo Lago, Jeferson Portela,  Antônio Nunes, Davi Teles e Duarte Junior.

Com esse grupo, que sofreu mudanças ao longo do governo, Flávio Dino conduziu uma máquina administrativa que o levou à reeleição em 2018, para cumprir um novo mandato, iniciado em janeiro de 2019, mas visivelmente diferenciado e tendente a não repetir o desempenho da gestão anterior por dois motivos.

Primeiro, pelo prematuro lançamento de sua candidatura à sucessão do Presidente Jair Bolsonaro, o que significa dizer que terá pela frente encargos e compromissos que vão exigir dele atenções especiais e fora da rotina estadual.

Segundo, porque abriu mão de requisitos usados na primeira administração, quando organizou uma equipe de trabalho fiel à sua imagem e semelhança, que não tem nada a ver com a formação atual, preenchida por figuras egressas da sacola de políticos comprometidos com o que há de pior, gente que se elegeu às custas de recursos públicos das prefeituras municipais e que desejam transformar o Maranhão em Maranhãozinho.

PALMAS PARA OTHELINO

O deputado Othelino Neto surpreendeu a mim e aos convidados à solenidade em que a Assembleia Legislativa do Maranhão comemorou 184 anos de instalação.

Sem alarde, mas de modo firme, o chefe do Legislativo deu sequência ao projeto concebido anos atrás pelo deputado César Pires e continuado na gestão do deputado Arnaldo Melo, o de recuperar a história do Parlamento estadual.

Com os meus olhos de pesquisador, vi com satisfação e emoção, o magnífico trabalho realizado na gestão de Othelino e voltado para a revitalização de um acervo histórico de grande valia, que se achava perdido.

DEPUTADO POR UM MÊS

O secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, aceitou o convite do governador Flávio Dino para continuar à frente do órgão que dirige desde a gestão passada.

Aceitou, mas fez uma proposta para permitir que o segundo suplente Gastão Vieira assuma o mandato de deputado federal: ficar um mês na Câmara de Deputados para apresentar projetos que considera proveitosos ao país.

CORRENDO PERIGO

Pelo que se sabe, o governador Flávio Dino concordou com a proposta de Simplício, mas deixou no ar um prudente aviso.

Se dentro de um mês ele não reassumir o cargo de secretário de Indústria e Comércio poderá ser exonerado.

GASTÃO E A REFORMA

Nos mandatos cumpridos por Gastão Vieira na Câmara dos Deputados, pelo seu brilhantismo e por defender intensamente causas pela melhoria da Educação, não por acaso chegou à presidência da Comissão de Educação e Cultura.

Na expectativa de retornar ao Congresso Nacional, Gastão quer, nesta legislatura, participar ativamente dos debates em torno da Reforma da Previdência, para o qual tem em vista apresentar emendas de excelente alcance social.

 A GÁS O QUE É DE ANA

O governador Flávio Dino não acertou quando nomeou a deputada estadual Ana do Gás para a Secretaria da Mulher.

Ainda que seja uma parlamentar atuante em defesa das causas femininas, melhor seria se ocupasse um cargo com a qual se identifica politicamente:  presidente da Companhia Maranhense de Gás.

 PLACAS DO PANTHEON

Pelos numerosos equívocos encontrados nas placas dos pedestais, que sustentam os bustos dos intelectuais maranhenses, na Praça do Pantheon, o IPHAN resolveu entrar em ação.

Pediu à Academia Maranhense de Letras a revisão dos registros sobre a vida e a obra das figuras que ali representam a cultura de nossa terra.

PALCO PRESIDENCIAL

Os camarotes da Passarela do Samba, no Rio de Janeiro, servem de palco para os políticos que se lançam candidatos à Presidência da República.

Com esse objetivo, o governador de São Paulo, João Dória, pretende marcar presença no Desfile das Escolas de Samba, na Marquês de Sapucaí.

O governador Flávio Dino, com a sua candidatura, também, lançada a Presidente da República, resolveu ficar em São Luís e brincar o carnaval ao lado dos foliões maranhenses.

GASTO SUSPEITO

Maria Regina Duarte Teixeira, candidata a deputada estadual, pelo PRB, recebeu nas eleições de 2018 apenas 161 votos.

Para fazer face à sua campanha eleitoral, o partido do deputado Kleber Verde, repassou a ela R$ 3.633,00, recurso que teria empregado na confecção de adesivos e de material impresso em uma gráfica suspeita.

Vem chumbo grosso aí.       

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TRISTE FIM DO BABAÇU

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Ao longo do século passado, o babaçu foi o produto do reino vegetal mais cotado para promover a salvação da economia do Maranhão. Por causa desse sonho, setores da iniciativa privada e da área pública trabalharam juntas e harmoniosamente em torno de políticas voltadas para o aproveitamento integral do epicarpo, mesocarpo e endocarpo dessa planta nativa, abundantemente encontrada em terras maranhenses.

Com os olhos de ontem, ainda lembro das enormes quantidades de amêndoas de babaçu que os caminhões de meu pai conduziam de Itapecuru para São Luís, destinadas às fábricas que as transformavam em produtos para o consumo doméstico ou em óleo, este, vendido para grandes empresas do sul do país – União Fabril Exportadora, Casas da Banha, Gessy Lever, Indústrias Matarazzo, Colgate Palmolive, Refinaria de Óleo do Brasil e Sambra.

Nessa viagem ao passado, não há como esquecer os esforços e as ações arregimentadas nas décadas de 1930 e 1940, pelo interventor Paulo Ramos e pela Associação Comercial do Maranhão, no afã de fazerem do nosso babaçu um produto, que pelo seu rico teor nutritivo, poderia ser uma extraordinária fonte de divisas para o Brasil.

Paulo Ramos, nesse sentido, convenceu um poderoso grupo paulista a investir recursos fabulosos no povoado Kelru, município de Itapecuru, para ali instalar um parque industrial de grande porte, para transformar a matéria-prima do babaçu em bens alimentícios (margarina, óleo comestível e gordura vegetal) e produtos da indústria química (sabão, sabonete, xampu velas, etc).

A fábrica, inaugurada com tamanha pompa e esperança, fez Getúlio Vargas mandar o seu ministro da Agricultura representá-lo naquele ato festivo em que as Indústrias do Babaçu Ltda, prometeram colocar no mercado interno e externo produtos de boa qualidade.

Mas a empresa paulista, à falta de gerenciamento, de conhecimento da realidade maranhense e dos percalços advindos do término da Guerra Mundial, fechou as portas intempestivamente.

O setor empresarial, por sua vez, para não ficar inerte, caiu em campo e criou a Campanha da Produção, para dar ao homem rural e aos comerciantes do interior do Estado, mecanismos creditícios, instrumentos agrícolas e até a assistência médica, tudo isso para incrementar e melhorar a qualidade da produção do setor primário.

Em outro momento da vida econômica do Maranhão – 1960 a 1980, o babaçu teve seus dias de glória e de ufanismo, graças a dois organismos criados pelo Governo Federal – SUDENE e SUDAM, com atuações, respectivamente no Nordeste e na Amazônia, que através de incentivos fiscais, inflaram o empresariado das regiões mais atrasadas do país com recursos substanciais, para tirá-lo do marasmo econômico.

Essa injeção de recursos, proveniente dos artigos 34 e 18, relativos aos Decretos 3.995 e 4.239, deu novo alento ao mundo empresarial maranhense, repleto de firmas familiares, mas transformadas em Sociedades Anônimas, para se habilitaram a correr atrás dos incentivos financeiros das duas autarquias.

A farta liberação dos mecanismos fiscais da SUDENE e da Sudam, resultou na instalação de numerosas usinas e fábricas no interior e na capital do Maranhão, que passaram a produzir em larga escala óleo e torta de babaçu. No final da década de 1970, 34 empresas oleíferas dominavam o mercado e dessa maneira: São Luís 9, Caxias 6, Bacabal 4, Timon 3, Coroatá, Paraibano, Barão de Grajaú e Vargem Grande 2, Imperatriz, Codó e São João dos Patos 1.

Esse impulso gigantesco, deflagrado na economia maranhense, de repente começou a virar pó por dois motivos. 1) o aparecimento de uma oleaginosa no sudeste brasileiro – a soja, preferida no mercado por não ser nociva à saúde humana se comparada ao babaçu, acusado de ser um óleo portador de colesterol. 2) o desvirtuamento dos recursos de incentivos fiscais para atividades comerciais e políticas. Resultado: os empresários faliram e as fábricas viram sucatas.

 Depois dessa debacle, o babaçu passou a viver a sua eutanásia, mas ainda não recebeu o atestado de morte por que as quebradeiras de coco o adotaram como meio de sobrevivência.   

DEMISSÃO NO ARQUIVO

Na semana passada, escrevi uma nota dizendo que o governador Flávio Dino demitira injustamente a diretora do Arquivo Público, Helena Spíndola.

Quero publicamente pedir a ele desculpas, pois a demissão da diretora do órgão deu-se a pedido da própria servidora por motivo de aposentadoria do serviço público.  

Como dizia o grande compositor Ataulfo Alves, perdão foi feito pra gente pedir.

COMANDANTE DA AERONÁUTICA

O novo comandante da Aeronáutica, Antônio Carlos Bermudez, não é maranhense, mas por laços de família, tem vínculo sentimental com a nossa terra.

Ele é casado com a maranhense e prima do engenheiro Francisco Batista Ferreira, por isso vem sempre a São Luís rever os familiares da esposa.

Sônia e Chico Batista assistiram em Brasília, no mês passado, a solenidade de posse do brilhante oficial no comando da Aeronáutica.

SUSTO DO DEPUTADO

Antes de assumir o mandato de deputado federal, o pastor Gildenemyr passou por um baita susto, em Brasília.

Ao abrir o jornal Folha de São Paulo, edição de 30 de janeiro passado, viu a sua fotografia estampada, com destaque, na página 4, do primeiro caderno.

Pensou que a matéria fosse alguma denúncia contra a sua pessoa. Ledo engano, pois dizia respeito à sua transferência do PMN para o PSL, partido do Presidente Jair Bolsonaro.

O DEPUTADO RESSUSSITADO

O grande estadista Winston Churchill dizia com toda sabedoria que só a política tem a capacidade de fazer a gente ressuscitar quantas vezes morrer.

O caxiense José Gentil acaba de provar a veracidade da máxima do estadista inglês.

Depois de eleito deputado estadual em 1986, ficou 32 anos fora das lutas políticas. Em 2018 deu a volta por cima e se elegeu para uma Assembleia Legislativa cuja grande maioria é constituída de gente jovem.         

BOLSONARO E O MARANHÃO

Com relação aos maranhenses, a caneta do Presidente Bolsonaro tem sido mais cruel do que misericordiosa.

Até agora, quatro maranhenses passaram pelo crivo do Palácio do Planalto.

Três foram exonerados: Chiquinho Scórcio, Márcio Lobão e Ana Graziela Neiva Garrido. Apenas Kátia Bogéa se manteve no cargo de Presidente do IPHAN.

ESSE FUFUQUINHA

Quando Fufuquinha se elegeu, pela primeira vez, deputado estadual, era um ilustre desconhecido e não passava de um garoto que amava os Beatles e os Rolling Stones.

Sem ninguém esperar, deu um espantoso salto: saiu da Assembleia Legislativa, quase no anonimato, para a Câmara Federal, onde, no primeiro mandato, realizou uma proeza que poucos políticos maranhenses conseguiram: ocupar um lugar de destaque na Mesa do Parlamento.

Quem apostou na sua derrota nas eleições de 2018, caiu do cavalo. Elegeu-se e novamente manobrou competentemente para figurar na atual Mesa da Câmara Federal, da qual é o quarto secretário, na condição de representante do PP.  

VOZES ESTRANHAS

O Governo está anunciando a presença de alguns cantores de nomeada expressão no carnaval de São Luís.

Tudo bem, mas alguém poderia explicar o que Chico César, Lucy Alves e Vanessa da Mata têm a ver com o carnaval de rua?

GOVERNO ATÍPICO

No Governo Bolsonaro, se os militares falam quase sempre a mesma língua e dizem coisas ponderadas, os civis, ao contrário, esmeram-se em tumultuar o ambiente e extravasar coisas insensatas.        

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ASSEMBLEIA DE ONTEM E DE HOJE

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Fui eleito deputado estadual pelo extinto Partido Social Progressista nas eleições de 1962, para exercer o mandato na legislatura de 1963 a 1966.

Não cumpri o mandato na sua totalidade (fevereiro de 1963 a março de 1964), face à eclosão do movimento militar que depôs o Presidente João Goulart e da instalação no país de um governo autoritário, com a duração de vinte anos, que suspendeu os direitos políticos de milhares de brasileiros e cassou os mandatos de centenas de ocupantes de cargos eletivos.

No dia de ontem, 1º de fevereiro de 2019, a Assembleia Legislativa do Maranhão se reuniu para inaugurar uma nova legislatura, ato semelhante ao que participei como deputado oposicionista, há cinquenta e cinco anos, num tempo diferente e numa situação que nada tem a ver com o momento que ora vivemos.

Entre as duas Assembleias Legislativas, a de ontem e a de hoje, são visíveis e marcantes os traços que as separam, quer pela composição humana, quer pelo local de funcionamento, ou pela circunstância histórica que atravessava o Brasil, do ponto de vista político.

Em 1963, quando sentei na cadeira de deputado estadual, tudo levava a crer que o País estava prestes a ser dominado pelas forças de esquerda. Em 2019, face às mudanças operadas no cenário mundial, o Brasil inclina-se para um modelo de governo sustentado nas forças direitistas.

Abstraindo essa questão de natureza política, pululam outras circunstâncias que mostram como as Assembleias Legislativas de ontem e de hoje estão em polos opostos, a começar pela localização.  

Enquanto a antiga, pontificava na Rua do Egito, no Centro Histórico, num prédio modesto, desconfortável, construído no século XIX e adaptado para abrigar o então Congresso do Estado, a nova Assembleia Legislativa, recentemente construída no Sítio Rangedor, na parte mais importante da cidade, do ponto de vista urbanístico, foi projetada para dar condições aos deputados de exercerem os mandatos de modo confortável, livres do assédio popular e com gabinetes individuais.

Se o atual Palácio Manuel Beckman prima pela monumentalidade, suntuosidade e modernidade arquitetônica, a Casa Legislativa da Rua do Egito, acanhado, modesto e limitado fisicamente, brilhou e deixou o nome na História do Maranhão, por servir de palco para memoráveis acontecimentos políticos e numerosos eventos públicos, realizados em sessões ordinárias, extraordinárias e solenidades especiais, a exemplo da elaboração e promulgação das Constituições Estaduais, dos compromissos de posses dos governadores, da criação de municípios, da fiscalização e controle de atos do Poder Executivo, sem esquecer os debates e as votações de projetos e matérias de interesse do povo maranhense(?), que pelas vozes dos grandes tribunos,  pronunciavam discursos inflamados, mas recheados de ricos conteúdos, daí porque deixaram seus nomes gravados nos Anais do Parlamento Estadual, com destaque para Clodomir Cardoso, Lino Machado, Artur Colares Moreira, Benedito Leite, Dunshee de Abranches, Henrique Costa Fernandes, João Vital de Matos, Luso Torres, Tarquínio Lopes Filho, Urbano Santos, Felix Valois, Salvador de Castro Barbosa, Paulo da Silveira Ramos, Fernando Viana, Araújo Neto, Orlando Leite, Erasmo Dias, José Bento Neves e Sálvio Dino.

Um dos episódios mais dramáticos da Assembleia do meu tempo, deu-se em março de 1964, com a cassação dos mandatos dos deputados estaduais mais jovens daquela legislatura: eu, Sálvio Dino e Ricardo Bogéa, que fazíamos oposição bem ordenada e fundamentada contra o Governo do PSD, que se empenhou a fundo para nos catapultar da Assembleia Legislativa, usando mecanismos ilegais e ilegítimos.

Naquela triste e vergonhosa sessão, realizada ao arrepio do Regimento Interno e da Constituição, até mesmo o presidente do Poder Legislativo, deputado Frederico Leda, que só poderia votar no caso de empate, participou do processo de cassação dos nossos mandatos.

E as mordomais e os privilégios? Não lembro de nada que pudesse chegar perto de tão magnânimas concessões, que, de uns tempos para cá, os deputados passaram a ter direito. Naquela época, só o Presidente da Casa tinha direito a automóvel, gabinete e assessores. Quanto às famosas e imprescindíveis Emendas Parlamentares, pródigas no meio político, nem em sonho existiam.

Em só um aspecto, vejo afinidade entre as duas Casas do Povo: a presença de esmagadora maioria parlamentar de apoio aos eventuais chefes do Poder Executivo.

ADVOGADO MARANHENSE

Um jovem advogado maranhense começa a brilhar em São Paulo, pela sua competência nas áreas do Direito Penal e Tributário.

Trata-se de Carlos Eduardo Rodrigues, filho de Tatiana e César Bandeira, que depois de despontar como um dos melhores alunos do Curso de Ciências Jurídicas e Sociais, na Universidade Mackenzie, repetiu no Doutorado a sua trajetória de cultor do Direito.

Carlos Eduardo, pela sua luminosa incursão na área jurídica, já escreveu dois livros importantes e elogiados pelos amantes do Direito: Entre a democracia e a judicialização das políticas públicas e Comentários à superação do subdesenvolvimento.      

O OITENTÃO MANGA ROSA

Para celebrar os seus bem vividos oitenta anos, o advogado Antônio Augusto Nogueira Santos, mais conhecido por Manga Rosa, convidou parentes e amigos para uma festa de congraçamento.

O evento ocorreu na noite de 26 de janeiro passado, na área social do prédio em que o aniversariante vive com a sua idolatrada esposa, Ana Teresa, na Península da Ponta D’areia.

DEMISSÃO NO ARQUIVO PÚBLICO

O Governador Flávio Dino tem que pensar duas ou mais vezes antes de nomear certas pessoas para alguns órgãos públicos.

Recentemente, cometeu um ato trágico ao exonerar uma técnica competente, correta e honesta, Helena Spíndola, que dirigia com acerto o Arquivo Público do Maranhão.

E o mais trágico: nomeou para substituí-la uma figura sem preparo e inadequada para o cargo.

CARGO PARA MAURA

Dizem que Maura Jorge, que concorreu às eleições de Governador, pelo PSL, só deixará Brasília com a nomeação para um cargo público federal, no Maranhão.

Esse fato lembra o regime militar e o ex-senador Vitorino Freire, que, por ser amigo fraternal do Presidente da República, general Ernesto Geisel, seria ouvido na escolha do futuro governante estadual.

Sabendo disso, o saudoso deputado João Castelo procurou Vitorino para lhe dizer que era candidato a governador e que não sairia do seu apartamento sem o seu apoio político.

Vitorino chamou a sua empregada e ordenou: – Prepare uma cama para o deputado Castelo, pois de hoje em diante ele é nosso hóspede.

HOMENAGEM A ULISSES

O senador João Alberto terminou o seu mandato de forma gloriosa.

Conseguiu aprovar o projeto que incluía o ex-deputado Ulisses Guimarães no livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.

Para João Alberto, Ulisses merece fazer parte dessa galeria pela sua atuação política e em favor do retorno do Brasil ao regime democrático.       

   LUCRO NA UDI

Nas rodas médicas só se fala no lucro fantástico que o Grupo D’or obteve no ano passado, em São Luís, com a aquisição do Hospital UDI.

Essa lucratividade seria produto das modificações operadas naquele Hospital, dentre as quais a compra de remédios em larga escala que o Grupo D’or pratica para atender a sua imensa rede hospitalar no Brasil inteiro.   

 PRÊMIO DE CONSOLAÇÃO

O prefeito de Tuntum, Cleomar Tema, desistiu de concorrer à presidência da Federação dos Municípios do Maranhão, mas ganhou um senhor prêmio de consolação: presidente de honra da Famem.

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UM VELHO PROBLEMA DO MARANHÃO

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O emérito historiador maranhense, Jerônimo Viveiros, publicou no dia 8 de agosto de 1967, em O Imparcial, um trabalho intitulado “Um velho problema do Maranhão”, que no passado gerou graves conflitos entre patrões e empregados domésticos.

Trata-se de uma questão complicada e legada pela escravatura, sob a égide do qual a classe dominante dispensava aos subalternos, tratamentos injustos e desumanos, situação que começou a se esvair com a decretação da Lei Áurea e a Proclamação da República, quando os  governantes brasileiros passaram a se preocupar com um problema social, que respaldado num aparato jurídico abominável, estabelecia regras e normas que estigmatizavam grande parte da população brasileira, aquela que vivia sem a proteção da lei e abandonada pela sorte.

No seu artigo, o professor Viveiros mostrava como no regime monárquico era complicada a convivência entre segmentos sociais que se conflitavam num cenário formado por fazendeiros e proprietários de terras e de escravos, de um lado, e empregadas domésticas – lavadeiras, copeiras e engomadeiras, de outro.        

Afirmava o ilustre historiador, que para enfrentar aquela deplorável e conflituosa situação, o Maranhão teve a sorte de nos estertores do Império ser governado por um presidente, não maranhense, mas dotado de suficiente coragem, que ousou minimizar um problema social, que se arrastava por anos a fio e pouco se modificara com a abolição da escravatura.

O protagonista dessa saudável iniciativa, Dr. José Moreira Alves da Silva, apreciador da vida mundana de São Luís, foi quem assumiu o encargo de dar um freio ou remediar uma questão que afligia a sociedade do Maranhão.

Com esse objetivo, enviou à Assembleia Legislativa Provincial um projeto de lei para permitir a intervenção governamental num assunto tão melindroso, mas que poderia ser contornado pelas normas e regras nele contidas, pois assegurava direitos, deveres e obrigações aos patrões e empregados domésticos.  

Sem maiores delongas, a Lei 1.467 foi aprovada e sancionada em março de 1889, trazendo no seu bojo dispositivos que procuravam harmonizar uma questão que nem a lei que abolira escravidão havia resolvido. Aqui, como se dizia, as coisas continuavam como dantes no quartel de Abrantes.

De acordo com a lei, os criados, dentre outras iniciativas, tinham de se registrar na Polícia, onde recebiam cadernetas que os orientavam quanto às atribuições pertinentes ao exercício de suas atividades laborais.  

Aos patrões, a chamada Lei Moreira Alves, também, preconizava exigências, algumas das quais rígidas e por isso questionadas, a exemplo das dispensas do serviço, só procedidas mediante prévio aviso ou proibidas de cumpri-las antes do contrato se exaurir.

Ainda que a lei apresentasse mecanismos para evitar desentendimentos e conflitos entre segmentos sociais opostos, a mesma teve curta duração.

Primeiro, pela pouca demora no governo do Maranhão do presidente Moreira Alves. Segundo, pelo advento do regime republicano.

Os dois acontecimentos, levaram por águas abaixo uma legislação que se auspiciava adequada para produzir efeitos positivos numa terra em que o poder público pouco ou quase nada fizera para minorar uma questão chocante do ponto de vista social.

Mestre Jerônimo ainda comentava alguns episódios ocorridos em São Luís, a partir de quando a Lei 1467 deixou de ser cumprida. Enquanto o jornal Diário do Maranhão (26-9-91), não se cansava de denunciar as ocorrências entre criados e patrões, com críticas contundentes sobretudo às empregadas domésticas, que “Todos os dias se articulam queixas contra esta casta de serviços e por tal modo elas se portam, no seio das famílias, que já vão se tornando intoleráveis”, o periódico A Cruzada, defendia ardorosamente as criadas que passaram a ser “submetidas a uma espécie de escravidão por intermédio da chefatura de Polícia”.            

TEMPORADA MARANHENSE

O ex-presidente José Sarney e Dona Marly, depois de um ano de marcante presença em São Luís, retornaram a Brasília.

Foi uma temporada, abstraindo-se o aspecto político, saudável e fraterna que o casal passou entre nós, sempre bem cercado de amizades, algumas antigas e outras recentes.

Prometem retornar no carnaval.

GABINETE DE BRAID

Político que deseja ter bom desempenho no exercício do mandato, precisa de boa assessoria.

Pensando assim, o deputado Eduardo Braid arregimentou-se para ter a seu lado na Câmara Federal, um ser humano da melhor qualidade moral e profissional.

Trata-se de Emílio Biló Murad, qualificado funcionário da Caixa Econômica Federal, que aceitou o convite do jovem parlamentar para chefiar o seu gabinete, em Brasília.

FESTA EM GUARATINGUETÁ

Zezé e Elir Gomes, que se mudaram para a cidade paulista de Guaratinguetá, completaram sessenta anos de união e de completa felicidade.

Os filhos do casal resolveram organizar uma festa no melhor estilo maranhense, para homenageá-los.

Uma romaria de amigos e parentes do casal marcou presença no evento, que aconteceu no dia 10 de janeiro.

A animação da festa ficou a cargo dos festeiros membros da família Duailibe, que em matéria musical sabem de tudo e mais um pouco.

SESSENTA ANOS

Depois da festa de Guaratinguetá, a família Duailibe reuniu-se ontem para festejar outra retumbante efeméride.

Os sessenta anos do médico e extraordinária figura humana que é Jorginho Duailibe.

Os artistas da festeira família foram convocados e preparam um show musical em homenagem ao aniversariante.          

COMUNISTA E CRISTÃO

O governador Flávio Dino, na prática e por experiência própria, está mostrando que no mundo de hoje os postulados marxistas podem se harmonizar com os sentimentos cristãos.

Em entrevista ao Jornal do Brasil, referindo-se ao decreto do Desarmamento, assinado recentemente pelo presidente Jair Bolsonaro, o governador misturou a Bíblia com a política e produziu esta pérola.

“Quando Pedro na narrativa bíblica puxa a espada para enfrentar os romanos, Jesus Cristo disse para ele baixar a espada. Então Jesus era mais do Estatuto do Desarmamento do que o decreto do Bolsonaro”.

Faz sentido.

O ESQUÁLIDO

Os peritos da Polícia Federal descobriram que no inquérito que apura a corrupção na Odebrecht, três políticos teriam sido beneficiados com propinas em torno da obra de Belo Monte, usina hidrelétrica construída na bacia do Rio Xingu.

Os políticos seriam Antônio Palocci, Edison Lobão e Delfim Neto, que respondem pelos codinomes de Italiano, Esquálido e Professor.

A confusão reside no fato de saber quem é o Esquálido.

ESQUEMA DO RACHA

Deputados de 16 assembleias legislativas do país estão sendo investigadas por irregularidades praticadas nos últimos anos e relacionadas ao chamado “esquema do racha”, em que funcionários de gabinetes são instados a devolverem uma parte do salário que recebem como contrapartida à própria contratação.

Quando veio à tona esse problema no Rio de Janeiro, que assumiu proporção inusitada pelo envolvimento de um filho do atual Presidente da República, sabia-se que em outras assembleias legislativas, essa prática era usada em larga escala.

Foi anunciado que a Assembleia Legislativa do Maranhão está, também, nesse rolo. Alguns ex-deputados passaram a tomar remédio para dormir.       

DIREITA, VOLVER

Foi preciso que um candidato assumidamente direitista, Jair Bolsonaro, ganhasse as eleições e assumisse a Presidência da República, para se saber que no Maranhão há um forte movimento de direita.

Chama-se Movimento Brasil Livre e integrado pela Endireita Maranhão, Expresso Liberdade, Círculo Monárquico e Movimento Brasil Conservador.  

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JOSÉ ALMIR: UM HOMEM FORA DE SÉRIE

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Do primeiro casamento de Anacleto Tavares da Silva com Maria Celeste Neves, nasceram três filhos, todos do sexo masculino: José Alberto, José Almir e Murilo.

O pai, um brilhante militar do Exército, com participação em diversos movimentos históricos do Brasil, a exemplo da Revolução de Trinta, educou e preparou os filhos para a vida castrense.

Dos três, o único que não se adaptou ao regime militar foi José Almir, que deixou a Escola Preparatória de Resende, no Rio de Janeiro, em repúdio aos rigorosos exercícios físicos impostos aos cadetes.

Desligado da AMAN – Academia Militar das Agulhas Negras, para a tristeza do pai, José Almir ficou no Rio de Janeiro, onde, conquanto sonhasse com a carreira de advogado, não fez vestibular para o curso de Direito, pois a sua prioridade era o emprego para não viver às custas de mesada, o que conseguiu ao ser aprovado no teste para trabalhar no Banco Real. Como gostou da vida bancária, tratou de se preparar para ingressar no Banco do Brasil, à época, o sonho da juventude brasileira, pelo convidativo salário pago aos servidores.

No primeiro concurso a que se submeteu, em 1954, logrou aprovação e bem classificado, por isso veio trabalhar na única agência do BB em São Luís, localizada na Avenida Pedro II.

No seu retorno, tratou de se reaproximar da ex-namorada, aluna do Colégio de Santa Teresa e filha do então capitão do Exército, Alexandre Colares Moreira, Guilhermina Elvira (Guivi), com a qual contraiu matrimônio em dezembro de 1955 e com quem teve três admiráveis filhos: Sandra, Nilson e Márcio, que lhe deram sete netos, um dos quais seu xodó, carinhosamente chamado de Peixinho.

 Apenas uma vez José Almir interrompeu suas atividades no Banco do Brasil: em 1971, na gestão do Governador Pedro Neiva de Santana, que o convidou para ocupar o cargo de Superintendente do Banco do Estado do Maranhão, presidido por Aldemir Silva, também, do quadro qualificado do BB.

Depois de prestar relevantes serviços ao Banco do Brasil, aposentou-se, mas deixou o nome gravado na instituição, pela maneira como procedia, fosse pela assiduidade ou pelo empenho no trabalho, sempre o primeiro a chegar e o último sair, com a sua mesa de trabalho intocavelmente arrumada.

Aposentado, como era um homem caseiro, passou a se dedicar apenas à família e ao lar, onde extravasava as suas manias e excentricidades, algumas conhecidas como o hábito de almoçar impreterivelmente às 11 horas; de visitar diariamente, chovesse ou fizesse sol, o cemitério do Gavião, para venerar a sua idolatrada genitora; o seu automóvel ficava mais tempo na garagem do que na rua, mesmo assim o trocava por novo modelo, anualmente e no mês de maio. Só uma pessoa podia abrir a porta da casa para ele entrar: a abnegada esposa, Guivi. Se não fosse ela, ficava na rua. Gostava mais de ouvir rádio do que ver televisão, daí porque em cada dependência da sua residência tinha um aparelho radiofônico e sintonizado numa só emissora local. Sua leitura predileta: Histórias da II Guerra Mundial, porque apreciava Adolf Hitler, mas abominava o fascismo.

Esse o José Almir Neves Tavares da Silva, que eu tive o prazer e a honra de privar da amizade, amizade essa que chegava ao ponto de dois dias antes do meu aniversário, pelo telefone, parabeniza-me. E ai de mim se não fizesse o mesmo no dia em que ele mudava de idade.  

Bem antes de adoecer, disse-me que quando morresse duas coisas não teriam no seu enterro: flores no caixão e sapato nos seus pés. Perguntei porque queria ir descalço e a resposta veio na ponta da língua: – Para aonde vou não se precisa de sapato. Faz sentido. Essas exigências foram cumpridas religiosamente pelos familiares.     

SECRETÁRIO DE ALAGOAS

O senador Edison Lobão, derrotado nas eleições de 2018, não pretende abandonar a atividade política.

Como pensa concorrer a um cargo eletivo no pleito de 2020, deve aceitar o convite do jovem governador Renan Filho, para assumir o cargo de Secretário do Governo de Alagoas, em Brasília.

VESTI AZUL

A inusitada declaração da Ministra da Família, Damares Alves, de que menino veste azul e menina veste rosa, repercutiu nos meios artísticos do país.

Não por acaso, retornou as paradas de sucesso a composição do maranhense, Nonato Buzar, que, nos anos setenta, ganhou boa grana com a música Vesti Azul.

SARNEY FILHO

O deputado Sarney Filho é o político maranhense que soube se impor no cenário nacional, razão porque tem sido chamado para ocupar cargos importantes, nos quais pontificou com dignidade e competência.

Por duas vezes chegou ao primeiro escalão do Governo Federal, nomeado para o Ministério do Meio Ambiente, nas gestões do presidente Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer.

Mesmo não sendo bem-sucedido no pleito senatorial do ano passado, teve o seu nome lembrado para o cargo de Secretário do Meio Ambiente de Brasília, no qual deverá brilhar pelos conhecimentos sobre um assunto de vital importância para o desenvolvimento do Brasil.   

AUTOBIOGRAFIA

O deputado José Reinaldo já tem um projeto na cabeça para executar depois que encerrar o seu mandato na Câmara Federal.

Deixar para a posteridade um livro com toda a sua história de vida, ao longo da qual, como técnico, exerceu cargos de extrema relevância na administração pública estadual e federal.

Como tem farto material sobre essa trajetória de vida, espera oferecer às novas gerações um testemunho fiel do que fez e realizou pelo Maranhão e pelo Brasil nesses anos de turbulência política.

INICIATIVA POPULAR

Louvável, sob todos os pontos de vista, o gesto do deputado Eduardo Braid de aprovar na Assembleia Legislativa do Maranhão um projeto de sua autoria e de significada relevância democrática.

Trata-se da Lei de Iniciativa Popular, prevista na Constituições do Brasil (Art.61, § 2º) e do Maranhão (Art. 44), mas lamentavelmente desconhecida da população brasileira, que, se a usasse, muita coisa poderia melhorar aqui e alhures.

Que os maranhenses tenham bom proveito dela.  

 A EUTANÁSIA DE UM SUPERMERCADO.

Nada mais triste e melancólico do que ver um empresário, por meio das redes sociais, deflagrar uma campanha pública para salvá-lo de um triste fim.

Não interessa, nesse momento de aflição em que vive aquele homem de negócios, saber se foi ele ou não o culpado pelo fracasso de um empreendimento tão promissor.

 O que punge é vê-lo numa situação vexatória do ponto de vista financeiro, que o levou a perder a cerimônia e vir a público em busca de socorro.  

TO BE OR NOT TO BE

Afinal, qual é a verdadeira situação financeira do Governo do Maranhão?   

Enquanto os pessimistas dizem que o Estado poderá, este ano, sofrer problemas financeiros e deixar de cumprir seus compromissos governamentais.

Os otimistas informam que o Governo maranhense deseja oferecer ajuda financeira ao Ministério da Educação para a construção de creches no Estado.

HOMENAGEM QUE GRATIFICA

No dia de hoje, há quarenta anos, colava grau mais uma turma do Curso de Administração da Universidade Estadual do Maranhão.

Os formados vão comemorar o evento como uma solenidade festiva, na qual eu serei um dos professores homenageados.

A homenagem prova que o tempo passou mais eu continuo presente na memória daquela sadia mocidade.      

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O VEREADOR JOÃO ALBERTO

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O mundo político maranhense ficou pasmo ao tomar conhecimento de que o senador João Alberto de Sousa não concorreria a nenhum cargo eletivo nas eleições de 2018, ele que no percurso de cinquenta anos de atuação pública, participou ativa e destemidamente das refregas eleitorais, majoritárias e proporcionais, sem que as urnas o tivessem decepcionado.

O afastamento extemporâneo de João Alberto da cena eleitoral, fluiu de modo misterioso e sem qualquer informação à opinião pública, causando impactos a adversários e aliados, sobretudo àqueles que sempre o acompanharam nas disputas políticas, iniciadas em 1970, quando concorreu, pela primeira vez, a um cargo eletivo, ao lado de José Sarney, a quem sempre dedicou total solidariedade, lealdade e sinceridade.

Dotado de invejáveis virtudes políticas e de exaltadas qualidades morais, reconhecidas por correligionários e antagonistas, João Alberto, construiu uma longa trajetória de sucessos eleitorais, que lhe valeram conquistar um mandato de deputado estadual, dois mandatos de deputado federal, duas vezes vice-governador do Estado, governador do Maranhão (onze meses), prefeito de Bacabal (sete meses) e dois mandatos de senador da República.

No exercício desses cargos eletivos, brilhou e nenhuma acusação foi a ele imputado, a partir dos meados da década de sessenta, ao trocar o Rio de Janeiro, onde era líder sindical, pelo Maranhão, atendendo o convite do governador José Sarney, que o nomeou para cargos importantes da administração estadual, no exercício dos quais, por ser rigoroso e determinado no trato com os negócios públicos, recebeu o apelido de Carcará.

Poucos os casos ocorridos no Maranhão, sobretudo na área da segurança pública, que não foram resolvidos pela sua incontida bravura cívica, destacando-se a operação policial bem-sucedida, na região tocantina, livrando-a de um bando de criminosos e assaltantes.

Como João Alberto ou Carcará, conquistou prestígio e popularidade, que o levaram a ingressar na militância partidária, filiando-se à Arena, pela qual disputou as eleições de 1970 e conquistou um lugar ao sol na Assembleia Legislativa do Estado.

Da Assembleia pulou para a Câmara de Deputados, onde por dois mandatos representou o povo maranhense e dali saiu para ser o companheiro de chapa do governador Epitácio Cafeteira. Nas eleições municipais de 1988, autorizado pela Assembleia Legislativa, licenciou-se da função de vice-governador e elegeu-se prefeito de Bacabal. Vitorioso, exerceu o cargo por alguns meses, sendo convocado para, como vice-governador, substituir Cafeteira, que renunciara a chefia do Executivo para ser candidato ao Senado da República. A posse de João Alberto foi contestada politicamente pelos deputados estaduais e juridicamente pelo presidente do Poder Judiciário, desembargador Almeida e Silva, ambas implodidas pelo Supremo Tribunal Federal, que garantiram a ele o direito de assumir o Governo do Estado, onde ficou 11 meses no cargo, mas deu um show como gestor público. O seu empenho pessoal na eleição de Edison Lobão contribuiu para elegê-lo governador.

Essa passagem de João Alberto pelo Palácio dos Leões, deu-lhe cacife para duas vezes ser o companheiro de chapa de Roseana Sarney ao Governo do Estado e posteriormente se candidatar ao Senado da República, onde cumpriu dois mandatos. No primeiro mandato, ocupou a vice presidência da Casa; no segundo, presidiu a polêmica Comissão de Ética.

A longa caminhada política de João Alberto, permeada mais de êxitos do que de fracassos, deve-se a duas palavras que não existem no seu vocabulário: traição e covardia, que não cultiva e nunca as usou em qualquer circunstância. Quem pode testemunhar isso é o ex-presidente José Sarney, que jamais duvidou da sua amizade e lealdade.

Estou chegando ao final desse panegírico, sem revelar o que João Alberto, como amigo fraterno e colega de infância, me confidenciou dias atrás. 1) Não disputou as eleições de 2018 para, como bom pai, não prejudicar a reeleição do filho, João Marcelo à Câmara dos Deputados; 2) Em 2020, voltará às ruas de Bacabal para ser candidato a vereador; 3) Se eleito, quem sabe, recomeçará a sua gloriosa vida política.

BASE DE ALCÂNTARA

As Forças Armadas, na sua grande maioria, manifestaram-se contra a proposta do presidente Bolsonaro de instalar no território nacional uma base militar dos Estados Unidos.

Se isso acontecesse, poderia prejudicar as negociações com os americanos, que se mostram bastante interessados na Base de Alcântara.

SLOGAN DE GOVERNOS

Das sugestões apresentadas ao Presidente Bolsonaro, no tocante ao slogan de seu Governo, optou pelo “Pátria Amada Brasil”, expressão extraída do Hino Nacional.

No Maranhão, há quem pense também em criar um slogan para o Governo do Estado, que poderá ser sacado do Hino Maranhense: “Maranhão, Berço de Heróis.”

SUCESSOR OU SUCESSORA

Do discurso do governador Flávio Dino, na solenidade de sua posse, para cumprir o segundo mandato, extraio essa pérola política.

“Minhas mãos e minha ficha continuam cem por cento limpas e assim estarão quando eu entregar o Estado para o meu sucessor ou sucessora.”

Significa dizer que uma mulher poderá substituí-lo. Falta só combinar com o povo

QUEBRA DE PROTOCOLO

Em Brasília e São Luís, na solenidade de posse do Presidente Jair Bolsonaro e do governador Flávio Dino, a quebra do protocolo foram visíveis.

No Palácio do Planalto, quem se encarregou de passar por cima do ritual, foi a esposa do novo chefe de Governo, que fez um discurso em libras.

No Palácio dos Leões, o protocolo foi quebrado pela primeira vez, com a faixa de governador passando pelas mãos de várias pessoas.

PRESENTE DE NATAL

Quem, em 2018, recebeu o maior presente de Natal foi o empresário Mauro Fecury.

Ao apagar das luzes do ano velho, veio a informação oficial de Brasília de que o Ministério da Educação autorizara o funcionamento do curso de Medicina na capital da República.

Com o curso de Medicina em Brasília, sobe para quatro o número de cidades onde o Grupo Fecury prepara profissionais da saúde para prestar bons serviços à sociedade: São Luís, Imperatriz e Belém.

KÁTIA EMPLACOU NOVAMENTE

O País inteiro pediu e o presidente da República, Jair Bolsonaro, nomeou Kátia Bogéa para continuar à frente do IPHAN.

Quando eu disse o País, significa que valeu também o pedido especial do ex-presidente José Sarney, que chegou ao Palácio do Planalto através da sua numerosa legião de amigos.

A presença de Kátia no IPHAN é a certeza de que o nosso patrimônio histórico e artístico não será esquecido, a despeito de vozes isoladas.

DIFÍCIL RELACIONAMENTO

Na entrevista concedida à Folha de São Paulo, o governador Flávio Dino não deu sinal de que deseja uma aproximação com o Presidente Jair Bolsonaro.

Ao contrário disso, reafirma a sua posição de distanciamento do Palácio do Planalto e espera ter com o novo chefe da Nação o mesmo relacionamento que teve com o ex-presidente Michel Temer: institucional e normal.

Como Bolsonaro não é Temer, o tempo dirá se acatou a sugestão do governado maranhense de manter esse tipo de relação.

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PRESIDENTES QUE PASSARAM EM MINHA VIDA

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De 1938, quando eu vim ao mundo aos dias correntes, nada menos do que dezenove presidentes, assumiram por via legal ou por caminhos nada democráticos, o posto mais alto e mais importante do regime republicano brasileiro.

Nos meus tempos de criança, de 1938 a 1945, o Brasil foi governado por Getúlio Vargas, que se aboletou no poder e instalou o Estado Novo, que durou quinze anos. Com o fim da ditadura varguista, vieram as eleições para a escolha dos governantes do País, sendo eleito o general Eurico Gaspar Dutra, para o mandato de 1946 a 1950. Naquelas eleições, eu, por ser menor de idade, não participei do processo eleitoral, o que aconteceu, também, no pleito seguinte, o de 1950, com o retorno de Getúlio ao poder, por via democrática, mas sem concluir o mandato porque suicida-se em agosto de 1954.

No pleito de 1955, com 17 anos, mais uma vez, fiquei longe do processo sucessório por exigência da lei, que determinava a idade de 18 anos ao direito do voto, razão porque não sufraguei o nome do melhor presidente do Brasil de todos os tempos: Juscelino Kubitscheck de Oliveira, em cujo mandato (1955 a 1960), o País avançou 50 anos em cinco.

Foi na sucessão de JK, na qual concorreram os candidatos Jânio Quadros (UDN), Henrique Teixeira Lott (PSD-PTB) e Ademar de Barros (PSP), que debutei como eleitor, mas as urnas não foram favoráveis ao candidato que recebeu o meu voto: o marechal Henrique Teixeira Lott, derrotado pelo ex-governador de São Paulo, que renunciou ao mandato em agosto de 1961 e levou o País a uma crise institucional, que resultou na mudança da forma de governo, que de presidencialismo virou parlamentarismo e o vice-presidente João Goulart assumiu como Chefe de Estado e não como Chefe de Governo.

Com a deposição de João Goulart, em março de 1964, o Brasil ingressa novamente numa fase de excepcionalidade, com os militares governando ao arrepio da Lei e da Constituição de 1946, esta, diversas vezes alterada para ficarem vinte anos no poder, sob o comando dos generais Castelo Branco, Costa e Silva, Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Figueiredo , eleitos por via indireta e através de um Colégio Eleitoral composto de membros do Congresso Nacional e de representantes das Assembleias Legislativas.

O retorno do País ao regime democrático, em 1985, conduziu os candidatos Tancredo Neves e José Sarney aos cargos de presidente e vice da República. Com a morte de Tancredo Neves, ascende ao poder o vice, José Sarney, que convoca, em 1990, o eleitorado para eleger pelo sufrágio universal, direto e secreto, seus novos dirigentes. Ao final das apurações, o ex-governador de Alagoas, Fernando Collor, é o vencedor, mas sem o meu voto, pois, no primeiro turno, votei no paulista Mário Covas, e, no segundo, em Lula.

Collor não cumpre o mandato inteiro, pois em 1992 é defenestrado do poder por força do impeachement, que culmina na posse do vice, Itamar Franco.

O sucessor de Itamar, Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, vence as eleições de 1994 e de 1998. A ele dei o meu voto para cumprir dois mandatos, nos quais teve bom desempenho administrativo.

Para substituir FHC, se duelaram no pleito de 2002 os candidatos Lula e José Serra, sendo vencedor o representante do PT, que não viu a cor do meu voto, pois sufraguei o candidato do PSDB nos dois turnos.

Na corrida sucessória de 2006, vencida novamente por Lula, cravei o meu voto no candidato derrotado, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckimin.

A popularidade de Lula extrapola no lançamento da candidatura da ex-ministra de Minas e Energia, Dilma Roussef, vencedora das eleições de 2010 e 2014. Mais uma vez o PT não conquista o meu voto, pois em 2010 optei pelo candidato do PSDB, senador José Serra, inapelavelmente derrotado. Na segunda, em 2014, sufraguei, sem vacilar, o nome de outro tucano, senador Aécio Neves, também, repelido nas urnas.

Para coroar a minha aversão ao PT, no pleito recente de 2018, no primeiro turno, votei em Geraldo Alckimin. No segundo, ignorei as candidaturas de Fernando Hadad e Jair Bolsonaro, optando pelo voto em branco, o que aconteceu pela primeira vez na minha vida de cidadão brasileiro.

RECADO PARA O GOVERNADOR

O governador do Ceará, Camilo Santana, do PT, mandou aos governadores que não apoiaram o candidato Jair Bosolnaro este recado: “Quando se assume o papel de governador depois que a eleição passa, nós temos a responsabilidade de melhorar a vida população, independentemente de quem seja o presidente, para construirmos uma relação constitucional sadia e harmoniosa.”

OS OITENTÕES DA AML

Nada menos que quatro membros da Academia Maranhense de Letras entrarão no clube dos oitentões em 2019.

Alberto Tavares e Milson Coutinho, respectivamente, dias 2 e 9 de março.

Américo Azevedo Neto a 29 de outubro e Carlos Gaspar a 5 de dezembro.

Haja festa.

NOMES ARTÍSTICOS

Segundo os Cartórios de Registro Civil do Estado do Maranhão, os nomes mais escolhidos pelos pais no momento do registro de nascimento de seus filhos, em 2018, foram João Miguel e Enzo Gabriel.

O primeiro, com 663 registros e o segundo com 564.

Foram-se os tempos em que os pais escolhiam os nomes de Benedito, Raimundo, João Batista, José de Ribamar, Antônio, Joana, Maria de Jesus, das Dores, Aparecida, Conceição, Nazaré e outros que tais, de conformidade com os santos do dia.

Hoje, quem inspira os pais, no tocante aos nomes dos filhos, são os atores e as atrizes das novelas globais.

DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO

Poucos os prefeitos que este ano pagaram o décimo terceiro salário aos servidores municipais.

Até pouco tempo o 13º salário era pago religiosamente pelo setor público, que com essa remuneração extra, proporcionava aos servidores um final de ano feliz.

De uns tampos para cá, contudo, o 13º só tem servido para atormentar a vida dos funcionários públicos, os quais, à falta de tão importante salário, ficam impedidos de comemorar data festiva e plena de fraternidade.

FÓRMULA SALVADORA

OS sindicatos e as associações que representam o funcionalismo público estadual, já sabem o que fazer nos próximos anos para o governador Flávio Dino pagar antecipadamente o 13º salário e a folha de dezembro.

A partir do mês de julho começarão a veicular pelos meios de comunicação que o Governo do Estado, pelos gastos desnecessários ou desvirtuados, não terá condições de pagar o que é devido aos servidores no final de ano.

BOLSONARO EXALTA SARNEY

Os que não gostam de Sarney ou nutrem por ele animalesca inveja, não vão perdoar o Presidente da República, Jair Bolsonaro, pela maneira afetuosa como cumprimentou o ilustre maranhense, na tarde de sua posse, em dois momentos distintos.

Como se não bastasse, no dia seguinte, em discurso numa solenidade oficial e sem a presença de Sarney, Bolsonaro realçou de maneira eloquente a atuação do ex-presidente da República na condução dos destinos do Brasil.

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