GOVERNO E BUMBA-BOI

0comentário

Quem vê o tratamento que o Poder Público, de uns anos para cá, vem dispensando aos festejos juninos, com ênfase para as brincadeiras nas quais o bumba-boi é a figura central, não pode imaginar o que acontecia em São Luís, em épocas passadas.

 Naqueles idos, folguedos como o bumba-boi, que eram manifestações consideradas oriundas dos segmentos sociais menos favorecidos, não bem vistas pelas autoridades policiais, que os miravam preconceituosamente e disso se aproveitavam para estigmatizá-los com dispositivos coercitivos.

Com esse desiderato e a pretexto de oferecer segurança e tranquilidade à cidade, a famigerada Chefatura de Polícia, encarregada de regulamentar os festejos juninos, dava conhecimento à opinião pública das medidas discriminatórias e autoritárias contra as brincadeiras e os brincantes do bumba-boi, que chegavam ao paroxismo de cerceá-los de se apresentar no centro urbano.     

Reprimir uma manifestação popular, da natureza do bumba-boi, a título de manter a ordem e a segurança pública, tinha um alvo específico: preservar a elite citadina das perturbações noturnas, daí porque obrigavam os brincantes a se exibir em locais previamente determinados, tendo o bairro do João Paulo como ponto de referência.

As proibições policialescas, contudo, não se restringiam somente aos espaços destinados às apresentações dos bumba-boi, extravasavam e chegavam às figuras dos brincantes, os quais, por serem homens do povo, eram olhados como cachaceiros, e, portanto, consumidores de uma bebida maldita, que não podia ser vendida no bairro do João Paulo e adjacências.

Para o leitor não pensar que estou inventando ou criando coisas inverossímeis, louvo-me em duas edições do Diário Oficial, respectivamente, de junho de 1940 e de 1946, quando a Chefatura de Polícia teve sob o comando das ilustres figuras de Flávio Bezerra e Joaquim Itapary.

Pela Portaria Nº 25, o delegado Flávio Bezerra proibia “os bois-bumbá de percorrerem o perímetro urbano, em demonstrações de suas danças características, o que só poderão fazer a partir da esquina da Avenida Getúlio Vargas com a Rua Senador João Pedro, para o lado do Anil,” bem como proibir os brincantes de “beberem cachaça do dia 23 a 30 de junho e de fazerem bailes ao ar livre ou sob as árvores do largo do João Paulo.”

A outra Portaria, de Nº 56, datada de junho de 1946, assinada pelo delegado Joaquim Itapary, também proibia os bumba-boi de percorrerem as ruas da cidade e só se apresentarem a partir da Avenida Getúlio Vargas e da Rua Senador João Pedro. Quanto às bebidas alcóolicas, só era permitida a venda de cerveja.

Pelo que sei, as proibições relativas aos folguedos juninos continuaram até os meados da década de 1960, quando José Sarney se elege governador do Estado e convida os brincantes de bumba-boi para se exibirem livremente nos jardins do Palácio dos Leões, num evento com a presença de escritores e membros das Academias de Letras do Brasil e do Maranhão, ato que obteve repercussão nacional.

A partir daquele evento, as autoridades policiais começaram a se convencer de que o bumba-boi não podia ser mais visto como uma brincadeira estigmatizada, sobre a qual recaía a força de um absurdo preconceito social, mas como uma rica manifestação de nossa cultura popular e um produto turístico da melhor qualidade, que o Maranhão devia apresentar ao Brasil e ao Mundo.

Quem primeiro entendeu isso foi a governadora Roseana Sarney, que priorizou e deu aos festejos juninos o destaque que merecia como atração cultural e turística, inciativa sequenciada, ora mais, ora menos, pelos órgãos que cuidam e promovem o nosso turismo.   

 No governo Flávio Dino, justiça seja feita, as duas festas mais populares do Maranhão, o carnaval e bumba-boi, conquistaram projeção de relevância, sobretudo com a criação do corredor da folia e de espaços destinados às brincadeiras juninas, estas, com decorações especiais e atrativas ao turismo.

VIEIRA E O MARANHÃO DA MENTIRA

Nesses tempos em que a Verdade precisa se restabelecer no Maranhão, nada melhor do que evocar o notável Padre Antônio Vieira, que no Sermão da Quinta Dominga da Quaresma, pregado em São Luís, em 1654, vergastava os maus costumes por ele aqui observados: “Dos Estados de Portugal, que letras tocaria ao nosso Maranhão? Não há dúvida de que o M Murmurar, o M Motejar, o M Maldizer, o M Malsinar, o M Mexericar, e sobretudo o M Mentir, mentir com a palavra, mentir com as obras, mentir com os pensamentos, que de todos e por todos os modos aqui se mente.”

SAUDADE DE NAGIB

O político Nagib Haickell, quanto à fidelidade aos amigos e sinceridade de pensar e de agir, era imbatível.

Lembro, num programa que eu comandava na TV- Ribamar, chamado Maré Alta, entrevistei Nagib e sabendo que o poder para ele era tudo, perguntei se o Partido Comunista chegasse ao governo no Maranhão, como se conduziria.

Tranquilamente, respondeu: – Aderia imediatamente ao Partido Comunista.

Se Nagib não tivesse partido tão cedo para a eternidade, estaria hoje ao lado do governador Flávio Dino e filiado ao PC do B?

EX-REITORES

O Maranhão perdeu recentemente dois ilustres profissionais e professores universitários.

Ambos, chegaram à culminância da vida acadêmica, no exercício dos cargos de reitor da Universidade Federal do Maranhão e da Universidade Estadual do Maranhão: Manoel Estrela, e Joaquim Santos.

EMPREENDEDORES E PREDADORES

Dois gestores municipais do Maranhão foram agraciados com os títulos de Prefeitos Empreendedores: Albérico Ferreira, de Barreirinhas, e Eudes Sampaio, de São José de Ribamar.

O prêmio, oferecido pelo Sebrae, deixou o restante dos prefeitos maranhenses na categoria de Depredadores.

15 ANOS DA FAPAED

Em 2003, professores e técnicos da Universidade Estadual do Maranhão, do curso de Administração, mobilizaram-se para criar um instrumento de promoção de objetivos científicos, acadêmicos, sociais e culturais.

A melhor forma de alcançar esse propósito foi a criação de uma entidade civil sem fins lucrativos e de personalidade jurídica.

Isso se materializou em 2004, quando passou a existir de fato e de direito a FAPEAD-Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão, que, na semana passada, completou 15 anos de bons serviços prestados à UEMA, e hoje sob o comando do professor e engenheiro, José de Ribamar Lisboa Moura.

VICE CAMPEÃO

O senador Roberto Rocha, que vem se desempenhando satisfatoriamente no Congresso Nacional, acaba de conquistar um lugar de destaque no campeonato de diárias do Senado.

Só este ano, já recebeu R$ 20, 8 mil, o que lhe dá o direto de ser o vice-campeão no ranking das diárias.

ROMANCE DE RONALDO

Está marcado para o dia 22 de agosto vindouro, o lançamento do mais novo livro da autoria do intelectual maranhense, Ronaldo Costa Fernandes.

Trata-se do romance, com o título de “O Padre Vieira na Ilha de São Luís”.

Ronaldo, que mora em Brasília, pela obra literária que vem realizando, é um dos próximos maranhenses a ingressar na Academia Brasileira de Letras.

OS LULAPETISTAS

A mim, não importa se houve conversas entre o procurador Delton Dallagnol e o ex-juiz Sérgio Moro.

Nada disso é relevante diante do realizado pela Operação Lava-Jato, que livrou o Brasil do Lulapetismo, que saqueou o País e deixou uma herança maldita aos brasileiros.

WASHINGTON LUÍS

Em agosto de 1926, antes de assumir a presidência da República, Washington Luís, esteve em São Luís.

Aqui, deixou uma frase interessante sobre o que viu e ouviu: – Se o Maranhão é bom, se o povo é bom, depende dos maranhenses o futuro do Estado. 

sem comentário »

BANCADA SEM BRILHO, MAS ATUANTE

0comentário

O leitor desta coluna sabe que eu tenho sido implacável com os representantes maranhenses, que nos últimos tempos se elegeram para o Congresso Nacional, sobretudo quando comparo com os senadores e os deputados federais do passado.

Ao compará-los, lembro do saudoso deputado Ulisses Guimarães, que do auge de sua sabedoria política, dizia que “no Brasil, cada legislatura que começa é sensivelmente pior do que a anterior.”

O Maranhão não foge a essa regra, pois os candidatos aos cargos eletivos, de uns tempos para cá, salvo poucas e honrosas exceções, deixam a desejar, moralmente e intelectualmente, resultado de uma série de fatores, notadamente da influência do poder econômico no processo eleitoral, que inibe e desestimula muita gente, com vocação política e dotada de indispensáveis requisitos, a participar da vida pública.

Quem fizer, como eu, estudos comparativos de eleições realizadas no Maranhão, tomando por base critérios culturais e profissionais, concluirá que entre as legislaturas passadas e as mais recentes, a superioridade das primeiras sobre as segundas, é de uma invisibilidade inequívoca.

À guisa de ilustração, basta lembrar de alguns nomes que o Maranhão mandou para o Rio de Janeiro,  para representá-lo no Senado e na Câmara Federal, nas décadas de 1940 e 1950, que, além do valor pessoal, deram contribuições relevantes às questões nacionais: Clodomir Cardoso, Genésio Rego, Alarico Pacheco, José Neiva, Antenor Bogéa, Lino Machado, Elizabetho Carvalho, Odilon Soares, Crepory Franco, Luís Carvalho, Afonso e José Matos, Hugo da Cunha Machado, Henrique de La Rocque, Clodomir Millet, Neiva Moreira, Renato Archer, José Sarney, Cid Carvalho, Pedro Braga, Newton Bello, Carvalho Guimarães, José Machado, Miguel Bahury e outros menos votados.

 Se os homens públicos acima citados deixaram marcas indeléveis na política nacional, contudo, ficaram a dever num aspecto que não se pode desprezar quando está em análise a conduta do parlamentar como um todo.

Nesse particular, sobreleva, por exemplo, a luta, o esforço e o empenho dos atuais congressistas, que não medem sacrifícios e correm atrás de obras, projetos e recursos para os municípios, comportamento que não se costumava ver nos representantes do passado, que brilhavam mais pelos discursos e pronunciamentos e menos pelas causas e reivindicações populares.

Nestas últimas legislaturas, o que se tem visto, faço questão de realçar e louvar, são os nossos senadores e deputados mostrarem coesão, força e presença no desempenho de ações e iniciativas construtivas, no sentido de viabilizarem, independentemente das agremiações partidárias a que pertencem e de grupos políticos aos quais se engajaram

Essa postura valorosa e vigorosa de nossos representantes em Brasília, os tem movido a batalhar juntos e uníssonos em torno de propostas que extrapolam muitas vezes a interesses políticos e pessoais, razão por que representa um marco importante na vida pública maranhense. 

EDIVALDO E CRIVELA

Os prefeitos de São Luís e do Rio de Janeiro professam o mesmo credo religioso e no momento sofrem processos idênticos e de natureza política.

São iniciativas nascidas nas Câmaras Municipais e visam catapultá-los das prefeituras por meio do impeachement, procedimento com respaldo legal, mas de pouca ou quase nenhuma receptividade junto à maioria da vereança.  

 Não será, portanto, por causa do impeachement que Crivela e Edivaldo serão defenestrados dos cargos que ocupam, mas podem perder algumas horas de sono para suportar os questionamentos dos vereadores oposicionistas.

ALGO MAIS

Ao longo do governo Flávio Dino foram criados programas, com o sentido de fomentar o progresso do Maranhão.

Com esse desiderato, vieram à tona: Mais IDH, Mais Asfalto, Mais Estrada, Mais Educação, Mais Saúde e Mais Produção.

Para completar esse quadro, só faltou o governo criar o Mais Verdade.

PROJETO IMPORTANTE

Se eu fosse deputado estadual já teria apresentado uma proposta de emenda à Constituição do Estado do Maranhão, para suprimir o Artigo 33, pela sua inutilidade e ineficácia.

O Artigo 33 é aquele que a bancada da maioria mais desrespeita, considera letra morta e com este teor: “A Assembleia Legislativa, bem como qualquer de suas Comissões, poderá convocar o Secretário de Estado ou ocupante de cargo que lhe for equivalente para prestar, pessoalmente, informações sobre assuntos previamente determinado, importando crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada.”

PORTEIROS DE EDIFÍCIOS

A sociedade maranhense precisa saber que, assim como os cobradores de ônibus, uma outra categoria de empregados em São Luís vem sendo expurgada de suas atividades laborais.         

São os porteiros de prédios residenciais, que passaram a ser jogados na rua do desemprego, em função de um processo eletrônico introduzido na capital maranhense.

Sob o pretexto de que as portarias eletrônicas vão baixar os custos operacionais dos prédios residenciais e proporcionar aos condôminos redução nas despesas domésticas, muita gente que vivia desse emprego, passou a engrossar a fila dos inativos.

COROBA HOSPITALIZADO

Depois de bons serviços prestados ao Ministério Público, o promotor Benedito de Jesus Nascimento, mais conhecido por Coroba, aposentou-se.

Quando se preparava para retornar às atividades advocatícias, submeteu-se a delicada cirurgia, realizada com absoluto sucesso, no Hospital São Domingos.

Coroba pretende concorrer às eleições de prefeito de Itapecuru, sua terra natal.  

TAMBORES DE SÃO LUÍS

O mais importante e o mais lido livro da autoria do escritor Josué Montello, Os tambores de São Luís, será relançado segunda-feira, dia 13 de junho.

O evento ocorrerá na Casa Josué Montello, instituição que tem trabalhado incansavelmente para o grande romancista manter-se admirado e reverenciado pelo povo maranhense.

PREFEITO BURAQUEIRA

Quando Epitácio Cafeteira (1966-1970) esteve à frente da Prefeitura de São Luís, o inverno foi tão vigoroso quanto o deste ano.  

O rigor das chuvas fez a capital maranhense virar um monumental buraco, fato que levou o Jornal Pequeno a denominá-lo de Prefeito Buraqueira.

Sorte do prefeito Edivaldo Holanda de não ser molestado pela imprensa, como o foi Cafeteira, marcado e conhecido como o gestor que cultivava buracos.

SUMIÇO DE PALITOS

Outro dia, num restaurante de boa cotação, notei a falta de palitos, eu, que gosto de usá-los após as refeições, desde os tempos de infância.

Chamei o garçon e perguntei pela ausência dos palitos. A resposta me deixou perplexo, porque é reflexo da crise: – Os consumidores passaram a levá-los para as suas casas.

SITUAÇÃO DRAMÁTICA

Em algumas repartições públicas do Estado, a crise da falta de recursos para o custeio chegou.

A falta de material de limpeza, seja pessoal ou funcional, é visível e repercute no andamento dos trabalhos e no desenvolvimento dos programas governamentais.

A situação não está mais feia porque os funcionários estão levando de casa material de asseio pessoal.

CASSAS DE LIMA

Mais um amigo, da mesma geração e conterrâneo, acaba de deixar o nosso convívio: o médico Cassas de Lima.

Ortopedista dos melhores e um profissional por excelência humano. Atendia pobres e ricos com a mesma generosidade e competência.

sem comentário »

PORTO DO ITAQUI, DUQUE DE CAXIAS, SARNEY

0comentário

Dias atrás, ouvi atenciosamente a entrevista do governador Flávio Dino aos jornalistas da TV-Difusora, em que mirava o Porto do Itaqui e realçava o seu papel no desenvolvimento do Maranhão, ao mesmo tempo em que defendia a não privatização da Empresa Maranhense de Administração Portuária, que realiza “uma gestão respeitada nacional e internacionalmente, que motiva os operadores a nela investirem.”

Se, por um lado, louvo o governador por reconhecer publicamente a importância do Porto do Itaqui, razão pelo qual precisa ficar sob o comando do Estado, por outro lado, não posso perdoá-lo pela maneira como não reconhece e ignora o papel fundamental de um homem chamado José Sarney, que, ao longo da vida pública,  teve a destemida preocupação de chamar a atenção do Governo Federal para a construção do Porto do Itaqui, obra sem a qual o desenvolvimento do Maranhão não passaria de um sonho de uma noite de verão.

Se o governador Dino faz de conta que não sabe, não me custa nada dizê-lo que esse empenho de Sarney não começa quando assume o governo do Estado, em 1965. Vem de mais longe, ou seja, dos tempos em que, como suplente de deputado federal do PSD, no mandato de 1954-1958, ocupava insistentemente a tribuna da Câmara Federal para reclamar ao Departamento de Portos e Vias Navegáveis a revisão do contrato, de natureza nociva ao Maranhão, assinado com a empresa italiana, Curzi, com a finalidade de construir o Porto do Itaqui, mas nada fez de positivo, ao contrário, locupletou-se e repartiu os recursos destinados à obra com os governantes de plantão.

Nessa empreitada junto ao Governo federal, Sarney contou com o apoio ilimitado da Associação Comercial do Maranhão, ao lado da qual travou uma luta difícil para viabilizar o Porto.

As esperanças de Sarney avultaram-se com a eleição de Jânio Quadros a Presidente da República, que, prometeu em comício no Largo do Carmo, construir a obra que representava a redenção econômica do Maranhão.

Jânio cumpriu a palavra até antes de sua renúncia, em agosto de 1962, a partir de quando as coisas voltaram ao ponto morto e só deram sinal de alento com a chegada dos militares ao poder em 1964, com o marechal Juarez Távora, amigo e companheiro de Sarney na UDN, nomeado ministro da Viação e Obras Públicas, que, acompanhava a luta do parlamentar maranhense e prontamente manifestou o propósito de levar adiante obra fundamental ao progresso do Maranhão.

Em que pese o esforço de Juarez Távora, que abriu nova concorrência e sem negociata, os resultados de suas iniciativas só afloraram na gestão do presidente Costa e Silva, com o Ministério de Viação e Obras, sob o comando do coronel Mário Andreazza.

Com esse novo ministro, a construção do Porto do Itaqui deixou de ser ficção e virou realidade, graças a uma reunião em São Luís, com as presenças do governador Sarney, do ministro Andreazza e do diretor do Departamento de Portos e Vias Navegáveis, almirante Clovis Travassos, este, nada simpatizante à causa maranhense.

Nessa ocasião, funcionou em toda a plenitude a astúcia e a inteligência de Sarney, que sabedor da resistência do almirante, no seu pronunciamento disse: – Ministro, o Porto não é invenção deste governador. Vem da Guerra da Balaiada, em 1840, quando Duque de Caxias, antes de deixar a presidência da Província do Maranhão e comandante das Forças Legalistas, apresentou um relatório sobre as suas atividades, dentre as quais clamava pela premente necessidade da construção do Porto do Itaqui, como salvação para os males de nossa economia.

Ao ouvir o enfático pronunciamento de Sarney, o ministro Mário Andreazza não vacilou e assinou a ordem de serviço da obra, que, sem o maquiavelismo do governador, ainda hoje, quem sabe, não estaria arrolada entre as conhecidas Obras de Santa Engrácia.  

MAVAM EM CRISE

Á falta de apoio institucional e de recursos financeiros, para mantê-la, a MAVAM – Museu da Memória Audio Visual do Maranhão, está com os dias contados para fechar as portas.

Quando reporto-me à MAVAN, incluo também a Fundação Nagib Haickell, criada em 1998, com a missão de promover a educação e a cultura, preservar a memória e valorizar o nosso patrimônio tangível e intangível.

Ver melancolicamente essa importante instituição sair de cena, com relevantes serviços prestados ao Maranhão, nestes vinte anos de atuação, sob o comando dedicado de Joaquim Haickell, é algo inacreditável, lamentável e só em nossa terra ainda acontece.

ZEZÉ E ELIR GOMES

Bendito frio que invadiu São Paulo e fez Zezé e Elir Gomes programarem uma temporada em São Luís, para alegria dos familiares e amigos do querido casal.

Em junho, devem aportar na cidade que não esquecem e dos amigos que aqui deixaram e estão ansiosos para revê-los.

Nesta temporada em São Luís, o aniversário de Elir certamente será festejado em grande estilo, tanto que o irmão, Jesus Gomes, que, também, mora em São Paulo, já veio na frente. 

MARANHENSES NA EUROPA

A coluna do PH, informa casais maranhenses que estão na Europa ou vão embarcar brevemente para o mesmo destino.

Portugal é hoje o país que mais encanta os brasileiros e não é por acaso que os maranhenses adoram aquela idolatrada terra, uns, em função do turismo, outros, até com a perspectiva de mudança de ares.

De minha parte, quero dizer que, por não poder afastar-me do Maranhão, em vez de viajar para a Europa, não abro mão de rever a minha terra- Itapecuru, quinzenalmente.

AVISO DE SARNEY

Com a sua invejável sabedoria de vida e inequívoca experiência política, o ex-presidente José Sarney alertou para o fato de não ser bom e nem prudente o Presidente da República bater de frente com o Congresso.

Getúlio Vargas se suicidou; Jânio Quadros, renunciou; João Goulart foi destituído; Fernando Collor e Dilma Roussef sofreram impeachement.

CHUMBO GROSSO

Quando o deputado Edilásio Junior assume a tribuna da Câmara Federal para discursar, os parlamentares do Maranhão e de outros Estados, já sabem que vem chumbo grosso e o alvo preferido do orador é o governador Flávio Dino.

Cumpre destacar o silêncio dos deputados que apoiam o governador, que não o defendem e ainda cumprimentam Edivaldo pelo pronunciamento.

ERNANI BARROS

Na semana passada, faleceu no Rio de Janeiro, onde morava há várias décadas, o maranhense Ernani Barros.

Desapareceu aos 93 anos, mas em vida soube aproveitá-la com dignidade e fidelidade, princípios herdados do pai, o ex-governador Eugênio Barros.

Ernani Barros exerceu o mandato de deputado estadual, no mandato de 1955 a 1959.

GASTÃO E TOFFOLY

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoly, convidou apenas vinte deputados federais para um jantar em sua residência, segunda-feira passada.

Dentre os vinte selecionados, do Maranhão, só o deputado Gastão Vieira, que faz segredo em torno do assunto que levou o ministro a reunir um pequeno grupo de parlamentares para uma conversa particular.  

sem comentário »

A MANDIOCA DE HOJE E DE ONTEM

0comentário

Se não fosse a imensa legião de blogueiros, que presta serviços profissionais ao prefeito de Santa Rita, a opinião pública não tomaria conhecimento de um fato extremamente alvissareiro, que merece registro especial.

Trata-se de uma iniciativa louvável do prefeito, Hilton Gonçalo, que deve ser vista como sinal de que nem tudo está perdido e de que ainda há gente que pensa em coisa séria e necessária para o Maranhão encontrar o caminho do desenvolvimento e da paz social.

Com esse desiderato, o gestor de Santa Rita, pensando menos no clientelismo político e mais num programa de repercussão econômico e social, estimulou as comunidades rurais a abraçarem um projeto para incrementar em larga escala a plantação de mandioca no município, ato que resultou no embarque, na semana passada, pelo Porto do Itaqui, de 29 toneladas de mandioca para Pernambuco, onde a Ambev fabrica a cerveja Magnifica.

 A fabulosa notícia do uso da mandioca no processo de fabricação da cerveja, nos remete para os anos de 1942, quando o ditador Getúlio Vargas por decreto, cria a Comissão Executiva dos Produtos da Mandioca, com a finalidade de instalar em diversas regiões do País usinas com a capacidade de produzir 40 mil litros anuais de álcool, tendo a mandioca como matéria-prima, para suprir a eventual falta de derivados de petróleo, em decorrência da II Guerra Mundial.

Sem interferência política, a cidade de Itapecuru Mirim, no Maranhão, é escolhida para sediar tão relevante empreendimento industrial, pela proximidade de São Luís e contar com dois importantes meios de comunicação e transporte: o rio e a estrada de ferro.

As primeiras iniciativas destinadas à viabilização do projeto, ocorrem em janeiro de 1945, no Palácio dos Leões, ato presidido pelo interventor Saturnino Belo, durante a qual o prefeito de Itapecuru, Abdala Buzar, assina um decreto de doação de amplo terreno à Comissão Executiva dos Produtos da Mandioca, que  possibilitou a imediata contratação da Empresa Construtora Constuplan, do Rio de Janeiro, para executar os serviços de engenharia, com recursos provenientes de empréstimo contraído com o Governo do Estado e financiamentos do Banco do Brasil.  

Para abastecer a usina de matéria prima farta e necessária, convocou-se a Associação Comercial de Itapecuru para organizar e mobilizar os agricultores da região, com vistas à plantação em larga escala da mandioca, pois a fábrica, a princípio, precisava diariamente de 35 toneladas de raízes, meta não cumprida porque os  organismos oficiais e privados financiadores do projeto, não liberavam os recursos conforme mandava o cronograma, fato que resultava no atraso de pagamento dos trabalhadores, técnicos e fornecedores envolvidos no projeto.

Outros problemas, também graves, vieram à tona e concorreram para interromper os trabalhos da usina; os equipamentos importados ficavam a céu aberto e expostos a chuva e sol; a falta de mão de obra qualificada; a problemática carga e descarga dos equipamentos; a carência de recursos para prover os agricultores de condições para produzirem melhor e em maior quantidade.

Com esse quadro de notórias e insuperáveis dificuldades e vicissitudes, o projeto começa a fazer água e como isso o sonho de progresso e de mudança de uma região configura-se em toda plenitude, frustrando a cidade e a população, que assistiam estarrecidos e sem condições de reagir ao processo de desgaste, de dilapidação e de roubo dos equipamentos, sem esquecer as dificuldades submetidas aos agricultores, enganados com promessas mirabolantes.

Conquanto o projeto de Itapecuru não tenha nada a ver com o de Santa Rita, a não ser o uso da mandioca, como salvação da lavoura, fica aqui, como advertência, a história de uma iniciativa governamental, que teve tudo para dar certo, mas malogrou-se pela incúria dos homens públicos do passado, que, nesse aspecto, não difere das praticadas pelos agentes políticos de hoje.    

GASTÃO E HILDO ROCHA

O deputado Gastão Vieira, na legislatura passada, não exerceu o mandato na Câmara Federal.

De volta às atividades parlamentares, em 2019, na condição de suplente, graças a uma operação exitosa do   governador Flávio Dino.

Ao chegar à Câmara Federal, Gastão impressionou-se com o desempenho do deputado do MDB, Hildo Rocha, político com brilhante atuação no Congresso Nacional, tornando-se indiscutivelmente o melhor e o mais preparado parlamentar da bancada maranhense e atuando admiravelmente no plenário e nas comissões técnicas, onde mostra lucidez e preparo.

NO PANTEON DE MARIA THEREZA

Provavelmente em junho, para quem gosta, como eu, de saborear os livros da autoria da escritora Maria Thereza Azevedo Nogueira, será lançada a sua mais nova produção literária.

São ensaios biográficos sobre 21 mulheres, cinco do passado e dezesseis do presente, com destaque na vida cultural do Maranhão.

Nome do livro: No Panteon.

FILHOS DE GOVERNADOR

Na vida pública maranhense não há registro de algum filho de governador que haja criado problemas de monta aos genitores, no exercício do mandato.

Sabe-se que no passado, houve governador que chegou a ficar de prontidão por causa da presença de rebento no dia a dia da administração.

Mas essas intervenções não aconteceram e, por isso, não perturbaram o funcionamento do governo, ao contrário de hoje em que as constantes e imprevidentes interferências dos filhos do atual Presidente nos assuntos da República, estarrecem o País.

MELHOR SECRETÁRIO

Numa roda de conversa, em que pontificavam figuras marcadamente conhecedoras da vida administrativa do Estado, uma interessante pergunta veio à tona: quem é o melhor secretário do governo Flávio Dino?

Por unanimidade, o indicado foi o secretário de Fazenda, Marcellus Ribeiro Alves, considerado competente, modesto, avesso aos elogios e não gosta de afagos. Houve quem lembrasse de apontá-lo como da escola de Antônio José Brito, secretário da Fazenda, no governo João Castelo, que devolvia até presente de Natal.    

UM NOVO RÉGULO

O que está acontecendo com o Maranhão de nossos dias, do ponto de vista político?

A pergunta é pertinente quando a gente lembra das homenagens prestadas(?) ao deputado Othelino Neto, por sentar na cadeira de governador durante 48 horas.

Nada mais grotesco e burlesco. O cerimonial de Othelino esqueceu de uma coisa: decretar feriado estadual naquela oportunidade.

HOMENAGEM AO PESQUISADOR

Homenagem oportuna e justa a prestada pela Academia Ludovicense de Letras, à qual se associou a Academia Maranhense de Letras, ao competente pesquisador e escritor Luiz de Mello, sempre esquecido em eventos de natureza cultural.

Luiz Mello, que há anos trabalha anonimamente em prol da cultura maranhense e sem interesses pecuniários, mesmo com a idade avançada e a saúde abalada, teve o reconhecimento merecido de duas importantes instituições.

ELEIÇÕES NA UFMA

Aproxima-se a eleição de reitor da Universidade Federal do Maranhão.

Quatro candidatos vão disputar a sucessão da reitora Nair Coutinho, mas só dois concorrem pra valer ao mais alto cargo da Universidade Federal do Maranhão: professores Natalino Salgado e João de Deus.

O pleito, um dos mais disputados na Ufma, ocorrerá no final de junho, mas a tendência é de que ninguém toma de Natalino Salgado a pole-position.

RESSURREIÇÃO POLÍTICA

O grande estadista inglês, Winston Churchil, dizia que só na política o homem é capaz de morrer e de viver várias vezes.

Que o diga o ex-deputado Ricardo Murad, que se imaginava desinteressado da política, em que teve altos e baixos, anunciar que mudou de partido, acasalando-se no PSDB, pelo qual pretende se candidatar nas eleições do ano vindouro a prefeito de Coroatá.

Em tempo: Ricardo escolheu um partido que não vive um bom momento e que pode desaparecer do mapa antes das eleições de 2020.

EDUCAÇÃO E FILHOS

Uma frase oportuna num cartaz de protesto, na Avenida Paulista: “Se Bolsonaro não investiu na educação dos próprios filhos, por que investiria na dos filhos dos outros”.  

sem comentário »

O SECRETARIO QUE BRILHA PELA AUSÊNCIA

0comentário

Ao renunciar ao cargo de governador, Epitácio Cafeteira se desincompatibiliza para ser candidato ao Senado, em outubro de 1990, ato que permite ao vice, João Alberto de Sousa, assumir o comando do Estado por 11 meses e à frente do qual dá um show de competência e capacidade de trabalho.

Naquela curta, mas fecunda gestão de João Alberto, ocupei o cargo de secretário da Cultura, realizando marcantes ações em prol das atividades culturais do Estado, destacando-se uma obra em Itapecuru Mirim, que precisava da minha participação, como filho da terra.

Tratava-se de recuperar o antigo prédio da cadeia pública da cidade, onde anteriormente funcionou a Câmara Municipal e depois a delegacia policial, à frente da qual foi enforcado o famoso Cosme Bento das Chagas, conhecido por Negro Cosme, um dos líderes da Guerra da Balaiada.

Para recuperá-lo, imediatas e corajosas ações deveriam ser executadas, com o fito de reverter uma situação que se antevia insustentável e evitar que um imóvel secular, emblemático do ponto de vista arquitetônico e tombado pelo Patrimônio Histórico, virasse escombros.

Como primeira providência, convenci o governador João Alberto a visitar a Itapecuru para ver ao vivo o estado de abandono em que se encontrava o velho prédio, que demandava rápidas e eficientes reformas.

Sensibilizado com o que viu, o governador assinou ordem de serviço para recuperar a centenária cadeia pública, na qual, após a conclusão dos serviços e das festividades de inauguração, instalou-se a Casa de Cultura de Itapecuru, o que aconteceu no final de 1990.

Devido às intempéries, aquele templo de cultura, ao longo do tempo, sofreu outras reformas. A mais recente ocorreu no atual governo, sob a responsabilidade da secretaria da Cultura, que preparou um projeto, convém salientar, mais amplo, fazendo incorporar-se ao imóvel antigo uma nova área até então ociosa e destinada às apresentações populares e folclóricas.

Com as rigorosas chuvas deste ano, o telhado do novo espaço folclórico, construído sem os devidos cuidados e atabalhoadamente, veio literalmente abaixo, só não causando danos fatais porque o temporal ocorreu na plenitude da madrugada.         

Ao saber do sinistro evento, causado por um serviço mal feito, certamente uma empresa de construção civil inidônea, procurei o apagado secretário da Cultura para saber o que a direção da SECMA deflagrara para minimizar o estrago de uma obra que não exigia ingentes trabalhos e nem recursos vultosos.

Como escrito nas estrelas, o secretário da Cultura estava ausente da cidade e fazendo o que mais gosta: viajar para dentro e fora do Brasil, às custas de recursos públicos.

Este é o homem que o governador Flávio Dino encontrou para cuidar de assuntos relativos ao nosso patrimônio histórico, artístico e cultural, do qual se diz à boca pequena que ao ser nomeado para tão importante cargo, um jornalista quis saber o nome do renomado jornalista maranhense, perpetuado numa estátua de bronze e sentado na principal praça da cidade. Para decepção dos circunstantes, a resposta foi o silêncio do homem da Cultura.

  Como não o encontrei, pedi à sua secretária que registrasse um pedido de audiência, que esperei ansiosamente por mais de trinta dias, mas não obtive qualquer resposta, prova cabal e inequívoca da falta de consideração a um conceituado e respeitado cidadão itapecuruense, ex-secretário da Cultura, e membro e presidente da Academia Maranhense de Letras.

Para finalizar, um aviso ao trepidante globetrotter da cultura tupiniquim: se continuar de braços cruzados, como é de seu costume, com relação à recuperação da Casa da Cultura de Itapecuru, que se prepare para responder na Justiça por tão inominável omissão.

BONS TEMPOS AQUELES

Leio no Diário Oficial, de 8 de julho de 1906, portanto, há 113 anos, essa preciosa informação e emitida pelo governador da época, Dr. Benedito Leite.

“O Sr. Governador do Estado estará em palácio à disposição das pessoas que precisarem falar-lhe, de 2 até 4 horas da tarde, todos os dias úteis, com exceção das quintas-feiras. Para negócio urgente, Sua Excelência poderá ser procurado em qualquer dia e a qualquer hora.”  

A gente daquela época era feliz e não sabia.

BRAID DEVAGAR

Todas as pesquisas, confiáveis ou não, afirmam que se a eleição fosse hoje, o deputado Eduardo Braid seria com tranquilidade o sucessor do prefeito Edivaldo Holanda.

Talvez seja por causa dessa vantagem sobre os concorrentes, que Braid vem se omitindo de apontar e criticar os problemas de São Luís, que são tantos, graves e ostensivos.

Por mais que seja o favorito e esteja folgadamente na pole position da corrida sucessória, Braid não pode ficar omisso ou calado diante de questões que afetam diretamente a população.

TERCEIRA CIRURGIA

Pela terceira vez, Mauro Fecury viajou, na semana passada, às pressas para São Paulo, a fim de submeter-se a urgente processo cirúrgico.

Graças à ajuda de Deus e da participação competente da equipe médica do Hospital Sírio Libanês, Mauro, bravamente, enfrentou, com sobriedade, um problema ortopédico que vem dos tempos de jovem.

Para alegria dos familiares e amigos, nos próximos dias, retorna a São Luís, para dar continuidade à grande obra educacional que construiu no Ceuma. 

DUARTE COMO ALVO

Essa maldosa campanha contra o jovem deputado Duarte Junior, não repercutiu junto à opinião pública, haja vista à excelente cotação nas pesquisas à sucessão de prefeito de São Luís.

Duarte, que só perde, em matéria de posição política, para o deputado Eduardo Braid, o qual, propositadamente vem se esquivado de participar dos problemas que afetam a cidade, fato que favorece o ex-dirigente do Procon e o deixa numa zona confortável, principalmente junto aos setores mais identificados com a sua cronologia e os problemas de seu tempo.

VOCÊ DECIDE

Ainda repercute a reunião realizada em Brasília, que contou com a presença do Presidente Jair Bolsonaro e dos governadores estaduais.

Dizem que naquela reunião, o governador Flávio Dino chegou atrasado propositadamente e com dois objetivos.

 Primeiro, interromper a reunião para atrair as atenções dos que dela participavam ou a assistiam pela televisão.

Segundo, para não ter de apertar a mão do Presidente da República, ao qual não dedica apreço e nem deseja dele se aproximar.

PRODUTO MAIS VENDIDO

Dou um doce para quem souber o produto mais vendido no comércio de São Luís, para presentear as mães.

Quem apostou em flores ganhou. Este ano, elas foram mais procuradas do que o peru no Natal e o bacalhau na Semana Santa.

O TJ TAMBÉM

Não foi somente a Assembleia Legislativa que antecipou as eleições da sua Mesa Diretora e prorrogou o mandato de seus ocupantes até 2022.

Antes da Assembleia, o Poder Judiciário realizou procedimento da mesma natureza, antecipando as eleições da Mesa Diretora para o mês de março deste ano, que prorrogou os mandatos dos atuais diretores até abril de 2020.

 CONCHAVO A TRÊS

O fato de o Maranhão ter tido recentemente três governadores – Flávio Dino, Carlos Brandão e Othelino Neto, nos transporta para os idos de janeiro de 1965.

Para não passar o Governo a José Sarney, o governador Newton Bello o transferiu para o vice, Alfredo Duailibe, que, por sua vez, afastou-se do cargo por dois dias, para permitir ao então presidente da Assembleia, Aldenir Silva, visitar Caxias, com a faixa e tudo a que tinha direito, e ser homenageado pelos conterrâneos.

FILHOS DE BOLSONARO

Como dizia o poeta Vinicius de Moraes: “Filhos? Melhor não tê-los, mas se não tê-los, como sabê-los.”

sem comentário »

CASUÍSMO INOMINÁVEL E ESCANDALOSO

0comentário

Para surpresa e decepção minha e de numerosos maranhenses, que acompanham a nossa trepidante vida política, um ato legislativo inédito no País, acaba de ser executado na chamada Casa do Povo, que deixou a opinião pública estarrecida e os deputados estaduais em situação delicada pelo cometimento de um procedimento indecoroso na vida parlamentar.

Ao longo do tempo, o plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão foi palco de acontecimentos absurdos que deixaram a sociedade perplexa e revoltada, mas não podem ser comparados com os ocorridos, na semana passada, quando 41 deputados ordeiramente votaram e aprovaram um projeto casuístico, destinado a beneficiar políticos interessadas em usar o poder para materializar projetos mirabolantes ou inconfessáveis, arrimados em eleições fora de época, expedientes que se imaginavam banidos de nossa vida pública e que colidem com o discurso do governador Flávio Dino, que não se cansa de apregoar, aqui e alhures, que o Maranhão mudou.  

Como o Maranhão pode ter mudado com uma Assembleia em que governistas e oposicionistas se juntam para praticar um casuísmo inominável e escandaloso, que não encontra similar no País, razão porque ficará registrado como um marco triste e vergonhoso na vida pública maranhense, manchada por  procedimentos promíscuos, uma vez que modificaram o Regimento Interno da Casa do Povo, para que a Mesa Diretora se transforme num instrumento a serviço da politicagem, dos politiqueiros e da politiquice.   

Nesse particular, não é de hoje que essas práticas nocivas conquistaram espaço e ganharam corpo no Maranhão. Quem tiver boa memória há de lembrar como três ex-presidentes da Assembleia Legislativa, deputados Manoel Ribeiro, Arnaldo Melo e Humberto Coutinho, em momentos diferentes, por meio de projetos de resolução, alteraram o Regimento Interno da Casa, com o fito de realizaram eleições intempestivas para mantê-los no comando das Mesas Diretoras.

Enquanto os ex-presidentes tiveram os mandatos ampliados nas proximidades do término dos mandatos, Othelino Neto, conseguiu a proeza de ficar quatro anos na Presidência da Assembleia, cargo para o qual se elegeu em fevereiro deste ano, portanto, há três meses.

Mas por que essa precipitada e berrante antecipação da eleição para o mandato da atual Mesa Diretora só acabar em 2022?  

São inúmeras as versões. A que me convenceu veio de um bem informado blogueiro, segundo o qual o projeto que beneficiou diretamente o deputado Othelino foi construído em função de seu futuro político, tendo em vista que pretende concorrer a um alto cargo eletivo, possivelmente o de senador, caso o governador Flávio Dino dispute a sucessão do Presidente Bolsonaro.

Para a viabilização desse projeto, Othelino precisava continuar no comando da Assembleia Legislativa, no cargo que conquistou mediante eleição fora de época e da aplicação da política sanfransiscana do “é dando que se recebe”, que será infinita enquanto durar.         

Enquanto tudo isso acontece e deixa o povo bestializado, nada melhor do que a frase histórica e antológica do grande baiano Rui Barbosa, que cabe como uma luva no Maranhão atual: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”

SUGESTÃO AOS DEPUTADOS

Por que os deputados, para acabar de uma vez por todas com essas eleições fora de época, não aprovam um projeto determinando que o mandato da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa seja de quatro anos e acabe no mesmo dia do governador do Estado?

Em tempo:  uma louvação especial ao deputado Hélio Soares, o único que votou contra o projeto de Othelino e justificou com sabedoria e lucidez as razões que o levaram a assim proceder.

CANDIDATO DO BELO SEXO

Se o deputado Evangelista Neto emplacar sua candidatura a prefeito de São Luís, pode ter certeza que terá uma excelente votação do sexo feminino.

As mulheres dizem que votam nele por considerá-lo “um pão”.

EMOÇÕES DE LUIS FERNANDO

De uns dias para cá, Luís Fernando Silva tem vivido variadas emoções.

Depois de renunciar ao mandato de prefeito de São José de Ribamar, foi tocado pela emoção de ser convidado pelo governador Flávio Dino para assumir o cargo de secretário de Governo para Estudos Especiais.

Como se não bastassem essas emoções públicas, vive, também, fortes emoções no campo sentimental, pois, como dizem os colunistas sociais, está “in love” com uma cantora maranhense de projeção nacional, mas garanto que não é Alcione.

MARIDO E MULHER

Os municípios de Santa Rita e de Bacabeira são dirigidos pelos prefeitos Hilton Gonçalo e Fernanda Gonçalo.

Na vida privada formam um casal harmonioso e na cena pública administram cidades para as quais foram eleitos, mas não se queixam da falta de recursos para administrá-las e ainda se dão ao luxo de realizar eventos festivos como o povo gosta.

Como são ricos, talvez, promovam essas festas com recursos próprios. 

SÓ DEUS SABE

Encontrei no lançamento dos livros do poeta Luís Augusto Cassas, o correto juiz federal, Roberto Veloso.

Depois dos cumprimentos, uma pergunta se tornou imperiosa: – Será ou não candidato a prefeito de São Luís?

A resposta veio rápida: – Deus é quem sabe.

PREFEITO PERIFÉRICO

Numa animada conversa com o competente economista, José Cursino Raposo, secretário de Planejamento da Prefeitura de São Luís, uma pergunta veio na lata: – Por que o prefeito Edivaldo Holanda Junior se ausenta demasiadamente dos eventos que ocorrem no centro da cidade? 

Cursino responde no mesmo tom: – Porque o prefeito gosta é da periferia.

PROJETO DE WEVERTON

O senador Weverton Rocha apresentou um projeto determinando que valores apreendidos ou recuperados, no Brasil e no exterior, referente ao produtos de crime praticados contra a administração pública, sejam destinados às áreas da educação, saúde e segurança.

 Seria bom que o senador Weverton, com base no projeto de sua autoria, devolvesse aos cofres públicos, os recursos que teriam sido desviados da obra de recuperação do Ginásio Costa Rodrigues, quando foi secretário de Esportes.

PROMESSA A MAURA

Depois que o Presidente Jair Bolsonaro recebeu em audiência a ex-deputada Maura Jorge, as expectativas em torno de sua nomeação, não para a presidência da Embratur, mas para um órgão federal, com representatividade no Maranhão.

Em Lago da Pedra, onde Maura foi prefeita, é mais quem faz promessa a São José de Ribamar, para ela ser nomeada para qualquer cargo federal.  

BETH CARVALHO

Morreu a cantora que sabia interpretar como ninguém as duas músicas mais bonitas do Brasil: As rosas não falam, de Cartola, e Andança, dos compositores Edmundo Souto, Danilo Caymi e Paulinho Tapajós.

sem comentário »

PRA LAMENTAR OU PARLAMENTAR

0comentário

Em 1963, no exercício do mandato de deputado estadual, tomei a iniciativa de propor ao plenário da Assembleia Legislativa um requerimento para homenagear um amigo e colega de imprensa, que aniversariava, o vibrante jornalista Milson Coutinho, do Jornal Pequeno, não bem visto pelos governistas da época.

Jamais passou pela minha cabeça que o requerimento causasse na bancada palaciana uma polvorosa repercussão, no momento em que o presidente da Assembleia, deputado Frederico Leda, o submeteu ao processo de votação.

Imediatamente, o líder do Governo, deputado Pereira dos Santos, pede a suspensão da sessão por alguns minutos, para saber se o governador Newton Bello concordava ou não com a aprovação do requerimento.

A ordem do Palácio não demorou e veio com a expressa recomendação de fulminar a proposição, cumprida rigorosamente pela maciça governista.

Contei esse episódio, ocorrido há 56 anos, para mostrar como a nossa Assembleia Legislativa, nesse aspecto, pouco ou quase nada mudou.

À guisa de exemplo, vamos supor que no recente aniversário de José Sarney, transcorrido a 24 de abril passado, um deputado oposicionista apresentasse um requerimento de felicitações ao ex-presidente da República. Pergunto: será que a galopante bancada palaciana o aprovaria?

Tenho minhas dúvidas, até porque a Assembleia Legislativa, nesse tipo de matéria, tem jurisprudência firmada e levaria o líder da maioria a pedir imediatamente a suspenção da sessão, assim como fez o deputado Pereira dos Santos, para saber se o governador Flávio Dino aprovaria ou não a proposta em votação. Salvo melhor juízo, do Palácio dos Leões viria uma ordem semelhante à expedida pelo governador Newton Bello.   

Fiz a simulação acima apenas para lembrar e lamentar o comportamento subalterno da Assembleia ao Poder Executivo, que vem do passado, mas até hoje permanece entranhado no contexto da vida parlamentar, aviltando a soberania do Legislativo e impedindo os representantes do povo de exercerem os mandatos com liberdade e dignidade.

Essa situação ganha visibilidade e realidade quando os deputados oposicionistas tomam a iniciativa, com base em dispositivos da Constituição do Estado, de convocar os membros do Executivo, que desempenham cargos ou postos influentes na máquina administrativa, para prestação de informações sobre assuntos previamente determinados.

O que se vê, como resultado dessa convocação, é a continuação de um comportamento parlamentar do passado, retrógrado e incompatível com os tempos hodiernos, em que os trabalhos legislativos são vistos e acompanhados por milhares de pessoas através dos meio de comunicação, que poderiam ficar melhor informados sobre as realizações do Governo em favor da população.  

Eu e muita gente imaginava que esse procedimento pouco democrático da Assembleia Legislativa teria o seu fim na gestão do governador Flávio Dino, que, pela sua formação intelectual e política, mandaria para o inferno práticas nebulosas, que aqui vigoram desde os primórdios do regime republicano.     

Ledo engano, pois o Maranhão, nesse desiderato, continua como dantes no quartel de Abrantes.

A UDN VEM AÍ

O advogado Marco Vicenzi, quer ressuscitar no Maranhão a UDN, partido que teve origem na redemocratização do País, em 1946.

Aqui, a UDN formou-se à base de profissionais liberais e para fazer frente ao vitorinismo, tendo na sua composição figuras da estirpe de Alarico Pacheco, Antenor Bogéa, Públio Bandeira de Melo, entre outros.

Anos depois, a UDN migra para o comando de José Sarney, legenda pela qual se candidatou a governador do Maranhão, nas eleições de 1965.

O JUIZ E O POLÍTICO

O saudoso jornalista Aparício Torelli, conhecido nacionalmente por Barão de Itararé, dizia que “de onde menos se espera, é de lá que as coisas vem.”

Essa máxima encaixa-se na decisão do juiz federal Roberto Veloso de pretender se filiar a um partido político e ser candidato a prefeito de São Luís, numa eleição não muito fácil para neófitos.

Para atingir esse objetivo, Veloso tem de imitar o gesto do juiz da Lava-Jato, Sérgio Moro: renunciar a magistratura.  

FAZEDOR DE FRASES

O ex-deputado federal, Jaime Santana, herdou do pai, o saudoso professor Pedro Neiva de Santana, a capacidade de criar frases de efeito e satíricas.

É da sua autoria uma que tem tudo com o atual momento político: – O Brasil de hoje está sendo comandado por um despreparado na Presidência da República; por dois imaturos no Congresso Nacional e onze supremos no STF.

Assino em baixo.

ADEUS, PASSÁRGADA

Depois de assumir a Secretaria de Programas Especiais, o competente técnico Luís Fernando Silva, fez pela imprensa a sua primeira manifestação como oráculo do Governo Dino.

Dentre os assuntos abordados, um me deixou nas nuvens, pois não sabia que o Maranhão tem hoje “investimentos em parceria com o Banco Mundial, o Banco de Desenvolvimento Alemão, o Banco de Desenvolvimento da América Latina, o Novo Banco de Desenvolvimento e com países com a Alemanha, China, Coreia do Sul, França, Emirados Árabes, Israel, Irã, Liga Àrabe e Vietnã.”

Após ler a cartilha ufanista de Luís Fernando, eu, que estava disposto a ir para Passárgada, e ser amigo do Rei, resolvi ficar no Maranhão e continuar amigo do ex-prefeito de Ribamar.  

SALGADO MARANHÃO

O poeta caxiense, Salgado Maranhão, que está com um pé na Academia Brasileira de Letras e outro na Academia Maranhense de Letras, participou nos Estados Unidos, de um Festival Internacional de Poesia.

No evento, realizado em New Orleans, o nosso conterrâneo fez um baita sucesso, pelas palestras realizadas em universidades americanas e do lançamento de sua obra poética, traduzida pelo escritor Alexis Levitin.

CODÓ E BITA DO BARÃO

A imprensa costuma dizer que a morte de Bita do Barão deixou a família Sarney desamparada.

Na verdade, quem ficou literalmente desnorteada com o falecimento do babalorixá foi a cidade de Codó, que perdeu preciosa renda advinda da numerosa presença de turistas e adeptos do médium que fazia curas espirituais.

PALMAS PARA ROBERTO

A população brasileira bate palmas para o senador Roberto Rocha, relator da Medida Provisória, que no seu parecer, aprovado na Comissão Mista, restabeleceu o direito de cada passageiro levar mala de até 23 quilos, sem acréscimo de preço.

Se a Câmara e o Senado aprovarem o parecer do senador maranhense, cai por terra uma das mais absurdas ganâncias das companhias aéreas brasileiras.

GASTÃO E EDUCAÇÃO

Gastão Vieira assumiu o mandato na Câmara de Deputados e logo mostrou a que veio como conhecedor de assuntos da Educação brasileira.

De sua iniciativa, como membro da Comissão de Educação, da qual foi presidente, promoveu um Seminário, que fez o Congresso refletir sobre o “Financiamento em educação básica.”

Gastão é assim chegou, viu e venceu.

PREFEITO DE ITAPECURU

Se há um arrependimento na minha vida foi o de ajudar a eleger prefeito de Itapecuru, na gestão passada, o professor e pastor evangélico, Magno Amorim.  

Ao assumir o mandato imediatamente começou a executar o projeto de se locupletar com os recursos da prefeitura.

Com um misto de vergonha e de alegria vejo, ainda que tardiamente, o Magno Amorim, por forjar documentos fraudulentos, cair nas malhas do Ministério Público.       

sem comentário »

400 ANOS DA CÂMARA MUNICIPAL

0comentário

Sabe-se que a Mesa Diretora da Câmara Municipal prepara uma programação diversificada e de bom nível, para comemorar os 400 anos do Poder Legislativo de São Luís, iniciativa que louvo com maior entusiasmo, na condição de pesquisador e de presidente da Academia Maranhense de Letras, instituição que se coloca à disposição dos vereadores na realização de tão auspicioso evento histórico.

Como contribuição, gostaria de lembrar aos vereadores da importância de se organizar um ciclo de palestras sobre a história da Câmara Municipal, ao longo desses quatro séculos, com a participação de  professores universitários e de historiadores, de reconhecida autoridade no assunto, dentre os quais, o professor Carlos Alberto Ximendes, que, em 2013, publicou o excelente livro “Sob a mira da Câmara”, que trata com fidelidade os primeiros tempos de vida do Legislativo de São Luís (1644 a 1692), quando cuidava de tudo que acontecia na cidade, priorizando os serviços de abastecimento, limpeza, construção de estradas, arruamento, mão de obra, peso e medidas, fontes de águas e outras questões.

À guisa de ilustração, recolho do livro do professor Ximendes, algumas informações (resumidas) sobre a composição e o funcionamento da Câmara de São Luís, no período colonial, quando os vereadores, também chamados de camaristas, se elegiam para cumprir um ano de mandato, podendo exercê-lo por mais de um ano consecutivo.

As reuniões eram quinzenais e aos sábados, para não atrapalhar as atividades particulares dos representantes do povo. Quando um vereador não comparecia à reunião era multado, mas podia ser absolvido da penalidade.

As competências atribuídas aos vereadores no exercício do mandato eram numerosas, complicadas e desafiadoras, porque objetivavam disciplinar as construções e o uso de terrenos públicos; controlar os setores que envolviam o viver e o trabalho nas vilas e povoados, através das suas posturas e acórdãos; fiscalizar as atividades econômicas, através de correições, devassas e vistorias; estabelecer e aplicar punições aos que desobedecessem as determinações; definir a arrecadação de rendas; zelar pela saúde da população e arrendar a venda de carne verde.

Além dos vereadores, a Câmara tinha um quadro de servidores com dois juízes ordinários, um procurador, escolhidos entre os homens bons da cidade, um escrivão, que tivesse o domínio da escrita, um tesoureiro, para cuidar da receita e da despesa da Casa, um porteiro, um afilador de pesos e medidas, dois almotacés, estes, com mandatos de três meses, encarregados de fiscalizar o funcionamento da economia, o cumprimento das posturas, da limpeza e do conserto das ruas, estabelecer multas e condenações e participar das correições gerais.

A Câmara também possuía um alcaide, escolhido de uma lista tríplice, que devia ser um homem bom, da nobreza da terra, casado e residente no lugar e com a competência de vigiar e prender os juízes e almotacés, que praticassem atos lesivos à população.

O autor do livro, dedica especial atenção ao capítulo que trata das obrigações dos vereadores para as seguintes questões: terrenos desocupados e cobrança da renda dessas terras; fornecimento de licença para as construções de casas; delitos praticados; concentração de terras nas mãos de poucos moradores; incêndios; preservação das fontes de água; conserto das ruas, praças e prédios; criação de animais; trabalho indígena; festividades religiosas e em homenagem à Sua Majestade; abastecimento e arrematação de carne, pesca, venda de peixe e fabricação de panos.

Pelo visto, concluo eu, vereador na época colonial, não levava vida fácil, pois tinha de dar conta de múltiplas atividades, todas de interesse da comunidade, que faziam da Câmara um organismo atuante, onipresente e com exigências maiores e mais amplas do que as previstas nas atuais Leis Orgânicas dos Municípios.      

NEIVA MOREIRA E BRASÍLIA

O político maranhense mais prestigiado na inauguração de Brasília, a 21 de abril de 1960, não foi Renato Archer, por ser amigo do presidente Juscelino Kubitscheck.

O merecedor desse privilégio foi o deputado federal Neiva Moreira, que recebeu de JK a incumbência de promover a mudança da Câmara Federal para a nova capital do Brasil.

Neiva era do PSP, de oposição a Juscelino, mas defendia a transferência da Capital da República para o Planalto Central, na crença de o projeto beneficiar o Nordeste.

AMIGO IN PECTORE

Sabem quem é atualmente o deputado federal do Maranhão mais próximo do presidente da República, Jair Bolsonaro?

Acertou quem disse: Aluísio Mendes

Amizade entre o presidente e o deputado forjou-se em outro contexto e não tem nada a ver com a participação de Aluísio na “bancada da bala”.

DO GRUPO SARNEY

O jornal O Globo fez um levantamento nos Estados para saber os políticos de projeção nacional ainda ouvidos ou consultados sobre a ocupação de cargos de confiança na esfera federal.

Do Maranhão, segundo o periódico carioca, José Sarney é imbatível nessa arte, pois sem a sua anuência, Maurício Itapary, superintendente do IPHAN, Jones Braga, superintendente da CODEVASF, Antônio José dos Santos, superintendente do Ministério da Agricultura, e Ricardo Sousa Barros, superintendente dos Correios, não seriam nomeados.

FILHO DE JOÃO ALBERTO

A qualquer momento será anunciada a nomeação de um maranhense para um cargo importante do Governo Federal.

Por indicação da bancada do PMDB do Nordeste, um filho do ex-senador João Alberto vai dirigir um órgão do Ministério de Cultura, Esporte e Turismo.

Trata-se de João Manoel, que na última eleição, candidatou-se a suplente de senador, na chapa encabeçada por Sarney Filho.

SIGNO DA SORTE

Coincidência ou coisa traçada pelo destino?

Pois não é que o governador Flávio Dino nasceu em abril, no mesmo mês de José Sarney e quase no mesmo dia.

Por uma diferença de seis dias, Sarney e Flávio Dino deixaram de comemorar o aniversário na mesma data.

BOATO E FAKE NEWS

Quando esse negócio de fakes news não existia, São Luís era uma cidade onde o boato grassava sem limite, o que dava a ela o título de campeã nacional da arte de falar mal da vida alheia.

O boato encontrou campo fértil no Maranhão, na época de Paulo Ramos, (1936 a 1945), quando o interventor, para se livrar dos boateiros, colocou a Polícia nas ruas de São Luís, para prende-los e fichá-los.

BONS TEMPOS

Saudade tenho dos tempos em que o Supremo Tribunal Federal era integrado por figuras intocáveis quanto à honorabilidade pessoal, de cultores da ciência jurídica e dignos do respeito da sociedade, a exemplo de: Adauto Lúcio Cardoso, Nelson Hungria, Vitor Nunes Leal, Aliomar Baleeiro, Hermes Lima, Orozimbo Nonato, Cândido Mota Filho, Luiz Galotti, Evandro Lins e Silva, Lafayete de Andrade e Brochado da Rocha.   

BARREIRINHAS E ALCÂNTARA

Tempos atrás, Alcântara era a cidade do Maranhão que mais atraía turistas, privilégio que perdeu para Barreirinhas, com a descoberta dos Lençóis Maranhenses.

Com os recursos que ali serão injetados, provenientes da reativação da Base de Lançamento, Alcântara novamente subirá no pódio do turismo nacional e dividirá com Barreirinhas as atenções dos apreciadores das belezas naturais e dos monumentos históricos.

AICLA E FESTA LITERÁRIA

A Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes se mobiliza para realizar a II Festa Literária de Itapecuru, que acontecerá de 17 a 20 de outubro vindouro.

O tema central do evento gira em torno da Preservação da Memória e Incentivo à Cultura.

sem comentário »

DE SECRETARIAS E GERÊNCIAS

0comentário

Com relação ao assunto tratado na semana passada, das alterações sofridas pelo Poder Executivo no Maranhão de 1947 a 2019, vimos o que aconteceu nos mandatos de Archer da Silva a Edison Lobão. Para conclui-lo vejamos o que ocorreu nos governos Roseana Sarney, José Reinaldo e Jackson Lago.

Se no primeiro mandato(1995-1999), Roseana governou com a estrutura administrativa legada pelo antecessor, Edison Lobão, no segundo período(1999-2003), para dinamizar a gestão, a governadora promoveu a maior e a mais profunda alteração no Executivo maranhense, quanto à forma e o conteúdo, para a população ser melhor atendida e o Estado “ampliar novas conquistas, maximizar o desempenho da administração, descentralizar e regionalizar as ações governamentais, com transparência, honestidade e trabalho”.

De acordo com a Reforma, extinguiram-se dezoito secretarias de Estado e em seu lugar criaram-se oito Gerências Centrais e dezoito Gerências de Desenvolvimento Regionais.

As Gerências Centrais, órgãos da Administração Direta, auxiliavam o Chefe do Executivo na execução de suas competências e atribuições, através das Gerências de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, da Receita Estadual, de Administração e Modernização, de Desenvolvimento Social, de Desenvolvimento Humano, de Qualidade de Vida, de Infra Estrutura e de Justiça, Segurança Pública e Cidadania.

Já, as Gerências de Desenvolvimento Regionais, prestavam apoio, orientação e assistência técnica aos programas e projetos implantados pelo Governo nas diversas regiões do Estado, localizadas nos municípios de São Luís, Rosário, Itapecuru, Chapadinha, Codó, Pinheiro, Viana, Santa Inês, Zé Doca, Açailândia, Imperatriz, Balsas, São João dos Patos, Presidente Dutra, Pedreiras, Barra do Corda, Bacabal e Caxias  

Se a nível nacional, as Gerências Centrais e Regionais foram vistas como algo novo e positivo, a nível estadual, o efeito não foi o mesmo, pois não contou com o apoio de segmentos políticos, que se viam marginalizados e substituídos pelos gerentes regionais, razão porque no governo José Reinaldo (2002-2006), a Reforma Administrativa de Roseana, perdeu força e fez o governador, rompido politicamente com o grupo Sarney, promover a Reorganização Administrativa do Estado, decretando o fim das gerências e o retorno de vinte secretarias estaduais, algumas inéditas: Articulação Política, Mulher, Minas e Energia, Juventude e Esporte, Desenvolvimento Agrário, Turismo e Igualdade Racial.

Quando o substituto de Zé Reinaldo, Jackson Lago, assume o Governo, para cumprir o mandato de 2007- 2010, a máquina administrativa estadual, que retornara às origens, permaneceu incólume.  

Como é sabido, Jackson Lago não exerceu o governo na sua totalidade, porque a sua eleição foi anulada pela Justiça Eleitoral, ensejando a Roseana reconquistar o Poder em 2009, ato que facilitou a sua eleição para o período de 2010-2014, que cumpriu sem reeditar aquela  Reforma Administrativa, pulverizada na gestão de Zé Reinaldo.

Roseana, no seu quarto mandato, governa só três anos, pois no último renuncia ao cargo e sem deixar para o sucessor, Flávio Dino, no que tange à Administração Direta, nenhuma herança maldita. O novo governador é que se encarrega de aumentar a máquina administrativa de forma extravagante, hoje, com 37 secretarias de Estado, a maioria sem rumo, funcionalidade e objetivo.

EDVALDO E JAIME SANTANA

Pessoalmente não há nenhuma relação entre o deputado Edvaldo Junior e o ex-deputado Jaime Santana, contudo, uma derrapada política os aproxima.

Nas eleições de 1985, de prefeito de São Luís, Jaime, candidato do Grupo Sarney, teria proferido uma declaração duvidosa contra os quilombolas, que teve o mesmo efeito da suposta manifestação de Edivaldo contra a pobreza.

Os adeptos da candidatura de Gardênia Castelo, passaram a apontar Jaime como racista, o que contribuiu para derrotá-lo.

PEGOU MAL

Na recente visita do ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, a Alcântara, alguns membros da bancada maranhense mostraram-se ainda defensores de teorias distantes da realidade e reivindicações superadas.

Nas interpelações ao ministro, manifestaram-se a favor do Acordo de Salvaguardas, firmado com os Estados Unidos, mas os quilombolas de Alcântara não poderiam ser prejudicados em seus direitos.

Trata-se de um discurso rançoso, que remonta ao passado e sustentado pela turma de esquerda, que sempre combateu a Base de Lançamento de Alcântara, no suposto de que as comunidades alcantarenses seriam vilipendiadas.

DEZ E VINTE ANOS

No mês de abril de 2009 e de 1999, portanto, há dez e vinte anos, registraram-se dois acontecimentos que repercutiram nos meios político e administrativo do Maranhão.

Há dez anos, o mandato do governador Jackson Lago era cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral, ato que resultou na terceira investidura de Roseana Sarney ao Governo do Estado.

Há vinte anos, no segundo mandato de Roseana, chegava à Assembleia Legislativa, proposta para a Reforma do Estado, consubstanciada na extinção das Secretarias de Governo e criação das Gerências Centrais e Regionais.       

CEM ANOS DE VIDA

Eis um evento que deveria ser comemorado por toda a sociedade maranhense: os cem anos de vida de Dona Isaura Santos, mãe de Gardênia e avó de Gardeninha e Joãozinho Castelo.

A efeméride da ilustre e querida macróbia, que permanece lúcida e atualizada, transcorre a 30 de abril vindouro, quando certamente será homenageada pelos familiares e amigos mais chegados.

NICOLAU NA LISTA

No dia 18 de junho próximo, deverá ser realizada em Brasília a eleição da lista tríplice dos candidatos que vão disputar a sucessão da procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

O procurador e conterrâneo Nicolau Dino, que marcou presença na lista de dois anos atrás, concorre novamente a tão importante cargo.

MEIO SÉCULO DA FIEMA

Em junho de 1965, o ministro do Trabalho, Arnaldo Sussekind, cassou a carta sindical da Federação das Indústrias do Maranhão.

Três anos depois, uma nova geração de empresários, formada por Alberto Abdala, Carlos Gaspar, Jorge Mendes, William Nagem e Luis Alfredo Neto Guterres, lutou pelo retorno da entidade, que, com o apoio do governador José Sarney, a Carta Sindical da Fiema foi reconquistada em setembro de 1968, assinada pelo ministro Jarbas Passarinho.

No final de dezembro, a nova diretoria Federação das Indústrias do Maranhão foi empossada, tendo Alberto Abdala como presidente, mas a entidade só começou a funcionar em 1969, portanto, há cinquenta anos.

Louvo a Câmara Municipal de São Luís que, nesta quinta-feira, às 15 horas, realiza solenidade em homenagem ao cinquentenário da Fiema.    

PROVA DA LISURA

Dezenas de gestores municipais do Maranhão participaram em Brasília da recente Marcha dos Prefeitos e fizeram questão de mostrar como estão lisos.

Foram vistos na fila dos carrinhos de cachorro quente.

O PAPA NA MIRA

Depois de o ministro das Relações Exteriores descobrir que o nazismo foi um movimento de esquerda, não me surpreendo se ele revelar que o Papa é ateu.

sem comentário »

AVANÇOS DO EXECUTIVO MARANHENSE

0comentário

Na gestão de Flávio Dino, poder-se-ia pensar tudo, menos no crescimento galopante da estrutura do Poder Executivo, pois, na campanha, o governador prometeu corrigir as distorções praticadas pelos que o antecederam no Palácio dos Leões.   

Ao se eleger para cumprir dois mandatos, o governador, com relação à máquina administrativa, acusada de onerosa aos cofres públicos e de pesada para o desempenho das ações de governo, em vez de enxugá-la, extinguindo as secretarias inúteis e desnecessárias, agiu no sentido contrário, impôs à estrutura do Poder Executivo um crescimento desregradamente impensado e voltado para atender o clientelismo político e a compromissos de campanha eleitoral.

Esse abusivo incremento da máquina administrativa estadual chegou a 37 órgãos do primeiro escalão, alguns dos quais irrelevantes, que contribuíram para majorar os combalidos dispêndios e complicar o desempenho do governo.

Não se deve, também, esquecer de que, essa estrutura elefantíase montada por Flávio Dino no Estado do Maranhão, não o deixa em boa situação perante à opinião pública nacional, ele, que pensa ser candidato a Presidente da República e apresenta-se como contra ponto de Jair Bolsonaro na cena política do país.

Até onde a vista alcança, pelo visto nestes mais de setenta anos de vida pública, o Maranhão, de Sebastião Archer da Silva aos dias correntes, não conhece nenhum governador que ousou tanto em matéria de incremento da máquina administrativa, quanto Flávio Dino.

Com Archer da Silva (1947-1950), o primeiro governador da era vitorinista e eleito, tivemos uma gestão sustentada apenas em três secretarias: Interior, Justiça e Segurança, Fazenda e Produção e Saúde e Educação, estrutura que vingou até o governo Eugênio Barros(1951-1955).

No governo de Matos Carvalho (1956- 1960), procederam-se significativas alterações na máquina administrativa estadual, ampliada para acompanhar as mudanças operadas pelo Presidente Juscelino Kubitscheck, motivo porque o Poder Executivo maranhense ganhou nova estrutura, com esta configuração:  secretaria de Interior, Justiça e Segurança, secretaria de Finanças, secretaria de Educação e Cultura, secretaria de Saúde e Assistência Social, secretaria de Agricultura, secretaria de Viação e Obras Públicas e COPEMA- Comissão de Planejamento do Maranhão. Essa estrutura administrativa, manteve-se integralmente no governo Newton Bello (1961- 1965).

Com a chegada de José Sarney ao Governo do Estado, mudanças estruturais se realizaram na vida econômica e social do Maranhão, mas o governador fez pouca alteração na organização administrativa, que herdou do governo Matos Carvalho, tanto é que só criou dois órgãos e técnicos: a secretaria de Administração, para cuidar da reforma administrativa, e a SUDEMA-Superintendência do Desenvolvimento do Maranhão, para promover o planejamento do Estado.

O governador que sucede Sarney, professor Pedro Neiva de Santana (1971-1975), só fez um alteração na máquina administrativa: extinguiu a SUDEMA, no lugar da qual instalou a secretaria de Planejamento e Orçamento. Essa estrutura continuou no governo Nunes Freire (1975-1979).

O último governador, eleito por via indireta, João Castelo, este, sim, promoveu uma gigantesca reforma na vida administrativa do Estado, que, pelo milagre da multiplicação, fez a administração direta migrar de seis para dezoito secretarias, assim nominadas: Comunicação Social, Sem Pasta Para Assuntos Extraordinários, Administração, Agricultura, Coordenação e Planejamento, Desportos e Lazer, Educação, Fazenda, Indústria, Comércio e Turismo, Interior, Justiça, Recursos Naturais, Tecnologia e Meio Ambiente, Saúde Pública, Trabalho e Ação Social, Segurança Pública, Transportes e Obras Públicas, contando ainda com as Casas Civil, Militar, Auditoria Geral do Estado, Procuradoria Geral do Estado, com status de primeiro escalão.    

Os governadores que substituíram Castelo, eleitos por eleição direta, Luiz Rocha, Epitácio Cafeteira, João Alberto e Edison Lobão, realizaram poucas modificações na máquina administrativa. Algumas receberam novas nomenclaturas. No governo Lobão, a novidade correu por conta da criação de seis secretarias extraordinárias.

Mas a grande clivagem que houve na administração pública do Maranhão, ao longo desses setenta e poucos anos, ocorreu no segundo governo de Roseana Sarney (1995-2002), assunto que abordarei na próxima semana.

IMÓVEIS DA UNIÃO

O governo federal espera arrecadar boa grana com a venda de numerosos imóveis da União e disseminados pelo Brasil.

Em São Luís, há um número expressivo de imóveis desocupados ou abandonados da União, no ponto de serem vendidos a preços compatíveis com o mercado.

Torço para alguém comprar uma das casas mais bonitas de São Luís, localizada na Rua Senador João Pedro, construída nos anos de esplendor da indústria têxtil, com material estrangeiro, onde morou o empresário César Aboud.

EDITOR DE LIVROS

Lino Moreira, da Academia Maranhense de Letras, acaba de se tornar um micro empreendedor individual, usando o conhecimento e a experiência prática de editoração de livros e de atividades afins.

Lino traz para sua editora – EntreCapas, um portifólio de livros da lavra de escritores do nível de Milson Coutinho, Sônia Almeida, Sálvio Dino, Felix Alberto, José Sarney e Benedito Buzar, além de revistas da AML e do Tribunal de Justiça do Maranhão.

BOA BOCA

Os prefeitos do Maranhão defenderam na recente Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios uma proposta, que visa beneficiá-los.

Trata-se da prolongação de seus mandatos até 2022, para unificar o calendário eleitoral.

Os prefeitos, sem exceção, vivem a reclamar da falta de recursos, mas quando imaginam perder a boquinha, sabem reagir e com reivindicações no mínimo indecentes.

NA MESA COM SARNEY

Na sua festejada coluna dominical, o jornalista Elio Gaspari disse que “Falta ao ministro Paulo Guedes um companheiro de mesa como José Sarney”.

E lembrou: “Quando Henrique Meireles foi sabatinado no Senado e começou a dar uma aula de economia, Sarney mandou-lhe um recado: Você não veio aqui dar aulas, mas buscar votos”.

BRAÇOS CRUZADOS

Não posso entender como as autoridades governamentais do Maranhão assistem impassíveis e apáticos o comércio lojista de São Luís fechar as portas de seus estabelecimentos de maneira avassaladora.

O Governo do Estado, em vez de aumentar impostos, poderia, conforme o caso, dar um tratamento diferenciado aos lojistas, que poderiam ganhar fôlego ou sobrevida, com vistas à continuidade de suas atividades produtivas e impedir muita gente de cair no mundo do desemprego ou do crime.

BOLA DA VEZ

Quem vem de Brasília, afirma que o desembargador federal e maranhense, Ney Bello Filho, pode ser a bola da vez para ocupar um lugar no Superior Tribunal de Justiça ou no Supremo Tribunal Federal.

Para chegar a esse alto posto, o jovem togado circula com desenvoltura nos meios jurídicos e políticos de Brasília.

Dias atrás, Ney Filho reuniu o mundo jurídico num jantar em sua residência e participou, como palestrante, ao lado do ministro Gilmar Mendes, de um simpósio de alto nível, em São Paulo.  

POSSE NO IHGM

A 25 de abril, às 19 horas, no auditório da Ordem dos Advogados do Maranhão, toma posse no Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, Sanatiel de Jesus Pereira.

O ingresso do ilustre escritor e professor da Universidade Federal do Maranhão, pelo caráter e pelos conhecimentos da nossa vida cultural, enriquecerá indiscutivelmente o IHGM, ora presidido pelo professor José Augusto Oliveira, ex-reitor da Universidade Estadual do Maranhão.

GERAÇÃO CEIFADA

O saudoso escritor Josué Montello deixou registrado no seu Diário do Entardecer: “A morte está ceifando a minha geração, por isso vou mudar o penteado para que ela não me reconheça”.        

Vou seguir o conselho de Josué, porque nos últimos tempos a morte passou a ceifar a minha geração sem dó e piedade.

O ceifado mais recente: Alfredinho Duailibe. Antes dele, José Enéas Frazão e Simeão Valente Costa.   

sem comentário »