NA POLÍTICA, NADA SE CRIA, TUDO SE COPIA

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No Maranhão, também, a máxima de que na natureza nada se cria tudo se copia, tem sido fonte de inspiração aos militantes da política,  principalmente nas campanhas eleitorais, quando os candidatos dela se aproveitam para convencer o eleitorado de que são bem intencionados, com respeito à formulação de suas propostas.

A aplicação do aforisma na política estadual  remonta aos idos de 1990,  ocasião em que três expressivos candidatos disputavam o cargo de governador do Estado: Edison Lobão,  pelo PFL, PTB e PSC; João Castelo, pelo PRN, PMDB, PDC, PSDB, PDS e PL; Conceição Andrade, pelo PSB, PT, PDT e PC do B.

Aquela luta eleitoral, uma das mais renhidas já travadas no Maranhão, quanto à sua definição, haja vista que  os dois candidatos mais votados, João Castelo e Edison Lobão, por não alcançarem a maioria absoluta da votação no primeiro turno, forçaram a realização de uma nova eleição.

Foi no segundo turno daquela memorável eleição, que o  candidato colocado em segundo lugar no pleito anterior, Edison Lobão, ainda com o tempo restrito para mudar a sua estratégia de campanha, mobilizou-se melhor e procurou armar-se com instrumentos mais modernos, buscados na área do marketing político, para  mostrar ao eleitorado de que estava preparado  para chegar ao poder e realizar ações adequadas às necessidades do povo e ao desenvolvimento do Maranhão.

Valendo-se dessa moderna parafernália política, o candidato do PFL apresentou-se no segundo turno com um discurso renovado e mais convincente do que o seu adversário, que continuou apegado à mesma fórmula usada no primeiro turno. Enquanto Castelo mantinha-se atrelado a um discurso raivoso e vazio, Lobão, ao contrário, mostrava-se mais solto e mais avançado em suas propostas, veiculadas pelos meios de comunicação e com base num marketing político atualizado e mais arejado.

Apoiado, pois, nessa poderosa máquina de construção de imagem política, Lobão mudou o tom e o ritmo da campanha, impôs-se ao eleitorado e conquistou exuberante vitória num pleito, que se imaginava complicado e difícil de ultrapassar Castelo, que, no primeiro turno, teve um desempenho superior ao do  adversário.

Dentre as peças publicitárias exibidas pelo candidato do PFL,  surtiu mais efeito junto ao eleitor, sobretudo o indeciso, uma cartilha intitulada “Compromisso com o povo”, registrada no Cartório Cantuária Azevedo, no dia 24 de outubro de 1990, e distribuída aos milhares no Estado inteiro, que, como um rastilho de pólvora, repercutiu maravilhosamente na sociedade maranhense, que tomou conhecimento das propostas de Lobão, num total de trinta, fazendo o eleitorado mudar de posição e bandear-se para o seu lado.

Dessa forma, Castelo que no primeiro turno, havia sido o mais votado, com 595.392 votos, deixando Lobão em segundo lugar, com 459 542 votos, no segundo turno, em função da cartilha “Compromisso com o povo”, Lobão deu a volta por cima e obteve 695.727 sufrágios, suplantando de maneira espetacular o seu principal competidor, que chegou à marca dos 594.620 votos.

Como na política nada se cria e tudo se copia,  depois de vinte e oito anos, o eleitorado maranhense toma conhecimento de outro candidato a governador do Estado, Roberto Rocha, adotar o procedimento de Edison Lobão,  mas com objetivos diferenciados  e impostos pela realidade e pelo tempo.

Com base no seu Plano de Governo, também, registrado no Cartório Cantuária Azevedo, Roberto Rocha espera em 2018 vencer um pleito, considerado praticamente perdido, mas como nada é difícil na atividade politica, lembremos o saudoso deputado Baima Serra, que costumava dizer: – Em sociedade tudo se sabe e em política tudo pode acontecer. Até mesmo boi voar, como afirmava do alto de sua sabedoria, o ex-senador Vitorino Freire.

LUPI NO MARANHÃO

Até hoje, aquela acusação contra o dono do PDT, Carlos Lupi, de que, em 2009, teria aceitado vantagem indevida, para fretar um avião e viajar pelo interior do Maranhão, continua dando o que falar.

Na semana passada, o candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes teve de dar explicações sobre tal  fato ao Jornal Nacional.

Pelo sabido, o fretamento do avião destinava-se à campanha em favor de seu fiel escudeiro, Weverton Rocha.

PATRIMÔNIO ZERADO

Os maiores jornais e as mais importantes emissoras de rádio e televisão do Brasil, não conseguem encontrar o deputado Waldir Maranhão.

Querem saber do parlamentar maranhense porque depois de cumprir duas legislaturas ( 1910 e 1914) na Câmara dos Deputados, declarou zerado o seu patrimônio.

O caso de Waldir Maranhão é inédito no Congresso Nacional. Ele é o primeiro deputado que ao final de dois mandatos perdeu tudo e nada amealhou.

CAUSA DO EZVAZIAMENTO

Inconformado com o esvaziamento comercial e o afastamento do consumidor da Avenida Castelo Branco, o empresário Sebastião Murad promete reagir contra o responsável por aquela constrangedora situação: o secretário municipal do trânsito, Canindé Barros.

Nesse sentido, Murad quer mobilizar os órgãos representativos do empresariado de São Luís, para lutar contra as medidas tomadas pelo órgão tido como competente, que através de ações nefastas, afastou daquela avenida os consumidores, na sua grande maioria proprietários de veículos motorizados.

VOTO DE CAPELÃES

Se o governador Flávio Dino nomeou os pastores evangélicos para os cargos de capelães, com o objetivo de angariar votos para os candidatos e os partidos que o apoiam nas eleições deste ano, o tiro pode sair pela culatra.

Não por acaso, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral firmou o entendimento de que o pedido de voto em evento religioso pode configurar abuso do poder econômico.

MILAGRE DE ALCIONE

A cantora maranhense Alcione conseguiu um feito notável em Brasília.

Fez a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Carmem Lúcia, pessoa discretíssima e austera, numa recepção em sua residência, em comemoração às mulheres, abrir a boca e soltar a voz.

A ministra cantou descontraidamente, do começo ao fim, um samba do repertório de Alcione.

EMPRESARIADO E CANDIDATOS

Mesmo sabendo que a legislação eleitoral veda a transferência de recursos privados para campanhas políticas, alguns candidatos às eleições deste ano não deixam o empresariado em paz.

O assédio dos candidatos faz-se de modo constante e forte, mas não tem encontrado resposta positiva do empresariado, por uma razão mais forte que a legislação eleitoral: a crise financeira que assola o país, que chegou ao Maranhão de maneira avassaladora.

DUARTE E MEIRELES

Se a atitude do candidato a deputado estadual Duarte Junior de transferir 300 mil reais de sua poupança para os gastos de sua campanha eleitoral foi ousada, o que dizer da atitude de Henrique Meireles, candidato à Presidência da República?

Ele, sem pestanejar e sem chance de se eleger, colocou 20 milhões de recursos próprios à disposição de sua campanha eleitoral.

LÁGRIMAS DE GASPAR

O empresário Carlos Gaspar, homenageado pela Associação Comercial do Maranhão, na solenidade comemorativa dos 164 anos de fundação, com a Medalha João Gualberto, levou a assistência às lágrimas.

Ao final de seu discurso, Gaspar evocou com emoção e gratidão, a figura da saudosa esposa, Paula, que, em vida, além do amor, deu-lhe compreensão, apoio e solidariedade para vencer as adversidades na sua atividade empresarial.

 

 

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