VISITAS PRESIDENCIAIS

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Este ano treze candidatos concorrem às eleições presidenciais, um dos índices mais elevados na vida republicana do país, mas apenas sete pontuam nas pesquisas de opinião pública: Jair Bolsonaro, Fernando Hadad, Geraldo Alckmin, Ciro Gomes, Marina Silva, Henrique Meireles e Álvaro Dias. O restante pousa de  candidatos.

Dos candidatos que disputam o cargo mais cobiçado do país, apenas cinco visitaram o Maranhão nesta temporada eleitoral: Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin, Ciro Gomes, Álvaro Dias e Fernando Hadad. Foram visitas de curta duração e rigorosamente cronometradas, priorizando apenas a capital do Estado, para contatos de algumas horas com as lideranças dos partidos que os apoiam.

Essas breves visitas decorrem da atual legislação eleitoral, que impôs aos partidos e candidatos regras rígidas e tempos mais reduzidos, ao contrário das campanhas passadas, mais longas e menos restritivas, por isso, propiciavam aos postulantes de cargos eletivos  e às agremiações partidárias,  condições para a realização de programações mais estruturadas e melhor coordenadas.

Com a limitação do tempo, os candidatos, hoje, fazem esforços ingentes e se desdobram no cumprimento de apertados roteiros de viagens e de visitas, que normalmente só contentam as capitais ou as maiores cidades do país.

As urbes de menor porte ou as localizadas nos mais distantes rincões do país só conhecem os candidatos graças aos modernos meios de comunicação, fato que contrasta com as campanhas de tempos não tão distantes, em que os candidatos presidenciais visitavam quase todas as cidades brasileiras, nas quais cumpriam programações em ambientes públicos e fechados, participavam de reuniões e eventos festivos, eram recebidos pelas principais autoridades do Estado e concediam entrevistas aos jornais e emissoras de rádio e televisão.

Como não lembrar os anos 1950 e 1960,  em que os candidatos à Presidência da República vinham ao Maranhão, onde visitavam São Luís e algumas cidades do interior do Estado,  principalmente as mais expressivas do ponto de vista eleitoral,  e participavam de comícios e de encontros e reuniões com chefes políticos governistas ou oposicionistas.

Além de São Luís, Caxias e Codó eram as cidades que faziam parte dos roteiros  presidenciais, pois eram municípios eleitoralmente fortes e onde pontificavam duas figuras emblemáticas da política maranhense: os ex-governadores Eugênio Barros e Sebastião Archer da Silva.

O ex-governador de São Paulo, Ademar de Barros, um homem público muito bem quisto em São Luís, devido a um episódio que fez dele vítima e herói, quando se candidatou ao cargo de Presidente da República, nas eleições de outubro de 1955, ficou quase uma semana no Maranhão,  participando de reuniões e concentrações públicas nos principais bairros de São Luís e no interior do Estado, visitando São Bento, Matinha, Viana, Penalva, Cajari , Anajatuba, São João Batista e São Vicente Ferrer, cidades nas quais as Oposições Coligadas enfrentavam os governistas em igualdade de condições.

Os adversários de Ademar de Barros, Juscelino Kubitscheck, Juarez Távora e Plínio Salgado, naquelas eleições, também visitaram São Luís, onde cumpriram programações vastas. JK chegou a vir duas vezes e fez comícios na Praça João Lisboa, no João Paulo e em São José de Ribamar. Juarez Távora, além de São Luís, visitou Carolina, cidade que fez parte de sua história de vida, quando a Coluna Prestes transitou pelo sertão maranhense, em 1935.

Nas eleições de outubro de 1960, na sucessão do presidente JK, concorreram os candidatos Henrique Lott, pelo PSD-PTB, Jânio Quadros, pela UDN-PDC, e Ademar de Barros, pelo PSP. Todos vieram a São Luís e aqui, cada um, passou dois dias.

Naquela campanha, ocorreu um fato inusitado e protagonizado pelo candidato, marechal Henrique Lott, que mal assessorado pelos correligionários do PSD, no seu comício, no Largo do Carmo, cometeu uma série de  equívocos, dando ensejo a que os jornais de oposição  o criticassem severamente por dizer que aqui não existia Faculdade de Direito, trocou o nome do rio Itapecuru e ainda disse que o atraso do Maranhão se devia à falta de máquinas para o beneficiamento de produtos agrícolas.

Aquelas gafes foram comentadas pelos jornais de oposição ao PSD, dentre os quais o Jornal do Dia e o Jornal Pequeno, que dedicaram ao marechal editoriais com críticas contundentes, que ele tratou de respondê-las  com veemência numa entrevista coletiva antes de retornar ao Rio de Janeiro.

Chegou ao ponto de chamar o Jornal do Dia de Jornal da Noite Escura, pelas mentiras assacadas contra a sua pessoa.

Quem se beneficiou dessa situação foi o seu principal opositor, Jânio Quadros, que orientado pelo deputado e correligionário da UDN, José Sarney, no seu comício na Praça João Lisboa, comentou com ironia as inverdades proferidas pelo marechal Lott e disso tirou proveito eleitoral.

DUELO DE TITÃS

O Brasil assiste atualmente um duelo político jamais visto em sua história republicana.

Trata-se do confronto entre dois líderes populares: um está na cadeia; o outro no hospital.

Mais surrealista do que isso, impossível.

MULHERES EM PROFUSÃO

Até onde a vista alcança, não houve no Maranhão, em tempo algum, uma eleição que contasse com uma expressiva quantidade de representantes do sexo feminino.

São mulheres, jovens, maduras e balzaquianas, que  decidiram mostrar o rosto na tela da televisão e se declararem candidatas a cargos eletivos, de preferência com mandato em Brasília.

Ainda que numerosas, bem poucas chegarão  à Câmara Federal ou Assembleia Legislativa.

RETORNO ÁS ORIGENS

O deputado Roberto Costa passou o mandato todo apoiando e votando nos projetos de interesse do governador Flávio Dino, em tramitação na Assembleia.

Mas na campanha eleitoral, Roberto mudou de posição e retornou às suas origens políticas.

Em Bacabal, luta pela eleição do candidato a prefeito, apoiado por João Alberto, e pela candidatura de Roseana Sarney a governadora do Estado.

TROCA DE NÚMERO

Eu gosto de ver e de ouvir os programas que a Justiça Eleitoral patrocina e dá oportunidade aos candidatos de se apresentarem ao eleitorado com suas mensagens, mesmo sendo, quase todas,  de péssima qualidade.

Há candidatos, principalmente os filiados aos pequenos partidos que, em função do reduzido tempo, só conseguem dizer o nome e o númuro, em vez de número.

HITLER NO MARANHÃO

O favoritismo do candidato Jair Bolsonaro, no primeiro turno das eleições presidenciais, se refletiu fortemente em São Luís.

Não à toa, o excelente livro de Joaquim Itapary, intitulado Hitler no Maranhão, lançado em 2011, voltou a ser procurado por leitores empolgados com o desempenho de Bolsonaro na campanha eleitoral deste ano.

MARRECA E MARREQUINHA

Nas eleições passadas, com vistas às sucessões municipais, o deputado Junior Marreca seria candidato a prefeito de Itapecuru, mas desistiu de concorrer e indicou o filho Marreca Neto para substituí-lo.

O filho de Marreca, jovem e inexperiente na política, não conseguiu se eleger.

Nas eleições deste ano, Junior Marreca preparou-se para concorrer novamente à Câmara de Deputados, mas, na última hora, desistiu de disputar o pleito.

Para substituí-lo, mais uma vez, convoca o filho, Marrequinha, para uma luta política tão ingrata quanto à primeira.

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EU NUNCA VOTEI EM LULA

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De 1945, com o retorno do Brasil ao regime democrático, a 2018,  dezessete personalidades ocuparam os cargos de Presidentes da República, cinco eleitos por via indireta e doze através do sufrágio universal, direto e secreto.

Dos presidentes que governaram o Brasil de 1945 a 1960, Eurico Dutra (1945 a 1950), Getúlio Vargas ( 1951 a 1955), Juscelino Kubitscheck(1956 a 1960) e Jânio Quadros e João Goulart (1961 a 1964), participei apenas da última por motivo de ordem legal: havia completado 18 anos, idade que o brasileiro se habilita ao direito de voto.

A eleição de 1960, em que fiz o meu debut como eleitor e com domicílio eleitoral no Rio de Janeiro, votei no candidato do PSD-PTB,  marechal Henrique Lott, militar austero, mas nacionalista. Não fui bem-sucedido naquele pleito, pois o eleitorado  votou em massa no candidato da UDN, Jânio, que, pela sua impulsividade,  renunciou ao mandato em agosto de 1961 e substituído pelo vice, João 1Goulart.

Com a deposição de João Goulart pelos militares, em abril de 1964, o Brasil passa a ser governado por presidentes eleitos por via indireta, isto é, sem a participação popular. Durante vinte anos ( 1964 a 1985),  o povo brasileiro ficou sem votar em Presidentes da República,  período em que foram chamados para dirigir os destinos do país, os generais Castelo Branco (1964-1966), Costa e Silva (1966-1969), Garrastazu Médici (1969-1974), Ernesto Geisel (1974-1978) e João Batista Figueiredo (1978-1985).

Com o fim do regime militar, o Brasil retorna ao Estado de Direito, mas ainda usa o Colégio Eleitoral para eleger os candidatos que fariam a transição da ditadura para a democracia: Tancredo Neves, presidente, e José Sarney, vice-presidente, para o mandato de 1985 a 1989, exercido pelo político maranhense, em razão do falecimento do líder mineiro.

Sarney  convoca a Assembleia Nacional Constituinte, que restitui ao povo brasileiro o direito de eleger pelo sufrágio universal, direto e secreto em 1989, numa eleição de seis candidatos: Fernando Collor, Luiz Inácio Lula, Leonel Brizola, Mário Covas, Paulo Maluf e Afif Domingues.

Naquelas eleições, a segunda da minha vida, vencida no primeiro turno pelo ex-governador de Alagoas, votei no ex-governador de São Paulo, Mário Covas, do PSDB.

Para enfrentar Collor, que teve o meu voto no segundo turno, Lula não resistiu ao poderio eleitoral do político alagoano, que, no governo, envolve-se em corrupção e sofre impeachement, que resulta na subida ao poder do vice, Itamar Franco, na gestão do qual ocorreram as eleições à sua sucessão, realizadas em 1994 e disputadas pelos candidatos Fernando Henrique Cardoso, Lula da Silva, Orestes Quércia, Leonel Brizola e Enéas Carneiro. Votei em FHC, que com uma votação exuberante, eliminou o segundo turno.

Uma canhestra reforma na Constituição de 1988 permite a Fernando Henrique concorrer à sucessão de 1998, tendo como adversário Lula da Silva, Ciro Gomes e Enéas Carneiro. FHC reelege-se no primeiro turno e mais uma vez Lula não viu a cor do meu voto.

A partir do pleito de 2002, a cena política brasileira muda de paisagem, com o PT e a sua figura de maior expressão, Lula da Silva nas alturas. Ele vence a disputa contra José Serra, Antonhy Garotinho e Ciro Gomes, no primeiro turno, mas sem a maioria absoluta da votação, leva a eleição para o segundo turno, que ganha, mas sem o meu voto.

Em 2006, Lula participa pela sexta vez do processo sucessório à Presidência da República, tendo como adversário Geraldo Alckmin, e os senadores Heloísa Helena e Cristovam Buarque. Ganha no primeiro e  segundo turno, neste, duela contra o ex-governador de São Paulo.  Como nos pleitos passados o meu voto não  fez nenhuma falta a Lula.

Em 2010, como a legislação eleitoral veda a Lula o direito de ser novamente candidato, ele indica a sua fiel escudeira, ministra Dilma Russef, para substituí-lo no Palácio do Planalto, tendo como concorrentes o senador José Serra, a ex-ministra Marina Silva e o deputado Plínio Sampaio. Dilma é mais votada, mas não alcança votação suficiente para evitar o segundo turno, que disputa com o paulista José Serra e vence.

No pleito de 2014, Lula impõe a reeleição de Dilma para o cargo que ocupava, não obstante a resistência de alguns setores do PT. Ela enfrenta os candidatos Aécio Neves, Marina Silva, Eduardo Jorge e Luciana Genro, mas é obrigada por lhe faltar votos no primeiro turno, a novamente se digladiar contra Aécio Neves, que perde o segundo turno para Dilma por inexpressiva votação.

Dilma por ser farinha do mesmo saco de Lula, fica, também, sem os meus votos nas eleições de 2010 e de 2014.

BONS TEMPOS

Bons tempos aqueles em que as campanhas eleitorais se realizavam com base em farto material gráfico.

Sem cartazes, santinhos, bandeirolas, banners, adesivos e  carros de som, que infernizavam  os ouvidos da gente, mas animavam as carreatas, as caminhadas e os comício, a campanha eleitoral perdeu o elan e ficou apática.

No interior do Estado, a indiferença do eleitorado se faz presente por causa desse procedimento da Justiça Eleitoral, que poderia repensar o assunto.

PREFEITOS EM POLVOROSA

Se já era ruim a situação dos prefeitos do Maranhão, face à carência de recursos, mais dramática ficou, neste semestre, com a diminuição dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios.

A grande maioria dos gestores municipais ainda não pagou a folha do funcionalismo referente a agosto.

Aviso aos navegantes: funcionário público que não recebe pagamento em dia costuma votar na oposição.

ELEIÇÃO DE ELSIOR

Se há um candidato tranquilo com relação às eleições deste ano este é Elsior Coutinho.

Nesta quinta-feira, 27 de setembro, os membros da Academia Maranhense de Letras se reunirão para elegê-lo sucessor de Manoel Lopes.

A eleição de Elsior, ao contrário das que vão eleger os detentores de cargos eletivos majoritários e proporcionais, será tranquila até porque não terá concorrente.

CORTELLA É DEMAIS

Eu tinha uma imensa vontade de conhecer e ouvir uma palestra do educador e filósofo Mário Sérgio Cortella, por considerá-lo um dos homens mais cultos, inteligentes e preparados deste país.

Essa vontade materializou-se na semana passada ao participar da solenidade no Colégio Dom Bosco, que ao celebrar seus 60, trouxe de São Paulo o professor Cortella.

Saí daquela solenidade em estado de graça, pois o brilhante conferencista, durante duas horas, deu um show de conhecimento de literatura, sociologia, psicologia, pedagogia, tudo isso vocalizado em linguagem simples, acessível, dosada de humor e sem perder a ternura.

FLÁVIO E BOLSONARO

Os ex-deputados federais Jaime Santana e Joaquim Haickell acham que entre o governador Flávio Dino e o deputado Jair Bolsonaro há uma gritante semelhança.

Eles têm medo de perder o primeiro turno, pois sabem que a derrota de ambos no segundo turno é praticamente  fatal.

CONSTRANGIMENTO

Nada mais constrangedor para o candidato ao Senado, Weverton Rocha, do que ouvir no palanque e nos programas de radio e televisão, de que só a sua companheira de chapa, Elisiane Gama é portadora de ficha limpa.

PODER ADIPOSO

Pelos problemas e desafios que enfrentam nos governos, os chefes de Executivos do Maranhão, no exercício de suas atividades, costumam perder peso.

O governador Flávio Dino, nesse particular, anda na contra mão de seus antecessores: está mais gordo do que nunca e com papada visível.

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ATENTADOS CONTRA A VIDA DE SARNEY

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O atentado sofrido pelo deputado Jair Bolsonaro, candidato à Presidência da República,  revela que no Brasil, atos como o praticado em Juiz de Fora, não são esporádicos e nem aleatórios.

Os anais da nossa história registram vários acontecimentos nos quais pessoas reconhecidamente públicas tiveram suas vidas ceifadas por desentendimentos e divergências políticas,  motivos pessoais e pretextos fúteis ou banais.

Os atentados executados no Brasil comumente acontecem em momentos tumultuados e de grande exacerbação de ânimos, que levam os agentes políticos ao cometimento de desmandos e insanidades.

Como exemplos desses desatinos políticos, que se recorde o ocorrido no  Rio de Janeiro, em 1915, quando o candidato à Presidência da República, o gaúcho Pinheiro Machado, foi apunhalado pelas costas. Na Paraíba, em 1930,  o jornalista João Dantas matou o candidato a Vice-Presidente, João Pessoa, que resultou na Revolução de Trinta. Em 1954, no Rio de Janeiro, o deputado Carlos Lacerda recebeu um tiro na perna, numa operação executada por Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal do Presidente Getúlio Vargas.

Como se não bastassem esses episódios, a memória também registra a macabra tentativa de tirar a vida do maranhense José Sarney, a 25 de janeiro de 1987, no Rio de Janeiro, quando participava da inauguração da reforma do Paço Imperial, na Praça 15.

O covarde ato, articulado e executado por um grupo de fanáticos do PT, PDT e CUT, nas primeiras horas da noite, invadiu e depredou  o ônibus que conduzia Sarney, a esposa, Marly,  ministros e funcionários graduados do Palácio do Planalto.

Os agressores, devidamente armados, ainda tentaram atacar Sarney, no que foram impedidos  pela ação  dos seguranças e das forças policiais, que prenderam os mais agressivos.

Aquele malogrado atentado não foi o primeiro contra a vida de Sarney. Na noite de 8 de novembro de 1967, em São Luís, no bairro da Belira, ele, no exercício do mandato de governador e no auge de sua popularidade,  participava de um comício, em companhia de políticos, em favor de Clodomir Millet, candidato às eleições de senador.

Ao começar o seu pronunciamento, Sarney  teve de interrompê-lo pela súbita invasão do palanque de um jovem, alto e moreno, que empunhando uma faca,  aproximou-se do governador e anunciou em altos brados:  – Sarney, tu vai morrer agora.

Impactado com a inopinada ação, Sarney  ficou inerte, sendo salvo pelo capitão Albérico Ferreira e o oficial do gabinete, Mundinho Guterres, que, com extrema habilidade e coragem,  interceptaram a insana ação do jovem, impedindo-o de praticar um ato delituoso.

Após a prisão, Antônio Araújo Filho, de trinta anos, comerciário, desempregado, de temperamento exaltado e de difícil relacionamento, foi submetido a rigorosos exames médicos, que o apontaram como portador de distúrbios psicológicos e de instabilidade emocional, motivos pelos quais foi absolvido pela Auditoria da 10ª Região Militar, a quem competia julgar os atos praticados contra a Segurança Nacional, pois, naquele tempo, o Brasil vivia sob o império do regime militar.

FICHA LIMPA E SUJA

Os dois candidatos ao Senado apresentados e apoiados pelo governador Flávio Dino são Ewerton Rocha e Elisiane Gama.

Tudo indica que o candidato da preferência do chefe do Executivo é Elisiane Gama, pois somente ela a referência, nos programas da Justiça Eleitoral, de possuir ficha limpa.

CHAPA ZEZÉ

Com relação à votação dos candidatos ao Senado, este ano, o comportamento do eleitorado de São Luís e do interior do Estado, será bem diferenciado.

Se na capital, a chapa Zezé, formada por Zé Reinaldo e Zé Sarney Filho, será a mais votada, no interior, ninguém supera Edison Lobão e Sarney Filho.

MESMO PENSAMENTO

Jaime Santana e Joaquim Haickel  são amigos fraternais desde que desempenharam mandatos na Câmara dos Deputados e atuaram afinados na Constituinte de 1988.

Como ambos gostam de fazer previsões sobre a política maranhense, chegaram à conclusão de que a sucessão ao governo estadual só será definida no segundo turno.

SHOW DO PIAUÍ

O Ministério da Educação divulgou as vinte instituições de ensino médio que apresentaram os melhores desempenhos no IDEB.

Apenas duas são públicas. As restantes, dezoito,  privadas, dentre as quais o Colégio Jockey e o Instituto Dom Bosco, do nosso vizinho, Piauí.

Se na área da Saúde o Piauí já era melhor do que o Maranhão, agora, no plano educacional, suplantou os maranhenses.

KÁTIA E GOVERNANTES

Quem ouviu o forte discurso da presidente do IPHAN, Kátia Bogéa, pronunciado em São Luís, na inauguração da Praça Pedro II, notou que ela não dá o mesmo tratamento ao governador Flávio Dino e ao prefeito Edivaldo Holanda Junior.

Com o prefeito de São Luís, Kátia se entende muito bem, já, com o governador do Estado, ela quer distância. E vice-versa.

BOLSONARO AVANÇA

Mais galopante do que o avanço do candidato à Presidência da República, Jair Bolsonário, na corrida sucessória, é a adesão que ele recebe diariamente de gente intelectualizada e com boa formação ideológica.

Estou impressionado com a quantidade de gente amiga e conhecida que enfaticamente declara o voto para Bolsonaro, no entendimento de que só ele poderá salvar o Brasil.

POSSE DE TÓFOLLY

O ex-senador José Sarney fez uma ligeira pausa nas  atividades que ora desenvolve em São Luís e viajou para Brasília, a fim de participar da solenidade de posse do ministro Dias Tófolly, de quem é amigo fraternal, na presidência do Supremo Tribunal Federal.

Neste final de mês, Sarney  retorna a Brasília para proferir palestra no STF. Tema: Os trinta anos da nova Constituição do Brasil.

60 ANOS DE COROBA

O meu amigo e conterrâneo Benedito Coroba completou  60 anos de vida, quase todos dedicados à Ciência do Direito, que abraçou com abnegação e determinação. Depois de atuar com brilhantismo na  advocacia, ingressou no Ministério Público, do qual é um dos mais dedicados representantes.

Chegou também a transitar na estrada da política, elegendo-se deputado estadual, pelo PDT, após o que se candidatou a prefeito de sua terra natal-Itapecuru-Mirim, não sendo bem-sucedido nas urnas.

No exercício do Ministério Público, Coroba não poupa os gestores municipais que descumprem as leis e atropelam as diretrizes contábeis e financeiras.

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OS INESQUECÍVEIS DOENTES MENTAIS DE SÃO LUÍS

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Na semana em que se comemora o aniversário de São Luís, lembrei-me de uma  gente que, em passado não tão distante, deixou na cidade a marca da presença pela simplicidade e fragilidade, vivendo em nossas ruas e praças sem molestar os semelhantes, mas mostrando o sofrimento na alma e no corpo.

Ao reportar-me sobre gente tão humilde, nem sempre bem vista ou compreendida pela sociedade, atenho-me a um caso inusitado, acontecido anos atrás em São Luís, que, pela sua singularidade,  chamou a atenção dos que se encontravam no aeroporto Hugo da Cunha Machado.

Naquele ambiente de grande movimentação, um homem, razoavelmente bem vestido e com menos de cinquenta anos foi preso pela Polícia Federal por tirar a roupa e ficar plenamente pelado na área de embarque de passageiros.

O estranho ato, praticado por um cidadão desconhecido, imediatamente chegou ao domínio público pelos meios de comunicação, que se encarregaram de divulgá-lo com estardalhaço, dando margem a que desusados comentários o apontassem como algo insano ou imoral.

Enquanto a opinião pública especulava em torno da invulgar cena, a Polícia Federal, a quem estava afeto o caso, informava que o homem era um estrangeiro e doente mental, por isso, sofrera um surto e necessitava de tratamento especializado.

Ao saber do fato, o meu pensamento fez uma viagem ao passado não tão distante, época em que São Luís hospedava uma quantidade de gente que sofria das faculdades mentais, alguns, à falta de parentes ou de quem deles tivesse comiseração, passavam o dia e a noite em logradouros públicos, onde praticavam insanidades que os leigos chamavam doidices e maluquices, rótulos que a medicina moderna tratou de expurgar de seu glossário, passando a chamá-las de surtos psicóticos.

Registra a história que as doenças mentais, em São Luís, como problemas da saúde pública, vieram à tona no primeiro quartel do século XX, quando a imprensa passou a exigir do governo a construção de hospital para os alienados. Nesse sentido, o governador Godofredo Viana (1922-1926) chegou a adquirir um sítio, no Cutim, destinado à instalação de uma colônia para psicopatas, mas a obra não foi adiante.

Na verdade, a construção de um hospital para tratamento de doentes mentais,  ocorreu na gestão do interventor Paulo Ramos, inaugurado em março de 1941. Com seis pavilhões e bem equipado, localizado num sítio chamado Dois Leões, no antigo Caminho Grande, com o nome de Hospital-Colônia Nina Rodrigues, para o qual foram transferidos os infelizes insanos que se encontravam internados em prisões, como se fossem criminosos, e os albergados em “casas de mortos”, onde viviam na mais triste miséria e em nociva promiscuidade.

Com esse feito governamental, os nossos doentes mentais passaram a ser vistos como pacientes que podiam ser tratados com seriedade e abnegação. Antes, a grande maioria da sociedade não tinha nenhum constrangimento de apontá-los como doidos ou malucos, alvos, portanto,  de inclementes deboches, escárnios, zombarias, troças, caçoadas, chacotas, quando não humilhações e agressões.

Na condição de gente mal tratada e abandonada, havia doentes mentais dos mais variados tipos e de todos os gostos: alegres, brincalhões, tristes, pacíficos, inofensivos, agressivos, atrevidos, falastrões, calados, maltrapilhos, arrumadinhos, grosseiros, calmos, inteligentes e rudes.

Alguns alegravam a população pelo modo como falavam e contavam histórias, quase sempre fantasiosas, a respeito de suas vidas. Outros, contudo, mais arredios e tolerantes, mostravam-se calados e indiferentes ao que acontecia com eles e o mundo. Mas existiam os exaltados e agressivos, que quando provocados ou chamados por apelidos, perdiam a censura e mandavam para o ar palavrões de todos os calibres. Um dos mais populares, Humberto Coelho, conhecido por Vassoura, não perdoava quem assim o chamasse. De sua boca, saiam obscenas expressões, que abalavam degenerados e castos, numa época em que sacanagem era palavrão e agredia os ouvidos dos moralistas. Outra figura bem conhecida na cidade, respondia pelo nome de João Pessoa. Ficava extremamente irritado quando a molecada dizia que ele não casaria. Batia o pé, soltava impropérios e garantia que não ficaria solteiro.

O saudoso compositor e poeta popular Lopes Bogéa escreveu um livro interessante a respeito dessas figuras humanas que percorriam a cidade e sempre tinham algo a dizer aos que os ouviam pacientemente ou lhes dedicassem certa atenção. Em “Pedras de Rua”, publicado em 1988,  biografou 135 doentes mentais, maranhenses e de outras terras, que aqui viviam por conta da solidariedade humana ou ao deus dará.

Da relação pesquisada por Lopes Bogéa, guardo na memória, Bota Pra Moer, Só Bogre, Chibé, Domingos Pé Gordo, João Pessoa, Moreno Borges, Mete a Vara, Mocó, Míster, Maria Preá, Mamífero, Pirão Cru, Sopa Fria, Periquito, Pedro Peru, Pato D´água, Rodó, Rei dos Homens, Rafael Canindé e Vassoura.

Bota Pra Moer ficou famoso pela sua atuação na greve contra a posse do governador Eugênio Barros. Na tentativa de invasão do Palácio dos Leões deram a ele a tarefa de comandar a massa, que o seguia firme e resoluta. Ao chegar à Avenida Pedro II,  avistou os policiais de arma em punho e prontos para meter fogo nos chamados “soldados da liberdade”. O que fez Bota Pra Moer?  Simplesmente parou a marcha e anunciou: – Até aqui eu vim, daqui pra frente arranjem um mais doido do que eu.

Outra personagem citada no livro Pedras de Rua: Mamífero, mais folclórico do que doido, resolveu entrar na política, em 1948, candidatando-se a vereador de São Luis pelo PDC, do austero professor Antenor Bogéa. Num comício, no João Paulo, no auge de seu discurso, Mamífero disse essa pérola: – Se eleito vou acabar com esse terrível vexame de as mulheres ricas dormirem em colchões de molas e as pobres, coitadas, dormirem em pau duro.

O FOGO NÃO PERDOA

Quando a gente vê o que aconteceu, no Rio de Janeiro, com o fogo destruindo completamente o Museu Nacional, logo pensa no nosso Centro Histórico.

Os velhos sobrados do nosso Centro Histórico, de imenso valor artístico e  arquitetônico, são tão vulneráveis quanto o Museu Nacional, por isso, correm riscos semelhantes.

Se não fosse a proteção de Deus, alguns prédios coloniais da Praia Grande já teriam sumido do mapa.

RAPAZIADA DO PSTU

O PSTU é um partido pequeno, com poucos quadros humanos, portanto, sem condições de fazer uma boa campanha política.

Sendo inexpressivo do ponto de vista partidário, não alimenta a esperança de eleger algum candidato a qualquer cargo eletivo.

A despeito da sua modesta estrutura, o PSTU, em eleições passadas, se destacou no programa eleitoral por usar a composição musical “Eu acredito na rapaziada”.

BATALHA EM RIBAMAR

Em São José de Ribamar, as eleições deste ano ganharam um diferenciado componente.

Ainda que não esteja em disputa o cargo de prefeito, a luta política se travará entre as forças políticas do atual gestor, Luís Fernando Silva, e as do ex, Gil Cutrim.

Antigos aliados, hoje, ferrenhos inimigos políticos, querem mostrar nas urnas quem é o mais popular, o que tem mais prestígio e mais voto na cidade balneária.

DE MAL A PIOR

Há candidatos que facilmente caem nas graças do eleitorado e não dão trabalho para se eleger. Outros, contudo, não conseguem sair do chão, nem com a proteção dos detentores do poder.

O candidato a senador, Weverton Rocha, por exemplo, está em todas e conta com o apoio de figuras de realce da política maranhense, mas não tem santo que o faça decolar nas pesquisas.

EX-PRESIDENTES

Três ex-presidentes da Assembleia Legislativa do Maranhão postulam voltar às atividades parlamentares: Manoel Ribeiro, Arnaldo Melo e Marcelo Tavares.

Se eleitos, pretendem postular o cargo de presidente do Poder Legislativo.

Com a participação de Arnaldo Melo no pleito, a filha, Nina, que exerce o mandato nesta legislatura, não concorre à reeleição.

Se Roseana ganhar a eleição para o Governo do Estado, Manoel Ribeiro ou Arnaldo Melo  poderão presidir a Assembleia. O mesmo se pode dizer de Marcelo Tavares se Flávio Dino se reeleger.

BRITÂNICOS NOS LENÇOIS

Os turistas ingleses que gostam de viajar para o Brasil, em busca dos encantos da natureza, foram aconselhados por uma das maiores operadoras de turismo britânico, a conhecer oito cidades brasileiras.

Uma delas, Barreirinhas, por causa dos Lençóis Maranhenses.

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NA POLÍTICA, NADA SE CRIA, TUDO SE COPIA

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No Maranhão, também, a máxima de que na natureza nada se cria tudo se copia, tem sido fonte de inspiração aos militantes da política,  principalmente nas campanhas eleitorais, quando os candidatos dela se aproveitam para convencer o eleitorado de que são bem intencionados, com respeito à formulação de suas propostas.

A aplicação do aforisma na política estadual  remonta aos idos de 1990,  ocasião em que três expressivos candidatos disputavam o cargo de governador do Estado: Edison Lobão,  pelo PFL, PTB e PSC; João Castelo, pelo PRN, PMDB, PDC, PSDB, PDS e PL; Conceição Andrade, pelo PSB, PT, PDT e PC do B.

Aquela luta eleitoral, uma das mais renhidas já travadas no Maranhão, quanto à sua definição, haja vista que  os dois candidatos mais votados, João Castelo e Edison Lobão, por não alcançarem a maioria absoluta da votação no primeiro turno, forçaram a realização de uma nova eleição.

Foi no segundo turno daquela memorável eleição, que o  candidato colocado em segundo lugar no pleito anterior, Edison Lobão, ainda com o tempo restrito para mudar a sua estratégia de campanha, mobilizou-se melhor e procurou armar-se com instrumentos mais modernos, buscados na área do marketing político, para  mostrar ao eleitorado de que estava preparado  para chegar ao poder e realizar ações adequadas às necessidades do povo e ao desenvolvimento do Maranhão.

Valendo-se dessa moderna parafernália política, o candidato do PFL apresentou-se no segundo turno com um discurso renovado e mais convincente do que o seu adversário, que continuou apegado à mesma fórmula usada no primeiro turno. Enquanto Castelo mantinha-se atrelado a um discurso raivoso e vazio, Lobão, ao contrário, mostrava-se mais solto e mais avançado em suas propostas, veiculadas pelos meios de comunicação e com base num marketing político atualizado e mais arejado.

Apoiado, pois, nessa poderosa máquina de construção de imagem política, Lobão mudou o tom e o ritmo da campanha, impôs-se ao eleitorado e conquistou exuberante vitória num pleito, que se imaginava complicado e difícil de ultrapassar Castelo, que, no primeiro turno, teve um desempenho superior ao do  adversário.

Dentre as peças publicitárias exibidas pelo candidato do PFL,  surtiu mais efeito junto ao eleitor, sobretudo o indeciso, uma cartilha intitulada “Compromisso com o povo”, registrada no Cartório Cantuária Azevedo, no dia 24 de outubro de 1990, e distribuída aos milhares no Estado inteiro, que, como um rastilho de pólvora, repercutiu maravilhosamente na sociedade maranhense, que tomou conhecimento das propostas de Lobão, num total de trinta, fazendo o eleitorado mudar de posição e bandear-se para o seu lado.

Dessa forma, Castelo que no primeiro turno, havia sido o mais votado, com 595.392 votos, deixando Lobão em segundo lugar, com 459 542 votos, no segundo turno, em função da cartilha “Compromisso com o povo”, Lobão deu a volta por cima e obteve 695.727 sufrágios, suplantando de maneira espetacular o seu principal competidor, que chegou à marca dos 594.620 votos.

Como na política nada se cria e tudo se copia,  depois de vinte e oito anos, o eleitorado maranhense toma conhecimento de outro candidato a governador do Estado, Roberto Rocha, adotar o procedimento de Edison Lobão,  mas com objetivos diferenciados  e impostos pela realidade e pelo tempo.

Com base no seu Plano de Governo, também, registrado no Cartório Cantuária Azevedo, Roberto Rocha espera em 2018 vencer um pleito, considerado praticamente perdido, mas como nada é difícil na atividade politica, lembremos o saudoso deputado Baima Serra, que costumava dizer: – Em sociedade tudo se sabe e em política tudo pode acontecer. Até mesmo boi voar, como afirmava do alto de sua sabedoria, o ex-senador Vitorino Freire.

LUPI NO MARANHÃO

Até hoje, aquela acusação contra o dono do PDT, Carlos Lupi, de que, em 2009, teria aceitado vantagem indevida, para fretar um avião e viajar pelo interior do Maranhão, continua dando o que falar.

Na semana passada, o candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes teve de dar explicações sobre tal  fato ao Jornal Nacional.

Pelo sabido, o fretamento do avião destinava-se à campanha em favor de seu fiel escudeiro, Weverton Rocha.

PATRIMÔNIO ZERADO

Os maiores jornais e as mais importantes emissoras de rádio e televisão do Brasil, não conseguem encontrar o deputado Waldir Maranhão.

Querem saber do parlamentar maranhense porque depois de cumprir duas legislaturas ( 1910 e 1914) na Câmara dos Deputados, declarou zerado o seu patrimônio.

O caso de Waldir Maranhão é inédito no Congresso Nacional. Ele é o primeiro deputado que ao final de dois mandatos perdeu tudo e nada amealhou.

CAUSA DO EZVAZIAMENTO

Inconformado com o esvaziamento comercial e o afastamento do consumidor da Avenida Castelo Branco, o empresário Sebastião Murad promete reagir contra o responsável por aquela constrangedora situação: o secretário municipal do trânsito, Canindé Barros.

Nesse sentido, Murad quer mobilizar os órgãos representativos do empresariado de São Luís, para lutar contra as medidas tomadas pelo órgão tido como competente, que através de ações nefastas, afastou daquela avenida os consumidores, na sua grande maioria proprietários de veículos motorizados.

VOTO DE CAPELÃES

Se o governador Flávio Dino nomeou os pastores evangélicos para os cargos de capelães, com o objetivo de angariar votos para os candidatos e os partidos que o apoiam nas eleições deste ano, o tiro pode sair pela culatra.

Não por acaso, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral firmou o entendimento de que o pedido de voto em evento religioso pode configurar abuso do poder econômico.

MILAGRE DE ALCIONE

A cantora maranhense Alcione conseguiu um feito notável em Brasília.

Fez a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Carmem Lúcia, pessoa discretíssima e austera, numa recepção em sua residência, em comemoração às mulheres, abrir a boca e soltar a voz.

A ministra cantou descontraidamente, do começo ao fim, um samba do repertório de Alcione.

EMPRESARIADO E CANDIDATOS

Mesmo sabendo que a legislação eleitoral veda a transferência de recursos privados para campanhas políticas, alguns candidatos às eleições deste ano não deixam o empresariado em paz.

O assédio dos candidatos faz-se de modo constante e forte, mas não tem encontrado resposta positiva do empresariado, por uma razão mais forte que a legislação eleitoral: a crise financeira que assola o país, que chegou ao Maranhão de maneira avassaladora.

DUARTE E MEIRELES

Se a atitude do candidato a deputado estadual Duarte Junior de transferir 300 mil reais de sua poupança para os gastos de sua campanha eleitoral foi ousada, o que dizer da atitude de Henrique Meireles, candidato à Presidência da República?

Ele, sem pestanejar e sem chance de se eleger, colocou 20 milhões de recursos próprios à disposição de sua campanha eleitoral.

LÁGRIMAS DE GASPAR

O empresário Carlos Gaspar, homenageado pela Associação Comercial do Maranhão, na solenidade comemorativa dos 164 anos de fundação, com a Medalha João Gualberto, levou a assistência às lágrimas.

Ao final de seu discurso, Gaspar evocou com emoção e gratidão, a figura da saudosa esposa, Paula, que, em vida, além do amor, deu-lhe compreensão, apoio e solidariedade para vencer as adversidades na sua atividade empresarial.

 

 

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