UM SENADOR FORA DE ÉPOCA

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Em 1988, o jornalista Augusto Nunes coordenou o lançamento do livro Minha Razão de Viver, do jornalista Samuel Wainer, publicado pela Record.

Recentemente, o livro foi reeditado, com retumbante sucesso de vendas, por trazer revelações de atos, fatos e episódios que marcaram a vida política brasileira nas décadas de 1950 e 1960.

Naquele período, numerosos e tumultuados acontecimentos vieram à tona, tendo como protagonistas os Presidentes da República, Eurico Dutra, Getúlio Vargas, Café Filho, Nereu Ramos, Juscelino Kubitscheck, João Goulart e Jânio Quadros.

No seu livro de memória, o jornalista Samuel Wainer dedica grande parte a duas personalidades que o ajudaram bastante no começo de sua vida profissional, Assis Chateaubriand e Carlos Lacerda, os quais, posteriormente, o perseguiram demasiadamente pelo fato de lançar no Rio de Janeiro, o jornal Última Hora, fundado às custas de recursos públicos e para defender o Governo do Presidente Getúlio Vargas.

A modernidade gráfica e a extraordinária equipe redacional, organizada e dirigida por Samuel Wainer, deixaram os jornais concorrentes em situação de desconfortável inferioridade, razão porque Chateaubriand e Lacerda, inconformados com a queda de vendagem e a fuga dos grandes anunciantes, passaram a mover uma campanha impiedosa, no sentido de tirar de circulação o novo jornal carioca e destruir moral e financeiramente o seu criador.

No livro, Assis Chateaubriand, o mais aguerrido inimigo de Samuel Wainer, pelo seu espírito diabólico, foi acusado de “se eleger senador pelo Maranhão, um Estado que mal conhecia”.

 Chateaubriand, na verdade, quando teve a sua candidatura lançada ao Senado pelo Maranhão, ainda que dono de dois jornais que circulavam em São Luís – um matutino, O Imparcial, e um vespertino, O Pacotilha, tinha pouco conhecimento de nosso Estado, daí porque, na breve campanha eleitoral, só botou os pés aqui na véspera da eleição, quando ao descer da aeronave que o trouxe do Rio de Janeiro, proferiu esta pequena saudação: – Viva o Maranhão.

Chateaubriand, também, não participou em São Luís das articulações promovidas pelos cardeais do PSD, Juscelino Kubitscheck, Amaral Peixoto, Tancredo Neves, Vitorino Freire e Renato Archer, que costuraram um acordo político para o Maranhão devolver o mandato de senador, que ele havia perdido nas eleições de 1954, na Paraíba.  

  No entendimento de que Chateaubriand não podia ficar sem mandato político e porque o candidato do partido, Juscelino Kubitscheck, à presidência da República, em 1955, precisava da cobertura nacional dos Diários Associados, a cúpula nacional do PSD negociou com o vitorinismo a realização de uma eleição fora de época no Maranhão.

A eleição aconteceu porque três providências foram materializadas: a concordância do governador Eugênio Barros; as renúncias do senador, Antônio Bayma, e do suplente, Newton Bello; a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de marcar uma eleição, inobstante os protestos das Oposições Coligadas, que não tinham candidato para enfrentar o rolo compressor da máquina do governo.

O TRE, mesmo diante do clamor nacional contra aquela barganha política, marcou o pleito para o dia 20 de março de 1955, que resultou na eleição de Assis Chateaubriand e do suplente, Raimundo Públio Bandeira de Melo, que impuseram implacável derrota nas urnas, às candidaturas oposicionistas do coronel da Aeronáutica, Armando Serra de Menezes, e do suplente, jornalista Franklin de Oliveira.

O fato mais ruidoso ocorrido em São Luís, naquela eleição, foi a incineração de uma edição especial da revista O Cruzeiro, que trazia uma reportagem do jornalista David Nasser, sobre a vida de Chateaubriand, para ser distribuída gratuitamente ao eleitorado.         

CONSTRUTOR DE PONTES

Pela habilidade na arte do diálogo político, o governador do Maranhão, Flávio Dino, vem sendo apontado como um “construtor de pontes”.

Em tempo: as três pontes mais importantes do Maranhão, Benedito Leite, José Sarney e a Bandeira Tribuzi, não foram construídas pelo atual governador.

QUILOMBOLAS ITAPECURUENSES

Levando em conta de que oitenta por cento da população de Itapecuru-Mirim descende da raça negra, o prefeito Miguel Lauand, criou recentemente a Secretaria de Igualdade Racial.

Se depender dos votos dos descendentes quilombolas, está garantida reeleição de Miguel Lauand a prefeito de Itapecuru.

CIDADES CENTENÁRIAS

Este ano, seis municípios do Maranhão terão motivo suficiente para promover eventos festivos.

Há 100 anos, mediante leis votadas pela Assembleia Legislativa, Pinheiro, Guimarães, Cururupu, Codó, Coroatá, Bacabal e Pedreiras foram elevadas à categoria de cidades.

SÉRGIO BOGÉA

A população de Primeira Cruz quer que o advogado Sérgio Bogéa volte a ocupar o cargo de prefeito.

Para atender aos apelos do eleitorado, Sérgio que já esteve duas vezes o comando da prefeitura de Primeira Cruz, aceitou o desafio de disputar as eleições municipais deste ano.

Pelo prestígio e pelo trabalho realizado, é um candidato imbatível.

ALTERNATIVAS POLÍTICAS

Este ano, não haverá eleição para renovação de mandatos de deputados federais e estaduais.

Mas um deputado federal está em preparativos para disputar cargos eletivos no pleito de 2020: Josimar do Maranhãozinho.

 Ele não abre mão de concorrer ao Senado ou a Vice-governador do Estado.

DATAS NACIONAIS

O Presidente Jair Bolsonaro, que pretende, no seu governo, criar um órgão voltado para as comemorações das grandes datas nacionais, precisa saber que, no Maranhão, no começo do século XX, uma instituição com tal finalidade teve vida em São Luís.

Trata-se da Associação Comemorativa das Datas Nacionais, fundada pelo escritor Antônio Lobo, em 1901, presidida pelo professor Barbosa de Godóis, diretor da Escola Normal.

 A referida instituição costumava nas principais datas cívicas do país, desfilar pelas ruas da cidade, com retratos das personalidades que tiveram ativas participações naquelas efemérides.

MINISTÉRIO DA SEGURANÇA

O Presidente da República, Jair Bolsonaro, ao que tudo indica, vai criar mais um ministério.

Trata-se do Ministério da Segurança Pública, para que com a sua estrutura administrativa e financeira, possa combater com mais eficiência a criminalidade no país.

Quando o delegado Lourival Mendes exerceu o mandato de deputado federal, apresentou projeto no Congresso Nacional, no sentido de ser criado o Ministério da Segurança Pública.

ATRIZ MARANHENSE

Fazendo sucesso na novela Éramos Seis, a atriz luso-brasileira, Joana de Verona, no papel feminista de Adelaide.

Ela tem pais portugueses, nasceu em São Luís, mas foi criada em Lisboa.

MARIA RITA

Quem disse que a cantora Maria Rita canta e tem repertório, para animar um evento carnavalesco?

A filha de Ellis Regina é uma excelente cantora, mas não tem perfil para participar de show público em plena folia momesca. 

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UM GOVERNO DEMOCRÁTICO

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O saudoso professor José Nascimento Moraes, que viveu de 1882 a 1958, além do exercício do magistério, atuava com destaque na atividade jornalística e acompanhava com o mais desusado interesse o que acontecia no dia a dia da política maranhense.

Por conta desse olhar na vida pública estadual, ele, manifestava nos jornais, revistas e livros editados em São Luís, a exemplo de Neurose do Medo e Vencidos e Degenerados, repletos de crônicas abalizadas e artigos críticos, a respeito de nossos governantes e de suas atuações nas esferas legislativas e executivas.

Ao longo de sua vida, o professor Nascimento Moraes viu governantes de todos os tipos ocuparem o Palácio dos Leões, dentre os mais conhecidos, Pedro Augusto Tavares Junior, Gomes de Castro, Manuel Ignácio Belfort Vieira, José Viana Vaz, Tarquínio Lopes, Francisco da Cunha Machado, João Gualberto, Alexandre Colares Moreira Junior, Benedito Leite, Mariano Lisboa, Luiz Domingues da Silva, Herculano Parga, Godofredo Viana, Raul Machado, Urbano Santos, Magalhães de Almeida, Reis Perdigão, Antônio Martins de Almeida, Paulo Ramos, Sebastião Archer, Eugênio Barros e Matos Carvalho.

Nesse elenco de governadores, em que a maioria não foi poupada de suas acerbas críticas, Luiz Domingues ficou de fora e a quem não economizou aplausos pela maneira equilibrada, correta e séria como dirigiu os destinos do Estado do Maranhão, no período de março de 1910 a março de 1914.

No artigo “Um governo democrático”, publicado na revista “Indicador Maranhense”, editada em 1948, o respeitado mestre, por meio de sua pena brilhante, mostra que “Luiz Domingues, de quem não nos esqueceremos em tempo algum, já pela sua brilhante cultura, já pela emancipação de seu espírito, já pelo seu elevado penhor de justiça, era, sem contestação um democrata sem jaça.”   

Ao contrário de muitos que passaram pelo Palácio dos Leões, segundo o emérito jornalista, Luiz Domingues, “Nas menores coisas, revelava-se amigo do povo. Como chefe de Estado, não admitia desigualdades nas classes. As audiências eram públicas e os interessados encontravam nos dias marcados, abertas as portas da residência governamental. Nos vastos salões palacianos, promiscuíam-se os representantes das classes. Pouco se lhe dava fossem os injustiçados com ou sem palitó.

No que se refere ao comportamento do governador, revelou: “Frequentemente passeava a cidade a pé e a toda a gente cumprimentava. Visitava grandes e pequenos, ricos e pobres. Quando fazia festas no Palácio, convidava artistas, operários, estudantes, pequenos mercadores e taverneiros.  E assim, via-se cercado de representantes de todas as classes, que recebiam os seus gestos de acatamento e fraternidade.

Quanto à maneira de se comunicar, disse que: “Os seus discursos valiam por um apostolado cívico. Eram substanciosas as palestras e conferências de grande efeito no espírito do povo. Eram grandes lições de civismo e moral política, reveladoras da alta importância das classes trabalhadoras, sem as quais a economia seria uma abstração. Mostrava-lhes como deviam dirigir-se na sua órbita de ação, defendendo os seus direitos junto aos governos, bem como lutar contra a injustiça, a desigualdade, os privilégios, para eu pudessem educar os filhos e conservar dentro dos preceitos da dignidade e da honra.  

Ao final de seu artigo, Nascimento Moraes proclama que: “Luiz Domingues defendia que era preciso levantar o nível das classes desprotegidas como se fosse possível a existência de classes dessa natureza, para as quais criou numerosas escolas para crianças e adultos.

Em tempo: Depois de ler o artigo do inolvidável articulista, chego à conclusão de que Luiz Domingues está fazendo falta no Maranhão.

MARANHÃO POBRE

Se o Maranhão receber pelo menos dez por cento dos dez bilhões de dólares, provindos da exploração da Base de Lançamento de Alcântara, o governador Flávio Dino pode bater no peito e repetir a frase do ex-governador Pedro Neiva, proferida quando da deflagração do Projeto Carajás: – Eu sou o último governador do Maranhão pobre.

 DO PROFETA HAICKEL          

Do alto de sua premonição política, o ex-deputado Joaquim Haickel proferiu essa bombástica frase: Flávio Dino é candidato a Presidente da República da esquerda para ser derrotado. E candidato a Vice-Presidente da direita para ser eleito.

TRINTA ANOS DO CEUMA

Uma vasta programação, a ser cumprida ao longo deste ano, será executada para o Ceuma comemorar os trinta anos de sua fundação.

Mauro Fecury, à frente da organização do evento, que começará em abril, abrirá a festividade em São Luís com uma solenidade em homenagem às personalidades que contribuíram para a instituição ser hoje uma potência na área do ensino universitário e com presença no Maranhão, Brasília, Pará e Piauí.

PADRES NOVOS

No mês de fevereiro, o arcebispo metropolitano, dom José Belisário, presidirá importante solenidade, na Igreja da Sé.

A ordenação dos padres, Bruno Mendes Pimenta, Leonardo Nascimento Silva e Pedro dos Reis Fonseca, que vão exercer o ministério pastoral nas paróquias de São José de Ribamar, Rosário e Morros.

FATO AUSPICIOSO

Em Brasília, foi festivamente comemorado o gesto do ministro da Educação, que recentemente não atropelou a gramática ao escrever a seguinte frase: “Vamos tirar o Brasil do fundo do poço”.

Ele escreveu corretamente poço e não pôsso.

TORCIDA POR MAURÍCIO

O escolhido para substituir Kátia Bogéa, na direção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico, é o arquiteto mineiro, Flávio de Paula.

A bancada maranhense no Congresso Nacional prestaria um grande serviço ao Maranhão se fizesse um movimento para Maurício Itapary continuar à frente do superintendência estadual do IPHAN, onde vem prestando valioso trabalho pela recuperação do nosso Centro Histórico.

PARTIDO DE BOLSONARO

Até agora não se sabe quem vai coordenar, no Maranhão, o partido Aliança pelo Brasil, criado pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro. 

O nome pode ser divulgado no dia 31 deste mês, quando virá a São Luís um grupo incumbido de estruturar o partido bolsonarista no Maranhão, que não deve ser o vereador Chico Carvalho, que continuará à frente do PSL.

EFEMÉRIDES SARNEÍSTAS

A vida do ex-presidente José Sarney, este ano, será marcada por três importantes acontecimentos.

No dia 15 de março de 1985, há 35 anos, assume o cargo de Presidente da República, face à doença de Tancredo Neves.

A 24 de abril de 1930, há noventa anos, nasce na cidade de Pinheiro.

A 15 de maio de 1970, há 50 anos, renuncia ao cargo de governador do Estado do Maranhão, para se candidatar ao Senado da República.

CASA DE EVENTOS

Assim como as farmácias, padarias e salões de beleza, as casas de eventos passaram a ser um bom negócio em São Luís.

Esse tipo de empreendimento, cresceu com tamanha magnitude e velocidade, que São Luís passou a ser uma ilha cercada de casas de eventos por todos os lados.

Além de numerosas, algumas nada devem, no tocante ao espaço e decoração, às melhores do país.

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E POR FALAR EM BARES

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Oportuna e interessante a matéria publicada neste jornal, na semana passada, da autoria do jornalista Thiago Bastos, com o título: “Da boêmia à juventude e elemento de nostalgia: a tradição dos bares”, reportando-se sobre os estabelecimentos da capital maranhense, que  conseguem atrair clientes, para o desfrute de momentos agradáveis em ambientes aprazíveis e apropriados para um bom papo, ouvir boa música e degustar saborosos petiscos, a exemplo do Bar do Léo, no Vinhais, e no Bambu Bar, no Sá Viana.

Concluída a leitura da reportagem, não resisti ao impulso de retroagir e lembrar do passado, quando em São Luís pontificavam bares que ficaram famosos e mereceram de renomados intelectuais, memoráveis artigos e saudosas crônicas.

Do poeta e boêmio, Nauro Machado, fixei-me na maravilhosa crônica, “Velhos bares”, publicada no livro “A Província”, obra que considero obrigatória para quem deseja recordar pessoas, lugares, momentos, enfim, tudo que São Luís tinha, apresentava e servia aos que nela moravam em tempos remotos, mas que deixaram boas lembranças e ficaram perenes em nosso pensamento.

Palavras sábias de Nauro: “Os bares estão fechando. Ou melhor: os bares fecharam, cerraram suas portas, concluíram seu destino de espaço acolhedores e compreensivos – porque calados – de tantos sonhos errantes e de tantos encontros necessários e solidários. Necessários aos diálogos, às vezes bruscos, mas generosos e tantas vezes mansos, mas fartos, quase sempre buscados e sabidos, para o aconchego de uma mesma e comum condição humana.

“Os bares tinham aura, tinham personalidade, possuíam distinções fisionômicas e mesmo morais- que nen as de um corpo e seu caráter – que todos nós conhecíamos e sabíamos respeitar. Uns tinham a bílis pronta e a expelir os humores intumescentes de suas cadeiras antigas e de seus espelhos baços.

“Nos bares nasceram sempre os movimentos artísticos e literários mais representativos de todas as épocas. Nos bares lançávamos nossos livros, faziam-se exposições de pinturas, formulavam-se teorias literárias e – coisa surpreendente se vista agora – nos embebedávamos verdadeiramente de letras e álcool, de tintas e poemas, de apostas sujas resultantes eram o futuro livro ou a iminente tela já realizada.

“Os bares não tinham a estridulência dessas parafernálias eletrônicas de hoje. Tinham quando muito, e preferencialmente aos sábados, uma pequena orquestra composta de seres vivos, de pessoas a quem chamávamos pelos nomes, que sabíamos ali presentes, inteiriças, que se queriam conosco, compartilhando dos nossos sonhos, atendendo os nossos pedidos, vivenciando as nossas vértebras com os bálsamos ondulantes dos sonhos que corriam de mesa em mesa, trazendo a paz dorida da tarde ao cair ou o eflúvio da noite a acompanhar-se além pelo gemido dos cães, o cio escandaloso  dos gatos e o poema das marés quebrando-se adiante na Beira-Mar.

De Bernardo Almeida, também escritor e boêmio, trouxe de seu antológico livro “Éramos felizes e não sabíamos”, este pedaço de crônica, denominada “Bares, que saudades”, que recorda com nostalgia alguns bares que deixaram marcas indeléveis na cidade e jamais serão esquecidos.

“Dos velhos tempos, podemos recordar alguns bares famosos de São Luís. O Moto, do português Serafim, que marcou época e teve deu apogeu no período da II Guerra Mundial, quando os soldados ianques o frequentavam pagando as contas em dólares. Nele o que havia de melhor eram o tira-gosto.

“O bar do português Narciso, na Rua Grande, também famoso pela cerveja gelada em enormes depósitos. Seus camarões secos eram fantásticos.

“O bar do Hotel Central, de Oliveira Maia, de glorioso passado e inesquecível pelo sorvete, a cerveja e a clientela que o frequentava.

“Entre todas as instituições no gênero, nenhuma se dignou possuir o ambiente, a amenidade, e a tradição do Bar do Castro, na Rua do Sol.  Foi o último reduto da mais famosa boemia de nossa cidade, graças ao cavalheirismo de seu proprietário, o espanhol Leôncio Castro, que sabia compreender os intelectuais, nunca se alterava com os que passavam dos limites e acolhia de bom grado os que deixavam para pagar no dia seguinte.   

FIM DO VIAGRA

Em abril deste ano, o Viagra desaparecerá como o remédio destinado à disfunção erétil.

A pílula azul, que tanta alegria proporcionou ao sexo masculino, para ativar o desempenho sexual, sairá do mercado, porque novos tratamentos surgiram e com resultados mais eficazes na indução da ereção.

Dentre as novidades, os processos cirúrgicos, injeções de compostos, produtos tópicos, choques elétricos e, pasmem, um gel à base do veneno da aranha.

BANDEIRA E HINO

Nos anos 1950, quando fiz os cursos primário e ginasial, os livros didáticos traziam obrigatoriamente a estampa da bandeira do Brasil e a letra do hino nacional.

 A partir de 2021, esses dois símbolos nacionais, por manifesto desejo do Presidente Jair Bolsonaro, voltarão aos livros escolares.

APOSENTADORIAS MARANHENSES

De acordo com levantamento do jornal Folha de São Paulo, no Maranhão, com relação às reformas previdenciárias, as aposentadorias terão alíquotas progressivas, de acordo com a remuneração do servidor.

Como o estado sofre um déficit mensal de R$ 50 milhões, as taxas variam de 7,5% a 22% e os efeitos na folha de pagamento começarão a ser sentidas a partir de março deste ano.

REITORES FEDERAIS

O governo Jair Bolsonaro editou uma medida provisória, com vistas à escolha de reitores de instituições federais de ensino.

Com relação ao Maranhão, a MP não trouxe nenhuma novidade, pois nas consultas à comunidade acadêmica, o peso de voto dos professores sempre foi de 70% e os votos dos servidores e de alunos 15% por categoria.

Outra medida, anunciada como inovadora, aqui, também, já vigorava: a escolha do vice-reitor e dos dirigentes das unidades, pelo reitor.  

 A DONA DO MERCADO

Em São Luís, nunca se viu um empreendimento comercial do ramo farmacêutico impor-se com tamanha impetuosidade como a Rede Drogasil.

Em 2019, a empresa paulista construiu e instalou dez farmácias, todas localizadas no espaço compreendido entre o Calhau e o Olho D’Água.

Este ano, que se cuidem as concorrentes, a Rede Drogasil vai se expandir para outros bairros da cidade.

BOM SUCESSO

A TV Globo prestou um grande serviço à literatura brasileira ao produzir a novela Bom Sucesso, que se encontra na reta final.

Em todo capítulo, um diálogo entre o editor Alberto (Antônio Fagundes) e a costureira Paloma (Grazi Massafera), em torno de um livro nacional ou estrangeiro, se encaixava na trama da novela, no meu modo de ver, uma das melhores já produzidas pela televisão brasileira.

 Como se não bastasse, a presença e a atuação impecável do ator maranhense, Rômulo Estrela.

MÉDICO E PREFEITURA

Este ano, o cardiologista Bonifácio Barbosa fará uma pausa em suas ações profissionais, porque quer mostrar a sua capacidade administrativa em outra atividade.

 Para conseguir esse intento, quer se eleger prefeito do município de São Benedito do Rio Preto, para onde transferiu o domicílio eleitoral e espera ser indicado candidato na convenção de seu partido.

CRISTO E O PAPA

Se o Cristo perdeu a paciência e de posse de um chicote expulsou as mulheres do templo, porque o Papa não poderia perder a paciência e dar uns tapinhas numa mulher, que desejava tirar sarro no braço do prelado, em plena Praça do Vaticano?

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PATRIOTAS E FILANTROPOS

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Art. 1 – Todo indivíduo que se intitular patriota ou provar que o seja, pelas suas palavras, escritos, ações e pensamentos, pena de quatro a doze anos de prisão, com trabalho.

 Nesta classe entram os pais da pátria, os mártires da liberdade, defensores das liberdades públicas, etc.

Art. 2 – Todo aquele que se intitular de filantropo ou se provar que o seja, pelas suas palavras, escritos, ações e pensamentos, pena de seis a doze anos de enfermaria privada no hospital.

Nesta classe entram os defensores da humanidade oprimida, os pescadores de almas perdidas, etc.

Este projeto de lei não foi apresentado, em 2019, no Congresso Nacional, para enquadrar o Presidente da República Jair Bolsonaro e seus adeptos, pelas patriotadas que defendem, com vistas a livrar o Brasil do esquerdismo que PT implantou no país.

 O projeto não tem nada a ver com o Brasil atual, pois remonta ao século XIX, e apresentado na Câmara dos Deputados, na sessão de 2 de julho de 1836, pelo culto deputado maranhense Estevão Rafael de Carvalho.

Segundo o professor Jerônimo de Viveiros, o projeto, que completa em 2020, 184 anos, causou grande repercussão no país e o seu apresentador, pelo fato de ser bastante criticado pela imprensa, só se defendeu no último ano do mandato, com este argumento: “Há na sociedade duas classes de indivíduos, uma que esquecendo os seus deveres, ocupa-se em pregar deveres alheios, estes são os patriotas; a outra, que julga por seu único dever chorar sobre a sorte da humanidade, tudo permitindo e nada fazendo, estes são os filantropos e todo homem que se arma destas duas pestes está apto para tudo.”

Estevão Rafael de Carvalho, tinha 26 anos quando se elegeu, para o mandato de 1834 a 1837, à Câmara dos Deputados. Era uma das figuras mais ilustres da elite cultural maranhense.

Em 1835, apresentou três projetos, que, também, provocaram rumores no país. O primeiro, estabelecendo que os pardos nascidos no Brasil seriam livres. O segundo, preconizando que as ordens do presbitério não constituiriam impedimento civil. O terceiro, determinando que a Igreja brasileira ficasse separada da Igreja Romana e que o supremo sacerdócio fosse devolvido ao Governo.

Por motivos óbvios, nenhum dos três projetos foi aprovado. 

Estevão Rafael de Carvalho nasceu em Alcântara, a 24 de dezembro de 1808, mas aos dez anos de idade, foi morar em Viana, de onde partiu para Portugal e estudou em Coimbra. Com 19 anos volta para o Maranhão, trazendo um rico acervo de cultura e a fama de ser ateu e com ideias revolucionárias. Foi professor do Liceu, Inspetor-Geral do Tesouro Provincial, redator do jornal O Bemtevi, redigido numa linguagem que não deixava dúvida sobre a violência da oposição que fazia ao Presidente da Província, Vicente Tomás de Camargo, do Partido Cabano, que introduziu a Lei dos Prefeitos no Maranhão, contra a qual se insurgiu e provocou a deflagração da Balaiada.

O escritor Astolfo Serra, num estudo sobre Estevão Rafael de Carvalho, afirma que “À austeridade impressionante de sua vida pública unia um temperamento irrequieto e combativo, atirando-se à luta de corpo aberto, com um desprendimento político de verdadeiro quixote. Culto, manuseava, no entanto, o cálamo em linguagem popularíssima, acossando os seus adversários em arremessos terríveis, em artigo de tamanha mordacidade, que ninguém lhe levaria vantagem. Era um inimigo perigosíssimo; as suas zombarias tinham algo de veneno selvagem, que penetrava fundo na alma popular e não recuava um passo quando blandia a sua clava agressiva.”

César Marques revela, no seu livro, História da imprensa do Maranhão, que depois de 7 de abril de 1831, o Maranhão entrou num período de desânimo, em que desapareceram os partidos aos corrilhos. Foi deste momento que se aproveitou Rafael de Carvalho para apresentar aos seus conterrâneos o plano de um novo partido, de que tinha necessidade a Província.

Em 1837, publicou o livro “A metafísica da contabilidade comercial”, um manual sobre escrituração mercantil para uso de seus alunos.

FRASE MARCANTE

O jornal O Globo, do Rio de Janeiro, selecionou as frases mais marcantes de 2019 e pronunciadas pelas maiores autoridades do país.

Entre as selecionadas, a do Presidente da República, Jair Bolsonaro, que se referindo ao governador Flávio Dino disse: – Daqueles governadores de ‘paraíba’, o pior é do Maranhão. Não tem que nada com esse cara.

OUTRA FRASE MARCANTE

Também foi selecionada a da autoria do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que diz respeito ao governador do Maranhão.

Ei-la: – Eu adoraria vem uma chapa presidencial formada por Luciano Huck, presidente, e Flávio Dino, vice.

BRASILEIROS NATURALIZADOS

Mais de cinco mil estrangeiros, em 2019, pediram para se naturalizarem brasileiros.

O maior contingente é de cubanos. Depois vem os sírios e libaneses, muitos dos quais com residência no Maranhão.

FERIADOS ESTADUAIS

Na relação dos feriados estaduais, marcados no calendário de 2020, o governador Flávio Dino inseriu o do dia 28 de julho – A Adesão do Maranhão à Independência.

Que seja louvada a atitude do governador, pois a efeméride, considerada ponto facultativo nas repartições estaduais, este ano, será feriado estadual.

ASFALTO QUENTE

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, impactou o meio científico um mundial ao afirmar que o fator responsável pelo aumento de temperatura no Brasil deve-se ao asfaltamento das cidades brasileiras.

Essa bobagem me faz lembrar a década de 1960, quando José Sarney governava o Maranhão e se dizia que o calor aumentou em São Luís por causa do asfalto introduzido nas ruas da cidade. 

PRÓXIMA FESTA

Depois de patrocinar, às custas de recursos próprios, a Festa dos Amigos (dezembro de 2019) e o Reveillon, em sua residência, na Península da Ponta D’Areia, o engenheiro Mauro Fecury já anuncia a próxima comemoração.

Dia 31 de janeiro, no seu apartamento no Rio de Janeiro, para festejar a sua mudança de idade.

PASTORES E PARTIDO

Em São Luís, pastores evangélicos, que oram na cartilha do Presidente da República, Jair Bolsonaro, vão começar em janeiro a mobilização para a criação de um novo partido.

A mobilização consiste na troca do dízimo pela assinatura no documento a ser encaminhado à Justiça Eleitoral, para o registro de criação do Partido Aliança pelo Brasil.  

EVANGELISTA NETO OU LINDINHO

Na Assembleia Legislativa, os colegas de bancada do deputado Evangelista Neto, o chamam de Lindinho, obviamente pela sua natureza física.

 Se disputar as eleições este ano à prefeitura de São Luís, Evangelista Neto, para mobilizar o eleitorado feminino, deve registrar o Lindinho na Justiça Eleitoral.

LEMBRANDO JOBIM

Porque hoje é sábado, nada melhor do que reverenciar o saudoso maestro e compositor Antônio Carlos Jobim, que, do alto de sua vivência, cunhou essa brilhante frase: Viver no exterior é bom, mas é uma merda. Viver no Brasil é uma merda, mas é bom.  

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