UM SENADOR FORA DE ÉPOCA

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Em 1988, o jornalista Augusto Nunes coordenou o lançamento do livro Minha Razão de Viver, do jornalista Samuel Wainer, publicado pela Record.

Recentemente, o livro foi reeditado, com retumbante sucesso de vendas, por trazer revelações de atos, fatos e episódios que marcaram a vida política brasileira nas décadas de 1950 e 1960.

Naquele período, numerosos e tumultuados acontecimentos vieram à tona, tendo como protagonistas os Presidentes da República, Eurico Dutra, Getúlio Vargas, Café Filho, Nereu Ramos, Juscelino Kubitscheck, João Goulart e Jânio Quadros.

No seu livro de memória, o jornalista Samuel Wainer dedica grande parte a duas personalidades que o ajudaram bastante no começo de sua vida profissional, Assis Chateaubriand e Carlos Lacerda, os quais, posteriormente, o perseguiram demasiadamente pelo fato de lançar no Rio de Janeiro, o jornal Última Hora, fundado às custas de recursos públicos e para defender o Governo do Presidente Getúlio Vargas.

A modernidade gráfica e a extraordinária equipe redacional, organizada e dirigida por Samuel Wainer, deixaram os jornais concorrentes em situação de desconfortável inferioridade, razão porque Chateaubriand e Lacerda, inconformados com a queda de vendagem e a fuga dos grandes anunciantes, passaram a mover uma campanha impiedosa, no sentido de tirar de circulação o novo jornal carioca e destruir moral e financeiramente o seu criador.

No livro, Assis Chateaubriand, o mais aguerrido inimigo de Samuel Wainer, pelo seu espírito diabólico, foi acusado de “se eleger senador pelo Maranhão, um Estado que mal conhecia”.

 Chateaubriand, na verdade, quando teve a sua candidatura lançada ao Senado pelo Maranhão, ainda que dono de dois jornais que circulavam em São Luís – um matutino, O Imparcial, e um vespertino, O Pacotilha, tinha pouco conhecimento de nosso Estado, daí porque, na breve campanha eleitoral, só botou os pés aqui na véspera da eleição, quando ao descer da aeronave que o trouxe do Rio de Janeiro, proferiu esta pequena saudação: – Viva o Maranhão.

Chateaubriand, também, não participou em São Luís das articulações promovidas pelos cardeais do PSD, Juscelino Kubitscheck, Amaral Peixoto, Tancredo Neves, Vitorino Freire e Renato Archer, que costuraram um acordo político para o Maranhão devolver o mandato de senador, que ele havia perdido nas eleições de 1954, na Paraíba.  

  No entendimento de que Chateaubriand não podia ficar sem mandato político e porque o candidato do partido, Juscelino Kubitscheck, à presidência da República, em 1955, precisava da cobertura nacional dos Diários Associados, a cúpula nacional do PSD negociou com o vitorinismo a realização de uma eleição fora de época no Maranhão.

A eleição aconteceu porque três providências foram materializadas: a concordância do governador Eugênio Barros; as renúncias do senador, Antônio Bayma, e do suplente, Newton Bello; a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de marcar uma eleição, inobstante os protestos das Oposições Coligadas, que não tinham candidato para enfrentar o rolo compressor da máquina do governo.

O TRE, mesmo diante do clamor nacional contra aquela barganha política, marcou o pleito para o dia 20 de março de 1955, que resultou na eleição de Assis Chateaubriand e do suplente, Raimundo Públio Bandeira de Melo, que impuseram implacável derrota nas urnas, às candidaturas oposicionistas do coronel da Aeronáutica, Armando Serra de Menezes, e do suplente, jornalista Franklin de Oliveira.

O fato mais ruidoso ocorrido em São Luís, naquela eleição, foi a incineração de uma edição especial da revista O Cruzeiro, que trazia uma reportagem do jornalista David Nasser, sobre a vida de Chateaubriand, para ser distribuída gratuitamente ao eleitorado.         

CONSTRUTOR DE PONTES

Pela habilidade na arte do diálogo político, o governador do Maranhão, Flávio Dino, vem sendo apontado como um “construtor de pontes”.

Em tempo: as três pontes mais importantes do Maranhão, Benedito Leite, José Sarney e a Bandeira Tribuzi, não foram construídas pelo atual governador.

QUILOMBOLAS ITAPECURUENSES

Levando em conta de que oitenta por cento da população de Itapecuru-Mirim descende da raça negra, o prefeito Miguel Lauand, criou recentemente a Secretaria de Igualdade Racial.

Se depender dos votos dos descendentes quilombolas, está garantida reeleição de Miguel Lauand a prefeito de Itapecuru.

CIDADES CENTENÁRIAS

Este ano, seis municípios do Maranhão terão motivo suficiente para promover eventos festivos.

Há 100 anos, mediante leis votadas pela Assembleia Legislativa, Pinheiro, Guimarães, Cururupu, Codó, Coroatá, Bacabal e Pedreiras foram elevadas à categoria de cidades.

SÉRGIO BOGÉA

A população de Primeira Cruz quer que o advogado Sérgio Bogéa volte a ocupar o cargo de prefeito.

Para atender aos apelos do eleitorado, Sérgio que já esteve duas vezes o comando da prefeitura de Primeira Cruz, aceitou o desafio de disputar as eleições municipais deste ano.

Pelo prestígio e pelo trabalho realizado, é um candidato imbatível.

ALTERNATIVAS POLÍTICAS

Este ano, não haverá eleição para renovação de mandatos de deputados federais e estaduais.

Mas um deputado federal está em preparativos para disputar cargos eletivos no pleito de 2020: Josimar do Maranhãozinho.

 Ele não abre mão de concorrer ao Senado ou a Vice-governador do Estado.

DATAS NACIONAIS

O Presidente Jair Bolsonaro, que pretende, no seu governo, criar um órgão voltado para as comemorações das grandes datas nacionais, precisa saber que, no Maranhão, no começo do século XX, uma instituição com tal finalidade teve vida em São Luís.

Trata-se da Associação Comemorativa das Datas Nacionais, fundada pelo escritor Antônio Lobo, em 1901, presidida pelo professor Barbosa de Godóis, diretor da Escola Normal.

 A referida instituição costumava nas principais datas cívicas do país, desfilar pelas ruas da cidade, com retratos das personalidades que tiveram ativas participações naquelas efemérides.

MINISTÉRIO DA SEGURANÇA

O Presidente da República, Jair Bolsonaro, ao que tudo indica, vai criar mais um ministério.

Trata-se do Ministério da Segurança Pública, para que com a sua estrutura administrativa e financeira, possa combater com mais eficiência a criminalidade no país.

Quando o delegado Lourival Mendes exerceu o mandato de deputado federal, apresentou projeto no Congresso Nacional, no sentido de ser criado o Ministério da Segurança Pública.

ATRIZ MARANHENSE

Fazendo sucesso na novela Éramos Seis, a atriz luso-brasileira, Joana de Verona, no papel feminista de Adelaide.

Ela tem pais portugueses, nasceu em São Luís, mas foi criada em Lisboa.

MARIA RITA

Quem disse que a cantora Maria Rita canta e tem repertório, para animar um evento carnavalesco?

A filha de Ellis Regina é uma excelente cantora, mas não tem perfil para participar de show público em plena folia momesca. 

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UM GOVERNO DEMOCRÁTICO

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O saudoso professor José Nascimento Moraes, que viveu de 1882 a 1958, além do exercício do magistério, atuava com destaque na atividade jornalística e acompanhava com o mais desusado interesse o que acontecia no dia a dia da política maranhense.

Por conta desse olhar na vida pública estadual, ele, manifestava nos jornais, revistas e livros editados em São Luís, a exemplo de Neurose do Medo e Vencidos e Degenerados, repletos de crônicas abalizadas e artigos críticos, a respeito de nossos governantes e de suas atuações nas esferas legislativas e executivas.

Ao longo de sua vida, o professor Nascimento Moraes viu governantes de todos os tipos ocuparem o Palácio dos Leões, dentre os mais conhecidos, Pedro Augusto Tavares Junior, Gomes de Castro, Manuel Ignácio Belfort Vieira, José Viana Vaz, Tarquínio Lopes, Francisco da Cunha Machado, João Gualberto, Alexandre Colares Moreira Junior, Benedito Leite, Mariano Lisboa, Luiz Domingues da Silva, Herculano Parga, Godofredo Viana, Raul Machado, Urbano Santos, Magalhães de Almeida, Reis Perdigão, Antônio Martins de Almeida, Paulo Ramos, Sebastião Archer, Eugênio Barros e Matos Carvalho.

Nesse elenco de governadores, em que a maioria não foi poupada de suas acerbas críticas, Luiz Domingues ficou de fora e a quem não economizou aplausos pela maneira equilibrada, correta e séria como dirigiu os destinos do Estado do Maranhão, no período de março de 1910 a março de 1914.

No artigo “Um governo democrático”, publicado na revista “Indicador Maranhense”, editada em 1948, o respeitado mestre, por meio de sua pena brilhante, mostra que “Luiz Domingues, de quem não nos esqueceremos em tempo algum, já pela sua brilhante cultura, já pela emancipação de seu espírito, já pelo seu elevado penhor de justiça, era, sem contestação um democrata sem jaça.”   

Ao contrário de muitos que passaram pelo Palácio dos Leões, segundo o emérito jornalista, Luiz Domingues, “Nas menores coisas, revelava-se amigo do povo. Como chefe de Estado, não admitia desigualdades nas classes. As audiências eram públicas e os interessados encontravam nos dias marcados, abertas as portas da residência governamental. Nos vastos salões palacianos, promiscuíam-se os representantes das classes. Pouco se lhe dava fossem os injustiçados com ou sem palitó.

No que se refere ao comportamento do governador, revelou: “Frequentemente passeava a cidade a pé e a toda a gente cumprimentava. Visitava grandes e pequenos, ricos e pobres. Quando fazia festas no Palácio, convidava artistas, operários, estudantes, pequenos mercadores e taverneiros.  E assim, via-se cercado de representantes de todas as classes, que recebiam os seus gestos de acatamento e fraternidade.

Quanto à maneira de se comunicar, disse que: “Os seus discursos valiam por um apostolado cívico. Eram substanciosas as palestras e conferências de grande efeito no espírito do povo. Eram grandes lições de civismo e moral política, reveladoras da alta importância das classes trabalhadoras, sem as quais a economia seria uma abstração. Mostrava-lhes como deviam dirigir-se na sua órbita de ação, defendendo os seus direitos junto aos governos, bem como lutar contra a injustiça, a desigualdade, os privilégios, para eu pudessem educar os filhos e conservar dentro dos preceitos da dignidade e da honra.  

Ao final de seu artigo, Nascimento Moraes proclama que: “Luiz Domingues defendia que era preciso levantar o nível das classes desprotegidas como se fosse possível a existência de classes dessa natureza, para as quais criou numerosas escolas para crianças e adultos.

Em tempo: Depois de ler o artigo do inolvidável articulista, chego à conclusão de que Luiz Domingues está fazendo falta no Maranhão.

MARANHÃO POBRE

Se o Maranhão receber pelo menos dez por cento dos dez bilhões de dólares, provindos da exploração da Base de Lançamento de Alcântara, o governador Flávio Dino pode bater no peito e repetir a frase do ex-governador Pedro Neiva, proferida quando da deflagração do Projeto Carajás: – Eu sou o último governador do Maranhão pobre.

 DO PROFETA HAICKEL          

Do alto de sua premonição política, o ex-deputado Joaquim Haickel proferiu essa bombástica frase: Flávio Dino é candidato a Presidente da República da esquerda para ser derrotado. E candidato a Vice-Presidente da direita para ser eleito.

TRINTA ANOS DO CEUMA

Uma vasta programação, a ser cumprida ao longo deste ano, será executada para o Ceuma comemorar os trinta anos de sua fundação.

Mauro Fecury, à frente da organização do evento, que começará em abril, abrirá a festividade em São Luís com uma solenidade em homenagem às personalidades que contribuíram para a instituição ser hoje uma potência na área do ensino universitário e com presença no Maranhão, Brasília, Pará e Piauí.

PADRES NOVOS

No mês de fevereiro, o arcebispo metropolitano, dom José Belisário, presidirá importante solenidade, na Igreja da Sé.

A ordenação dos padres, Bruno Mendes Pimenta, Leonardo Nascimento Silva e Pedro dos Reis Fonseca, que vão exercer o ministério pastoral nas paróquias de São José de Ribamar, Rosário e Morros.

FATO AUSPICIOSO

Em Brasília, foi festivamente comemorado o gesto do ministro da Educação, que recentemente não atropelou a gramática ao escrever a seguinte frase: “Vamos tirar o Brasil do fundo do poço”.

Ele escreveu corretamente poço e não pôsso.

TORCIDA POR MAURÍCIO

O escolhido para substituir Kátia Bogéa, na direção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico, é o arquiteto mineiro, Flávio de Paula.

A bancada maranhense no Congresso Nacional prestaria um grande serviço ao Maranhão se fizesse um movimento para Maurício Itapary continuar à frente do superintendência estadual do IPHAN, onde vem prestando valioso trabalho pela recuperação do nosso Centro Histórico.

PARTIDO DE BOLSONARO

Até agora não se sabe quem vai coordenar, no Maranhão, o partido Aliança pelo Brasil, criado pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro. 

O nome pode ser divulgado no dia 31 deste mês, quando virá a São Luís um grupo incumbido de estruturar o partido bolsonarista no Maranhão, que não deve ser o vereador Chico Carvalho, que continuará à frente do PSL.

EFEMÉRIDES SARNEÍSTAS

A vida do ex-presidente José Sarney, este ano, será marcada por três importantes acontecimentos.

No dia 15 de março de 1985, há 35 anos, assume o cargo de Presidente da República, face à doença de Tancredo Neves.

A 24 de abril de 1930, há noventa anos, nasce na cidade de Pinheiro.

A 15 de maio de 1970, há 50 anos, renuncia ao cargo de governador do Estado do Maranhão, para se candidatar ao Senado da República.

CASA DE EVENTOS

Assim como as farmácias, padarias e salões de beleza, as casas de eventos passaram a ser um bom negócio em São Luís.

Esse tipo de empreendimento, cresceu com tamanha magnitude e velocidade, que São Luís passou a ser uma ilha cercada de casas de eventos por todos os lados.

Além de numerosas, algumas nada devem, no tocante ao espaço e decoração, às melhores do país.

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E POR FALAR EM BARES

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Oportuna e interessante a matéria publicada neste jornal, na semana passada, da autoria do jornalista Thiago Bastos, com o título: “Da boêmia à juventude e elemento de nostalgia: a tradição dos bares”, reportando-se sobre os estabelecimentos da capital maranhense, que  conseguem atrair clientes, para o desfrute de momentos agradáveis em ambientes aprazíveis e apropriados para um bom papo, ouvir boa música e degustar saborosos petiscos, a exemplo do Bar do Léo, no Vinhais, e no Bambu Bar, no Sá Viana.

Concluída a leitura da reportagem, não resisti ao impulso de retroagir e lembrar do passado, quando em São Luís pontificavam bares que ficaram famosos e mereceram de renomados intelectuais, memoráveis artigos e saudosas crônicas.

Do poeta e boêmio, Nauro Machado, fixei-me na maravilhosa crônica, “Velhos bares”, publicada no livro “A Província”, obra que considero obrigatória para quem deseja recordar pessoas, lugares, momentos, enfim, tudo que São Luís tinha, apresentava e servia aos que nela moravam em tempos remotos, mas que deixaram boas lembranças e ficaram perenes em nosso pensamento.

Palavras sábias de Nauro: “Os bares estão fechando. Ou melhor: os bares fecharam, cerraram suas portas, concluíram seu destino de espaço acolhedores e compreensivos – porque calados – de tantos sonhos errantes e de tantos encontros necessários e solidários. Necessários aos diálogos, às vezes bruscos, mas generosos e tantas vezes mansos, mas fartos, quase sempre buscados e sabidos, para o aconchego de uma mesma e comum condição humana.

“Os bares tinham aura, tinham personalidade, possuíam distinções fisionômicas e mesmo morais- que nen as de um corpo e seu caráter – que todos nós conhecíamos e sabíamos respeitar. Uns tinham a bílis pronta e a expelir os humores intumescentes de suas cadeiras antigas e de seus espelhos baços.

“Nos bares nasceram sempre os movimentos artísticos e literários mais representativos de todas as épocas. Nos bares lançávamos nossos livros, faziam-se exposições de pinturas, formulavam-se teorias literárias e – coisa surpreendente se vista agora – nos embebedávamos verdadeiramente de letras e álcool, de tintas e poemas, de apostas sujas resultantes eram o futuro livro ou a iminente tela já realizada.

“Os bares não tinham a estridulência dessas parafernálias eletrônicas de hoje. Tinham quando muito, e preferencialmente aos sábados, uma pequena orquestra composta de seres vivos, de pessoas a quem chamávamos pelos nomes, que sabíamos ali presentes, inteiriças, que se queriam conosco, compartilhando dos nossos sonhos, atendendo os nossos pedidos, vivenciando as nossas vértebras com os bálsamos ondulantes dos sonhos que corriam de mesa em mesa, trazendo a paz dorida da tarde ao cair ou o eflúvio da noite a acompanhar-se além pelo gemido dos cães, o cio escandaloso  dos gatos e o poema das marés quebrando-se adiante na Beira-Mar.

De Bernardo Almeida, também escritor e boêmio, trouxe de seu antológico livro “Éramos felizes e não sabíamos”, este pedaço de crônica, denominada “Bares, que saudades”, que recorda com nostalgia alguns bares que deixaram marcas indeléveis na cidade e jamais serão esquecidos.

“Dos velhos tempos, podemos recordar alguns bares famosos de São Luís. O Moto, do português Serafim, que marcou época e teve deu apogeu no período da II Guerra Mundial, quando os soldados ianques o frequentavam pagando as contas em dólares. Nele o que havia de melhor eram o tira-gosto.

“O bar do português Narciso, na Rua Grande, também famoso pela cerveja gelada em enormes depósitos. Seus camarões secos eram fantásticos.

“O bar do Hotel Central, de Oliveira Maia, de glorioso passado e inesquecível pelo sorvete, a cerveja e a clientela que o frequentava.

“Entre todas as instituições no gênero, nenhuma se dignou possuir o ambiente, a amenidade, e a tradição do Bar do Castro, na Rua do Sol.  Foi o último reduto da mais famosa boemia de nossa cidade, graças ao cavalheirismo de seu proprietário, o espanhol Leôncio Castro, que sabia compreender os intelectuais, nunca se alterava com os que passavam dos limites e acolhia de bom grado os que deixavam para pagar no dia seguinte.   

FIM DO VIAGRA

Em abril deste ano, o Viagra desaparecerá como o remédio destinado à disfunção erétil.

A pílula azul, que tanta alegria proporcionou ao sexo masculino, para ativar o desempenho sexual, sairá do mercado, porque novos tratamentos surgiram e com resultados mais eficazes na indução da ereção.

Dentre as novidades, os processos cirúrgicos, injeções de compostos, produtos tópicos, choques elétricos e, pasmem, um gel à base do veneno da aranha.

BANDEIRA E HINO

Nos anos 1950, quando fiz os cursos primário e ginasial, os livros didáticos traziam obrigatoriamente a estampa da bandeira do Brasil e a letra do hino nacional.

 A partir de 2021, esses dois símbolos nacionais, por manifesto desejo do Presidente Jair Bolsonaro, voltarão aos livros escolares.

APOSENTADORIAS MARANHENSES

De acordo com levantamento do jornal Folha de São Paulo, no Maranhão, com relação às reformas previdenciárias, as aposentadorias terão alíquotas progressivas, de acordo com a remuneração do servidor.

Como o estado sofre um déficit mensal de R$ 50 milhões, as taxas variam de 7,5% a 22% e os efeitos na folha de pagamento começarão a ser sentidas a partir de março deste ano.

REITORES FEDERAIS

O governo Jair Bolsonaro editou uma medida provisória, com vistas à escolha de reitores de instituições federais de ensino.

Com relação ao Maranhão, a MP não trouxe nenhuma novidade, pois nas consultas à comunidade acadêmica, o peso de voto dos professores sempre foi de 70% e os votos dos servidores e de alunos 15% por categoria.

Outra medida, anunciada como inovadora, aqui, também, já vigorava: a escolha do vice-reitor e dos dirigentes das unidades, pelo reitor.  

 A DONA DO MERCADO

Em São Luís, nunca se viu um empreendimento comercial do ramo farmacêutico impor-se com tamanha impetuosidade como a Rede Drogasil.

Em 2019, a empresa paulista construiu e instalou dez farmácias, todas localizadas no espaço compreendido entre o Calhau e o Olho D’Água.

Este ano, que se cuidem as concorrentes, a Rede Drogasil vai se expandir para outros bairros da cidade.

BOM SUCESSO

A TV Globo prestou um grande serviço à literatura brasileira ao produzir a novela Bom Sucesso, que se encontra na reta final.

Em todo capítulo, um diálogo entre o editor Alberto (Antônio Fagundes) e a costureira Paloma (Grazi Massafera), em torno de um livro nacional ou estrangeiro, se encaixava na trama da novela, no meu modo de ver, uma das melhores já produzidas pela televisão brasileira.

 Como se não bastasse, a presença e a atuação impecável do ator maranhense, Rômulo Estrela.

MÉDICO E PREFEITURA

Este ano, o cardiologista Bonifácio Barbosa fará uma pausa em suas ações profissionais, porque quer mostrar a sua capacidade administrativa em outra atividade.

 Para conseguir esse intento, quer se eleger prefeito do município de São Benedito do Rio Preto, para onde transferiu o domicílio eleitoral e espera ser indicado candidato na convenção de seu partido.

CRISTO E O PAPA

Se o Cristo perdeu a paciência e de posse de um chicote expulsou as mulheres do templo, porque o Papa não poderia perder a paciência e dar uns tapinhas numa mulher, que desejava tirar sarro no braço do prelado, em plena Praça do Vaticano?

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PATRIOTAS E FILANTROPOS

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Art. 1 – Todo indivíduo que se intitular patriota ou provar que o seja, pelas suas palavras, escritos, ações e pensamentos, pena de quatro a doze anos de prisão, com trabalho.

 Nesta classe entram os pais da pátria, os mártires da liberdade, defensores das liberdades públicas, etc.

Art. 2 – Todo aquele que se intitular de filantropo ou se provar que o seja, pelas suas palavras, escritos, ações e pensamentos, pena de seis a doze anos de enfermaria privada no hospital.

Nesta classe entram os defensores da humanidade oprimida, os pescadores de almas perdidas, etc.

Este projeto de lei não foi apresentado, em 2019, no Congresso Nacional, para enquadrar o Presidente da República Jair Bolsonaro e seus adeptos, pelas patriotadas que defendem, com vistas a livrar o Brasil do esquerdismo que PT implantou no país.

 O projeto não tem nada a ver com o Brasil atual, pois remonta ao século XIX, e apresentado na Câmara dos Deputados, na sessão de 2 de julho de 1836, pelo culto deputado maranhense Estevão Rafael de Carvalho.

Segundo o professor Jerônimo de Viveiros, o projeto, que completa em 2020, 184 anos, causou grande repercussão no país e o seu apresentador, pelo fato de ser bastante criticado pela imprensa, só se defendeu no último ano do mandato, com este argumento: “Há na sociedade duas classes de indivíduos, uma que esquecendo os seus deveres, ocupa-se em pregar deveres alheios, estes são os patriotas; a outra, que julga por seu único dever chorar sobre a sorte da humanidade, tudo permitindo e nada fazendo, estes são os filantropos e todo homem que se arma destas duas pestes está apto para tudo.”

Estevão Rafael de Carvalho, tinha 26 anos quando se elegeu, para o mandato de 1834 a 1837, à Câmara dos Deputados. Era uma das figuras mais ilustres da elite cultural maranhense.

Em 1835, apresentou três projetos, que, também, provocaram rumores no país. O primeiro, estabelecendo que os pardos nascidos no Brasil seriam livres. O segundo, preconizando que as ordens do presbitério não constituiriam impedimento civil. O terceiro, determinando que a Igreja brasileira ficasse separada da Igreja Romana e que o supremo sacerdócio fosse devolvido ao Governo.

Por motivos óbvios, nenhum dos três projetos foi aprovado. 

Estevão Rafael de Carvalho nasceu em Alcântara, a 24 de dezembro de 1808, mas aos dez anos de idade, foi morar em Viana, de onde partiu para Portugal e estudou em Coimbra. Com 19 anos volta para o Maranhão, trazendo um rico acervo de cultura e a fama de ser ateu e com ideias revolucionárias. Foi professor do Liceu, Inspetor-Geral do Tesouro Provincial, redator do jornal O Bemtevi, redigido numa linguagem que não deixava dúvida sobre a violência da oposição que fazia ao Presidente da Província, Vicente Tomás de Camargo, do Partido Cabano, que introduziu a Lei dos Prefeitos no Maranhão, contra a qual se insurgiu e provocou a deflagração da Balaiada.

O escritor Astolfo Serra, num estudo sobre Estevão Rafael de Carvalho, afirma que “À austeridade impressionante de sua vida pública unia um temperamento irrequieto e combativo, atirando-se à luta de corpo aberto, com um desprendimento político de verdadeiro quixote. Culto, manuseava, no entanto, o cálamo em linguagem popularíssima, acossando os seus adversários em arremessos terríveis, em artigo de tamanha mordacidade, que ninguém lhe levaria vantagem. Era um inimigo perigosíssimo; as suas zombarias tinham algo de veneno selvagem, que penetrava fundo na alma popular e não recuava um passo quando blandia a sua clava agressiva.”

César Marques revela, no seu livro, História da imprensa do Maranhão, que depois de 7 de abril de 1831, o Maranhão entrou num período de desânimo, em que desapareceram os partidos aos corrilhos. Foi deste momento que se aproveitou Rafael de Carvalho para apresentar aos seus conterrâneos o plano de um novo partido, de que tinha necessidade a Província.

Em 1837, publicou o livro “A metafísica da contabilidade comercial”, um manual sobre escrituração mercantil para uso de seus alunos.

FRASE MARCANTE

O jornal O Globo, do Rio de Janeiro, selecionou as frases mais marcantes de 2019 e pronunciadas pelas maiores autoridades do país.

Entre as selecionadas, a do Presidente da República, Jair Bolsonaro, que se referindo ao governador Flávio Dino disse: – Daqueles governadores de ‘paraíba’, o pior é do Maranhão. Não tem que nada com esse cara.

OUTRA FRASE MARCANTE

Também foi selecionada a da autoria do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que diz respeito ao governador do Maranhão.

Ei-la: – Eu adoraria vem uma chapa presidencial formada por Luciano Huck, presidente, e Flávio Dino, vice.

BRASILEIROS NATURALIZADOS

Mais de cinco mil estrangeiros, em 2019, pediram para se naturalizarem brasileiros.

O maior contingente é de cubanos. Depois vem os sírios e libaneses, muitos dos quais com residência no Maranhão.

FERIADOS ESTADUAIS

Na relação dos feriados estaduais, marcados no calendário de 2020, o governador Flávio Dino inseriu o do dia 28 de julho – A Adesão do Maranhão à Independência.

Que seja louvada a atitude do governador, pois a efeméride, considerada ponto facultativo nas repartições estaduais, este ano, será feriado estadual.

ASFALTO QUENTE

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, impactou o meio científico um mundial ao afirmar que o fator responsável pelo aumento de temperatura no Brasil deve-se ao asfaltamento das cidades brasileiras.

Essa bobagem me faz lembrar a década de 1960, quando José Sarney governava o Maranhão e se dizia que o calor aumentou em São Luís por causa do asfalto introduzido nas ruas da cidade. 

PRÓXIMA FESTA

Depois de patrocinar, às custas de recursos próprios, a Festa dos Amigos (dezembro de 2019) e o Reveillon, em sua residência, na Península da Ponta D’Areia, o engenheiro Mauro Fecury já anuncia a próxima comemoração.

Dia 31 de janeiro, no seu apartamento no Rio de Janeiro, para festejar a sua mudança de idade.

PASTORES E PARTIDO

Em São Luís, pastores evangélicos, que oram na cartilha do Presidente da República, Jair Bolsonaro, vão começar em janeiro a mobilização para a criação de um novo partido.

A mobilização consiste na troca do dízimo pela assinatura no documento a ser encaminhado à Justiça Eleitoral, para o registro de criação do Partido Aliança pelo Brasil.  

EVANGELISTA NETO OU LINDINHO

Na Assembleia Legislativa, os colegas de bancada do deputado Evangelista Neto, o chamam de Lindinho, obviamente pela sua natureza física.

 Se disputar as eleições este ano à prefeitura de São Luís, Evangelista Neto, para mobilizar o eleitorado feminino, deve registrar o Lindinho na Justiça Eleitoral.

LEMBRANDO JOBIM

Porque hoje é sábado, nada melhor do que reverenciar o saudoso maestro e compositor Antônio Carlos Jobim, que, do alto de sua vivência, cunhou essa brilhante frase: Viver no exterior é bom, mas é uma merda. Viver no Brasil é uma merda, mas é bom.  

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O COLUNISMO SOCIAL ANTES E DEPOIS DE PH

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Nos jornais do começo do século XX, são visíveis os espaços reservados às informações de cunho social, com registros de efemérides ou de datas relativas a nascimentos, batizados, aniversários, noivados, casamentos e de partidas e chegadas de figuras importantes da sociedade, realizadas em navios, com destino ao Rio de Janeiro ou ao exterior. A responsabilidade pela veiculação de tais informações era da direção do jornal, que assim procedia com o fito de prestigiar os anunciantes e as autoridades.

No Maranhão, esse tipo de informação jornalística, de caráter essencialmente elitista, só começa a mudar na forma e no conteúdo, a partir da década de 1950, com o aparecimento no Rio de Janeiro de uma novidade introduzida nos jornais O Globo e Última Hora, por Ibrahim Sued e Maneco Muller, este, com o pseudônimo de Jacinto de Thormes. 

Foram eles que criaram um colunismo voltado para realçar eventos, nos quais pontificavam autoridades públicas, personalidades privilegiadas e figuras da alta sociedade. Por meio dessa inovadora ferramenta jornalística, se os homens de posses conquistaram notoriedade nacional e se fizeram notados e cortejados, as mulheres ganharam realce e projeção pelos dotes físicos que ostentavam e pela maneira como se apresentavam na vida social. 

Com a visibilidade projetada por conta dos colunistas sociais e dos meios de comunicação, figuras de uma elite desconhecida passaram a ocupar espaços no mundo dos negócios e da política, bem como conquistar status e revelar uma nova forma de viver.

O fabuloso sucesso do colunismo social, especialmente no Rio de Janeiro, o centro polarizador do modismo nacional, fez crescer a circulação e a venda dos jornais, em cujas páginas o leitor via desfilar os ricos e poderosos e ter conhecimento de um mundo sofisticado até então enclausurado e inacessível. 

Nas cidades, onde os jornais provincianos pontificavam à custa da politicalha, o advento do colunismo social, produziu modificações nas redações. Em São Luis, nos meados da década de 1950, circulavam seis periódicos: O Imparcial, Jornal do Povo, Jornal do Dia, O Combate, Jornal Pequeno e Diário Popular. Desses, apenas três – Jornal do Povo, O Imparcial e Jornal do Dia – se sensibilizaram com o colunismo social e nele viram a fórmula de alavancar as tiragens diárias e de sintonizá-los com o jornalismo praticado nos centros mais adiantados.

Salvo melhor juízo, o Jornal do Povo foi o pioneiro nessa iniciativa, a ponto de transformar o então repórter Benito Neiva em colunista social. Fã de Jacinto de Thormes, procurava imitá-lo até na maneira de se vestir: roupa de black-tie e o inseparável cachimbo.  Com o fechamento do Jornal do Povo, em abril de 1964, por força do regime militar, Benito mudou-se para o Estado do Maranhão, onde não conseguiu reeditar o sucesso conquistado no matutino de Neiva Moreira.

Para se enquadrar à modernidade que imperava na imprensa nacional, O Imparcial, descobriu a jovem Maria Inês Saboya, que assumiu o posto de colunista social com o pseudônimo de Christine. Anos depois, ela assumiu a verdadeira identidade e manteve a coluna enquanto teve saúde.    

 O Jornal do Dia foi outro que não ficou à margem dessa inovação jornalística. Alguns jornalistas foram convocados a assumir a titularidade da coluna social do JD. Um deles, o irreverente cronista caxiense Vitor Gonçalves Neto. O perfil de colunista social passou longe dele. Pela maneira debochada de escrever e do tratamento dispensado à elite maranhense, fez o jornal perder mais leitores do que ganhar.

Para substituir Vitor Gonçalves Neto, o Jornal do Dia encontrou um jovem, inteligente, sagaz e versátil, chamado Gerd Pflueger, criador da coluna Passarela, através da qual mobilizou setores da sociedade, no que contou com a parceria da esposa Maria de Lourdes Tajra, com a qual realizou inúmeras campanhas em prol de entidades filantrópicas.

  Também incursionaram no colunismo social maranhense, figuras da estirpe de Lucy Teixeira, Genu Moraes, Genoveva Ayres, Porfírio Serra de Castro, Mary Magalhães, Maria Bogéa, Janete Trinta, Irtes Cavanhack, Flor de Liz, Mário Lincoln, Ribamar Silva. Nem todos conseguiram firmar-se nessa atividade jornalística.

Depois daquela fase áurea, o colunismo social em São Luis só voltou a ganhar relevo e prestígio no final dos anos 1960, com o aparecimento de um jovem interiorano de Presidente Dutra, que com perseverança e talento, engajou-se no jornalismo maranhense, no qual projetou-se e conquistou rapidamente um lugar ao sol numa área que já parecia decadente, mas por ele transformada e renovada. Consolidou-se de tal forma na profissão que até hoje brilha no jornal que abraçou. Seu nome: Pergentino Holanda.

Começou no colunismo social, algumas vezes, substituindo interinamente Maria Inês, em o Imparcial; em outras oportunidades, no lugar de Gerd Pflueger, em Passarela, no Jornal do Dia. De tanto substituí-lo, acabou ficando definitivamente no posto.  

PH, assim se tornou conhecido, é o mais brilhante, o mais culto e o mais competente dos colunistas sociais, vivos ou mortos, que São Luís teve. Não é à toa que continua na atividade jornalística, sendo o mais lido e prestigiado da cidade. Ao longo desse tempo, impôs-se de tal modo no colunismo que virou figura nacional. Como um Rei Midas, de modo competente e talentoso, transforma eventos em alegres, majestosas e inigualáveis festas sociais.

PH, nos dias correntes, não tem mais o charme de colunista social. Os anos o transformaram num jornalista polivalente. Em atividade, é o mais longevo da imprensa maranhense. Que essa longevidade biológica e profissional seja infinita enquanto durar.

ANO JOSÉ SARNEY

O escritor José Sarney ingressou na Academia Maranhense de Letras em 1952, com a idade de 22 anos, por isso é o decano da instituição, que presidiu no período de 1966 a 1969.

Em homenagem ao intelectual, que ocupa a Cadeira 22, patroneada por Humberto de Campos, e por completar 90 anos em abril vindouro, a diretoria da AML determinou que 2020 será o Ano Cultural José Sarney.

O BEIJA-MÃO

Em passado não tão remoto, o governador do Maranhão reservava um dia do fim do ano para uma solenidade especial.

Era um evento chamado de Beija-mão, em que o chefe do Executivo maranhense abria as portas do Palácio dos Leões para receber os cumprimentos das figuras representativas da sociedade.

Esse gesto de cordialidade, para com o governador do Estado, saiu inexplicavelmente de cena.

TORCIDA POR KÁTIA

É inegável a positiva contribuição que Kátia Bogéa, como diretora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, tem dado ao Brasil.

Ao longo de sua empreendedora gestão, o que fez pelo Maranhão, no que diz respeito à liberação de recursos, para a recuperação do nosso patrimônio histórico, é algo extraordinário.

Por isso, eu e outras pessoas de bom senso, torcemos para ela não ser inexplicavelmente exonerada do IPHAN, à frente do qual realiza uma administração irretocável do ponto de vista da honestidade e da competência.

FESTA DOS MARISTAS

O evento que reuniu, no sábado passado, ex-alunos dos Maristas, foi significativamente sensacional, quanto à participação e animação.

Da minha faixa etária, apenas eu, Paulo Abreu, Jorge Cateb, Mário Leal e Lourenço Vieira da Silva, este, veio de Brasília especialmente para marcar presença na inesquecível festa.

MAIS UM AMIGO

Um grande amigo, um homem de caráter, um profissional competente, dessa maneira, o advogado Antônio Austregésilo Moreira Fonseca, na intimidade Teté, se fez presente ao longo da vida na sociedade maranhense.

Para tristeza dos familiares e amigos, ele partiu para a eternidade, mas deixou um legado de boa conduta moral e de exemplar cidadão. 

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GULLAR, FUTEBOL E MACONHA

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Eu e meu irmão, Raimundo, temos algumas manias em comum. Uma das quais, a de guardar matérias de jornais sobre assuntos que nos interessam ou artigos de jornalistas a respeito de fatos, atos e acontecimentos da realidade brasileira.

Na minha recente estada em São Paulo, onde ele mora há dezenas de anos, encontrei em seus preciosos arquivos, dois trabalhos jornalísticos, da autoria do escritor Ferreira Gullar, publicados nas edições dominicais da Folha de São Paulo.

Nos dois artigos, o poeta maranhense referia-se ao tempo em que viveu em São Luís, ainda bem jovem. No primeiro artigo, datado de 11 de junho de 2006, Gullar discorre sobre a experiência que teve com o futebol. No segundo, publicado em 6 de janeiro de 2008, comenta a sua rápida convivência com a maconha.

Vejamos um trecho do trabalho dominical de Gullar, intitulado Craques da minha vida: “A minha relação com o futebol, não se limita apenas a influência do meu pai, Newton Ferreira, centroavante do Luso Brasileiro Futebol Clube, tantas vezes campeão maranhense, mas também da minha participação como jogador no time infantil do Ferroviário Futebol Clube, sem contar as peladas no Campo do Ourique, em frente ao Mercado Novo.

“A minha carreira futebolística terminou quando sofri uma violenta rasteira e caí com a bunda no chão. Temi ter quebrado o espinhaço e vi que seria melhor um esporte menos brabo; a poesia, por exemplo.

“Troquei a rua pelo quarto, onde passava os dias lendo, enquanto meus companheiros de pelada seguiram seu rumo. Dois deles se tornaram craques no futebol, amados das respectivas torcidas: Esmagado, que fez sua carreira lá mesmo em São Luís do Maranhão, e Canhoteiro, que se tornou ídolo da torcida do São Paulo.

“Muitos anos depois, numa das minhas idas a São Luís, encontrei Esmagado, já fora do futebol, mas admirado pelos fãs.

“De Canhoteiro, tive notícias através dos jornais, de que era chamado de Garrinha do Morumbi, tão sensacionais eram os seus dribles que dava nos adversários, com o mesmo espírito moleque das peladas de infância.

“Certo domingo, pela televisão, o vi jogar. Mal acreditei que ali estava, com as mesmas gingas, o Canhoteiro das partidas em frente ao Mercado Novo, onde o pai dele, seu Cecílio, tinha uma banca, que vendia mingau de milho e tapioca. Era lá que, todas as manhãs, bem cedo, quebrava o jejum antes de seguir para o colégio.

Com relação à maconha, em artigo intitulado Diamba, vejam o que escreveu o poeta: “Eu sou do Maranhão, terra da maconha, que lá se chama diamba. Dos 13 aos 15 anos, fora da escola, tornei-me uma espécie de campeão mirim do bilhar, no botequim do Constâncio, na praia do Caju. Como era menor e não tinha dinheiro, jogava numa sala escura que havia nos fundos do botequim, num bilhar velho, e pagava moendo cana, num pequena moenda que havia ali mesmo.  

“Um dia, Carrapicho me chamou num canto e me deu um cigarro de diamba para eu tragar. Achei horrível, com gosto de capim velho e quase vomito. Já Maninho experimentou e gostou. Da diamba passou para a cocaína, virou marginal, veio parar numa favela do Rio, onde sumiu. Foi encontrado muitos anos depois, internado numa clínica psiquiátrica em Belo Horizonte, e lá morreu.

“Em São Luís, naquele tempo, fumar maconha era coisa de marginal e, de vez em quando, nos subúrbios por onde eu andava, surgia um bafafá, provocado por algum maconhado que endoidara e ameaçava matar alguém a facadas.

“Uma tarde, na Madre de Deus, vi um sujeito nuzinho na rua, com um revólver na mão ameaçando atirar em todo mundo. Amarrara um bode.                

PEQUENOS MUNICÍPIOS

Que fiquem tranquilos os prefeitos dos cinco municípios do Maranhão, previstos para serem extintos, por se manterem às custas de recursos federais e estaduais.

Os senadores e deputados federais da bancada maranhense firmaram um pacto para não aprovar a proposta encaminhada pelo Presidente da República, com vistas à extinção dos pequenos municípios.

Manter essa boquinha aos prefeitos e vereadores, significa dizer que os interesses partidários e eleitorais dos congressistas estão acima dos interesses do país e da sociedade.

 UM VICE INTERNACIONAL

Em nenhum governo, jamais um vice-governador do Maranhão foi tão beneficiado com viagens internacionais, como o atual, Carlos Brandão.

As missões a ele confiadas, pelo governador Flávio Dino, no sentido de negociar empréstimos e buscar investimentos estrangeiros foram inúmeras e de resultados desconhecidos.

Se Carlos Brandão não viabilizar sua candidatura à sucessão ao Governo do Estado, certamente estará habilitado a ocupar o cargo de ministro das Relações Exteriores, se Flávio Dino se eleger Presidente da República.

BURRICE DE LULA

Na opinião do Presidente da República, Jair Bolsonaro, Lula é um cara extremamente burro.

E explica o motivo: Acaba de ser libertado e vai casar, ou seja, sai de uma prisão para entrar em outra.

LIVRO SOBRE O BRASIL

O ex-presidente José Sarney, com a sua autoridade política de conhecedor dos problemas do país, está debruçado na produção de um livro, em que marca a sua posição sobre o momento em que vive o Brasil.

O livro, com o nome de “Brasil no labirinto”, deve ser lançado no primeiro trimestre do ano vindouro.

MÉRITO LEGISLATIVO

A Medalha do Mérito Legislativo Manuel Beckman, criada para homenagear personalidades que prestaram relevantes serviços ao Maranhão, vem sendo, nesta legislatura, bastante desfigurada e vilipendiada.

 Nunca, em tempo algum, a comenda foi atribuída de maneira tão vulgar e distinguida indiscriminadamente a pessoas que jamais prestaram algum serviço ao Maranhão.

Agora mesmo um deputado estadual do PT conferiu a Medalha do Mérito Legislativo, ao jornalista Glenn Greenwald, fundador do site Intercept, um cara abominável, que nunca veio aqui e não sabe nem onde fica o Maranhão.

BASE DE ALCÂNTARA

O Senado aprovou o decreto legislativo sobre o acordo de salvaguardas tecnológicas, firmado entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos, que permite o uso comercial da Base de Alcântara, para o lançamento de satélites, mísseis e foguetes.

Com essa providência de natureza legislativa, completa-se o ciclo de requisitos legais para a Base de Alcântara deixar de ser um projeto e se transformar num grande vetor para o progresso tecnológico do Brasil.

Eu quero estar vivo para ver duas coisas, quando a Base de Alcântara estiver funcionando a pleno vapor. 1) a felicidade do povo alcantarense, pela mudança de seu modo de vida. 2) a cara do deputado Bira do Pindaré, que lutou tanto contra a aprovação do projeto.  

VERDADE OU FAKE NEW?

Em Brasília, corre a notícia, que se espera não seja verdadeira, da demissão de Kátia Bogéa da direção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Para neutralizar essa boataria, a Academia Maranhense de Letras, o Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, a Academia Maranhense de Ciências, Letras e Artes Militares, a Federação das Academias de Letras do Maranhão e Associação Maranhense dos Escritores Independentes, endereçaram mensagem ao Presidente da República, Jair Bolsonaro, no sentido de ser mantida na direção do IPHAN, a competente técnica Kátia Bogéa, pelos relevantes serviços prestados ao País e pela lisura, seriedade e honestidade como se comporta no cargo.

 SEM PÉ NEM CABEÇA

Se o deputado Roberto Costa tivesse conversado com a ex-governadora Roseana Sarney, sobre a sua candidatura a prefeita de São Luís, garanto que não estaria a anunciar um fato sem pé nem cabeça.    

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A GERAÇÃO DOS NOVENTA

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A sociedade brasileira passa pela elevação da longevidade, na qual a expectativa de vida aumentou em mais de 30 anos, por conta da otimização das oportunidades de saúde, de educação continuada e de participação na vida social, fatores que alimentaram a qualidade de vida.

O aumento da expectativa de vida da população é hoje um fenômeno determinante de um conjunto de mudanças na composição e organização da sociedade, que não vê mais o idoso como uma pessoa que já realizou o que deveria e que deve aposentar-se e descansar enquanto espera a morte. 

Essa nova realidade social, que elevou a expectativa de vida do homem brasileiro para 74 anos e da mulher 77, pode ser vista em São Luís de maneira fantástica pelo expressivo número de figuras humanas que chegaram aos noventa anos em boa forma física e mental, a exemplo de Cléon Furtado, José Barros, Sebastião Caracas, Artur Almada Lima, Cabral Marques, Clerice Haickell, Ruth Silva, Teresinha Ericeira, Damasceno e Elimar Figueiredo.

Semana passada, recebi do meu querido amigo Sebastião Caracas, uma mensagem lúcida, verdadeira e emotiva, que mostra como ele, do auge de seus 92 anos, continua exercitando a sua extraordinária memória e produzindo textos que mostram como se mantém antenado com assuntos que gravitam em seu redor, que o levam a pensar e a refletir sobre o seu cotidiano de vida.

 Com a palavra Sebastião Caracas: “Finalmente, estou em casa são e salvo, vindo do hospital. Momentos houve em que minha pressão chegou a 22. Pensei, assustado, que estava chegando ao fim da linha na maratona da vida, vindo de uma noite sob um calor intenso na UTI, de onde telefonei para a minha filha, Luciana, pedindo que fosse me buscar com licença ou não do hospital, mas ela confortou-me com palavras amáveis dessa impossibilidade.

“Depois do consenso entre os médicos, finalmente, pude retornar para casa, onde senti a necessidade de escrever, como faço habitualmente, pois o importante é não desistir da vida, como os pássaros que voam de um lado para outro, pousando em qualquer galho de árvore ou no próprio chão, divertindo-se em pequenos pulos por não saberem andar, como assim estava eu. 

 “O meu amor aos filhos, netos e bisnetos, que são tantos, e aos amigos que ainda registro em minha agenda, me fazem gostar da vida e por isso preciso de mais tempo para conviver com eles, ouvi-los suas palavras carinhosas e sorrir.

“Posso afirmar que tenho 92 anos, sou cadeirante e sobrevivente. No palco do tempo, posso apreciar cada flor plantada no meu jardim, que me faz ouvir palavras sábias que soam nos meus ouvidos e me dizem que o amor renova as esperanças, reanimam a alma e que se deve lutar contra tudo que possa conspirar contra a vida e nunca desista de caminhar sem medo de tropeçar, se tropeçar não tenha medo de se ferir e ferindo-se tenha coragem para corrigir as rotas da vida, mas sem pensar em recuar.

“Cá estou sempre à espera da sua visita e das pessoas queridas e amadas, que possam me dar alegria e coragem para pensar nos meus sonhos e inspirações, apreciar o que existe de belo no mundo, na alegria e no amor.

PRESENTE DA ACADEMIA

No começo do mês de dezembro, a Academia Maranhense de Letras oferece um presente especial aos moradores de São Luís.

O presente, de valor inestimável, será uma surpresa agradável quanto ao conteúdo.

PARTIDO DE BOLSONARO

A Aliança pelo Brasil, partido que o presidente Jair Bolsonaro criou para lhe dar sustentação política, quer que os diretórios do partido nos estados sejam controlados por militares.

Com base nessa determinação presidencial, o provável dirigente da APB no Maranhão será o coronel José Ribamar Monteiro, atual superintendente do Patrimônio da União.

BECKMAN E A REPÚBLICA

Nos 130 anos da Proclamação da República, ocorridos recentemente, não pode ser esquecida a figura emblemática de Manuel Beckman.

Foi ele, antes de Tiradentes, o cristão novo que se levantou no Maranhão contra o estado lusitano, que, séculos depois, fez o Brasil trocar o regime monárquico pelo republicano.

Por seu ousado gesto, Beckman ou Bequimão foi preso e enforcado.

HOTEL DA AMAZÔNIA

O majestoso Hotel Tropical, construído em Manaus, fechou as portas e mergulhado em dívidas que somam mais de R$ 20 milhões.

A Justiça autorizou o leilão do mais luxuoso hotel da Amazônia, que recebeu hóspedes importantes da vida política e cultural do país e do exterior.

Quando o Hotel Tropical, estava em fase de construção, nos anos 1980, o Grupo Varig, proprietária do empreendimento, convidou jornalistas brasileiros para o visitarem.

Do Maranhão, eu e Pergentino Holanda fomos convidados.

BOLIVIANOS NO MARANHÃO

Com a crise política estourada na Bolívia, vale lembrar o motivo pelo qual, anos atrás, instalou-se em São Luís um consulado boliviano.

O governo da Bolívia soube através de uma emissora de rádio do Maranhão, que milhares de bolivianos em São Luís, comemoravam a vitória do time do Sampaio Correia, cujas camisas ostentam as cores da bandeira do país vizinho.

Por conta disso, o governo boliviano nomeou um cônsul para representá-lo em São Luís.

ESQUERDA E DIREITA

Com a ascensão de Jair Bolsonaro à Presidência da República, político assumidamente contrário ao ideário socialista, a dicotomia direita e esquerda voltou à cena brasileira.

Afinal, o que significa ser de direita ou de esquerda?

Esses termos surgiram na virada do século XVIII para o XIX, quando na Assembleia Nacional Constituinte da França, os jacobinos ou progressistas, ocupavam o lado esquerdo e os girondinos ou conservadores, ocupavam o lado direito.  

SARNEY EM SÃO LUÍS

O ex-presidente José Sarney e Dona Marly não abrem mão de passar as festas de Natal e Ano Novo, em São Luís, em companhia de familiares e amigos.

Por isso agendaram o dia 28 deste mês para chegarem a esta cidade, onde costumam ficar até o carnaval.

Na semana passada, o casal Sarney esteve em São Paulo, onde Dona Marly fez revisão médica.  

AVENIDA PAULISTA

Há anos eu não passava o dia de domingo em São Paulo.

Aproveitei essa rara oportunidade, para ver algo que os meus olhos jamais viram: a transformação da Avenida Paulista, onde se localiza o principal centro financeiro do país, num animado palco de diversões e recreações.

Ao longo da avenida, durante todo o dia, uma multidão de paulistas e turistas, de todas as faixas etárias e camadas sociais, ali, marca presença, para de maneira descontraída, brincar e se divertir.

Naquela manhã de domingo, vi de tudo: gente dançando, cantando e rebolando, apresentações teatrais e circenses, protestos políticos de bolivianos a favor de Evo Morales e de brasileiros a favor de Jair Bolsonaro e contra os ministros do Supremo Tribunal Federal.

ZÉ PEREIRA

Numa das padarias mais selecionadas e conhecidas de São Paulo, encontrei à venda um produto maranhense: o Zé Pereira.

Curioso, perguntei o preço. Para minha surpresa, mais barato do que em São Luís.  

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O DECRETO QUE ABALOU A REPÚBLICA

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Só três dias depois de Proclamada a República no Rio de Janeiro, a 18 de novembro de 1889, é que a Província do Maranhão adere ao novo regime, quando ascende ao poder uma Junta Governativa, constituída por seis militares e dois civis, que transmite a 17 de dezembro o poder ao advogado maranhense, Pedro Augusto Tavares Junior, radicado no Rio de Janeiro e republicano de primeira linha.
No dia seguinte à posse, o novo governante começava a mostrar serviços, anulando todos os atos praticados pela Junta Governativa. Contudo, estava reservado para o dia 26 de dezembro a assinatura de um decreto, de conteúdo explosivo e radical, que causou grande celeuma no Maranhão e imediata repercussão no Rio de Janeiro, na medida em que surpreendeu o Governo Central.

O rumoroso de decreto assentava-se em quatro artigos. O primeiro garantia a todas as seitas e religiões, o pleno exercício de seus cultos; o segundo, extinguia os subsídios prestados às entidades assistenciais de cunhos religiosos; o terceiro, extinguia as verbas destinados aos cultos públicos; o quatro e o mais polêmico, dispensava de empregos, pagamentos e comissões os padres, sacerdotes, capelães e sacristões.

A reação do clero ao decreto do governador Pedro Augusto foi rápida e enérgica da parte do bispo, Dom Antônio Cândido de Alvarenga, que mobilizou os católicos e o episcopado nacional, no sentido de tornar sem efeito o inesperado decreto, cuja vigência poderia atritar as relações entre a Igreja e o Estado.

Para não deixar que o apressado ato gerasse crise, o ministro do Interior, Aristides Lobo, imediatamente telegrafa ao governador maranhense, dizendo que o Governo Federal não aprovava o decreto e que tratasse de revogá-lo, com o que não concordou Pedro Augusto. Em resposta, o ministro foi ainda mais rígido e fez vê-lo de ser aquela matéria atribuição do Governo Federal, por isso reiterava a ordem para evitar graves perturbações da ordem pública.

Como o governador teimava em não cumprir o que mandava o ministro do Interior, o ministro da Fazenda, Rui Barbosa decide interferir no caso, chamando a atenção da autoridade maranhense para a indevida intromissão num assunto para o qual não tinha competência e o advertia para as consequências de seu impensado gesto.

Diante da inflexibilidade de Pedro Augusto, entra em cena o próprio Presidente da República, marechal Deodoro da Fonseca, que em mensagem telegráfica, ordena a anulação do decreto, por ser “uma medida extemporânea e inconveniente”. Recomendação inócua porque o chefe do Executivo estadual fez ouvido de mercador, mas, em respeito à autoridade superior, tratou de dar explicações sobre a decisão tomada.

 À falta de outros recursos para convencer o governante maranhense a mudar de posição, o marechal Deodoro da Fonseca transmite ordem ao comandante do 5º Batalhão de Infantaria, sediado em São Luís, tenente-coronel, João Luiz Tavares, para botar as tropas na rua, passar por cima da autoridade do governador, e declarar nulo o decreto, que vinha causando tanta celeuma, pois o novo regime, para se consolidar, precisava impor-se no país com firmeza e determinação.

Indignado, Pedro Augusto manifesta ao ministro Rui Barbosa, contrariedade pela maneira atrabiliária como foi tratado pelo Presidente da República.  Mesmo revoltado, transmite o cargo ao Chefe de Polícia, Eleutério Muniz Varella, a 3 de janeiro de 1890.

CINCO É POUCO

Pelo Projeto de Reforma Administrativa, encaminhado pelo Presidente da República ao Congresso Nacional, deverão ser extintos em cada Estado cinco municípios com menos de cinco mil habitantes.

Do Maranhão, se o Congresso aprovar a proposta do Executivo, desaparecerão os municípios de São Felix de Balsas, Junco do Maranhão, Nova Iorque do Maranhão e São Pedro dos Crentes.

A rigor, deveriam sumir do mapa, além dos citados, mais da metade dos criados irresponsavelmente pelos constituintes estaduais de 1989.

VEREADORES VETERANOS

A iniciativa do ex-senador João Alberto de ser candidato à Câmara Municipal de Bacabal, nas eleições de 2002, espalhou-se como um rastilho de pólvora.

Em Caxias, está previsto o lançamento da candidatura do ex-deputado federal, Paulo Marinho a vereador.

Outro veterano de eleições proporcionais, Chico Coelho deve postular um lugar na Câmara Municipal de Balsas.

FESTA DOS AMIGOS

Mauro Fecury e a esposa Ana Lúcia estão na Flórida, em viagem de turismo.

Quando Mauro retornar, no final da semana, se dedicará de corpo e alma aos preparativos do evento festivo que realiza todos os anos no segundo sábado de dezembro.

A grande atração da festa será o notável cantor Altemar Dutra Junior, que repetirá o sucesso do ano passado.     

 PROCESSO CONTRA HILDO ROCHA

O reitor Natalino Salgado já constituiu advogado para processar o deputado Hildo Rocha, que no plenário da Câmara Federal, proferiu violento discurso e ofensivo a sua honra.

A fala do parlamentar do PMDB foi consequência da luta que esgrimia com o senador Roberto Rocha, pela nomeação do novo reitor da Universidade Federal do Maranhão.

MÃE DE JESUS

A cantora maranhense Alcione foi convocada pela Escola de Samba Mangueira para um sagrado desafio.

No desfile do Sambódromo, a Marron deverá se apresentar como Nossa Senhora, a Mãe de Jesus.

Para cumprir esse desafio, Alcione já começou os preparativos que recomendam a perda de peso.

GASPAR, OITENTÃO

A 5 de dezembro vindouro, o empresário e intelectual Carlos Gaspar vai entrar no grupo dos oitentões.

Como é avesso às festividades comemorativas, agendou viagem a Portugal, onde passará o natalício em companhia de familiares residentes naquele país.

Antes de viajar, Gaspar será eleito a 27 de novembro presidente da Academia Maranhense de Letras.

LOJAS PERNAMBUCANAS

Os maranhenses de boa memória devem lembrar da lojas Pernambucanas, que durante bons anos marcaram presenças em São Luís, instaladas na Rua Grande e na Rua Portugal.

As Pernambucanas, especializadas na venda de tecidos, vinte anos depois de seu desaparecimento, querem retornar à cena empresarial, com nova estrutura e reconquistar o lugar que teve no mercado lojista nacional.

A CANDIDATURA DE COROBA

Quando atuou no Ministério Público, o promotor Benedito Coroba ficou conhecido e respeitado pelo desempenho profissional.

Aposentado, filiou-se a um partido político, com o propósito de ser candidato nas eleições do ano vindouro ao cargo de prefeito de sua terra natal, Itapecuru Mirim.

Em recente pesquisa, Coroba mostrou que está bem cotado e é um candidato com chance de ser sucedido no pleito.      

VOLTA POR CIMA

Na sua recente presença em Barreirinhas, o governador Flávio Dino surpreendeu a quem compareceu a um evento administrativo.

Além de se mostrar simpático, alegre e descontraído, conseguiu o impossível: colocar no mesmo palanque e juntos o prefeito Albérico Filho e o seu tradicional adversário político, Amilcar Rocha.    

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EU E OS MARISTAS

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O Colégio Maristas realiza a 30 deste mês um grande evento, com a finalidade de reunir pela primeira vez em São Luís as gerações que nele estudaram, a partir de 1937, quando o arcebispo do Maranhão, Dom Carlos Carmelo, instalou no próprio Palácio Arquiepiscopal, a Congregação dos Discípulos da Padre M. Champagnat, para oferecer instrução de boa qualidade aos estudantes do sexo masculino.

Não satisfeito com essa benemérita iniciativa, Dom Carlos Carmelo, pensando na contribuição que a instituição daria à educação maranhense, compra a chamada Quinta do Barão das Laranjeiras, localizada na Rua Grande, uma área de 40 mil metros quadrados, para a Congregação dos Irmãos Maristas construir um prédio majestoso e atender à demanda de matrículas aos cursos primário, ginasial e científico.

Em 1950, o Colégio dos Irmãos Maristas, denominado de Ginásio Maranhense São Francisco de Paula, é inaugurado com uma estrutura física dotado de dois pavimentos, com amplas e confortáveis salas de aula, capela, alojamentos para alunos internos, salões de festas, de recreação e outras dependências.

Eu tive a felicidade de estudar em São Luís em 1950, ano da inauguração do novo Colégio Maristas e nele fui matriculado por três motivos: porque havia concluído o curso primário na minha cidade, Itapecuru, à época, não contava com curso secundário ou ginasial; pela fama do colégio, de ser o melhor do Maranhão; por oferecer o regime de internato, para assegurar aos alunos do interior do Estado, o desfrute de boa moradia e de estudo bem orientado e assistido do ponto de vista moral e religioso.

Para eu ingressar no Colégio Maristas, além da comprovação da conclusão do curso primário, tive de submeter-me ao exame de admissão, no qual fui aprovado, pois estava preparado para ultrapassar essa etapa de estudo.

O meu primeiro ano no Maristas foi sob o regime de internato e não foi nada fácil. Com 12 anos de idade, pela primeira vez saia da proteção familiar e enfrentar um tipo de vida que não estava acostumado, ou seja, cumprir horários rigorosos, dentro e fora da sala de aula, e sofrer castigos, no caso de contrariar as normas que estabeleciam horário de dormir, acordar, estudar, brincar, comer e rezar.

Depois de um ano de internato e de reiterados lamentos, dele fui alforriado e alçado para o externato nos anos de 1951 e 1952, nos quais cursei a segunda e terceira séries ginasiais.

Nesses três anos de estudo nos Maristas, a despeito do rigor da disciplina e dos castigos constrangedores, como ficar horas em pé e de cara para a parede, decorar numerosas páginas de livros, escrever infinidade de linhas, o ensino era bom e proveitoso à minha formação intelectual, pois se sustentava nas disciplinas de Português, Inglês, Francês, Latim, Matemática, História Sagrada, Geral e do Brasil, Geografia, Desenho, Música e Trabalhos Manuais, ministradas pelos Irmãos Maristas, Máximo Antônio,  Miguel, Augusto, Luís, Ilídio, Batista, Eloy, Xavier e Acácio Manuel, que dirigia a instituição, nomes que ainda permanecem na minha memória, sem esquecer, também, dos colegas de turma, João Castelo, Newton Bello Filho, Aquiles Cruz Filho, Fernando Vinhaes, Arnaldo Murad, Paulo Abreu Filho, Salomão Cateb, Antônio Augusto Nogueira Santos (Manga Rosa), Bento Moreira Lima, João Franklin Salem, Gerson Marques, José Quarto de Oliveira Borges e Cláudio Macieira.

SUCESSO DA FLIM

Pela segunda vez, a Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes, promoveu, no mês de outubro, a II Festa Literária de Itapecuru Mirim.

O evento, como o anterior, alcançou retumbante sucesso, pela organização e programação, que contou com numerosos de escritores, que proferiram palestras, lançaram livros e participaram das atividades culturais.

A Festa Literária de Itapecuru Mirim, pela expressão e repercussão, já pode ser considerado o terceiro e o mais e importante evento cultural do Maranhão.

TEATRO DE AMÉRICO

O eterno sonho do escritor Américo Azevedo Neto será brevemente transformado em realidade.

Através de cessão de uso, ele conseguiu do Governo do Estado um prédio, na Praia Grande.

No imóvel, que passa por reforma, será instalado um teatro destinado às apresentações do Grupo Cazumbá e de outras manifestações artísticas do Maranhão.

400 ANOS DA CÂMARA

Não há nenhuma informação se a Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Luís, prepara algum evento para comemorar os 400 anos da criação do Senado da Câmara de São Luís, em 7 de dezembro de 1619, presidida por Simão Estácio da Silveira.

A efeméride, pela sua importância histórica, merecia uma programação para lembrar os atos mais marcantes de um Poder que, ao longo do tempo, teve em sua composição figuras de relevo e que prestaram serviços inestimáveis a esta cidade.

CANDIDATO DO PT

Lula quer que o PT lance candidatos próprios às prefeituras municipais no ano que vem.

Em São Luís, dificilmente o PT atenderá à recomendação de Lula, pois o único nome de expressão que poderia participar do processo eleitoral, com vistas à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Junior, seria Washington Oliveira, que deixou a militância política para ocupar o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão.

VERGONHA, VERGONHA, VERGONHA  

Até quando os prefeitos do Maranhão, acobertados por políticos inescrupulosos, vão continuar desviando recursos públicos, destinados à educação?

Até quando essa vergonhosa situação de impunidade se imporá em nossa terra, permitindo que gestores municipais usem e abusem de mecanismos fraudulentos para se locupletarem?

Se a proposta do deputado Gastão Vieira for aprovada, baseada não no número de matrículas, mas na quantidade de habitantes em idade escolar, quem sabe, o Maranhão, no aspecto educacional, deixará de ser uma vergonha nacional.

CENTRO HISTÓRICO

O Centro Histórico de São Luís é hoje ocupado por moradores de rua, drogados, prostitutas e desempregados.

A intenção de preservar a memória da cidade e de ser novamente ocupada por contingentes humanos mais qualificados é muito boa, mas, para obter resultados satisfatórios, depende que o Estado tenha condições de mantê-lo.      

 IN VINO VERITAS

Foi-se o tempo em que a cerveja e o uísque eram as bebidas mais consumidas em São Luís, pelos dotados de maior poder aquisitivo.

De uma época para cá, a despeito do clima quente reinante na cidade, o vinho é a bebida preferida dos maranhenses, que passaram a consumi-lo como se fossem sulistas.

Quem quiser saber como o vinho hoje domina São Luís, basta dar uma esticada nas noites de quinta e sexta-feira, no Hiper Mercado Mateus, que reservou um espaço especial, com música ao vivo, aos apreciadores de vinhos nacionais e estrangeiros.

CUSTOU, MAS SAIU

Afinal, veio a lume o vencedor da luta travada entre o senador Roberto Rocha e o deputado Hildo Rocha, pela indicação do novo reitor da Universidade Federal do Maranhão.

O professor Natalino Salgado retorna ao cargo pelo currículo, ser o mais votado e o prestígio de Roberto Rocha, no Palácio do Planalto.

TIM MAIA

Porque hoje é sábado, vamos lembrar do saudoso e talentoso Tim Maia, que em antológica frase disse tudo e mais alguma coisa: – O Brasil é o país onde puta tem orgasmo, cafetão tem ciúme e traficante é viciado.

Eu completo: E corrupto tem mandato.  

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OS CINEMAS DE SÃO LUÍS

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Na semana passada, o Caderno Cidade de O Estado do Maranhão, publicou interessante matéria sobre os cinemas de São Luís, que tiveram seu esplendor no século XX.

O autor da ampla e bem concatenada reportagem, o repórter Tiago Bastos, fez uma viagem no tempo para mostrar às novas gerações maranhenses os cinemas que existiam na cidade – Éden, Roxy, Rival, Rialto, Rex, Anil, Passeio e Monte Castelo, que pertenciam ao empresário Moisés Tajra, e o Cine Teatro, propriedade do Governo do Estado e arrendado à empresa Duailibe.

Além dessas informações, o brilhante jornalista, através de trabalho de pesquisa, trouxe outras notícias a respeito da localização das casas cinematográficas e como funcionavam para oferecer divertimento a uma população reduzida de opções para enternecem o corpo e a alma.

A reportagem de Tiago fez com que eu retornasse aos meus tempos de juventude, nos bons anos de 1950 e 1960, quando os caminhos do entretenimento se dirigiam aos cinemas, nos quais a sociedade maranhense marcava presença de maneira eloquente e prazerosa, pois era a forma que encontrava para a vida não ser tão monótona.      

 Nessa volta ao passado, vale a pena recordar fatos e atos que fazem parte da história dos cinemas de São Luís, que escaparam da investigação do jornalista, a saber: o Éden, o Roxy e o Cine Teatro, por serem os mais frequentados e localizados no centro da cidade, serviam aos políticos para realizarem as convenções partidárias. Foram neles que os candidatos ao Governo do Estado, José Sarney, Renato Archer e Costa Rodrigues homologaram as suas candidaturas às eleições de 1965.

Nas tardes do tríduo momesco, o Éden deixava de ser cinema para se transformar num amplo salão de festas, ao qual compareciam moças e rapazes não associados aos principais clubes da cidade.

Foi no Éden, que se apresentou a famosa vedete Elvira Pagã, que por se mostrar em traje sumário à época (roupa de duas peças), levou o arcebispo Dom José Delgado a pedir para a população não comparecer ao cinema e fez um apelo à Polícia para proibir o show, mas o prelado não foi atendido e o Éden foi pequeno para abrigar tanta gente, a grande maioria constituída de homens.    

O Cine Teatro, também, nos domingos de carnaval, realizava festa carnavalesca de gala e animada pelas principais orquestras da cidade: Alcino Bílio e Vianense. A festa, de caráter beneficente, era capitaneada pela primeira-dama do Estado, em prol de obras sociais. Nessa noite, os clubes Jaguarema, Lítero e Cassino Maranhense não funcionavam e a sociedade participava em massa.

De acordo com o contrato assinado com o Governo do Estado, sempre que vinham a São Luís companhias de teatro, a Empresa Duailibe se obrigava a desativar o cinema, para permitir a encenação de peças e apresentações de shows de cantores famosos.

Por conta dessa prerrogativa contratual, eu e muitos maranhenses assistimos espetáculos teatrais de sucesso no Rio de Janeiro, como “Esta noite choveu prata”, com Procópio Ferreira, “As mãos de Eurídice”, com Rodolfo Mayer, bem como atores brilhantes do porte de Milton Carneiro e Raul Roulien, e a Orquestra de Ruy Rey.  A apresentação que marcou época foi a do frade José Mojica, ator e cantor mexicano que trocou a cena artística pela vida religiosa.

Enquanto as sessões cinematográficas no Éden e no Roxy se realizavam às 16 e 20 horas, as do Cine-Teatro ocorriam às 15, 17 e 20 horas.  Entre as duas empresas, havia um interessante diferencial:  só o Cine-Teatro promovia sessões matinais e dedicadas especialmente aos estudantes, fato bastante combatido pelos diretores dos colégios, sob a justificativa de incitar alunos à gazetagem (falta às aulas), principalmente quando exibiam filmes brasileiros, as inesquecíveis chanchadas, com Oscarito, Grande Otelo, Anselmo Duarte, Eliana, Cill Farney, José Lewgoy, Renata Fronzi, Adelaide Chiozzo, Ivon Cury, Fada Santoro, Zé Trindade e outros. 

ESTREMECIMENTO Á VISTA

Quem frequenta o Palácio dos Leões não esconde o fato de Flávio Dino e Weverton Rocha já não falarem a mesma linguagem.

Entre o governador e o senador o estremecimento é visível e por conta da sucessão municipal de São Luís, na qual ambos vão apoiar candidatos diferentes.

VEXAME INOMINÁVEL

Os escritores de outras cidades e convidados para proferirem palestras na recente Feira do Livro, ficaram hospedados no Hotel Abeville.

Se fossem fazer qualquer despesa no hotel, sobretudo refeições, recebiam um aviso de que o prato escolhido não podia passar de R$ 35,00.

MELHORES DEPUTADOS

Não tenho o costume de assistir as reuniões da Assembleia Legislativa, por isso não sei dizer quem são os mais atuantes parlamentares dessa legislatura.

Com base em informações de jornalistas que, por dever de ofício, fazem a cobertura dos trabalhos legislativos, fui informado de que os deputados mais atuantes são César Pires, José Adriano, Duarte Júnior e Yglésias Moyses.

         ACERVO DE JOÃO MOHANA

Bem antes de seu falecimento, o saudoso (e bota saudoso nisso), o padre João Mohana entregou de mão beijada ao Arquivo Público do Maranhão um precioso e rico acervo musical, por ele pesquisado e descoberto durante 23 anos.

Esse acervo, cuidadosamente organizado e guardado no Arquivo Público, nesta sexta-feira, 7 de novembro, às 16 horas, será lançado de forma digitalizada, para ser melhor conhecido, estudado e consultado.

O Acervo Digital de João Mohana é constituído de 1.416 obras musicais, sendo 410 eruditas e 1006 populares, produzidas por 169 compositores.

BIBLIOTECA DE ITAPECURU

As diretoras da Biblioteca Pública Benedito Leite, Aline Nascimento, e da Casa de Cultura Josué Montello, Joseane Sousa e Wanda França, participaram da II Feira Literária de Itapecuru.

Ficaram empolgadas com o retumbante sucesso do evento e a visita à Biblioteca Pública Municipal Benedito Buzar, que identificaram como a melhor do interior do Estado, pelo acervo (99,9 por cento doado ou conseguido pelo patrono do órgão), organização e adequação à modernidade.

SUMIÇO DE DUTRA

É do conhecimento público o sumiço do político Domingos Dutra, do hospital onde se encontrava internado, ato que teria sido praticado pela esposa, Núbia.

O fato, conduziu-me aos anos 1960, quando o jornalista Edison Vidigal publicou no Jornal de Bolso, matéria segunda a qual o foguete Apolo 11, sumido no espaço, poderia ser encontrado nas matas do Calhau.

ALUNOS DOS MARISTAS

Os alunos que estudaram no Colégio Maristas, de todas as gerações, serão convocados para um grande evento, que acontecerá a 30 de novembro.

A festa de congraçamento se realizará no Marista do Araçagi e contará com a presença de figuras importantes da vida maranhense, dentre os quais o ex-presidente José Sarney, que estudou nos Maristas, quando o colégio funcionava no prédio contíguo à igreja da Sé.

ACADEMIA ARROMBADA

Pela primeira vez, ao longo de seus 111 anos de existência, a Academia Maranhense de Letras, que se encontra em reforma, teve as suas dependências invadidas por criminosos.

Mas o assaltantes quebraram a cara. Como só encontraram livros, saíram da AML de mãos vazias.

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